{"id":2834,"date":"2012-05-11T16:37:50","date_gmt":"2012-05-11T16:37:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2834"},"modified":"2012-05-11T16:37:50","modified_gmt":"2012-05-11T16:37:50","slug":"mp-diz-que-venda-da-delta-e-ilegal-e-imoral-e-abre-inquerito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2834","title":{"rendered":"MP diz que venda da Delta \u00e9 ilegal e imoral, e abre inqu\u00e9rito"},"content":{"rendered":"\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal do Rio de Janeiro pediu abertura de inqu\u00e9rito civil p\u00fablico para apurar poss\u00edvel irregularidades na venda da Delta Constru\u00e7\u00f5es, investigada por fraudes e alvo da CPI do Cachoeira, ao grupo J&amp;F Holding. Para o procurador regional da Rep\u00fablica N\u00edvio de Freitas Silva Filho, a participa\u00e7\u00e3o de 31,4% do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) na JBS S.A., principal empresa controleda pela holding, motivo para que o caso seja apurado &#8220;com urg\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Caso se concretize esse neg\u00f3cio, por for\u00e7a de sua participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria no grupo JBS, o BNDES, em evidente afronta aos princ\u00edpios da legalidade e moralidade, ir\u00e1 inexoravelmente participar de empresa sobre a qual recaem not\u00edcias da pr\u00e1tica de graves ilicitudes e que se sujeita a ser declarada inid\u00f4nea para contratar com o poder p\u00fablico &#8211; diz Silva Filho.<\/p>\n<p>Segundo Nivio de Freitas, \u00e9 necess\u00e1rio garantir que os dirigentes da &#8220;Delta n\u00e3o fujam da responsabilidade patrimonial da empresa pelos eventuais danos causados, transferindo-os ao credor&#8221;, ou seja, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e evitar que o BNDES continue a fazer empr\u00e9stimos a uma empresa que &#8220;sujeita-se a ser declarada inid\u00f4nea para contratar com o poder p\u00fablico&#8221;, como afirma no of\u00edcio solicitando a investiga\u00e7\u00e3o, a que O GLOBO teve acesso. A Delta afirmou que as perguntas deveriam ser endere\u00e7adas \u00e0 J&amp;F, que est\u00e1 assumindo a empresa. A J&amp;F n\u00e3o se pronunciou sobre a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Queremos garantir que o BNDES n\u00e3o venha a aportar, por vias transversas, recursos que sejam usados para a compra da Delta &#8211; afirma Silva Filho. O procurador que assumir o caso poder\u00e1 pedir, em car\u00e1ter liminar, a suspens\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o, fazer uma recomenda\u00e7\u00e3o ao banco para que n\u00e3o sejam realizadas novas opera\u00e7\u00f5es, bem como pedir a indisponibilidade dos bens dos investigados &#8211; explica.<\/p>\n<p>Procurador questiona Delta<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o da Delta para abandonar os cons\u00f3rcios respons\u00e1veis pelas obras do est\u00e1dio do Maracan\u00e3 &#8211; que est\u00e1 sendo preparado para receber jogos da Copa de 2014 &#8211; e da Transcarioca &#8211; corredor exclusivo de \u00f4nibus que ligar\u00e1 a Zona Norte \u00e0 Zona Oeste da capital &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 colocada sob suspeita pelo procurador regional.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 inusitado que a Delta, atuando de forma completamente at\u00edpica, tenha vindo a se retirar do cons\u00f3rcio respons\u00e1vel pelas obras da Transcarioca e do Maracan\u00e3, abrindo m\u00e3o de expressivas receitas, ao passo que construtoras do mesmo porte buscam acumular contratos p\u00fablicos &#8211; afirma ele, que no documento ressalta que a atua\u00e7\u00e3o da Delta vinha sendo exatamente oposta, ou seja, de buscar mais contratos, o que aponta para uma decis\u00e3o tomada fora da diretoria da construtora, por &#8220;poderosos elementos ex\u00f3genos&#8221;.<\/p>\n<p>A Delta tinha 30% de participa\u00e7\u00e3o no cons\u00f3rcio que cuida da reforma do Maracan\u00e3, junto com Odebrecht Infraestrutura (49%) e a Andrade Gutierrez (21%). As obras est\u00e3o or\u00e7adas em R$ 859 milh\u00f5es. Na Transcarioca, a Delta detinha 42% de participa\u00e7\u00e3o, junto com a Andrade Gutierrez (58%), em contrato no valor de R$ 798,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O procedimento ser\u00e1 instaurado no Rio, onde est\u00e1 instalada a sede da Delta, e ser\u00e1 levado adiante pela \u00e1rea de Patrim\u00f4nio &#8211; a mesma respons\u00e1vel por suspender no ano passado um outro inqu\u00e9rito civil p\u00fablico para investigar a compra de R$ 3,5 bilh\u00f5es em deb\u00eantures (t\u00edtulo emitido por empresas em troca de empr\u00e9stimos) da JBS pelo BNDES, que acabou sendo arquivado.<\/p>\n<p>O procurador da \u00e1rea, Carlos Alberto Bermond Natal, informou que o arquivamento est\u00e1 sendo avaliado pelo MPF em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&#8211; A opera\u00e7\u00e3o realizada pelo BNDES estava de acordo com a Pol\u00edtica de Desenvolvimento Produtivo estabelecida pelo Governo Federal, da qual o BNDES \u00e9 uma das ag\u00eancias estatais coordenadoras, e que a situa\u00e7\u00e3o financeira da JBS e quando da subscri\u00e7\u00e3o pela BNDESPAR n\u00e3o era falimentar como constou da representa\u00e7\u00e3o &#8211; diz o procurador.<\/p>\n<p>A Delta n\u00e3o quis se pronunciar sobre as investiga\u00e7\u00f5es. A dire\u00e7\u00e3o da J&amp;F Holding , por sua vez, n\u00e3o quis comentar a apura\u00e7\u00e3o. A dire\u00e7\u00e3o da J&amp;F Holding deve anunciar hoje o nome do novo presidente da Delta Constru\u00e7\u00f5es. A holding informou que, mesmo com a mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o, a Delta Constru\u00e7\u00f5es continuar\u00e1 a disputar, em respeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente, licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Depois de ca\u00edrem 4,53% na ter\u00e7a-feira, quando foi anunciada a compra da Delta, as a\u00e7\u00f5es ON da JBS, principal empresa do grupo J&amp;F na holding, fecharam a quinta-feira em alta de 0,56% na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), cotadas a R$ 7,14.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito cai com arrocho de bancos e menor demanda<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A economia brasileira n\u00e3o est\u00e1 deslanchando porque um dos canais de transmiss\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, o cr\u00e9dito, est\u00e1 comprometido &#8211; est\u00e1 crescendo menos. E \u00e9 dif\u00edcil encontrar culpados no atual cen\u00e1rio. De um lado, a renda dispon\u00edvel de uma parcela substantiva da popula\u00e7\u00e3o diminuiu; de outro, os bancos se tornaram mais seletivos. O governo age, mas a mobiliza\u00e7\u00e3o dos bancos p\u00fablicos n\u00e3o \u00e9 suficiente para bancar a necessidade de financiamento da economia. \u00c9 inquestion\u00e1vel, por\u00e9m, que a press\u00e3o ajuda a colocar dinheiro na rua.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a de padr\u00e3o no consumo, especialmente da classe C, vem tendo um impacto importante na evolu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito &#8211; para o bem e para o mal. O destino da renda dessa massa de brasileiros, antes destinada basicamente a despesas com \u00e1gua, luz, telefone e aluguel, mudou drasticamente nos \u00faltimos anos. Parte da renda das fam\u00edlias passou a ser drenada para bens de consumo considerados intang\u00edveis. \u00c9 a despesa com telefone celular, internet, TV por assinatura, mensalidade de escolas e faculdades privadas e passagens a\u00e9reas. Novos h\u00e1bitos, novos custos. E o resultado \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da capacidade de endividamento.<\/p>\n<p>&#8220;O sobre-endividamento das fam\u00edlias brasileiras n\u00e3o existe. O que existe \u00e9 uma renda dispon\u00edvel menor, consumida tamb\u00e9m pela infla\u00e7\u00e3o elevada, sobretudo, nos gastos com servi\u00e7os&#8221;, comenta a fonte de um banco privado. O Valor conversou com tr\u00eas executivos da alta c\u00fapula de tr\u00eas bancos, sendo dois deles privados e um p\u00fablico. Um problema de demanda \u00e9 citado por todos eles para explicar, pelo menos parcialmente, o ritmo mais lento do crescimento do cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Para os bancos, a diminui\u00e7\u00e3o da renda dos clientes virou pesadelo. E as institui\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a colher frutos amargos dos maci\u00e7os financiamentos de ve\u00edculos contratados entre 2009 e 2010, quando o pa\u00eds se defendia do risco de capotar com a crise financeira internacional.<\/p>\n<p>Se at\u00e9 poucos meses atr\u00e1s os bancos aprovavam sete pedidos de cr\u00e9dito para aquisi\u00e7\u00e3o de bens de consumo (incluindo autom\u00f3veis) em cada dez pedidos, agora passaram a aprovar cinco &#8211; procedimento que o setor banc\u00e1rio n\u00e3o v\u00ea como represamento de recursos, mas como cautela com o aumento do risco e da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>O cuidado \u00e9 consequ\u00eancia da trombada que grandes bancos levaram no financiamento de ve\u00edculos para pessoas f\u00edsicas de baixa renda, o que levou os bancos a mudar o perfil das opera\u00e7\u00f5es. A estrutura de financiamento de autom\u00f3veis vigente at\u00e9 2009, de entrada de 20% a 30% do valor total e parcelamento em at\u00e9 36 meses, passou a ser de financiamento de 100% do bem com presta\u00e7\u00f5es dilu\u00eddas em at\u00e9 72 meses. Entra aqui o lado da oferta de cr\u00e9dito mais retra\u00edda.<\/p>\n<p>O resultado desse posicionamento agressivo de grandes institui\u00e7\u00f5es no financiamento de ve\u00edculos j\u00e1 foi escancarado nos balan\u00e7os dos bancos, que mostraram a prolifera\u00e7\u00e3o das provis\u00f5es para devedores duvidosos, com o consequente encolhimento dos lucros. Executivos de bancos estimam que 50% do aumento da inadimpl\u00eancia vem do segmento de ve\u00edculos financiados entre 2009 e 2010. Para correr atr\u00e1s do preju\u00edzo, ag\u00eancias de cobran\u00e7a relatam que tem prevalecido entre os bancos uma orienta\u00e7\u00e3o para que as ag\u00eancias deem mais \u00eanfase na renegocia\u00e7\u00e3o de contratos, no lugar da retomada do ve\u00edculo, gra\u00e7as a queda no pre\u00e7o dos carros usados.<\/p>\n<p>A maioria dos revendedores de carros est\u00e1 pessimista com a nova pol\u00edtica de cr\u00e9dito mais r\u00edgida adotada pelos bancos. O Valor conversou com seis revendedores de diferentes capitais e todos afirmaram que os financiamentos de 60 meses est\u00e3o cada vez mais escassos. A prefer\u00eancia \u00e9 pelo prazo de 48 meses. A exig\u00eancia de 20% de entrada &#8211; no m\u00ednimo &#8211; \u00e9 tamb\u00e9m terminante.<\/p>\n<p>Mas as fam\u00edlias est\u00e3o retomando &#8220;devagarzinho&#8221; os financiamentos, inclusive de autom\u00f3veis. &#8220;Havia uma distor\u00e7\u00e3o no financiamento sem entrada. Agora, as pessoas continuam querendo consumir, mas \u00e9 preciso um tempo para que elas poupem e, por exemplo, consigam dar a entrada em um carro. Acredito que estamos nesse per\u00edodo de cria\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a&#8221;, diz o presidente de um banco de m\u00e9dio porte com foco em consumo.<\/p>\n<p>Um outro executivo de um grande banco privado alerta para o risco de leituras equivocadas ou exageradas dos sinais emitidos no mercado de cr\u00e9dito. &#8220;O desempenho da economia brasileira \u00e9 sazonalmente mais fraco no primeiro trimestre de cada ano. Mas a economia vai deslanchar no segundo semestre. E tamb\u00e9m contribui para isso o fato de os bancos, que apanharam com as carteiras de ve\u00edculos, equacionarem os seus problemas, o que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo&#8221;, acrescenta a fonte, que ressalta a import\u00e2ncia do salto que o cr\u00e9dito deu no Brasil em dez anos.<\/p>\n<p>&#8220;O cr\u00e9dito dobrou em propor\u00e7\u00e3o do PIB. Se a economia brasileira est\u00e1 sendo 50% financiada por recursos banc\u00e1rios, \u00e9 razo\u00e1vel esperar que a expans\u00e3o das carteiras passe a ocorrer em ritmo menor. E isso \u00e9 saud\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 para o sistema banc\u00e1rio, mas para o pa\u00eds. \u00c9 um engano imaginar ser poss\u00edvel sustentar um ritmo de expans\u00e3o de cr\u00e9dito de 20% ou 30% ao ano. O cr\u00e9dito no Brasil est\u00e1 crescendo ao ritmo de 17%, 18% ao ano e isso \u00e9 muito relevante&#8221;, diz o interlocutor, que v\u00ea o PIB crescendo mais de 4% neste ano e certamente al\u00e9m desse percentual em 2013.<\/p>\n<p>\u00c9 pouco prov\u00e1vel que quem comprou um carro no ano passado e ainda est\u00e1 pagando a presta\u00e7\u00e3o volte a comprar outro neste ano. &#8220;H\u00e1 um esgotamento do ciclo de consumo de bens dur\u00e1veis no Brasil. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Por isso tamb\u00e9m parte do cr\u00e9dito cresce mais lentamente&#8221;, diz o vice-presidente de um banco p\u00fablico.<\/p>\n<p>Por outro lado, na ponta das empresas a perspectiva de expans\u00e3o da atividade no Brasil deve incentivar tamb\u00e9m a demanda por cr\u00e9dito. Isso n\u00e3o vir\u00e1, por\u00e9m, de qualquer empresa. As grandes corpora\u00e7\u00f5es ou as de m\u00e9dio porte financeiramente robustas t\u00eam acessado cada vez menos as linhas de cr\u00e9dito banc\u00e1rio, dando prefer\u00eancia \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de recursos no mercado de capitais, com emiss\u00f5es de t\u00edtulos de renda fixa ou emiss\u00f5es externas. Esse segmento est\u00e1 bem resolvido.<\/p>\n<p>A demanda por cr\u00e9dito banc\u00e1rio \u00e9 titubeante entre as micro, pequenas e m\u00e9dias, principalmente, vinculadas ao setor industrial. E, nesse caso, o problema \u00e9 de competi\u00e7\u00e3o do setor, que est\u00e1 enfraquecido, e n\u00e3o falta de cr\u00e9dito. Em contraponto, as micro, pequenas e m\u00e9dias do setor de servi\u00e7os mant\u00eam interesse firme por linhas banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>O problema que elas t\u00eam encontrado \u00e9 de outra ordem. &#8220;Tem sobrado cr\u00e9dito para as boas empresas e faltado para as menores&#8221;, diz o presidente de um banco m\u00e9dio que atende empresas. &#8220;As pequenas empresas est\u00e3o sofrendo mais com a alta da m\u00e3o de obra e a redu\u00e7\u00e3o da informalidade. Logo, as margens delas est\u00e3o mais apertadas&#8221;, diz o executivo. Ao longo do ano passado, ao sentir uma inadimpl\u00eancia maior entre as companhias menores, diversos bancos de m\u00e9dio porte optaram por direcionar seus desembolsos para empresas maiores. Isso explica o fato de as a\u00e7\u00f5es de Banco do Brasil e Caixa, por exemplo, terem foco nas pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/p>\n<p>O Banco Central, lembra um executivo de um banco de fomento, tamb\u00e9m vem for\u00e7ando os bancos a aumentarem os n\u00edveis de provis\u00e3o para o cr\u00e9dito dado, principalmente entre as m\u00e9dias empresas. Entre ter de separar em seu balan\u00e7o mais milh\u00f5es para um cr\u00e9dito de qualidade inferior e n\u00e3o dar o empr\u00e9stimos, muitos bancos t\u00eam optado pela segunda alternativa.<\/p>\n<p>Em meio ao cen\u00e1rio de inadimpl\u00eancia crescente, a estrat\u00e9gia dos bancos tamb\u00e9m tem sido se refugiar em linhas mais seguras de empr\u00e9stimos e financiamentos. &#8220;Continuaremos privilegiando as linhas de menor risco, que exijam garantias&#8221;, diz o vice-presidente de um grande banco privado. \u00c9 o caso do financiamento imobili\u00e1rio, que em tempos de juros altos era o &#8220;patinho feio&#8221; dentro dos bancos. Uma institui\u00e7\u00e3o privada de grande porte, por exemplo, prev\u00ea que daqui a dois ou tr\u00eas anos, a carteira de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e de cart\u00e3o de cr\u00e9dito fiquem do mesmo tamanho. (Leia mais nas p\u00e1ginas C3, C9, C15 e C16)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para mercado, discurso de Tombini sugere corte maior na Selic<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Mensagens importantes foram transmitidas pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em discurso de abertura do Semin\u00e1rio Anual de Metas para a Infla\u00e7\u00e3o, ontem, no Rio. Ele chamou a aten\u00e7\u00e3o sobre as v\u00e1rias mudan\u00e7as produzidas no p\u00f3s-crise global para os Bancos Centrais, na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, e a avalia\u00e7\u00e3o dessa nova fase alertou alguns agentes do mercado. Ressaltou a necessidade de maior transpar\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o dos Banco Centrais, para evitar interpreta\u00e7\u00f5es extremas e mencionou a &#8220;grande vari\u00e2ncia no cen\u00e1rio internacional&#8221;, que piorou substancialmente nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>Trechos do pronunciamento foram interpretados como um sinal de que o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), no dia 30, pode deixar de lado a &#8220;parcim\u00f4nia&#8221; que est\u00e1 na \u00faltima ata, e baixar a Selic em mais 0,75 ponto percentual, para 8,25% ao ano.<\/p>\n<p>Tombini disse que a crise deixou clara a necessidade de os Bancos Centrais serem menos herm\u00e9ticos, mais transparentes, na sua comunica\u00e7\u00e3o. Alguns BCs, antes mesmo da crise, j\u00e1 haviam migrado para uma comunica\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita sobre a evolu\u00e7\u00e3o quantitativa projetada de suas taxas b\u00e1sicas de juros. &#8220;N\u00e3o se trata apenas de fortalecer os mecanismos de forma\u00e7\u00e3o de expectativas dos agentes, mas tamb\u00e9m de evitar que interpreta\u00e7\u00f5es com vari\u00e2ncia excessiva possam afetar o funcionamento dos mercados&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O agravamento mais recente das condi\u00e7\u00f5es da economia global est\u00e1 no centro das preocupa\u00e7\u00f5es do BC. &#8220;Basta observar a rapidez com a qual se modificou nas \u00faltimas semanas a perspectiva de crescimento nos EUA, a probabilidade de resolu\u00e7\u00e3o da crise na zona do euro ou at\u00e9 os dados, por vezes contradit\u00f3rios, sobre o pouso suave na China&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Diante de grandes incertezas, os Bancos Centrais t\u00eam procurado ser mais expl\u00edcitos em suas comunica\u00e7\u00f5es, reiterou o presidente do BC, salientando que essas v\u00eam &#8220;acompanhadas com uma repetida mensagem de que esses indicativos sempre est\u00e3o condicionados ao conjunto de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edvel a cada momento&#8221;. Ocorre que atualmente essas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais vol\u00e1teis, o que resulta na necessidade da autoridade monet\u00e1ria ajustar-se com maior frequ\u00eancia aos desdobramentos do cen\u00e1rio existente, ponderou.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, ao benef\u00edcio de uma maior transpar\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o se contrap\u00f5em mudan\u00e7as mais frequentes nas sinaliza\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o penso que por conta disso vamos ou devemos retornar ao hermetismo do passado ou a um estilo de comunica\u00e7\u00e3o que permanece em generalidades e perde em precis\u00e3o. Nesse momento de transi\u00e7\u00e3o, esse &#8220;trade-off&#8221; apenas tende a acarretar um custo reputacional um pouco maior para os Bancos Centrais.&#8221;<\/p>\n<p>Essas declara\u00e7\u00f5es levaram agentes do mercado \u00e0 leitura de que o Copom pode prosseguir no corte maior da Selic, de 0,75 ponto percentual e n\u00e3o 0,5 ponto percentual como induzia a \u00faltima ata.<\/p>\n<p>A Europa voltou para a beira do abismo; a perda de dinamismo da economia chinesa amea\u00e7a o crescimento daquele pa\u00eds e os \u00faltimos dados de com\u00e9rcio exterior, com queda pronunciada da taxa de crescimento das exporta\u00e7\u00f5es e das importa\u00e7\u00f5es, foram especialmente ruins. Os Estados Unidos n\u00e3o reagem e ontem o presidente do Banco Central da Holanda, Klaas Knot, falou em &#8220;d\u00e9cada perdida&#8221; para a Europa.<\/p>\n<p>Tombini discorreu, tamb\u00e9m, sobre a complexa rela\u00e7\u00e3o entre estabilidade de pre\u00e7os e estabilidade financeira e da revis\u00e3o sobre a caixa de ferramentas dos bancos centrais no debate p\u00f3s- crise. Disse que o regime de metas para a infla\u00e7\u00e3o continua sendo o melhor arcabou\u00e7o de pol\u00edtica monet\u00e1ria, mas que isso n\u00e3o impede aperfei\u00e7oamentos a partir das li\u00e7\u00f5es da crise. &#8220;Como, por exemplo, incorporando nos modelos macroecon\u00f4micos informa\u00e7\u00f5es sobre o segmento financeiro, inclusive sobre pre\u00e7os de ativos, bem como sobre pol\u00edtica fiscal&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Dos debates surge &#8220;um pragmatismo&#8221;, dois instrumentos para dois objetivos. A pol\u00edtica monet\u00e1ria deve assegurar a estabilidade de pre\u00e7os e as pol\u00edticas micro e macroprudenciais devem assegurar a estabilidade financeira. &#8220;Contudo, n\u00e3o podemos ignorar que suas a\u00e7\u00f5es, seus objetivos e seus impactos apresentam fortes interconex\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas est\u00e3o pessimistas com Petrobras<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>As expectativas para aos resultados da Petrobras no primeiro trimestre de 2012 n\u00e3o s\u00e3o as melhores. A m\u00e9dia das proje\u00e7\u00f5es dos analistas indica queda de 27% no lucro l\u00edquido, para R$ 7,98 bilh\u00f5es, e de 10,8% no Ebitda, para R$ 14,36 bilh\u00f5es. O balan\u00e7o, que deveria ser divulgado hoje ap\u00f3s o fechamento do mercado, foi adiado para ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Esse desempenho deve aparecer apesar de aumento de 20,2% previsto para a receita l\u00edquida, que deve ficar em torno de R$ 65,26 bilh\u00f5es, segundo estimativa de cinco corretoras que acompanham a companhia: Credit Suisse, J.P. Morgan, Ita\u00fa BBA, \u00c1gora e Deutsche Bank<\/p>\n<p>Entre as proje\u00e7\u00f5es usadas como base pelo Valor, a do J.P. Morgan \u00e9 a mais pessimista. O banco espera uma receita de R$ 65,88 bilh\u00f5es, Ebitda de R$ 13,3 bilh\u00f5es e lucro de R$ 6,8 bilh\u00f5es, que os analistas da institui\u00e7\u00e3o admitem estar abaixo do consenso do mercado.<\/p>\n<p>Os analistas Emerson Leite e Andre Sobreira, do Credit Suisse, ressaltaram que o resultado do primeiro trimestre ser\u00e1 importante principalmente porque &#8220;vai proporcionar um melhor quadro de refer\u00eancia&#8221; para o mercado avaliar a capacidade de a Petrobras gerar valor.<\/p>\n<p>&#8220;O quarto trimestre [de 2011] foi muito fraco, mas uma s\u00e9rie de efeitos n\u00e3o recorrentes (impairment, deprecia\u00e7\u00e3o de ativos, mudan\u00e7as na forma de contabilizar os resultados das joint ventures, estoques formados no exterior e, ainda, o efeito cambial sobre os custos) tornou dif\u00edcil conciliar os n\u00fameros com a performance verdadeira do neg\u00f3cio&#8221;, diz o Credit Suisse em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O banco su\u00ed\u00e7o espera receita de R$ 67 bilh\u00f5es para a estatal, Ebitda de R$ 14,4 bilh\u00f5es e lucro l\u00edquido de R$ 8,7 bilh\u00f5es. Os n\u00fameros t\u00eam como base a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1vel no primeiro trimestre, apesar de o banco considerar preocupante a queda de 5% na produ\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro, e pre\u00e7os internos de derivados ligeiramente maiores no trimestre, refletindo aumentos de 10% e 2% na gasolina e diesel, respectivamente, que s\u00f3 tiveram impacto nos \u00faltimos dois meses do ano passado.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa BBA prev\u00ea que a companhia vai registrar um lucro l\u00edquido de R$ 7,78 bilh\u00f5es no primeiro trimestre, 29% abaixo dos R$ 10,98 bilh\u00f5es registrados no mesmo per\u00edodo de 2011. Como ressaltam os analistas do Ita\u00fa BBA, a receita l\u00edquida dever\u00e1 ficar em R$ 65,38 bilh\u00f5es, 19% acima da registrada no primeiro trimestre de 2011, mas, apesar do aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, igual \u00e0 do quarto trimestre.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, os analistas do Ita\u00fa BBA destacam que, como consequ\u00eancia dos pre\u00e7os elevados do petr\u00f3leo, os mesmos fatores que afetaram o resultado do quarto trimestre est\u00e3o mantidos no primeiros tr\u00eas meses de 2012. Entre os pontos destacados est\u00e3o pagamentos mais elevados de participa\u00e7\u00f5es governamentais (royalties e participa\u00e7\u00e3o especial) e as despesas com importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo bruto e gasolina. Menores importa\u00e7\u00f5es de diesel no per\u00edodo, por outro lado, v\u00e3o compensar em parte os aumentos das despesas.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do Ita\u00fa BBA \u00e9 que o Ebitda da companhia seja de R$ 14,5 bilh\u00f5es, 10% abaixo do apurado no mesmo trimestre de 2011 e 6% acima dos R$ 13,66 bilh\u00f5es do quarto trimestre. O aumento em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre de 2011 se deve \u00e0 aus\u00eancia de itens n\u00e3o recorrentes. &#8220;Esperamos este resultado para confirmar a recorr\u00eancia dos itens que afetaram os resultados no quarto trimestre&#8221;, afirmam os analistas do Ita\u00fa.<\/p>\n<p>O Credit Suisse ressalta ainda que v\u00e3o contribuir para o melhor resultado o consumo est\u00e1vel de combust\u00edveis, que permitiu uma queda de 27% nas importa\u00e7\u00f5es de diesel, e tamb\u00e9m o aumento de 8,5% no pre\u00e7o do petr\u00f3leo em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre, que melhora o pre\u00e7o de venda da estatal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Crise global desacelera com\u00e9rcio exterior chin\u00eas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio exterior da China cresceu no m\u00eas passado bem abaixo do projetado por analistas, o que colocou em evid\u00eancia a an\u00eamica recupera\u00e7\u00e3o global e a fragilidade da demanda da segunda maior economia do mundo. Os dados surpreenderam negativamente os mercados e provocaram queda na maioria das bolsas asi\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Depois de uma expans\u00e3o de 8,9% em mar\u00e7o, as exporta\u00e7\u00f5es chinesas desaceleraram e tiveram alta de 4,9% em abril, pouco mais da metade dos 8,5% esperados por analistas, segundo levantamentos realizados pelas ag\u00eancias Bloomberg e Reuters.<\/p>\n<p>Na m\u00e3o contr\u00e1ria, as importa\u00e7\u00f5es tiveram alta de apenas 0,3%, bem abaixo da previs\u00e3o de alta de 11% dos especialistas. Em mar\u00e7o, a expans\u00e3o havia sido de 5,3%, sempre em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A fraca demanda chinesa fez com que o super\u00e1vit comercial do pa\u00eds atingisse US$ 18,4 bilh\u00f5es em abril, mais de tr\u00eas vezes os US$ 5,4 bilh\u00f5es do m\u00eas anterior. Os analistas esperavam uma cifra de US$ 10,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Wang Tao, economista-chefe para a China do banco USB, houve queda nas importa\u00e7\u00f5es de componentes usados na montagem de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e na de bens de capital, o que sugere enfraquecimento dos investimentos no setor manufatureiro.<\/p>\n<p>Mas, dentro do cen\u00e1rio sombrio, a demanda por commodities se manteve s\u00f3lida, provavelmente em raz\u00e3o dos investimentos oficiais em casas populares e infraestrutura, avaliou Wang.<\/p>\n<p>As compras de min\u00e9rio de ferro, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil, tiveram expans\u00e3o de 9%, enquanto as importa\u00e7\u00f5es de cobre aumentaram 43% na compara\u00e7\u00e3o com abril de 2011.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es chinesas s\u00e3o afetadas pela recess\u00e3o na Europa e pelo baixo crescimento nos Estados Unidos, os dois principais mercados do pa\u00eds. Os dados de abril mostram que os pa\u00edses emergentes n\u00e3o tiveram f\u00f4lego para compensar a redu\u00e7\u00e3o na demanda das na\u00e7\u00f5es ricas.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de janeiro a abril, as exporta\u00e7\u00f5es chinesas aumentaram 6,9%, para US$ 593,24 bilh\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es tiveram expans\u00e3o de 5,1% e valor de US$ 573,94 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os dirigentes chineses reduziram a meta oficial de crescimento para 2012 de 7,5% para 7%, n\u00famero que \u00e9 visto mais como piso do que como alvo a ser perseguido. Ainda assim, \u00e9 evidente que a segunda maior economia do mundo caminha para uma desacelera\u00e7\u00e3o e deve registrar neste ano crescimento em torno de 8,5%, que seria o mais baixo em uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma decide mudar o comando da Previ<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff decidiu dar um basta \u00e0 disputa de poder entre a c\u00fapula do Banco do Brasil (BB) e a da Previ, o fundo de pens\u00e3o dos funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o. A sa\u00edda encontrada foi determinar a demiss\u00e3o do presidente do fundo, Ricardo Flores, e do vice-presidente da \u00e1rea de governo do BB, Ricardo Oliveira. Segundo avalia\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio do Planalto e da equipe econ\u00f4mica, os dois continuaram conspirando nos bastidores do poder, mesmo ap\u00f3s determina\u00e7\u00e3o de Dilma para encerrar a disputa. O comando da Previ deve ir para um dos vice-presidentes do BB e o cargo de Oliveira deve ser ocupado pelo ex-governador e ex-senador baiano C\u00e9sar Borges, do PR, para acalmar a base aliada.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Aldemir Bendine, permanecer\u00e1 no cargo, porque, na avalia\u00e7\u00e3o do Pal\u00e1cio do Planalto, seguiu \u00e0 risca a recomenda\u00e7\u00e3o da presidente de n\u00e3o colocar mais combust\u00edvel na disputa com a Previ e est\u00e1 fazendo o dever de casa na batalha do governo para reduzir os juros. Depois de uma enxurrada de not\u00edcias negativas que chegaram a amea\u00e7ar sua perman\u00eancia no cargo, Dilma mandou Bendine n\u00e3o dar entrevistas, mesmo as relacionadas \u00e0 queda dos juros, para preserv\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O mais cotado para assumir a Previ \u00e9 o vice-presidente de Finan\u00e7as do BB, Ivan Monteiro. Entretanto, h\u00e1 outros dois nomes na mesa da presidente: Alexandre Abreu, vice-presidente de Varejo, cresceu bastante no conceito de Dilma porque formulou o programa &#8220;Bom pra todos&#8221;, que reduziu os juros. O outro candidato \u00e9 Danilo Angst, vice-presidente que cuida da \u00e1rea de cr\u00e9dito e risco.<\/p>\n<p>Presidente quer blindar o banco e evitar desgastes<\/p>\n<p>O poderoso vice-presidente de Atacado, Rog\u00e9rio Caffarelli, apesar de bem articulado no governo, foi descartado por causa das den\u00fancias de favorecimento \u00e0 filha do ministro da Fazenda, Marina Mantega, no ano passado. Dilma quer blindar o banco em rela\u00e7\u00e3o a outros esc\u00e2ndalos e evitar o desgaste da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cadeira de Ricardo Oliveira foi oferecida ao PR, que indicou o ex-governador e ex-senador baiano C\u00e9sar Borges. Em fevereiro, o cargo j\u00e1 havia sido oferecido ao partido pela ministra de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Ideli Salvatti, quando negociava a participa\u00e7\u00e3o do PR no governo, ap\u00f3s a mudan\u00e7a no Minist\u00e9rio dos Transportes. Na \u00e9poca, o partido recusou a oferta.<\/p>\n<p>Os aliados do PR e o PT da Bahia j\u00e1 foram avisados da inten\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff de indicar o ex-senador C\u00e9sar Borges para assumir o cargo de Ricardo Oliveira no BB. Da It\u00e1lia, o governador da Bahia, Jaques Wagner, fez quest\u00e3o de ligar para alguns parlamentares e avisar que n\u00e3o tinha restri\u00e7\u00f5es ao nome de C\u00e9sar Borges. Da \u00faltima vez que o nome do ex-senador foi inclu\u00eddo na lista para assumir um minist\u00e9rio, atribuiu-se a Wagner a rea\u00e7\u00e3o \u00e0 indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es no BB e na Previ, a presidente Dilma quer p\u00f4r um ponto final na disputa que resultou na demiss\u00e3o do ent\u00e3o vice-presidente de Atacado, Neg\u00f3cios Internacionais e Privite Banking, Allan Toledo, em dezembro passado e continuava nos bastidores. Segundo fontes de governo, o presidente do conselho da institui\u00e7\u00e3o e secret\u00e1rio-executivo do minist\u00e9rio da Fazenda, Nelson Barbosa, recebeu uma mensagem que narrava detalhes do que estaria acontecendo dentro da institui\u00e7\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es eram de que havia uma guerra de dossi\u00eas e espionagem entre os executivos do banco. Para resolver o problema, Dilma decidiu demitir os personagens identificados como protagonistas dos dois lados da disputa.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 nenhum santo nessa hist\u00f3ria &#8211; afirmou um interlocutor da presidente.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o conselho do BB aprovou uma auditoria que sepultou o processo de quebra de sigilo banc\u00e1rio de Allan Toledo. E concluiu que n\u00e3o h\u00e1 provas de qualquer acesso indevido \u00e0 conta do ex-funcion\u00e1rio. A Pol\u00edcia Federal investiga o caso. Toledo concluiu que seu sigilo fora quebrado depois da divulga\u00e7\u00e3o de dados de sua movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Ele recebeu dep\u00f3sitos que somavam quase R$ 1 milh\u00e3o da sua m\u00e3e adotiva. Segundo a explica\u00e7\u00e3o do ex-dirigente, ela teria vendido uma casa ao empres\u00e1rio Wanderley Mantovani, s\u00f3cio do frigor\u00edfico Mafrig, cliente do Banco do Brasil. A opera\u00e7\u00e3o gerou suspeitas de tr\u00e1fico de influ\u00eancias.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o para apurar a suposta quebra de sigilo de Toledo foi comandada pelo diretor de Seguran\u00e7a do BB, Marcos Ricardo Lot, ligado ao vice-presidente Ricardo Oliveira. Nos corredores do BB e nos bastidores do Pal\u00e1cio do Planalto, essa proximidade levantou suspeitas sobre o vazamento de informa\u00e7\u00f5es sigilosas do grupo liderado pelo presidente da Previ, Ricardo Flores, desafeto de Oliveira.<\/p>\n<p>A guerra entre a c\u00fapula do BB e da Previ come\u00e7ou h\u00e1 alguns anos com um acordo entre Bendine e seu ent\u00e3o vice-presidente Ricardo Flores. O pacto era para uma troca futura de cargos: Bendine assumiria a presid\u00eancia da Previ e faria Flores seu sucessor no BB. O vice ganhou proje\u00e7\u00e3o em 2009, quando idealizou v\u00e1rias medidas para combater a crise financeira. Como pr\u00eamio, Flores ganhou a presid\u00eancia da Previ e a inimizade de Bendine e de Oliveira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>IBGE mostra recuo da ind\u00fastria<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>As medidas pontuais de est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o anunciadas pela presidente Dilma Rousseff no m\u00eas passado, como a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento em setores mais prejudicados pela competi\u00e7\u00e3o dos importados, ainda est\u00e3o longe de afastar a crise da ind\u00fastria brasileira. Pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) registrou queda na produ\u00e7\u00e3o industrial, entre fevereiro e mar\u00e7o, em cinco das 14 \u00e1reas analisadas. Na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o do ano passado, metade das regi\u00f5es apresentou recuo.<\/p>\n<p>As maiores quedas ocorreram justamente em localidades de destaque no parque fabril. A produ\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o, ante o mesmo m\u00eas de 2011, caiu 6,2% em S\u00e3o Paulo, 6% em Santa Catarina, 2,4% no Rio de Janeiro, 2,4% no Esp\u00edrito Santo, 1,4% na Regi\u00e3o Nordeste (exceto Bahia, Pernambuco e Cear\u00e1), 0,7% em Minas Gerais e 0,7% na Bahia.<\/p>\n<p>Por outro lado, a atividade avan\u00e7ou, na compara\u00e7\u00e3o anual, em locais como Goi\u00e1s (24,7%) e Paran\u00e1 (15%). Par\u00e1 (5,5%), Rio Grande do Sul (1,5%), Cear\u00e1 (1,3%), Amazonas (0,3%) e Pernambuco (0,1%) tamb\u00e9m apresentaram resultados positivos. Na m\u00e9dia nacional, o recuo foi de 2,1%.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que as localidades em que os \u00edndices ca\u00edram t\u00eam grande peso. S\u00e3o Paulo representa 40% da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional. Minas Gerais, mais de 10%. E a Regi\u00e3o Nordeste tamb\u00e9m \u00e9 muito importante&#8221;, afirmou Fernando Abritta, pesquisador respons\u00e1vel pela levantamento. &#8220;Alguns estados est\u00e3o indo bem. Mas, no geral, a ind\u00fastria est\u00e1 sofrendo&#8221;, observou.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, o ministro de Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou ontem que o maior desafio do Brasil \u00e9 atualizar a ind\u00fastria, com inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, e traz\u00ea-la para o s\u00e9culo 21. &#8220;Temos uma ind\u00fastria s\u00f3lida, poderosa e muito enraizada, cujo desempenho no s\u00e9culo passado foi fundamental para colocar o Brasil na posi\u00e7\u00e3o que tem hoje. Mas essa ind\u00fastria precisa fazer um grande esfor\u00e7o para se tornar contempor\u00e2nea e isso n\u00e3o ser\u00e1 tarefa f\u00e1cil&#8221;, disse, em semin\u00e1rio no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Importados<\/p>\n<p>Para Abritta, entre os fatores que ajudam a explicar os resultados negativos est\u00e3o a concorr\u00eancia dos produtos importados, principalmente chineses, problema que j\u00e1 era sentido pelas empresas nacionais, mas se agravou com a crise financeira que assola a Europa e os Estados Unidos. &#8220;Isso faz com que haja excesso de oferta nas f\u00e1bricas estrangeiras e elas exportam para o Brasil&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Entre fevereiro e mar\u00e7o, as quedas acima da m\u00e9dia nacional (de -0,5%) foram verificadas na Bahia (-1,3%), em Minas Gerais (-0,7%) e em Santa Catarina (-0,7%). Os outros recuos foram registrados em S\u00e3o Paulo (-0,3) e na Regi\u00e3o Nordeste (-0,5%). Por outro lado, os melhores resultados s\u00e3o de Paran\u00e1 (alta 9,8%), Goi\u00e1s (6,7%), Amazonas (6,5%), Rio Grande do Sul (2,6%), Rio de Janeiro (2,5%), Cear\u00e1 (1,9%), Par\u00e1 (0,9%), Pernambuco (0,4%) e Esp\u00edrito Santo (0,3%).<\/p>\n<p>Os piores \u00edndices na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro foram registrados nos setores de equipamentos m\u00e9dico-hospitalares; edi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o; equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o; fumo; e refino de petr\u00f3leo e produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool. Os melhores desempenhos foram nos ramos de ve\u00edculos automotores; m\u00e1quinas para escrit\u00f3rio e equipamentos de inform\u00e1tica; mobili\u00e1rio; e vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;Temos uma ind\u00fastria s\u00f3lida. Mas essa ind\u00fastria precisa fazer um grande esfor\u00e7o para se tornar contempor\u00e2nea e isso n\u00e3o ser\u00e1 tarefa f\u00e1cil&#8221;, afirma Fernando Pimentel, inistro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>As desprotegidas \u00e1reas verdes da Rio+20<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>Alvo de s\u00e9rias cr\u00edticas quanto a um resultado pouco ousado, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu ontem que seria &#8220;excepcional&#8221; se a Rio+20 terminasse com a aprova\u00e7\u00e3o de &#8220;obriga\u00e7\u00f5es&#8221; para todos os pa\u00edses, especialmente nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e consumo sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>A ministra n\u00e3o especificou quais seriam essas obriga\u00e7\u00f5es, mas deixou claro que o padr\u00e3o de consumo dos pa\u00edses desenvolvidos &#8220;n\u00e3o pode ser replicado para todo o planeta&#8221;.<\/p>\n<p>Ao participar no Rio do &#8220;Sustent\u00e1vel 2012: uma agenda para a Rio+20&#8221;, Izabella deixou claro que a maior ousadia do Brasil, como pa\u00eds anfitri\u00e3o da confer\u00eancia, ser\u00e1 garantir que todos os participantes do encontro se sintam inclu\u00eddos no debate:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o adianta promover o crescimento sem reduzir as desigualdades.<\/p>\n<p>Num discurso alinhado com o do Itamaraty, que j\u00e1 se declarou contr\u00e1rio \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) numa ag\u00eancia, como ocorre com outros \u00f3rg\u00e3os das Na\u00e7\u00f5es Unidas, como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), Izabella fez quest\u00e3o de reafirmar a import\u00e2ncia do fortalecimento do conceito de desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quanto ao Pnuma virar uma ag\u00eancia, o embaixador Andr\u00e9 Correa do Lago &#8211; um dos negociadores da Rio+20 na ONU e que tamb\u00e9m esteve ontem no Rio &#8211; deixou claro que, apesar do apoio expl\u00edcito de v\u00e1rios pa\u00edses africanos e mesmo os europeus, a proposta ainda n\u00e3o \u00e9 um consenso.<\/p>\n<p>&#8211; Defendemos o fortalecimento do Pnuma, para torn\u00e1-lo mais efetivo, transparente, mais forte, mas n\u00e3o podemos isol\u00e1-lo numa ag\u00eancia apenas ambiental &#8211; ponderou Correa do Lago, lembrando que, nos \u00faltimos 20 anos, o Brasil vem defendendo nas confer\u00eancias internacionais o fortalecimento do conceito de desenvolvimento sustent\u00e1vel. &#8211; N\u00e3o faz sentido isolar novamente o meio ambiente.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, internamente, o governo vem sendo criticado pelo fato de n\u00e3o existir uma lideran\u00e7a pol\u00edtica que defenda os princ\u00edpios do desenvolvimento sustent\u00e1vel. A falta de subs\u00eddios para promover a pol\u00edtica energ\u00e9tica sustent\u00e1vel \u00e9 outra cobran\u00e7a que ficou evidente durante o &#8220;Sustent\u00e1vel 2012&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Uma das grandes dificuldades que se encontra na quest\u00e3o de efici\u00eancia energ\u00e9tica \u00e9 que n\u00e3o tem um dono. Quanto \u00e0s matrizes, seja biomassa, carv\u00e3o, energia nuclear, os grupos est\u00e3o organizados para defender cada um deles. No caso de efici\u00eancia energ\u00e9tica, ningu\u00e9m \u00e9 contra. Mas n\u00e3o tem um lobbista, no bom sentido da palavra, daquele que v\u00e1 realmente lutar pela causa, porque ela n\u00e3o est\u00e1 associada a nenhum setor que v\u00e1 ter algum ganho. Ent\u00e3o este \u00e9 um papel do governo &#8211; disse Suzana Kahn, subsecret\u00e1ria de Economia Verde do Estado do Rio.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas, o presidente da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente do Senado, Rodrigo Rollemberg, disse que o governo est\u00e1 empenhado redu\u00e7\u00e3o progressiva do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis no mundo:<\/p>\n<p>&#8211; A posi\u00e7\u00e3o defendida pela delega\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 definir uma meta de redu\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Isso dar\u00e1 ao Brasil o diferencial de competitividade.<\/p>\n<p>Ainda durante a plen\u00e1ria, o senador informou que, nos pr\u00f3ximos dias, apresentar\u00e1 \u00e0s comiss\u00f5es um projeto de lei para obrigar o repasse de uma parcela do valor da conta de energia el\u00e9trica \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente. Rollemberg explica que em 2014 est\u00e1 previsto o t\u00e9rmino do contrato de concess\u00e3o de empresas de energia el\u00e9trica no pa\u00eds, tanto de gera\u00e7\u00e3o, como de transmiss\u00e3o e de redistribui\u00e7\u00e3o, o que representaria cerca de 20% do setor. Entre elas, est\u00e1 a estatal Furnas. Na composi\u00e7\u00e3o da tarifa de energia, atualmente uma parte do valor \u00e9 proveniente de amortiza\u00e7\u00e3o de investimentos f\u00edsicos realizados. E, segundo o senador, ao final da concess\u00e3o, eles j\u00e1 teriam sido amortizados, o que permitiria uma redu\u00e7\u00e3o da tarifa.<\/p>\n<p>&#8211; O que estamos definindo \u00e9 que um pequeno percentual do que seria a redu\u00e7\u00e3o seja encaminhado ao fundo do pagamento de servi\u00e7os ambientais, especialmente para \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente rip\u00e1rias (mata ciliar de rios), o que vai garantir quantidade e qualidade da \u00e1gua, que \u00e9 a mat\u00e9ria prima para gerar energia hidrel\u00e9trica &#8211; defendeu.<\/p>\n<p>Ainda segundo Rollemberg, a Fiesp estimou em R$ 30 bilh\u00f5es anuais o valor da redu\u00e7\u00e3o da tarifa, mas n\u00e3o h\u00e1 consenso. Cerca de 3% deste valor poderia ser destinado ao fundo ambiental.<\/p>\n<p>Questionado quanto a um poss\u00edvel esvaziamento da Rio+20, j\u00e1 que alguns l\u00edderes, como a chanceler alem\u00e3 Angela Merkel j\u00e1 avisou que n\u00e3o vir\u00e1, Correa do Lago disse que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de saber se haveria alguma possibilidade de a posi\u00e7\u00e3o da Alemanha mudar, uma vez que os rec\u00e9m eleitos presidentes da Fran\u00e7a, Francois Hollande, e da R\u00fassia, Vladimir Putin, confirmaram presen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2834\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2834","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-JI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}