{"id":2850,"date":"2012-05-14T18:37:34","date_gmt":"2012-05-14T18:37:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2850"},"modified":"2012-05-14T18:37:34","modified_gmt":"2012-05-14T18:37:34","slug":"militares-reagem-a-escolha-de-advogada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2850","title":{"rendered":"Militares reagem \u00e0 escolha de advogada"},"content":{"rendered":"\n<p>Setores militares ficaram irritados com a escolha da advogada Rosa Maria da Cunha, que defendeu a presidente Dilma Rousseff no per\u00edodo militar, para a Comiss\u00e3o da Verdade. Embora tenham sido un\u00e2nimes em afirmar que os nomes da comiss\u00e3o &#8220;n\u00e3o foram t\u00e3o ruins como se pensava&#8221;, como disse o general de Ex\u00e9rcito da reserva e ex-comandante Militar do Leste Luiz Ces\u00e1rio da Silveira Filho, todos atacaram a decis\u00e3o da presidente de nomear a advogada Rosa Maria, que a representou quando esteve presa durante o regime militar.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de T\u00e2nia Monteiro e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 12-05-2012.<\/p>\n<p>O general de Ex\u00e9rcito da reserva Maynard Santa Rosa, que perdeu o cargo h\u00e1 dois anos exatamente por condenar o que chamou na ocasi\u00e3o de &#8220;a Comiss\u00e3o da Cal\u00fania&#8221;, observou que a indica\u00e7\u00e3o de Rosa Maria demonstra a inten\u00e7\u00e3o da presidente de fazer milit\u00e2ncia pol\u00edtica, embora investida em cargo de Estado.<\/p>\n<p>O general Ces\u00e1rio acha que a nomea\u00e7\u00e3o da advogada de Dilma demonstra que a comiss\u00e3o ser\u00e1 &#8220;facciosa&#8221;. J\u00e1 o general Santa Rosa afirmou que a presidente, ao nomear &#8220;uma preposta&#8221;, est\u00e1 fazendo &#8220;milit\u00e2ncia pol\u00edtico-partid\u00e1ria&#8221;. Para ele, &#8220;na verdade, os nomes n\u00e3o interessam porque esta comiss\u00e3o \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o e est\u00e1 fadada ao fracasso total&#8221;. E emendou: &#8220;A comiss\u00e3o burla o esp\u00edrito da Lei de Anistia e n\u00e3o acredito que, neste prazo, ser\u00e1 feito um trabalho cient\u00edfico&#8221;.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do general Ces\u00e1rio, &#8220;64 \u00e9 uma hist\u00f3ria que n\u00e3o se apaga e nem se reescreve&#8221;. Ele teme que &#8220;s\u00f3 os militares fiquem expostos e crucificados&#8221;. E desabafou: &#8220;Essa gente que assaltou e que matou n\u00e3o vai se expor. Se esta gente da VAR-Palmares ou da ALN, que queria instituir o comunismo no Brasil, tivesse vencido, hoje viver\u00edamos em um Pa\u00eds igual a Cuba. Se hoje h\u00e1 liberdade \u00e9 porque defendemos este Pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente do Clube Naval, almirante Veiga Cabral, est\u00e1 certo de que a comiss\u00e3o pender\u00e1 &#8220;para o lado dos militantes&#8221;. Ele pede que militares e parentes deles mortos por guerrilheiros tamb\u00e9m sejam ouvidos. &#8220;N\u00e3o foi s\u00f3 um lado que sofreu viol\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Policiais brasileiros s\u00e3o treinados nos Estados Unidos para a Copa e Olimp\u00edadas<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica est\u00e3o sendo capacitados por policiais norte-americanos para garantir a seguran\u00e7a de grandes eventos que ocorreram no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimp\u00edadas de 2016. As capacita\u00e7\u00f5es s\u00e3o resultado de uma parceria entre o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e o governo do Estados Unidos e abrangem diferentes \u00e1reas como gest\u00e3o de seguran\u00e7a em grandes eventos, sistema de comando de incidentes, gest\u00e3o em controle de fronteiras, entre outras.<\/p>\n<p>At\u00e9 2013, ser\u00e3o ministrados 13 cursos e cerca de 500 agentes de seguran\u00e7a da \u00e1rea de coordena\u00e7\u00e3o ser\u00e3o capacitados. Os primeiros cursos tiveram como enfoque a seguran\u00e7a de autoridades e os riscos qu\u00edmicos, biol\u00f3gicos, radiol\u00f3gicos e nucleares e tamb\u00e9m foi feito na capital do pa\u00eds. Est\u00e3o sendo treinados policiais federais, civis e militares dos 12 estados-sede da Copa do Mundo.<\/p>\n<p>O curso de gerenciamento de crises ser\u00e1 ministrado em Washington. Cerca de 20 alunos, um de cada estado-sede, ir\u00e3o participar de visitas t\u00e9cnicas a centros estrat\u00e9gicos de comando e controle, de intelig\u00eancia, e de fronteiras e aeroportos. Segundo o vice-diretor de Seguran\u00e7a da Embaixada dos Estados Unidos, Etienne Singleton, esse treinamento servir\u00e1 como troca de experi\u00eancias entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que a Copa do Mundo seja um evento fant\u00e1stico e que o Brasil seja um bom anfitri\u00e3o. Compartilhando essas experi\u00eancias, poderemos fazer o melhor para garantir a seguran\u00e7a das pessoas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o delegado da Pol\u00edcia Federal Carlos Henrique Barbosa, que participou de um dos cursos, o objetivo dessa capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 ter agentes multiplicadores, que levem o conhecimento aos seus estados e treinem suas equipes. \u201cEsse tipo de capacita\u00e7\u00e3o refor\u00e7a esse treinamento e nos permite verificar a que ponto alguma coisa pode ser melhorada\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o assessor institucional da Secretaria Extraordin\u00e1ria de Seguran\u00e7a para Grandes Eventos, Jos\u00e9 Gomes Monteiro, existem tr\u00eas eixos de atua\u00e7\u00e3o da secretaria contemplados no Planejamento Estrat\u00e9gico para a Copa do Mundo de 2014 : amea\u00e7as externas, seguran\u00e7a de portos, aeroportos e fronteiras e seguran\u00e7a e estabilidade externa. \u201cEm todos esses pontos, a ideia \u00e9 fazer a integra\u00e7\u00e3o de banco de dados\u201d.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento federal para seguran\u00e7a em grandes eventos \u00e9 R$1,8 bilh\u00e3o, sendo que R$1,1 bilh\u00e3o s\u00e3o apenas do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. A integra\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a do governo federal e dos estados \u00e9 um dos principais objetivos da secretaria. Por isso, ser\u00e3o criados dois centros de comando nacionais (em Bras\u00edlia e no Rio de Janeiro) que ser\u00e3o interligados aos centros de controle das demais cidades-sede.<\/p>\n<p>O sistema de seguran\u00e7a da Copa de 2014 ter\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a federais (Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia , Pol\u00edcia Federal e Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal), estaduais (Pol\u00edcia Militar, Pol\u00edcia Civil e Bombeiros) e dos munic\u00edpios (guardas municipais).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Eu sou voc\u00ea amanh\u00e3: a experi\u00eancia chilena e o \u2018Minha Casa, Minha Vida\u2019<\/p>\n<p>IHU<\/p>\n<p>Acabo de retornar de uma visita ao Chile, onde fui conhecer a pol\u00edtica habitacional do pa\u00eds e os processos de reconstru\u00e7\u00e3o p\u00f3s-terremoto de fevereiro de 2010. O Chile foi um dos primeiros pa\u00edses do ent\u00e3o terceiro mundo a adotar, durante a ditadura de Pinochet, no final dos anos 1970, as f\u00f3rmulas neoliberais propostas pela Escola de Chicago em v\u00e1rios dom\u00ednios das pol\u00edticas, reduzindo, em tese, a interven\u00e7\u00e3o do Estado, promovendo a participa\u00e7\u00e3o do mercado e focalizando subs\u00eddios p\u00fablicos aos grupos de extrema pobreza. Setores como a educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os p\u00fablicos foram privatizados, e pol\u00edticas p\u00fablicas, como as de habita\u00e7\u00e3o, foram reformadas.<\/p>\n<p>O coment\u00e1rio \u00e9 de Raquel Rolnik, professora e relatora especial da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o direito \u00e0 moradia adequada, e publicado em seu blog, 10-05-2012.<\/p>\n<p>Implementada sistematicamente durante mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, inclusive durante os governos da Concertaci\u00f3n (coaliz\u00e3o de centro-esquerda), o modelo de pol\u00edtica habitacional adotado pelo Chile \u00e9 quase igual \u00e0 f\u00f3rmula do programa \u201cMinha Casa, Minha Vida\u201d: subs\u00eddios p\u00fablicos individuais permitem \u00e0s fam\u00edlias de menor renda comprar no mercado produtos ofertados por construtoras privadas. O modelo se completa com disponibilidade de cr\u00e9dito: quanto menor \u00e9 a renda, maior \u00e9 o subs\u00eddio e menor \u00e9 a parcela de cr\u00e9dito que entra para viabilizar a compra.<\/p>\n<p>Este modelo praticamente p\u00f4s fim \u00e0 produ\u00e7\u00e3o informal de habita\u00e7\u00e3o no Chile e criou, ao longo do per\u00edodo, mais de um milh\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es habitacionais, transformando-se em grande refer\u00eancia de pol\u00edtica habitacional, louvada por organismos e consultores internacionais. Hoje, no entanto, al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es estudantis maci\u00e7as denunciando a privatiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, que produziu um ensino caro e de baixa qualidade, o Chile vive o dilema do que fazer com os seus \u201ccom teto\u201d.<\/p>\n<p>As centenas de milhares de casas e apartamentos da supostamente exitosa pol\u00edtica habitacional chilena produziram um territ\u00f3rio marcado por uma segrega\u00e7\u00e3o profunda, onde o \u201clugar dos pobres\u201d \u00e9 uma periferia homog\u00eanea, de p\u00e9ssima qualidade urban\u00edstica e, muitas vezes, tamb\u00e9m, de p\u00e9ssima qualidade de constru\u00e7\u00e3o, marcada ainda por s\u00e9rios problemas sociais, como tr\u00e1fico de drogas, viol\u00eancia dom\u00e9stica, entre outros. Para se ter uma ideia, v\u00e1rios conjuntos habitacionais j\u00e1 foram demolidos (!) e muitos outros se encontram em estudo para demoli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deixada para o mercado a decis\u00e3o de onde e como deveria ser produzida, encarada como um produto que se compra individualmente, como um carro ou uma geladeira, a cidade que resultou \u00e9 simplesmente desastrosa. Nada nos leva a supor, que, em menos de dez anos, n\u00e3o estaremos enfrentando no Brasil o mesmo cen\u00e1rio com o programa \u201cMinha Casa, Minha Vida\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil emite US$ 35 bilh\u00f5es no exterior desde janeiro<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil foi o terceiro pa\u00eds emergente que mais captou recursos no exterior neste ano at\u00e9 agora. Foram US$ 35 bilh\u00f5es levantados, conforme a provedora de dados sobre o mercado Dealogic, com sede em Londres. No entanto, a tens\u00e3o na Europa volta a afetar o cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Somente a China, com capta\u00e7\u00f5es de US$ 123,6 bilh\u00f5es, e a Coreia do Sul, com US$ 55,3 bilh\u00f5es, fizeram emiss\u00f5es maiores que as do Brasil. Companhias brasileiras captaram tr\u00eas vezes mais que as do M\u00e9xico, por exemplo.<\/p>\n<p>No total, os pa\u00edses emergentes j\u00e1 captaram US$ 412,6 bilh\u00f5es no exterior neste ano, de acordo com a Dealogic. O volume \u00e9 28% superior ao verificado no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Empresas brasileiras com grau de investimento emitiram t\u00edtulos de d\u00edvida no valor total de US$ 25,9 bilh\u00f5es. O segmento de companhias de alto rendimento e alto risco (&#8220;high yield&#8221;) conseguiu captar US$ 4,4 bilh\u00f5es. Os t\u00edtulos soberanos ficaram em US$ 2,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Inquietos com os riscos de calote da Gr\u00e9cia e a piora da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na Europa, mais recentemente os investidores voltaram a correr para ativos considerados mais seguros, como o d\u00f3lar e os t\u00edtulos do Tesouro americano.<\/p>\n<p>&#8220;O risco de s\u00fabita revers\u00e3o nos fluxos de capital para alguns emergentes precisa ser monitorado&#8221;, afirma o Instituto Internacional de Finan\u00e7as (IIF), que re\u00fane os maiores bancos do mundo.<\/p>\n<p>O IIF exemplifica que modalidades como as de &#8220;project finance&#8221; e cr\u00e9ditos estruturados de longo prazo tornaram-se &#8220;menos dispon\u00edveis&#8221; para v\u00e1rios pa\u00edses emergentes nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>De acordo com levantamento feito pela Dealogic, capta\u00e7\u00f5es via &#8220;project finance&#8221; e linhas de financiamento ao com\u00e9rcio (&#8220;trade finance&#8221;) recuaram 60,6% neste ano. Com isso, totalizaram somente US$ 28 bilh\u00f5es, ante US$ 71,3 bilh\u00f5es registrados no mesmo per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>A Mal\u00e1sia poder\u00e1 ser o pa\u00eds mais vulner\u00e1vel a essa s\u00fabita revers\u00e3o nos fluxos de capital, al\u00e9m de Col\u00f4mbia, Turquia e Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Por outro lado, tem aumentado o interesse internacional nos mercados de t\u00edtulos de d\u00edvida local na \u00c1sia. Ao mesmo tempo, a situa\u00e7\u00e3o ficou mais complicada para os pa\u00edses em que mais de metade da d\u00edvida soberana \u00e9 detida por investidores estrangeiros, casos da Hungria, da Indon\u00e9sia e da Rom\u00eania.<\/p>\n<p>Depois do volume recorde de emiss\u00f5es de t\u00edtulos verificado no mundo todo no primeiro trimestre, as emiss\u00f5es declinaram para todos os pa\u00edses nas \u00faltimas semanas por causa do recrudescimento das tens\u00f5es em torno da economia europeia.<\/p>\n<p>Em termos globais, as opera\u00e7\u00f5es de &#8220;project finance&#8221; recuaram de mais de US$ 400 bilh\u00f5es, no ano de 2011, para cerca de US$ 60 bilh\u00f5es captados neste ano at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>O volume de novas emiss\u00f5es feitas por empresas tamb\u00e9m desacelerou para uma m\u00e9dia global de US$ 138 bilh\u00f5es em abril, em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia mensal de US$ 296 bilh\u00f5es no primeiro trimestre, segundo dados da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Standard &amp; Poor&#8221;s.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Produtividade come\u00e7a ano em queda na ind\u00fastria<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O avan\u00e7o de 4,6% acima da infla\u00e7\u00e3o no custo da folha de pagamento da ind\u00fastria no primeiro trimestre do ano, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011, est\u00e1 pressionando ainda mais os lucros do setor, em um momento de queda da produtividade, segundo avalia\u00e7\u00e3o dos economistas consultados pelo Valor. Agrava a situa\u00e7\u00e3o o fato de as medidas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, anunciadas pelo governo, ainda n\u00e3o terem surtido efeito claro.<\/p>\n<p>Entre janeiro e mar\u00e7o, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2011, a produ\u00e7\u00e3o industrial, segundo o IBGE, recuou 3%. A queda do n\u00famero de horas pagas foi menos acentuada: 1,2% na mesma compara\u00e7\u00e3o. O resultado desses dois fatores \u00e9 uma produtividade 1,8% mais baixa no primeiro trimestre de 2012 frente ao primeiro trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;O cen\u00e1rio de competitividade da ind\u00fastria s\u00f3 piora&#8221;, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, da Tend\u00eancias Consultoria. Segundo ela, a press\u00e3o salarial e o recuo da produ\u00e7\u00e3o t\u00eam tirado ainda mais a capacidade do setor de concorrer com o produto importado no mercado nacional. &#8220;O nosso mercado de trabalho ainda est\u00e1 aquecido e a ind\u00fastria ficou &#8220;presa&#8221;, porque, se n\u00e3o der aumento de sal\u00e1rios, vai perder pessoal para o setor de servi\u00e7os, com\u00e9rcio e constru\u00e7\u00e3o civil&#8221;, disse. &#8220;A ind\u00fastria n\u00e3o pode se dar ao luxo de n\u00e3o dar aumentos reais, porque compete diretamente com setores mais din\u00e2micos.&#8221;<\/p>\n<p>Fabio Ramos, economista da Quest Investimentos, explica que, devido \u00e0s dificuldades de demitir funcion\u00e1rios no Brasil, a tend\u00eancia \u00e9 que os empres\u00e1rios segurem sua m\u00e3o de obra o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Por isso, o emprego industrial responde com defasagem \u00e0 queda na produ\u00e7\u00e3o &#8211; na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro trimestre de 2012 com o mesmo per\u00edodo de 2011, o pessoal ocupado no setor recuou 0,8%, menos de um ter\u00e7o da queda na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano, por\u00e9m, o n\u00edvel de emprego seguiu a atividade mais de perto. &#8220;Em um primeiro momento de crescimento econ\u00f4mico menor \u00e9 normal que a produ\u00e7\u00e3o caia mais rapidamente que o emprego. Mas, como a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 recuando lentamente, o ajuste do emprego e da produtividade est\u00e1 acompanhando mais de perto o movimento da atividade&#8221;, avalia Ramos. &#8220;A ind\u00fastria demitir \u00e9 um fato ruim, mas existe a vantagem de ajustar a produtividade. N\u00e3o adianta o empres\u00e1rio contratar mais ou manter os seus empregados se n\u00e3o h\u00e1 demanda pelos seus produtos. No m\u00e9dio prazo, a empresa fecha. O melhor \u00e9 desligar os trabalhadores ou acabar com horas extras e diminuir turnos&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para o economista, o ritmo fraco da ind\u00fastria ter\u00e1 impacto nas negocia\u00e7\u00e3o de reajuste neste ano. &#8220;Como o desemprego geral da economia est\u00e1 baixo, isso favorece o aumento de sal\u00e1rios. Mas as empresas est\u00e3o vendo lucros menores, por isso acho que as negocia\u00e7\u00f5es salariais com os sindicatos neste ano ser\u00e3o mais duras.&#8221;<\/p>\n<p>Alessandra, da Tend\u00eancias, explica que a ind\u00fastria n\u00e3o consegue repassar o aumento do custo da m\u00e3o de obra para os pre\u00e7os, uma vez que sofre concorr\u00eancia pesada de produtos importados. &#8220;Isso corr\u00f3i a sua margem de lucro&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para a Rosenberg Associados, a competi\u00e7\u00e3o com os produtos importados agrava o cen\u00e1rio industrial do pa\u00eds. De acordo com a consultoria, o quadro n\u00e3o est\u00e1 favor\u00e1vel para a ind\u00fastria, que sofre com problemas estruturais, principalmente pela competi\u00e7\u00e3o dos importados, que buscam mercado consumidor em um cen\u00e1rio global de baixo crescimento.<\/p>\n<p>A economista da Tend\u00eancias acredita que o setor est\u00e1 aguardando os pr\u00f3ximos meses e o resultado mais claro das pol\u00edticas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial adotadas pelo governo para iniciar um processo de demiss\u00f5es. &#8220;A ind\u00fastria est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o de cautela. O custo de demiss\u00e3o \u00e9 muito alto no Brasil e essas medidas podem reverter em parte o cen\u00e1rio ruim&#8221;, afirma Alessandra.<\/p>\n<p>Entre 17 setores da ind\u00fastria contemplados pela pesquisa, houve redu\u00e7\u00e3o do pessoal ocupado em dez deles no primeiro trimestre deste ano, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano passado. Desses, sete tinham registrado redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica, de acordo com o IBGE.<\/p>\n<p>As demiss\u00f5es no setor t\u00eaxtil representaram uma queda de 5,1% do pessoal ocupado, enquanto o corte de pessoal foi de 6,5% no setor de vestu\u00e1rio. Na mesma compara\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica t\u00eaxtil recuou 7,5%, enquanto a do vestu\u00e1rio caiu 15,1%. A alta de 51% nas importa\u00e7\u00f5es de vestu\u00e1rio nos tr\u00eas primeiros meses tamb\u00e9m explica o resultado negativo, segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o (Abit) Aguinaldo Diniz Filho.<\/p>\n<p>O emprego tamb\u00e9m vai mal nos setores de cal\u00e7ados e couro (-7,0%), fumo (-5,7%), produtos de metal (-5,5%), borracha e pl\u00e1stico (- 4,2%) e metalurgia b\u00e1sica (-2,9%), sempre na compara\u00e7\u00e3o entre o primeiro trimestre deste ano frente a igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo \u00e9 contra venda de Neoenergia a chineses<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A companhia espanhola Iberdrola est\u00e1 negociando, com a chinesa State Grid, a venda de sua participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria na holding Neonergia, que controla tr\u00eas distribuidoras de energia el\u00e9trica e um parque gerador no Brasil. As tratativas surpreenderam os acionistas controladores da holding, o fundo de pens\u00e3o Previ e o Banco do Brasil (BB), donos dos outros 61%, segundo apurou o Valor. A Iberdrola tamb\u00e9m discutia a venda de sua participa\u00e7\u00e3o, equivalente a 39% das a\u00e7\u00f5es, com empresas da Alemanha e americanas.<\/p>\n<p>O governo n\u00e3o quer a entrada dos chineses, assim como n\u00e3o aprovou o aumento da participa\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is nessa companhia el\u00e9trica, negociada no ano passado entre Iberdrola, BB e Previ. Para impedir a entrada dos chineses, os s\u00f3cios brasileiros podem, inclusive, ir \u00e0 Justi\u00e7a. &#8220;Sem essa ben\u00e7\u00e3o [de Bras\u00edlia] vai ser dif\u00edcil&#8221;, analisou uma pessoa pr\u00f3xima \u00e0s discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa da State Grid no Brasil confirmou que a empresa tem interesse na participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria dos espanh\u00f3is e j\u00e1 teve reuni\u00f5es de trabalho com a Iberdrola. O grupo chin\u00eas contratou auditores para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o das contas da Neoenergia (&#8220;due diligence&#8221;).<\/p>\n<p>A venda da fatia da Iberdrola na Neoenergia representa uma guinada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do in\u00edcio do ano, quando o grupo espanhol tinha a inten\u00e7\u00e3o de assumir o controle acion\u00e1rio da companhia, que controla as distribuidoras Cosern (RN), Celpe (PE) e Coelba (BA), al\u00e9m de um grande parque gerador de mais de 1.500 megawatts (MW). Pelas negocia\u00e7\u00f5es, os espanh\u00f3is comprariam a parte do BB e um peda\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o da Previ. O BNDES, por sua vez, tamb\u00e9m poderia entrar no capital, ficando com uma participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria de at\u00e9 15%.<\/p>\n<p>Depois de um ano de conversas, as partes chegaram a um acordo quanto a pre\u00e7o, mas o Pal\u00e1cio do Planalto n\u00e3o deu o sinal verde e, por isso, o acerto n\u00e3o foi conclu\u00eddo. Em alguma medida, a conjuntura internacional prejudicou o desenlace, mas, mais do que isso, pesou a rejei\u00e7\u00e3o da presidente Dilma Rousseff, que n\u00e3o gostaria de ver o controle da empresa desnacionalizado, segundo fontes ouvidas pelo Valor.<\/p>\n<p>Agora, os espanh\u00f3is decidiram vender sua participa\u00e7\u00e3o e h\u00e1 a expectativa de que estejam tentando fazer isso a um pre\u00e7o superior ao que pagariam pelas participa\u00e7\u00f5es da Previ e do BB. Pelo acordo de acionistas da Neoenergia, os dois entes ligados ao governo (Previ e BB) t\u00eam direito de prefer\u00eancia sobre as a\u00e7\u00f5es da Iberdrola, mas, se ambos n\u00e3o quiserem pagar o pre\u00e7o oferecido pelos chineses, os espanh\u00f3is podem vend\u00ea-las a quem estiver interessado. O governo, entretanto, quer que Previ e BB resistam \u00e0 venda aos chineses. De certa maneira, as circunst\u00e2ncias atuais deixam os dois acionistas nacionais ref\u00e9ns da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte pr\u00f3xima das negocia\u00e7\u00f5es, um desenlace em torno do controle da Neoenergia pode ser uma quest\u00e3o de tempo: a entrada em vigor na Europa do novo sistema de contabiliza\u00e7\u00e3o de balan\u00e7os, o IRFS. Se n\u00e3o tiver o controle da empresa na qual det\u00e9m participa\u00e7\u00e3o, a Iberdrola deixar\u00e1 de contabilizar receitas e despesas operacionais da holding no seu resultado operacional (Ebitda). Assim, a contabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita somente como equival\u00eancia patrimonial, reduzindo os ganhos no Ebitda da Iberdrola, que \u00e9 uma operadora e n\u00e3o simples investidora financeira, como Previ e BB.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas, a Neoenergia divulgou comunicado no qual a Iberdrola reconheceu que estava &#8220;examinando diferentes alternativas estrat\u00e9gicas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria no capital social da Neoenergia.&#8221; A nota esclareceu, por\u00e9m, que at\u00e9 aquele momento n\u00e3o havia decis\u00e3o tomada sobre sua participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria nem sobre qualquer acordo vinculante que &#8220;enseje a divulga\u00e7\u00e3o de qualquer informa\u00e7\u00e3o relevante ao mercado&#8221;.<\/p>\n<p>A estatal State Grid, maior companhia de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia da China, entrou no Brasil ao comprar o controle de sete das 12 empresas da Plena Transmissoras, controlada das espanholas Elecnor, Isolux e Cobra. Pagou R$ 3,1 bilh\u00f5es pela concess\u00e3o dos 3 mil km de linhas (incluindo R$ 1,3 bilh\u00e3o de d\u00edvidas).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Bancos intensificam o aumento de tarifas<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Para ter acesso \u00e0s melhores condi\u00e7\u00f5es de juros, como o cheque especial de 3,94% ao m\u00eas, os clientes do Banco do Brasil ter\u00e3o que aceitar pagar de 36% a 52% mais em tarifas por seu pacote de servi\u00e7os. Em empr\u00e9stimos mais curtos e de menor valor, o custo mais alto com a tarifa pode anular a economia com os juros oferecidos no programa &#8220;Bom Pra Todos&#8221;.<\/p>\n<p>O gasto adicional com tarifa varia de R$ 73 a R$ 124 por ano.<\/p>\n<p>Apenas como exemplo, trocar um empr\u00e9stimo de R$ 1 mil com prazo de 12 meses com taxa de juros de 3,5% ao m\u00eas por outro de 2% ao m\u00eas, gera uma economia de R$ 107 ao longo do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Quanto maiores os valores e os prazos, mais relevantes passam a ser os juros menores.<\/p>\n<p>&#8220;O pacote \u00e9 por ades\u00e3o, ele n\u00e3o \u00e9 imposto a ningu\u00e9m. Cada cliente vai analisar sua situa\u00e7\u00e3o e ver se \u00e9 bom para ele ou n\u00e3o&#8221;, diz Dan Conrado, vice-presidente de varejo, distribui\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es do Banco do Brasil.<\/p>\n<p>Apesar dos nomes iguais e da cesta de servi\u00e7os ser praticamente id\u00eantica, o BB diz que os pacotes n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis. &#8220;O novo tem alguns servi\u00e7os agregados como consultoria financeira&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O banco destaca ainda que n\u00e3o \u00e9 preciso aderir ao pacote &#8220;BomPra Todos&#8221; para ter redu\u00e7\u00e3o dos juros no financiamento de ve\u00edculos e no cr\u00e9dito pessoal, inclusive consignado. E que a maior parte dos benef\u00edcios ligados a taxas mais baixas para fundos de investimento tamb\u00e9m valem para todos os clientes. At\u00e9 a semana passada, 160 mil clientes tinham aderido ao programa.<\/p>\n<p>O BB informou ainda que manteve as tarifas entre 2008 e 2010, e que em 2011 e 2012 &#8220;realizou dois movimentos de corre\u00e7\u00e3o&#8221;, em percentuais, &#8220;em m\u00e9dia&#8221;, inferiores \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. Ainda assim, a receita do Banco do Brasil, apenas com pacotes de servi\u00e7os, aumentou 45% entre 2009 e 2011, para R$ 3,25 bilh\u00f5es, enquanto a base de correntistas cresceu 3%.<\/p>\n<p>Segundo Conrado, o lan\u00e7amento de pacotes de servi\u00e7os que geram b\u00f4nus para celular, que atraiu um p\u00fablico grande de clientes das classes mais baixas, ajuda a explicar a receita maior.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa Unibanco n\u00e3o deu entrevista sobre seus pacotes de servi\u00e7os que garantem juros menores, mas que s\u00e3o mais caros que outros de mesmo nome oferecidos pelo banco. Informou apenas que os clientes devem observar o conte\u00fado de cada cesta de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Entre os tr\u00eas com mesmo nome, o &#8220;Simples&#8221; \u00e9 o que possui mais diferen\u00e7as. Por um pre\u00e7o 56% mais caro por m\u00eas, o n\u00famero de folhas de cheque sobe de 12 para 20, o de saques em ATMs de 14 para 22 e o de transfer\u00eancias entre contas do banco sobe de 12 para 34. (Colaborou Carolina Mandl)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Impasse deixa Gr\u00e9cia perto de sair da Zona do Euro<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A \u00faltima tentativa de formar um governo de coaliz\u00e3o na Gr\u00e9cia chegou a um impasse ontem. Diante do quadro, empresas e bancos centrais europeus se preparam para a sa\u00edda do pa\u00eds da zona do euro. Ontem, o presidente grego, Carolos Papoulias , reuniu os tr\u00eas principais partidos e apelou por uma uni\u00e3o nacional, mas n\u00e3o foi atendido. Ele promete nova ofensiva para hoje. Uma nova elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 descartada. Em 6 de maio, os gregos foram \u00e0s urnas e deram uma surra nos tradicionais partidos que, h\u00e1 40 anos, se alternavam no poder. Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o votou em partidos contr\u00e1rios ao programa de austeridade. Mas nenhum deles conseguiu maioria suficiente para governar. Ap\u00f3s tr\u00eas tentativas fracassadas de formar um governo, a esperan\u00e7a era que Papoulias conseguisse um acordo entre os partidos. O Coaliz\u00e3o de Esquerda, segundo partido mais votado, se recusou a fazer parte da alian\u00e7a, e recebeu ataques de que j\u00e1 pensa na pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para seu l\u00edder, Alexis Tsipras, seu partido teve \u00eaxito nas urnas por ser contr\u00e1rio \u00e0s pol\u00edticas de austeridade e n\u00e3o faria sentido compor com um governo que defende o acordo com a Uni\u00e3o Europeia. Em troca de resgates de \u20ac 240 bilh\u00f5es, Bruxelas e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) exigiram cortes de gastos que conduziram o pa\u00eds ao seu quinto ano de recess\u00e3o. Al\u00e9m da possibilidade de nova elei\u00e7\u00e3o, o impasse pode levar a Gr\u00e9cia a deixar a zona do euro. A Coaliz\u00e3o de Esquerda insiste em<\/p>\n<p>que, se vencer em uma nova elei\u00e7\u00e3o, formar\u00e1 um governo contr\u00e1rio \u00e0s pol\u00edticas atuais. Para os credores, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida: a ajuda financeira ser\u00e1 encerrada se esse cen\u00e1rio se concretizar ou se a Gr\u00e9cia continuar com um v\u00e1cuo de poder e n\u00e3o conseguir aprovar as reformas. Na pr\u00e1tica, significar\u00e1 a sa\u00edda do pa\u00eds do euro.<\/p>\n<p>Na Europa, v\u00e1rias empresas come\u00e7am a fazer planos para a volta da dracma, a moeda grega. Na capa da edi\u00e7\u00e3o de ontem, a influente revista alem\u00e3 Spiegel defendeu a expuls\u00e3o da Gr\u00e9cia do euro.<\/p>\n<p>Segundo o Financial Times , bancos centrais europeus j\u00e1 falam abertamente nos preparativos para a queda da Gr\u00e9cia, fato ainda in\u00e9dito na hist\u00f3ria da moeda \u00fanica. Por anos, o Banco Central Europeu insistiu em que sair da moeda \u00fanica n\u00e3o estava previsto nos acordos. &#8220;Acredito que um div\u00f3rcio amig\u00e1vel, se for um dia necess\u00e1rio, poder\u00e1 ser poss\u00edvel. Mas eu ainda assim lamentaria&#8221;, declarou Luc Coene, presidente do BC belga. Patrick Honohan, presidente do BC irland\u00eas, seguiu a mesma<\/p>\n<p>linha. &#8220;Coisas que n\u00e3o est\u00e3o nos tratados podem ocorrer. Tecnicamente, a sa\u00edda da Gr\u00e9cia pode ser administrada. N\u00e3o seria ncessariamente fatal, mas n\u00e3o \u00e9 atrativa.&#8221; Para Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o BC alem\u00e3o, &#8220;as consequ\u00eancias de sair da zona do euro s\u00e3o mais s\u00e9rias para a Gr\u00e9cia do que para o resto da zona do euro&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nIHU\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2850\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-JY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2850\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}