{"id":2791,"date":"2012-05-04T04:50:19","date_gmt":"2012-05-04T04:50:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2791"},"modified":"2012-05-04T04:50:19","modified_gmt":"2012-05-04T04:50:19","slug":"ditadura-teria-incinerado-corpos-em-usina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2791","title":{"rendered":"Ditadura teria incinerado corpos em usina"},"content":{"rendered":"\n<p>Um livro divulgado ontem sugere que corpos de militantes pol\u00edticos mortos pela ditadura militar em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro foram incinerados numa usina de cana em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, nos anos 1970 e 1980. Mem\u00f3rias de uma Guerra Suja, uma colet\u00e2nea de depoimentos do ex-delegado da Pol\u00edcia Civil do Esp\u00edrito Santo Cl\u00e1udio Guerra, indica que foram levados para a Usina Cambahyba os restos mortais de David Capristano, comunista hist\u00f3rico, do casal Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva e de outros presos pol\u00edticos, como Jo\u00e3o Batista Rita, Joaquim Pires e Jo\u00e3o Massena Melo.<\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de entrevistas aos jornalistas Marcelo Netto e Rog\u00e9rio Medeiros, Cl\u00e1udio Guerra, figura conhecida do crime organizado capixaba, afirma que levou dez corpos para a usina. Os corpos teriam sido retirados da Casa da Morte, um centro de tortura em Petr\u00f3polis, e de \u00f3rg\u00e3os da repress\u00e3o em S\u00e3o Paulo. &#8220;Mas n\u00e3o matei nenhum desses&#8221;, ressalta Guerra no livro. A usina pertencia ao ex-vice governador do Rio Heli Ribeiro Gomes (1967-1971), segundo o livro. Em outro trecho, diz que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que responde a crimes ocorridos em S\u00e3o Paulo, foi um dos oficiais que planejaram e acompanharam, em 1981, o atentado no Riocentro, na v\u00e9spera do 1.\u00ba de Maio. A a\u00e7\u00e3o consistia em jogar bombas no local num dia de show da MPB e atribuir a grupos de esquerda. Mas uma das bombas explodiu no colo do sargento Guilherme Pereira do Ros\u00e1rio, que estava dentro de um carro. Os outros oficiais que planejaram o atentado teriam sido Freddie Perdig\u00e3o e Vieira.<\/p>\n<p>Fonte. O livro se baseia exclusivamente nos depoimentos de Guerra. Os autores usaram notas de rodap\u00e9 para esclarecer cita\u00e7\u00f5es feitas pelo delegado. Mas deixam Guerra falar, sem pausa. O ex-delegado cita uma s\u00e9rie de agentes que teriam participado, por exemplo, da Chacina da Lapa, em S\u00e3o Paulo, em 1976, quan- do dirigentes do PC do B foram executados. S\u00f3 n\u00e3o cita o oficial do Ex\u00e9rcito Aldir Maciel, apontado em uma s\u00e9rie de pesquisas como o chefe da opera\u00e7\u00e3o. No livro, o Cl\u00e1udio Guerra que marcou o imagin\u00e1rio pol\u00edtico e criminal brasileiro dos anos 1980, acusado com fartura de provas de participar do crime organizado capixaba, d\u00e1 lugar a um Cl\u00e1udio Guerra agente do auge da repress\u00e3o militar, num protagonismo question\u00e1vel no tempdos crimes anistiados.<\/p>\n<p>O personagem ub\u00edquo, quase um Forrest Gump que emerge do livro, chega at\u00e9 1989, quando diz que sua &#8220;comunidade&#8221; p\u00f4s panfletos da campanha do petista Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no local em que o empres\u00e1rio Ab\u00edlio Diniz foi sequestrado, em S\u00e3o Paulo. Ele tamb\u00e9m diz que foi escalado para matar o ex-delegado S\u00e9rgio Paranhos Fleury (crime que teria sido consumado por agentes secretos da Marinha, segundo ele), e de pol\u00edticos como Leonel Brizola e Fernando Gabeira. E que esteve na mira at\u00e9 de agentes da CIA, a ag\u00eancia de i nforma\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos. O depoente nega todos os crimes que lhe foram atribu\u00eddos de- pois da distens\u00e3o pol\u00edtica, no Esp\u00edrito Santo. Ele foi condenado pela Justi\u00e7a a 42 anos pela morte do bicheiro Jonas Bulamarques, em 1982. Ficou dez anos na cadeia e foi solto. Depois, foi condenado a 18 anos pela morte da pr\u00f3pria mulher, Rosa Maria Cleto, e da cunhada Gl\u00f3ria, em um lix\u00e3o em Cariacica, em 1980.<\/p>\n<p>Guerra atribui as mortes a terceiros. Sobre a morte de Bulamarques ele diz: &#8220;Foi uma condena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, direcionada s\u00f3 para mim&#8221;. Ele ainda tenta tirar de suas costas as suspeitas de participa\u00e7\u00e3o no cons\u00f3rcio formado por empres\u00e1rios, pol\u00edticos, policiais e pistoleiros que matou a jornalista Maria Nilce Maga-lh\u00e3es, em 1989. O livro n\u00e3o aponta nomes de empres\u00e1rios. \u00c9 quando fala da morte da mulher Rosa Maria que Guerra assume a autoria de uma morte. Ele teria matado o tenente Odilon Carlos de Souza, a quem atribui a autoria da morte de Rosa. Em um trecho do livro, Guerra diz que matou o militante pol\u00edtico Nestor Veras, em 1975, mas pondera que apenas deu o &#8220;tiro de miseric\u00f3rdia&#8221;, porque ele havia sido &#8220;muito torturado e estava moribundo&#8221;. Guerra tamb\u00e9m fala de casos emblem\u00e1ticos como a morte do jornalista Alexandre von Baumgarten, no Rio, em 1982. Ele diz, como \u00e9 rotina no livro, que chegou a participar das conversas para matar o jornalista. Guerra apresenta os nomes dos coron\u00e9is Ary Pereira de Carvalho e Ary guiar como autores intelectuais, repetindo informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 divulgadas no notici\u00e1rio sobre o caso.<\/p>\n<p>O livro mostra um delegado do crime do Esp\u00edrito Santo que se diz injusti\u00e7ado e um agente dos por\u00f5es da ditadura que, em alguns trechos, admite ter ouvido os &#8220;outros&#8221; comentarem sobre crimes.<\/p>\n<p>Nomes da comiss\u00e3o j\u00e1 foram escolhidos<\/p>\n<p>Os sete nomes que v\u00e3o integrar a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade est\u00e3o escolhidos e ser\u00e3o anunciados at\u00e9 o final deste m\u00eas pela presidente Dilma Rousseff, de acordo com uma fonte do Pal\u00e1cio do Planalto. Na escolha prevaleceu a preocupa\u00e7\u00e3o com o direito \u00e0 mem\u00f3ria e a recupera\u00e7\u00e3o da verdade hist\u00f3rica. As duas quest\u00f5es est\u00e3o enunciadas no primeiro artigo do texto da lei 12.528, que criou a comiss\u00e3o. De acordo com a mesma fonte, a escolha da presidente vai surpreender. Positivamente, esclareceu. Os sete escolhidos ter\u00e3o um prazo de dois anos, contado da data sua instala\u00e7\u00e3o, para concluir os trabalhos, com a apresenta\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio sobre os fatos, conclus\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es. A comiss\u00e3o foi aprovada no Congresso e sancionada por Dilma no dia 18 de novembro de 2011. No discurso, ela disse que n\u00e3o quer revanchismo nem &#8220;a cumplicidade do sil\u00eancio&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer vincular ganho da poupan\u00e7a ao juro b\u00e1sico<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo vai apressar as mudan\u00e7as na remunera\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a para permitir novos cortes de juros. A presidente Dilma Rousseff pediu c\u00e1lculos ao ministro Guido Mantega (Fazenda). A alter-nativa mais bem recebida \u00e9 vincular o rendimento \u00e0 Selic (taxa b\u00e1sica), que hoje est\u00e1 em 9% ao ano. Se a nova regra entrar em vigor em maio, \u00e9 poss\u00edvel que, em um primeiro momento, a nova poupan\u00e7a tenha ganho maior do que o atual, de 6,17% ao ano mais a TR. Se for adiada para o fim do m\u00eas, a vantagem pode desaparecer, porque a expectativa \u00e9 de novo corte da Selic dia 30. Dilma pode apresentar o estudo hoje em reuni\u00f5es com parlamentares, sindicalistas e empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dilma quer definir uma regra simples, como atrelar a caderneta \u00e0 taxa Selic, para n\u00e3o confundir o poupador de baixa renda.<\/p>\n<p>O governo decidiu apressar as mudan\u00e7as na regra de remunera\u00e7\u00e3o das cadernetas de poupan\u00e7a para abrir espa\u00e7o para a continuidade dos cortes de juros. A presidente Dilma Rousseff quer vincular o rendimento da aplica\u00e7\u00e3o financeira mais popular do Pa\u00eds \u00e0 taxa b\u00e1sica definida pelo Banco Central. O importante para o Pal\u00e1cio do Planalto \u00e9 fixar uma regra simples, de f\u00e1cil entendimento para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es no rendimento das cadernetas voltaram a ser discutidas com mais \u00eanfase no in\u00edcio do ano, mas ontem a presidente pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que fechasse novos c\u00e1lculos. Dilma pode apresentar o estudo hoje em reuni\u00f5es separadas com representantes do Conselho Pol\u00edtico, dirigentes de centrais sindicais e empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte da equipe econ\u00f4mica, a alternativa que ganhou maior ades\u00e3o nos \u00faltimos dias \u00e9 a que relaciona o rendimento das cadernetas \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, Selic. A ideia \u00e9 garantir que a caderneta pagar\u00e1 ao poupador 80% da Selic, que est\u00e1 em 9% ao ano. Esse mecanismo explicaria parte da pressa do governo em anunciar a mudan\u00e7a ainda este m\u00eas. Se a nova regra entrar em vigor em maio, \u00e9 poss\u00edvel que, em um primeiro momento, a nova poupan\u00e7a gere um ganho maior do que o garantido atualmente, que \u00e9 de 6,17% ao ano mais a varia\u00e7\u00e3o da TR. Se o an\u00fancio for adiado para o fim do m\u00eas, essa vantagem pode desaparecer, porque a expectativa \u00e9 de um novo corte da Selic no dia 30 de maio.<\/p>\n<p>Queda geral. A expectativa do an\u00fancio de uma nova forma de remunera\u00e7\u00e3o da caderneta provocou uma queda generalizada das taxas de juros dos contratos negociados ontem na Bovespa BM&amp;F. O discurso da presidente Dilma na segunda-feira \u00e0 noite tamb\u00e9m contribuiu para aumentar as apostas de um novo corte da Selic na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC no fim do m\u00eas.<\/p>\n<p>Fontes do governo ponderam que j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel considerar que as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para garantir a mudan\u00e7a est\u00e3o dadas. &#8220;Aproxima-se o dia para o tema ser abordado&#8221;, disse um integrante da equipe. O governo avalia que agora est\u00e1 clara a necessidade da mudan\u00e7a, uma vez que o Banco Central deu sinal de que vai continuar a cortar os juros.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos da base aliada, por\u00e9m, v\u00e3o aconselhar Dilma a n\u00e3o mexer na caderneta neste ano eleitoral. O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva tentou mudar as regras da poupan\u00e7a, no segundo mandato, mas desistiu, diante da repercuss\u00e3o negativa. \u00c0 \u00e9poca, um estudo feito pelo governo indicou que 95% das aplica\u00e7\u00f5es eram de at\u00e9 R$ 50 mil.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o vamos aceitar especula\u00e7\u00e3o na poupan\u00e7a e, se esse projeto chegar ao Congresso, vamos derrubar&#8221;, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da For\u00e7a Sindical. Pr\u00e9-candidato do PDT \u00e0 Prefeitura de S\u00e3o Paulo, ele disse que &#8220;o PT vai se lascar na elei\u00e7\u00e3o&#8221; se o governo mexer na poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es financeiras assinam apoio \u00e0 Rio+20<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Mais de 20 institui\u00e7\u00f5es financeiras, incluindo \u00f3rg\u00e3os multilaterais, assinaram ontem em Washington a Declara\u00e7\u00e3o do Capital Natural, que busca mostrar a preocupa\u00e7\u00e3o do setor com o meio ambiente \u00e0s v\u00e9speras da Rio+20.<\/p>\n<p>Entre os signat\u00e1rios, est\u00e3o o International Financial Corporation (IFC), que \u00e9 um bra\u00e7o do Banco Mundial, bancos, empresas e institui\u00e7\u00f5es financeiras de pa\u00edses como os EUA, Gr\u00e3-Bretanha, \u00c1frica do Sul e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>O an\u00fancio acontece paralelamente aos debates em Nova York para o documento a ser debatido na Rio+20, que ocorre em junho, no Brasil. Amanh\u00e3, a segunda rodada de negocia\u00e7\u00f5es se encerra e deve ser divulgado um comunicado com os avan\u00e7os ao longo das duas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o do Capital Natural \u00e9 vista como um dos pontos-chave para a Rio+20, quando ser\u00e1 oficialmente lan\u00e7ada. O objetivo \u00e9 &#8220;mostrar o compromisso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o de um crit\u00e9rio de capital natural para produtos e servi\u00e7os no s\u00e9culo 21&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo os organizadores, &#8220;o Capital Natural incorpora todos os ativos naturais da Terra (solo, ar, \u00e1gua, flora e fauna) e todos seus servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, que tornam poss\u00edvel a exist\u00eancia de vida humana. Produtos e servi\u00e7os provenientes do Capital Natural valem trilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano e constituem alimentos, fibras, \u00e1gua, sa\u00fade, energia, seguran\u00e7a clim\u00e1tica e outros servi\u00e7os essenciais a todos&#8221;.<\/p>\n<p>Por este motivo, diz o comunicado, &#8220;\u00e9 preciso fortalecer a import\u00e2ncia do capital natural para a manuten\u00e7\u00e3o de uma economia global sustent\u00e1vel, ao pedir para os setores privado e p\u00fablico um trabalho conjunto neste sentido&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do IFC, Lars Thunell, o \u00f3rg\u00e3o ligado ao Banco Mundial &#8220;est\u00e1 firmemente comprometido em proteger o meio ambiente. Essa declara\u00e7\u00e3o convoca o setor p\u00fablico e o setor privado a trabalhar juntos para criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para manter e refor\u00e7ar o Capital Natural como um ativo crucial, do ponto de vista econ\u00f4mico, ecol\u00f3gico e social&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil depende menos do g\u00e1s boliviano<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Apesar dos temores de novas estatiza\u00e7\u00f5es na Bol\u00edvia, o Brasil est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o bem mais confort\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s natural que importa de l\u00e1. Em 2006, quando o presidente Evo Morales nacionalizou o setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a estatal brasileira foi uma das mais afetadas. Al\u00e9m da menor depend\u00eancia, as descobertas de grandes reservas de petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal brasileiro fizeram com que a Petrobras reduzisse investimentos no exterior, como na Venezuela e no Equador, onde tamb\u00e9m os governos alteraram nos \u00faltimos anos as regras do setor.<\/p>\n<p>Com um consumo di\u00e1rio total que gira em torno de cerca de 83 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m3) por dia, os at\u00e9 30 milh\u00f5es de m3\/dia importados da Bol\u00edvia representam hoje cerca de 36%, bem menos do que os 50% de 2006.<\/p>\n<p>Para reduzir a depend\u00eancia do g\u00e1s da Bol\u00edvia, a Petrobras investiu pesado nos anos seguintes \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o no aumento da produ\u00e7\u00e3o interna, na malha de dutos e em dois terminais de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL). A produ\u00e7\u00e3o nacional chega a 55 milh\u00f5es de m3\/dia, al\u00e9m da capacidade de importar at\u00e9 21 milh\u00f5es de m3\/de GNL.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos caminhando para uma posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel, e a previs\u00e3o \u00e9 atingirmos a autossufici\u00eancia em cinco anos &#8211; avalia Marcos Tavares, presidente da consultoria G\u00e1s Energy, comentando que o Brasil poder\u00e1 se dar &#8220;ao luxo&#8221;, num futuro pr\u00f3ximo, de virar exportador de g\u00e1s.<\/p>\n<p>Para especialista, estatal n\u00e3o deve sair da Bol\u00edvia<\/p>\n<p>Mas Tavares n\u00e3o considera a possibilidade de o pa\u00eds deixar de importar o g\u00e1s da Bol\u00edvia, at\u00e9 porque seria &#8220;pouco razo\u00e1vel do ponto de vista econ\u00f4mico&#8221; abandonar toda a infraestrutura montada no pa\u00eds para importar g\u00e1s.<\/p>\n<p>O diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, diz que o Brasil deveria realizar a 11 rodada de licita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas para explora\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorre desde 2008.<\/p>\n<p>&#8211; Seria uma forma de reafirma\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Na Venezuela, com uma produ\u00e7\u00e3o pequena, de menos de 35 mil barris por dia, a Petrobras n\u00e3o se abalou quando o governo Ch\u00e1vez reduziu sua participa\u00e7\u00e3o para 40% nos blocos que operava. No Equador, a empresa n\u00e3o aceitou se tornar mera prestadora de servi\u00e7os e est\u00e1 exigindo uma indeniza\u00e7\u00e3o de US$ 217 milh\u00f5es pelos blocos que possu\u00eda. Recentemente, a Petrobras teve sua licen\u00e7a de explora\u00e7\u00e3o cassada na prov\u00edncia argentina de Neuqu\u00e9n, medida que ainda tenta reverter.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Blindagem do PT cai e Delta ter\u00e1 investiga\u00e7\u00e3o ampliada<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) do Cachoeira furou ontem a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar as liga\u00e7\u00f5es da Delta Constru\u00e7\u00f5es S.A. com o empres\u00e1rio Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e n\u00e3o somente na Regi\u00e3o Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI determinou a quebra dos sigilos banc\u00e1rio, fiscal e telef\u00f4nico de Cachoeira a partir de 1.\u00ba de janeiro de 2002.<\/p>\n<p>No entanto, a posi\u00e7\u00e3o branda do relator foi seguida quando o foco passou a ser a rela\u00e7\u00e3o de governadores com o esquema investigado pela Pol\u00edcia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e S\u00e9rgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Monte Carlo, da Pol\u00edcia Federal, que investigou e desbaratou o esquema de Carlinhos Cachoeira, gravou conversas em que aparecem os nomes de Agnelo e Perillo. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposi\u00e7\u00e3o desejam convoc\u00e1-lo por causa da liga\u00e7\u00e3o com o empres\u00e1rio Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta.<\/p>\n<p>Senador. Tamb\u00e9m ficou decidido nesta quarta-feira que Cachoeira vai prestar depoimento \u00e0 CPI no dia 15. O senador Dem\u00f3stenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. J\u00e1 o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cl\u00e1udio Abreu ser\u00e1 ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29. Os arapongas Idalberto Matias de Ara\u00fajo, o Dad\u00e1, e Jairo Martins, v\u00e3o depor no dia 24. Jos\u00e9 Ol\u00edmpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garc\u00eaz e Lenine Ara\u00fajo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, v\u00e3o prestar depoimento no dia 22.<\/p>\n<p>Ao todo, a CPI aprovou 51 requerimentos. Um plano de trabalho apresentado por Odair Cunha prev\u00ea que a situa\u00e7\u00e3o dos governadores s\u00f3 dever\u00e1 ser examinada a partir de junho. Cunha e a base do governo entenderam que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para convoc\u00e1-los agora. Os partidos de oposi\u00e7\u00e3o acabaram concordando com eles.<\/p>\n<p>Caso os exames dos documentos das Opera\u00e7\u00f5es Vegas e Monte Carlo &#8211; as duas que investigaram as liga\u00e7\u00f5es de Cachoeira com agentes p\u00fablicos e privados &#8211; mostrem o comprometimento dos governadores, ser\u00e3o apresentados novos requerimentos. A inten\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o era convocar Cabral e Agnelo. O governo, de seu lado, queria ouvir o tucano Perillo.<\/p>\n<p>Delegados. Ficou decidido ainda pela CPI do Cachoeira que os delegados Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mello Rodrigues e os procuradores da Rep\u00fablica Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, respons\u00e1veis pela opera\u00e7\u00f5es Vegas e Monte Carlo, ser\u00e3o convidados a comparecer \u00e0 CPI na semana que vem, para sess\u00f5es reservadas nos dias 8 e 10. A princ\u00edpio, eles deveriam conversar com os parlamentares da CPI numa sess\u00e3o aberta.<\/p>\n<p>Mas a senadora K\u00e1tia Abreu (PSD-TO) e o deputado Lu\u00eds Pitiman (PMDB-DF) pediram que fossem ouvidos secretamente. Argumentaram que os advogados de Cachoeira e de outros envolvidos com o esquema do contraventor ouviriam tudo e depois contariam para seus clientes, o que poderia atrapalhar os planos de investiga\u00e7\u00e3o da CPI.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a press\u00e3o dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o, que contaram com o apoio de partidos da base, como o PDT, o PMDB e o PCdoB, possibilitaram mudar o plano de trabalho do relator Odair Cunha, tirando o foco de investiga\u00e7\u00e3o da Delta somente no Centro-Oeste, e levando-o para todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Delta \u00e9 a empresa que mais tem obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). De 2007 at\u00e9 agora ela recebeu R$ 4,13 bilh\u00f5es do governo federal. Pressionado, restou a Cunha admitir que n\u00e3o havia como manter as investiga\u00e7\u00f5es apenas no Centro-Oeste. &#8220;Vamos ver o papel da Delta na organiza\u00e7\u00e3o criminosa. H\u00e1 elementos contundentes e suspeitas de que Cavendish seria s\u00f3cio oculto do Cachoeira.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Spread&#8217;: disc\u00f3rdia entre BC e bancos<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO. O embate entre governo e banqueiros sobre as taxas cobradas dos clientes n\u00e3o \u00e9 recente. Desde 2009, a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Bancos (Febraban) divulga em seu site um c\u00e1lculo pr\u00f3prio do spread (diferen\u00e7a entre a remunera\u00e7\u00e3o paga pelos bancos e o que cobram nos financiamentos aos clientes) , diferente daquele do Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, por exemplo, o BC informou que os spreads estavam em 34,9% ao ano. Segundo a Febraban, no entanto, foram 27,7% anuais. J\u00e1 o Ita\u00fa divulgou spread de 13,5% ao ano no primeiro trimestre, e o Santander, de 12,4%.<\/p>\n<p>Segundo a Febraban, o BC s\u00f3 contempla 52,9% dos empr\u00e9stimos a pessoas f\u00edsicas e considera aqueles concedidos com os chamados recursos livres (que n\u00e3o t\u00eam um destino obrigat\u00f3rio, como o rural ou imobili\u00e1rio), mais sujeitos a oscila\u00e7\u00f5es. Ontem, por\u00e9m, a entidade afirmou que n\u00e3o vai mais divulgar seu c\u00e1lculo de spread, interrompendo a s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Para Lu\u00eds Miguel Santacreu, analista da Austin Rating, a dimens\u00e3o que o debate est\u00e1 assumindo devido ao contexto pol\u00edtico pode ser positiva e encerrar as diverg\u00eancias entre os n\u00fameros de bancos e do BC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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