{"id":2754,"date":"2012-04-27T19:37:23","date_gmt":"2012-04-27T19:37:23","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2754"},"modified":"2012-04-27T19:37:23","modified_gmt":"2012-04-27T19:37:23","slug":"morte-de-trabalhadores-rurais-cresce-50-nos-primeiros-meses-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2754","title":{"rendered":"Morte de trabalhadores rurais cresce 50% nos primeiros meses do ano"},"content":{"rendered":"\n<p>O n\u00famero de mortes de trabalhadores rurais cresceu 50% nos primeiros meses deste ano em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2011. Foram mortos 12 trabalhadores em seis Estados, segundo a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra. De janeiro a abril do ano passado, oito trabalhadores haviam sido assassinados por quest\u00f5es agr\u00e1rias e conflitos rurais.<\/p>\n<p>Segundo Isolete Wichinieski, da coordena\u00e7\u00e3o nacional da comiss\u00e3o pastoral, &#8220;a viol\u00eancia se d\u00e1 por conta da press\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, dos madeireiros e de amea\u00e7as em disputa pela terra&#8221;. Ela conta que trabalhadores s\u00e3o mortos por denunciar o trabalho das madeireiras ilegais e que as amea\u00e7as de morte cresceram 80% em 2011. &#8220;Os n\u00fameros do come\u00e7o desse ano podem ser um resultado desse aumento&#8221;.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o quilombola<\/p>\n<p>A demora na regulamenta\u00e7\u00e3o de terra quilombolas tamb\u00e9m gera conflitos graves. No ano passado, a pastoral registrou uma morte no Maranh\u00e3o por conflito entre moradores da comunidade do Ros\u00e1rio e grileiros. &#8220;Eles ainda n\u00e3o tiveram a demarca\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o que ocupam e por isso h\u00e1\u00a0uma forte disputa pela terra. Os fazendeiros v\u00e3o grilando as terras da comunidade&#8221;, diz a coordenadora.<\/p>\n<p>Valdenilson Borges tinha 24 anos e foi morto com duas facadas numa das regi\u00f5es onde h\u00e1 maior incid\u00eancia de conflitos entre quilombolas e grileiros, segundo a pastoral. A regulamenta\u00e7\u00e3o de terras quilombolas come\u00e7ou a ser julgada nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal, mas pedido de vista suspendeu a sess\u00e3o.<\/p>\n<p>As mortes ocorrem, em geral, a mando de fazendeiros. &#8220;Normalmente quem mata s\u00e3o jagun\u00e7os, pessoas que trabalham nas fazendas ou s\u00e3o contratados para matar, caso t\u00edpico dos pistoleiros&#8221;, diz Isolete. Os dados da pastoral mostram que o n\u00famero de pessoas vivendo sob amea\u00e7a de pistoleiros cresceu 18% ano passado, chegando a mais de 45 mil.<\/p>\n<p>Um desses casos resultou na morte de Raimundo Alves Borges, presidente do assentamento Terra Bela, no munic\u00edpio de Buriticupu, Estado do Maranh\u00e3o. Ele foi morto a tiros por pistoleiros no \u00faltimo s\u00e1bado, dia 14 de abril, segundo a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra do Estado. Raimundo, conhecido como &#8220;Cabe\u00e7a&#8221;, denunciou a venda de terras do assentamento, opera\u00e7\u00e3o ilegal em um projeto de reforma agr\u00e1ria. Ele tamb\u00e9m disputava na justi\u00e7a a posse de terras na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Isolete, a um trabalho que tem ajudado nos conflitos s\u00e3o comit\u00eas de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos criados pela Ouvidoria do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio. &#8220;O comit\u00ea se re\u00fane quando existe conflito e permite conversa\u00e7\u00f5es. S\u00e3o negociadas a sa\u00edda, os prazos e \u00e0s vezes \u00e9 poss\u00edvel conseguir algum tempo a mais para a perman\u00eancia das fam\u00edlias [em terras a serem desocupadas]&#8221;. A coordenadora da pastoral diz, no entanto, que nem sempre as fam\u00edlias s\u00e3o ouvidas nessas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer que bancos dividam ganho com cliente<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Em mais uma ofensiva para pressionar os bancos, o governo decidiu ontem que as institui\u00e7\u00f5es financeiras ter\u00e3o de dividir com seus clientes os ganhos trazidos por fus\u00f5es ou aquisi\u00e7\u00f5es. A medida, que pode gerar tarifas mais baixas aos correntistas, se soma \u00e0\u00a0forte a\u00e7\u00e3o dos bancos oficiais para derrubar os spreads \u2013\u00a0diferen\u00e7a das taxas obtidas e cobradas pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Primeiro, Banco do Brasil e Caixa Econ\u00f4mica Federal anunciaram juros menores para v\u00e1rios servi\u00e7os. Depois, voltaram a reduzir os juros para acompanhar o corte da taxa b\u00e1sica (Selic). As medidas come\u00e7aram a ser seguidas pelos bancos privados, que eram, desde o in\u00edcio, o<\/p>\n<p>alvo do governo. Nos dois \u00faltimos dias, a Caixa anunciou novos cortes nos juros de im\u00f3veis, m\u00f3veis e de taxas de administra\u00e7\u00e3o de fundos.<\/p>\n<p>A partir de agora, os bancos ter\u00e3o de reverter em benef\u00edcios aos consumidores parte dos lucros obtidos com ganhos de escla e de produtividade em fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es de rivais. E os benef\u00edcios aos clientes ter\u00e3o de ser registrados por escrito, em um contrato fechado com o Banco Central. O BC avalia n\u00e3o s\u00f3 a quest\u00e3o da solidez financeira, mas tamb\u00e9m quest\u00f5es ligadas \u00e0 concorr\u00eancia e direito dos clientes. Apesar da nova exig\u00eancia, o BC avalia que essa n\u00e3o \u00e9 mais uma medida para colocar as institui\u00e7\u00f5es financeiras contra a parede. &#8220;N\u00e3o \u00e9 para apertar os bancos. Isso ser\u00e1 feito para que n\u00e3o haja ganho unilateral&#8221;, disse o chefe da consultoria que analisa atos de concentra\u00e7\u00e3o do BC, Mitchurim Borges Diniz. &#8220;Como o banco vai ter ganho com uma opera\u00e7\u00e3o e com aumento de receita, que dividam (esses ganhos) com os usu\u00e1rios, melhorando o atendimento, por exemplo&#8221;, disse Diniz.<\/p>\n<p>Caso a caso. As condi\u00e7\u00f5es dos contratos ser\u00e3o fechadas caso a caso, de acordo com as caracter\u00edsticas dos bancos e das opera\u00e7\u00f5es. Quando dois bancos avisarem ao BC que v\u00e3o fazer uma fus\u00e3o, o caso ser\u00e1\u00a0 estudado e uma negocia\u00e7\u00e3o ser\u00e1\u00a0aberta para definir como repartir com os consumidores os ganhos da opera\u00e7\u00e3o. Dessa forma, ao fechar o neg\u00f3cio, o banco n\u00e3o poder\u00e1\u00a0p\u00f4r na conta antecipadamente quanto deixar\u00e1\u00a0de ganhar no total com a fus\u00e3o ou compra, pois n\u00e3o ter\u00e1\u00a0ainda conhecimento dos itens do contrato. Al\u00e9m dos compromissos, as cl\u00e1usulas tamb\u00e9m tratar\u00e3o de penalidades, caso o acordo n\u00e3o seja cumprido. Recentemente, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) tamb\u00e9m determinou que o BC n\u00e3o fosse apenas comunicado das opera\u00e7\u00f5es, mas passasse a ser consultado previamente sobre as negocia\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de comunicar o BC sobre as opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o, os bancos levam os casos ao Cade. H\u00e1 uma disputa entre as duas institui\u00e7\u00f5es sobre a quem cabe fazer an\u00e1lises de concorr\u00eancia no setor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8220;Consumo pode levar ao fim do mundo&#8221;<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. O ministro da Secretaria Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Gilberto Carvalho, disse ontem que o mundo se acabaria, caso todos passassem a consumir bens e produtos da mesma forma que os ricos o fazem. Na quarta vers\u00e3o do semin\u00e1rio &#8220;Di\u00e1logos Sociais: Rumo \u00e0\u00a0Rio+20&#8221;, o ministro defendeu que se busque &#8220;o caminho do meio&#8221; na rela\u00e7\u00e3o de consumo e assegurou que o Brasil est\u00e1\u00a0fazendo todos os esfor\u00e7os para que o evento seja um sucesso, do ponto de vista log\u00edstico e de conte\u00fado.<\/p>\n<p>&#8211; Os muito ricos, tanto na sociedade brasileira, como no mundo todo, n\u00e3o praticam desenvolvimento sustent\u00e1vel, uma vez que o excesso de consumismo \u00e9\u00a0invi\u00e1vel. O mundo se acabaria rapidamente se fosse universalizado o padr\u00e3o de consumo das elites e, c\u00e1\u00a0entre n\u00f3s, o nosso, muitas vezes &#8211; disse Carvalho.<\/p>\n<p>No mesmo evento, h\u00e1\u00a0um m\u00eas, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mencionou que o padr\u00e3o de consumo das sociedades ser\u00e1 um dos principais temas da Rio+20. Na ocasi\u00e3o, disse que \u00e9 insustent\u00e1vel que os habitantes do planeta adotem o mesmo padr\u00e3o de um americano m\u00e9dio, que consome por dia cerca de 38 quilos de recursos naturais.<\/p>\n<p>No debate de ontem, os palestrantes disseram que \u00e9\u00a0preciso estimular a\u00e7\u00f5es n\u00e3o degradantes e taxar as que causam a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Entre eles, o senador Cristovam Buarque se mostrou pessimista quanto aos resultados da Rio+20. Ele sugeriu que meios de transporte p\u00fablicos sejam isentos de impostos e os carros particulares, sobretaxados:<\/p>\n<p>&#8211; Sou muito pessimista quanto aos resultados da Rio+20. Cada chefe de Estado quer dar uma solu\u00e7\u00e3o ao seu problema e n\u00e3o ao do planeta. Seria suic\u00eddio o Obama vir aqui, tr\u00eas meses antes das elei\u00e7\u00f5es, dizer que o desenvolvimento causa degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Brasil \u00e9\u00a0acusado de adotar pol\u00edtica &#8220;esquizofr\u00eanica&#8221;<\/p>\n<p>Antes dele, Carvalho reconheceu que alguns chefes de Estado n\u00e3o estar\u00e3o presentes \u00e0\u00a0confer\u00eancia por causa das elei\u00e7\u00f5es em seus pa\u00edses, mas destacou que j\u00e1\u00a0h\u00e1\u00a0confirma\u00e7\u00e3o de cem l\u00edderes mundiais e que a confer\u00eancia ser\u00e1\u00a0&#8220;muito representativa&#8221;.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de debates, participantes questionaram as op\u00e7\u00f5es do governo de investir em empreendimentos danosos ambientalmente, como o pr\u00e9-sal. A analista do Banco Central Maria de F\u00e1tima Cavalcanti foi aplaudida ao classificar a pol\u00edtica do governo brasileiro como &#8220;esquizofr\u00eanica&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; A pol\u00edtica brasileira \u00e9\u00a0bipolar, esquizofr\u00eanica. Se vou investir pesado no petr\u00f3leo e no pr\u00e9-sal e quero desenvolvimento sustent\u00e1vel, parece que tem uma incoer\u00eancia a\u00ed nesse rumo &#8211; disse, deixando claro que n\u00e3o falava em nome do BC.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mesmo com economia fraca, renda real tem forte avan\u00e7o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A renda real dos trabalhadores cresceu forte em mar\u00e7o &#8211; 1,6% sobre fevereiro e 5,6% sobre igual m\u00eas de 2011. O resultado veio acima do esperado e refor\u00e7ou preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0\u00a0infla\u00e7\u00e3o, mas deve ajudar o consumo. Para economistas consultados pelo Valor, o forte crescimento da renda real em mar\u00e7o n\u00e3o reflete apenas o aumento de 14% do m\u00ednimo, mas principalmente uma conjuntura ainda favor\u00e1vel a reajustes salariais robustos, cen\u00e1rio que deve se manter ao longo do ano e ajudar na recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. Por outro lado, ponderam eles, a demanda aquecida seguir\u00e1\u00a0como fator de press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os &#8211; setor que puxou a escalada dos rendimentos.<\/p>\n<p>Na passagem de fevereiro para mar\u00e7o, o rendimento m\u00e9dio real nas seis regi\u00f5es metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) subiu 1,6%, maior aumento mensal desde julho de 2011. Ele atingiu R$ 1.728,40, valor mais alto para todos os meses da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2002.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o do ano passado, o avan\u00e7o foi ainda mais intenso, de 5,6%, influenciado por servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o civil. No segmento outros servi\u00e7os &#8211; no qual t\u00eam peso relevante servi\u00e7os pessoais &#8211; a renda saltou 9,7%, maior varia\u00e7\u00e3o entre os sete ramos de atividade pesquisados, seguido de perto pela constru\u00e7\u00e3o (9,2%) e servi\u00e7os dom\u00e9sticos (8,4).<\/p>\n<p>Nesses tr\u00eas ramos da economia, explica Fabio Rom\u00e3o, da LCA Consultores, o m\u00ednimo tem um alto poder de indexa\u00e7\u00e3o, mas, especialmente na constru\u00e7\u00e3o e nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, a escassez de m\u00e3o de obra \u00e9\u00a0o que est\u00e1\u00a0turbinando os ganhos dos profissionais. &#8220;O setor da constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9\u00a0o pior dos mundos para quem est\u00e1\u00a0pagando. Falta m\u00e3o de obra treinada em um setor muito din\u00e2mico&#8221;, diz. Nos servi\u00e7os pessoais, acrescenta o economista, a procura continua firme, sustentada pela renda crescente, o que tamb\u00e9m acaba por melhorar os rendimentos. &#8221; Em alguns casos, esses servi\u00e7os nem sentiram a desacelera\u00e7\u00e3o da atividade.&#8221;<\/p>\n<p>Os setores com maior ganho de renda no \u00faltimo ano tamb\u00e9m s\u00e3o aqueles com menor taxa de desemprego. Na constru\u00e7\u00e3o, a taxa de desemprego passou de 3,7% para 3,1% entre mar\u00e7o do ano passado e mar\u00e7o deste ano, enquanto para o emprego dom\u00e9stico a taxa est\u00e1\u00a0hoje em 2,5%, e para trabalhadores em servi\u00e7os ela \u00e9\u00a0de 3,2%.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria, que atravessa um momento de estagna\u00e7\u00e3o, a alta anual da renda \u00e9\u00a0um pouco maior, de 5,5%, mas na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro, a alta \u00e9\u00a0de apenas 0,2% (bem inferior \u00e0\u00a0m\u00e9dia de 1,6%). Rom\u00e3o n\u00e3o v\u00ea\u00a0o ganho anual como tend\u00eancia, j\u00e1\u00a0que a produ\u00e7\u00e3o segue andando de lado. Em mar\u00e7o, segundo o IBGE, o n\u00famero de ocupados nas f\u00e1bricas ans seis regi\u00f5es metropolitanas cresceu 1,9% sobre igual m\u00eas de 2011, acima da m\u00e9dia de 1,6%.<\/p>\n<p>&#8220;O poder de barganha do trabalhador est\u00e1\u00a0muito alto&#8221;, afirma Fernanda Consorte, economista do Santander. Apesar deste primeiro trimestre n\u00e3o concentrar um grande n\u00famero de negocia\u00e7\u00f5es salariais, diz a analista, os reajustes j\u00e1\u00a0concedidos no come\u00e7o do ano acompanhados por ela superaram a infla\u00e7\u00e3o. Em sua proje\u00e7\u00e3o, a renda real dos trabalhadores vai crescer 6,5% este ano, mais que o dobro do ano passado, com do m\u00ednimo.<\/p>\n<p>A LCA estima que o ganho real dos trabalhadores vai crescer 3,8% em 2012, um ponto percentual acima do observado em 2011. O aumento do m\u00ednimo tem papel importante nesse cen\u00e1rio, avalia Rom\u00e3o, assim como a perda de f\u00f4lego da infla\u00e7\u00e3o, que, al\u00e9m de impulsionar o poder de compra, facilita as negocia\u00e7\u00f5es salariais.<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), usado como base para corrigir os sal\u00e1rios, acumulou alta de 4,97% nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o e vem recuando desde setembro de 2011, quando atingiu seu pico de 7,3%. &#8220;Quanto menor a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses, maiores s\u00e3o as possibilidades de se obter ganho real&#8221;, diz Rom\u00e3o, para quem a pr\u00f3pria taxa de desemprego baixa joga a favor dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A desocupa\u00e7\u00e3o subiu de 5,7% para 6,2% entre fevereiro e mar\u00e7o, mas, para os economistas, ainda \u00e9\u00a0muito baixa, o que abre espa\u00e7o para reajustes salariais maiores. A taxa de desemprego ainda \u00e9\u00a0 a menor para os meses de mar\u00e7o desde 2002. Parte do aumento do desemprego entre fevereiro e mar\u00e7o decorreu do aumento do contingente que decidiu procurar emprego &#8211; no m\u00eas, 156 mil pessoas entraram na Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA), dos quais 35 mil conseguiram uma ocupa\u00e7\u00e3o e os demais aumentaram o n\u00famero de desempregados.<\/p>\n<p>Para Rafael Bacciotti, da Tend\u00eancias, o aumento do m\u00ednimo, concedido em janeiro, pode ter surtido impacto maior na renda apenas em mar\u00e7o. &#8220;O efeito do reajuste do m\u00ednimo pode ter alguma defasagem, entrando tanto no come\u00e7o, como no fim do trimestre, dependendo da forma como s\u00e3o negociados os sal\u00e1rios, formal ou informalmente&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s conhecer os dados de mar\u00e7o, Fabio Ramos, da Quest Investimentos, revisou de 2,5% para 4,5% sua estimativa para o aumento dos sal\u00e1rios reais em 2012. Neste momento, observa Ramos, o poder de compra maior est\u00e1 se transformando em consumo de bens semi e n\u00e3o dur\u00e1veis &#8211; como alimentos e vestu\u00e1rio, por exemplo &#8211; devido ao alto endividamento do consumidor. Na segunda metade do ano, por\u00e9m, est\u00e1 no radar do analista um crescimento maior do cr\u00e9dito, que ir\u00e1 acelerar as vendas de dur\u00e1veis e, consequentemente, o ritmo da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Segundo Rom\u00e3o, da LCA, a trajet\u00f3ria de alta da renda deve ajudar a &#8220;tirar as pessoas de uma situa\u00e7\u00e3o complicada&#8221; em uma conjuntura da inadimpl\u00eancia ainda elevada, e, em um segundo momento, incentivar o consumo. &#8220;Isso refor\u00e7a nossa proje\u00e7\u00e3o de acelera\u00e7\u00e3o do PIB [Produto Interno Bruto] na segunda metade do ano&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Se, por um lado, o aumento real da renda estimula a atividade, n\u00e3o d\u00e1\u00a0refresco \u00e0\u00a0infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, que continua rodando na casa dos 9% em 12 meses. Mesmo com um primeiro trimestre tranquilo para o IPCA, diz Ramos, da Quest, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 tenta\u00e7\u00e3o nenhuma&#8221; em revisar proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o para baixo devido \u00e0 resili\u00eancia dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio, a equipe econ\u00f4mica do HSBC aponta que o &#8220;impressionante crescimento dos sal\u00e1rios reais ainda evidencia os riscos de infla\u00e7\u00e3o alimentada por sal\u00e1rios no Brasil&#8221; e, ao mesmo tempo, deve seguir sustentando a expans\u00e3o da demanda dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fiesp detecta recuo de 4% na atividade em mar\u00e7o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Indicador de N\u00edvel de Atividade (INA) da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paulista caiu 0,5% em mar\u00e7o, na compara\u00e7\u00e3o dessazonalizada com fevereiro, segundo pesquisa da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2011, o INA caiu 4%. Como reflexo da retra\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria trabalhou com menor ociosidade. Em mar\u00e7o, o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada (Nuci) ficou em 81,4%, com ajuste sazonal, abaixo dos 82,1% de fevereiro.<\/p>\n<p>A estagna\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo abrange todos os setores, segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econ\u00f4micos (Depecon) da Fiesp. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 um setor com desempenho melhor ou pior que a m\u00e9dia. A ind\u00fastria est\u00e1 parada, sem que se destaquem setores que puxem o conjunto para cima ou para baixo.&#8221; Em crises anteriores era poss\u00edvel perceber um ou outro segmento que dava f\u00f4lego \u00e0 ind\u00fastria, o que n\u00e3o acontece desta vez, diz Francini.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria automobil\u00edstica, embora tenha avan\u00e7ado 5,9% entre fevereiro e o m\u00eas passado, acumula queda de 4,4% nos 12 meses encerrados em mar\u00e7o. Neste per\u00edodo, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o paulista se contraiu 1,8%.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os do governo para reativar a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o capazes de promover um novo ciclo de crescimento no setor ainda neste ano, avalia Francini, que estima estagna\u00e7\u00e3o para o setor em S\u00e3o Paulo e no pa\u00eds. &#8220;S\u00f3 deveremos ver melhora no come\u00e7o do segundo semestre. H\u00e1 v\u00e1rios fatores que favorecem uma recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, mas os efeitos n\u00e3o s\u00e3o imediatos&#8221;, disse, citando como exemplo a redu\u00e7\u00e3o na taxa b\u00e1sica de juros, a valoriza\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar e a press\u00e3o para queda do spread banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>A Fiesp prev\u00ea que a economia brasileira crescer\u00e1 2,6% neste ano, com a ind\u00fastria se expandindo 1,4% no per\u00edodo. No primeiro trimestre, a estimativa \u00e9 de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha aumentado 0,7% em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre de 2011, com ajuste.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s YPF, Vale reavalia projeto de explora\u00e7\u00e3o de R$ 4,7 bi na Argentina<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO. A Vale est\u00e1 reavaliando a realiza\u00e7\u00e3o do projeto de explora\u00e7\u00e3o de pot\u00e1ssio de Rio Colorado, na Argentina, afirmou ontem Murilo Ferreira, presidente da mineradora. Segundo ele, a empresa est\u00e1 preocupada com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds vizinho, particularmente com o risco de hiperinfla\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m com as incertezas pol\u00edticas, motivadas pela recente renacionaliza\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera YPF, que era controlada pela espanhola Repsol. A empresa prepara uma an\u00e1lise detalhada de toda a situa\u00e7\u00e3o do projeto e da Argentina, que deve ser apresentada ao seu Conselho de Administra\u00e7\u00e3o j\u00e1 em meados do pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s j\u00e1\u00a0est\u00e1vamos fazendo verifica\u00e7\u00e3o por conta de uma potencial explos\u00e3o inflacion\u00e1ria, prevista pelos analistas, quando aconteceu esse evento pol\u00edtico (a reestatiza\u00e7\u00e3o) &#8211; disse Ferreira.<\/p>\n<p>O projeto de pot\u00e1ssio em Rio Colorado est\u00e1\u00a0or\u00e7ado em US$ 4,7 bilh\u00f5es e inclui, al\u00e9m do desenvolvimento de uma mina com capacidade de 2,4 milh\u00f5es de toneladas de pot\u00e1ssio por ano, a constru\u00e7\u00e3o de um ramal ferrovi\u00e1rio de 350 quil\u00f4metros e instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias e termel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Companhia espera aumento na demanda por min\u00e9rio<\/p>\n<p>O pot\u00e1ssio \u00e9\u00a0a principal mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes. O desenvolvimento da explora\u00e7\u00e3o em Rio Colorado poderia colocar a Argentina entre os cinco principais produtores da mat\u00e9ria-prima de fertilizantes no mundo.<\/p>\n<p>&#8211; O evento pol\u00edtico (nacionaliza\u00e7\u00e3o da YPF) \u00e9\u00a0mais um elemento, mas n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0exclusivo. Temos outros fatores como impostos, portos, ferrovias. \u00c9\u00a0uma s\u00e9rie de elementos que j\u00e1\u00a0est\u00e1vamos verificando &#8211; frisou Martins, ao ser questionado sobre se a nacionaliza\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera havia sido o fator preponderante para a reavalia\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de rever o projeto na Argentina foi comunicada ontem a analistas e jornalistas durante teleconfer\u00eancia para detalhar os dados do balan\u00e7o da mineradora relativos ao primeiro trimestre deste ano.<\/p>\n<p>Depois de anunciar lucro l\u00edquido de R$ 6,7 bilh\u00f5es no primeiro trimestre, volume 40,5% menor que o obtido no mesmo per\u00edodo de 2011, os executivos da Vale informaram ontem que esperam uma recupera\u00e7\u00e3o da demanda global por min\u00e9rio de ferro, o que elevar\u00e1\u00a0a cota\u00e7\u00e3o da commodity e contribuir\u00e1\u00a0com os resultados da companhia, que \u00e9\u00a0a maior produtora de min\u00e9rio de ferro do mundo.<\/p>\n<p>Tonelada do min\u00e9rio pode chegar a US$ 180<\/p>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio da tonelada do min\u00e9rio est\u00e1\u00a0cotado hoje em US$ 145. Mas para a mineradora, no cen\u00e1rio atual, essa cota\u00e7\u00e3o pode chegar a US$ 150 a tonelada, um n\u00edvel &#8220;razo\u00e1vel&#8221; na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da Vale.<\/p>\n<p>Ferreira disse ainda que, com a recupera\u00e7\u00e3o da economia da China &#8211; principal importador da commodity -, a cota\u00e7\u00e3o pode chegar a at\u00e9\u00a0 US$ 180 a tonelada.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa expectativa para 2012 \u00e9\u00a0positiva e, como j\u00e1\u00a0t\u00ednhamos mencionado, sab\u00edamos que o primeiro trimestre ia ser mais fraco, seguido de uma gradativa melhora &#8211; explicou Ferreira aos jornalistas.<\/p>\n<p>O presidente da Vale lembrou que em mar\u00e7o o volume de min\u00e9rio embarcado j\u00e1\u00a0superou os dois primeiros meses do ano, o que, para ele, confirma a expectativa de &#8220;gradativa melhora&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Acreditamos que a demanda global de min\u00e9rio deve continuar se expandindo. A China teve uma desacelera\u00e7\u00e3o no fim do ano passado, mas o ritmo deve aumentar &#8211; disse Ferreira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos perdem R$ 40 bilh\u00f5es em valor de mercado<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A press\u00e3o do governo, aliada \u00e0\u00a0alta da inadimpl\u00eancia e \u00e0s turbul\u00eancias externas dos \u00faltimos dias, reduziu o valor de mercado dos maiores bancos do Pa\u00eds em cerca de R$ 40 bilh\u00f5es somente em abril, de acordo com a Econom\u00e1tica. Se esse fosse o valor de uma empresa fict\u00edcia, seria a 12.\u00aa maior da Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa). Ainda a t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, a Souza Cruz vale R$ 44,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O valor de mercado \u00e9\u00a0obtido pela multiplica\u00e7\u00e3o do valor da a\u00e7\u00e3o pela quantidade de pap\u00e9is no mercado. A queda mais expressiva at\u00e9\u00a0ontem foi do Ita\u00fa, que viu as a\u00e7\u00f5es desabarem 15,2% entre 30 de mar\u00e7o e ontem. A seguir, vinham Banco do Brasil, com perda de 10,4%, Santander (7,1%), e Bradesco (5,7%). O Ibovespa caiu 3,6% no intervalo.<\/p>\n<p>&#8220;Os investidores est\u00e3o olhando o curto prazo, que mostra que a tend\u00eancia da inadimpl\u00eancia \u00e9\u00a0de alta para o pr\u00f3ximo trimestre&#8221;, afirmou o analista de bancos da Lopes Filho Consultoria, Jo\u00e3o Augusto Frota Salles.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas maiores bancos privados de varejo do Pa\u00eds divulgaram nos \u00faltimos dias lucros modestos &#8211; para os padr\u00f5es do setor &#8211; no primeiro trimestre por causa da inadimpl\u00eancia em eleva\u00e7\u00e3o. Dados do Banco Central (BC) mostram que os atuais \u00edndices de calote nas pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas s\u00f3\u00a0perdem para o per\u00edodo que se seguiu \u00e0\u00a0explos\u00e3o da crise global, em 2008.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios bancos dizem que a tend\u00eancia \u00e9\u00a0de que os indicadores sigam piorando no segundo trimestre. O Ita\u00fa, por exemplo, s\u00f3\u00a0 acredita em um recuo da inadimpl\u00eancia no fim do ano. Especialmente por isso, os analistas do banco Credit Suisse rebaixaram ontem as a\u00e7\u00f5es do Ita\u00fa para &#8220;abaixo da m\u00e9dia do mercado&#8221;, ante nota anterior &#8220;neutra&#8221;.<\/p>\n<p>O outro fator que tem pressionado fortemente os pap\u00e9is do setor \u00e9\u00a0 a press\u00e3o do governo para que as institui\u00e7\u00f5es financeiras reduzam os juros e os spreads &#8211; diferen\u00e7a entre a taxa que os bancos pagam na capta\u00e7\u00e3o dos recursos e a que cobram na concess\u00e3o dos empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>&#8220;A leitura do mercado \u00e9\u00a0de que o intervencionismo do governo pode reduzir as receitas com cr\u00e9dito e, consequentemente, o lucro l\u00e1\u00a0 na frente&#8221;, sintetizou o analista de bancos da Austin Rating, Lu\u00eds Miguel Santacreu.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cr\u00edticas verbais p\u00fablicas desferidas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo orientou os bancos p\u00fablicos a diminuir suas taxas de juros para for\u00e7ar os privados a seguir o mesmo caminho. Inicialmente, os privados hesitaram, mas, depois, seguiram o movimento &#8211; ainda que timidamente.<\/p>\n<p>Para completar, nesta semana, os mercados globais voltaram a passar por turbul\u00eancias, em raz\u00e3o das d\u00favidas sobre a economia da Espanha e da queda do governo da Holanda &#8211; o d\u00e9cimo da regi\u00e3o nos \u00faltimos dois anos. &#8220;Quando h\u00e1\u00a0turbul\u00eancias, linhas de cr\u00e9dito que costumam ser acessadas pelos bancos brasileiros fecham&#8221;, explicou Salles.<\/p>\n<p>Nesta semana, um relat\u00f3rio dos analistas da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco de cr\u00e9dito Fitch alertou que o retorno dos bancos brasileiros deve piorar em raz\u00e3o da prov\u00e1vel queda da taxa b\u00e1sica de juros (Selic) para n\u00edveis historicamente baixos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\niG\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2754\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2754","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Iq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2754\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}