{"id":27365,"date":"2021-06-02T01:44:46","date_gmt":"2021-06-02T04:44:46","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27365"},"modified":"2021-06-07T23:55:25","modified_gmt":"2021-06-08T02:55:25","slug":"balanco-das-desigualdades-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27365","title":{"rendered":"Balan\u00e7o das desigualdades na pandemia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/rioonwatch.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Rocinha.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: ANF<\/p>\n<p>Por Rafaela Fraga<\/p>\n<p>JORNAL O MOMENTO &#8211; PCB DA BAHIA<\/p>\n<p>Balan\u00e7o das Desigualdades Sociais durante a Pandemia de COVID-19 no Brasil \u2013 Ao caminhar, cantar e seguir a can\u00e7\u00e3o, em 1979 Geraldo Vandr\u00e9 nos vozeou que somos todos iguais, de bra\u00e7os dados ou n\u00e3o. Mas\u2026 igualdade no Brasil? Essa ainda nos \u00e9 desconhecida. Quanto aos bra\u00e7os dados, esses existiram: entre negros escravizados, povos ind\u00edgenas enganados, mulheres abusadas; entre camponeses e classe trabalhadora urbana; entre os grupos historicamente e at\u00e9 hoje preteridos e exclu\u00eddos; a\u00ed sim, houve bra\u00e7os dados e punhos altos em luta.<\/p>\n<p>Para um pa\u00eds que se forjou sob uma sequ\u00eancia de viol\u00eancias a partir da invas\u00e3o europeia \u00e0s am\u00e9ricas, engendrar uma nova cultura social e pol\u00edtica seria um desafio e tanto. Infelizmente, nesse desafio nosso Brasil falhou \u2013 e quem paga o pato s\u00e3o os mesmos de 1500 e 1550. Isto, nem sou eu que digo; basta olhar os n\u00fameros. Vejamos alguns para iniciar:<\/p>\n<p>Em 2018, segundo pesquisas do IBGE, o Nordeste era a segunda regi\u00e3o com mais pessoas autodeclaradas pretas ou pardas \u2013 74,5%, perdendo apenas para a regi\u00e3o Norte, com 78,9%. Paradoxalmente, de acordo com outra pesquisa do mesmo ano, tamb\u00e9m do IBGE, a segunda regi\u00e3o mais negra do Brasil era a l\u00edder nas taxas de desocupa\u00e7\u00e3o e subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, alcan\u00e7ando os absurdos 50% \u2013 destes, 14% referentes \u00e0 primeira taxa e 36% \u00e0 segunda.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores, farei um comparativo com a regi\u00e3o mais branca do pa\u00eds, segundo as mesmas pesquisas apresentadas no par\u00e1grafo anterior: a regi\u00e3o Sul, que tem sua popula\u00e7\u00e3o composta por 73,9% de autodeclarados brancos. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o e subutiliza\u00e7\u00e3o entre os 3 estados meridionais era, em 2018, de 23% (7,8% referente \u00e0 primeira e 15,2% \u00e0 segunda). Mais uma vez: 23%.<\/p>\n<p>Esses dados nos dizem que a regi\u00e3o mais branca do pa\u00eds \u00e9 27% menos desempregada que a regi\u00e3o mais negra do pa\u00eds. E isso, sem falar na informalidade, nos \u201cfreelancers\u201d e nos \u201cPJs\u201d, que, depois da onda de terceiriza\u00e7\u00e3o, v\u00eam substituindo avassaladoramente a carteira assinada. Mesmo deixando o trabalhador \u00e0 deriva, essas modalidades ainda s\u00e3o consideradas ocupa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 como tal que entram nas estat\u00edsticas.<\/p>\n<p>Diante de tais fatos, podemos afirmar com veem\u00eancia que n\u00e3o h\u00e1, aqui, coincid\u00eancia alguma. Quando a Lei \u00c1urea foi, por conveni\u00eancia da elite dominante, assinada em 1888 no Brasil, pretos e pardos n\u00e3o foram libertos; foram jogados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, sem renda, sem moradia, sem emprego, sem direitos, relegados ao pior daquela sociedade.<\/p>\n<p>As mulheres, com filhos dolorosamente frutos de abuso sexual por seus senhores \u2013 crias ainda por cima consideradas bastardas -, tinham que sustent\u00e1-los sozinhas, estando j\u00e1 na base da pir\u00e2mide; homens, por sua vez, eram tratados como mulas de trabalho; em ambos os casos, negros objetificados, com sua humanidade crucialmente arrancada desde seus ancestrais mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Olha que meu artigo sequer estaria centrado sobre a \u00f3tica do racismo estrutural no Brasil, mas \u00e9 imposs\u00edvel falar de desigualdade sem passar por aspectos mais centrais da forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, que, no que lhe concerne, tamb\u00e9m \u00e9 inconceb\u00edvel sem tanger o assunto. Este pa\u00eds n\u00e3o superou, e est\u00e1 muito longe de superar a heran\u00e7a que o sistema escravocrata deixou para o capitalismo de acumula\u00e7\u00e3o primitiva, fordista e hoje, neoliberal, dar continuidade.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse esse lastim\u00e1vel contexto, chegamos a 2021 como sobreviventes de um Brasil comandado por um protofascista neoliberal, que faz do Brasil um verdadeiro Titanic: salve-se quem puder. Al\u00e9m da Lei da Morda\u00e7a (\u201cEscola sem Partido\u201d), do Future-se, da Reforma Administrativa, da Reforma da Previd\u00eancia, da EC-95, dentre outras leis e medidas antipovo, ainda sob a gest\u00e3o deste cr\u00e1pula o Brasil foi atingido pela pandemia do mortal SARS-COV-2, o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O coronav\u00edrus foi providencial para Bolsonaro: acelerou a execu\u00e7\u00e3o de um projeto pol\u00edtico planejado para chegar no auge paulatinamente, e, recobrindo a ina\u00e7\u00e3o do presidente e seus comparsas, o v\u00edrus ainda deu conta de tirar do povo as condi\u00e7\u00f5es mais b\u00e1sicas de se manifestar nas ruas, essa que \u00e9 a principal e veraz via de conquista de direitos, de se fazer ouvir. Tsunamis humanos que exigiam o que j\u00e1 deveria ser seu e garantido pelo Estado.<\/p>\n<p>Voltemos aos dados: como est\u00e1 o Brasil com a gest\u00e3o de Bolsonaro?<\/p>\n<p>Segundo a PNAD Cont\u00ednua do \u00faltimo abril, no primeiro trimestre de 2021 o Brasil alcan\u00e7ou a violenta taxa de 14,4% de desocupa\u00e7\u00e3o em todo o pa\u00eds, taxa que cresceu 2,7% no per\u00edodo de apenas 1 ano. Essa estat\u00edstica representa quase 20 milh\u00f5es de pessoas! E, segundo o Jornal Valor Econ\u00f4mico, com base na mesma pesquisa supracitada, em janeiro de 2021 o Brasil acumulava mais de 34 milh\u00f5es de trabalhadores na informalidade, taxa que marcou os 39,7%.<\/p>\n<p>Esses dados por si s\u00f3 j\u00e1 nos desvelam como o brasileiro tem vivido at\u00e9 aqui; mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Ainda de acordo com o IBGE, a infla\u00e7\u00e3o acumulada bateu no alarmante n\u00edvel de 6,76% em abril. Isso impacta diretamente no valor do dinheiro que recebemos, cada vez mais desvalorizado, significando que precisamos de mais e com ele compramos menos; impacta no g\u00e1s de cozinha, que est\u00e1 quase 40% mais caro, chegando a custar R$100; impacta na cesta b\u00e1sica, que, segundo resultados de mar\u00e7o do DIEESE, compromete 53,71% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido \u2013 isso, para quem chega a receber um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Vale mencionar: o sal\u00e1rio m\u00ednimo, por sua vez, n\u00e3o tem ganho real h\u00e1 pelo menos 5 anos. Mesmo a infla\u00e7\u00e3o tendo subido 3,81 pontos percentuais no per\u00edodo em quest\u00e3o, o montante b\u00e1sico pago ao trabalhador CLT aumentou o irris\u00f3rio valor de R$163 de 2017 a 2021.<\/p>\n<p>Agora, paremos para relacionar todos esses dados ao cen\u00e1rio brasileiro: pico de 2\u00aa onda de transmiss\u00e3o da COVID-19, apontando para a 3\u00aa; vacina\u00e7\u00e3o atrasada por neglig\u00eancia do Governo Federal; aux\u00edlio emergencial cortado; \u00f4nibus lotados; viol\u00eancia policial nas periferias sem descanso \u2013 basta olharmos para Salvador e Rio de Janeiro, que n\u00e3o param de revezar o notici\u00e1rio com assassinatos de jovens negros sob a pecha de \u201ctroca de tiros em opera\u00e7\u00e3o policial\u201d; Brasil de volta ao mapa da fome; alta nos \u00edndices de pobreza extrema e mis\u00e9ria\u2026<\/p>\n<p>Resultado: quase 450.000 mortos no Brasil apenas em decorr\u00eancia da COVID-19. \u201cApenas\u201d porque nem estamos incluindo, nestes n\u00fameros, os \u201ccasos isolados\u201d envolvendo mulheres, negros, LGBTs, ind\u00edgenas, lutadores por moradia e terra. \u00c9 uma carestia generalizada. Situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica. E um presidente que, rindo na nossa cara, passeia de moto, sem m\u00e1scara, acenando para a morte e comemorando a vit\u00f3ria do seu projeto pol\u00edtico, que significa a nossa derrocada.<\/p>\n<p>Engana-se quem acredita haver qualquer correla\u00e7\u00e3o com transtorno mental ou \u00edndole: \u00e9, na verdade, a express\u00e3o mais crua de um sistema que tem como pressuposto b\u00e1sico a explora\u00e7\u00e3o social entre seres humanos, utilizando como crit\u00e9rio o poder econ\u00f4mico \u2013 gerando, a partir dele, poder pol\u00edtico e social. Em suma, os mandos e desmandos de como fica a vida das massas trabalhadoras.<\/p>\n<p>Entretanto, o engano maior \u00e9 o de quem pensa que tudo isso est\u00e1 dado e acabado. N\u00e3o lembra? Brecht nos ensinou: Desconfiai do mais trivial, \/ Na apar\u00eancia singelo. \/ E examinai, \/ Sobretudo, \/ O que parece habitual. \/ Suplicamos expressamente: \/ N\u00e3o aceiteis o que \u00e9 de h\u00e1bito como coisa natural, \/ Pois em tempo de desordem sangrenta, \/ De confus\u00e3o organizada, \/ De arbitrariedade consciente, \/ De humanidade desumanizada, \/ Nada deve parecer natural, \/ Nada deve parecer imposs\u00edvel de mudar.<\/p>\n<p>Os dados da Universidade Americana Johns Hopkins, atualizados em mar\u00e7o de 2021, revelam: o Taiwan teve 10 mortes por COVID desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o de 2020; Vietn\u00e3, 35; Austr\u00e1lia, 909; China, primeiro pa\u00eds a registrar morte pelo v\u00edrus \u2013 ainda em 2019 -, perdeu 4.841 vidas. Fazendo uma pesquisa r\u00e1pida pela internet sobre nossos vizinhos mais pr\u00f3ximos, encontramos: Venezuela somando um \u00edndice total, at\u00e9 o dia de hoje (24\/05), de 2.513 mortes pelo coronav\u00edrus; Bol\u00edvia, com 13.965; Cuba, com 877. Como eu disse: no total, desde que foi deflagrada a pandemia.<\/p>\n<p>Ora, mesmo levando em conta as propor\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, por que pa\u00edses como Brasil, Estados Unidos e \u00cdndia chegaram a registrar mais de 4.000 mortes por dia?! O que t\u00eam esses pa\u00edses em comum, e o que torna a pandemia neles agravada a tal ponto? Certamente, n\u00e3o \u00e9 nenhum tipo de predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica ou psicol\u00f3gica de sua popula\u00e7\u00e3o; talvez, \u00edndices de desigualdade social elevados e caracter\u00edsticas semelhantes de enfrentamento \u00e0 pandemia, sobretudo, por acaso ou n\u00e3o, converg\u00eancia em programa pol\u00edtico.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 com leveza ou tranquilidade que escrevo este artigo. Lamentavelmente, n\u00e3o h\u00e1 a menor possibilidade de falar sobre o Brasil de 2021 com um tom diferente do utilizado aqui. Mas \u00e9 necess\u00e1rio, pois, em tempos de desinforma\u00e7\u00e3o e apassivamento sistem\u00e1tico, precisamos cuidar uns dos outros. E esse cuidado inclui o acalento, mas vai al\u00e9m; nosso cuidado exige informa\u00e7\u00e3o, conscientiza\u00e7\u00e3o, solidariedade, um verdadeiro esp\u00edrito de irmandade entre trabalhadores frente a essa conjuntura que tem tudo contra n\u00f3s.<\/p>\n<p>Esse cuidado significa uni\u00e3o, fortalecimento m\u00fatuo na vida cotidiana e tamb\u00e9m nas ideias, pois \u00e9 o avan\u00e7o delas que pode balizar uma mudan\u00e7a social concreta e vice-versa. Mas n\u00e3o cai do c\u00e9u, e muito menos do parlamento. Vem da nossa luta, da nossa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma parcela pequeno-burguesa fala muito em aprendizado na pandemia; ent\u00e3o, para a minha classe \u2013 essa que tem morrido de COVID e de fome -, eu desejo o aprendizado sobre n\u00e3o acreditar em her\u00f3is. N\u00e3o temos salvadores. Somos n\u00f3s a nossa salva\u00e7\u00e3o e, portanto, que nos agrupemos pela nossa liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vai passar \/ Nessa avenida um samba \/ Popular \/ Cada paralelep\u00edpedo \/ Da velha cidade \/ Essa noite vai \/ Se arrepiar \/ Ao lembrar \/ Que aqui passaram \/ Sambas imortais \/ Que aqui sangraram pelos \/ Nossos p\u00e9s \/ Que aqui sambaram \/ Nossos ancestrais \/ Num tempo \/ P\u00e1gina infeliz da nossa \/ Hist\u00f3ria \/ Passagem desbotada na \/ Mem\u00f3ria \/ Das nossas novas \/ Gera\u00e7\u00f5es \/ Dormia \/ A nossa p\u00e1tria m\u00e3e t\u00e3o \/ Distra\u00edda \/ Sem perceber que era \/ Subtra\u00edda \/ Em tenebrosas \/ Transa\u00e7\u00f5es \/ Seus filhos \/ Erravam cegos pelo \/ Continente \/ Levavam pedras feito \/ Penitentes \/ Erguendo estranhas \/ Catedrais \/ E um dia, afinal \/ Tinham direito a uma \/ Alegria fugaz \/ Uma ofegante epidemia \/ Que se chamava carnaval \/ O carnaval, o carnaval (Vai passar) \/ Palmas pra ala dos \/ Bar\u00f5es famintos \/ O bloco dos napole\u00f5es \/ Retintos \/ E os pigmeus do bulevar \/ Meu Deus, vem olhar \/ Vem ver de perto uma \/ Cidade a cantar \/ A evolu\u00e7\u00e3o da liberdade \/ At\u00e9 o dia clarear \/ Ai, que vida boa, oler\u00ea \/ Ai, que vida boa, olar\u00e1 \/ O estandarte do sanat\u00f3rio \/ Geral vai passar \/ Ai, que vida boa, oler\u00ea \/ Ai, que vida boa, olar\u00e1 \/ O estandarte do sanat\u00f3rio \/ Geral \/ Vai passar. (Chico Buarque, 1980)<\/p>\n<p>\u00c1rea de anexos<br \/>\nVisualizar o v\u00eddeo Geraldo Vandr\u00e9 &#8211; Pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das Flores do YouTube<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27365\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,20],"tags":[224],"class_list":["post-27365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-c1-popular","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-77n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27365\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}