{"id":27984,"date":"2021-10-26T00:28:13","date_gmt":"2021-10-26T03:28:13","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27984"},"modified":"2021-10-26T00:28:13","modified_gmt":"2021-10-26T03:28:13","slug":"lenin-as-vesperas-da-revolucao-de-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27984","title":{"rendered":"L\u00eanin: \u00e0s v\u00e9speras da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.marxismo.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Lenin-1-1.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Ricardo Costa &#8211; membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>Em 25 de outubro de 1917 (07 de novembro no calend\u00e1rio ocidental), deu-se na R\u00fassia o mais importante evento hist\u00f3rico do s\u00e9culo XX: a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista, que demonstrou ao mundo a real possibilidade de os trabalhadores e as trabalhadoras tomarem o poder pol\u00edtico e decidirem sobre o seu pr\u00f3prio destino. Figura essencial para o sucesso desta empreitada foi Vladimir L\u00eanin, que, liderando a fac\u00e7\u00e3o bolchevique (revolucion\u00e1ria) do Partido Oper\u00e1rio Social Democrata Russo e enfrentando as vacila\u00e7\u00f5es das correntes moderadas e oportunistas (os mencheviques e socialistas-revolucion\u00e1rios) e as de seu pr\u00f3prio grupo, foi o grande dirigente do processo de lutas que desembocou na primeira revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria da hist\u00f3ria a conquistar e manter o poder de Estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos transformar a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista Russa numa obra exclusiva de um g\u00eanio solit\u00e1rio, pois as verdadeiras revolu\u00e7\u00f5es n\u00e3o se fazem sem a participa\u00e7\u00e3o ativa das massas. No caso da R\u00fassia de 1917, havia a experi\u00eancia concreta de uma incr\u00edvel participa\u00e7\u00e3o popular, com a forma\u00e7\u00e3o de comit\u00eas locais de trabalhadores, soldados, marinheiros, camponeses em v\u00e1rias cidades, constituindo na pr\u00e1tica um poder paralelo ao governo burgu\u00eas que, em mar\u00e7o (fevereiro no calend\u00e1rio russo), derrubara a monarquia czarista, mas nada fizera para atender aos reclamos populares, no que tange \u00e0 sa\u00edda do pa\u00eds da guerra mundial e ao combate interno \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Os Sovietes, organiza\u00e7\u00f5es representativas dos trabalhadores, surgiram nas lutas de 1905, que explodiram em meio \u00e0 crise provocada pelos efeitos da Guerra Russo-Japonesa (decorrente de disputas imperialistas) vencida pelo Jap\u00e3o. Estes \u00f3rg\u00e3os de representa\u00e7\u00e3o popular sofreram a repress\u00e3o do per\u00edodo contrarrevolucion\u00e1rio (1907-1914), mas recuperaram o vigor e voltaram \u00e0 plena atividade pol\u00edtica nos anos da Grande Guerra, tomando \u00e0 frente dos protestos e manifesta\u00e7\u00f5es de massas contr\u00e1rios ao regime aristocr\u00e1tico e \u00e0s mazelas provocadas pelo conflito internacional.<\/p>\n<p>L\u00eanin percebeu a oportunidade hist\u00f3rica de deflagra\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria a partir da mobiliza\u00e7\u00e3o popular em curso, mas provocou a rea\u00e7\u00e3o de incredulidade \u2013 e at\u00e9 mesmo desprezo \u2013 da parte dos militantes socialistas russos, quando apresentou suas Teses de Abril, ao retornar do ex\u00edlio a que fora confinado na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Em sua an\u00e1lise sobre a Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro\/Mar\u00e7o de 1917, havia percebido que ela fora o resultado de um golpe desferido por duas grandes for\u00e7as pol\u00edticas e sociais: de um lado, a R\u00fassia burguesa e latifundi\u00e1ria, apoiada pelos capitalistas ingleses e franceses, e de outro, o Soviete de Deputados e Oper\u00e1rios. Haviam se fundido, naquele acontecimento, correntes com interesses de classe absolutamente heterog\u00eaneos: a conspira\u00e7\u00e3o dos imperialistas anglo-franceses, que buscavam impedir os acordos de paz em separado entre Nicolau II e o Imperador alem\u00e3o Guilherme II e incentivaram a burguesia russa a derrubar a monarquia; o movimento prolet\u00e1rio e popular de massas, em defesa da paz, do p\u00e3o e da verdadeira liberdade. Mas a classe que efetivamente tomou o poder foi a dos latifundi\u00e1rios e da burguesia (fortalecida com a ind\u00fastria da guerra), que j\u00e1 dirigia a economia da R\u00fassia e necessitava tomar para si o aparato estatal a fim de garantir os privil\u00e9gios do capital.<\/p>\n<p>Textos produzidos no calor dos acontecimentos<\/p>\n<p>Os artigos abaixo disponibilizados abaixo (\u201cUma das quest\u00f5es fundamentais da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cOs bolcheviques devem tomar o poder\u201d e \u201cMarxismo e Insurrei\u00e7\u00e3o\u201d) s\u00e3o parte integrante desta fundamental batalha das ideias que antecedeu e contribuiu de forma decisiva para a a\u00e7\u00e3o dos bolcheviques na tomada do poder de Estado em outubro\/novembro de 1917 na R\u00fassia.<\/p>\n<p>No primeiro deles, L\u00eanin debru\u00e7a-se sobre a quest\u00e3o do Estado e sobre a necessidade de compreens\u00e3o de que a palavra de ordem \u201cTodo o Poder aos Sovietes\u201d jamais deveria ser interpretada como mera ocupa\u00e7\u00e3o de cargos no governo burgu\u00eas (\u201cum minist\u00e9rio dos partidos da maioria nos sovietes\u201d), como assim faziam mencheviques e esseristas (os quais detinham at\u00e9 ent\u00e3o a hegemonia no interior dos sovietes), mas sim \u201cuma transforma\u00e7\u00e3o radical de todo o velho aparelho de Estado\u201d e \u201csua substitui\u00e7\u00e3o pelo aparelho novo, popular, isto \u00e9, verdadeiramente democr\u00e1tico, dos sovietes, isto \u00e9, da maioria organizada e armada do povo, dos oper\u00e1rios, dos soldados, dos camponeses, a concess\u00e3o iniciativa e da autonomia \u00e0 maioria do povo, n\u00e3o s\u00f3 na elei\u00e7\u00e3o dos deputados, mas tamb\u00e9m na administra\u00e7\u00e3o do Estado, na realiza\u00e7\u00e3o de reformas e transforma\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Para L\u00eanin, as experi\u00eancias ditas democr\u00e1ticas nas sociedades burguesas ocidentais encobriam a constitui\u00e7\u00e3o de verdadeiros ex\u00e9rcitos a servi\u00e7o do capital e n\u00e3o dos interesses da popula\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Toda a hist\u00f3ria dos pa\u00edses parlamentares burgueses e, em consider\u00e1vel medida, a dos pa\u00edses burgueses constitucionais, mostra que uma mudan\u00e7a de ministros significa muito pouco, pois todo o trabalho administrativo real est\u00e1 nas m\u00e3os de um ex\u00e9rcito gigantesco de funcion\u00e1rios. E este ex\u00e9rcito est\u00e1 impregnado at\u00e9 a medula de um esp\u00edrito antidemocr\u00e1tico, est\u00e1 ligado por milhares e milh\u00f5es de fios aos latifundi\u00e1rios e \u00e0 burguesia, dependendo deles de todas as formas. Este ex\u00e9rcito est\u00e1 rodeado por uma atmosfera de rela\u00e7\u00f5es burguesas, respira apenas nela, est\u00e1 congelado, petrificado, anquilosado, n\u00e3o tem for\u00e7as para se libertar dessa atmosfera, n\u00e3o pode pensar, sentir, agir de outro modo que n\u00e3o seja \u00e0 maneira antiga. Este ex\u00e9rcito est\u00e1 ligado por rela\u00e7\u00f5es de respeito aos superiores, por determinados privil\u00e9gios do servi\u00e7o \u201cdo Estado\u201d, e as categorias superiores deste ex\u00e9rcito est\u00e3o completamente submetidas, por meio das a\u00e7\u00f5es dos bancos, ao capital financeiro, do qual s\u00e3o em certa medida agentes, ve\u00edculos de seus interesses e influ\u00eancia.<\/p>\n<p>E continuava:<\/p>\n<p>\u2026 tal aparelho de Estado \u00e9 absolutamente incapaz de levar a cabo reformas, n\u00e3o que destruam, mas at\u00e9 as que apenas cerceiem ou limitem seriamente os direitos do capital, os direitos da \u201csagrada propriedade privada\u201d. Da\u00ed resulta sempre que, em todos os minist\u00e9rios de \u201ccoliga\u00e7\u00e3o\u201d poss\u00edveis em que participam \u201csocialistas\u201d, estes socialistas, mesmo que alguns dentre eles sejam de uma absoluta probidade, se revelam de fato um ornamento in\u00fatil ou um biombo do governo burgu\u00eas, um para-raios da indigna\u00e7\u00e3o popular provocada por este governo, um instrumento do engano das massas por este governo.<\/p>\n<p>As palavras de L\u00eanin s\u00e3o cristalinas na percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia \u2013 e continua n\u00e3o havendo hoje \u2013 qualquer possibilidade de reformar o Estado burgu\u00eas, por mais aparentemente democr\u00e1tico que ele possa ser. At\u00e9 porque o que existe nos dias atuais de democr\u00e1tico (sufr\u00e1gio universal, direitos pol\u00edtico e sociais universais) no Estado que serve fundamentalmente aos interesses do capital foi obtido, com muita luta e sangue, pelos movimentos dos trabalhadores e das camadas populares ao longo dos s\u00e9culos XIX e XX.<\/p>\n<p>No segundo texto, assevera que \u00e9 chegada a hora de os bolcheviques tomarem o poder, afirmando que, no per\u00edodo de maio a setembro de 1917, os acontecimentos e as lutas levaram \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que a maioria no interior dos sovietes das capitais passava a pender para o lado dos bolcheviques.<\/p>\n<p>No terceiro artigo, baseando-se em escrito de Engels sobre a \u201carte da insurrei\u00e7\u00e3o\u201d (Revolu\u00e7\u00e3o e Contrarrevolu\u00e7\u00e3o na Alemanha, que, assinado por Marx, foi publicado no New York Daily Tribune em 1851 e 1852) aprofunda a an\u00e1lise segundo a qual a revolu\u00e7\u00e3o estava na ordem do dia na R\u00fassia, pois, a partir dos eventos de julho e agosto de 1917, estavam dadas as condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas para o sucesso da empreitada revolucion\u00e1ria. L\u00eanin referia-se \u00e0s jornadas de julho e \u00e0 \u201ckornilovada\u201d. As manifesta\u00e7\u00f5es de julho foram desencadeadas por um movimento de soldados, marinheiros e oper\u00e1rios, enfurecidos contra o governo provis\u00f3rio e suas ordens militares, notoriamente infrut\u00edferas e irrespons\u00e1veis. As demonstra\u00e7\u00f5es de massa ocorreram em Petrogrado, e os manifestantes gritaram as palavras de ordem dos bolcheviques, como \u201ctodo o poder aos Sovietes\u201d, exigindo que a dire\u00e7\u00e3o m\u00e1xima dos Sovietes assumisse o poder, o que foi negado pelo Comit\u00ea Executivo Central, dominado por socialistas revolucion\u00e1rios e mencheviques. O movimento foi massacrado pelo governo provis\u00f3rio, que atacou o Partido Bolchevique, empastelando seus jornais e gr\u00e1ficas e mandando prender as lideran\u00e7as oper\u00e1rias.<\/p>\n<p>J\u00e1 a \u201ckornilovada\u201d foi uma revolta contrarrevolucion\u00e1ria da burguesia e dos latifundi\u00e1rios em agosto de 1917, liderada pelo general czarista Kornilov, que planejava implantar uma ditadura militar para restaurar a monarquia. O governo provis\u00f3rio, sob comando de Kerenski, adotou postura amb\u00edgua no epis\u00f3dio, insuflando inicialmente a revolta, para se ver livre dos bolcheviques. Mas foram estes que enfrentaram decisivamente a tentativa de golpe de Kornilov e continuaram a denunciar o governo provis\u00f3rio e seus c\u00famplices socialistas revolucion\u00e1rios e mencheviques. A kornilovada foi liquidada pelos oper\u00e1rios e camponeses liderados pelo Partido Bolchevique.<\/p>\n<p>L\u00eanin, ent\u00e3o, percebia que, ap\u00f3s estes dois grandes acontecimentos hist\u00f3ricos, as massas haviam vivenciado experi\u00eancias decisivas no enfrentamento aos seus inimigos de classe, e era cada vez mais evidente o desmascaramento dos reformistas e oportunistas, que, ocupando minist\u00e9rios no governo provis\u00f3rio, assumiam na pr\u00e1tica a defesa dos interesses burgueses. L\u00eanin enfatizava que, por tudo isso, a batalha pela hegemonia no interior dos Sovietes estava sendo ganha pelos bolcheviques. E dizia que, naquele exato momento hist\u00f3rico, existiam as condi\u00e7\u00f5es objetivas para a tomada do poder, pois \u201ctemos a nosso favor a maioria da classe que \u00e9 a vanguarda da revolu\u00e7\u00e3o, a vanguarda do povo, capaz de arrastar as massas\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, por meio da leitura desses textos, podemos concluir que, para L\u00eanin, uma das quest\u00f5es centrais na luta e conquista do poder na R\u00fassia foi a batalha ideol\u00f3gica travada no interior do Sovietes, para tirar da influ\u00eancia de mencheviques e esseristas as mais valorosas lideran\u00e7as oper\u00e1rias e camponesas, as quais, sob a firme dire\u00e7\u00e3o dos bolcheviques, comandaram a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro. Portanto, est\u00e1 posta a quest\u00e3o da hegemonia como um aspecto central da vit\u00f3ria bolchevique em 1917, fato que, com certeza, poder\u00e1 se verificar tamb\u00e9m nas demais revolu\u00e7\u00f5es socialistas do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mero exerc\u00edcio de ret\u00f3rica ou emula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica retornar aos ensinamentos de L\u00eanin, produzidos no calor da revolu\u00e7\u00e3o que propiciou uma experi\u00eancia \u00edmpar de democracia popular radical. No poder, os bolcheviques mantiveram as unidades do Ex\u00e9rcito Vermelho ligadas \u00e0 classe oper\u00e1ria e aos camponeses; democratizaram a justi\u00e7a, com elei\u00e7\u00f5es de ju\u00edzes; transformaram a pol\u00edcia em instrumento de defesa di\u00e1ria da seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o; implantaram a elei\u00e7\u00e3o e o mandato revog\u00e1vel dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos; garantiram a participa\u00e7\u00e3o dos sindicatos e dos sovietes na cria\u00e7\u00e3o de organismos econ\u00f4micos, na elabora\u00e7\u00e3o dos planos de produ\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o industrial; suprimiram as desigualdades sociais e socializaram os meios de produ\u00e7\u00e3o, colocando-os a servi\u00e7o dos interesses e necessidades da maioria.<\/p>\n<p>Leia Uma das quest\u00f5es fundamentais da revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Leia Os bolcheviques devem tomar o poder<\/p>\n<p>Leia Marxismo e Insurrei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Confira tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>Zizek, Slavoj &#8211; \u00c0s Portas da Revolu\u00e7\u00e3o: escritos de Lenin em 1917. S\u00e3o Paulo, Boitempo Editorial, 2005.<\/p>\n<p>V. I. Lenin &#8211; Lenin e a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro \u2013 textos no calor da hora (1917-1923). S\u00e3o Paulo, Express\u00e3o Popular, 2017 (apresenta\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Paulo Netto).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27984\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[33],"tags":[219],"class_list":["post-27984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c34-marxismo","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7hm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27984\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}