{"id":27949,"date":"2021-10-15T00:27:29","date_gmt":"2021-10-15T03:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27949"},"modified":"2021-10-15T00:27:29","modified_gmt":"2021-10-15T03:27:29","slug":"trabalho-no-capitalismo-traumas-doenca-e-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27949","title":{"rendered":"Trabalho no capitalismo: traumas, doen\u00e7a e morte"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistaopera.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pera-7.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->(Foto: NYU Stern BHR)<\/p>\n<p>Quase 2 milh\u00f5es de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas ao trabalho<\/p>\n<p>O capital n\u00e3o s\u00f3 se apropria do tempo de trabalho excedente, mas tamb\u00e9m do tempo de trabalho necess\u00e1rio para a reprodu\u00e7\u00e3o do oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por Eduardo Cam\u00edn | CLAE<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Fernanda Rosa para a Revista Opera, com revis\u00e3o de Rebeca \u00c1vila<\/p>\n<p>As doen\u00e7as e os traumatismos relacionados ao trabalho provocaram a morte de 1,9 milh\u00f5es de pessoas em 2016, segundo as estimativas conjuntas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT): a maioria das mortes ocorreu devido a doen\u00e7as respirat\u00f3rias e cardiovasculares.<\/p>\n<p>Enquanto isso, um estudo sobre doen\u00e7as e les\u00f5es no ambiente laboral coloca em destaque o n\u00edvel de mortes prematuras evit\u00e1veis, devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a riscos sanit\u00e1rios relacionados ao trabalho. As doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis representam 81% das mortes. As principais causas foram doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (450 mil mortes), acidente vascular cerebral (400 mil mortes) e a cardiopatia isqu\u00eamica (350 mil mortes). Os traumas ocupacionais causaram 19% dos \u00f3bitos (360 mil).<\/p>\n<p>S\u00e3o considerados 19 fatores de risco ocupacional no estudo, como longas jornadas laborais e exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do ar, agentes asm\u00e1ticos, subst\u00e2ncias cancer\u00edgenas, riscos ergon\u00f4micos e o ru\u00eddo no ambiente de trabalho. O risco principal foi a exposi\u00e7\u00e3o a longas jornadas laborais, que esteve vinculada a cerca de 750 mil mortes, enquanto a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do ar (part\u00edculas suspensas, gases e fuma\u00e7a) no local de trabalho provocou 450.000 \u00f3bitos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 chocante ver como tantas pessoas morrem literalmente por causa do seu trabalho\u201d, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. \u201cNosso informe \u00e9 um alerta aos pa\u00edses e \u00e0s empresas para que melhorem e protejam a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos trabalhadores, cumprindo seus compromissos de proporcionar uma cobertura universal de servi\u00e7os de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>No informe, adverte-se que as doen\u00e7as e os traumas relacionados ao trabalho sobrecarregam os sistemas de sa\u00fade, reduzem a produtividade e podem ter um impacto catastr\u00f3fico nos or\u00e7amentos dos lares.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel mundial, as mortes relacionadas ao trabalho por popula\u00e7\u00e3o reduziram-se em 14% entre 2000 e 2016. Segundo o informe, isso pode ser devido \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de melhorias em mat\u00e9ria de sa\u00fade e seguran\u00e7a no ambiente laboral. Entretanto, as mortes por cardiopatias e acidentes vasculares cerebrais associados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a longas jornadas de trabalho aumentaram 41% e 19% respectivamente, uma tend\u00eancia crescente relacionada a esse fator de risco ocupacional relativamente novo e psicossocial.<\/p>\n<p>Este primeiro informe de acompanhamento mundial em conjunto com a OMS e a OIT permitir\u00e1 aos respons\u00e1veis pela formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas supervisionar as perdas de sa\u00fade relacionadas ao trabalho a n\u00edvel nacional, regional e mundial; e centrar mais o alcance, o planejamento, o c\u00e1lculo de custos, a aplica\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es adequadas para melhorar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora e a equidade sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O informe mostra que mais medidas s\u00e3o necess\u00e1rias para garantir locais de trabalho mais saud\u00e1veis, seguros, resilientes e mais justos do ponto de vista social, e que a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade no ambiente de trabalho e os servi\u00e7os de sa\u00fade ocupacional desempenham um papel fundamental.<\/p>\n<p>Segundo Guy Ryder, diretor-geral da OIT, \u201cestas estimativas proporcionam informa\u00e7\u00e3o importante sobre a carga de morbidade relacionada ao trabalho, e esses dados podem ajudar a configurar pol\u00edticas e pr\u00e1ticas para criar lugares de trabalho mais saud\u00e1veis e seguros\u201d.<\/p>\n<p>Ryder acrescentou que os \u201cos governos, os empregadores e os trabalhadores podem adotar medidas para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o aos fatores de risco no ambiente laboral. Esses fatores tamb\u00e9m podem ser reduzidos ou eliminados mediante mudan\u00e7as nos modelos e sistemas de trabalho. Como \u00faltimo recurso, as equipes de prote\u00e7\u00e3o pessoal podem ajudar a preservar os trabalhadores cujo tipo de atividade exercida n\u00e3o lhes permite evitar a exposi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>De sua parte, Mar\u00eda Neira, diretora do Departamento de Meio Ambiente, Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica e Sa\u00fade da OMS, destacou que \u201cessas quase duas milh\u00f5es de mortes prematuras s\u00e3o evit\u00e1veis. \u00c9 preciso tomar medidas baseadas nas investiga\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para abordar a natureza evolutiva das amea\u00e7as para a sa\u00fade relacionadas ao trabalho, garantir a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos trabalhadores \u00e9 uma responsabilidade compartilhada pelo setor da sa\u00fade e do trabalho, assim como n\u00e3o deixar nenhum trabalhador para tr\u00e1s nesse sentido. No esp\u00edrito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel das Na\u00e7\u00f5es Unidas, os setores da sa\u00fade e do trabalho devem atuar juntos, lado a lado, para garantir a elimina\u00e7\u00e3o desta grande carga de morbidade\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O informe insiste que a carga de morbidade relacionada ao trabalho provavelmente \u00e9 muito maior, j\u00e1 que no futuro ser\u00e1 preciso quantificar as perdas de sa\u00fade derivadas de v\u00e1rios outros fatores de risco ocupacional, ao mesmo tempo que os efeitos da pandemia de Covid-19 acrescentar\u00e3o outra dimens\u00e3o a esta carga que dever\u00e1 ser refletida em futuras estimativas.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o generalizou os riscos para a sa\u00fade<\/p>\n<p>O assunto tratado no informe da OIT\/OMS na verdade n\u00e3o \u00e9 novo, mas requer, sem d\u00favidas, uma profunda reflex\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade dos trabalhadores, assim como sobre as caracter\u00edsticas que seu cuidado adquire dentro do contexto de um mundo globalizado.<\/p>\n<p>A partir das conclus\u00f5es do pr\u00f3prio informe e sua reflex\u00e3o sobre a sociedade do risco, fica claro que o mundo atual caracteriza-se pela prolifera\u00e7\u00e3o de riscos sociais, pol\u00edticos, ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos que tendem cada vez mais a escapar do monitoramento e prote\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es criadas para isso. Essas mesmas institui\u00e7\u00f5es, de certa forma, s\u00e3o as produtoras e legitimadoras dos perigos que n\u00e3o podem controlar.<\/p>\n<p>Por isso, para analisar este assunto, \u00e9 preciso iniciar com uma discuss\u00e3o sobre os principais conceitos de globaliza\u00e7\u00e3o e sociedade do risco, para passar, em um segundo momento e sob a perspectiva conceitual definida, a um panorama estat\u00edstico da sa\u00fade dos trabalhadores a n\u00edvel mundial, enfatizando a desigualdade existente entre o mundo considerado desenvolvido e o dos pa\u00edses pobres ou em vias de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 imprescind\u00edvel discutir sobre os sistemas de sa\u00fade e sua incapacidade para dar uma resposta eficiente aos problemas de sa\u00fade dos trabalhadores, para finalmente refletir sobre a necessidade de repensar as estrat\u00e9gias de abordagem e de a\u00e7\u00e3o para contribuir \u00e0 melhoria do estado de sa\u00fade dos trabalhadores e suas fam\u00edlias, trazendo para o centro do debate o resgate do humano.<\/p>\n<p>E v\u00e1rias perguntas seguem em suspenso: qual o papel do Estado numa situa\u00e7\u00e3o como esta? Qual a posi\u00e7\u00e3o da medicina social? Quais as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para a crise civilizat\u00f3ria atual? H\u00e1 muito tempo os riscos para a sa\u00fade da esp\u00e9cie humana n\u00e3o encontram uma resposta \u00e9tico-pol\u00edtica, mas sim t\u00e9cnico-econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Ou seja, no lugar dos governos do mundo e a OMS se dedicarem a criar sistemas \u00fanicos de sa\u00fade que garantam o acesso universal da popula\u00e7\u00e3o, ou a destruir e privatizar os restos dos sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade, favorecendo assim o dom\u00ednio esmagador das grandes empresas farmac\u00eauticas e seguradoras privadas que fizeram da vida e da morte, da sa\u00fade e da doen\u00e7a, um neg\u00f3cio mais que rent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Globaliza\u00e7\u00e3o dos riscos e crise capitalista<\/p>\n<p>Se partirmos da diferencia\u00e7\u00e3o que alguns especialistas fazem entre globaliza\u00e7\u00e3o e globalismo, sendo a primeira entendida como um processo de imbrica\u00e7\u00e3o mundial, multidimensional, polic\u00eantrico e contingente, e o segundo como uma redu\u00e7\u00e3o economicista da primeira, vemos que durante as \u00faltimas d\u00e9cadas, em torno deste processo multidimensional, foi elaborado um discurso legitimador das imposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e militares.<\/p>\n<p>Portanto, o sistema-mundo capitalista n\u00e3o apresenta uma tend\u00eancia a uma integra\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica e equilibrada entre os pa\u00edses desenvolvidos e os pa\u00edses em vias de desenvolvimento, nem sequer \u00e0 exist\u00eancia de somente um centro mundial e diversas periferias e semiperiferias, mas a uma reprodu\u00e7\u00e3o da \u201cordem mundial\u201d polic\u00eantrica e multidimensional, por\u00e9m altamente ca\u00f3tica. A reconfigura\u00e7\u00e3o do mundo efetivada pelo capitalismo nos \u00faltimos 30 anos redefiniu a seu favor os riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A chamada revolu\u00e7\u00e3o digital, as sucessivas crises e seus efeitos mundiais estenderam o desemprego e a fragmenta\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho em novas categorias: trabalhadores informais, prec\u00e1rios, aut\u00f4nomos, migrantes, for\u00e7ados etc. Essas novas categorias de trabalhadores est\u00e3o quase completamente desamparadas frente \u00e0s pr\u00e1ticas laborais de explora\u00e7\u00e3o das grandes corpora\u00e7\u00f5es capitalistas.<\/p>\n<p>Isso quer dizer que, embora se generalizem os riscos sociais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos, etc., inclu\u00eddos os de sa\u00fade, com a mundializa\u00e7\u00e3o dos processos produtivos e cambiais capitalistas, o poder do Estado n\u00e3o desaparece, se refuncionaliza: de ser garantidor das condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e materiais da reprodu\u00e7\u00e3o do capital a n\u00edvel nacional, transforma-se na pr\u00e1tica em agente mediador das grandes corpora\u00e7\u00f5es transnacionais.<\/p>\n<p>Fica encarregado da \u201cseguran\u00e7a nacional\u201d e, portanto, despojado de toda vis\u00e3o e inten\u00e7\u00e3o integradora e\/ou conciliadora, ficando em sua forma puramente esquel\u00e9tica: as fun\u00e7\u00f5es repressivas e de controle social.<\/p>\n<p>No capitalismo n\u00e3o pode haver rela\u00e7\u00e3o laboral justa, pois esta repousa sobre a explora\u00e7\u00e3o do trabalho vivo por parte do capital e sobre a exist\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o excedente que serve, como dizem os cl\u00e1ssicos marxistas, de \u201cex\u00e9rcito industrial de reserva\u201d para satisfazer as necessidades da acumula\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>O emprego justo e o crescimento econ\u00f4mico para todos s\u00e3o outras tantas fal\u00e1cias da economia burguesa, utilizadas para assegurar a continuidade da ditadura do capital. Desde esta perspectiva \u00e9 que podemos entender as reformas nos sistemas de sa\u00fade, de seguran\u00e7a social e do trabalho realizadas, e as que ainda est\u00e3o por fazer em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Em outras palavras, para o capital internacional \u00e9 quest\u00e3o de vida ou morte apropriar-se n\u00e3o s\u00f3 do tempo de trabalho excedente extra\u00eddo mediante a explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, mas tamb\u00e9m do tempo de trabalho necess\u00e1rio para a pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o do oper\u00e1rio, ainda que isso suponha o encurtamento do tempo de vida \u00fatil do mesmo e, como registra o informe conjunto da OMS\/OIT, a cada ano milh\u00f5es de trabalhadores perdem a vida.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a social dos trabalhadores em um mundo em crise, a paulatina destrui\u00e7\u00e3o dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o social favorecida pelo Banco Mundial, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), os governos neoliberais \u2013 inclu\u00eddos os partidos social-democratas \u2013 colocaram a maior parte da classe trabalhadora num n\u00edvel de vulnerabilidade e explora\u00e7\u00e3o similar ao existente no \u00faltimo quarto do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel seguir enumerando evid\u00eancias sobre a magnitude do problema de sa\u00fade dos trabalhadores e suas fam\u00edlias. Entretanto, os dados apresentados acima refletem sua complexidade, de uma dimens\u00e3o escabrosa, sujeita \u00e0s teologias neoliberais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27949\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[227],"class_list":["post-27949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7gN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}