{"id":28374,"date":"2022-02-03T09:30:36","date_gmt":"2022-02-03T12:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28374"},"modified":"2022-02-11T14:41:50","modified_gmt":"2022-02-11T17:41:50","slug":"uma-psicologa-que-entrelaca-clinica-e-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28374","title":{"rendered":"&#8220;Uma psic\u00f3loga que entrela\u00e7a cl\u00ednica e pol\u00edtica.&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/WhatsApp-Image-2022-02-02-at-12.40.23.jpeg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Entrevista com Marianna Rodrigues para a <a href=\"https:\/\/www.femeh.com\/revista\">Revista Quitinete<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Entrevistador: Matheus Alves de Oliveira, militante no N\u00facleo da UJC no Instituto Federal de Goi\u00e1s<\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Mari Rodrigues, 28 anos, atualmente sec. nacional de movimento LGBT do PCB e tamb\u00e9m integrante da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro. \u00c9 psic\u00f3loga cl\u00ednica e pesquisadora na \u00e1rea de estudos feministas e diversidade sexual e de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>(Revista Quitinete)<\/strong> &#8211; Como se deu a sua milit\u00e2ncia dentro do Movimento Estudantil e LGBT?<\/p>\n<p><strong>(Marianna Rodrigues) &#8211; 1.<\/strong> <strong>Como comecei na milit\u00e2ncia do movimento estudantil e LGBT:<\/strong> Comecei a envolver-me com pol\u00edtica ainda na adolesc\u00eancia, isto \u00e9, por idos de 2006. Fiz parte da funda\u00e7\u00e3o do Gr\u00eamio Estudantil da minha escola e tamb\u00e9m fui c\u00f4nsul adjunta juvenil do meu clube de futebol, o Gr\u00eamio. No entanto, naquela \u00e9poca minhas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas eram reflexo de uma forma\u00e7\u00e3o cultural bastante conversadora, especialmente devido ao contexto em que se deu parte da minha trajet\u00f3ria escolar: em S\u00e3o Borja, uma cidade da fronteira oeste do Rio Grande do Sul rodeada de latif\u00fandios.<\/p>\n<p>O futebol me acompanha desde crian\u00e7a e posso dizer que foi atrav\u00e9s dele que encontrei os primeiros sentidos da minha milit\u00e2ncia, afinal, por ser mulher e jogar bola acabamos sendo alvo de muito preconceito. Meu corpo e meu estilo eram muito diferente daquilo que se esperava para as gurias da minha idade, e, assim como outras gurias que jogavam &#8220;como guris&#8221;, era comum ser chamada de &#8220;machorra&#8221;, &#8220;fiona&#8221;, &#8220;macaca&#8221;, enfim, adjetivos com a inten\u00e7\u00e3o de ofender nossa express\u00e3o de g\u00eanero. Aos poucos fui percebendo que aquela forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica conservadora n\u00e3o tinha nada a ver comigo, e, com a ajuda de alguns movimentos de contracultura da cidade, fui tomando conhecimento de leituras e experi\u00eancias mais cr\u00edticas.<\/p>\n<p>De fato, minha primeira experi\u00eancia na milit\u00e2ncia LGBT+ foi um grupo de extens\u00e3o vinculado ao Servi\u00e7o de Assessoria Jur\u00eddica Universit\u00e1ria (SAJU) da UFRGS, o G8-Generalizando, no qual ingressei ainda no primeiro ano de faculdade, em 2012. Al\u00e9m de assessorar mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, esse grupo deu in\u00edcio a um projeto hist\u00f3rico chamado &#8220;Direito \u00e0 Identidade: Viva Seu Nome&#8221;, reivindicando altera\u00e7\u00e3o de registro civil para pessoas trans e travestis e denunciando a patologiza\u00e7\u00e3o da transexualidade. Tamb\u00e9m particip\u00e1vamos da articula\u00e7\u00e3o das Paradas Livres e in\u00fameras a\u00e7\u00f5es ao lado dos movimentos LGBTs e feministas da cidade. Foi uma atua\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria que transformou minha forma de ser e ver o mundo, sem d\u00favidas.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do SAJU\/UFRGS comecei a entender mais do movimento estudantil, seja participando de encontros da RENAJU (Rede Nacional de Assessorias Jur\u00eddicas Universit\u00e1rias), seja participando de encontros da FENED (Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Estudantes de Direito). Vivi as jornadas de junho de 2013 como &#8220;militante independente&#8221;, e foi quando decidi organizar-me em um Partido. Muitas coisas importantes aconteceram em 2013, mas o excesso de autonomismo que, para mim, em muito se confundia com individualismo; al\u00e9m de um apartidarismo reacion\u00e1rio, expresso nas in\u00fameras manifesta\u00e7\u00f5es em que se pedia para abaixar bandeiras, foram duas das principais raz\u00f5es para a tomada de Partido. Eu n\u00e3o conseguia conceber que as poucas liberdades democr\u00e1ticas conquistadas na democracia das elites brasileira poderiam ser t\u00e3o facilmente desprezadas. A\u00ed se inicia minha milit\u00e2ncia no PCB &#8211; o Partido Comunista Brasileiro, ou popular Partid\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante a faculdade, ainda, fiz parte de Centro Acad\u00eamico, Diret\u00f3rio Central de Estudantes e fui delegada de Congresso da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE). Hoje, sou diretora da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Graduandos\/as (ANPG).<\/p>\n<p><strong>2. Rela\u00e7\u00e3o com o movimento LGBT<\/strong><\/p>\n<p>Os mutir\u00f5es em parceria com a ONG Igualdade de Travestis e Transexuais; as Paradas Livres ao lado de diversos movimentos sociais como a ONG SOMOS, o Nuances; as marchas pela visibilidade l\u00e9sbica e bissexual, enfim, esses s\u00e3o apenas alguns exemplos da grande rede de atua\u00e7\u00e3o do movimento LGBT em Porto Alegre, que certamente fazem parte da minha trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Desde que passei a entender mais da luta desses movimentos, tentei trazer um pouco do que aprendia para os demais locais onde eu circulava, como na forma\u00e7\u00e3o em Psicologia, que n\u00e3o proporcionava est\u00e1gios com recorte em diversidade sexual e de g\u00eanero. Ao lado de duas colegas, constru\u00edmos um projeto para poder desenvolver-nos na tem\u00e1tica, que consistia em oficinas sobre diversidade nas escolas da rede p\u00fablica. Atualmente, \u00e9 dessa constata\u00e7\u00e3o da falta de espa\u00e7os para escuta e acolhimento para pessoas LGBT+s, que demos in\u00edcio \u00e0 Cl\u00ednica @psi.aquarelas, meu atual local de trabalho.<\/p>\n<p>Ainda no que diz respeito \u00e0 vida profissional, sou doutoranda em Psicologia Social e Institucional (UFRGS, onde desenvolvo a pesquisa com este recorte, e fa\u00e7o parte do Sistema Conselhos de Psicologia. Destaco a participa\u00e7\u00e3o no Conselho, porque atrav\u00e9s dele integro o GT de diversidade sexual e de g\u00eanero do Conselho Federal de Psicologia e o Comit\u00ea Estadual de Combate \u00e0 Tortura, ambos os espa\u00e7os com importantes contribui\u00e7\u00f5es para o movimento.<\/p>\n<p><strong>(Revista Quitinete)<\/strong> &#8211; Trajet\u00f3ria muito interessante e instigante. Na sua resposta percebesse que sua milit\u00e2ncia est\u00e1 estritamente ligada ao movimento estudantil, tendo uma participa\u00e7\u00e3o fundamental em sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ent\u00e3o gostaria que voc\u00ea me falasse sobre a import\u00e2ncia de se organizar e engajar-se em algum movimento estudantil. Qual mensagem voc\u00ea deixa para os estudantes de hist\u00f3ria de todo o Brasil sobre isso, a import\u00e2ncia do movimento estudantil na forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e humana do estudante<\/p>\n<p><strong>(Marianna Rodrigues)<\/strong> &#8211; O movimento estudantil n\u00e3o foi o meu \u00fanico local de atua\u00e7\u00e3o nesses anos todos, mas certamente ele teve uma grande centralidade. \u00c9 curioso, na verdade, porque antes de compreender a import\u00e2ncia do ME, eu fui muito cr\u00edtica ao que se considerava &#8220;movimento estudantil tradicional&#8221;. Principalmente, essa cr\u00edtica vinha das extens\u00f5es populares e, mais precisamente, no meu caso, das assessorias jur\u00eddicas populares (AJUPs). O que perceb\u00edamos \u00e9 que parte do ME afastara-se demasiadamente dos movimentos populares, das comunidades, de um projeto societ\u00e1rio, e transformara-se em algo mec\u00e2nico e pragm\u00e1tico. Nas elei\u00e7\u00f5es para entidades de representa\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 incomum disputas em que &#8220;vale tudo por um voto&#8221;, sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com os processos de consci\u00eancia, com as disputas ideol\u00f3gicas ou qualquer tipo de debate mais profundo sobre o papel da educa\u00e7\u00e3o e da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Delegados fantasmas, diretores ociosos, enfim, uma s\u00e9rie de condutas que para atua\u00e7\u00e3o junto aos movimentos populares s\u00e3o tremendamente incab\u00edveis, al\u00e9m de produzirem muito desencantamento em quem chega no ME com sede de mudan\u00e7as, com indigna\u00e7\u00e3o, com rebeldia. Por\u00e9m, por um lado, hoje eu n\u00e3o fa\u00e7o mais essa cis\u00e3o entre movimentos, ou seja, compreendo que todas as lutas das extens\u00f5es populares s\u00e3o tamb\u00e9m parte do movimento estudantil, e vejo o quanto essa diferencia\u00e7\u00e3o pode ser uma certa zona de conforto para n\u00e3o realizar determinados enfrentamentos; e, por outro, mesmo neste tal de &#8220;movimento estudantil tradicional&#8221;, reconhe\u00e7o que tive aprendizagens extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>Houve um momento muito espec\u00edfico que me levou a superar essa cis\u00e3o e compreender a import\u00e2ncia dessas diferentes formas de atua\u00e7\u00e3o estudantis: na explos\u00e3o de ocupa\u00e7\u00f5es de escolas e Universidades. Ali foi um primeiro momento na minha trajet\u00f3ria em que esse grande coletivo que \u00e9 o ME se encontrou por dia e mais dias, realizou grandes assembleias, dividiu-se em GTs para partilhar a comida e a limpeza, integrou-se em toda a sua pluralidade e tentou organizar-se em uma dire\u00e7\u00e3o comum. \u00c9 l\u00f3gico que houve disputas de perspectivas pol\u00edticas, de estrat\u00e9gias, assim como houve brigas e muitos outros desgastes. Ainda assim, foi um salto de qualidade nas experi\u00eancias das quais eu havia feito parte, porque a educa\u00e7\u00e3o brasileira foi colocada em quest\u00e3o, isto \u00e9, fez-se uma disputa ampla e aberta sobre o lugar da educa\u00e7\u00e3o no futuro do pa\u00eds. Infelizmente, diante de uma conjuntura totalmente desfavor\u00e1vel, esse movimento conseguiu pouqu\u00edssimas vit\u00f3rias, e temos visto a educa\u00e7\u00e3o brasileira de car\u00e1ter p\u00fablico, gratuito e de qualidade descer ladeira abaixo. De forma alguma essa mem\u00f3ria serve para desestimular-nos, mas sim para desafiar-nos a entender os limites daquilo que constru\u00edmos at\u00e9 ent\u00e3o, e quem sabe desenvolvermos uma nova gera\u00e7\u00e3o de militantes com ainda mais disposi\u00e7\u00e3o e ousadia para transformar essa dif\u00edcil realidade na qual nos encontramos, qual seja, em meio ao avan\u00e7o brutal das mazelas do capitalismo, com \u00edndices cada vez mais elevados de desigualdade, evas\u00e3o, viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Precisamos olhar para a hist\u00f3ria do movimento estudantil brasileiro, desde a campanha &#8220;o petr\u00f3leo \u00e9 nosso\u201d da UNE, passando pela defesa das liberdades democr\u00e1ticas nos anos de chumbo, at\u00e9 as mais recentes lutas pelas a\u00e7\u00f5es afirmativas, acesso universal e as devidas condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia, bem como contra o fechamento de escolas p\u00fablicas, enfim, para que possamos compreender por que nos movimentamos. Afinal, fazer parte do ME \u00e9 superar a l\u00f3gica de que estudamos apenas para construir uma carreira, um curr\u00edculo, uma trajet\u00f3ria &#8220;individual&#8221;: trata-se de assumir uma postura de solidariedade e coletividade. Trata-se de conciliar a semana de provas com os marmita\u00e7os em defesa do RU; de escrever o TCC em meio \u00e0s calouradas; de ocupar a Universidade ainda que isso seja um risco para a formatura. Em resumo, quero dizer que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer movimento estudantil, mas, al\u00e9m de necess\u00e1rio, tende a ser uma transforma\u00e7\u00e3o muito radical de quem somos.<\/p>\n<p><strong>R.Q.:<\/strong> Quais s\u00e3o os limites de atua\u00e7\u00e3o que voc\u00ea encontra na cl\u00ednica e o que voc\u00ea poderia destacar acerca dos sofrimentos das pessoas LGBT?<\/p>\n<p><strong>M.R.:<\/strong> Bem, inevitavelmente todos esses percursos fazem parte do que hoje me tornei profissionalmente: uma psic\u00f3loga que entrela\u00e7a cl\u00ednica e pol\u00edtica. Do ponto de vista te\u00f3rico, oriento-me pelo materialismo hist\u00f3rico e dial\u00e9tico, mas com enfoque em diversidade sexual e de g\u00eanero. Sou uma entusiasta da rede de aten\u00e7\u00e3o psicossocial, embora hoje diante do desmonte e do congelamento de gastos seja bem dif\u00edcil trabalhar no setor p\u00fablico. Por isso, grande parte dos profissionais da psicologia, como eu, desenvolvem a cl\u00ednica no \u00e2mbito privado. H\u00e1 muitos limites no nosso trabalho, especialmente pensando no p\u00fablico LGBT+.<\/p>\n<p>Por exemplo, jovens trans que est\u00e3o em sofrimento porque s\u00e3o amea\u00e7adas de despejo pelas pr\u00f3prias fam\u00edlias se n\u00e3o adequarem \u00e0s normas da cisgeneridade: est\u00e3o em sofrimento pela sua &#8220;condi\u00e7\u00e3o trans&#8221;? Certamente n\u00e3o. Est\u00e3o em sofrimento devido \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o social, bem como \u00e0 falta de pol\u00edtica social de moradia e gera\u00e7\u00e3o de renda, j\u00e1 que parte do problema poderia resolver-se se a desigualdade n\u00e3o fosse t\u00e3o grande no Brasil a ponto de n\u00e3o se ter um teto para viver. Ent\u00e3o muitos jovens trans est\u00e3o em casa, em profundo sofrimento ps\u00edquico, pois n\u00e3o podem viver a pr\u00f3pria express\u00e3o de g\u00eanero devido ao conservadorismo presente em in\u00fameras fam\u00edlias. O mesmo pode acontecer no que diz respeito \u00e0 sexualidade de pessoas l\u00e9sbicas, bis, gays. Algu\u00e9m pode tentar contrapor: &#8220;ah, mas e por que n\u00e3o buscam um emprego e conquistam sua pr\u00f3pria independ\u00eancia&#8221;? Basta olhar os \u00edndices de desemprego para a juventude, e fazer o recorte LGBT nessa estat\u00edstica. Como disse acima, este \u00e9 apenas um exemplo para mostrar os limites do meu trabalho. Agora, \u00e9 justamente nesses momentos que v\u00eam \u00e0 tona algumas das li\u00e7\u00f5es do movimento estudantil. Os trabalhos que pudemos acompanhar em assentamentos do movimento sem-terra, em ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, ou mesmo dentro da Universidade, como nas casas de estudantes e RUs, demonstram que n\u00e3o h\u00e1 outro caminho sen\u00e3o a luta coletiva, popular, e que caminhe no rumo de uma transforma\u00e7\u00e3o radical da sociedade, para que possamos combater situa\u00e7\u00f5es como essas. Por fim, como psic\u00f3loga e, atualmente, secret\u00e1ria nacional de movimento LGBT do PCB, acredito que uma das principais tarefas nesse sentido \u00e9 articular diversidade, pol\u00edticas de cuidado e, impreterivelmente, a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo como modo de produ\u00e7\u00e3o dominante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28374\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"Algu\u00e9m pode tentar contrapor: \"ah, mas e por que n\u00e3o buscam um emprego e conquistam sua pr\u00f3pria independ\u00eancia\"? 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