{"id":27978,"date":"2021-10-23T03:35:20","date_gmt":"2021-10-23T06:35:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27978"},"modified":"2021-10-29T23:36:02","modified_gmt":"2021-10-30T02:36:02","slug":"por-um-aplicativo-dos-entregadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27978","title":{"rendered":"Por um aplicativo dos entregadores!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/images03.brasildefato.com.br\/4dacc902bcf4e7b0b0ad6562e593f4a7.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Foto: Gabriela Moncau<\/p>\n<p>Os entregadores de aplicativo precisam de um aplicativo dos entregadores!<\/p>\n<p>NCF &#8211; militante da UJC<\/p>\n<p>Faz quase uma semana que os entregadores foram \u00e0s ruas do interior de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o para entregar o hamb\u00farguer gourmet de algum metido a investidor, mas sim para executar exemplarmente uma verdadeira greve que se alastra e inspira entregadores Brasil afora (os sindicatos pelegos das dire\u00e7\u00f5es petistas e pcdobistas poderiam aprender algo com estes trabalhadores&#8230; mas este \u00e9 um assunto para outro dia\u2026).<\/p>\n<p>O que querem os grevistas? Viver. Como? Com dignidade. Dignidade esta negada a eles atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas de explora\u00e7\u00e3o sem limites pelas empresas como Ifood, Rappi e dezenas de outras empresas e aplicativos nascidos na onda da assim chamada \u201cNova Economia\u201d (do ingl\u00eas Gig Economy, literalmente \u201cEconomia dos Bicos\u201d), que de \u201cnova\u201d n\u00e3o tem nada.<\/p>\n<p>Os entregadores das cidades de Jundia\u00ed, Paul\u00ednia, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Niter\u00f3i, S\u00e3o Gon\u00e7alo e muitas outras se organizam e demandam o aumento da taxa m\u00ednima de 5 para 10 reais, o fim das exclus\u00f5es injustas e o fim da \u201cdupla entrega\u201d (entrega de duas ou mais encomendas simultaneamente pela remunera\u00e7\u00e3o de apenas uma). Al\u00e9m disso, querem melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho em geral e o fim da explora\u00e7\u00e3o pelo Ifood.<\/p>\n<p>Para o pavor de quem suplica em negar toda a rica hist\u00f3ria da tradi\u00e7\u00e3o marxista e clama que \u201cMarx est\u00e1 ultrapassado por seus escritos datarem mais de 150 anos\u201d, tenho uma m\u00e1 not\u00edcia: a uberiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho nada mais \u00e9 do que a implanta\u00e7\u00e3o do \u201csal\u00e1rio por pe\u00e7a\u201d no atual est\u00e1gio do desenvolvimento do capitalismo que chamamos de neoliberalismo. Isso mesmo, a forma de rela\u00e7\u00e3o social praticada por empresas como Uber e Loggi foi descrita por Marx h\u00e1 mais de 150 anos em seu livro \u201cO Capital\u201d, em especial no cap\u00edtulo intitulado \u201cO sal\u00e1rio por pe\u00e7a\u201d:<br \/>\n\u201cNa realidade, o sal\u00e1rio por pe\u00e7a n\u00e3o expressa diretamente nenhuma rela\u00e7\u00e3o de valor. N\u00e3o se trata de medir o valor da pe\u00e7a pelo tempo de trabalho nela incorporado, mas, ao contr\u00e1rio, de medir o trabalho gasto pelo trabalhador pelo n\u00famero de pe\u00e7as por ele produzido. No sal\u00e1rio por tempo, o trabalho se mede por sua dura\u00e7\u00e3o imediata; no sal\u00e1rio por pe\u00e7a, pela quantidade de produtos em que o trabalho se condensa durante um tempo determinado.\u201d &#8211; O Capital volume I, p\u00e1gina 761<\/p>\n<p>Trocando-se \u201cpe\u00e7a\u201d por \u201centrega\u201d temos a mais pura verdade sobre essa \u201cnova\u201d modalidade de trabalho no capitalismo. A remunera\u00e7\u00e3o do entregador n\u00e3o \u00e9 definida pelo quanto de tempo ele gastou trabalhando, mas sim pelo n\u00famero de entregas que realizou. A diferen\u00e7a \u00f3bvia entre o per\u00edodo que Marx escreveu sobre o tema e a nossa realidade contempor\u00e2nea \u00e9 o n\u00edvel de desenvolvimento tecnol\u00f3gico que permitiu a exist\u00eancia de plataformas digitais cuja aloca\u00e7\u00e3o do trabalhador \u00e9 feita instantaneamente e sob demanda. Todavia, isso n\u00e3o muda a ess\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o de trabalho: a forma sal\u00e1rio por pe\u00e7a (entrega).<\/p>\n<p>Marx continua:<br \/>\n\u201cObservemos mais de perto, agora, as peculiaridades que caracterizam o sal\u00e1rio por pe\u00e7a. A qualidade do trabalho \u00e9 controlada, aqui, pelo pr\u00f3prio produto, que tem de possuir uma qualidade m\u00e9dia para que se pague integralmente o pre\u00e7o de cada pe\u00e7a. Sob esse aspecto, o sal\u00e1rio por pe\u00e7a se torna a fonte mais f\u00e9rtil de descontos salariais e de fraudes capitalistas.\u201d &#8211; O Capital volume I, p\u00e1gina 761<\/p>\n<p>Este trecho reflete uma das principais mazelas enfrentadas pelos trabalhadores de aplicativos. Voltando ao exemplo do primeiro par\u00e1grafo: se durante a entrega, o lanche acaba por virar dentro da mochila do entregador (algo que \u00e9 quase imposs\u00edvel de impedir na maioria dos casos de tr\u00e2nsito), seu sal\u00e1rio \u00e9 descontado. Furou um pneu e n\u00e3o entregou? Seu sal\u00e1rio \u00e9 descontado. Havia tr\u00e2nsito, demorou e a comida esfriou? Seu sal\u00e1rio \u00e9 descontado. O metido a investidor te achou grosseiro por voc\u00ea n\u00e3o ter sorrido? Seu sal\u00e1rio \u00e9 descontado. Tudo isso demonstra o injusto requisito de qualidade imposto aos entregadores que, muitas vezes, n\u00e3o conseguem cumprir. At\u00e9 Kant estaria chateado. Pois, pelo visto, ningu\u00e9m respeita seu princ\u00edpio de \u201cdever implica poder\u201d.<\/p>\n<p>Marx ainda explica a exist\u00eancia dos \u201coperadores log\u00edsticos\u201d, empresas que contratam entregadores e prestam servi\u00e7o ao ifood em contrapartida do modelo em que os entregadores s\u00e3o diretamente empregados pelo Ifood:<br \/>\n\u201cO sal\u00e1rio por pe\u00e7a facilita, por um lado, a interposi\u00e7\u00e3o de parasitas entre o capitalista e o assalariado, o subarrendamento do trabalho (subletting of labour). O ganho dos intermedi\u00e1rios adv\u00e9m exclusivamente da diferen\u00e7a entre o pre\u00e7o do trabalho pago pelo capitalista e a parte desse pre\u00e7o que eles deixam chegar efetivamente ao trabalhador\u201d &#8211; O Capital volume I, p\u00e1gina 762<\/p>\n<p>Os \u201coperadores log\u00edsticos\u201d n\u00e3o passam de parasitas explorando ainda mais os entregadores e dando ao Ifood mais uma \u201cdefesa jur\u00eddica\u201d, para afirmar que os entregadores n\u00e3o s\u00e3o seus funcion\u00e1rios, no m\u00e1ximo s\u00e3o funcion\u00e1rios dos \u201coperadores log\u00edsticos\u201d.<\/p>\n<p>As empresas de aplicativo, com toda essa rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o sem direitos, ao n\u00e3o pagar um sal\u00e1rio digno por uma jornada de trabalho razo\u00e1vel, ainda se aproveitam dos interesses dos pr\u00f3prios trabalhadores de n\u00e3o quererem viver na mis\u00e9ria e de fazer o poss\u00edvel para ter um pouco mais:<br \/>\n\u201cDado o sal\u00e1rio por pe\u00e7a, \u00e9 natural que o interesse pessoal do trabalhador seja o de empregar sua for\u00e7a de trabalho o mais intensamente poss\u00edvel, o que facilita ao capitalista a eleva\u00e7\u00e3o do grau normal de intensidade. \u00c9 igualmente do interesse pessoal do trabalhador prolongar a jornada de trabalho, pois assim aumenta seu sal\u00e1rio di\u00e1rio ou semanal. Com isso, ocorre a rea\u00e7\u00e3o j\u00e1 descrita no caso do sal\u00e1rio por tempo, abstraindo do fato de que o prolongamento da jornada de trabalho, mesmo mantendo-se constante a taxa do sal\u00e1rio por pe\u00e7a, implica, por si mesmo, uma redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do trabalho.\u201d &#8211; O Capital volume I, p\u00e1gina 762-763<\/p>\n<p>Ou seja, pela pr\u00f3pria vontade individual de cada trabalhador de n\u00e3o ser paup\u00e9rrimo, pela pr\u00f3pria vontade de viver uma vida melhor e verdadeiramente digna, este trabalhador se sujeita a jornadas cada vez mais prolongadas e intensidades de trabalho cada vez mais agudas. \u00c9 justamente esse mecanismo que explica a raz\u00e3o de os entregadores se sujeitarem a, por exemplo, pilotar perigosamente sua motocicleta para tentar aumentar o n\u00famero de entregas por dia de trabalho. Eles o fazem n\u00e3o por gan\u00e2ncia, n\u00e3o por imprud\u00eancia, n\u00e3o por n\u00e3o valorizarem suas vidas (muito pelo contr\u00e1rio), mas pela necessidade. O perigo que existe na profiss\u00e3o \u00e9 imposto a eles por uma necessidade econ\u00f4mica, e, na realidade, eles n\u00e3o t\u00eam escolha. Pois se eles decidem por n\u00e3o correr o risco da dire\u00e7\u00e3o perigosa, eles correm o risco do desconto salarial pela demora na entrega e correm o risco de a remunera\u00e7\u00e3o ser diminu\u00edda pelo \u201cbaixo\u201d rendimento. O risco de ficar sem o sustento necess\u00e1rio \u00e9 pior que o risco imposto \u00e0 sua integridade f\u00edsica. Logo, isso n\u00e3o passa de uma falsa escolha, pois a \u00fanica op\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalhar cada vez mais intensamente por cada vez mais tempo.<\/p>\n<p>Mas afinal, como podemos sair desse buraco? Primeiramente, gostaria de pontuar que a luta dos entregadores \u00e9 na verdade uma inst\u00e2ncia da luta de classes multipartida entre os capitalistas que s\u00e3o os donos dos meios de produ\u00e7\u00e3o (os donos do Uber, do Ifood, etc\u2026), os trabalhadores do setor de tecnologia que criaram e mant\u00eam a infraestrutura tecnol\u00f3gica, os trabalhadores do setor de entregas sujeitos a imensos n\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o pela forma \u201csal\u00e1rio por pe\u00e7a\u201d e os restaurantes, cuja grande maioria s\u00e3o empresas familiares que mal conseguem se sustentar com as taxas cobradas e cupons de descontos abusivos.<\/p>\n<p>Que fique bem claro: aqui n\u00e3o existe explora\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores de tecnologia e os trabalhadores de entregas. Na verdade ambos s\u00e3o explorados pelo capitalista. Acontece que a profiss\u00e3o dos trabalhadores de tecnologia tem sal\u00e1rios bem mais altos, que podem dar a ilus\u00e3o de que n\u00e3o s\u00e3o explorados. ATEN\u00c7\u00c3O, LIBERAL DE PLANT\u00c3O: isto n\u00e3o \u00e9 verdade. Na forma atual, os entregadores s\u00e3o os mais explorados pelo j\u00e1 explicado \u201csal\u00e1rio por pe\u00e7a\u201d, enquanto os trabalhadores de tecnologia s\u00e3o os menos explorados pelo tradicional e conhecido \u201csal\u00e1rio por tempo\u201d. Mas existem movimentos progressivos dentro do setor de tecnologia para igualar essa situa\u00e7\u00e3o e tornar os trabalhadores de tecnologia sujeitos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio por pe\u00e7a tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Na realidade, o que emerge dessa observa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a luta dos entregadores est\u00e1 umbilicalmente ligada \u00e0 luta dos trabalhadores de tecnologia. N\u00e3o ser\u00e3o os entregadores sozinhos que ter\u00e3o a capacidade de superar sua explora\u00e7\u00e3o. T\u00e3o somente, n\u00e3o ser\u00e3o os trabalhadores de tecnologia sozinhos que v\u00e3o conseguir se emancipar. Apenas atrav\u00e9s da solidariedade de classes entre os trabalhadores de tecnologia e os trabalhadores de entregas ser\u00e1 poss\u00edvel que um novo horizonte de supera\u00e7\u00e3o se torne vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estou falando aqui da cria\u00e7\u00e3o de um aplicativo dos entregadores. Uma forma de constru\u00e7\u00e3o coletiva que exige tanto entregadores como trabalhadores de tecnologia. Imagine: e se o Ifood fosse \u201cnosso\u201d? E se tiv\u00e9ssemos o \u201cQuebrada Entregas\u201d? E se o lucro do Ifood pudesse ser despendido no aumento da remunera\u00e7\u00e3o dos entregadores, na cria\u00e7\u00e3o de cozinhas comunit\u00e1rias espalhadas pela cidade para que os entregadores possam se alimentar durante o expediente de trabalho, banheiros, centro de lazer para tirar o estresse do tr\u00e2nsito, e o mais importante de tudo: imagina se os entregadores pudessem decidir sobre tudo isso de forma coletiva e administrar seu pr\u00f3prio aplicativo, que possibilitaria isso tudo?<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um aplicativo como esse exigiria bastante organiza\u00e7\u00e3o e muito empenho de muitos trabalhadores, mas \u00e9 plenamente poss\u00edvel. 16 trabalhadores de tecnologia despendendo 5 horas de trabalho por semana por 2 anos conseguiriam construir um aplicativo at\u00e9 superior ao Ifood. Al\u00e9m disso, a coordena\u00e7\u00e3o desses trabalhadores de tecnologia com os entregadores e restaurantes \u00e9 fundamental para compreender como o app poderia ser diferente para facilitar a vida de todos.<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea pode se perguntar: como os restaurantes entrariam nessa? Para isso tenho duas respostas. Os restaurantes s\u00e3o tamb\u00e9m extremamente explorados pelo Ifood. A grande maioria dos restaurantes s\u00e3o neg\u00f3cios familiares (como a lojinha de mercado na esquina de casa) que n\u00e3o lucram muito e o lucro desses estabelecimentos serve primordialmente para o sustento familiar. O Ifood chega a cobrar uma taxa de 30% da receita desses restaurantes,inviabilizando completamente e precarizando o rendimento familiar desses pequenos estabelecimentos. Ou seja, se a plataforma dos entregadores cobrar uma taxa menor que a do Ifood, nenhum restaurante ficaria de fora. Al\u00e9m disso, a segunda resposta \u00e9 que nada impede os entregadores de constru\u00edrem cozinhas para fomentar seu pr\u00f3prio aplicativo.<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas tal empreitada exigiria muita organiza\u00e7\u00e3o e a inclus\u00e3o de diversos grupos diferentes. Pessoalmente, acredito que a cria\u00e7\u00e3o de uma Liga dos Entregadores com \u00e2mbito nacional cujo objetivo seja a emancipa\u00e7\u00e3o dos entregadores seja o caminho necess\u00e1rio para que as reivindica\u00e7\u00f5es dos entregadores sejam efetivamente atendidas.<\/p>\n<p>O primeiro grande objetivo dessa Liga seria a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores entregadores e de tecnologia e neg\u00f3cios familiares para a constru\u00e7\u00e3o de um aplicativo dos entregadores. Para isso, a Liga exigiria uma disciplina partid\u00e1ria se utilizando de t\u00e9cnicas de organiza\u00e7\u00e3o leninistas como o centralismo-democr\u00e1tico, entre outros mecanismos de disciplina partid\u00e1ria para efetivamente atingir seus objetivos. A Liga tamb\u00e9m cumpriria um papel fundamental de forma\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de classe dos entregadores, fazendo ainda mais entregadores se agregarem na luta contra a explora\u00e7\u00e3o dos aplicativos de entrega.<\/p>\n<p>Contudo, queria terminar dizendo que o Aplicativo dos Entregadores n\u00e3o deveria e nem pode ser um fim em si mesmo. N\u00e3o podemos perder a compreens\u00e3o de que essas empresas de aplicativos s\u00e3o fruto do capitalismo e que o capitalismo explora todos os trabalhadores, independentemente do setor. Al\u00e9m disso, \u00e9 primordial compreender que mesmo se ating\u00edssemos o objetivo de criar um aplicativo dos entregadores, n\u00e3o estar\u00edamos ainda livres, pois ser\u00edamos apenas um aplicativo ainda inserido num contexto capitalista de explora\u00e7\u00e3o que poderia ser facilmente destru\u00eddo pelos capitalistas pelos meios mais sujos e injustos que existem. Ent\u00e3o por isso, a Liga dos Entregadores deveria ser tamb\u00e9m uma organiza\u00e7\u00e3o comunista. Ou seja, que o objetivo final desta Liga dos Entregadores Comunistas seja o fim da explora\u00e7\u00e3o de todo o trabalho: a revolu\u00e7\u00e3o brasileira como primeiro passo na constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, entregadores, eu os convido a adicionar essa pauta \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es. Est\u00e1 na hora de termos um aplicativo s\u00f3 nosso, um aplicativo onde quem manda s\u00e3o os pr\u00f3prios entregadores! Trabalhadores de aplicativos de todo o Brasil, uni-vos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27978\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[56,31],"tags":[222],"class_list":["post-27978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c67-greve","category-c31-unidade-classista","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7hg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}