{"id":27413,"date":"2021-06-13T16:58:03","date_gmt":"2021-06-13T19:58:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27413"},"modified":"2021-06-13T16:58:03","modified_gmt":"2021-06-13T19:58:03","slug":"a-ocupacao-sionista-e-a-resistencia-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27413","title":{"rendered":"A Ocupa\u00e7\u00e3o Sionista e a Resist\u00eancia Palestina"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cihrs.org\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/%D8%A7%D9%84%D8%B4%D9%8A%D8%AE-%D8%AC%D8%B1%D8%A7%D8%AD-shiekh-Jarrah-862x485.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Jo\u00e3o Aguiar<\/p>\n<p>JORNAL O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/p>\n<p>A Ocupa\u00e7\u00e3o Colonial Sionista e a Resist\u00eancia Palestina<\/p>\n<p>No dia 15 de maio completaram-se 73 anos da Nakba, ou cat\u00e1strofe em \u00e1rabe, quando colonos ocuparam a Palestina e come\u00e7aram uma s\u00e9rie de massacres, dando in\u00edcio de um longo processo de limpeza \u00e9tnica e genoc\u00eddio, que a partir da ocupa\u00e7\u00e3o militar-colonial originou o Estado de Israel. Naquele dia, j\u00e1 centenas de \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos, seja em Jerusal\u00e9m ou Gaza, engrossavam os n\u00fameros de mortos e feridos.<\/p>\n<p>A ofensiva do colonialismo israelense come\u00e7ou no dia 10 de maio, quando for\u00e7as da ocupa\u00e7\u00e3o invadiram a Mesquita de Al-Aqsa e retiraram mu\u00e7ulmanos \u00e0 for\u00e7a. Combinando a decis\u00e3o da Suprema Corte de Israel de expropriar ilegalmente palestinos do bairro de Sheikh Jarrah, foi o estopim para uma rebeli\u00e3o de massas com grande presen\u00e7a da juventude e das mulheres na Palestina. \u00c9 preciso desmistificar a linguagem oficial na grande m\u00eddia, que tem narrado as revoltas contra o colonialismo como \u201cconfronto\u201d, como se ambas as partes dispusessem de mesmas condi\u00e7\u00f5es: trata-se de um massacre.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a rea\u00e7\u00e3o dos manifestantes palestinos \u00e0 pol\u00edcia colonial de Israel \u2013 conhecida pelo seu papel de destaque na arbitrariedade no Oriente M\u00e9dio, a qual disp\u00f5e de um moderno aparelho de repress\u00e3o com de centros de tortura e deten\u00e7\u00e3o em massa \u2013 Israel partiu a bombardear territ\u00f3rios de grande densidade populacional \u00e1rabe-palestina. Ao todo, os covardes bombardeios resultaram em 254 mortos e quase 2000 feridos. Entre as mortes dos bombardeios, 67 eram crian\u00e7as. Barbaridade que fez o jornal israelense Haaretz publicar a foto de todas as crian\u00e7as mortas nos bombardeios e suas hist\u00f3rias, algumas encontradas desfiguradas ou sob os escombros de suas casas.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio da grande imprensa ao mortic\u00ednio por parte de Israel ou sua veicula\u00e7\u00e3o pr\u00f3-sionista que veicula a tens\u00e3o como um conflito puramente religioso ou \u00e9tnico-racial, sem negar que s\u00e3o quest\u00f5es presentes, jogam por baixo do pano a veracidade dos fatos, necess\u00e1ria para uma compreens\u00e3o a fundo da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A Palestina \u00e9 um territ\u00f3rio ocupado desde 1948, financiado pelo imperialismo norte-americano e brit\u00e2nico para cumprir um papel geopol\u00edtico de hegemonia militar no Oriente M\u00e9dio. Na dimens\u00e3o ideol\u00f3gica, se apresenta enquanto projeto sionista: uma interpreta\u00e7\u00e3o do fundamentalismo religioso judaico, que traz do plano divino a base do convencimento e justificativa da ocupa\u00e7\u00e3o israelita. N\u00e3o por menos a limpeza \u00e9tnica da coloniza\u00e7\u00e3o israelita, a destrui\u00e7\u00e3o de toda simbologia pertencente, que remete \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e mu\u00e7ulmana, \u00e9 um fator indispens\u00e1vel do projeto colonial.<\/p>\n<p>Gaza \u00e9 o maior campo de concentra\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto do mundo. S\u00e3o 2 milh\u00f5es de palestinos que sofrem com aus\u00eancia de \u00e1gua pot\u00e1vel, famintos, sujeitos a todas arbitrariedades do ex\u00e9rcito israelense. N\u00e3o somente h\u00e1 uma semelhan\u00e7a, mas se repetem os m\u00e9todos do Apartheid Sul Africano ou do Jim Crow, que impunha a segrega\u00e7\u00e3o racial nos Estados Unidos, atos inspirados ainda nos laborat\u00f3rios das pol\u00edticas nazistas que se impuseram contra os povos da Alemanha, principalmente o povo judeu.<\/p>\n<p>Toda popula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Palestina est\u00e1 sendo sistematicamente assassinada ou expulsa de suas terras, para que imigrantes europeus ou norte-americanos de origem judia ocupem as terras e o territ\u00f3rio palestino. A defesa das liberdades civis, a luta contra o apartheid racial e a presen\u00e7a das for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o de Israel \u00e9 uma tarefa radicalmente democr\u00e1tica que imputa o presente.<\/p>\n<p>Mas, neste caso, a quest\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o nacional da Palestina se relaciona diametralmente com a luta contra a presen\u00e7a do imperialismo no Oriente M\u00e9dio e as burguesias chauvinistas. A paz e o fim das mortes e massacres que tomam conta dos notici\u00e1rios s\u00f3 podem ser conquistados com a completa liberta\u00e7\u00e3o da Palestina. \u00c9 uma quest\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o do proletariado em geral, \u00e1rabe e judeu, cuja tarefa incide em criar um estado oper\u00e1rio-popular e multi\u00e9tnico, que expulse as for\u00e7as da ocupa\u00e7\u00e3o colonial-militar por completo, leve a cabo a destrui\u00e7\u00e3o do imperialismo e sua presen\u00e7a no Oriente M\u00e9dio, libertando os trabalhadores da opress\u00e3o colonial e de toda chaga da segrega\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>A luta pela Palestina Livre \u00e9 uma luta contra o racismo, o capitalismo e o imperialismo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27413\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[225],"class_list":["post-27413","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-789","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27413\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}