{"id":275,"date":"2010-02-23T17:56:06","date_gmt":"2010-02-23T17:56:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=275"},"modified":"2010-02-23T17:56:06","modified_gmt":"2010-02-23T17:56:06","slug":"reconstruir-para-avancar-na-luta-docente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/275","title":{"rendered":"RECONSTRUIR PARA AVAN\u00c7AR NA LUTA DOCENTE"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos embates mais recentes, o Andes-SN tem tido posturas, de maneira geral, corretas quanto ao enfrentamento a a\u00e7\u00f5es do governo Lula, como o Reuni que amplia o acesso \u00e0 universidade sem, no entanto, garantir as condi\u00e7\u00f5es para sua manuten\u00e7\u00e3o; o Prouni que transfere recursos p\u00fablicos para as universidades privadas ao inv\u00e9s de assegurar recursos para as universidades p\u00fablicas; den\u00fancias contra as ditas \u201cfunda\u00e7\u00f5es de apoio\u201d, verdadeiras caixas secretas dentro das universidades p\u00fablicas e que recentemente foram desnudadas com acusa\u00e7\u00f5es de enriquecimento il\u00edcito envolvendo entes privados e dirigentes de universidades que se nutriam de recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>No entanto, entendemos que alguns aspectos devem ser problematizados nesta trajet\u00f3ria, que inclusive culmina com a crise que o Andes-SN est\u00e1 vivendo atualmente. Desde o seu nascimento as dire\u00e7\u00f5es que se sucedem, sob a justificativa de defender a liberdade de organiza\u00e7\u00e3o sindical, insistiram na tese do \u201cpluralismo sindical\u201d em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cunicidade sindical\u201d. A unicidade sindical \u00e9 uma quest\u00e3o de princ\u00edpio para um movimento sindical que se queira transformador da realidade e representativo dos trabalhadores. A pluralidade sindical \u00e9 um desservi\u00e7o \u00e0 luta dos trabalhadores, e o exemplo \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o criada com o surgimento da entidade pelega denominada \u201cProifes\u201d.<\/p>\n<p>Todos sabemos que a grande arma do trabalhador \u00e9 a sua unidade, e como grande parte dos integrantes do atual governo s\u00e3o ex-dirigentes de sindicatos de trabalhadores (estando muitos destes hoje a servi\u00e7o do capital), sabem muito bem como enfraquecer uma categoria: ferindo sua unidade de a\u00e7\u00e3o. Desta forma, o governo Lula, juntamente com seu bra\u00e7o sindical, a CUT, estimulou o nascimento do Proifes com o \u00fanico intuito de enfraquecer o movimento docente representado pelo Andes-SN.<\/p>\n<p>Com a certeza de que a divis\u00e3o do movimento docente seria ben\u00e9fica ao governo federal, o Proifes, em nome de nossa categoria, negocia, faz acordos e, desta maneira, confunde e contribui para a desmobiliza\u00e7\u00e3o do movimento docente, sendo participante de v\u00e1rias reuni\u00f5es em que o Andes-SN sequer foi convidado. Um exemplo dessas negocia\u00e7\u00f5es sem o apoio da categoria pode ser observado em 2008 com o \u201cTermo de acordo\u201d assinado com o governo federal (que se transformou na Medida Provis\u00f3ria 431\/08) e que n\u00e3o contou com o apoio do Andes-SN, nem da maioria das assembleias gerais realizadas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar do surgimento do Proifes, a partir de brechas e a\u00e7\u00f5es junto ao Minist\u00e9rio do Trabalho que levaram o Andes-SN a dificuldades financeiras, justamente no momento em que mais precisava dinamizar a luta dos docentes, em junho de 2009, o registro do Andes- SN foi restabelecido pelo MTE, mas uma nova luta come\u00e7a com a tentativa de rejeitar o pedido de registro sindical do Proifes. Esta \u201centidade\u201d defende que as pr\u00f3prias se\u00e7\u00f5es sindicais escolham a qual sindicato querem ficar filiadas. Isso demonstra, na pr\u00e1tica, a a\u00e7\u00e3o nociva do pluralismo sindical, j\u00e1 que divide a categoria e enfraquece o movimento.<\/p>\n<p>O debate sobre a unicidade e pluralismo sindical deve ser enfrentado com seriedade junto \u00e0 nossa categoria, j\u00e1 que a pr\u00e1tica tem demonstrado os efeitos delet\u00e9rios que tanto o pluralismo, como a falta de debate sobre o tema t\u00eam gerado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, percebemos que a quest\u00e3o da filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Conlutas no 26\u00b0 Congresso, em Campina Grande, mostrou-se precipitada e hoje nos tem colocado numa posi\u00e7\u00e3o de isolamento. Se a desfilia\u00e7\u00e3o da CUT foi uma medida acertada, devido ao fato de que aquela central sindical n\u00e3o mais representa os interesses da classe trabalhadora de maneira geral e dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos de forma particular, por ter se transformado em um \u00f3rg\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o de classes e em uma correia de transmiss\u00e3o das pol\u00edticas neoliberais do governo Lula, a filia\u00e7\u00e3o \u00e0 ent\u00e3o rec\u00e9m criada Conlutas em 2007 foi uma medida que se mostrou a\u00e7odada e n\u00e3o representativa da unidade da classe.<\/p>\n<p>Na verdade, o quadro pol\u00edtico e sindical brasileiro naquele momento ainda estava em um processo de grandes mudan\u00e7as, com a repercuss\u00e3o de novas tend\u00eancias no movimento sindical, a exemplo do surgimento da Intersindical. Outrossim, a imediata filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Conlutas, sem a anteced\u00eancia de um amplo e constante debate sobre o papel e o car\u00e1ter daquela entidade, que ainda estava no seu nascimento, demonstra uma tend\u00eancia ao aprofundamento da estreiteza pol\u00edtica que funcionou como um mecanismo de aparelhamento do movimento.<\/p>\n<p>Entendemos que, no atual est\u00e1gio de conforma\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas que possam alicer\u00e7ar a base social do Andes-SN, o debate e o aprofundamento sobre o papel das universidades estaduais t\u00eam que ser algo mais efetivo dentro do nosso sindicato. As universidades estaduais t\u00eam sido um estu\u00e1rio para aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas neoliberais e dos moldes propostos pelo Banco Mundial e organismos nacionais e internacionais que visam ao desmonte de um projeto de universidade popular.<\/p>\n<p>Assim sendo, entendemos que este congresso do Andes-SN deve ser aberto \u00e0 discuss\u00e3o dos mais variados temas, mesmo alguns que nos \u00faltimos anos t\u00eam sido preteridos sob a justificativa de ser mat\u00e9ria vencida, fazendo com que medidas estreitas fossem adotadas e levando ao isolamento da entidade. Assim, estaremos certos de buscar superar nossos erros e construir a universidade pela qual lutamos como instrumento de transforma\u00e7\u00e3o da realidade social. Uma universidade popular que contribua para o acesso \u00e0 ci\u00eancia e a forma\u00e7\u00e3o superior.<\/p>\n<p>Consideramos que o Andes-SN deve participar das lutas gerais da sociedade, a exemplo da campanha &#8220;O Petr\u00f3leo tem que ser nosso&#8221;, a defesa do Aq\u00fc\u00edfero Guarani, a solidariedade internacional e a defesa dos interesses hist\u00f3ricos da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>A universidade brasileira \u00e9 um projeto em disputa e, mesmo entendendo que a universidade que queremos \u00e9 um projeto da sociedade socialista, compreendemos que media\u00e7\u00f5es devem ser feitas na luta cotidiana de nossa categoria. Cabe a n\u00f3s discutir estes temas na sociedade e em f\u00f3runs como esse.<\/p>\n<p>PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Nacional (janeiro de 2010)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: www.andes.org.br\n\n\n\n\n(Nota Pol\u00edtica do PCB ao Congresso do ANDES-SN)\nO Andes-SN exerceu e ainda exerce uma import\u00e2ncia fundamental na constru\u00e7\u00e3o do sindicalismo combativo de nosso pa\u00eds. Desde o enfrentamento contra a ditadura militar que culmina nas primeiras greves de 1980 e 1981, bem como na incans\u00e1vel luta pela constru\u00e7\u00e3o da universidade p\u00fablica, gratuita, democr\u00e1tica, laica e socialmente referenciada, como foi formulado no Caderno 2 do Andes-SN, a entidade tem se caracterizado como vanguarda na luta pelas liberdades democr\u00e1ticas e pela constru\u00e7\u00e3o de uma universidade de cunho popular.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/275\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-275","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4r","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=275"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/275\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}