{"id":28216,"date":"2021-12-26T11:00:08","date_gmt":"2021-12-26T14:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28216"},"modified":"2026-02-22T10:14:23","modified_gmt":"2026-02-22T13:14:23","slug":"a-contrarrevolucao-na-urss-entrevista-com-aleka-papariga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28216","title":{"rendered":"A contrarrevolu\u00e7\u00e3o na URSS: entrevista com Aleka Papariga"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/a\/AVvXsEj_ZgE0UgjSF37Pslpmhhcou46Hn3Gqajso_SS6P84wkfgRu3rvsz6RtR_ecfbw7xcLHfNv0iId1bVe1AFnrIYhXtJvASGQ39Ji7hlAHRSwmqtA9H7YFb_T0kXq6idm0DgFv47G8UME6OfHsI6EYOKdYuic2eMjVXj9SXeUXqQ0-CAsabFQjEtD-rxCAQ=w400-h265\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><em>Entrevista com Aleka Papariga, membra do CC do Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE), ex-Secret\u00e1ria Geral do Partido de 1991 a 2013, ao jornal &#8220;Rizospastis&#8221; sobre a postura do KKE durante as investidas contrarrevolucion\u00e1rias de 1990-91 na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Publicada originalmente com o t\u00edtulo: &#8220;<a href=\"http:\/\/www.idcommunism.com\/2021\/12\/the-stance-of-kke-in-face-of-1990-91-overthrows-in-the-ussr.html\">A postura do KKE diante dos golpes de 1990-91 na URSS<\/a>&#8220;.<\/em><\/p>\n<p><strong>Os partidos burgueses comemoraram quando a bandeira vermelha foi baixada do Kremlin. Quais foram suas principais declara\u00e7\u00f5es naquela \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p>Eles confirmaram seu \u00f3dio e medo de classe para com a classe trabalhadora, para com a maioria da classe trabalhadora. Aparentemente, uma variedade de vis\u00f5es foi projetada, desde uma ampla celebra\u00e7\u00e3o anticomunista at\u00e9 o desenvolvimento de uma reflex\u00e3o supostamente s\u00e9ria sobre a dissolu\u00e7\u00e3o da URSS. Argumentou-se que o capitalismo \u00e9 o \u00faltimo e eterno sistema (explorador) e, portanto, as pessoas n\u00e3o t\u00eam raz\u00e3o para buscar uma nova sociedade sem a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>Um grupo argumentou que o povo derrubou um sistema burocr\u00e1tico ditatorial cruel. Outra categoria argumentou que o socialismo \u201centrou em colapso\u201d porque era uma utopia contradit\u00f3ria com a \u201cnatureza humana\u201d. Ao mesmo tempo, todos eles asseguravam que a humanidade estava, agora, embarcando em um novo caminho, onde a guerra foi abolida, porque a militariza\u00e7\u00e3o e a guerra foram supostamente provocadas pelo socialismo, que a paz supostamente venceria e as novas tecnologias inundariam todos os setores do bem-estar da humanidade e de direitos.<\/p>\n<p>Imediatamente ap\u00f3s a vit\u00f3ria da contrarrevolu\u00e7\u00e3o e o consequente rev\u00e9s capitalista, um novo ciclo de guerras e interven\u00e7\u00f5es imperialistas come\u00e7ou, enquanto o ciclo de crise econ\u00f4mica capitalista irrompeu em maior sincroniza\u00e7\u00e3o, abrangendo um n\u00famero significativo de estados capitalistas e at\u00e9 mesmo os mais poderosos. Uma nova rodada de contradi\u00e7\u00f5es e competi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas foi desenvolvida, ainda mais crua e dura, sobre quem penetraria nos novos mercados capitalistas. Houve mudan\u00e7as de fronteiras, divis\u00f5es de estados, anexa\u00e7\u00f5es, conflitos \u00e9tnicos armados, tudo o que vivemos hoje.<\/p>\n<p>Nem \u00e9 preciso dizer que as conquistas sociais promovidas pelo povo dos pa\u00edses socialistas come\u00e7aram a se desintegrar at\u00e9 sua derrubada completa. Lembramos a onda de centenas de milhares de imigrantes da URSS e dos ex-Estados europeus socialistas. Dram\u00e1ticas, diretas e indiretas foram as consequ\u00eancias na vida das pessoas na Europa capitalista. Nenhuma das previs\u00f5es feitas foi confirmada; em vez disso, o capitalismo desceu novas escadas de barb\u00e1rie.<\/p>\n<p><strong>O \u201cRizospastis\u201d teve como primeira p\u00e1gina com os dizeres \u201cA esperan\u00e7a reside na luta do povo\u201d e o slogan \u201cCamaradas, MANTENHAM A BANDEIRA ALTA\u201d. Que fatores determinaram a postura do KKE naquele momento cr\u00edtico?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi uma rea\u00e7\u00e3o emocional, defensiva ao que nos magoou profundamente. Acreditava-se que essa pesada derrota n\u00e3o levaria \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o social e \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o eterna. O slogan inicial, ainda que como semente de consci\u00eancia, era a cren\u00e7a de que o reagrupamento do KKE se consolidaria no processo de restaura\u00e7\u00e3o de seu car\u00e1ter revolucion\u00e1rio, o que exigia tamb\u00e9m o restabelecimento da pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com a teoria, o estudo cient\u00edfico e cont\u00ednuo da desenvolvimentos, de modo que as conclus\u00f5es enriquecem a teoria.<\/p>\n<p>Um dos primeiros passos obrigat\u00f3rios foi o estudo dos rumos da constru\u00e7\u00e3o socialista e da estrat\u00e9gia do Partido. Naquela \u00e9poca n\u00e3o era f\u00e1cil ter plena consci\u00eancia do conte\u00fado deste estudo, muito menos n\u00e3o precis\u00e1vamos predeterminar as conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Poucos dias antes, foram conclu\u00eddos os trabalhos do extraordin\u00e1rio 14\u00ba Congresso do KKE (18-21 de dezembro de 1991), fechando a porta \u00e0 profunda crise que o Partido viveu durante tr\u00eas anos, sendo a quest\u00e3o se o KKE iria ou n\u00e3o continuar seu curso independente uma vanguarda consciente e organizada da classe trabalhadora que luta pelo socialismo ou se transformaria em um partido social-democrata, primeiro como uma tend\u00eancia da \u201cCoaliz\u00e3o de Esquerda e Progresso\u201d e depois se um novo polo social-democrata seria formado, ao lado de se\u00e7\u00f5es do PASOK, como alguns esperavam. O slogan da primeira p\u00e1gina do \u201cRizospastis\u201d foi o nosso contra-ataque.<\/p>\n<p><strong>Um duro combate precedeu nas fileiras do KKE, culminando no 13\u00ba Congresso do Partido. Onde estava focada a pol\u00eamica sobre a pol\u00edtica da Perestroika?<\/strong><\/p>\n<p>Tinha a ver com o car\u00e1ter do Partido, sua independ\u00eancia pol\u00edtico-ideol\u00f3gica e organizacional. Parte integrante disso foi a postura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Perestroika, nossa percep\u00e7\u00e3o do socialismo. \u00c9 claro que a semente da crise interna do partido n\u00e3o nasceu por causa da Perestroika, mas j\u00e1 existia de forma latente h\u00e1 v\u00e1rios anos, especialmente ap\u00f3s a ascens\u00e3o do PASOK ao poder. A Perestroika levou ao aprofundamento e intensifica\u00e7\u00e3o da luta partid\u00e1ria interna, que n\u00e3o p\u00f4de ser resolvida com a realiza\u00e7\u00e3o do Congresso e principalmente nas condi\u00e7\u00f5es em que o 13\u00ba Congresso foi preparado.<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o era apenas a forma\u00e7\u00e3o de duas vis\u00f5es pol\u00edtico-ideol\u00f3gicas basicamente opostas, mas tamb\u00e9m os princ\u00edpios do Partido. A estrat\u00e9gia errada do Partido estava na base da crise interna do KKE, que obviamente n\u00e3o era uma peculiaridade grega, mas n\u00e3o deixou de ser nossa responsabilidade.<\/p>\n<p>O grupo oportunista utilizou a Perestroika e o ataque burgu\u00eas anti-KKE, apoiando um \u201csocialismo do tipo PASOK\u201d, anulando completamente ou minimizando a grande contribui\u00e7\u00e3o do socialismo no s\u00e9culo XX n\u00e3o s\u00f3 para os povos desses pa\u00edses, mas tamb\u00e9m em todo o mundo.<\/p>\n<p>Inicialmente, o Comit\u00ea Central elaborou um texto sobre a Perestroika que foi discutido dentro do partido, a partir do final de 1989. O CC considerou que a Perestroika era uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o dentro da revolu\u00e7\u00e3o\u201d e que \u201ccontribui para o desenvolvimento de mais democracia e socialismo\u201d. Que \u201cpoderia influenciar estados e organiza\u00e7\u00f5es sociais, movimentos, pessoas, a um novo come\u00e7o, com as principais caracter\u00edsticas de seguran\u00e7a m\u00fatua e coletiva, o distanciamento da l\u00f3gica do poder militar, a supera\u00e7\u00e3o gradativa da divis\u00e3o em duas coaliz\u00f5es militares, o desengajamento da busca de armamentos&#8230; Que \u201ch\u00e1 for\u00e7as de rea\u00e7\u00e3o e atrasos movendo-se em todo o mundo para impedir este curso, para colher benef\u00edcios unilaterais e para fortalecer seus objetivos imperialistas\u201d.<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o irreconcili\u00e1vel entre capitalismo e socialismo, o car\u00e1ter da guerra imperialista e a postura dos comunistas em rela\u00e7\u00e3o a ela foram erroneamente postas de lado e degradadas. Seu lugar foi ocupado pela inexistente divis\u00e3o entre estados que poderiam adotar uma nova ideia e for\u00e7as de estado reacion\u00e1rias e retr\u00f3gradas. O texto do CC considerou tamb\u00e9m que na \u201cagenda\u201d dos pa\u00edses socialistas estava \u201ca promo\u00e7\u00e3o de reformas radicais do sistema administrativo-burocr\u00e1tico\u201d e a \u201ctransi\u00e7\u00e3o do socialismo para uma nova etapa\u201d.<\/p>\n<p>No caminho, das Organiza\u00e7\u00f5es de Base do Partido (PBOs em ingl\u00eas) ao CC, um n\u00famero significativo de membros e quadros tomou conhecimento dos perigos que a Perestroika representava. No entanto, nos documentos do 13\u00ba Congresso foi expressa uma posi\u00e7\u00e3o muito conveniente &#8211; especialmente para os oportunistas &#8211; de que a concep\u00e7\u00e3o geral da Perestroika em 85 era correta, que suas \u201cideias poderiam ser uma contribui\u00e7\u00e3o significativa para o movimento socialista e comunista\u201d. Que a Perestroika \u201cn\u00e3o se realizou como fora iniciada\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, voc\u00ea entende que por mais consciente e militante que fosse a luta contra o oportunismo, ela n\u00e3o estava alicer\u00e7ada em bases s\u00f3lidas. Claro, se essa luta n\u00e3o tivesse acontecido, o resultado do 13\u00ba Congresso teria sido totalmente negativo. Ap\u00f3s o 14\u00ba Congresso, iniciou-se o processo de estudo dos rumos da constru\u00e7\u00e3o socialista, partindo da rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica entre economia e pol\u00edtica, desde o per\u00edodo da vit\u00f3ria do poder oper\u00e1rio at\u00e9 a contrarrevolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>De que ponto de vista foi a situa\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica criticada pela corrente do eurocomunismo e do \u201cKKE Interior\u201d na Gr\u00e9cia nas d\u00e9cadas anteriores?<\/strong><\/p>\n<p>O eurocomunismo e o \u201cKKE Interior\u201d, em \u00faltima an\u00e1lise, expressaram tanto em teoria, como em estrat\u00e9gia, os interesses do capital no seio do movimento oper\u00e1rio, apoiando uma ou outra forma da sua suposta gest\u00e3o justa. Portanto, eles n\u00e3o puderam avaliar objetivamente a contribui\u00e7\u00e3o do socialismo do s\u00e9culo XX e destacar as reais falhas, erros, desvios.<\/p>\n<p>A sua percep\u00e7\u00e3o geral era perigosa para o movimento oper\u00e1rio popular, n\u00e3o s\u00f3 na luta pelo socialismo em geral, mas tamb\u00e9m na luta pela repulsa das medidas anti-oper\u00e1rias e anti-povo, na luta contra a guerra imperialista. Mesmo apoiando as lutas populares procuraram integr\u00e1-las \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es reformistas e sindicalistas, promovendo em todos os sentidos a linha da \u201creforma do sistema\u201d e o consenso na estrat\u00e9gia burguesa.<\/p>\n<p>O ponto culminante foi a participa\u00e7\u00e3o dos Partidos Comunistas nos governos burgueses e a enganosa teoria para o capitalismo pac\u00edfico e humano, que o SYRIZA lan\u00e7ou com o slogan \u201co homem acima dos lucros\u201d. Eles, portanto, caminham lado a lado com o ataque burgu\u00eas contra o poder da classe trabalhadora, defendendo a coexist\u00eancia de m\u00faltiplas formas de propriedade sob o socialismo, isto \u00e9, os capitalistas. Na verdade, eles identificaram as m\u00faltiplas formas de propriedade com liberdade e democracia, enquanto durante o per\u00edodo de interven\u00e7\u00f5es imperialistas alguns partidos comunistas apoiaram os interesses da classe burguesa de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Depois dos golpes, o KKE iniciou um doloroso esfor\u00e7o de autocr\u00edtica da experi\u00eancia internacional e nacional, que ainda continua. Quais s\u00e3o seus principais marcos?<\/strong><\/p>\n<p>O pensamento \u201cdoloroso\u201d n\u00e3o era que t\u00ednhamos que estudar nossa teoria repetidamente, reunir todos os trabalhos-estudos que haviam sido feitos, estudar milhares de materiais dos arquivos (por exemplo, da ex-URSS) e traduzi-los, \u00e0 parte nosso pr\u00f3prio arquivo volumoso enquanto ao mesmo tempo o Partido entrava em um, mais ou menos, longo curso de reagrupamento. O pensamento \u201cdoloroso\u201d se deu, especialmente no in\u00edcio e at\u00e9 certo ponto no processo, conforme estud\u00e1vamos quest\u00f5es s\u00e9rias enquanto as contradi\u00e7\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es da estrat\u00e9gia errada do Partido ainda sobreviviam em nossa mente.<\/p>\n<p>O curso do estudo desempenhou um papel importante no processo de restaura\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter revolucion\u00e1rio do Partido. A quest\u00e3o foi julgada n\u00e3o apenas no n\u00edvel de formula\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios gerais, mas principalmente em como seu conte\u00fado \u00e9 compreendido e como os princ\u00edpios fundamentais s\u00e3o promovidos em um curso de desenvolvimentos socioecon\u00f4micos e pol\u00edticos, onde antigos fen\u00f4menos aparecem em novas formas, ou at\u00e9 mesmo alguns novos.<\/p>\n<p>Os marcos principais foram as primeiras conclus\u00f5es emitidas em 1995, tamb\u00e9m em 2009 com o 18\u00ba Congresso que surgiu com o texto \u201cAvalia\u00e7\u00f5es e conclus\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o socialista durante o s\u00e9culo XX, com foco na URSS\u201d. Um marco tamb\u00e9m foi o ano de 2011, com a publica\u00e7\u00e3o do Ensaio sobre a Hist\u00f3ria do KKE e do movimento oper\u00e1rio no per\u00edodo 1940-1967. O estudo da superestrutura na URSS come\u00e7ou e continua, enquanto n\u00f3s iniciamos o estudo da transi\u00e7\u00e3o para o socialismo na RDA, Hungria, Tchecoslov\u00e1quia, Bulg\u00e1ria e no curso isso ser\u00e1 expandido.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios anos, estudos traduzidos de cientistas sovi\u00e9ticos, alem\u00e3es e outros cientistas comunistas t\u00eam sido frequentemente publicados na KOMEP (Revista Comunista), iluminando assim aspectos da constru\u00e7\u00e3o socialista, enquanto materiais de arquivo e elabora\u00e7\u00f5es dos Departamentos do Comit\u00ea Central ou quadros do Partido s\u00e3o publicados. As publica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o feitas pela KNE.<\/p>\n<p>Ainda temos muito trabalho a fazer, com base nas importantes Decis\u00f5es do 20\u00ba e do recente 21\u00ba Congresso. O trabalho de investiga\u00e7\u00e3o sobre as problem\u00e1ticas da constru\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias para respondermos \u00e0 nossa luta cotidiana pelas quest\u00f5es oper\u00e1rias, a caminho da vit\u00f3ria, pelo socialismo.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 perigoso que o exame cr\u00edtico dos problemas da constru\u00e7\u00e3o socialista pelo KKE seja explorado pelo ataque ideol\u00f3gico burgu\u00eas de antissovietismo e anticomunismo?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 evid\u00eancias de que n\u00e3o corremos perigo, nem haver\u00e1 no futuro. O oposto aconteceu. O oponente de classe n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se atreveu a usar nossa cr\u00edtica, mas, ao contr\u00e1rio, escondeu sua ess\u00eancia e prop\u00f3sito. Desde a primeira etapa tivemos uma v\u00e1lvula de seguran\u00e7a, de que nosso pr\u00f3prio estudo n\u00e3o poderia ser feito e, muito mais, ao contr\u00e1rio de nossa teoria, nem havia raz\u00e3o para questionar a oferta do socialismo e suas conquistas na vida dos povos trabalhadores.<\/p>\n<p>No estudo da constru\u00e7\u00e3o socialista, t\u00ednhamos como crit\u00e9rio que o socialismo \u00e9 uma etapa imperfeita da sociedade comunista, pois a melhoria cont\u00ednua da vida das pessoas, o fortalecimento do controle social oper\u00e1rio e da gest\u00e3o, o planejamento cient\u00edfico central, baseiam-se na generaliza\u00e7\u00e3o e aprofundamento da apropria\u00e7\u00e3o social dos meios de produ\u00e7\u00e3o, como processo de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade comunista.<\/p>\n<p><em>A entrevista foi publicada originalmente na edi\u00e7\u00e3o de fim de semana do Rizospastis (18-19 de dezembro de 2021). Tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas de Nikos Mottas e para o portugu\u00eas por Partido Comunista Brasileiro.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28216\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"O estudo da constru\u00e7\u00e3o socialista desempenhou um papel importante no processo de restaura\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter revolucion\u00e1rio do KKE.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[18,107,65,9],"tags":[222],"class_list":["post-28216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s22-europa","category-c120-grecia","category-c78-internacional","category-s10-internacional","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7l6","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33656,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28216\/revisions\/33656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}