{"id":28254,"date":"2022-01-10T11:00:34","date_gmt":"2022-01-10T14:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28254"},"modified":"2022-01-11T16:50:56","modified_gmt":"2022-01-11T19:50:56","slug":"sim-radical-entrevista-com-jones-manoel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28254","title":{"rendered":"&#8220;Sim, radical!&#8221; &#8211; Entrevista com Jones Manoel"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/conteudo.imguol.com.br\/c\/entretenimento\/c7\/2022\/01\/03\/o-historiador-pernambucano-jones-manoel-1641233275033_v2_450x450.jpg.webp?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Julia Rocha, militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, em sua coluna na <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/ecoa\/colunas\/julia-rocha\/2022\/01\/04\/para-conhecer-jones-manoel-e-sua-luta-pela-revolucao-brasileira.htm\">UOL.<\/a><\/p>\n<p>A primeira coluna do ano \u00e9 tamb\u00e9m a estreia de um novo formato para este espa\u00e7o que ocupo h\u00e1 pouco mais de 28 meses. A cada semana, eu vou apresentar pessoas que conhe\u00e7o real ou virtualmente, que admiro e que realizam trabalhos relevantes de informa\u00e7\u00e3o, politiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o popular nas mais diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Hoje, eu quero apresentar a voc\u00eas o pernambucano Jones Manoel, um jovem comunista que, como tal, luta pela Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira. Jones completa 32 anos no pr\u00f3ximo dia 9 e mesmo t\u00e3o jovem vem despontando na cena pol\u00edtica brasileira muito em fun\u00e7\u00e3o do seu trabalho como comunicador e educador popular. Atrav\u00e9s do seu <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC02coXfDPjEmU8uDT2G8Z2A\">canal no Youtube<\/a> e da sua presen\u00e7a nas outras redes sociais, Jones promove um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e de debates muito aprofundados sobre diversos aspectos da hist\u00f3ria e da conjuntura brasileira atual.<\/p>\n<p>Jones \u00e9 um fen\u00f4meno nas redes, sobretudo se considerarmos que o seu discurso tensiona o debate p\u00fablico de forma radical. Com mais de 184 mil inscritos acompanhando seus v\u00eddeos no Youtube, 152 mil pessoas seguindo suas intera\u00e7\u00f5es no Twitter e 147 mil seguidores interagindo com ele no Instagram, Jones faz uma disputa important\u00edssima dos cora\u00e7\u00f5es e das mentes da juventude brasileira. Em plataformas onde a esquerda radical ainda n\u00e3o encontra muitos representantes com o seu peso e sua for\u00e7a, esse pernambucano, morador da favela da Borborema, no Recife, segue trabalhando sem descanso para que suas ideias cheguem cada vez mais longe.<\/p>\n<p><strong>J\u00falia Rocha &#8211; Jones, h\u00e1 algumas semanas voc\u00ea divulgou a sua pr\u00e9-candidatura ao governo do estado de Pernambuco pelo PCB &#8211; Partido Comunista Brasileiro. O cidad\u00e3o comum que contempla esse cen\u00e1rio pode concluir que, sim, a cena pol\u00edtica brasileira tolera a diversidade. Afinal, h\u00e1 espa\u00e7o para um homem negro, professor de hist\u00f3ria, comunista e morador da favela da Borborema na pol\u00edtica institucional brasileira?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jones:<\/strong> \u201cVeja, J\u00falia: a democracia burguesa no Brasil foi arrancada com muita luta, inclusive com a luta dos comunistas. Acho importante lembrar que at\u00e9 1988 os analfabetos n\u00e3o votavam. Entre a classe trabalhadora, os analfabetos constitu\u00edam uma parcela significativa e, em algumas cidades importantes, analfabetos eram a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o lembrar que na elei\u00e7\u00e3o de 1955 metade da popula\u00e7\u00e3o de Fortaleza, capital do Cear\u00e1, era analfabeta e portanto n\u00e3o tinha direito ao voto. O voto para analfabetos, o voto para mulheres, o direito de organizar sindicatos, o direito de organizar greves, o direito de manifesta\u00e7\u00e3o, o direito de organizar jornais oper\u00e1rios e editoras cr\u00edticas, socialistas, comunistas, tudo isso foi arrancado com muito sangue e com muita luta. A luta de brasileiros como Carlos Marighella, Greg\u00f3rio Bezerra, Ana Montenegro, Luiz Carlos Prestes. E \u00e9 importante lembrar que mesmo essa democracia burguesa ultralimitada, bastante antidemocr\u00e1tica e que convive diariamente com o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra foi arrancada com muita luta. O fato de existir uma permiss\u00e3o legal para que um militante do partido comunista, um defensor da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira seja candidato n\u00e3o mostra uma pluralidade. Pelo contr\u00e1rio. S\u00f3 mostra que a resist\u00eancia, a luta popular tem resultado. Aliado a isso, a gente sabe que o jogo da democracia burguesa \u00e9 um jogo desigual. A gente sabe que no Brasil apenas 7 fam\u00edlias controlam praticamente toda a comunica\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds. E esses monop\u00f3lios de m\u00eddia privilegiam um pensamento liberal do ponto de vista econ\u00f4mico e, quando necess\u00e1rio, defendem uma pol\u00edtica fascista, como ocorreu em 2018 com o apoio massivo \u00e0 Bolsonaro. Al\u00e9m disso, o acesso a dinheiro para financiamento das campanhas, os apoios de v\u00e1rios aparelhos do estado, a pr\u00f3pria fiscaliza\u00e7\u00e3o desigual das contas de campanha, enfim, todas as condi\u00e7\u00f5es da competi\u00e7\u00e3o eleitoral burguesa s\u00e3o feitas para privilegiar os partidos e os candidatos do sistema burgu\u00eas que defendem o sistema burgu\u00eas. A nossa pr\u00e9-candidatura para o governo do estado de Pernambuco \u00e9 uma pr\u00e9-candidatura contra-hegem\u00f4nica, antissist\u00eamica, que se prop\u00f5e a usar o espa\u00e7o eleitoral da democracia burguesa para fazer o debate sobre as pautas hist\u00f3ricas da classe trabalhadora. Para ser um instrumento de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o popular. Para debater os problemas fundamentais do povo trabalhador em Pernambuco e no Brasil. A gente vai aproveitar esse espa\u00e7o inclusive para denunciar o qu\u00e3o pouco democr\u00e1tica \u00e9 a democracia burguesa.\u201d<\/p>\n<p><strong>J\u00falia Rocha &#8211; Quando a esquerda radical apresenta um caminho de constru\u00e7\u00e3o de um poder realmente popular, muitas quest\u00f5es s\u00e3o levantadas tanto pela direita quanto pela esquerda moderada \u00e0 respeito da viabilidade de um comunista como governador num contexto de uma rep\u00fablica liberal. Qual a import\u00e2ncia da presen\u00e7a de vozes como a sua nesse contexto? Em que aspectos \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar em um cen\u00e1rio t\u00e3o desfavor\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jones:<\/strong> \u201cJ\u00falia, eu costumo brincar que o imposs\u00edvel \u00e9 s\u00f3 o que ainda n\u00e3o aconteceu. No Brasil do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, muitos articulistas publicavam em jornais que era imposs\u00edvel acabar com a escravid\u00e3o. Que a economia brasileira iria se acabar, porque o pa\u00eds foi criado em bases escravocratas. H\u00e1 90 anos, os jornais estavam recheados de colunas que defendiam ser imposs\u00edvel as mulheres terem direito ao voto ou ter igualdade jur\u00eddica frente aos homens j\u00e1 que a mulher n\u00e3o teria capacidade racional semelhante a do homem. H\u00e1 50 anos era ponto pac\u00edfico em v\u00e1rios setores da sociedade, da cultura, do establishment que os analfabetos nunca poderiam votar. A hist\u00f3ria se move a partir da ousadia, a partir da iniciativa daqueles homens e mulheres que olham a situa\u00e7\u00e3o posta, percebem as contradi\u00e7\u00f5es, as possibilidades de mudan\u00e7a e se atrevem a lutar para transformar radicalmente a realidade. A esquerda moderada no Brasil tende a fugir de uma quest\u00e3o fundamental: temos mais de 30 anos da Nova Rep\u00fablica, de democracia burguesa. Nesses mais de 30 anos de processo eleitoral cont\u00ednuo o analfabetismo n\u00e3o foi extinto no Brasil. O desemprego, a fome continuam sendo um problema. O d\u00e9ficit habitacional, pessoas sem casa ou morando em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, em moradias inadequadas, continua sendo um problema. A viol\u00eancia do estado nas comunidades perif\u00e9ricas, nas favelas, nos morros e alagados continua crescendo. O encarceramento em massa continua crescendo. A distribui\u00e7\u00e3o da terra \u00e9 cada vez mais desigual. N\u00f3s somos um dos pa\u00edses com maior concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria do mundo e a reforma agr\u00e1ria n\u00e3o avan\u00e7a. Nos \u00faltimos anos, a cena pol\u00edtica brasileira tem uma domin\u00e2ncia no campo das esquerdas de uma esquerda moderada ou social-liberal, como gosto de chamar. \u00c9 sobre a lideran\u00e7a dessa esquerda que o Brasil vive a maior ofensiva burguesa e a maior retirada de direitos dos \u00faltimos cem anos. \u00e9 sob a lideran\u00e7a dessa esquerda que um fascista foi eleito presidente da rep\u00fablica. \u00c9 sobre a lideran\u00e7a dessa esquerda que a CLT foi revogada. \u00c9 sob a lideran\u00e7a dessa esquerda que a gente voltou a ter um governo militar com mais de 5 mil militares ocupando cargos no governo federal. O que se tem \u00e9 uma fal\u00eancia da modera\u00e7\u00e3o. O que se tem \u00e9 uma fal\u00eancia desse jogo de tentar manter o capitalismo e a democracia burguesa tal como funcionam para conseguir alguns poucos avan\u00e7os no aspecto social. A burguesia, a elite, a classe dominante do pa\u00eds decidiu partir para um tudo ou nada. Ela elegeu um fascista para tocar um programa ultraliberal que come\u00e7ou a ser aplicado j\u00e1 no final do segundo mandato da Presidenta Dilma, com Joaquim Levy no comando do Minist\u00e9rio da Economia. Isso se radicalizou com o governo Temer e ainda mais com o governo Bolsonaro. Para a burguesia brasileira, Bolsonaro pode sair do governo, desde que se mantenha a pol\u00edtica ultraliberal de destrui\u00e7\u00e3o do poder de compra do sal\u00e1rio, de piora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, de fim dos direitos trabalhistas, de privatiza\u00e7\u00e3o de tudo, de desmonte das pol\u00edticas p\u00fablicas, dos servi\u00e7os p\u00fablicos. Esse \u00e9 um momento hist\u00f3rico em que a gente precisa ousar, que a gente precisa ir al\u00e9m, que a gente precisa confrontar a ofensiva burguesa com uma ofensiva popular que debata de maneira radical os problemas fundamentais do nosso povo e apresente uma alternativa radical. Sim, radical! Que v\u00e1 at\u00e9 a raiz do problema. Precisamos enfrentar esse nosso advers\u00e1rio de classe e enfrentar para vencer. O futuro que a gente sonha precisa ser constru\u00eddo hoje. Se a gente n\u00e3o construir, a gente vai ser obrigado a viver essa longa noite neoliberal por muitos e muitos anos. Uma noite de destrui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e da classe trabalhadora, com fome, mis\u00e9ria, desesperan\u00e7a e viol\u00eancia para todos os lados.<\/p>\n<p><strong>J\u00falia Rocha &#8211; Em um discurso bastante despolitizado, uma fra\u00e7\u00e3o significativa da esquerda liberal brasileira segue se espantando com a exist\u00eancia do tal pobre de direita. Aquela trabalhadora, aquele trabalhador pobre, cheio de dificuldades cotidianas relacionadas ao desamparo e ao abandono do estado mas que vota em candidatos de direita, em nada comprometidos com as pautas da classe trabalhadora. Como voc\u00ea e outros militantes da esquerda radical pensam que deve ser o di\u00e1logo com essa parcela da popula\u00e7\u00e3o? Enfim, quais as estrat\u00e9gias para politizar o debate que se faz com a classe trabalhadora?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jones:<\/strong> \u201cEu penso que esse discurso do \u201cpobre de direita\u201d \u00e9 despolitizante. A classe trabalhadora n\u00e3o \u00e9 obrigatoriamente revolucion\u00e1ria ou obrigatoriamente de esquerda. A classe trabalhadora tem suas contradi\u00e7\u00f5es estruturais com o capitalismo. Ela \u00e9 explorada e desumanizada nesse sistema, nesse modo de produzir e reproduzir a vida, sim, mas a consci\u00eancia pol\u00edtica da classe trabalhadora depende do trabalho pol\u00edtico da vanguarda revolucion\u00e1ria que atua a partir de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias. Parece uma tautologia mas a consci\u00eancia de classe dos trabalhadores depende da pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica junto a classe trabalhadora. \u00c9 muito c\u00f4modo para certos setores da esquerda liberal usar esse espantalho do pobre de direita, considerando que nos \u00faltimos anos deixaram de fazer um trabalho de base adequado, deixaram de fazer a disputa pol\u00edtica e trataram o trabalhador como apenas um eleitor. E o eleitor muda muito mais de posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na din\u00e2mica eleitoral do que o trabalhador com consci\u00eancia pol\u00edtica, que segue um projeto pol\u00edtico consistente, com come\u00e7o, meio e fim, com t\u00e1tica e estrat\u00e9gia. Eu acho que esse di\u00e1logo com a classe trabalhadora a gente vem conseguindo fazer no dia a dia. Engels colocava que a luta de classes se dividia em 3 frentes: a luta econ\u00f4mica, a luta pol\u00edtica e a luta ideol\u00f3gica. A gente vem fazendo um trabalho cada vez mais forte de comunica\u00e7\u00e3o, de difus\u00e3o do marxismo, de batalha das ideias que vem dando muito resultado, vem fortalecendo a presen\u00e7a no sindicalismo, nos movimentos populares de luta por moradia, de reivindica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, de combate ao aumento do custo de vida e vem, cada vez mais, nos diversos ramos de atua\u00e7\u00e3o que a gente tem, nas diversas frentes que a gente se organiza, pautando uma perspectiva de conquista do poder pol\u00edtico. A gente vem fazendo uma disputa pol\u00edtica por um caminho estrat\u00e9gico da revolu\u00e7\u00e3o brasileira. Isso vem dando resultado a olhos vistos. Basta olhar para o crescimento da UJC &#8211; Uni\u00e3o da Juventude Comunista, que \u00e9 a juventude do PCB, para o crescimento do pr\u00f3prio partido e da ades\u00e3o \u00e0s ideias marxistas. O marxismo hoje \u00e9 cada vez mais popular e circula cada vez mais em v\u00e1rios setores da juventude e da classe trabalhadora. Claro que ainda estamos longe do ideal. Eu sempre brinco que Pernambuco tem 10 milh\u00f5es de habitantes. No dia que a gente tiver 1 milh\u00e3o de comunistas organizados em Pernambuco, a\u00ed eu fico feliz, por que a gente vai ter chegado num padr\u00e3o ideal. Estamos ainda longe do necess\u00e1rio mas \u00e9 um trabalho que vem avan\u00e7ando, vem crescendo a partir das iniciativas militantes que est\u00e3o realmente trazendo cada vez mais pessoas com disposi\u00e7\u00e3o para lutar pela Revolu\u00e7\u00e3o brasileira.\u201d<\/p>\n<p><strong>J\u00falia Rocha &#8211; Jones, muito obrigada pelo seu tempo e pela sua disponibilidade. fique \u00e0 vontade para deixar uma mensagem final a quem nos acompanhou na leitura dessa entrevista at\u00e9 aqui:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jones:<\/strong> \u201cJ\u00falia, embora a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira n\u00e3o esteja no horizonte imediato, ela \u00e9 um projeto a ser constru\u00eddo hoje, por milh\u00f5es de m\u00e3os de jovens, de mulheres, negros e negras, pelo povos do campo, pelo povos da floresta, enfim por todos os explorados e oprimidos. J\u00e1 tivemos v\u00e1rias provas de que o Capitalismo n\u00e3o \u00e9 capaz de solucionar os problemas fundamentais do povo trabalhador de forma universal e duradoura. <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/ecoa\/reportagens-especiais\/alimentacao-mapa-da-fome\/\">O Brasil sai do mapa da fome<\/a> e depois de 5 anos, volta. O Brasil coloca os jovens na universidade, mas depois de 6 ou 7 anos o que se v\u00ea \u00e9 a evas\u00e3o porque esses jovens n\u00e3o conseguem se manter nos seus cursos. E os que se formam n\u00e3o conseguem emprego. A Revolu\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o \u00e9 algo ut\u00f3pico, n\u00e3o \u00e9 algo distante, fora da realidade. A luta pela Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira \u00e9 fruto de uma an\u00e1lise da realidade concreta que traz consigo a compreens\u00e3o de que o capitalismo n\u00e3o oferece sa\u00eddas ou alternativas para humanidade. E a partir disso, nas lutas di\u00e1rias, n\u00f3s vamos levantando as bandeiras hist\u00f3ricas da nossa classe, vai defendendo as pol\u00edticas p\u00fablicas, vai resistindo \u00e0s ofensivas do neoliberalismo e da burguesia brasileira para construir a emancipa\u00e7\u00e3o da povo. Nessa elei\u00e7\u00e3o para o governo do estado de Pernambuco n\u00f3s vamos levantar esse debate a partir das condi\u00e7\u00f5es concretas da luta de classes no nosso estado. Queremos fazer o debate sobre os problemas que a classe trabalhadora pernambucana e brasileira enfrenta e usar o espa\u00e7o eleitoral n\u00e3o s\u00f3 para buscar vencer as elei\u00e7\u00f5es mas para ganhar mentes e cora\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o dessa transforma\u00e7\u00e3o radical e da emancipa\u00e7\u00e3o verdadeira do povo brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28254\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"Esse espantalho do pobre de direita \u00e9 muito c\u00f4modo para a esquerda liberal.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[10],"tags":[219],"class_list":["post-28254","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s19-opiniao","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7lI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}