{"id":27484,"date":"2021-07-02T01:09:05","date_gmt":"2021-07-02T04:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27484"},"modified":"2021-07-02T01:09:05","modified_gmt":"2021-07-02T04:09:05","slug":"o-mito-da-direita-democratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27484","title":{"rendered":"O mito da direita democr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/peru\/imagens\/castillo.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u2013 A prop\u00f3sito da vit\u00f3ria de Pedro Castillo no Peru<\/p>\n<p>por Atilio A. Boron<\/p>\n<p>Apesar do veredito da hist\u00f3ria, \u00e9 irrefut\u00e1vel que a sabedoria convencional das ci\u00eancias sociais e a opini\u00e3o p\u00fablica estabelecida difundem sem cessar a concep\u00e7\u00e3o errada de que a direita latino-americana se reconciliou com a democracia, que cortou amarras com a sua g\u00eanese olig\u00e1rquica, racista, patriarcal e colonial, que p\u00f4s fim \u00e0 sua hist\u00f3ria como vis\u00edvel instigadora e frequente executora direta de inumer\u00e1veis golpes de estado, atentados, sabotagens, massacres e toda classe de viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos e \u00e0s liberdades pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Apesar dessa origem perversa, dizem agora alguns acad\u00eamicos e &#8220;opini\u00f3logos&#8221; distra\u00eddos (ou que jogam para a direita), esta &#8220;aggionou-se&#8221; e aceita as regras do jogo democr\u00e1tico. Erro tr\u00e1gico, confirmado, como dizia no princ\u00edpio, pela vida pr\u00e1tica: a direita nunca foi democr\u00e1tica, n\u00e3o o \u00e9 e jamais o ser\u00e1 no futuro. Pelo seu enraizamento cultural e interesses de classe est\u00e1 destinada a defender com unhas e dentes a ordem social do capitalismo dependente do qual \u00e9 sua exclusiva benefici\u00e1ria. Por isso apela a todos os imensos recursos de que disp\u00f5e (dinheiro, greve de investimentos, fuga de capitais, evas\u00e3o e fuga tribut\u00e1rias, ataques especulativos contra a moeda local, demiss\u00f5es de pessoal, fal\u00eancia de estabelecimentos, terrorismo midi\u00e1tico, apelo ao intervencionismo militar, o favor de ju\u00edzes e promotores, prote\u00e7\u00e3o &#8220;da embaixada&#8221;, etc) perante qualquer amea\u00e7a, por moderada que seja. No meu &#8220;Sete teses sobre reformismo, revolu\u00e7\u00e3o e contrarrevolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina&#8221; (inclu\u00eddo no livro de download gratuito compilado pelo CLACSO sob o t\u00edtulo Bit\u00e1cora de un Navegante ) indico alguns antecedentes decisivos sobre o tema. Por isso sugiro \u00e0s pessoas interessadas que leiam o referido artigo para ter acesso a uma elabora\u00e7\u00e3o mais completa sobre este argumento.<\/p>\n<p>Por agora, conformo-me com este breve recordat\u00f3rio sobre a conduta da direita latino-americana para que os leitores extraiam as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Na Argentina, em 2015, aquela representada por Maur\u00edcio Macri triunfou no segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial sobre Daniel Scioli. A diferen\u00e7a foi de uns 3 por cento e a coliga\u00e7\u00e3o perdedora admitiu a derrota nessa mesma noite. Em 2017 o narcopol\u00edtico Juan O. Hern\u00e1ndez imp\u00f4s-se na elei\u00e7\u00e3o presidencial hondurenha gra\u00e7as a uma fraude escandalosa que foi t\u00e3o descarada que aditou durante v\u00e1rias semanas o reconhecimento de Washington, do qual aquele era a sua pe\u00e7a. Apesar dos protestos da oposi\u00e7\u00e3o, esta n\u00e3o teve outro rem\u00e9dio sen\u00e3o admitir a sua &#8220;derrota&#8221;.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais brasileiras de 2018, triunfou Jair Bolsonaro, porta-voz dos golpistas que derrubaram, mediante lawfare, Dilma Rousseff da presid\u00eancia. Apesar das grosseiras e m\u00faltiplas viola\u00e7\u00f5es da legisla\u00e7\u00e3o eleitoral (entre as quais o n\u00e3o comparecimento de Bolsonaro ao debate presidencial), o papel sinistro desempenhado pelo poder judicial \u2013 que ilegalmente impediu que Lula fosse candidato \u2013 e os meios de comunica\u00e7\u00e3o, ferreamente controlados pela direita, a derrota da alian\u00e7a opositora respeitou o resultado das urnas. Os pol\u00edticos brasileiros no Congresso, a &#8220;justi\u00e7a&#8221; desse pa\u00eds e os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o, cada qual mais corrupto, est\u00e3o fazendo pagar um pre\u00e7o imenso ao povo desse pa\u00eds por haver instalado no Pal\u00e1cio do Planalto um sociopata como Bolsonaro, que com o seu negacionismo da pandemia enviou \u00e0 morte mais de meio milh\u00e3o dos seus compatriotas.<\/p>\n<p>No Uruguai, em 2019, o candidato da direita Luis Lacalle Pou derrotou Daniel Mart\u00ednze, da Frente Ampla, por 1,5 por cento dos votos v\u00e1lidos, e o perdedor admitiu sua derrota sem contestar. Pouco depois de assumir a presid\u00eancia, Lacalle Pou abusou de um negacionismo suicida, proclamando com uma atitude chauvinista que no Uruguai n\u00e3o aconteceria o mesmo que aos seus vizinhos argentinos e brasileiros. Teve que engolir suas palavras e hoje o Uruguai est\u00e1 pagando um pre\u00e7o muito elevado pela soberba do seu presidente.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, o candidato de esquerda Cuauht\u00e9moc C\u00e1rdenas ia ganhando a elei\u00e7\u00e3o presidencial de 1988 at\u00e9 que uma suspeita &#8220;queda do sistema&#8221; da Comiss\u00e3o Federal Eleitoral operou o milagre: ao serem reiniciados os computadores, o candidato de Washington, Carlos Salinas de Gortari, aparecia desfrutando de uma ampla vantagem sobre o seu oponente e foi proclamado ganhador. De nada valeram os protestos populares diante de uma fraude t\u00e3o descarada como essa. A direita queria ganhar &#8220;de qualquer forma&#8221; e, com o benepl\u00e1cito de Washington e da OEA, conseguiu.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no M\u00e9xico, em 2016, a direita produziu outro roubo eleitoral. V\u00e1rios dias depois de finalizada a renhida elei\u00e7\u00e3o, o Instituto Federal Eleitoral emitiu um comunicado anunciando o fim da contagem dos votos e que o candidato conservador Felipe Calder\u00f3n se impunha por uma diferen\u00e7a de 0,62 por cento dos sufr\u00e1gios sobre Andr\u00e9s M. L\u00f3pez Obrador. Apesar do rep\u00fadio generalizado perante um roubo eleitoral t\u00e3o descarado \u2013 exemplo: em numerosas mesas de vota\u00e7\u00e3o votou muito mais gente do que a que estava registrada \u2013 Calder\u00f3n foi proclamado ganhador da contenda eleitoral.<\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o presidencial da Nicar\u00e1gua (25\/fevereiro\/1990) triunfou a candidata da Uni\u00e3o Nacional Opositora, Violeta Barrios de Chamorro. Obteve 55 por cento dos votos, sobrepujando Daniel Ortega, ent\u00e3o presidente da Nicar\u00e1gua e candidato do Sandinismo, que foi apoiado por 41 por cento do eleitorado. Dois dias depois de conclu\u00edda a elei\u00e7\u00e3o, Ortega reconheceu publicamente a sua derrota e felicitou a candidata triunfante. Ortega s\u00f3 voltaria a ser eleito presidente no ano de 2007.<\/p>\n<p>Na Argentina da d\u00e9cada dos trinta, a fraude da direita adquiriu um status quase institucional, sob o nome de &#8220;fraude patri\u00f3tica&#8221;. O objetivo: impedir a qualquer custo que a &#8220;chusma radical&#8221; e os socialistas e comunistas tivessem acesso a qualquer cargo de elei\u00e7\u00e3o popular. A fraude era exaltada como um servi\u00e7o que uma virtuosa oligarquia, com seus partidos, ju\u00edzes e di\u00e1rios prestavam \u00e0 p\u00e1tria. At\u00e9 os dias de hoje persistem nessa atitude de pretender burlar a vontade popular, claro que recorrendo \u00e0s novas tecnologias do neuromarketing pol\u00edtico para manipular, mediante o \u00f3dio e o medo, as atitudes e as condutas das massas. A direita n\u00e3o s\u00f3 recorreu \u00e0 fraude; al\u00e9m disso proscreveu o peronismo durante dezoito anos, a principal for\u00e7a pol\u00edtica do pa\u00eds. E quando nem um nem outro eram suficientes, a &#8220;carta militar&#8221; sempre estava \u00e0 m\u00e3o: uma intermin\u00e1vel sucess\u00e3o de &#8220;planos militares&#8221; carcomia os d\u00e9beis e ileg\u00edtimos \u2013 por causa da proscri\u00e7\u00e3o do peronismo \u2013 governos civis surgidos depois da derrubada do peronismo em 1955. Duas brutais ditaduras assinalaram este processo de decomposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: primeiro, a encabe\u00e7ada por Juan C. Ongan\u00eda em 1966 e, dez anos depois, a apoteose do crime e do genoc\u00eddio com a ditadura c\u00edvico-militar instaurada com o golpe militar de 24 de mar\u00e7o de 1976 que afundaria o pa\u00eds num inesquec\u00edvel e imperdo\u00e1vel banho de sangue. Em ambos os casos, a colabora\u00e7\u00e3o da direita argentina foi essencial fornecendo ideias, projetos, funcion\u00e1rios, diplomatas e pondo o seu aparelho midi\u00e1tico a servi\u00e7o dos ditadores.<\/p>\n<p>Em contrapartida, em 20 de outubro de 2019, Evo Morales ganhou as elei\u00e7\u00f5es presidenciais da Bol\u00edvia ao obter 47,08 por cento dos votos, contra os 36,51% do candidato da oposi\u00e7\u00e3o Carlos Mesa. A legisla\u00e7\u00e3o eleitoral desse pa\u00eds estabelece que, se nenhum candidato atingir os 50 por cento dos votos v\u00e1lidos, deveria ser convocada um segundo turno eleitoral, salvo quando se superassem os 40 por cento e houvesse uma diferen\u00e7a de 10 por cento ou mais em rela\u00e7\u00e3o ao segundo, o que efetivamente se verificou por aproximadamente 0,60 por cento do total de votos. Apesar disso, dois relat\u00f3rios da OEA, um antes e outro depois da vota\u00e7\u00e3o, assinalando alegadas irregularidades na contagem dos votos, criaram um clima de fraude e suspeita que potencializou at\u00e9 ao infinito as den\u00fancias de uma direita que j\u00e1 havia declarado antes das elei\u00e7\u00f5es que n\u00e3o reconheceria qualquer outra vit\u00f3ria que n\u00e3o fosse a do candidato da oposi\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es violentas e perante a incompreens\u00edvel impot\u00eancia oficial, os altos comandos do Ex\u00e9rcito e da Pol\u00edcia apoiaram as den\u00fancias da direita racista e exigiram a demiss\u00e3o do presidente Morales. Algumas semanas mais tarde, v\u00e1rios relat\u00f3rios de organiza\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas americanas, especializadas em assuntos eleitorais, confirmaram a transpar\u00eancia e honestidade das elei\u00e7\u00f5es bolivianas, mas era demasiado tarde e a Bol\u00edvia estava a se esvaindo em sangue perante a viol\u00eancia do novo regime. Um ano depois, o MAS boliviano recuperava a presid\u00eancia esmagando eleitoralmente a direita golpista.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo mais recente desta saga fraudulenta da direita latino-americana est\u00e1 tendo lugar nestes dias, em junho de 2021, no Peru. Ali o candidato presidencial da esquerda, Pedro Castillo, imp\u00f5e-se diante da corrupta representante dos poderes de fato nesse pa\u00eds, Keiko Fujimori. Apesar das virulentas reclama\u00e7\u00f5es da oposi\u00e7\u00e3o, a contagem definitiva concede uma vantagem clara, ainda que pequena, ao candidato do Per\u00fa Libre. Complexos procedimentos de verifica\u00e7\u00e3o de atas com irregularidades realizadas por organiza\u00e7\u00f5es especializadas concluem que em caso algum estas alteram o resultado eleitoral. Apesar disto a coliga\u00e7\u00e3o direitista recorre a toda classe de artimanhas, incluindo o sub-rept\u00edcio apelo a um golpe militar feito por Mario Vargas Llosa para impedir que o Peru &#8220;caia nas garras do totalitarismo chavista&#8221;. Houve inclusive um pronunciamento de militares reformados neste sentido, energicamente repudiado pelo presidente Francisco Sagasti. De qualquer modo, n\u00e3o se descarta que possa se produzir um golpe parlamentar destinado a anular as elei\u00e7\u00f5es ou a desqualificar o seu vencedor, Pedro Castillo.<\/p>\n<p>Desgra\u00e7adamente, o Congresso da Rep\u00fablica do Peru, composto por 130 membros, tem poderes para destituir o presidente por m\u00faltiplas causas, dentre elas a muito enigm\u00e1tica &#8220;incapacidade moral&#8221;. A presidente dessa institui\u00e7\u00e3o, Mirtha V\u00e1squez \u2013 frente-amplista com vasta experi\u00eancia na defesa dos direitos humanos no seu pa\u00eds \u2013 apelou \u00e0 reflex\u00e3o dos seus colegas para evitar que se convertessem em c\u00famplices da manobra de derrubada ou golpista da direita. Para que isso aconte\u00e7a, esta deve controlar dois ter\u00e7os dos votos no Congresso, ou seja, 87 congressistas. Que por enquanto n\u00e3o tem mas, conforme rumores em Lima, &#8220;n\u00e3o os tem mas pode alug\u00e1-los&#8221;. O \u00eaxito ou n\u00e3o desta manobra depender\u00e1, como sempre, da capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de esquerda que se oponham \u00e0 mesma. O desenlace desta elei\u00e7\u00e3o ser\u00e1 conhecido nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o desta breve revis\u00e3o: quando ganha a direita, a esquerda admite o veredito adverso das urnas; quando ganha a esquerda, a direita recorre \u00e0 chantagem, \u00e0 fraude ou ao golpe militar ou institucional, ratificando pela en\u00e9sima vez que a direita n\u00e3o \u00e9 nem ser\u00e1 democr\u00e1tica. N\u00e3o esque\u00e7amos esta li\u00e7\u00e3o. Na direita n\u00e3o se pode confiar nem um bocadinho, nada, como dizia Che Guevara em rela\u00e7\u00e3o ao imperialismo. E a mesma atitude conv\u00e9m seguir com os filhos putativos do imp\u00e9rio, espalhados por toda a Am\u00e9rica Latina e o Caribe.<\/p>\n<p>21\/Junho\/2021<br \/>\nVer tamb\u00e9m:<br \/>\nPol\u00edticas culturales y ciudadan\u00eda: estrategias simb\u00f3licas para tomar las calles . Este livro comenta um conjunto de iniciativas que, utilizando diferentes estrat\u00e9gias simb\u00f3licas, intervieram nas ruas de Lima, Peru, a fim de tornar vis\u00edveis diversas rela\u00e7\u00f5es de poder instaladas na vida social. Clique com o bot\u00e3o direito do rato para descarregar (2638 kB).<\/p>\n<p>O original encontra-se em www.resumenlatinoamericano.org\/&#8230;<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em https:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27484\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[52],"tags":[228],"class_list":["post-27484","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c63-peru","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-79i","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27484","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27484"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27484\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27484"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27484"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27484"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}