{"id":28636,"date":"2022-04-04T15:11:38","date_gmt":"2022-04-04T18:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28636"},"modified":"2022-04-04T15:11:38","modified_gmt":"2022-04-04T18:11:38","slug":"a-fraternidade-rastejante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28636","title":{"rendered":"A fraternidade rastejante"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/node_aberto_vp768\/public\/assets\/img\/13916.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.abrilabril.pt\/internacional\/fraternidade-rastejante\"><strong>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o, via ABRILABRIL<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Comecemos com algumas cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Petro Poroshenko, ex-presidente da Ucr\u00e2nia (2014-2019): \u00abN\u00f3s teremos trabalho, eles n\u00e3o; teremos pens\u00f5es, eles n\u00e3o, teremos apoio para as pessoas, crian\u00e7as e pensionistas, eles n\u00e3o; as nossas crian\u00e7as ir\u00e3o para escolas e jardins de inf\u00e2ncia, as crian\u00e7as deles ir\u00e3o para os abrigos\u00bb.<\/p>\n<p>Discurso em Odessa, maio de 2015. \u00abEles\u00bb s\u00e3o os habitantes da regi\u00e3o ucraniana do Donbass e o quadro tra\u00e7ado \u00ab\u00e9 o que acontecer\u00e1 quando ganharmos esta guerra\u00bb, ou seja, a opera\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00e3o e genoc\u00eddio lan\u00e7ada pelas tropas do regime ucraniano e os seus destacamentos nazistas contra a popula\u00e7\u00e3o do Leste do pa\u00eds, de maioria russ\u00f3fona \u2013 que provocou pelo menos 14 mil mortos entre 2014 e 2021.<\/p>\n<p>Volodymyr Zelensky, presidente da Ucr\u00e2nia: \u00abExistem her\u00f3is indiscut\u00edveis: Stepan Bandera \u00e9 um her\u00f3i para certa parte dos ucranianos, o que \u00e9 uma coisa normal e legal. Ele foi um dos que defenderam a liberdade da Ucr\u00e2nia\u00bb.<\/p>\n<p>Stepan Bandera, agora consagrado oficialmente como \u00abher\u00f3i da Ucr\u00e2nia\u00bb, foi o chefe da organiza\u00e7\u00e3o nazista OUN\/UPA, constitu\u00edda segundo o modelo das SS e que colaborou com as tropas invasoras de Hitler nos massacres de milhares de polacos, judeus e resistentes sovi\u00e9ticos; aconteceu em 1941, ano em que o av\u00f4 da presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula Von der Leyen, foi um dos oficiais alem\u00e3es que conduziu essas chacinas na Ucr\u00e2nia sovi\u00e9tica. Bandera igual a liberdade, eis o conceito que o Ocidente apoia desde 2014 na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Josh Cohen em publica\u00e7\u00e3o do Atlantic Council, think tank associado \u00e0 OTAN: \u00abA Ucr\u00e2nia tem um problema real com a viol\u00eancia de extrema-direita (e n\u00e3o, isto n\u00e3o \u00e9 uma manchete do RT). Parece coisa de propaganda do Kremlin mas n\u00e3o \u00e9\u00bb.<\/p>\n<p>Entretanto, o presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, Joseph Biden, deslocou-se \u00e0 Europa para dirigir uma c\u00fapula da OTAN, um encontro do G7 e uma reuni\u00e3o do Conselho Europeu. Como faz um imperador para dar ordens aos seus suseranos, dispon\u00edveis e prontos para cumprir o que lhes for recomendado<\/p>\n<p>No rescaldo dos encontros teceram-se loas comoventes \u00e0 \u00abunidade\u00bb dentro da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia, que \u00abnunca foi t\u00e3o forte\u00bb como neste momento de crise em que \u00e9 preciso apoiar o regime \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb de Zelensky na guerra com a R\u00fassia do \u00abcarniceiro Putin\u00bb, como definiu Biden. A seguir o imperador partiu para a Pol\u00f4nia e, num discurso inflamado, exclamou em rela\u00e7\u00e3o ao presidente russo: \u00abPelo amor de Deus, esse homem n\u00e3o pode continuar no poder\u00bb.<\/p>\n<p>Numa frase que dizem descuidada ca\u00edram todas as m\u00e1scaras, desnudou-se a hipocrisia de \u00abliberais\u00bb e \u00abantiliberais\u00bb \u2013 que nesta e muitas outras mat\u00e9rias s\u00e3o unha com carne \u2013 desvendou-se o cinismo do Ocidente civilizado. Biden revelou afinal o que todos os seus subordinados pensam mas era suposto n\u00e3o confessar publicamente.<\/p>\n<p><strong>A turn\u00ea do imperador<\/strong><\/p>\n<p>Por um lado, parece n\u00e3o haver qualquer problema com o nazismo na Ucr\u00e2nia, uma vez que o assunto n\u00e3o foi uma \u00fanica vez ventilado nas declara\u00e7\u00f5es oficiais e nos documentos resultantes das reuni\u00f5es de Bruxelas e Vars\u00f3via. Pelo contr\u00e1rio, o presidente dos Estados Unidos garantiu que \u00abn\u00e3o h\u00e1 nazismo na Ucr\u00e2nia porque a R\u00fassia quer matar o judeu Zelensky\u00bb, argumento aned\u00f3tico pr\u00f3prio de quem vive num universo de fic\u00e7\u00e3o: n\u00e3o parece ser inten\u00e7\u00e3o de Moscou eliminar o presidente ucraniano; e quanto \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de dirigentes que se dizem judeus com o nazismo, Zelensky est\u00e1 longe de ser o primeiro. Menahem Begin, que chegou a primeiro-ministro de Israel, fundou e chefiou o grupo terrorista sionista Irgun, que esteve na base da cria\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito israelense e foi treinado pelas for\u00e7as armadas de Hitler. A Hist\u00f3ria n\u00e3o costuma ser o forte dos presidentes norte-americanos, principalmente em assuntos t\u00e3o inconvenientes. No entanto, \u00e9 bastante conhecida a declara\u00e7\u00e3o do ex-primeiro ministro sionista Benjamin Netanyahu, por ser mais recente, segundo a qual Hitler s\u00f3 praticou o massacre dos judeus por sugest\u00e3o do mufti, o chefe religioso isl\u00e2mico de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Por outro lado, a pol\u00edtica norte-americana para com a R\u00fassia n\u00e3o foge ao comportamento geral de Washington em rela\u00e7\u00e3o a todos os governos que divergem do padr\u00e3o \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb \u00fanico estabelecido, para que assim possa funcionar a \u00abordem internacional baseada em regras\u00bb que se sobrep\u00f5e ao Direito Internacional \u2013 com a cumplicidade do secret\u00e1rio-geral da ONU, tornada mais evidente a prop\u00f3sito da situa\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>O que Joseph Biden fez na Pol\u00f4nia, perante o inc\u00f4modo de quem acha que h\u00e1 coisas que s\u00e3o para fazer, n\u00e3o para anunciar em p\u00fablico, foi manifestar o seu objetivo de mudar o governo e o regime em Moscou tal como os Estados Unidos fizeram recentemente no Brasil, Paraguai, Honduras, Bol\u00edvia, Ucr\u00e2nia e tentam permanentemente concretizar em Cuba, na Venezuela, no Peru, na Nicar\u00e1gua, no Cazaquist\u00e3o e outras antigas rep\u00fablicas sovi\u00e9ticas n\u00e3o sintonizadas com Washington. O aparelho conspirativo de Washington procura h\u00e1 muito promover uma \u00abrevolu\u00e7\u00e3o colorida\u00bb em Moscou para recolocar no Kremlin uma marionete como foi Boris Ieltsin e a sua corte de \u00abliberais\u00bb, continuando assim o saque do pa\u00eds e neutralizando-o como rival na corrida gananciosa \u00e0s riquezas naturais do planeta. Procurando desta maneira eternizar a estrat\u00e9gia unipolar do caminho para o globalismo ao travar a constru\u00e7\u00e3o de uma nova ordem multipolar. O Ocidente est\u00e1 visivelmente em p\u00e2nico perante a possibilidade de uma mudan\u00e7a deste tipo.<\/p>\n<p>Os estrategistas norte-americanos n\u00e3o previram, contudo, o renascimento na R\u00fassia de uma cultura nacionalista de inspira\u00e7\u00e3o czarista e cariz religioso que, convivendo com o neoliberalismo econ\u00f4mico \u2013 como acontece naturalmente, e por maioria de raz\u00e3o, em governos com voca\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria \u2013 reage de modo determinado \u00e0s tentativas de submiss\u00e3o e humilha\u00e7\u00e3o. E a estrutura olig\u00e1rquica do poder, com Vladimir Putin \u00e0 cabe\u00e7a, tem sabido explorar esse tradicionalismo russo em termos de propaganda, tornando simultaneamente rid\u00edculas as tentativas para identificar a situa\u00e7\u00e3o atual com os tempos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Putin representa estruturas sociais e de poder que foram derrubadas pelos bolcheviques, da\u00ed o seu arraigado anticomunismo e a condena\u00e7\u00e3o de L\u00eanin e dos seus companheiros, identificados como estrangeirados que obrigaram a R\u00fassia a sustentar todas as rep\u00fablicas integrando a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, sobretudo a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p><strong>O n\u00edvel zero, mas belicista, da Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n<p>Se as reuni\u00f5es de Bruxelas a prop\u00f3sito da Ucr\u00e2nia revelaram uma refor\u00e7ada \u00abunidade\u00bb da Uni\u00e3o Europeia e da OTAN, isto significa a maior sujei\u00e7\u00e3o de sempre das duas organiza\u00e7\u00f5es ao comando dos Estados Unidos. N\u00e3o \u00e9 novidade que a OTAN \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o norte-americana e que a integra\u00e7\u00e3o europeia se processou como instrumento do dom\u00ednio de Washington sobre a Europa. No fundo s\u00e3o bra\u00e7os militar e pol\u00edtico-econ\u00f4mico do complexo industrial, militar e tecnol\u00f3gico que governa os Estados Unidos. A realidade e os fatos o confirmam e o n\u00edvel de subjuga\u00e7\u00e3o aceito, sobretudo pela Uni\u00e3o Europeia, atinge agora n\u00edveis de indignidade que se julgavam improv\u00e1veis.<\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o atual dos dirigentes europeus, sem qualquer exce\u00e7\u00e3o, \u00e9 a mais ac\u00e9fala de sempre perante Washington, a ponto de deixar as popula\u00e7\u00f5es do continente \u00e0 merc\u00ea de uma estrat\u00e9gia aventureira que, al\u00e9m de induzir tempos de mis\u00e9ria, austeridade e instabilidade social acrescidas, transforma a Europa num hipot\u00e9tico campo de batalha nuclear. Um risco real pelo qual s\u00e3o respons\u00e1veis, um a um, todos os chefes de governo e os dirigentes n\u00e3o-eleitos da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o v\u00ea o nazismo na Ucr\u00e2nia; o seu intimidat\u00f3rio Minist\u00e9rio da Verdade considera at\u00e9 que relatar a sua exist\u00eancia e as suas a\u00e7\u00f5es terroristas \u00e9 estar do lado de Putin. No entanto, j\u00e1 durante o m\u00eas de mar\u00e7o o idolatrado presidente Zelensky transferiu Maksim Marchenko, comandante do batalh\u00e3o nazi Aidar, para o cargo de governador de Odessa.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia, atrav\u00e9s dos seus mecanismos cens\u00f3rios, pretende esconder esta realidade incriminat\u00f3ria: ap\u00f3s o golpe de 2014 que ajudou a dar em Kiev para derrubar um governo eleito democraticamente, a junta fascista instalada lan\u00e7ou logo em seguida uma guerra de limpeza \u00e9tnica contra as popula\u00e7\u00f5es do Leste do pa\u00eds aos gritos de \u00abenforquem os russos\u00bb, \u00abmatem os russos\u00bb. Foi esse o princ\u00edpio da situa\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica que hoje se vive.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia s\u00f3 oito anos depois decidiu tomar conhecimento da guerra cujas portas escancarou na Ucr\u00e2nia, precisamente quando a R\u00fassia, goradas todas as possibilidades de aplicar os acordos de paz de Minsk, por in\u00e9pcia de na\u00e7\u00f5es como a Alemanha e a Fran\u00e7a, decidiu desencadear uma opera\u00e7\u00e3o militar em socorro das popula\u00e7\u00f5es do Donbass \u2013 ao estilo daquilo que a OTAN qualifica como R2P, Responsability to Protect. Existem provas abundantes de que as for\u00e7as de Kiev estavam prestes a desencadear outro assalto de grande envergadura para \u00abreconquistar\u00bb os territ\u00f3rios do Donbass. Moscou antecipou-se.<\/p>\n<p>Ao ser c\u00famplice dos acontecimentos tr\u00e1gicos iniciados a seguir ao chamado \u00abGolpe da Pra\u00e7a Maidan\u00bb, a Uni\u00e3o Europeia adotou a vis\u00e3o de Kiev segundo a qual existem ucranianos de primeira e ucranianos de segunda, assumindo o segregacionismo de \u00edndole nazista que est\u00e1 na origem da guerra civil.<\/p>\n<p>Da mesma maneira a Uni\u00e3o Europeia admite agora que h\u00e1 nazistas maus, os que atacam judeus e de alguma forma se inspiram em Hitler, e nazistas bons, os que atacam russos e que podem ser seus aliados (e da OTAN, obviamente), mesmo que idolatrem \u00abher\u00f3is\u00bb ucranianos que participaram em chacinas ao lado das tropas hitlerianas.<\/p>\n<p>Os dirigentes europeus, t\u00e3o lestos em proibir meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00abinimigos\u00bb, deviam proceder de igual maneira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 insuspeita revista norte-americana Newsweek, em cujas p\u00e1ginas pode se ler: \u00abOs bombardeiros de Putin podem devastar a Ucr\u00e2nia, mas por que ele os est\u00e1 segurando? A conduta da R\u00fassia na guerra brutal conta uma hist\u00f3ria diferente da vis\u00e3o amplamente aceita de que Putin pretende demolir a Ucr\u00e2nia e infligir danos civis m\u00e1ximos \u2013 e revela o ato de equil\u00edbrio estrat\u00e9gico do dirigente russo\u00bb. A Newsweek, um troll de Putin, quem diria?<\/p>\n<p>A narrativa oficial ocidental desvia-se ostensivamente da realidade quando esta n\u00e3o favorece o clima de confronta\u00e7\u00e3o. Na verdade, os documentos resultantes das reuni\u00f5es europeias dirigidas por Joseph Biden n\u00e3o valorizam a palavra \u00abpaz\u00bb nem demonstram qualquer preocupa\u00e7\u00e3o especial em dar prioridade a iniciativas bilaterais ou internacionais que permitam silenciar as armas e dar espa\u00e7o amplo e cred\u00edvel a iniciativas pac\u00edficas na Ucr\u00e2nia. O secret\u00e1rio-geral da ONU, significativamente, tamb\u00e9m \u00e9 omisso nesta mat\u00e9ria \u2013 em curiosa rivalidade com o secret\u00e1rio-geral da OTAN.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s, a Uni\u00e3o Europeia, tal como a OTAN, rasteja na pegada de Joseph Biden e dos seus belicistas neoconservadores no refor\u00e7o militar do regime de Kiev e no envio de ainda mais tropas e material de guerra para as fronteiras ucranianas. Isto \u00e9, mais guerra em cima de guerra, agravando as causas que est\u00e3o na origem da guerra. Al\u00e9m disso, renovaram a inten\u00e7\u00e3o de admitir a Ucr\u00e2nia na OTAN, o que manter\u00e1 a tens\u00e3o e a amea\u00e7a militar mesmo que a atual fase de conflito cesse por via negociada. Isto \u00e9 coisa de dirigentes insanos, que n\u00e3o querem saber dos povos que governam a n\u00e3o ser para os instrumentalizar, mantendo sempre latente o risco de guerra. Governar atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o, do controle e do medo \u2013 eis o segredo da \u00abdemocracia\u00bb de hoje.<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o Europeia despreza os seus povos<\/strong><\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia aceita sem discutir a imposi\u00e7\u00e3o de todas as san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia que o regime norte-americano decidir, quando est\u00e1 provado que os povos europeus, sobretudo os mais desfavorecidos, v\u00e3o sofrer consequ\u00eancias pesad\u00edssimas em n\u00edveis energ\u00e9ticos e de abastecimentos essenciais.<\/p>\n<p>Na recente reuni\u00e3o de Bruxelas os participantes concordaram em \u00abtrabalhar juntos na compra comum volunt\u00e1ria de g\u00e1s, GNL (g\u00e1s natural liquefeito) e hidrog\u00eanio\u00bb. E os Estados Unidos, benemerentes como sempre, prometeram vender 15 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s at\u00e9 o fim do ano, quando o consumo da Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 avaliado em 500 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos anuais \u2013 de origem russa numa grande porcentagem, agora comprometida por ordem de Washington. Quanto ao resto que vai faltar, a Europa que se arranje numa ocasi\u00e3o em que se compromete a aumentar brutalmente as despesas militares e as compras de armas, naturalmente aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No seu discurso na Pol\u00f4nia, Biden declarou que a Europa \u00abdeve livrar-se do g\u00e1s russo custe o que custar\u00bb. N\u00e3o se sabe onde compr\u00e1-lo, mas isso n\u00e3o \u00e9 com o presidente norte-americano, que entretanto faz neg\u00f3cio gra\u00e7as \u00e0 sua parcela vendida muito acima dos pre\u00e7os que at\u00e9 agora a Europa pagava.<\/p>\n<p>A presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Von der Leyen, conhecida pela sua paix\u00e3o pela ecologia e a economia verde, desde que garantam lucros aos mesmos de sempre, declarou-se muito satisfeita com a compra de g\u00e1s natural aos Estados Unidos, por sinal produzido atrav\u00e9s do processo de fratura hidr\u00e1ulica (fracking), altamente poluente e destruidor de extensas \u00e1reas de terrenos. \u00c9 o que devemos entender por \u00abtransi\u00e7\u00e3o verde\u00bb.<\/p>\n<p>Interrogado por jornalistas sobre a possibilidade de as san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia provocarem uma \u00abescassez massiva de energia e alimentos\u00bb na Europa, Joseph Biden respondeu: \u00abVai ser um fato real, o pre\u00e7o das san\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 apenas imposto \u00e0 R\u00fassia; \u00e9 tamb\u00e9m imposto noutros pa\u00edses, incluindo os pa\u00edses europeus e o nosso\u00bb. E os dirigentes da Uni\u00e3o Europeia, mais norte-americanos e apoiantes de Zelensky e respectiva corte nazista do que europeus, aceitam que assim seja.<\/p>\n<p>Significa isso que abdicaram da independ\u00eancia e da soberania dos seus pa\u00edses e da pr\u00f3pria comunidade subordinando-se convicta e voluntariamente aos interesses dos Estados Unidos. No entanto, pa\u00edses que representam muito mais de metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, muitos deles aliados dos Estados Unidos, decidiram n\u00e3o respeitar os apelos de Washington para a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia emanados em tom imperativo. \u00c9 o caso da China e da \u00cdndia, mas tamb\u00e9m dos 57 membros da Organiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Isl\u00e2mica. Al\u00e9m disso, nenhum pa\u00eds da \u00c1frica, da \u00c1sia Ocidental, \u00c1sia Central e do Sudeste Asi\u00e1tico respeitar\u00e1 as san\u00e7\u00f5es \u2013 deixando ind\u00edcios fortes sobre a possibilidade de nascer uma ordem mundial verdadeiramente multipolar.<\/p>\n<p><strong>Nas pisadas de um corrupto perigoso<\/strong><\/p>\n<p>Mais do que nunca, como reconhecem os pr\u00f3prios dirigentes sob a capa da \u00abunidade\u00bb, a Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 submetida aos Estados Unidos, por sinal a um presidente corrupto, belicista, com problemas graves de sa\u00fade e discernimento, pouco familiarizado com a verdade e muito perigoso, por via dos conselheiros que o orientam, na maneira como encara o uso das armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p>Em suma, os dirigentes da Uni\u00e3o Europeia entregaram-se em m\u00e3os muito pouco recomend\u00e1veis.<\/p>\n<p>Com uma carreira pol\u00edtica de d\u00e9cadas, desde que se tornou senador e logo a seguir presidente da Comiss\u00e3o de Neg\u00f3cios Estrangeiros do Senado, Joseph Biden est\u00e1 associado a todas as guerras de agress\u00e3o praticadas pelos Estados Unidos nos \u00faltimos 40 anos: Granada e Panam\u00e1, Iugosl\u00e1via \u2013 com o criminoso bombardeamento a\u00e9reo de 78 dias \u2013 a invas\u00e3o do Iraque em duas fases, Afeganist\u00e3o, Som\u00e1lia, L\u00edbia, S\u00edria, I\u00eamen, estas \u00faltimas j\u00e1 como vice-presidente. E ignorou sempre, espezinhando o direito internacional, as limpezas \u00e9tnicas praticadas por Israel e Marrocos na Palestina e no Saara Ocidental. Com esta folha de servi\u00e7os \u00e9 injusto que n\u00e3o tenha partilhado o Pr\u00eamio Nobel da Paz atribu\u00eddo ao seu presidente Obama.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m como vice-presidente que Biden dirigiu o golpe de Estado dito \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb na Ucr\u00e2nia, entronizando em 2014 uma junta nazista que est\u00e1 na origem da atual guerra.<\/p>\n<p>Juntando o \u00fatil ao agrad\u00e1vel, o atual presidente norte-americano depressa retirou dividendos familiares da nova situa\u00e7\u00e3o ucraniana assumindo, atrav\u00e9s do filho, Hunter Biden, um lugar no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de uma das principais empresas de combust\u00edveis f\u00f3sseis, a Burisma, entretanto privatizada a contento dos oligarcas.<\/p>\n<p>Joseph Biden, que para desespero dos seus pr\u00f3ximos diz facilmente o que lhe vai na alma, como agora aconteceu na Pol\u00f4nia, gabou-se perante o Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Externas, um dos mais conspirativos think tanks norte-americanos, da maneira como ultrapassou um dos casos sujos em que a fam\u00edlia se envolveu, principalmente atrav\u00e9s do filho Hunter.<\/p>\n<p>Como administrador da Burisma, o j\u00fanior Biden foi acusado de embolsar indevidamente uma vultosa quantia, al\u00e9m do sal\u00e1rio milion\u00e1rio, assunto que caiu sob a al\u00e7ada do procurador-geral ucraniano, que come\u00e7ou a trat\u00e1-lo de maneira profissional. Entretanto, o vice-presidente e pai do presum\u00edvel delinquente tinha nas m\u00e3os a concess\u00e3o de um empr\u00e9stimo de um bilh\u00e3o de d\u00f3lares \u00e0 Ucr\u00e2nia, necess\u00e1rio para tentar minimizar a crise econ\u00f4mica e social que se agravou velozmente desde o golpe. Aproveitou ent\u00e3o a oportunidade para colocar o governo de Kiev perante a seguinte op\u00e7\u00e3o: ou substitu\u00eda o procurador-geral em exerc\u00edcio por outro \u00abmais s\u00f3lido\u00bb ou o empr\u00e9stimo seria cancelado. Como n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil concluir, o empr\u00e9stimo foi concedido \u2013 antes de terminado o prazo de seis horas que o vice-presidente norte-americano dera ao primeiro-ministro ucraniano para fazer as dilig\u00eancias exigidas em rela\u00e7\u00e3o ao cargo de procurador-geral.<\/p>\n<p>Hunter Biden est\u00e1 igualmente associado, atrav\u00e9s de uma empresa de que foi fundador, aos laborat\u00f3rios qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos norte-americanos existentes na Ucr\u00e2nia e que \u2013 ao contr\u00e1rio do que Washington pretende fazer crer \u2013 t\u00eam objetivos militares pois s\u00e3o financiados pelo Pent\u00e1gono. As liga\u00e7\u00f5es foram demonstradas atrav\u00e9s do exame de um computador port\u00e1til confiscado do filho do atual presidente, de acordo com o New York Times.<\/p>\n<p>Por isso, um dos aspectos mais c\u00ednicos do comunicado da \u00faltima c\u00fapula da OTAN \u00e9 a advert\u00eancia dirigida \u00e0 R\u00fassia em que a alian\u00e7a amea\u00e7a responder no caso de serem utilizadas armas qu\u00edmicas ou biol\u00f3gicas em territ\u00f3rio ucraniano, possibilidade sempre negada por Moscou, mas repetida de maneira muito suspeita por Washington.<\/p>\n<p>Ao fazer estas advert\u00eancias, e a bem da subsist\u00eancia da narrativa oficial, a OTAN e o Pent\u00e1gono deveriam igualmente ter censurado a ag\u00eancia Reuters por divulgar a opini\u00e3o de um alto funcion\u00e1rio militar norte-americano segundo a qual \u00abos Estados Unidos ainda n\u00e3o observaram qualquer ind\u00edcio concreto de um ataque iminente com armas qu\u00edmicas ou biol\u00f3gicas russas na Ucr\u00e2nia\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Ofensa ao 25 de Abril e aos antifascistas<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Portugal neste cen\u00e1rio, como pa\u00eds dilu\u00eddo e inoperante numa estrat\u00e9gia nociva para o povo portugu\u00eas que d\u00e1 prioridade \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o, ao confronto, aos riscos de guerra de exterm\u00ednio e c\u00famplice do nazismo, \u00e9 uma ofensa ao 25 de Abril, \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e a todos os antifascistas que combateram o salazarismo e o marcelismo.<\/p>\n<p>Nada disto que se passa hoje a prop\u00f3sito da Ucr\u00e2nia tem a ver com quest\u00f5es ideol\u00f3gicas, o respeito pela democracia e os direitos humanos. Nem sequer com a situa\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica dos ucranianos ocidentais, empurrados para uma guerra civil servindo aos interesses dos oligarcas que usam o nazismo para garantirem o dom\u00ednio inabal\u00e1vel sobre os importantes recursos do Leste do pa\u00eds, em especial do Donbass.<\/p>\n<p>Portugal, ao contr\u00e1rio do que se pode ler na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, nada faz \u2013 porque n\u00e3o tem nem quer ter voz \u2013 em favor do sil\u00eancio das armas e da procura de uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para o conflito que impe\u00e7a o sacrif\u00edcio de mais vidas humanas. Os dirigentes portugueses, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o c\u00famplices de uma estrat\u00e9gia que diz defender a Ucr\u00e2nia sacrificando o pa\u00eds at\u00e9 o \u00faltimo dos ucranianos numa guerra por procura\u00e7\u00e3o contra a R\u00fassia a servi\u00e7o dos interesses belicistas e expansionistas dos Estados Unidos \u2013 e at\u00e9 de neg\u00f3cios privados da fam\u00edlia Biden. Mesmo que, para isso, o Estado portugu\u00eas democr\u00e1tico e tornado poss\u00edvel pela Revolu\u00e7\u00e3o antifascista de 25 de Abril de 1974 n\u00e3o tenha hoje cerim\u00f4nia de se colocar ao lado de poderes nazistas que se confessam saudosos de Hitler.<\/p>\n<p>Por isso nota-se um cauteloso pudor cens\u00f3rio, tanto de dirigentes como da comunica\u00e7\u00e3o social, em admitir que o poder ucraniano ocidental assenta-se em organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-militares e paramilitares nazistas. Uma realidade t\u00e3o degradante em termos de valores democr\u00e1ticos \u00e9 escondida dos portugueses, mas \u00e0s vezes os fatos destroem as mais bem urdidas manobras silenciadoras. Nazistas portugueses n\u00e3o escondem a admira\u00e7\u00e3o e as \u00e2nsias por combater ao lado dos confrades terroristas ucranianos que o governo portugu\u00eas tamb\u00e9m apoia.<\/p>\n<p>Apesar das invoca\u00e7\u00f5es morais de parte a parte, a miss\u00e3o civilizacional por parte do Ocidente e a grandeza russa expressa atrav\u00e9s de um nacionalismo tradicionalista e profundamente reacion\u00e1rio, n\u00e3o existe um confronto ideol\u00f3gico a prop\u00f3sito da Ucr\u00e2nia porque os regimes de ambos os lados assentam no funcionamento de economias neoliberais \u2013 rivalizando por recursos de \u00e2mbito global. Na atual situa\u00e7\u00e3o mundial, expurgada de fatores ideol\u00f3gicos que justificaram a guerra fria, o confronto entre a unipolaridade norte-americana e a multipolaridade pretendida por R\u00fassia, China e muitos outros pa\u00edses influentes pelo menos em n\u00edveis regionais, resulta dos choques de interesses entre gigantescas estruturas olig\u00e1rquicas transnacionais recorrendo a instrumentos que n\u00e3o t\u00eam qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com a democracia e os direitos humanos, tornados conceitos vazios.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica expansionista e globalista dos Estados Unidos necessita permanentemente de inimigos e arrasta nisso os aliados, enfraquecendo-os deliberadamente. Da\u00ed os cercos e a intimida\u00e7\u00e3o permanente contra a R\u00fassia e a China.<\/p>\n<p>A casta pol\u00edtica dirigente portuguesa, herdeira de um novembrismo que tem vindo a assumir cada vez mais a sua veia revanchista autorit\u00e1ria, embrenhou-se num sistema de poder internacional que se assenta na intimida\u00e7\u00e3o, nos neg\u00f3cios da guerra e dos grandes interesses transnacionais, na domina\u00e7\u00e3o colonial e imperial. Sem que o povo portugu\u00eas retire qualquer proveito, antes pelo contr\u00e1rio. Embora tentem convenc\u00ea-lo, atrav\u00e9s de revoltantes mecanismos de controle, de que s\u00f3 tem a ganhar com isso.<\/p>\n<p>O que os portugueses j\u00e1 asseguraram, atrav\u00e9s das op\u00e7\u00f5es belicistas a servi\u00e7o de interesses que n\u00e3o s\u00e3o os seus, \u00e9 o aprofundamento de uma crise econ\u00f4mica at\u00e9 n\u00edveis imprevis\u00edveis \u2013 em consequ\u00eancia das san\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 R\u00fassia \u2013 mais austeridade, a car\u00eancia de produtos de primeira necessidade e o desperd\u00edcio de muito mais dinheiro em armas e em compromissos militares alheios, em detrimento de um Estado social cada vez mais assaltado atrav\u00e9s dos or\u00e7amentos impostos por Bruxelas.<\/p>\n<p>Em boa verdade os portugueses j\u00e1 tudo podem esperar dos dirigentes que escolheram atrav\u00e9s dos mecanismos adulterados desta esp\u00e9cie de democracia.<\/p>\n<p>O n\u00famero dois do Estado que acaba de ser nomeado \u00e9 o mesmo que deu a m\u00e3o ao terrorista e fascista Guaid\u00f3 na Venezuela e que reduziu a pol\u00edtica externa portuguesa \u00e0 de uma rep\u00fablica das bananas.<\/p>\n<p>E o n\u00famero um, presidente de um pa\u00eds laico, foi em peregrina\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima dar o am\u00e9m a uma obscurantista opera\u00e7\u00e3o vaticana para inserir uma componente medieval religiosa no conflito da Ucr\u00e2nia ao reavivar a ordem dada em 1917 aos pobres pastorinhos da Cova da Iria: \u00abo mundo deve orar pela convers\u00e3o da R\u00fassia\u00bb.<\/p>\n<p>Precisamos de independ\u00eancia, soberania, dignidade, sensatez e democracia, como do p\u00e3o para a boca. Tudo isso est\u00e1 em falta em Portugal.<\/p>\n<p>[Na foto: Confer\u00eancia de imprensa de Jens Stoltenberg e Volodymyr Zelensky (foto de arquivo) Cr\u00e9ditos \/ gazeta.ru]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28636\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"A Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o v\u00ea o nazismo na Ucr\u00e2nia; o seu intimidat\u00f3rio Minist\u00e9rio da Verdade considera at\u00e9 que relatar a sua exist\u00eancia e as suas a\u00e7\u00f5es terroristas \u00e9 estar do lado de Putin.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[228],"class_list":["post-28636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7rS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}