{"id":2765,"date":"2012-04-30T14:02:54","date_gmt":"2012-04-30T14:02:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2765"},"modified":"2012-04-30T14:02:54","modified_gmt":"2012-04-30T14:02:54","slug":"rui-faco-um-intelectual-da-revolucao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2765","title":{"rendered":"Rui Fac\u00f3: um intelectual da revolu\u00e7\u00e3o brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O jornalista comunista e escritor marxista brasileiro Rui Fac\u00f3 esmiu\u00e7ou a hist\u00f3ria da luta de classes no Brasil e ajudou a construir uma compreens\u00e3o avan\u00e7ada da trajet\u00f3ria do povo brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Brasil sempre foi apresentada para outras gera\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de leituras que davam protagonismo \u00e0 burguesia. N\u00e3o obstante a presen\u00e7a her\u00f3ica e militante de homens e mulheres, que constru\u00edram com suas lutas o pa\u00eds, e que contradiziam a l\u00f3gica dessa hist\u00f3ria oficial &#8211; a visibilidade das lutas sociais, e dos trabalhadores, n\u00e3o \u00e9 do conhecimento da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio abrir uma nova frente na batalha das ideias, tornar p\u00fablico o papel desenvolvido pelos trabalhadores e as lutas que marcaram a hist\u00f3ria brasileira, seja no campo ou na cidade. Falar de nossos her\u00f3is, aprofundar as formula\u00e7\u00f5es dos intelectuais do campo marxista que estiveram ao lado da revolu\u00e7\u00e3o brasileira. Trata-se, mais do que nunca, de lutar por uma contra-hegemonia que fomente nas consci\u00eancias dos trabalhadores, e da juventude, o sentido de sua miss\u00e3o hist\u00f3rica, a constru\u00e7\u00e3o do caminho na perspectiva do socialismo como horizonte para a eman cipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>\u00c9 com base nessas ideias que ora apresento um importante intelectual org\u00e2nico, que sempre esteve ao lado dos trabalhadores, como liga\u00e7\u00e3o de classe: Rui Fac\u00f3. Construiu formula\u00e7\u00f5es para entender o Brasil no s\u00e9culo XX, utilizando-se do referencial marxista para explicar a a\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, as lutas sociais e a sociedade brasileira. Assim, ele abriu trilhas para desvendar a realidade social.<\/p>\n<p>A obra de Rui Fac\u00f3 foi elaborada a partir do arcabou\u00e7o e da tradi\u00e7\u00e3o marxista, centrada nos estudos sobre a forma\u00e7\u00e3o social brasileira, a partir das categorias povo, na\u00e7\u00e3o e lutas sociais. O seu cabedal interpretativo est\u00e1 centrado no rigor historiogr\u00e1fico e no aprofundamento da an\u00e1lise pol\u00edtica. Para al\u00e9m das falsas premissas, que hoje s\u00e3o apresentadas pela l\u00f3gica p\u00f3s-moderna, encontramos nele uma interpreta\u00e7\u00e3o da realidade pautada nos processos de lutas, cuja orienta\u00e7\u00e3o era a procura por uma nova sociabilidade na hist\u00f3ria. Assim, resgatar para o debate o pensamento de Rui Fac\u00f3 \u00e9 trazer para os estudos contempor\u00e2neos, do ponto de vista te\u00f3rico e pol\u00edtico, uma vertente anal\u00edtica que \u00e9 uma s\u00edntese explicativa do Brasil no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><strong>Das origens \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do Brasil <\/strong><\/p>\n<p>Rui Fac\u00f3 nasceu em Beberibe, no Cear\u00e1, em 4 de outubro de 1913 e a sua inser\u00e7\u00e3o na realidade nordestina permitiu que ele desenvolvesse, a partir desse l\u00f3cus, um compromisso de pesquisa sobre o Brasil, e o processo de autoconstitui\u00e7\u00e3o do povo. Essa preocupa\u00e7\u00e3o tornou-se um programa de pesquisa, orientado pela an\u00e1lise da luta do povo contra a opress\u00e3o; do conjunto das lutas sociais; das manifesta\u00e7\u00f5es dos \u00edndios; dos escravos; do que ocorreu em Canudos; das manifesta\u00e7\u00f5es e atos dos cangaceiros; dos movimentos dos beatos; dos movimentos republicanos; das lutas pela liberta\u00e7\u00e3o do imperialismo; e da guerra engendrada pelo latif\u00fandio. Tudo isso, a partir d o princ\u00edpio dial\u00e9tico da rela\u00e7\u00e3o entre domina\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, que formou o todo articulado que compreendemos como na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rui Fac\u00f3 analisa as particularidades da realidade, hist\u00f3rica, do Brasil, orientado por duas quest\u00f5es: primeiro, na estrutura das for\u00e7as produtivas e, no segundo momento, na quest\u00e3o do monop\u00f3lio da terra. A partir da\u00ed, ele identifica como quest\u00f5es centrais que precisavam ser afrontadas: o latif\u00fandio, a a\u00e7\u00e3o do colonialismo e a domina\u00e7\u00e3o cultural, que tinham um peso sobre a realidade nacional, em particular, pelo papel que as classes dominantes davam aos segregados desse processo societ\u00e1rio.<\/p>\n<p>Como historiador do desenvolvimento do pa\u00eds, do desenvolvimento desigual do Nordeste, Rui Fac\u00f3 estudou o papel dos movimentos sociais, levando-se em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o nacional, a quest\u00e3o sindical, estudantil, camponesa, o papel da igreja, da imprensa, e o comportamento da chamada \u201cburguesia nacional\u201d.<\/p>\n<p>No livro\u00a0<em>Brasil S\u00e9culo XX<\/em>, um minucioso estudo sobre o pa\u00eds, Rui Fac\u00f3 faz um debate sobre as for\u00e7as produtivas e o n\u00edvel de desenvolvimento do capitalismo entre n\u00f3s. Alertando sobre os descaminhos do processo pol\u00edtico, sinalizando para o papel que deveria ser desempenhado pelos trabalhadores no cen\u00e1rio da luta de classes; sem abrir m\u00e3o de avaliar que a presen\u00e7a do Partido Comunista, nesse contexto, era uma necessidade hist\u00f3rica. O livro\u00a0<em>Cangaceiros e Fan\u00e1ticos: g\u00eanese e lutas <\/em>tem um valor hist\u00f3rico extraordin\u00e1rio. Apresenta uma interpreta\u00e7\u00e3o in\u00e9dita das contradi\u00e7\u00f5es brasileiras, pautada nas quest\u00f5es da terra, nas lutas dos despossu\u00eddos, e do poder pol\u00edtico em curso no Brasil. E, tudo isso, analisado com o rigor da dial\u00e9tica marxista, pois apreende na hist\u00f3ria o processo das lutas de classe.<\/p>\n<p>Ao lado dessa an\u00e1lise, Rui Fac\u00f3 encontra no papel pol\u00edtico das classes dominantes uma rea\u00e7\u00e3o para impedir o ajuntamento de comunidades, entendido a\u00ed como ajuntamento de pessoas pobres em v\u00e1rias \u00e1reas do Nordeste. Na l\u00f3gica do poder pol\u00edtico, em vigor, essa situa\u00e7\u00e3o era um perigo \u00e0 continuidade da domina\u00e7\u00e3o de classe que perenizava o latif\u00fandio. E, tinha ao mesmo tempo, uma preocupa\u00e7\u00e3o dos reacion\u00e1rios com o princ\u00edpio de solidariedade que se estabelecia nas diversas comunidades onde ocorriam as lutas pela terra.<\/p>\n<p>Rui Fac\u00f3 questionou a leitura oficial sobre o papel que davam \u00e0s lutas no campo, qualificadas de misticismo e, para alguns, dotada de passividade no processo de resist\u00eancia. Para ele, podem-se at\u00e9 encontrar caracter\u00edsticas de uma resist\u00eancia passiva a partir do papel desempenhado por figuras como Ant\u00c3?nio Conselheiro, beato Louren\u00e7o e Padre C\u00edcero. No entanto, essa passividade como forma de luta, n\u00e3o era real e concreta no conjunto das manifesta\u00e7\u00f5es de resist\u00eancias que foram encontradas no campo no s\u00e9culo XX, basta analisar Porecat\u00fa, as ligas campon esas e Trombas e Formoso.<\/p>\n<p>Sua percep\u00e7\u00e3o sobre novos personagens e o papel do campo na forma\u00e7\u00e3o social brasileira denota seu ineditismo. Ao se contrapor \u00e0s formula\u00e7\u00f5es racistas de Euclides da Cunha, ele construiu uma critica original. Na compreens\u00e3o sobre o grau de desenvolvimento do capitalismo, na leitura sobre a classe dominante e suas fra\u00e7\u00f5es, na an\u00e1lise das lutas sociais como princ\u00edpio pedag\u00f3gico para a emancipa\u00e7\u00e3o humana percebe-se a qualidade metodol\u00f3gica de seus instrumentos de pesquisa. Constata-se ent\u00e3o, o refinamento conceitual para entender o seu tempo, comprovando ser Rui Fac\u00f3, a partir da sua s\u00edntese explicativa, um int\u00e9rprete do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Lutas sociais e compromisso revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Rui Fac\u00f3 ficou na sua cidade natal at\u00e9 terminar o ensino b\u00e1sico, quando premido pela necessidade de trabalhar, mudou-se para Fortaleza. Procurou emprego na fun\u00e7\u00e3o em que j\u00e1 demonstrava alguma habilidade, o jorn alismo. Nessa cidade, no in\u00edcio dos anos 30, passou a freq\u00c3?entar o ambiente cultural e pol\u00edtico que contestava a ordem em vigor e entrou para o Partido Comunista.<\/p>\n<p>Em 1935, o pa\u00eds passava por profundas agita\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, surgiu a Alian\u00e7a Nacional Libertadora, um movimento de frente \u00fanica que contestava o governo Get\u00falio Vargas; e os levantes armados de novembro em Natal, Recife e no Rio de Janeiro. Rui Fac\u00f3 participou das manifesta\u00e7\u00f5es de massas que abalaram o ano vermelho de 1935. Logo, transferiu-se para Salvador, trabalhou nos<em>Di\u00e1rios Associados <\/em>e participou da funda\u00e7\u00e3o da revista\u00a0<em>Seiva<\/em>, em 1938. Ainda na Bahia, durante a segunda metade dos anos 30, ele foi encarcerado pela pol\u00edcia getulista em virtude de sua intensa atividade pol\u00edtica e intelectual.<\/p>\n<p>Com o fim da segunda guerra, Rui Fac\u00f3 se mudou para o Rio de Janeiro, come\u00e7ando a trabalhar na reda\u00e7\u00e3o do jornal\u00a0<em>A Classe Oper\u00e1ria<\/em>. A partir daquele mo mento, quando passou a escrever para diversos jornais e revistas de todo o pa\u00eds, percebe-se que j\u00e1 estava construindo o alicerce das suas formula\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o social brasileira.<\/p>\n<p>A conjuntura no p\u00f3s-guerra era de ascenso das massas. A imprensa comunista estava em crescimento, isso em virtude da legalidade conquistada pelo PCB e pela grande presen\u00e7a desse operador pol\u00edtico no cen\u00e1rio das lutas sociais, no parlamento e na intelectualidade. No entanto, as suas formula\u00e7\u00f5es, pautado pelo fogo da conjuntura, contavam com dubiedades que poderiam desarmar o Partido para enfrentar as pr\u00f3ximas batalhas. E, foi o que terminou acontecendo. A conjuntura brasileira foi tensionada pela a\u00e7\u00e3o bonapartista da classe dominante, que queria evitar qualquer risco \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do poder nas m\u00e3os da burguesia, e as fra\u00e7\u00f5es de classe do bloco no poder, agiram. Mesmo o PCB sendo um partido de massas (contava com 200 mil filiados), com uma importante representa\u00e7 \u00e3o parlamentar pelos estados e no congresso, com uma grande influ\u00eancia cultural, art\u00edstica e intelectual, o partido foi posto na ilegalidade pelo general Dutra, o\u00a0<em>Le Petit <\/em>de plant\u00e3o. Seus parlamentares foram cassados, come\u00e7ando, outra vez, uma feroz persegui\u00e7\u00e3o aos comunistas: com pris\u00f5es, torturas e assassinatos. \u00c9 a partir desse cen\u00e1rio pol\u00edtico que Rui Fac\u00f3, em 1952, vai morar na URSS, trabalhando na R\u00e1dio Moscou, onde teve uma intensa \u201catividade liter\u00e1ria e jornal\u00edstica\u201d.<\/p>\n<p><strong>A \u00faltima batalha de um intelectual org\u00e2nico<\/strong><\/p>\n<p>De volta ao Brasil em 1958, Rui Fac\u00f3 avan\u00e7ou para desenvolver as bases de suas formula\u00e7\u00f5es mais sistem\u00e1ticas, e aprofundou uma intensa e qualificada interven\u00e7\u00e3o no debate jornal\u00edstico em curso, at\u00e9 1963. Todavia, tamb\u00e9m encontramos a sua enorme presen\u00e7a, para al\u00e9m desse per\u00edodo, como militante da pena, em muitos peri\u00f3dicos e jornais:\u00a0<em>Seiva, Flama, Continental, Problemas, E studos Sociais, A Classe Oper\u00e1ria, Tribuna Popular, Hoje, O Momento, O Democrata, Voz Oper\u00e1ria, Novos Rumos<\/em>e na ag\u00eancia de not\u00edcias, Interpress.<\/p>\n<p>Como escritor e pensador comunista, Rui Fac\u00f3 nos brindou com alguns textos de imenso valor hist\u00f3rico. Encontramos ainda, uma grande quantidade de artigos e trabalhos sobre acontecimentos relevantes, como a elei\u00e7\u00e3o de Miguel Arraes em 1962, para o jornal\u00a0<em>Novos Rumos<\/em>. O artigo sobre a funda\u00e7\u00e3o do Movimento Unificador dos Trabalhadores, O MUT, instrumento de unidade da classe oper\u00e1ria, publicado no jornal\u00a0<em>Tribuna Popular<\/em>, em 1945. Temos um denso estudo sobre as lutas dos camponeses em 1963, mas, tamb\u00e9m uma incurs\u00e3o pela cr\u00edtica teatral, quando da estr\u00e9ia de uma pe\u00e7a de Dias Gomes, em 1962.<\/p>\n<p>Intelectual org\u00e2nico e militante pol\u00edtico, o historiador Rui Fac\u00f3 dedicou os \u00faltimos cinco anos da sua vida (1958-1963) ao exerc\u00edcio da contra-hegemonia ideol\u00f3gica e pol\u00edtica, exer cendo o papel de jornalista. Foi nessa condi\u00e7\u00e3o que fez a sua \u00faltima viagem e lutou a sua \u00faltima batalha. Morreu no dia 15 de mar\u00e7o de 1963 em um desastre a\u00e9reo na Bol\u00edvia, antes mesmo de completar 50 anos, numa viagem pela Am\u00e9rica Latina como correspondente do jornal\u00a0<em>Novos Rumos<\/em>.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o prematuro desaparecimento, ele nos legou uma obra que construiu pontes para explicar a realidade brasileira, a partir das lutas sociais e do papel do povo. Afinal, novos atores, trabalhadores do campo e da cidade tiveram em Rui Fac\u00f3 o pesquisador participante, o cientista social e historiador que n\u00e3o foi leviano com a verdade das lutas que marcaram, no Brasil, o breve s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>*Milton Pinheiro \u00e9 membro da CPN do PCB, professor de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), colunista do jornal\u00a0<em>Brasil de Fato <\/em>e autor\/organizador, entre outros, dos livros\u00a0<em>140 anos da Comuna de Paris <\/em>(S\u00e3o Paulo, Express\u00e3o Popular, 2011) e\u00a0<em>Caio Prado J\u00fanior: hist\u00f3ria e sociedade <\/em>(Salvador, Quarteto, 2010).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: tempsite.ws\nUm cl\u00e1ssico da hist\u00f3ria brasileira:\u00a0Cangaceiros e Fanaticos , de Rui Fac\u00f3\n\n\n\n\n\n\n\n\nMilton Pinheiro*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2765\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-2765","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-IB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2765\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}