{"id":27369,"date":"2021-06-09T14:38:28","date_gmt":"2021-06-09T17:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27369"},"modified":"2021-06-10T21:39:31","modified_gmt":"2021-06-11T00:39:31","slug":"as-balas-de-washington","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27369","title":{"rendered":"As balas de Washington"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/covertactionmagazine.com\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/read-a-cia-manual-on-assassination-or-boing-boing.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Alvos das balas de Washington: Patrice Lumumba (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo), Fidel Castro (Cuba Socialista), Rafael Trujillo (Rep\u00fablica Dominicana), Ngo Dinh Diem (Vietn\u00e3 do Sul). Fonte: boingboing.net<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria dos golpes e assassinatos da CIA<\/p>\n<p>\u2013 Resenha do livro de Vijay Prashad, com pref\u00e1cio de Evo Morales<\/p>\n<p>por Jeremy Kuzmarov [*]<\/p>\n<p>Durante a audi\u00eancia de confirma\u00e7\u00e3o da sua nomea\u00e7\u00e3o em fevereiro de 2020, o mais recente diretor da CIA, William J. Burns, continuou a longa tradi\u00e7\u00e3o da CIA de amea\u00e7ar a R\u00fassia e a China juntamente com a Coreia do Norte. Disse tamb\u00e9m que o Ir\u00e3 n\u00e3o deveria ter permiss\u00e3o para obter uma arma nuclear.<\/p>\n<p>O novo livro de Vijay Prashad, Washington Bullets: A History of the CIA, Coups, and Assassinations (New York, Monthly Review Press, 2020), detalha como a inven\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as estrangeiras tem sido historicamente usada pela CIA para provocar guerras contra o Terceiro Mundo, a fim de aumentar o dom\u00ednio das transnacionais dos EUA. No pref\u00e1cio, Evo Morales Ayma, ex-presidente da Bol\u00edvia que foi deposto por um golpe apoiado pelos EUA em 2019, escreve que o livro de Prashad \u00e9 sobre &#8220;balas que assassinaram processos democr\u00e1ticos, que assassinaram revolu\u00e7\u00f5es e que assassinaram esperan\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p>Vijay Prashad \u00e9 um distinto analista pol\u00edtico que escreveu importantes estudos sobre as interven\u00e7\u00f5es imperialistas, as transnacionais e movimentos pol\u00edticos do Terceiro Mundo. O seu \u00faltimo livro sintetiza a riqueza dos seus conhecimentos e inclui revela\u00e7\u00f5es pessoais de ex-agentes da CIA, como o falecido Charles Cogan, chefe do Directorate of Operations para o Pr\u00f3ximo Oriente e Sul da \u00c1sia (1979-1984), que disse a Prashad que no Afeganist\u00e3o a CIA tinha desde o in\u00edcio &#8220;financiado os piores parceiros, muito antes da revolu\u00e7\u00e3o iraniana e muito antes da interven\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica&#8221;.<\/p>\n<p>Washington&#8217;s Bullets inicia-se na Guatemala com o golpe de 1954 que derrubou Jacob Arbenz, cuja moderada reforma agr\u00e1ria amea\u00e7ava os interesses da United Fruit Company. A sociedade de advogados do Secret\u00e1rio de Estado John Foster Dulles, Sullivan &amp; Cromwell, havia representado a United Fruit e tanto Dulles como seu irm\u00e3o Allen, diretor da CIA entre 1953 e 1961, eram seus grandes acionistas.<\/p>\n<p>O ex-diretor da CIA Walter Bedell Smith tornou-se presidente da United Fruit ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o de Arbenz, e a secret\u00e1ria pessoal do presidente Dwight Eisenhower, Ann Whitman, era esposa do diretor de publicidade da United Fruit, Edmund Whitman. Depois do golpe, o sucessor de Arbenz, Castillo Armas, afirmou que &#8220;se for necess\u00e1rio transformar o pa\u00eds num cemit\u00e9rio para pacific\u00e1-lo, n\u00e3o hesitarei em faz\u00ea-lo&#8221;.<\/p>\n<p>A CIA ajudou no banho de sangue fornecendo a Castillo listas de comunistas e, como presente, o seu manual de assassinatos. Este manual foi posteriormente aplicado em opera\u00e7\u00f5es dirigidas contra revolucion\u00e1rios do Terceiro Mundo, como Patrice Lumumba do Congo (1961), Mehdi Ben Barka do Marrocos (1965), Che Guevara (1967) e Thomas Sankara do Burkina Faso (1987).<br \/>\nSankara foi morto numa conspira\u00e7\u00e3o executada em estreita coordena\u00e7\u00e3o entre um agente da CIA da embaixada dos Estados Unidos em Burkina Faso e o servi\u00e7o secreto franc\u00eas, SDECE.<\/p>\n<p>De acordo com Prashad, embora &#8220;muitas das balas dos assassinos tenham sido disparadas por pessoas que tinham seus pr\u00f3prios interesses paroquiais, rivalidades locais e ganhos mesquinhos, na maioria das vezes, foram &#8216;balas de Washington'&#8221;. O seu principal objetivo, diz, era &#8220;conter a onda que varreu o mundo a partir da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917 e as muitas ondas que se desencadearam para formar o movimento anticolonialista&#8221;.<\/p>\n<p>Prashad, como indicam estes coment\u00e1rios, enra\u00edza os crimes da CIA na hist\u00f3ria mais ampla do colonialismo e na hostilidade das elites capitalistas mundiais contra o aumento de poder da classe trabalhadora gerado pela Revolu\u00e7\u00e3o Russa. O imperialismo, ele lembra-nos, \u00e9 a tentativa de &#8220;subordinar as pessoas para maximizar o roubo de recursos, trabalho e riqueza&#8221;. Os alvos das balas de Washington foram aqueles que, como Sankara e muitos outros, tentaram afirmar a soberania econ\u00f4mica de sua na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o de comportamento da CIA foi estabelecido logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, apoiando na Europa fa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que haviam colaborado com os nazis contra os comunistas que lideravam a resist\u00eancia ao nazismo. O trabalho da CIA, como Prashad escreve, ajudou a trazer de volta o cad\u00e1ver da pol\u00edtica reacion\u00e1ria para o bloco europeu.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, isso significou a cria\u00e7\u00e3o de um novo partido (Partido Liberal Democr\u00e1tico, LDP) para derrotar os socialistas, absorvendo velhos fascistas (Ichiro Hatoyama e Nobusuke Kishi) e desenvolvendo la\u00e7os duradouros com as grandes empresas e o crime organizado (Yoshio Kodama). Nobusuke Kishi, um criminoso de guerra de classe A, tornou-se mais tarde primeiro-ministro do Jap\u00e3o gra\u00e7as ao apoio dos EUA.<\/p>\n<p>Em 1953, a CIA conseguiu derrubar o primeiro-ministro do Ir\u00e3, legitimamente eleito, Mohammed Mossadegh, que procedera \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petrol\u00edfera iraniana. De 1960 a 1965, a ag\u00eancia tentou assassinar o l\u00edder revolucion\u00e1rio cubano Fidel Castro pelo menos oito vezes, enviando mafiosos com p\u00edlulas de veneno, canetas de veneno, um charuto envenenado, um traje de mergulho com tuberculose, toxina botul\u00ednica e outros agentes bacterianos mortais. No total, foram feitas 638 tentativas de assassinato \u2013 todas falharam.<\/p>\n<p>Ngo Dinh Diem, presidente do Vietn\u00e3 do Sul, era um aliado dos EUA. A CIA tamb\u00e9m orquestrou um golpe no Vietn\u00e3 do Sul em 1963 contra os irm\u00e3os Diem, quando eles tentaram uma aproxima\u00e7\u00e3o com a Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional [1] .<\/p>\n<p>Outro golpe foi levado a cabo na Indon\u00e9sia contra o governo socialista de Achmed Sukarno, desencadeando em 1965 um banho de sangue anticomunista. O general Suharto foi escolhido para liderar o golpe de 1965 apoiado pela CIA. Ele ordenou massacres contra o Partido Comunista da Indon\u00e9sia (PKI), que resultaram em cerca de um milh\u00e3o de mortos.<\/p>\n<p>O golpe indon\u00e9sio de 1965 \u2013 como os precedentes na Guatemala e no Ir\u00e3 e o seguinte no Chile \u2013 seguiu um modus operandi envolvendo nove etapas diferentes:<\/p>\n<p>1. Criar um grupo de influ\u00eancia para pressionar a opini\u00e3o p\u00fablica<br \/>\n2. Designar o homem certo no terreno<br \/>\n3. Certificar-se de que os generais est\u00e3o preparados<br \/>\n4. Provocar uma crise econ\u00f4mica<br \/>\n5. Garantir o isolamento diplom\u00e1tico<br \/>\n6. Organizar grandes protestos de rua<br \/>\n7. Dar o sinal verde<br \/>\n8. Assassinato<br \/>\n9. Negar<\/p>\n<p>Aperfei\u00e7oado e refinado ao longo dos anos, quase todas estas etapas foram aplicadas mais recentemente no golpe Maidan de 2014 na Ucr\u00e2nia e no golpe de direita contra Evo Morales na Bol\u00edvia em 2019.<\/p>\n<p>Com respeito \u00e0 economia, Prashad descobriu um estudo da CIA do in\u00edcio dos anos 1950 sobre como prejudicar a ind\u00fastria cafeeira da Guatemala a fim de minar o governo Arbenz. Este estudo foi o precursor da campanha mais conhecida do governo Nixon de &#8220;fazer sofrer a economia do Chile&#8221; depois de os chilenos terem tido a ousadia de eleger um socialista, Salvador Allende, que nacionalizou a ind\u00fastria do cobre do Chile (ind\u00fastria antes controlada por duas empresas americanas, Kennecott e Anaconda, que fizeram lobby pelo golpe).<\/p>\n<p>O chefe da ag\u00eancia da CIA na \u00e9poca do golpe chileno de 1973, que levou o general fascista Augusto Pinochet ao poder, era Henry Hecksher. Ele havia trabalhado clandestinamente como comprador de caf\u00e9 na Guatemala na \u00e9poca do golpe contra Arbenz e subornou o coronel Hern\u00e1n Monzon Aguirre, que se tornou o l\u00edder da junta que substituiu Arbenz.<\/p>\n<p>Depois de ser promovido, Hecksher liderou as opera\u00e7\u00f5es de subvers\u00e3o da CIA no Laos e na Indon\u00e9sia no final dos anos 1950 e in\u00edcio dos 1960, antes de, no M\u00e9xico, executar um projeto contra a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. Hecksher era o equivalente a figuras sinistras como Lincoln Gordon, um anticomunista implac\u00e1vel que ajudou a orquestrar o golpe de 1964 no Brasil; Marshall Green, que ajudou a desencadear o golpe de 1965 na Indon\u00e9sia; o agente da CIA Kermit Roosevelt ou o funcion\u00e1rio do Departamento de Estado Loy Henderson, que ajudaram a realizar o golpe contra Mossadegh.<\/p>\n<p>As embaixadas dos EUA desempenharam um papel t\u00e3o direto nos golpes em tantos pa\u00edses que durante a Guerra Fria era uma piada popular: &#8220;Por que nunca h\u00e1 golpes nos Estados Unidos? Porque l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 embaixadas dos EUA&#8221;.<\/p>\n<p>Um truque destas a\u00e7\u00f5es era o recrutamento de ativistas sindicais que pudessem expurgar comunistas e organizar greves contra governos de esquerda que ajudassem a facilitar o seu fim [2]. &#8220;Tudo era aceit\u00e1vel&#8221;, escreve Prashad, &#8220;para minar a luta de classe, tanto dentro da Europa quanto na liberta\u00e7\u00e3o nacional de Estados&#8221;.<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o de Prashad \u00e0s divis\u00f5es de classe apresenta um ant\u00eddoto para as habituais hist\u00f3rias de liberais sobre a CIA \u2013 como o livro Legacy of Ashes de Tim Weiner \u2013 que apresenta boas informa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o consegue analisar o que motivou a atividade desonesta da CIA.<\/p>\n<p>Prashad escreve que &#8220;seja na Guatemala ou na Indon\u00e9sia, ou pelo Programa Phoenix de 1967 (ou Chien dich Phung Hong) no Vietn\u00e3 do Sul, o governo dos EUA e seus aliados incitaram os oligarcas locais e seus amigos das for\u00e7as armadas a dizimar completamente a esquerda&#8221;. O Programa Phoenix foi um desastre no Vietn\u00e3 como seria no Afeganist\u00e3o \u2013 e o New York Times deveria saber isso.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, a Opera\u00e7\u00e3o Condor, dirigida pela CIA, matou cerca de 100 mil pessoas e prendeu cerca de meio milh\u00e3o.<\/p>\n<p>A CIA aliou-se com nazistas torturadores como Klaus Barbie, um agente altamente graduado dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a do General Hugo Banzer, presidente da Bol\u00edvia de 1971 a 1978 e figura chave da opera\u00e7\u00e3o Condor. Muitas das v\u00edtimas da opera\u00e7\u00e3o Condor eram defensores da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, que procurava aplicar o evangelho crist\u00e3o \u00e0s causas da justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>A CIA ajudou tamb\u00e9m a liquidar as mudan\u00e7as na \u00c1frica, apoiando atos como o golpe de 1971 no Sud\u00e3o pelo coronel Gafar Nimiery, que dep\u00f4s o major comunista Hashem al-Atta e resultou na execu\u00e7\u00e3o do fundador do Partido Comunista do Sud\u00e3o, Abdel Khaliq Mahjub.<\/p>\n<p>No Oriente M\u00e9dio, a cruzada da CIA contra o comunismo resultou numa prefer\u00eancia por fundamentalistas isl\u00e2micos como a fam\u00edlia real saudita e o general paquistan\u00eas Zi-al-Huq (1978-1988), que mandou enforcar o seu antecessor Zulfaqir Ali Bhutto e armou violentos fundamentalistas jihadistas para no Afeganist\u00e3o continuarem a guerra santa contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Quando um projeto do Terceiro Mundo surgiu na d\u00e9cada de 1970 para promover a ideia de uma Nova Ordem Econ\u00f4mica Internacional (NOEI) baseada no princ\u00edpio do nacionalismo econ\u00f4mico, Washington trabalhou para minar o seu avan\u00e7o por meio da deslegitima\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral da ONU, que havia apoiado a NOEI em 1974. Foi neste per\u00edodo que os EUA come\u00e7aram a pressionar o FMI para vincular empr\u00e9stimos a programas de ajuste estrutural que eliminavam servi\u00e7os do Estado e eram ben\u00e9ficos para as empresas multinacionais.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XXI, Washington usou descaradamente san\u00e7\u00f5es para tentar minar governos desafiadores. Tamb\u00e9m ajudou a fabricar esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, como os que derrubaram os pol\u00edticos progressistas Lula e Dilma Rousseff no Brasil, cujas pol\u00edticas tiraram quase 30 milh\u00f5es de brasileiros da pobreza.<\/p>\n<p>Prashad termina seu livro com uma cita\u00e7\u00e3o de Otto Ren\u00e9 Castillo (1936-1967), poeta que levou os seus cadernos para as selvas da Guatemala na d\u00e9cada de 1960 para lutar contra a ditadura imposta pelos EUA. Castillo escreveu:<\/p>\n<p>&#8220;A coisa mais linda<br \/>\nPara aqueles que lutaram a vida inteira<br \/>\n\u00c9 chegar ao fim e dizer<br \/>\nAcreditamos nas pessoas e na vida,<br \/>\nE a vida e as pessoas<br \/>\nNunca nos decepcionaram&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Apolitical Intellectuals&#8221; de Otto Rene Castillo, poeta e ativista guatemalteco.<\/p>\n<p>Estas palavras deviam perseguir todas as pessoas que trabalharam para a CIA; uma institui\u00e7\u00e3o do lado errado da humanidade desde a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio pol\u00edtico cada vez mais autorit\u00e1rio de hoje, as cr\u00edticas \u00e0 CIA s\u00e3o poucas e raras. Muita gente que se considera de esquerda acredita na desinforma\u00e7\u00e3o da CIA sobre a R\u00fassia e celebram um presidente, Barack Obama, que foi grande apoiador da CIA. O presidente Obama selecionava com John O. Brennan da CIA alvos a serem mortos em ataques de drones. Os dois s\u00e3o figuras reverenciadas em alguns c\u00edrculos liberais.<\/p>\n<p>O livro de Prashad \u00e9 neste sentido especialmente importante. Temos esperan\u00e7a que provoque a emerg\u00eancia de um movimento, que h\u00e1 muito est\u00e1 faltando, para abolir a CIA e suas ramifica\u00e7\u00f5es como a National Endowment for Democracy (NED).<br \/>\nNT<br \/>\n[10] Ngo Dihn Dien : um criminoso utilizado por Washington. Foi afastado e morto no golpe de Estado militar fomentado pelos EUA quando pretendeu seguir uma pol\u00edtica menos dependente.<br \/>\n[2] Recordemos a inten\u00e7\u00e3o de um dos impulsionadores da central sindical divisionista UGT: &#8220;quebrar a espinha \u00e0 Intersindical&#8221; (CGTP).<\/p>\n<p>[*] Editor executivo do Covert Action Magazine. \u00c9 autor de quatro livros sobre a pol\u00edtica externa dos EUA, incluindo Obama&#8217;s Unending Wars (Clarity Press, 2019) e The Russians Are Coming, Again , with John Marciano (Monthly Review Press, 2018). Contacto: jkuzmarov2@gmail.com<\/p>\n<p>O original encontra-se em covertactionmagazine.com\/&#8230;<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em https:\/\/resistir.info\/ .<br \/>\nExibindo TIMGSM_0128866641_202105_4488036264_IR.pdf.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27369\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165,38],"tags":[228],"class_list":["post-27369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","category-c43-imperialismo","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-77r","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27369\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}