{"id":27967,"date":"2021-10-20T19:08:53","date_gmt":"2021-10-20T22:08:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27967"},"modified":"2021-10-20T19:08:53","modified_gmt":"2021-10-20T22:08:53","slug":"uniao-europeia-aparelho-de-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27967","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia, aparelho de guerra"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.neweurope.eu\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/h_53511821.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Tanques de guerra Leclerc durante o exerc\u00edcio militar Strong Europe Tank Challenge, em Grafenwoehr, Alemanha<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditosCHRISTIAN BRUNA \/ EPA-EFE<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>O fracasso no Afeganist\u00e3o e em outras das \u00abguerras sem fim\u00bb deixaram sequelas na alian\u00e7a, potenciadas pelas frequentes derivas estrat\u00e9gicas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso criar \u00abum verdadeiro ex\u00e9rcito europeu\u00bb para \u00abafrontar a amea\u00e7a russa\u00bb, sentencia Emmanuel Macron, presidente franc\u00eas; \u00abprecisamos de armas, precisamos de capacidades militares\u00bb, defende Josep Borrell, o socialista que chefia a \u00abpol\u00edtica externa\u00bb da Uni\u00e3o Europeia; \u00abeste desastre do Afeganist\u00e3o tamb\u00e9m mostrou que, infelizmente, a UE n\u00e3o tem a capacidade necess\u00e1ria para operar em circunst\u00e2ncias extremas\u00bb, lamenta Matej Tonin, ministro da Defesa da Eslov\u00eania, pa\u00eds que assume a presid\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia no semestre em curso; \u00abos europeus foram for\u00e7ados a sair do Afeganist\u00e3o por estarem dependentes do poder e coordena\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos\u00bb, editorializa a publica\u00e7\u00e3o EU Observer, um pilar da propaganda federalista.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria: a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o \u00e9 somente uma entidade pol\u00edtica; pretende ser uma alian\u00e7a militar, ou, encarando as transcri\u00e7\u00f5es numa perspectiva de flagrante actualidade, se a decis\u00e3o final coubesse a Bruxelas as tropas europeias ainda estariam no Afeganist\u00e3o, arrastando-se numa guerra mais do que perdida.<\/p>\n<p>Na sua reuni\u00e3o do passado dia 2 de setembro, logo a seguir \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o da humilha\u00e7\u00e3o sofrida no Afeganist\u00e3o, os ministros da Defesa dos Estados da Uni\u00e3o Europeia conclu\u00edram existir uma necessidade de criar unidades de guerra europeias com ativos de milhares de militares que poder\u00e3o ser utilizadas em \u00abmiss\u00f5es espec\u00edficas\u00bb. Josep Borrell concretizou: \u00abprecisamos de aumentar a nossa capacidade de agir com autonomia quando e onde for necess\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>Estas inten\u00e7\u00f5es cabem na \u00abb\u00fassola estrat\u00e9gica\u00bb, um plano sobre as ambi\u00e7\u00f5es de \u00abdefesa e seguran\u00e7a\u00bb da Uni\u00e3o Europeia para os pr\u00f3ximos cinco a dez anos e que dever\u00e1 ser aprovado durante o m\u00eas de novembro.<\/p>\n<p>Na verdade, ainda o cad\u00e1ver da OTAN no Afeganist\u00e3o est\u00e1 quente e s\u00e3o evidentes as for\u00e7as centr\u00edfugas dentro da alian\u00e7a tendo como centros emissores a comunidade imperial anglo-sax\u00f4nica e a arraigada mentalidade colonial dos Estados dominantes (e n\u00e3o s\u00f3) da Uni\u00e3o Europeia. As armas e as capacidades militares de que, segundo Borrell, a Uni\u00e3o Europeia necessita s\u00e3o tamb\u00e9m para \u00abajudar a proporcionar estabilidade aos nossos amigos africanos porque a seguran\u00e7a deles \u00e9 a nossa seguran\u00e7a\u00bb. Da L\u00edbia ao Sahel e \u00e0 generalidade da \u00c1frica franc\u00f3fona sabemos o que o chefe da \u00abpol\u00edtica externa\u00bb de Bruxelas quer dizer, tendo em conta os milhares de soldados europeus destacados para \u00abmiss\u00f5es humanit\u00e1rias\u00bb e o \u00abcombate ao terrorismo\u00bb na \u00c1frica Central; um \u00abterrorismo\u00bb que decorre, ali\u00e1s, das pr\u00e1ticas pol\u00edtico-militares de grandes pot\u00eancias da Uni\u00e3o, desde o M\u00e9dio Oriente ao Magrebe. \u00abSeguran\u00e7a\u00bb na regi\u00e3o significa, em \u00faltima an\u00e1lise, a cria\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 continuada explora\u00e7\u00e3o colonial dos fabulosos recursos naturais do Sahel, designadamente o ur\u00e2nio, t\u00e3o necess\u00e1rio para alimentar as centrais nucleares francesas e o fulgurante renascimento da ind\u00fastria nuclear de guerra.<\/p>\n<p>E a OTAN?<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito europeu ou, pelo menos, a defini\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia militar pr\u00f3pria da Uni\u00e3o Europeia para os pr\u00f3ximos anos e a cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura de guerra anglo-sax\u00f4nica na regi\u00e3o \u00c1sia-Pac\u00edfico, o AUKUS, parecem p\u00f4r em causa o papel imperial da OTAN no seu globalismo. N\u00e3o se trata ainda, obviamente, da situa\u00e7\u00e3o decr\u00e9pita descrita por Frederick W. Kagan, do think tank American Enterprise Institute \u2013 \u00abum ente defunto, ambulante, um zumbi\u00bb \u2013 mas o fracasso no Afeganist\u00e3o e em outras das \u00abguerras sem fim\u00bb deixaram sequelas na alian\u00e7a, potenciadas pelas frequentes derivas estrat\u00e9gicas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Um ex\u00e9rcito europeu e a OTAN ser\u00e3o compat\u00edveis? Do ponto de vista da acumula\u00e7\u00e3o de meios de guerra, da distribui\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is regionais dentro da estrutura imperial de domina\u00e7\u00e3o, dos neg\u00f3cios das transnacionais da ind\u00fastria de armamento e das empresas de mercen\u00e1rios e da conten\u00e7\u00e3o das \u00abamea\u00e7as\u00bb russa e chinesa, a compatibilidade parece natural \u2013 embora nem sempre coincidente.<\/p>\n<p>Sob que comando? Dos Estados Unidos, por defini\u00e7\u00e3o \u00f3bvia do unilateralismo que domina os assuntos globalistas, pesem embora os exerc\u00edcios sem\u00e2nticos sobre o \u00abmultilateralismo\u00bb realizados por v\u00e1rios dirigentes mundiais, sobretudo europeus.<\/p>\n<p>Em tese, come\u00e7ariam aqui as incompatibilidades. A inten\u00e7\u00e3o de \u00abaumentar a nossa capacidade de agir com autonomia quando e onde for necess\u00e1rio\u00bb, segundo Borrell, n\u00e3o parece sintonizada com a integra\u00e7\u00e3o de um hipot\u00e9tico \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb na OTAN sob o inevit\u00e1vel comando norte-americano e com a distribui\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is regionais. As grandes pot\u00eancias militares europeias sairiam da OTAN para o ex\u00e9rcito da Uni\u00e3o Europeia, sob um comando supremo europeu aut\u00f4nomo? Os Estados Unidos permitiriam? Ou dissolveriam a OTAN, optando por outras solu\u00e7\u00f5es para garantir a hegemonia imperial? Nesse caso como articular a monstruosa estrutura militar da OTAN ou sua sucessora na Europa com a inten\u00e7\u00e3o europeia de fazer frente \u00e0 \u00abamea\u00e7a russa\u00bb, certamente acumulando ainda mais meios de guerra nas fronteiras da R\u00fassia? Quantidade pode n\u00e3o significar operacionalidade.<\/p>\n<p>Por enquanto estas perguntas s\u00e3o meramente acad\u00eamicas porque o \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb continua a ser uma ideia que j\u00e1 tem barbas, talvez catalisada nos \u00faltimos tempos pelo fracasso afeg\u00e3o e, sobretudo, pela cria\u00e7\u00e3o do AUKUS, que retirou \u00e0 Fran\u00e7a o chorudo neg\u00f3cio da venda de submarinos \u00e0 Austr\u00e1lia, substitu\u00eddos por submarinos nucleares norte-americanos, cuja a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 coordenada com a exist\u00eancia de bases de m\u00edsseis, tamb\u00e9m norte-americanos, apontados \u00e0 China no territ\u00f3rio australiano. N\u00e3o \u00e9 por acaso que Macron emerge como grande paladino do \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ideia de transformar a Uni\u00e3o Europeia numa alian\u00e7a militar com \u00abautonomia\u00bb pr\u00f3pria n\u00e3o gera unanimidade \u2013 longe disso \u2013 entre os 27.<\/p>\n<p>No centro e leste da Europa, entre os regimes mais ou menos \u00abiliberais\u00bb, da Pol\u00f4nia \u00e0 Litu\u00e2nia, da Eslov\u00e1quia \u00e0 Let\u00f4nia, da Hungria \u00e0 Est\u00f4nia e alguns mais, sem esquecer a Ucr\u00e2nia, o v\u00ednculo aos Estados Unidos \u00e9 muito mais forte que a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Este quadro for\u00e7aria o \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb a ficar dependente de enviesamentos mesmo daquilo a que na Uni\u00e3o Europeia se chama \u00abdemocracia\u00bb. Vejamos o que disse sobre o assunto o j\u00e1 citado ministro esloveno Matej Tonin a seguir \u00e0 reuni\u00e3o dos ministros da Defesa, em 2 de setembro: \u00abtalvez a solu\u00e7\u00e3o seja inventar um mecanismo onde a maioria cl\u00e1ssica seja suficiente, de maneira a permitir a ades\u00e3o dos que queiram aderir\u00bb. Isto \u00e9, \u00abmeio ex\u00e9rcito europeu\u00bb ou uma cis\u00e3o da Europa militar logo \u00e0 nascen\u00e7a \u2013 subvertendo as pr\u00f3prias regras de decis\u00e3o da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>O Fundo e o or\u00e7amento contra as leis<\/p>\n<p>N\u00e3o ficam por aqui os atropelos \u00e0 \u00abdemocracia\u00bb federalista gerida de Bruxelas, ou burodemocracia.<\/p>\n<p>O refor\u00e7o das for\u00e7as armadas da Uni\u00e3o Europeia no \u00e2mbito da \u00abb\u00fassola estrat\u00e9gica\u00bb a cinco ou dez anos e, qui\u00e7\u00e1, os primeiros e hipot\u00e9ticos passos para a cria\u00e7\u00e3o do \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb ser\u00e3o subsidiados, muito a prop\u00f3sito, pelo \u00abFundo Europeu para a Paz\u00bb, criado no in\u00edcio deste ano. Trata-se, para j\u00e1, de um saco de cinco bilh\u00f5es de euros para financiar opera\u00e7\u00f5es militares no exterior geridas pela Uni\u00e3o Europeia e que incluem treino e fornecimento de armas a ex\u00e9rcitos estrangeiro. Al\u00e9m, claro, de interven\u00e7\u00f5es militares diretas e da organiza\u00e7\u00e3o de golpes de Estado. O que se registrou recentemente na Guin\u00e9 Conacri teve a colabora\u00e7\u00e3o de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, sobretudo a Fran\u00e7a; e foi motivado pelo fato de, ao que parece, o presidente deposto ter boas rela\u00e7\u00f5es com a administra\u00e7\u00e3o russa de Vladimir Putin. Por defini\u00e7\u00e3o, o Fundo Europeu para a Paz prev\u00ea o financiamento de armas letais, muni\u00e7\u00f5es, treino para \u00abparceiros\u00bb externos e ainda opera\u00e7\u00f5es militares regionais. Ou, como diz Borrell, \u00abquando e onde for necess\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>Repare-se como a Uni\u00e3o Europeia entende o conceito e a palavra \u00abpaz\u00bb. Ser\u00e1 algo que apenas poder\u00e1 ser encontrado em cima de milh\u00f5es de v\u00edtimas humanas, dentro de chagas impostas atrav\u00e9s do mundo, como milh\u00f5es de refugiados e deslocados, a devasta\u00e7\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o, de empresas e estruturas produtivas agr\u00edcolas, danos irrevers\u00edveis em ecossistemas e no planeta. A guerra como \u00fanico caminho para a paz: a escolha da \u00abcivilizada\u00bb e \u00abdialogante\u00bb Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Ora, este \u00abFundo Europeu para a Paz\u00bb, destinado a \u00abapoiar ex\u00e9rcitos na \u00c1frica e em outros lugares\u00bb, n\u00e3o reconhece as leis por que se rege a pr\u00f3pria Uni\u00e3o Europeia, contornando assim a \u00abdemocracia\u00bb. Funciona como um verdadeiro &#8220;saco azul&#8221; porque \u00e9 gerido \u00e0 margem da atividade institucional da Uni\u00e3o Europeia, uma vez que esta entidade n\u00e3o pode usar o or\u00e7amento pr\u00f3prio para financiar opera\u00e7\u00f5es militares externas.<\/p>\n<p>Pelo que a transforma\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia numa alian\u00e7a militar ser\u00e1 um exemplar modelo de transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel, ali\u00e1s, ter uma ideia de como funciona, na pr\u00e1tica, este fundo mais ou menos clandestino. As suas verbas est\u00e3o sendo utilizadas para apoiar as guardas costeiras l\u00edbias na tarefa de impedir a chegada de refugiados \u00e0 Europa, mesmo que sejam for\u00e7ados a morrer no mar ou a permanecer em campos de concentra\u00e7\u00e3o financiados por Bruxelas. Segundo investiga\u00e7\u00e3o feita pelas publica\u00e7\u00f5es Lib\u00e9ration (francesa) e Der Spiegel (alem\u00e3), \u00f3rg\u00e3os plenamente integrados no panorama da comunica\u00e7\u00e3o social corporativa, a Uni\u00e3o Europeia, atrav\u00e9s do Frontex, colabora diretamente com as guardas costeiras ligadas a mil\u00edcias terroristas que campeiam na L\u00edbia e administram os campos de concentra\u00e7\u00e3o sequestrando, torturando e roubando os refugiados. N\u00e3o \u00e9 de agora que essas mil\u00edcias coordenam a\u00e7\u00f5es com Bruxelas: s\u00e3o oriundas dos grupos terroristas ditos \u00abisl\u00e2micos\u00bb que foram aliados da OTAN na destrui\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o do caos existente na L\u00edbia.<\/p>\n<p>\u00abTrata-se de criar um ambiente seguro no mar\u00bb, explica a Uni\u00e3o Europeia. \u00c0 luz da investiga\u00e7\u00e3o das citadas publica\u00e7\u00f5es, as guardas costeiras colaborando com o Frontex interceptaram e devolveram aos campos de concentra\u00e7\u00e3o l\u00edbios 9500 refugiados durante 2020. Sem contar com os que perderam a vida no \u00abambiente seguro do mar\u00bb. Encorajadas pelo apoio das autoridades europeias, as mil\u00edcias terroristas pedem o refor\u00e7o da colabora\u00e7\u00e3o operacional atrav\u00e9s de avi\u00f5es e mais navios de patrulha. O \u00abFundo Europeu para a Paz\u00bb facilitar\u00e1 a concess\u00e3o desses desejos. Como diz Borrell, \u00abtudo para ajudar a proporcionar estabilidade aos nossos amigos africanos porque a seguran\u00e7a deles \u00e9 a nossa seguran\u00e7a\u00bb. \u00abTudo\u00bb \u00e9, como se percebe, mesmo tudo, incluindo a colabora\u00e7\u00e3o operacional com grupos terroristas que, por sinal, t\u00eam v\u00ednculos com os mercen\u00e1rios \u00abisl\u00e2micos\u00bb que os contingentes militares de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, verdadeiras tropas coloniais, dizem combater no Sahel.<\/p>\n<p>Quando ouvirmos falar em militariza\u00e7\u00e3o da Europa e na cria\u00e7\u00e3o de um \u00abex\u00e9rcito europeu\u00bb j\u00e1 sabemos, portanto, do que se trata.<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o, exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27967\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[18],"tags":[234],"class_list":["post-27967","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s22-europa","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7h5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27967\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}