{"id":28086,"date":"2021-11-23T23:49:53","date_gmt":"2021-11-24T02:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28086"},"modified":"2021-11-23T23:49:53","modified_gmt":"2021-11-24T02:49:53","slug":"terceira-via-a-distensao-do-neofascismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28086","title":{"rendered":"Terceira via: a distens\u00e3o do neofascismo brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/pw\/AM-JKLXuAVaQAxP_MdA_3Myy3SAurPawhpARGUDEQ_JlJIkh_C1nGNTjpk_cpBqiqPDnQP30w4wySVuQhoY0UkJyR9_g-OBnUB40Xg6d0hQ7KMNTGPChndNBJbhNRcZlHN20viucMw_zAAHez7ul8_CvhZmt=w715-h429-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Leonardo Silva Andrada<\/p>\n<p>Na trilogia \u201cOs subterr\u00e2neos da Liberdade\u201d, Jorge Amado nos oferece um panorama dos primeiros anos do Estado Novo varguista. O primeiro volume, \u00c1speros Tempos, apresenta setores da burguesia em busca de uma alian\u00e7a, capaz de cumprir o papel pol\u00edtico de se livrar dos comunistas. As disputas internas da burguesia s\u00e3o tratadas como resultado da associa\u00e7\u00e3o de cada fra\u00e7\u00e3o com os diferentes imperialismos em conflito no final dos anos 30 \u2013 o ingl\u00eas, o alem\u00e3o e o estadunidense. N\u00e3o obstante o aristocratismo altaneiro de sua vis\u00e3o dos integralistas, declaravam admirar suas posi\u00e7\u00f5es sobre p\u00e1tria e religi\u00e3o, um verniz para o apre\u00e7o que sentiam pela disposi\u00e7\u00e3o dos fascistas nativos para eliminar os comunistas, com o recurso \u00e0 viol\u00eancia. Todo o cen\u00e1rio desenhado, os interesses em disputa e sua subordina\u00e7\u00e3o ao capital externo, o contexto da luta de classes, tanto quanto o cimento ideol\u00f3gico que unifica as fra\u00e7\u00f5es, apesar das eventuais discrep\u00e2ncias e desaven\u00e7as menores, nos recordam a ades\u00e3o da burguesia e seus canais de m\u00eddia \u00e0 campanha Bolsonaro em 2018. Como uma atualiza\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a do 18 de Brum\u00e1rio, o interesse comum neutraliza as fric\u00e7\u00f5es e induz \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um bloco dos propriet\u00e1rios, buscando neutralizar a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das for\u00e7as populares.<\/p>\n<p>A candidatura Bolsonaro ofereceu a forma necess\u00e1ria para galvanizar o fascismo difuso na sociedade brasileira, colocando-o a servi\u00e7o dos interesses associados ao grande capital. O bolsonarismo tornou-se a forma ideol\u00f3gica atualizada de uma sociedade atravessada pelo favor e o arb\u00edtrio, como express\u00f5es do poder de classe acima de qualquer conven\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, e da ocupa\u00e7\u00e3o autocr\u00e1tica do poder de Estado para impedir a passagem das demandas populares. Essa fun\u00e7\u00e3o de am\u00e1lgama ressalta a relev\u00e2ncia de um agente pol\u00edtico que enfeixa os variados setores, em distintos n\u00edveis: serve para unifica\u00e7\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es burguesas, e traz a reboque o apoio de setores das classes m\u00e9dias e trabalhadoras, compondo um bloco hist\u00f3rico que atenta contra seus interesses objetivos. O j\u00e1 citado caso de Napole\u00e3o III, \u00e0 frente da coaliz\u00e3o que superou a crise de hegemonia burguesa na Fran\u00e7a, ap\u00f3s as Jornadas de 1848, \u00e9 o exemplo cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 recorrente a men\u00e7\u00e3o aos fascismos que florescem na crise que se adensa no entreguerras. Na Espanha essa alian\u00e7a foi consolidada no decurso da pr\u00f3pria guerra civil, provocada pelo golpe de Estado em 1936. Enquanto republicanos levavam suas diferen\u00e7as ao paroxismo das batalhas de rua na Catalunya, Franco submetia ao controle do partido fascista todas as correntes da direita espanhola, inclusive as fac\u00e7\u00f5es que d\u00e9cadas antes estiveram em guerra. Para nossa experi\u00eancia hist\u00f3rica, os militares cumpriram esse papel em 64, e Bolsonaro o reeditou em 2018. Napole\u00e3o III, Franco, os militares e Bolsonaro guardam entre si uma caracter\u00edstica comum fundamental. Foram o rosto vis\u00edvel de governos autocr\u00e1ticos, exercidos em favor do interesse das fra\u00e7\u00f5es burguesas que se mantiveram \u00e0 sombra, permitindo que a express\u00e3o ideol\u00f3gica dessas ditaduras pudesse deslocar o elemento da luta de classes, se escorando no universalismo posti\u00e7o da defesa da ordem, da fam\u00edlia e da p\u00e1tria.<\/p>\n<p>A regularidade com que a burguesia lan\u00e7a m\u00e3o desse recurso levanta uma quest\u00e3o que devemos enfrentar com empenho consequente: que caracter\u00edsticas tem essa for\u00e7a pol\u00edtica, capaz de produzir o am\u00e1lgama? \u00c9 ponto passivo que um recurso fundamental \u00e9 o discurso ideol\u00f3gico, mas essa constata\u00e7\u00e3o n\u00e3o encerra a reflex\u00e3o, \u00e9 apenas seu ponto de partida. Al\u00e9m de simplesmente reconhecer que se trata de ideologia, \u00e9 fundamental considerar que elementos comp\u00f5em esse discurso, e qual a din\u00e2mica de sua dissemina\u00e7\u00e3o, para chegar aos resultados que alcan\u00e7a. Perplexidade semelhante levou Gramsci a analisar com cuidado a cultura popular, em que consistia sua subst\u00e2ncia e de que forma suas pr\u00e1ticas permitiam a reprodu\u00e7\u00e3o da ideologia dominante entre os dominados. Recuperar a preocupa\u00e7\u00e3o do comunista sardo \u00e9 tarefa que est\u00e1 na ordem do dia, porque diz respeito \u00e0 atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as revolucion\u00e1rias, que n\u00e3o t\u00eam encontrado as formas de atua\u00e7\u00e3o que proporcionem os mesmos resultados da rea\u00e7\u00e3o. Para o nosso contexto hist\u00f3rico, os blocos que atuaram como representantes das classes trabalhadoras s\u00f3 obtiveram vit\u00f3rias \u00e0 medida em que mutilaram seus programas pol\u00edticos e neutralizaram a for\u00e7a de suas organiza\u00e7\u00f5es de apoio. For\u00e7as que j\u00e1 eram originalmente reformistas e moderadas pasteurizaram sua agenda a ponto de cumprirem papel de administradores resignados do capitalismo subalterno.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o se torna emergente, n\u00e3o apenas porque \u00e9 esse nosso horizonte pol\u00edtico permanente, mas porque, diante do impositivo calend\u00e1rio eleitoral, come\u00e7ou a ganhar forma mais uma tentativa de catalisador, para substituir um Bolsonaro que esgotou muito cedo sua capacidade aglutinadora. A rigor o agitador neofascista nunca a teve, mas foi perspicaz para perceber o que deveria prometer, na campanha de 2018, visando convencer o verdadeiro poder que poderia cumprir esse papel. Muito rapidamente ele pr\u00f3prio e seu governo se encarregaram de demonstrar que n\u00e3o t\u00eam capacidade para cumprir a agenda empenhada. Acostumado a renovar seu mandato reiteradamente, ludibriando eleitorado desinformado para campanhas de deputado inexpressivo que sempre foi, sup\u00f4s em sua limitada capacidade mental que teria o mesmo sucesso com os decisores do grande capital. Com mais de 30 anos de vida legislativa, n\u00e3o foi capaz de apreender que os financiadores de campanhas n\u00e3o se comportam da mesma forma que seu p\u00fablico alvo. Ainda de forma incipiente, come\u00e7a um movimento de unifica\u00e7\u00e3o das dissid\u00eancias burguesas, com cautela e ares de teste, mobilizando o sempre dispon\u00edvel discurso da corrup\u00e7\u00e3o, para conquistar a ades\u00e3o despolitizada das demais classes. O mais zeloso estafeta do imperialismo no Brasil contempor\u00e2neo, juiz s\u00edmbolo da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, \u00e9 a nova aposta, e o campo popular deve se precaver contra uma germina\u00e7\u00e3o do neofascismo brasileiro com outra colora\u00e7\u00e3o, renovado e depurado de suas manifesta\u00e7\u00f5es mais toscas.<\/p>\n<p>Os comunistas desempenham nesse processo papel destacado, pois sempre cumpriram a tarefa de oferecer a an\u00e1lise acurada com base na situa\u00e7\u00e3o concreta, denunciando as bases desse projeto, seu horizonte pol\u00edtico, e seu impacto para os trabalhadores \u2013 sem precisar se alicer\u00e7ar em ilus\u00f5es conciliat\u00f3rias para tanto, nem oferecer uma leitura aleijada da conjuntura, em virtude dos compromissos estabelecidos pela concilia\u00e7\u00e3o. A renova\u00e7\u00e3o do neofascismo em um novo governo seria, al\u00e9m de uma cat\u00e1strofe para as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e o padr\u00e3o de vida dos trabalhadores, um impulso na desarticula\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es classistas que lutam por seus direitos, dada a inten\u00e7\u00e3o declarada de S\u00e9rgio Moro de estabelecer um controle autocr\u00e1tico ainda mais desbragado e bruto. Se agora temos um Bolsonaro que sonha com mil\u00edcias cumprindo o papel do DOPS na destrui\u00e7\u00e3o da esquerda, Moro declara abertamente querer tornar o DOPS e os grupos de exterm\u00ednio, pol\u00edtica de Estado com reconhecimento constitucional.<\/p>\n<p>Bolsonaro \u00e9 mais um giro do parafuso, na porca da moderniza\u00e7\u00e3o conservadora brasileira. Seu discurso recupera a mem\u00f3ria da ditadura burgo-militar, porque seu governo replica (em parte) as \u201crealiza\u00e7\u00f5es\u201d desse regime: emerge de um golpe para desarticular o bloco que incorporava organiza\u00e7\u00f5es populares; reorienta a pol\u00edtica econ\u00f4mica, se livrando dos embara\u00e7os de alguma resist\u00eancia; destr\u00f3i direitos trabalhistas e promove ataques \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o, para ajust\u00e1-la \u00e0s demandas do capital (nomeadamente, do capital financeiro, que dependeu da ditadura para constru\u00e7\u00e3o de sua hegemonia, e com Temer\/Bolsonaro recupera posi\u00e7\u00f5es em um contexto de crise internacional); promove a acelera\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de renda (com a diferen\u00e7a que a ditadura promoveu tamb\u00e9m o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas); o tema da seguran\u00e7a nacional, que justificava a repress\u00e3o violenta, readaptado para seguran\u00e7a p\u00fablica justificando exterm\u00ednio de classes trabalhadoras; e como ep\u00edtome, a elabora\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que camufla todo esse projeto de poder de classe, sob consignas moralistas de defesa da fam\u00edlia e do cristianismo, para emprestar manto de universalidade e conquistar a ades\u00e3o das classes m\u00e9dias e trabalhadoras.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a suposta terceira via, que se busca empurrar ao eleitorado, cumpriria o mesmo papel que a \u201ctransi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d cumpriu ao final da ditadura: continuar dando passagem ao exerc\u00edcio autocr\u00e1tico do poder burgu\u00eas, sem os embara\u00e7os produzidos pelos agentes do arb\u00edtrio chamados a executar as tarefas em per\u00edodo critico. O exerc\u00edcio truculento do poder garantiu as altas taxas de acumula\u00e7\u00e3o, impondo arrocho salarial e integra\u00e7\u00e3o submissa ao circuito internacional do capital financeiro, neutralizando qualquer foco de resist\u00eancia e contesta\u00e7\u00e3o com repress\u00e3o violenta, tortura e assassinato. Cumprida essa tarefa, deixa de ser facilitador da acumula\u00e7\u00e3o e se torna um obst\u00e1culo, e o processo de desmonte institucional da ditadura, controlado pelo alto, se apresenta sob o signo da distens\u00e3o, que em seguida se torna abertura.<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o mascarava a elabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucional que garantiria a continuidade do sentido econ\u00f4mico e social da ditadura por outras vias. A realiza\u00e7\u00e3o desse programa implicava tanto a readequa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica para a realiza\u00e7\u00e3o do interesse do capital, quanto a reelabora\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica para marcar o distanciamento e reconquistar a base social perdida, ap\u00f3s anos de um governo que objetivamente significava queda da renda do trabalhador e trucul\u00eancia. A conjuntura atual aponta para um cen\u00e1rio semelhante, com um governo cujas bases foram corro\u00eddas pelo resultado de reformas agressivas contra o trabalho em favor do capital, com os agravantes da pol\u00edtica ambiental de terra arrasada, den\u00fancias de envolvimento com crime organizado, redu\u00e7\u00e3o do Brasil a espectador da pol\u00edtica global, a atua\u00e7\u00e3o genocida no trato da pandemia de COVID-19, e claro, o coringa das den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. A realiza\u00e7\u00e3o do interesse do capital depende, agora, da remo\u00e7\u00e3o desses inconvenientes, ainda que de forma aleg\u00f3rica, para seguir seu curso. A terceira via \u00e9, em verdade, a mesma via neofascista, depois de passear no shopping.<\/p>\n<p>Temos a li\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do elemento ausente no per\u00edodo da \u201credemocratiza\u00e7\u00e3o\u201d: a for\u00e7a do movimento popular, sindical e de juventude, organizados em um operador pol\u00edtico aut\u00f4nomo que organize essa pot\u00eancia e execute seu programa pr\u00f3prio. Uma aus\u00eancia suprida pela for\u00e7a articulada da burguesia, que contou com apoio de relevantes setores da classe trabalhadora como elementos subalternos. Essa participa\u00e7\u00e3o a reboque do projeto burgu\u00eas permitiu o nascimento da Nova Rep\u00fablica nos moldes em que foi projetada, viabilizando a atualiza\u00e7\u00e3o da via prussiana \u00e0 brasileira. Uma terceira e \u00faltima men\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a do Bonaparte sobrinho: n\u00e3o podemos assistir \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o farsesca da hist\u00f3ria, louvando acriticamente uma coaliz\u00e3o que se apresenta como agente das for\u00e7as populares e mobiliza seu potencial em nome da realiza\u00e7\u00e3o de um governo administrador do capital em crise. \u00c9 preciso envidar todos os esfor\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o de um bloco classista e aut\u00f4nomo, em defesa dos interesses da classe trabalhadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28086\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[225],"class_list":["post-28086","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7j0","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28086","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28086"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28086\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}