{"id":27391,"date":"2021-06-07T23:54:56","date_gmt":"2021-06-08T02:54:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27391"},"modified":"2021-06-07T23:54:56","modified_gmt":"2021-06-08T02:54:56","slug":"o-imperio-da-espionagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27391","title":{"rendered":"O imp\u00e9rio da espionagem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static01.nyt.com\/images\/2013\/07\/18\/opinion\/7182013scan\/7182013scan-blog480.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><br \/>\nJos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>O caso da Dinamarca n\u00e3o \u00e9 \u00fanico. Trata-se apenas de mais uma via de atua\u00e7\u00e3o da espionagem global norte-americana e \u00e0 qual outros governos \u00abamigos\u00bb, no interior e no exterior da OTAN, se submetem de bom grado.<\/p>\n<p>Jornalistas de v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o corporativos e estatais europeus confirmaram de nove fontes diferentes que a Ag\u00eancia de Seguran\u00e7a Nacional (NSA) dos Estados Unidos recorre aos servi\u00e7os secretos militares da Dinamarca para espionar dirigentes e altos funcion\u00e1rios de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, designadamente Fran\u00e7a, Alemanha, Su\u00e9cia, Noruega, Holanda e do pr\u00f3prio governo dinamarqu\u00eas.<\/p>\n<p>O assunto n\u00e3o \u00e9 novo, obviamente, embora seja tratado como tal. O que fica por apurar \u00e9 a extens\u00e3o, profundidade e alcance deste mecanismo agora comprovado e denunciado: a investiga\u00e7\u00e3o incidiu sobre um documento resultante de uma simples situa\u00e7\u00e3o numa gigantesca e ao mesmo tempo capilar malha de devassa. O conhecimento da verdadeira dimens\u00e3o do esc\u00e2ndalo ser\u00e1, por\u00e9m, barrado porque ir\u00e3o prevalecer os \u00absegredos de Estado\u00bb, as \u00abseguran\u00e7as nacionais\u00bb e, no fim, os sil\u00eancios c\u00famplices. Que n\u00e3o tenhamos ilus\u00f5es: procedeu-se a um brioso ato de den\u00fancia, que n\u00e3o remover\u00e1 obst\u00e1culos de monta no caminho da transpar\u00eancia. \u00c9 como um piparote num carro blindado de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conduzida pela televis\u00e3o p\u00fablica dinamarquesa DR, a investiga\u00e7\u00e3o assenta nas informa\u00e7\u00f5es prestadas por nove fontes diferentes que tiveram acesso ao chamado Relat\u00f3rio Dunhammer, um documento do governo dinamarqu\u00eas sobre a colabora\u00e7\u00e3o entre a NSA norte-americana e os servi\u00e7os secretos militares de Copenhaga, Forsvarets Efterretningstjeneste (FE), na espionagem de membros do governo dinamarqu\u00eas, dirigentes, deputados e altos funcion\u00e1rios de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia como a Fran\u00e7a, Alemanha, Holanda, Su\u00e9cia e Noruega. O relat\u00f3rio incide sobre fatos passados entre 2012 e 2014, incluindo vigil\u00e2ncia de telefones, celulares e tr\u00e1fico de internet dos espiados, em n\u00edvel p\u00fablico e privado.<\/p>\n<p>Estranho hiato de cinco anos<br \/>\nAs fontes revelam que o governo da Dinamarca tem conhecimento da situa\u00e7\u00e3o pelo menos desde 2015. Por\u00e9m, s\u00f3 demitiu a chefia do FE em 2020, um per\u00edodo de cinco anos que levanta, por si s\u00f3, justificadas suspei\u00e7\u00f5es e interroga\u00e7\u00f5es. Foi precisamente no Outono de 2020 que a imprensa dinamarquesa come\u00e7ou a ventilar com alguma insist\u00eancia a colabora\u00e7\u00e3o entre a NSA e o FE na espionagem de empresas p\u00fablicas e militares do pa\u00eds, associando ent\u00e3o a circunst\u00e2ncia \u00e0 OTAN e remetendo at\u00e9 para a sua rede clandestina Stay-Behind, conhecida tamb\u00e9m como Gl\u00e1dio \u2013 a designa\u00e7\u00e3o do ramo italiano.<\/p>\n<p>Para a OTAN, oficialmente esta estrutura terrorista clandestina criada originalmente pela CIA nunca existiu, apesar de ter sido desmontada publicamente pelo primeiro-ministro italiano, Giulio Andreotti, no Ver\u00e3o de 1990. N\u00e3o ser\u00e1 il\u00f3gico deduzir que o que \u00abnunca existiu\u00bb para a OTAN, mas foi real em v\u00e1rios pa\u00edses da alian\u00e7a, incluindo a Dinamarca, tenha continuado a existir depois de 1990, da mesma maneira que a pr\u00f3pria Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica se manteve \u2013 duplicando at\u00e9 o n\u00famero de membros \u2013 apesar de terminada a Guerra Fria.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es escandalizadas proferidas agora por dirigentes como Merkel e Macron e nas quais exigem explica\u00e7\u00f5es \u00e0 Dinamarca e aos Estados Unidos s\u00e3o atos inconsequentes para consumo p\u00fablico. Mais do que ningu\u00e9m, os pr\u00f3prios conhecem a realidade, por iner\u00eancia do sistema em que se movem e pelo menos desde que Edward Snowden, ex-consultor da NSA, explicou em 2013 como a ag\u00eancia trabalha na devassa das vidas de cidad\u00e3os, empresas e Estados, mesmo aqueles que s\u00e3o \u00abamigos\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abOs Estados Unidos nunca espionaram os seus amigos\u00bb, jurou \u2013 e mentiu &#8211; o presidente Barack Obama, em 2013, depois das den\u00fancias feitas por Snowden. Ao que Merckel respondeu ent\u00e3o \u2013 parecendo agora n\u00e3o se lembrar disso &#8211; que \u00abos amigos n\u00e3o espionam amigos\u00bb.<\/p>\n<p>Naturalmente, comportamentos destes pol\u00edticos n\u00e3o podem ser levados a s\u00e9rio quando o objetivo \u00e9 tentar chegar t\u00e3o fundo quanto poss\u00edvel na investiga\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno. Mais do que v\u00edtimas, s\u00e3o sobretudo c\u00famplices de uma realidade podre e assustadora que o senador norte-americano Frank Church j\u00e1 denunciava em 1976: \u00abO aumento dos abusos dos servi\u00e7os secretos reflete o enorme fracasso das nossas institui\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas\u00bb.<\/p>\n<p>Dinamarca, capital Washington<br \/>\nAbundam as situa\u00e7\u00f5es ilustrando que a Dinamarca \u00e9 um dos pa\u00edses-\u00e2ncoras das estrat\u00e9gias norte-americanas para influenciar a Uni\u00e3o Europeia, frequentemente atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas divisionistas, e mant\u00ea-la ferreamente subordinada ao comando da OTAN. S\u00e3o muitos os pa\u00edses-sat\u00e9lites de Washington no Leste da Europa mas, fora da\u00ed, a Dinamarca \u00e9 um dos que mais se submete a esse estatuto entre os membros antigos da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias terminou em Copenhagen uma das \u00abc\u00fapulas da democracia\u00bb promovidas pela Funda\u00e7\u00e3o Alian\u00e7a para as Democracias, entidade constitu\u00edda em 2017 com sede na capital dinamarquesa e dirigida pelo ex-secret\u00e1rio-geral da OTAN, o fundamentalista neoliberal e atlantista Anders Fogh Rasmussen. Tendo como patrono e uma das figuras de refer\u00eancia o atual presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, a Alian\u00e7a para as Democracias \u00e9 claramente um instrumento das guerras h\u00edbridas \u2013 e convencionais \u2013 promovidas pelo complexo militar-industrial norte-americano. Na sua recente c\u00fapula a funda\u00e7\u00e3o convidou como oradores o ministro dinamarqu\u00eas dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, a presidente da Eslov\u00e1quia, o ex-chefe de seguran\u00e7a nacional de Trump, Henry McMaster, a chefe do regime secessionista de Taiwan, agitadores \u00abpr\u00f3-democracia\u00bb de Hong Kong, o \u00abpresidente interino\u00bb da Venezuela, Juan Guaid\u00f3, e a chefe da oposi\u00e7\u00e3o \u00abpr\u00f3-democracia\u00bb da Bielorr\u00fassia, Svetlana Tsikhanovskaia. A fina flor da conspira\u00e7\u00e3o terrorista montada em Washington.<\/p>\n<p>A Dinamarca cedeu tamb\u00e9m o seu territ\u00f3rio aut\u00f4nomo da Gronel\u00e2ndia, para funcionamento de uma base militar norte-americana, estrat\u00e9gica para a press\u00e3o sobre a R\u00fassia e o dom\u00ednio de uma regi\u00e3o cada vez mais inflamada como \u00e9 o \u00c1rtico.<\/p>\n<p>A estreita coopera\u00e7\u00e3o entre a NSA e os servi\u00e7os secretos militares dinamarqueses faz todo o sentido nestes cen\u00e1rios de afirma\u00e7\u00e3o atlantista. A imprensa de Copenhagen situa o in\u00edcio da atual fase de colabora\u00e7\u00e3o no ano de 1992, atrav\u00e9s de um acordo estabelecido entre o presidente William Clinton e o ent\u00e3o primeiro-ministro dinamarqu\u00eas, o social-democrata Poul Nyrup Rasmussen.<\/p>\n<p>Entre os efeitos conhecidos desta alian\u00e7a avulta, por exemplo, o viciado concurso para aquisi\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es de guerra pela Dinamarca, que terminou com a escolha dos norte-americanos F-35 em detrimento da ind\u00fastria europeia. De notar que na lista das institui\u00e7\u00f5es espionadas pelos Estados Unidos atrav\u00e9s da Dinamarca se encontram a ind\u00fastria militar deste pa\u00eds e tamb\u00e9m o setor militar da sueca Saab.<\/p>\n<p>Gl\u00e1dio, Absalon e a m\u00e3o escondida da OTAN<br \/>\nA circunst\u00e2ncia de a imprensa dinamarquesa associar estes epis\u00f3dios de espionagem ao funcionamento da rede clandestina Stay-Behind da OTAN tamb\u00e9m segue a ordem natural das coisas, tanto no tempo como nos fatos.<\/p>\n<p>Quando Rasmussen e Clinton estabeleceram as bases de subordina\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os secretos militares dinamarqueses \u00e0 NSA ainda estava bem vivo em Copenhagen o esc\u00e2ndalo desencadeado em 1991 com a den\u00fancia da exist\u00eancia de um ramo dinamarqu\u00eas da rede terrorista clandestina da OTAN conhecida como Gl\u00e1dio. Segundo o Minist\u00e9rio da Defesa de Copenhagen, esse bra\u00e7o do Stay-Behind, designado Absalon, teria sido extinto em 1989, transitando a sua funcionalidade precisamente para os servi\u00e7os militares Forsvarets Efterretningstjeneste (FE).<\/p>\n<p>N\u00e3o se tratou, portanto, de uma extin\u00e7\u00e3o, mas sim de uma transfer\u00eancia. Quanto ao significado operacional dessa mudan\u00e7a, o sil\u00eancio \u00e9 total. O ministro dinamarqu\u00eas da Defesa ent\u00e3o em fun\u00e7\u00f5es, Kund Engaard, afirmou que \u00abparte da informa\u00e7\u00e3o sobre a opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os secretos em caso de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 material classificado, mesmo altamente classificado, e estou proibido de o revelar ao Parlamento\u00bb.<\/p>\n<p>Segundo a hist\u00f3ria n\u00e3o autorizada das redes terroristas clandestinas da OTAN, o seu objetivo era o de evitar as invas\u00f5es sovi\u00e9ticas \u2013 actualmente substitu\u00eddas pelas invas\u00f5es russas \u2013 e tamb\u00e9m o de impedir partidos comunistas e outros da esquerda consequente de chegarem \u00e0 esfera de poder em pa\u00edses da OTAN. Na concretiza\u00e7\u00e3o destes objetivos destaca-se o assassinato do primeiro-ministro italiano, o democrata-crist\u00e3o Aldo Moro, em 1977, quando aceitou a integra\u00e7\u00e3o do PCI na maioria parlamentar de apoio ao seu governo. Por outro lado, permanecem obscuras \u2013 o que \u00e9 significativo ao cabo de 35 anos \u2013 as circunst\u00e2ncias do assassinato do primeiro-ministro sueco Olof Palme em 28 de fevereiro de 1986, \u00e0s v\u00e9speras de se deslocar a Moscou.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria e o tratamento dos partidos comunistas e de esquerda nos pa\u00edses da OTAN e o crescimento gradual da extrema-direita em todo o espa\u00e7o atlantista s\u00e3o compat\u00edveis com a operacionalidade de servi\u00e7os extremistas dentro da OTAN, clandestinos ou, no m\u00ednimo, secretos. Daniele Ganser, investigador do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a de Zurique (Su\u00ed\u00e7a) e autor de As Guerras Secretas da OTAN, explica neste livro, a prop\u00f3sito do bra\u00e7o dinamarqu\u00eas Absalon da rede Stay-Behind, que \u00abtal como em todos os pa\u00edses da Gl\u00e1dio, na Dinamarca tamb\u00e9m o ex\u00e9rcito secreto foi integrado nos servi\u00e7os secretos militares, FE\u00bb.<\/p>\n<p>Perguntem a Biden<br \/>\nUm epis\u00f3dio, um pa\u00eds, um curto per\u00edodo de dois anos, um determinado grupo de alvos espiados. \u00c9 o que temos do mais recente esc\u00e2ndalo de espionagem, cujo destino \u00e9 a perda de fulgor com o correr dos dias antes de se desvanecer\u2026 at\u00e9 ao pr\u00f3ximo \u2013 que ser\u00e1 de novo um caso tratado isoladamente, como se a espionagem de todos e cada um de n\u00f3s pela NSA e as 16 g\u00eameas n\u00e3o fosse uma permanente raz\u00e3o de Estado norte-americano, portanto imperial.<\/p>\n<p>Edward Snowden, com a sua experi\u00eancia adquirida no terreno, sugere aos \u00abescandalizados\u00bb dirigentes europeus que aproveitem a viagem de Joseph Biden \u00e0 Europa, dentro de uma semana, para lhe pedirem explica\u00e7\u00f5es pessoalmente, porque o actual presidente norte-americano est\u00e1 perfeitamente dentro da mat\u00e9ria. O que restar\u00e1 ent\u00e3o do \u00abesc\u00e2ndalo\u00bb de espionagem que possa ser consultado nas declara\u00e7\u00f5es finais da reuni\u00e3o do G-7 na Cornualha ou da Cimeira da OTAN em Bruxelas? Certamente nada, a n\u00e3o ser palavras de entendimento e compreens\u00e3o: porque, tanto no caso presente como na espionagem em geral, estes espi\u00f5es e estas suas \u00abv\u00edtimas\u00bb espec\u00edficas t\u00eam muito mais interesses em comum do que querelas, circunst\u00e2ncia que imp\u00f5e a conveniente cobertura de sil\u00eancio, e at\u00e9 de clandestinidade, se for caso disso.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 a Dinamarca caso \u00fanico, por muito que funcione como um dos pa\u00edses mais manipulados pelos Estados Unidos na Europa Ocidental?<\/p>\n<p>S\u00f3 os mais ing\u00eanuos poder\u00e3o acreditar nisso. Trata-se apenas de mais uma via de atua\u00e7\u00e3o da espionagem global norte-americana e \u00e0 qual outros governos \u00abamigos\u00bb, no interior e no exterior da OTAN, se submetem de bom grado. Quanto ao resto, h\u00e1 mil e uma maneiras de as ag\u00eancias norte-americanas espiarem universalmente, num processo que refina todos os dias. O canal dinamarqu\u00eas \u00e9 mais um a engrossar um rio caudaloso, cada um com sua miss\u00e3o e guiado por objetivos espec\u00edficos. Formando assim uma teia indecifr\u00e1vel.<\/p>\n<p>No caso da Dinamarca, como explica Thomas Wegener Friis, identificado como especialista dinamarqu\u00eas em servi\u00e7os secretos pela RDW (Radio Deutsche Welle) da Alemanha, o governo e os servi\u00e7os secretos militares fizeram \u00abuma escolha sobre quais os parceiros com quem trabalham mais proximamente e tomaram uma decis\u00e3o clara de trabalhar com os norte-americanos contra os seus parceiros europeus\u00bb. Mas sempre, acrescente-se, sob o chap\u00e9u da OTAN.<\/p>\n<p>Patrick Sensburg, presidente da comiss\u00e3o para investigar o assunto criada no Parlamento alem\u00e3o e membro da CDU de Merkel, seguiu pela mesma senda do pragmatismo: \u00abNada disto \u00e9 sobre amizade ou sobre aspira\u00e7\u00f5es \u00e9tico-morais \u2013 \u00e9 apenas sobre interesses\u00bb.<\/p>\n<p>Interesses de alguns, uma pequena casta, que comandam os de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o, Exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n<p>Imagem: Manifesta\u00e7\u00e3o contra a espionagem global montada pela Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a (NSA) dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), denunciada pelo seu ex-funcion\u00e1rio Edward Snowden. Hanover, Alemanha, 29 de Junho de 2013.<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos: Peter Steffen \/ AP\/dpa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27391\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165],"tags":[227],"class_list":["post-27391","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-77N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27391\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}