{"id":28252,"date":"2022-01-05T17:35:43","date_gmt":"2022-01-05T20:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28252"},"modified":"2022-01-05T17:35:43","modified_gmt":"2022-01-05T20:35:43","slug":"espanha-sindicalismo-de-classe-rejeita-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28252","title":{"rendered":"Espanha: sindicalismo de classe rejeita reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/node_aberto_vp768\/public\/assets\/img\/15667.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Via <a href=\"https:\/\/www.abrilabril.pt\/internacional\/sindicalismo-de-classe-rejeita-proposta-de-reforma-laboral-do-governo-espanhol\">AbrilAbril<\/a><\/p>\n<p>V\u00e1rios sindicatos do Estado espanhol denunciam o acordo alcan\u00e7ado entre CCOO e UGT, patronato e governo, porque a proposta apresentada cede aos interesses de Bruxelas e perpetua a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Num comunicado conjunto, dezena e meia de organiza\u00e7\u00f5es sindicais de diversos pontos da Pen\u00ednsula sublinham o rep\u00fadio \u00e0 proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo do PSOE e Unidas Podemos, nomeadamente porque n\u00e3o retira as normas danosas aos trabalhadores introduzidas pela reforma de Mariano Rajoy (PP), em 2012, e pela de Rodr\u00edguez Zapatero (PSOE), em 2010.<\/p>\n<p>&#8220;A prioridade do governo em atrair o patronato ao acordo atribui a este u\u0301ltimo o direito de veto. Do mesmo modo, a falta de press\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o dos sindicatos signat\u00e1rios conduziu a uma reforma trabalhista feita \u00e0 medida dos interesses do patronato&#8221;, l\u00ea-se no texto, no qual se acusa o governo de S\u00e1nchez de n\u00e3o promover a revoga\u00e7\u00e3o da reforma, tal como o fez com &#8220;outras promessas aos cidad\u00e3os&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Esta n\u00e3o revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista e os cont\u00ednuos descumprimentos das suas promessas por parte do governo do Estado deixa em evid\u00eancia os limites do quadro da concerta\u00e7\u00e3o social e do contexto pol\u00edtico do Estado espanhol&#8221;, denunciam os sindicatos.<\/p>\n<p>Entre os aspectos considerados mais graves para os trabalhadores, as organiza\u00e7\u00f5es sindicais apontam a falta de medidas para corrigir a centraliza\u00e7\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o coletiva, que foi imposta pelas reformas de 2010 e 2012, de tal modo que os acordos setoriais celebrados nos v\u00e1rios territ\u00f3rios do Estado v\u00e3o continuar subordinados \u00e0queles que forem acordados em n\u00edvel central.<\/p>\n<p>E, segundo denunciam, no n\u00edvel central os sindicatos s\u00e3o \u00abmenos combativos\u00bb, levando a que muitos milhares de trabalhadores em todo o Estado sejam prejudicados e tirando for\u00e7a da luta desenvolvida, por exemplo, no Pa\u00eds Basco, na Galiza, na Catalunha, nas Ast\u00farias, na Andaluzia ou nas Can\u00e1rias.<\/p>\n<p>Desemprego e perpetua\u00e7\u00e3o da precariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Bastante criticado \u00e9 o fato de a proposta de reforma trabalhista n\u00e3o alterar o que a reforma de 2012, do PP, contempla em mat\u00e9ria de demiss\u00f5es, tendo em conta que, sublinham os sindicatos, \u00abnos \u00faltimos anos o patronato fez uso dessa reforma para demitir unilateralmente os trabalhadores, sem garantias ou defesas para estes\u00bb.<\/p>\n<p>&#8220;Portanto, esta reforma perpetua a precariza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho na medida em que o patronato ter\u00e1 sempre em seu poder a arma do desemprego para pressionar os trabalhadores&#8221;, alertam.<\/p>\n<p>A atual proposta &#8220;ajusta-se \u00e0s exig\u00eancias de Bruxelas e \u00e0s suas chantagens para a [Espanha] poder ter acesso aos fundos europeus&#8221;, fundos que, defendem, n\u00e3o se destinam a ajudar os trabalhadores e as camadas populares, mas antes as grandes corpora\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Sobre a reforma trabalhista , Paulo Carril, secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Intersindical Galega, uma das organiza\u00e7\u00f5es signat\u00e1rias da declara\u00e7\u00e3o conjunta, disse que se trata de &#8220;uma reforma injusta que consolida, com novas formas, a precariedade e a centraliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es laborais e que n\u00e3o permite, portanto, a recupera\u00e7\u00e3o dos direitos roubados, nem avan\u00e7ar na conquista de novos direitos para a classe trabalhadora&#8221;.<\/p>\n<p>Entre as centrais sindicais signat\u00e1rias contam-se CIG e CUT (Galiza), CSI (Ast\u00farias), ELA, LAB e ESK (Pa\u00eds Basco), CUT e STA-SOA (Arag\u00e3o), STEI Balears, Intersindical Valenciana, COS, IAC e Intersindical de Catalunya (Catalunha), SAT (Andaluzia) e Intersindical Canaria.<\/p>\n<p>Imagem: Mobiliza\u00e7\u00e3o na Corunha (Cr\u00e9ditos \/ CIG)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28252\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"V\u00e1rios sindicatos do Estado espanhol denunciam o acordo 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