{"id":27324,"date":"2021-05-26T16:54:16","date_gmt":"2021-05-26T19:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27324"},"modified":"2021-05-26T16:54:16","modified_gmt":"2021-05-26T19:54:16","slug":"a-verdadeira-violencia-e-a-desigualdade-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27324","title":{"rendered":"A verdadeira viol\u00eancia \u00e9 a desigualdade social"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/semanariovoz.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/heroesPN-696x464.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Protesto social no Monumento aos Her\u00f3is em Bogot\u00e1.<\/p>\n<p>Foto Sophie Mart\u00ednez<\/p>\n<p>Em entrevista ao Seman\u00e1rio VOZ, do Partido Comunista Colombiano, o renomado pesquisador de Antioquia Eduardo Restrepo reflete sobre o momento pol\u00edtico, as contradi\u00e7\u00f5es de um pa\u00eds convulsionado e dividido, a heterogeneidade da juventude que est\u00e1 nas ruas, a disputa pelo sentido de na\u00e7\u00e3o e a decad\u00eancia da universidade na situa\u00e7\u00e3o atual<\/p>\n<p>Por Simon Palacio<\/p>\n<p>VOZ: A greve nacional e as massivas mobiliza\u00e7\u00f5es sociais deixaram o pa\u00eds chocado. Qual a leitura desse novo cen\u00e1rio pol\u00edtico?<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 um cen\u00e1rio emergente que abriu uma fratura no imagin\u00e1rio pol\u00edtico do pa\u00eds porque nos encheu de desafios. S\u00e3o acontecimentos que por um lado entristecem, mas tamb\u00e9m que geram um cen\u00e1rio de esperan\u00e7a. Manter esse equil\u00edbrio \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Lamentamos ver mulheres violadas sexualmente pela Pol\u00edcia, enquanto a brutalidade da Esmad opera impunemente. Da mesma forma, \u00e9 ultrajante que a m\u00eddia e certos setores da sociedade se preocupem mais com as coisas, ou seja, com todo esse vandalismo, do que com a pr\u00f3pria vida das pessoas. D\u00e1 raiva ver uma elite pol\u00edtica indolente e covarde, pescando em um rio turbulento. \u00c9 preocupante ver como surgem express\u00f5es de racismo e \u00f3dio de classe contra os trabalhadores, por meio daqueles que clamam publicamente por estrat\u00e9gias paramilitares.<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m situa\u00e7\u00f5es que geram esperan\u00e7a. Milhares de pessoas, a maioria jovens, tomaram as ruas como terreno para delibera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. H\u00e1 tamb\u00e9m uma expectativa de criatividade visual, sonora e afetiva que transborda, o que gera a empolgante ideia do carnaval.<\/p>\n<p>Da mesma forma, setores populares organizados em resist\u00eancia, como os bairros de Puerto Resistencia, aumentam o sentimento de otimismo. A Minga Ind\u00edgena del Cauca foi impec\u00e1vel: ela entrou, ficou e saiu de Cali, apesar de tudo o que foi feito e dito contra eles, que configuraram um ensino de pedagogia pol\u00edtica para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>As interven\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas voltadas a derrubar a mem\u00f3ria euroc\u00eantrica encarnada em monumentos de conquistadores genocidas, como Sebasti\u00e1n de Belalc\u00e1zar ou Gonzalo Jim\u00e9nez de Quesada, e ao mesmo tempo renomear simbolicamente lugares como a Avenida Misak s\u00e3o importantes. Tudo \u00e9 muito promissor. Tenho 50 anos e nunca vi nada parecido neste pa\u00eds. Est\u00e3o acontecendo coisas que apontam para transforma\u00e7\u00f5es que j\u00e1 s\u00e3o um fato.<\/p>\n<p>VOZ: Nesse sentido, o pa\u00eds est\u00e1 mudando?<\/p>\n<p>&#8211; A greve nacional tornou-se um grande acontecimento pol\u00edtico. As redes, a m\u00eddia, o governo, o povo, etc., foram questionados. Se a greve queria definir uma agenda para o surgimento de conversa\u00e7\u00f5es e sensibilidades pol\u00edticas, acho que foi bem sucedida. Tamb\u00e9m exp\u00f4s as profundas contradi\u00e7\u00f5es e desigualdades de dois pa\u00edses incomensur\u00e1veis.<\/p>\n<p>Por um lado, temos uma Col\u00f4mbia de \u201cgente do bem\u201d que, embora hoje seja muito mais complexa e contradit\u00f3ria, foi hegemonizada por muitos anos pelo uribismo, pelo paramilitarismo e pelas irrup\u00e7\u00f5es crist\u00e3s pentecostais. S\u00e3o eles que se aproximam da Pol\u00edcia e da Esmad, justificando as graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos na tese das ma\u00e7\u00e3s podres.<\/p>\n<p>E h\u00e1 outra Col\u00f4mbia, hoje nas ruas, frustrada, amargurada, ignorada, empobrecida e, sobretudo, desprezada. Este pa\u00eds \u00e9 identificado pela &#8220;gente do bem&#8221; como \u00edndios, \u00f1eros, marihuaneros, v\u00e2ndalos, bandidos, esquerdistas, guerrilheiros, gente violenta, prostitutas, etc. Ou seja, os castro-chavistas, os da dissipada revolu\u00e7\u00e3o molecular. Sempre houve essa experi\u00eancia e essa diferencia\u00e7\u00e3o, mas o desemprego conseguiu mostrar-lhes a partir da desigualdade que essas experi\u00eancias hist\u00f3ricas representam.<\/p>\n<p>VOZ: A juventude, al\u00e9m do movimento estudantil, tem estado na vanguarda da mobiliza\u00e7\u00e3o. Como interpretar o que est\u00e1 acontecendo na rua?<\/p>\n<p>&#8211; A juventude que est\u00e1 na rua transcende o movimento estudantil, do qual naturalmente participa. Os pelados que est\u00e3o nas barricadas, que est\u00e3o em Silo\u00e9 ou Aguablanca, para dar um exemplo, est\u00e3o certamente fora da universidade. A juventude est\u00e1 emergindo e participando de outras formas.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio um trabalho etnogr\u00e1fico que nos permita mapear as pr\u00e1ticas emergentes in situ e compreender as linguagens, emo\u00e7\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es e concep\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em jogo. Um erro que sempre tivemos \u00e9 que uma pessoa interpreta e outras pessoas s\u00e3o interpretadas. Acredito que voc\u00ea tem que ouvir, o que implica se conectar com as pr\u00e1ticas, conversar e assumir responsabilidades com esses jovens que n\u00e3o t\u00eam nada a perder.<\/p>\n<p>VOZ: Algo interessante que est\u00e1 acontecendo nessa experi\u00eancia \u00e9 que os repert\u00f3rios de protesto v\u00e3o al\u00e9m do formato cl\u00e1ssico de mobiliza\u00e7\u00e3o social. Existe uma mudan\u00e7a cultural na forma de participar da pol\u00edtica?<\/p>\n<p>&#8211; Eu diria provisoriamente que n\u00e3o \u00e9 um assunto totalmente novo. Lembremos a queima dos CAIs em Bogot\u00e1 e em diferentes partes do pa\u00eds em 2020, que foi parte de um confronto visceral com a institui\u00e7\u00e3o policial. O limiar da toler\u00e2ncia foi ultrapassado em muitos lugares, onde se experimentam verdadeiras revoltas, onde a raiva e a indigna\u00e7\u00e3o se transformam em uma catarse que culmina na destrui\u00e7\u00e3o de monumentos coloniais, institui\u00e7\u00f5es financeiras, esta\u00e7\u00f5es de transporte p\u00fablico ou estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vejo coisas interessantes como as Primeiras Linhas e as Barricadas. Embora j\u00e1 tenham ocorrido antes, a dimens\u00e3o e o alcance disso impressionam, pois se configuram em express\u00f5es de uma mudan\u00e7a cultural na forma de fazer pol\u00edtica. Resist\u00eancia, autogest\u00e3o, cuidado e solidariedade, o que poder\u00edamos chamar de heterogeneidade constitutiva, s\u00e3o a express\u00e3o de uma multiplicidade de experi\u00eancias que n\u00e3o podem ser traduzidas por palavras ou representadas.<\/p>\n<p>Lembremos, com Martin Luther King, que o protesto \u00e9 a linguagem daqueles que historicamente n\u00e3o foram ouvidos. Em suma, \u00e9 entender o que isso significa como um evento de pessoas que foram ignoradas o tempo todo.<\/p>\n<p>VOZ: Quanto a pandemia teve a ver com esse inconformismo generalizado?<\/p>\n<p>&#8211; Acredito que devemos considerar dois eventos que modificaram para sempre o processo pol\u00edtico colombiano. O primeiro foram os Acordos de Havana. Imagine esse ataque com as FARC em armas, acho que teria sido imposs\u00edvel. Eles est\u00e3o tentando entender essa hist\u00f3ria, mas t\u00eam muito a justificar. O segundo \u00e9 a Covid-19, em que as pessoas vivenciam o autoritarismo em nome da vida, quando te dizem \u201cn\u00e3o saia de casa\u201d e voc\u00ea precisa sair para viver ou te dizem &#8220;fique em casa&#8221; e voc\u00ea n\u00e3o tem casa ou sua casa \u00e9 uma merda.<\/p>\n<p>VOZ: De forma in\u00e9dita, a bandeira nacional est\u00e1 sendo reivindicada. Por que se d\u00e1 essa apropria\u00e7\u00e3o de um s\u00edmbolo muitas vezes ausente nos dias de mobiliza\u00e7\u00e3o social?<\/p>\n<p>&#8211; A bandeira e a ideia de na\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam uma articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00fanica. Pode e de fato foi apropriada por nacionalismos de direita, mas por isso mesmo pode ser retomada para possibilitar outros significados. O que estamos vendo \u00e9 uma disputa de apropria\u00e7\u00e3o do sentido de na\u00e7\u00e3o simbolizada pela bandeira.<\/p>\n<p>A invers\u00e3o, onde o vermelho est\u00e1 no topo, liga-se a \u201celes est\u00e3o nos matando\u201d, que n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o apenas para denunciar a viol\u00eancia assassina da Esmad e da Pol\u00edcia, mas a desigualdade social que mata a cada dia.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a verdadeira viol\u00eancia estrutural de que nem Duque, nem as elites, nem a m\u00eddia falam. A desigualdade social mata muitas pessoas todos os dias, o tempo todo, pobres, negros, ind\u00edgenas, mulheres, etc. O que h\u00e1 com essa invers\u00e3o, uma pr\u00e1tica que n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a uma s\u00f3 pessoa, \u00e9 uma rearticula\u00e7\u00e3o que nos faz pensar quem somos e para onde vamos.<\/p>\n<p>VOZ: Sobre os acontecimentos em Cali, qual pode ser a explica\u00e7\u00e3o para o agravamento das contradi\u00e7\u00f5es sociais, culturais e \u00e9tnicas em uma cidade conturbada?<\/p>\n<p>&#8211; Na Col\u00f4mbia houve duas imagens dos ind\u00edgenas. A primeira \u00e9 a dos \u201cind\u00edgenas permitidos\u201d, os que est\u00e3o em seus abrigos, ex\u00f3ticos em sua sabedoria cultural tradicional e instrumentalizados a partir da nostalgia colonial. Mas h\u00e1 outra que \u00e9 a do &#8220;ind\u00edgena n\u00e3o permitido&#8221;, aquele que protesta, aquele que provoca, aquele que interrompe a rodovia pan-americana, aquele que est\u00e1 deslocado, aquele que se porta mal.<\/p>\n<p>\u00c9 este segundo ind\u00edgena que traz \u00e0 tona o racismo e o desprezo de um setor da sociedade colombiana. O ind\u00edgena quando est\u00e1 deslocado e n\u00e3o se enquadra naquelas imagens de nostalgia imperial, do &#8220;bom selvagem&#8221;, \u00e9 um ind\u00edgena chato que merece ser exterminado. O racismo \u00e9 t\u00e3o tenaz, que at\u00e9 leituras s\u00e3o feitas de como &#8220;os ind\u00edgenas s\u00e3o t\u00e3o brutais que certamente os est\u00e3o manipulando&#8221;.<\/p>\n<p>O que aconteceu na Ciudad Jard\u00edn em Cali mostra que o pa\u00eds se define por um racismo que despreza profundamente os ind\u00edgenas. E tamb\u00e9m os afros. Silo\u00e9 e Aguablanca s\u00e3o afro do come\u00e7o ao fim, s\u00e3o enclaves negros em Cali. Isto gera uma conclus\u00e3o incontest\u00e1vel: ningu\u00e9m neste pa\u00eds pode dizer que n\u00e3o existe racismo na Col\u00f4mbia, o que obviamente \u00e9 lament\u00e1vel .<\/p>\n<p>VOZ: O papel das redes sociais e suas evid\u00eancias acerca da brutalidade policial t\u00eam sido determinantes n\u00e3o s\u00f3 nos diversos processos de mobiliza\u00e7\u00e3o, mas principalmente nas rea\u00e7\u00f5es da comunidade e da opini\u00e3o p\u00fablica internacional. As redes sociais est\u00e3o gerando uma ruptura na cultura pol\u00edtica do pa\u00eds?<\/p>\n<p>&#8211; Acredito que essa greve, sem redes sociais, sem v\u00eddeos e sem memes, simplesmente n\u00e3o aconteceria.<\/p>\n<p>Analisemos o meme como artefato pol\u00edtico, como cristaliza\u00e7\u00e3o e condensa\u00e7\u00e3o de enunciados. Circula com desenvoltura e tamb\u00e9m convoca a partir da zombaria, do humor e da alegria. Algo acontece, o vice-presidente cai e em tr\u00eas segundos existem 200 memes sobre isso. O meme \u00e9 um artefato cultural profundamente entrela\u00e7ado com as sensibilidades pol\u00edticas em jogo. Memes s\u00e3o sintomas pol\u00edticos que definem as sensibilidades da linguagem das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por outro lado, temos os v\u00eddeos. 2020 n\u00e3o teria acontecido sem aquela prova audiovisual onde se v\u00ea como a Pol\u00edcia prende, violenta e depois assassina o cidad\u00e3o Javier Ordo\u00f1ez. Vamos pensar nessa greve sem o v\u00eddeo de Vicky D\u00e1vila e Alberto Carrasquilla, que falam da d\u00fazia de ovos a 1.800 pesos, acho que n\u00e3o teria a for\u00e7a que tem neste momento, porque deixou evidente como o ministro da economia, que pretendia taxar a cesta b\u00e1sica familiar, n\u00e3o tem ideia da realidade do povo. Da mesma forma, os registros das atrocidades da Pol\u00edcia mostram como o Comandante X diz n\u00e3o, mas que mil registros dizem que sim. Esses v\u00eddeos geram uma emo\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: eles mentem para n\u00f3s descaradamente.<\/p>\n<p>VOZ: Fala-se muito de que as elites que det\u00eam o poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico est\u00e3o desconectadas da realidade social e das pessoas que est\u00e3o nas ruas. Voc\u00ea compartilha esta afirma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; A classe dominante governa para um pa\u00eds imagin\u00e1rio, que responde aos seus interesses e experi\u00eancias. Nesse sentido, essa elite est\u00e1 ligada \u00e0quele pa\u00eds e \u00e0s vezes tem conseguido hegemonizar o imagin\u00e1rio pol\u00edtico de amplos setores (como Uribe em seu primeiro mandato) e que tem se articulado a partir de redes clientelistas com os setores e classes subalternas para a manuten\u00e7\u00e3o do poder.<\/p>\n<p>Este pa\u00eds imaginado tem dois elementos que o constituem: o p\u00e2nico e a arrog\u00e2ncia. O p\u00e2nico, que se materializa nos setores mais direitistas, \u00e9 aquele p\u00e2nico pela amea\u00e7a do castro-chavismo, do comunismo e de tudo o que a esquerda representa. E tamb\u00e9m se expressa a partir de uma arrog\u00e2ncia por meio da qual presumem que interpretam e conhecem o pa\u00eds. No entanto, n\u00e3o conhe\u00e7o elite mais m\u00edope e mesquinha do que a colombiana.<\/p>\n<p>VOZ: Gra\u00e7as a um v\u00eddeo que viralizou nas redes, foi revelado como um professor da Universidad del Rosario repreende um aluno que protestou em uma aula virtual. A universidade colombiana est\u00e1 desconectada da realidade social do pa\u00eds?<\/p>\n<p>&#8211; A Universidad del Rosario, como as demais universidades privadas do pa\u00eds, n\u00e3o s\u00e3o universidades, mas grandes col\u00e9gios, onde os alunos s\u00e3o infantilizados, concebidos como clientes.<\/p>\n<p>Eles marcam como &#8220;ideol\u00f3gico&#8221;, como irrelevante e fora do lugar, como desrespeito, o que o professor ou burocrata n\u00e3o gosta. E, por se tratar de uma escola grande, mandam silenciar o aluno com autoritarismo. Al\u00e9m disso, as &#8220;f\u00e1bricas&#8221; do ensino est\u00e3o presas em armadilhas burocr\u00e1ticas, prisioneiras de um processo prec\u00e1rio que as impede de produzir conhecimentos relevantes ou processos de di\u00e1logos com seus alunos. O que temos \u00e9 o sintoma da decad\u00eancia das universidades privadas.<\/p>\n<p>As universidades colombianas, mesmo as p\u00fablicas, est\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas desconectadas da realidade do pa\u00eds. Elas est\u00e3o ocupadas fazendo a tarefa para as Minciencias e o Conselho Nacional de Credenciamento, onde o que importa s\u00e3o os Cvlacs para conseguir credenciamentos e subir no ranking. Por muito tempo as universidades n\u00e3o quiseram produzir conhecimento sobre a realidade do pa\u00eds. As universidades s\u00e3o parte do problema que eclodiu nesta greve nacional.<\/p>\n<p>Fonte: Seman\u00e1rio Voz &#8211; http:\/\/semanariovoz.com\/eduardo-restrepo-la-verdadera-violencia-es-la-desigualdad-social\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27324\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[233],"class_list":["post-27324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-76I","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}