{"id":27992,"date":"2021-10-28T12:52:12","date_gmt":"2021-10-28T15:52:12","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=27992"},"modified":"2021-10-28T12:52:12","modified_gmt":"2021-10-28T15:52:12","slug":"otan-prepara-guerra-contra-o-cerebro-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27992","title":{"rendered":"OTAN prepara guerra contra o c\u00e9rebro humano"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.act.nato.int\/application\/files\/thumbnails\/small\/9716\/3374\/7987\/20211008innochallenge.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Cr\u00e9ditos \/ OTAN<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>\u00abA guerra cognitiva tem um alcance universal, desde os indiv\u00edduos, os Estados e organiza\u00e7\u00f5es multinacionais. O seu campo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 global e pretende assumir o controle do ser humano\u00bb.<\/p>\n<p>Terra, mar, ar, espa\u00e7o e cibern\u00e9tico \u2013 os cinco dom\u00ednios operacionais definidos pela OTAN para as conflagra\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito global. A alian\u00e7a, por\u00e9m, est\u00e1 se apetrechando num novo campo de batalha, o sexto: o \u00abdom\u00ednio humano\u00bb, o \u00fanico \u00abque pode determinar a vit\u00f3ria final completa\u00bb, segundo um relat\u00f3rio produzido em 2020 dentro da envolvente atlantista.<\/p>\n<p>Trata-se da \u00abguerra cognitiva\u00bb, a maneira de usar \u00abas ci\u00eancias do c\u00e9rebro como arma\u00bb, de travar \u00abum combate contra o nosso processador individual, o nosso c\u00e9rebro\u00bb, define o autor do trabalho, o ex-militar franc\u00eas Fran\u00e7ois de Clouzel, chefe do Centro de Inova\u00e7\u00e3o da OTAN (iHub), que funciona em Norfolk, Virg\u00ednia, Estados Unidos. Ou ainda, dito de outra forma, o objetivo \u00e9 \u00abhackear\u00bb (piratear) o indiv\u00edduo explorando as vulnerabilidades do c\u00e9rebro humano, proporcionando \u00abuma engenharia social\u00bb mais sofisticada.<\/p>\n<p>Para que n\u00e3o haja d\u00favidas sobre o car\u00e1ter fascista, orwelliano, doentio dos planos da alian\u00e7a guerreira, retenhamos as palavras de Marie-Pierre Raymond, tenente-coronel canadiense, proferidas durante uma confer\u00eancia realizada em 5 de Outubro sob o patroc\u00ednio do governo do Canad\u00e1: \u00abguerra cognitiva \u00e9 a forma mais avan\u00e7ada de manipula\u00e7\u00e3o vista at\u00e9 hoje\u00bb; e \u00aba r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o das neuroci\u00eancias \u00e9 uma ferramenta de guerra\u00bb.<\/p>\n<p>O ponto da situa\u00e7\u00e3o do projeto ser\u00e1 feito em 30 de Novembro no Canad\u00e1, durante o habitual \u00abDesafio de Inova\u00e7\u00e3o Outono\u00bb da OTAN e que tem como tema deste ano \u00abA amea\u00e7a invis\u00edvel: ferramentas para combater a guerra cognitiva\u00bb.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo escolhido \u00e9, como se percebe, um exerc\u00edcio sem\u00e2ntico t\u00edpico do l\u00e9xico da OTAN. Apresenta o novo campo de batalha para transformar os seres humanos em marionetes como um \u00abexerc\u00edcio defensivo\u00bb porque n\u00e3o ser\u00e1 mais do que uma resposta \u00e0s pr\u00e1ticas de condicionamento humano j\u00e1 praticadas pelos \u00abinimigos\u00bb da \u00abciviliza\u00e7\u00e3o ocidental\u00bb, a R\u00fassia e a China, como ser\u00e1 f\u00e1cil deduzir.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, numa confiss\u00e3o absolutamente rara, a alian\u00e7a reconhece que o projeto prev\u00ea igualmente t\u00e1ticas ofensivas porque o fator \u00abhumano \u00e9 muitas vezes a principal vulnerabilidade, o que deve ser reconhecido de modo a proteger o capital humano da OTAN, mas tamb\u00e9m para tirar partido das vulnerabilidades dos nossos advers\u00e1rios\u00bb, sublinha o documento encomendado pela alian\u00e7a atrav\u00e9s do Comando Aliado da Transforma\u00e7\u00e3o (ACT).<\/p>\n<p>Uma \u00abguerra global\u00bb<\/p>\n<p>\u00abO c\u00e9rebro ser\u00e1 o campo de batalha do s\u00e9c. XXI\u00bb e \u00abos seres humanos s\u00e3o o dom\u00ednio em disputa\u00bb, define o documento atlantista. Fran\u00e7ois de Clouzel, o seu autor, explicou durante a reuni\u00e3o promotora do \u00abDesafio de Inova\u00e7\u00e3o de Outono\u00bb, realizada igualmente no Canad\u00e1, que \u00aba guerra cognitiva tem um alcance universal, desde os indiv\u00edduos, os Estados e organiza\u00e7\u00f5es multinacionais (&#8230;) O seu campo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 global e pretende assumir o controle do ser humano, tanto civil como militar\u00bb.<\/p>\n<p>Caem por terra os argumentos que apresentam a \u00abguerra cognitiva\u00bb como uma a\u00e7\u00e3o contra advers\u00e1rios e inimigos, ficando claro que se trata de opera\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio imperial que n\u00e3o salvaguarda, sequer, as popula\u00e7\u00f5es dos 30 Estados membros da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica. \u00abA militariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia do c\u00e9rebro \u00e9 a militariza\u00e7\u00e3o de todos os aspectos da sociedade, desde as rela\u00e7\u00f5es sociais mais \u00edntimas \u00e0 pr\u00f3pria mente\u00bb porque, segundo o documento atlantista, \u00abexiste uma quinta coluna instalada onde todos, sem o seu conhecimento, est\u00e3o se comportando de acordo com os planos dos nossos concorrentes\u00bb.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, os cidad\u00e3os, sobretudo os que n\u00e3o pensam como a OTAN exige, no exterior ou no interior da organiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o pessoas que expressam as suas pr\u00f3prias opini\u00f5es mas sim agentes inimigos, uma situa\u00e7\u00e3o que imp\u00f5e o controle sobre toda a popula\u00e7\u00e3o. \u00abA guerra cognitiva\u00bb, pode ler-se no documento sobre \u00abo dom\u00ednio humano\u00bb, \u00abn\u00e3o \u00e9 apenas uma luta contra o que pensam as pessoas mas sim uma luta contra a maneira como pensam\u00bb e, por isso, \u00abvai muito al\u00e9m da guerra de informa\u00e7\u00e3o ou das opera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas (Psyops)\u00bb.<\/p>\n<p>A nova forma de guerra da OTAN \u00ab\u00e9 a arte de usar tecnologias para alterar a cogni\u00e7\u00e3o dos alvos humanos\u00bb. Essas tecnologias \u00abincorporam NBIC \u2013 nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia de informa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancias cognitivas\u00bb e, como admite Fran\u00e7ois de Clouzel, constituem \u00abum coquetel muito perigoso que pode manipular ainda mais o c\u00e9rebro\u00bb.<\/p>\n<p>Na sua exposi\u00e7\u00e3o feita em 5 de Outubro no Canad\u00e1, significativamente intitulada \u00abGuerra cognitiva \u2013 uma batalha pelos c\u00e9rebros\u00bb, Fran\u00e7ois de Clouzel explica que as opera\u00e7\u00f5es a desenvolver \u00abn\u00e3o s\u00e3o apenas a\u00e7\u00f5es contra o que pensamos, mas tamb\u00e9m ac\u00e7\u00f5es contra a maneira como pensamos, a maneira como processamos a informa\u00e7\u00e3o e a transformamos em conhecimento. Por outras palavras, a guerra cognitiva n\u00e3o \u00e9 apenas mais uma express\u00e3o ou outro nome para a guerra de informa\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma guerra contra o nosso processador individual, o nosso c\u00e9rebro\u00bb.<\/p>\n<p>Como funciona?<\/p>\n<p>Fazendo das experi\u00eancias nazistas em seres humanos uns prosaicos exerc\u00edcios de amadores, as teses de Clouzel a rogo do Comando Aliado da Transforma\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica n\u00e3o deixam neur\u00f3nio sobre neur\u00f3nio nos nossos c\u00e9rebros e n\u00e3o hesitam em devassar todos os sinais das nossas vidas.<\/p>\n<p>\u00abTudo come\u00e7a com hiperconectividade\u00bb, explicou o chefe do Centro de Inova\u00e7\u00e3o da OTAN na sua exposi\u00e7\u00e3o no Canad\u00e1. \u00abTodo mundo tem celular. Come\u00e7a com informa\u00e7\u00e3o porque a informa\u00e7\u00e3o \u00e9, por assim dizer, o combust\u00edvel da guerra cognitiva. Mas vai muito al\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma (&#8230;) A guerra cognitiva sobrep\u00f5e-se ao BigTech (grandes centros tecnol\u00f3gicos) e \u00e0 vigil\u00e2ncia em massa porque trata-se de alavancar o BigData (grandes centros de coleta e processamento universal de dados). Produzimos dados onde quer que vamos, a cada minuto, a cada segundo em que estamos online. \u00c9 extremamente f\u00e1cil aproveitar esses dados para conhecer melhor cada pessoa e usar esse conhecimento para alterar a maneira como pensa\u00bb.<\/p>\n<p>Segundo Clouzel, \u00abqualquer utilizador de tecnologia de informa\u00e7\u00e3o moderna \u00e9 um alvo potencial. A guerra cognitiva tem como alvo todo o capital humano de uma na\u00e7\u00e3o\u00bb. O objetivo dessa forma de combate, acrescenta, \u00ab\u00e9 atacar as sociedades, n\u00e3o apenas os militares\u00bb.<\/p>\n<p>Numa apresenta\u00e7\u00e3o divulgada para promover o \u00abDesafio de Inova\u00e7\u00e3o\u00bb de 30 de Novembro, o governo do Canad\u00e1 avan\u00e7a na materializa\u00e7\u00e3o desta ideia considerando que \u00abataques contra o dom\u00ednio cognitivo envolvem a integra\u00e7\u00e3o de capacidades cibern\u00e9ticas, de informa\u00e7\u00e3o\/desinforma\u00e7\u00e3o, psicol\u00f3gicas e de engenharia social\u00bb.<\/p>\n<p>Esque\u00e7amos, entretanto, todos os rituais das guerras convencionais atrav\u00e9s dos quais, em determinadas fases dos conflitos, havia compromissos estabelecidos entre as partes para os interromper transitoriamente, suspender ou concluir.<\/p>\n<p>\u00abA guerra cognitiva \u00e9 potencialmente infinita\u00bb, estabelece o documento encomendado pela OTAN. \u00abN\u00e3o pode haver tratados de paz ou rendi\u00e7\u00f5es para este tipo de conflito. O campo de batalha \u00e9 global, via internet. Sem princ\u00edpio nem fim, esse combate n\u00e3o conhece tr\u00e9guas, pontuado por notifica\u00e7\u00f5es dos nossos smartphones, em qualquer lugar, 24 horas por dia, sete dias por semana\u00bb.<\/p>\n<p>Ainda no documento pode se ler que \u00abo conceito moderno de guerra n\u00e3o \u00e9 sobre armas mas sobre influ\u00eancia (&#8230;) A vit\u00f3ria a longo prazo ser\u00e1 exclusivamente dependente da capacidade de influenciar, afetar, alterar ou ter impacto sobre o dom\u00ednio cognitivo\u00bb.<\/p>\n<p>O estudo patrocinado pela OTAN n\u00e3o esconde a envolvente imperial para dom\u00ednio global e globalista atrav\u00e9s do estabelecimento do controle pol\u00edtico na esteira da conquista militar.<\/p>\n<p>\u00abA guerra cognitiva pode muito bem ser o elemento que faltava para permitir a transi\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria militar no campo de batalha para o \u00eaxito pol\u00edtico duradouro. O dom\u00ednio humano pode muito bem ser o dom\u00ednio decisivo (&#8230;) Os cinco primeiros dom\u00ednios podem dar vit\u00f3rias t\u00e1ticas e operacionais, mas apenas o dom\u00ednio humano pode alcan\u00e7ar a vit\u00f3ria final completa\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata, como se v\u00ea, de um assunto estritamente militar mas de uma quest\u00e3o geral de consolida\u00e7\u00e3o do poder em todas as suas vertentes. L\u00ea-se no relat\u00f3rio atlantista que, \u00abal\u00e9m da potencial execu\u00e7\u00e3o de uma guerra cognitiva para complementar um conflito militar, tamb\u00e9m pode ser conduzida de forma isolada, sem qualquer v\u00ednculo com o envolvimento das for\u00e7as armadas\u00bb. Pelo que o controle dos c\u00e9rebros dos cidad\u00e3os serve, naturalmente, fins pol\u00edticos e sociais.<\/p>\n<p>Como declarou Robert Baines, organizador e supervisor da reuni\u00e3o organizada em 5 de Outubro pelo Canad\u00e1, no \u00e2mbito de uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) patrocinada pela OTAN, \u00aba guerra cognitiva \u00e9 um novo dom\u00ednio de competi\u00e7\u00e3o onde atores estatais e n\u00e3o-estatais pretendem influenciar como as pessoas pensam e como agem\u00bb, o que representa tamb\u00e9m \u00abgrandes oportunidades para as empresas\u00bb. Business as usual, os neg\u00f3cios do costume.<\/p>\n<p>Efeitos pretendidos<\/p>\n<p>J\u00e1 se percebeu que o resultado ideal da guerra contra os c\u00e9rebros que a OTAN desenvolve ser\u00e1 o controle total sobre amplos setores populacionais, tanto dos inimigos como dos aliados.<\/p>\n<p>O documento publicado pelo governo do Canad\u00e1 para promover o \u00abDesafio de Inova\u00e7\u00e3o de Outono\u00bb da OTAN considera que um dos objetivos da guerra cognitiva em termos de massas \u00e9 \u00absemear disc\u00f3rdias, instigar narrativas de conflitos, polarizar opini\u00f5es, radicalizar grupos. A guerra cognitiva pode motivar as pessoas a agir de maneiras que podem perturbar e fragmentar uma sociedade coesa\u00bb.<\/p>\n<p>O documento de Clouzel, salienta, por seu lado, que \u00abo armamento direto das neuroci\u00eancias e da neurotecnologia\u00bb pode permitir, por exemplo, casos de influ\u00eancia global como desenvolver \u00abou mitigar a agress\u00e3o, promover cogni\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es de ades\u00e3o ou passividade, induzir morbidade, incapacidade ou sofrimento, &#8220;neutralizar&#8221; potenciais opositores ou incorrer em mortalidade\u00bb. Por outras palavras, pode induzir como uma sociedade se comporta consoante as necessidades militares e os interesses que servem \u2013 sem excluir os assassinatos.<\/p>\n<p>Ainda segundo Fran\u00e7ois de Clouzel, \u00aba combina\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais com Engenharia de Sistemas ser\u00e1 fundamental para ajudar analistas militares a melhorar a produ\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia\u00bb; e \u00abo aproveitamento das Ci\u00eancias Sociais ser\u00e1 fundamental para o desenvolvimento do Plano de Opera\u00e7\u00f5es do Dom\u00ednio Humano\u00bb.<\/p>\n<p>A manipula\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano, em escala individual ou de massas, para induzir comportamentos sociais amestrados em situa\u00e7\u00e3o de guerra global permanente e, no limite, infinita \u00e9 apenas ainda um projeto. \u00c9 um papel, uma s\u00famula de declara\u00e7\u00f5es e inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenhamos d\u00favidas, no entanto, de que a\u00e7\u00f5es por estes caminhos j\u00e1 est\u00e3o em andamento, apesar de o estudo encomendado sublinhar que o conte\u00fado n\u00e3o vincula oficialmente a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica. Al\u00e9m disso, o simples fato de a OTAN encomendar e patrocinar estudos sobre o controle do c\u00e9rebro humano em massa e sem fronteiras n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio acad\u00eamico e especulativo. \u00c9 para pass\u00e1-lo \u00e0 pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o, Exclusivo O Lado Oculto\/AbrilAbril<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/27992\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[234],"class_list":["post-27992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7hu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27992\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}