{"id":2795,"date":"2012-05-04T14:00:52","date_gmt":"2012-05-04T14:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2795"},"modified":"2012-05-04T14:00:52","modified_gmt":"2012-05-04T14:00:52","slug":"a-tendencia-para-a-estagnacao-no-capitalismo-monopolista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2795","title":{"rendered":"A tend\u00eancia para a estagna\u00e7\u00e3o no capitalismo monopolista"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante d\u00e9cadas argument\u00e1mos na\u00a0<em>Monthly Review <\/em>que a estagna\u00e7\u00e3o \u00e9 o estado normal das economias capitalistas-monopolistas maduras. Hoje a realidade da estagna\u00e7\u00e3o est\u00e1 a chamar cada vez mais a aten\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios media corporativos. Assim, o\u00a0<em>New York Times <\/em>publicou um artigo em 9 de Fevereiro de 2012 intitulado &#8220;In Europe, Stagnation as a Way of Life&#8221;, descrevendo as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas europeias como uma &#8220;realidade triturada&#8221; aparentemente sem sa\u00edda. Naturalmente, muito do mesmo podia ser dito hoje das economias estado-unidense e japonesa.<\/p>\n<p>Para aqueles habituados a pensar da economia capitalista como ou a crescer rapidamente ou ocasionalmente a cair numa crise grave (da qual ela prontamente salta fora), a estagna\u00e7\u00e3o a longo prazo \u00e9 um fen\u00f3meno de entendimento dif\u00edcil. Como nota Gar Alperovitz (autor de America Beyond Capitalism) numa entrevista a Richard Wolff sobre &#8220;Alternativas econ\u00f3micas ao capitalismo&#8221; em 21\/Fevereiro\/2012 (\u00a0<a href=\"http:\/\/truthout.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/truthout.com<\/a> ), o actual per\u00edodo de &#8220;estagna\u00e7\u00e3o e decad\u00eancia&#8221; econ\u00f3mica significa &#8220;um processo permanente, longo e penoso, ao contr\u00e1rio da crise cl\u00e1ssica&#8221;. Por outras palavras, a economia nem entra numa crise plena (ou &#8220;cl\u00e1ssica&#8221;), a qual permitiria remover (ou desvalorizar) seu capital super-acumulado, nem \u00e9 capaz de alcan\u00e7ar uma recupera\u00e7\u00e3o plena. Ao inv\u00e9s disso, ela permanece presa numa armadilha da estagna\u00e7\u00e3o, a mancar numa baixa taxa de crescimento, com alto desemprego e excesso de capacidade. Sob tais circunst\u00e2ncias \u2013 e sem a ajuda de algum est\u00edmulo externo como uma grande guerra, uma bolha financeira, ou uma inova\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a \u00e9poca \u2013 o processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital \u00e9 incapaz de sair do ponto morto.<\/p>\n<p>Sob o capitalismo maduro a estagna\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica habitualmente conduz \u00e0 sistem\u00e1tica redistribui\u00e7\u00e3o do rendimento e da riqueza em favor dos ricos, engendrada pelo estado. Para a classe capitalista, a acumula\u00e7\u00e3o de riquezas privadas \u00e9 sempre a cavalgada imperativa. Se isto n\u00e3o puder ser cumprido apropriando-se do crescimento da riqueza na sociedade como um todo, ser\u00e1 cumprido pela redistribui\u00e7\u00e3o dentro da sociedade. Portanto, os custos do crescimento lento s\u00e3o pagos basicamente por aqueles na base da sociedade \u2013 um processo hoje foi institucionalizado sob a forma de uma pol\u00edtica permanentemente obstinada de neoliberalismo e domina\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Povos por toda a parte est\u00e3o a tornar-se conscientes da necessidade da solidariedade internacional ao resistirem a estas medonhas condi\u00e7\u00f5es de estagna\u00e7\u00e3o, financiariza\u00e7\u00e3o e neoliberalismo associadas \u00e0 era actual do capital monopolista-financeiro. Portanto quando o parlamento grego votou em 12 de Fevereiro por um pacote de austeridade b\u00e1rbaro dirigido pela Uni\u00e3o Europeia, abolindo efectivamente a negocia\u00e7\u00e3o colectiva e levando a mais desemprego maci\u00e7o, a resposta global foi imediata. Manifesta\u00e7\u00f5es em massa tiveram lugar em 18 de Fevereiro por todas as cidades da Europa e nos Estados Unidos sob a palavra-de-ordem &#8220;Somos todos gregos agora&#8221;. Juntamente com o Movimento Occupy e a resposta mundial \u00e0 Primavera \u00c1rabe, a declara\u00e7\u00e3o &#8220;Somos todos gregos agora&#8221; destaca a r\u00e1pida ascens\u00e3o ao longo dos \u00faltimos dois anos de movimentos de solidariedade global entre trabalhadores.<\/p>\n<p>Embora tais exemplos dram\u00e1ticos de solidariedade internacional chamem obrigatoriamente a nossa aten\u00e7\u00e3o, mir\u00edades de lutas populares est\u00e3o a irromper aos n\u00edveis nacional e local. Nos Estados Unidos, os maiores protestos da classe trabalhadora em muitas d\u00e9cadas verificaram-se no ano passado em Wisconsin em consequ\u00eancia de ataques a sindicatos do sector p\u00fablico e de medidas de austeridade inspiradas no Tea Party. A este respeito, estamos orgulhosos por anunciar a publica\u00e7\u00e3o de um novo livro da Monthly Review Press,\u00a0<a href=\"http:\/\/monthlyreview.org\/press\/books\/pb2808\/\" target=\"_blank\"><em>Wisconsin Uprising: Labor Fights Back<\/em><\/a> , editado por Michael Yates e com contribui\u00e7\u00f5es de muitos dos protagonistas desta batalha. Um posf\u00e1cio de Yates liga o Levantamento de Wisconsin \u00e0 luta do Occupy Wall Street.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/monthlyreview.org\/2012\/04\/01\/mr-063-11-2012-04\" target=\"_blank\">http:\/\/monthlyreview.org\/2012\/04\/01\/mr-063-11-2012-04<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este editorial encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\npor\u00a0Monthly Review\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2795\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2795","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-J5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2795","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2795"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2795\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2795"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2795"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2795"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}