{"id":28742,"date":"2022-05-05T11:44:52","date_gmt":"2022-05-05T14:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28742"},"modified":"2022-05-05T11:44:52","modified_gmt":"2022-05-05T14:44:52","slug":"18o-congresso-sindical-mundial-da-fsm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28742","title":{"rendered":"18\u00ba CONGRESSO SINDICAL MUNDIAL DA FSM"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/a-1.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>TESES DO SECRETARIADO DA FEDERA\u00c7\u00c3O SINDICAL MUNDIAL AO 18\u00ba CONGRESSO<\/strong><\/p>\n<p><strong>PRIORIDADES<\/strong><\/p>\n<p>O 18\u00ba Congresso da Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial \u00e9 celebrado em circunst\u00e2ncias especialmente dif\u00edceis e sem precedentes para os trabalhadores de todo o mundo, porque a pandemia de COVID-19 que eclodiu no in\u00edcio de 2020 causou 6.127.981 milh\u00f5es de mortes e 481.756.671 milh\u00f5es de infec\u00e7\u00f5es, sendo que pa\u00edses como EUA, Brasil, \u00cdndia, R\u00fassia e outros tiveram mais v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da nova e profunda crise econ\u00f4mica internacional e a aparente incapacidade dos sistemas de sa\u00fade de lidar com a pandemia nos pa\u00edses como os Estados Unidos, It\u00e1lia, etc., revelaram as grandes contradi\u00e7\u00f5es do atual sistema de explora\u00e7\u00e3o. Apesar de, por um lado, existirem atualmente enormes possibilidades cient\u00edficas para proteger a sa\u00fade das for\u00e7as populares e para satisfazer suas necessidades, a pandemia causou a morte de milh\u00f5es de pessoas, a grande maioria de trabalhadores e pobres. Ao mesmo tempo, houve o crescimento do desemprego, do grau de explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, de empobrecimento e restri\u00e7\u00e3o de liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>No campo da nova crise internacional, a concorr\u00eancia se intensifica entre as alian\u00e7as imperialistas, mas tamb\u00e9m entre os estados dentro das alian\u00e7as, para controle de mercados, fontes de energia e rotas de transporte, provocando riscos maiores de conflitos militares do Mediterr\u00e2neo Oriental, \u00c1frica, Sudeste Asi\u00e1tico at\u00e9 o \u00c1rtico e a Europa. Nos anos transcorridos, o descontentamento foi se acumulando, muitas vezes expresso em explos\u00f5es de \u00f3dio e indigna\u00e7\u00e3o popular, como as greves e mobiliza\u00e7\u00f5es contra as pol\u00edticas de Macron na Fran\u00e7a, os protestos contra o assassinato de George Floyd nos EUA, as grandes manifesta\u00e7\u00f5es e greves no Cazaquist\u00e3o. Mas quando n\u00e3o h\u00e1 movimento sindical classista, prevalece a desorienta\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o em antagonismos de setores da burguesia. A mudan\u00e7a de governo e a elei\u00e7\u00e3o de Joe Biden nos EUA n\u00e3o trouxeram uma solu\u00e7\u00e3o para os graves problemas vividos pelo povo americano e os povos do mundo, por causa das pol\u00edticas de todos os governos estadunidenses, republicanos e democratas, ao longo do tempo. A administra\u00e7\u00e3o Biden apoiou novos bombardeios na S\u00edria e o bombardeio da Faixa de Gaza por Israel. Mant\u00e9m o embargo criminoso dos EUA contra Cuba e as quase 250 san\u00e7\u00f5es adicionais impostas por Trump contra o povo cubano.<\/p>\n<p>No entanto, nesse ambiente complexo e vol\u00e1til, destacam-se as lutas populares em v\u00e1rios pa\u00edses, demonstrando potencial para o desenvolvimento do movimento oper\u00e1rio-popular no futuro. Confirmam que a esperan\u00e7a dos trabalhadores est\u00e1 nas lutas sociais.<\/p>\n<p>A nova crise econ\u00f4mica internacional<\/p>\n<p>Em 2020 eclodiu uma nova crise econ\u00f4mica internacional, muito mais profunda do que a anterior em 2008-2009, a mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial. An\u00e1lises urbanas atribuem o principal motivo \u00e0 resposta \u00e0 pandemia de coronav\u00edrus (atrav\u00e9s de medidas gerais ou limitadas de suspens\u00e3o das atividades), o que de fato provocou uma forte redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica. Claro que a pandemia desempenhou um papel no momento e na profundidade da crise, mas n\u00e3o era sua causa principal. Ela agiu como um catalisador, um freio de m\u00e3o adicional na j\u00e1 desacelerada economia internacional. A desacelera\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2019 revelou a grande quantidade de capital sobreacumulado, que n\u00e3o poderia ser reinvestido para garantir uma taxa de retorno satisfat\u00f3ria. De modo mais geral, na d\u00e9cada seguinte \u00e0 crise anterior em n\u00edvel internacional (2008-2009), muito poucas economias capitalistas passaram a um n\u00edvel de crescimento maior do que antes da crise.<\/p>\n<p>Essa resposta espec\u00edfica \u00e0 pandemia, apesar das diferen\u00e7as individuais entre os estados, teve um vi\u00e9s de classe antipopular em todos os lugares. O triste estado dos sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade (por falta de Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica Estatal, problemas de infraestrutura, n\u00famero de UTIs, escassez de pessoal, etc. hospitais estatais), os grandes problemas no campo da preven\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e seguran\u00e7a dos trabalhadores, o baixo n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade n\u00e3o s\u00e3o fen\u00f4menos naturais inevit\u00e1veis, mas o resultado do apoio pol\u00edtico \u00e0 rentabilidade dos monop\u00f3lios. A crescente mercantiliza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e dos servi\u00e7os farmac\u00eauticos \u00e9 uma caracter\u00edstica de todos os pa\u00edses capitalistas.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, se intensifica a concorr\u00eancia entre conglomerados e centros imperialistas no mercado mundial de vacinas e medicamentos, bem como no contexto de confrontos geopol\u00edticos (por exemplo, os benef\u00edcios das vacinas da Pfizer, de 36.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2021).<\/p>\n<p>Intensifica\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o desigual da crise e suas consequ\u00eancias est\u00e1 repercutindo na mudan\u00e7a do equil\u00edbrio de poder e est\u00e1 agu\u00e7ando conflitos, intensificando a luta pelo controle de mercados, fontes de energia e rotas mar\u00edtimas para o transporte de mercadorias do Mediterr\u00e2neo Oriental at\u00e9 o Mar Meridional da China. O perigo de uma guerra imperialista mais ampla cresce e se expande. Os acontecimentos mostram que hoje se refor\u00e7a objetivamente o potencial da Rep\u00fablica Popular da China em amea\u00e7ar a primazia dos Estados Unidos nos pr\u00f3ximos anos. Essa din\u00e2mica tamb\u00e9m se reflete na redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e no aumento significativo da participa\u00e7\u00e3o da China na produ\u00e7\u00e3o mundial no per\u00edodo 2000-2020.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia a uma mudan\u00e7a no equil\u00edbrio de poder contra os EUA tamb\u00e9m se reflete no aumento dram\u00e1tico do d\u00e9ficit comercial dos EUA no com\u00e9rcio bilateral com a China (entre 1985 e 2019). Nessa \u00e1rea, a &#8220;guerra comercial&#8221; de ambos os pa\u00edses se intensificou entre 2018 e 2019. Os Estados Unidos impuseram tarifas mais altas sobre produtos chineses por valor de 200 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e a China, na defensiva, imp\u00f4s tarifas sobre produtos estadunidenses no valor de 60.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos tentam n\u00e3o perder sua vantagem em termos de novas tecnologias e, ao mesmo tempo, limitar a expans\u00e3o da China neste setor, o que significar\u00e1, ao mesmo tempo, refor\u00e7ar sua influ\u00eancia pol\u00edtica (por exemplo, a crescente tentativa de excluir a China das redes 5G na Europa). Ao mesmo tempo, o governo norte-americano, aproveitando a enorme redu\u00e7\u00e3o de impostos sobre o capital, apelou aos monop\u00f3lios americanos de novas tecnologias operando na China para que saiam de l\u00e1 ou voltem aos Estados Unidos, tentando impedir a expans\u00e3o da China para atrav\u00e9s do projeto Rota da Seda e seus investimentos em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Embora os governos ocidentais tenham parecido estar unidos contra a R\u00fassia, no entanto, se evidencia uma deteriora\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es entre os Estados Unidos e a Alemanha, com a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es comerciais a ambas as partes e a intensifica\u00e7\u00e3o de desacordos sobre v\u00e1rias quest\u00f5es (coopera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da Alemanha com a R\u00fassia, a escassa participa\u00e7\u00e3o da Alemanha nos custos de guerra da OTAN, sua atitude em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3, \u00e0 R\u00fassia, etc.). Em geral, a concorr\u00eancia da UE com os EUA e a Gr\u00e3-Bretanha est\u00e1 se intensificando. Em setembro de 2021, Estados Unidos, Gr\u00e3-Bretanha e Austr\u00e1lia anunciaram o acordo AUKUS, que se dizia ser voltado para o refor\u00e7o m\u00fatuo de suas &#8220;capacidades&#8221; militares com vistas \u00e0 &#8220;seguran\u00e7a do Indo-Pac\u00edfico&#8221;. Mas o acordo se produziu no contexto do confronto entre os Estados Unidos e a China pela primazia no sistema econ\u00f4mico internacional, em que ambos os lados procuram fortalecer suas alian\u00e7as na regi\u00e3o do Indo-Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>O primeiro passo da AUKUS foi lan\u00e7ar um programa para equipar a Austr\u00e1lia com submarinos de propuls\u00e3o nuclear, cujas caracter\u00edsticas s\u00e3o adequadas a opera\u00e7\u00f5es e patrulhas em alto mar e em todo o Indo-Pac\u00edfico. Ao mesmo tempo, um dia ap\u00f3s o an\u00fancio da forma\u00e7\u00e3o da AUKUS, os Estados Unidos e a Austr\u00e1lia anunciaram que a Austr\u00e1lia adquiriria m\u00edsseis de cruzeiro de longo alcance e que haveria um aumento no n\u00famero de tropas dos EUA estacionado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Recentemente, a guerra e os acontecimentos na Ucr\u00e2nia mostraram que a Europa tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 segura. Aqueles que pensavam que as guerras e conflitos imperialistas seriam travados fora da Europa se enganaram. Tanto a guerra da OTAN contra a Iugosl\u00e1via em 1999, bem como a atual na Ucr\u00e2nia o demonstram. As causas das guerras devem ser procuradas em altera\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio de poder internacional, conforme ocorreu em 1991 com a dissolu\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e o colapso do socialismo nos pa\u00edses da Europa Oriental. A partir de ent\u00e3o, a OTAN, os Estados Unidos e a UE se organizaram e encorajaram as for\u00e7as fascistas ucranianas a cercar a R\u00fassia. A Ucr\u00e2nia est\u00e1 sendo usada como pe\u00e3o nos planos estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos, que buscam enfraquecer a R\u00fassia, exclu\u00ed-la das rotas da energia. Toda essa rede de rivalidades interimperialistas p\u00f5e em perigo a paz internacional e revela a necessidade da aboli\u00e7\u00e3o das armas nucleares e do desmantelamento da OTAN.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos est\u00e3o usando a crise da Ucr\u00e2nia para refor\u00e7ar sua imagem de &#8220;protetores&#8221; da Europa e, ao mesmo tempo, tornarem-se os provedores de pa\u00edses europeus privilegiados em termos energ\u00e9ticos. Os antagonismos dos centros imperialistas tamb\u00e9m se desenvolvem no Cazaquist\u00e3o, onde ocorreram grandes mobiliza\u00e7\u00f5es populares em janeiro de 2022 contra os graves problemas econ\u00f4micos, sociais e pol\u00edticos que o povo enfrenta. Essas manifesta\u00e7\u00f5es foram recebidas com viol\u00eancia e repress\u00e3o que levou a milhares de deten\u00e7\u00f5es e \u00e0 morte de centenas de manifestantes. Cazaquist\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds rico em recursos minerais e com uma posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica cr\u00edtica. A riqueza do pa\u00eds est\u00e1 sendo saqueada por monop\u00f3lios locais e estrangeiros, enquanto o povo vive na mis\u00e9ria, com custo de vida e desemprego cada vez maiores.<\/p>\n<p>Gest\u00e3o da crise econ\u00f4mica pelos governos e consequ\u00eancias para os trabalhadores<\/p>\n<p>Para apoiar a recupera\u00e7\u00e3o da economia capitalista, os governos burgueses dos EUA, da UE e do Jap\u00e3o est\u00e3o promovendo grandes interven\u00e7\u00f5es estatais, utilizando propostas keynesianas. Seguem uma pol\u00edtica fiscal expansionista, ou seja, um aumento nos gastos do Estado, principalmente para apoio diretamente dos grupos empresariais, mas tamb\u00e9m na tentativa de &#8220;amortecer&#8221; temporariamente os efeitos mais agudos da crise sobre as for\u00e7as populares. Isto se associa a uma toler\u00e2ncia ao crescimento da d\u00edvida p\u00fablica, ou seja, acompanhado por uma pol\u00edtica monet\u00e1ria mais frouxa.<\/p>\n<p>A social-democracia insiste na necessidade de regressar a um keynesiano, que se apresenta como a resposta progressista e pr\u00f3-popular ao neoliberalismo, que eles culpam pela crise. A verdade \u00e9 que, por um lado, as crises econ\u00f4micas capitalistas produzidas na segunda metade do s\u00e9culo XX no campo da gest\u00e3o de tipo keynesiana e, por outro lado, certas propostas keynesianas expansionistas e as diretrizes de pol\u00edtica monet\u00e1ria frouxas n\u00e3o haviam desaparecido da mescla anterior das gest\u00f5es burguesas. Ap\u00f3s a crise internacional de 2008-2009, o Banco Central da Uni\u00e3o Europeia e, sobretudo, a Reserva Federal dos Estados Unidos aplicaram uma pol\u00edtica de &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o quantitativa&#8221; para apoiar os grupos financeiros. Os governos dos estados membros da UE foram autorizados a emitir t\u00edtulos comprados pelos bancos, de fato absorvendo o capital do empr\u00e9stimo do BCE a uma taxa de juro extremamente favor\u00e1vel. As v\u00e1rias propostas de gest\u00e3o, como as do keynesianismo, s\u00f3 podem adiar o momento de crise e intervir temporariamente no grau de deprecia\u00e7\u00e3o do capital, o que leva a uma crise mais profunda no futuro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o surgiu a proposta de um &#8220;New Deal Verde&#8221;, que foi originalmente apresentado em 2019 como uma resolu\u00e7\u00e3o no Congresso dos Estados Unidos pela &#8220;ala esquerda dos democratas&#8221;. Ao mesmo tempo, a Comiss\u00e3o Europeia promoveu o &#8220;New Green Deal&#8221; em nome da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da sa\u00fade a fim de criar uma sa\u00edda tempor\u00e1ria lucrativa para o investimento de capital acumulado em excesso. Em ess\u00eancia, esta proposta garante, por meio de uma interven\u00e7\u00e3o estatal em grande escala, por um lado a cria\u00e7\u00e3o de incentivos atrav\u00e9s do financiamento de novos investimentos em energia, transporte e transportes p\u00fablicos, ind\u00fastria e agricultura, juntamente com o refor\u00e7o da moderniza\u00e7\u00e3o digital da economia e, por outro lado, a deprecia\u00e7\u00e3o do capital controlado (por exemplo, o fechamento de f\u00e1bricas de lignito, a retirada de carros convencionais, mudan\u00e7as nas redes de energia).<\/p>\n<p>Todos o peso nas costas dos trabalhadores<\/p>\n<p>A pol\u00edtica fiscal expansiva, a maior interven\u00e7\u00e3o do Estado capitalista, volta a colocar o fardo sobre os ombros do povo de uma maneira diferente. O povo \u00e9 chamado a reembolsar os novos empr\u00e9stimos e arcar com o \u00f4nus das empresas privadas deficit\u00e1rias no caso de sua nacionaliza\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ou parcial, ou vice-versa, da privatiza\u00e7\u00e3o ou da limita\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do Estado, mas o \u00f4nus recai sobre o Estado. Em nome da &#8220;prote\u00e7\u00e3o ao emprego&#8221;, a pol\u00edtica de m\u00e3o de obra mais barata atrav\u00e9s da convers\u00e3o de contratos de trabalho em tempo integral para tempo parcial e trabalho rotativo, redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho com redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e maior flexibiliza\u00e7\u00e3o, o que leva \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho e ao aumento do seu grau de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No mesmo contexto, a possibilidade de impor unilateralmente o teletrabalho, que em muitos casos abole efetivamente a separa\u00e7\u00e3o entre tempo livre e o tempo de trabalho. As novas medidas anti-trabalhadores, que essencialmente reduzem os sal\u00e1rios, facilitam ainda mais as demiss\u00f5es e derrubam direitos previdenci\u00e1rios, inicialmente apresentadas como excepcionais, depois se tornaram permanentes. A pol\u00edtica de ajuste ao novo n\u00edvel de produtividade, sem uma melhora global da pol\u00edtica de empregos e de gest\u00e3o da renda dos trabalhadores e da pobreza extrema, ou seja, visando n\u00e3o permitir o crescimento do desemprego, n\u00e3o colapsar o n\u00edvel b\u00e1sico de consumo das massas, n\u00e3o \u00e9 uma proposta progressista para garantir a &#8220;distribui\u00e7\u00e3o justa de riqueza&#8221;, como afirmam muitos social-democratas. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para salvaguardar e recuperar a rentabilidade capitalista.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, aumenta o n\u00famero de desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o nos setores afetados pela transi\u00e7\u00e3o verde (por exemplo, o fechamento de usinas centrais el\u00e9tricas de lignito). O novo para\u00edso projetado de &#8220;crescimento verde&#8221;, com grandes &#8220;benef\u00edcios verdes&#8221; inclui eletricidade muito cara, rela\u00e7\u00f5es trabalhistas flex\u00edveis, m\u00e3o de obra barata, novos encargos \u00e0s fam\u00edlias populares para a compra de carros e eletrodom\u00e9sticos &#8220;verdes&#8221;, impostos especiais de consumo &#8220;verde&#8221; e a sangria geral do povo, para que o Estado apoie os novos investimentos &#8220;verdes&#8221; dos conglomerados. Ao mesmo tempo, os investimentos no chamado desenvolvimento &#8220;verde&#8221; deve levar \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental generalizada de \u00e1reas protegidas, montanhas, minando as economias locais e a vida da classe trabalhadora e das for\u00e7as populares. Em conclus\u00e3o, s\u00e3o v\u00e1rias maneiras de aumentar o grau de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora para criar incentivos e oportunidades para novos e rent\u00e1veis investimentos capitalistas sob o pretexto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A imagem militarista internacional<\/p>\n<p>Os gastos militares globais em 2019 s\u00e3o estimados em US$ 1,917 trilh\u00e3o, 2,2% do PIB mundial, 3,6% a mais que em 2018 e 7,2% a mais que em 2010, pelo terceiro ano consecutivo, principalmente devido aos gastos e opera\u00e7\u00f5es militares de Estados Unidos e China. As vendas internacionais de armas aumentaram 7,8% no per\u00edodo de 2014 &#8211; 2018 ou 20% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo 2005 &#8211; 2009. Estimam-se 1,98 bilh\u00e3o em 2020 e 1,982 bilh\u00e3o em 2021 (2,6% a mais que em 2019). Em rela\u00e7\u00e3o aos gastos militares, os Estados Unidos (732 bilh\u00f5es de d\u00f3lares) est\u00e3o no topo, seguidos pela China (261), \u00cdndia (71,1), R\u00fassia (65,1), Ar\u00e1bia Saudita (61,9), Fran\u00e7a (50,1), Alemanha (49,3), Gr\u00e3-Bretanha (48,7), Jap\u00e3o (47,6) e Coreia do Sul (43,9). A despesa militar total dos 29 estados membros da OTAN foi de 1.035 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2019. No per\u00edodo de 2015-2019, os Estados Unidos continuaram a liderar em exporta\u00e7\u00f5es de armas, em 36%, com a R\u00fassia em segundo lugar, seguida de Fran\u00e7a, Alemanha e China. As for\u00e7as nucleares continuam a modernizar seu arsenal nuclear, substituindo ogivas antigas. As nove pot\u00eancias nucleares (EUA &#8211; 5.800, R\u00fassia &#8211; 6.375, Grande Gr\u00e3-Bretanha &#8211; 215, Fran\u00e7a &#8211; 290, China &#8211; 320, \u00cdndia &#8211; 150, Paquist\u00e3o &#8211; 160, Israel &#8211; 90 etc.) t\u00eam um total de 13.400 armas nucleares, das quais 90% pertencem a EUA e R\u00fassia.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos e a R\u00fassia anunciam mudan\u00e7as em sua doutrina militar &#8220;nuclear&#8221;, enquanto ambos anunciam novos tipos de &#8220;super armas&#8221;, como armas laser autom\u00e1ticas e novas \u00e1reas para seu uso, por exemplo, no espa\u00e7o. Os EUA pretendem incorporar a China em um acordo para controle e limite de armas nucleares, considerando-a uma concorrente perigosa, enquanto a quest\u00e3o principal em mat\u00e9ria de armas nucleares \u00e9 a capacidade do &#8220;primeiro ataque&#8221;.<\/p>\n<p>Nesse contexto de rivalidades, os Estados Unidos decidiram retirar suas for\u00e7as do Afeganist\u00e3o em agosto passado para enfrentar os novos desafios da concorr\u00eancia com a R\u00fassia e a China. Entregaram o governo aos obscurantistas Talib\u00e3s, mas com os Estados Unidos mantendo o controle de importantes setores da economia para exercer press\u00e3o e promover seus pr\u00f3prios interesses sobre, por exemplo, as empresas chinesas. Enquanto o povo do Afeganist\u00e3o sofre em um estado de ruptura e muitos seguem o caminho dos refugiados, EUA, UE e outros pa\u00edses conspiram com o Talib\u00e3, &#8220;legitimando-o&#8221;, para garantir seus projetos no territ\u00f3rio geoestrat\u00e9gico cr\u00edtico do Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma &#8220;ferramenta&#8221; importante para os planos de guerra das grandes pot\u00eancias poderosas s\u00e3o as bases militares fora de suas fronteiras, onde os EUA parecem ter mais de 700 bases, de diversos usos, em todo o mundo. Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, R\u00fassia, It\u00e1lia, Turquia, China, Jap\u00e3o, \u00cdndia tamb\u00e9m t\u00eam bases fora de suas fronteiras. Uma importante novidade do per\u00edodo, indicativa da intensidade da concorr\u00eancia e da prepara\u00e7\u00e3o militar, s\u00e3o as mudan\u00e7as nas doutrinas de defesa de v\u00e1rios Estados (os exemplos da Alemanha alguns anos antes e, mais recentemente, do Jap\u00e3o). Ao mesmo tempo, a OTAN est\u00e1 chegando aos Estados que h\u00e1 d\u00e9cadas foram descritos como &#8220;neutros&#8221;, sendo a Su\u00e9cia um exemplo disso. E do exposto pode-se concluir que os pa\u00edses capitalistas, em vez de dar dinheiro para a sa\u00fade p\u00fablica, educa\u00e7\u00e3o, as necessidades dos trabalhadores, investem bilh\u00f5es em gastos militares em sua competi\u00e7\u00e3o pelos interesses de seus monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>PRIORIDADES DA FSM: O QUE QUEREMOS?<\/p>\n<p>\u00c0 medida que avan\u00e7amos pela terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo 21 e nos preparamos para comemorar o 80\u00ba anivers\u00e1rio da cria\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Sindicato Mundial (FSM), bem como todos esses anos de atividade merecida, compartilhamos objetivos comuns como:<\/p>\n<p>1. Manter e continuar fortalecendo as posi\u00e7\u00f5es unificadas da FSM sendo a primeira condi\u00e7\u00e3o para que a Federa\u00e7\u00e3o possa cumprir seu papel de forte e constante defensora dos direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>2. Apoiar a unidade da classe trabalhadora formando uma classe social unificada em todo o mundo para a luta por uma sociedade livre da explora\u00e7\u00e3o capitalista. Dentro desta luta para derrubar a escravid\u00e3o capitalista, a classe trabalhadora tem que desenvolver amplas alian\u00e7as sociais com camponeses, intelectuais progressistas e trabalhadores aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>3. Fortalecer e aprofundar os princ\u00edpios fundadores da FSM, como organiza\u00e7\u00e3o sindical que abra\u00e7a os princ\u00edpios da luta de classes, das liberdades democr\u00e1ticas e sindicais e que avan\u00e7a nesta base, tamb\u00e9m pela defesa do direito de organiza\u00e7\u00e3o e do direito de greve. A FSM segue e aplica os princ\u00edpios do funcionamento democr\u00e1tico, do contato direto com trabalhadores e respeita os princ\u00edpios de funcionamento dos sindicatos de base.<\/p>\n<p>O direito de greve<\/p>\n<p>A FSM reconhece que o direito de greve \u00e9 um direito humano fundamental e \u00e9 uma parte essencial da liberdade de associa\u00e7\u00e3o. A classe capitalista no n\u00edvel nacional, regional e internacional adotou um plano agressivo para n\u00e3o apenas violar este direito fundamental, mas est\u00e1 tentando ativamente retirar dos trabalhadores e sindicatos esse direito. A FSM se opor\u00e1 fortemente a esses ataques e defender\u00e1 o direito de greve a todo custo.<\/p>\n<p>4. Internacionalismo e solidariedade entre todos os trabalhadores, independentemente de cor, religi\u00e3o, g\u00eanero, idioma ou pontos de vista pol\u00edticos. Assim, nenhum trabalhador, nenhum setor, pode estar sozinho em suas lutas e suas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>5. A FSM, desde a sua cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o sindical inspirada nos valores anti-imperialistas e defende o direito de cada povo \u00e0 liberdade de decidir sozinho e de forma democr\u00e1tica o seu presente e o seu futuro. Condena os conflitos e invas\u00f5es imperialistas. Nos opomos ao racismo, ao fascismo e \u00e0 xenofobia.<\/p>\n<p>6. Promover a participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria de mulheres e jovens nas atividades e no funcionamento dos sindicatos. Devemos zelar para que assumam posi\u00e7\u00f5es de responsabilidade, confiando em suas a\u00e7\u00f5es. Educar nosso membros e nossos l\u00edderes para lutar contra a explora\u00e7\u00e3o social numa luta conjunta, de mulheres e homens, num esp\u00edrito de fraternidade.<\/p>\n<p>7. Precisamos de sindicatos democr\u00e1ticos, com orienta\u00e7\u00e3o de massa e de classe, que se tornar\u00e3o as escolas de aprendizagem da luta social pela emancipa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Agir coletivamente e sempre ter ouvidos e olhos para a base, para os trabalhadores simples. Devemos ser s\u00f3lidos e constantes na luta contra a burocracia, o elitismo, o carreirismo e a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>8. A FSM deve intervir nas organiza\u00e7\u00f5es internacionais das quais \u00e9 membro, a fim de fazer avan\u00e7ar claramente as posi\u00e7\u00f5es do movimento sindical classista e para revelar a hostilidade das organiza\u00e7\u00f5es que violam seus pr\u00f3prios princ\u00edpios fundadores e as raz\u00f5es pelas quais foram criadas, traindo os trabalhadores.<\/p>\n<p>9. Apoiar diariamente as necessidades da estrutura de toda a FSM, de baixo para cima, constituindo uma atividade perene para alcan\u00e7ar uma melhoria no padr\u00e3o de vida de todos os trabalhadores, salarial, cultural, espiritual, bem como uma melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e seguran\u00e7a. Satisfazer as necessidades CONTEMPOR\u00c2NEAS \u00e9 o objetivo constante de cada pa\u00eds, cada setor, cada regi\u00e3o e cada sindicato.<\/p>\n<p>Hoje, dado o progresso tecnol\u00f3gico e a riqueza acumulada, a barra est\u00e1 sempre situada no alto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades contempor\u00e2neas, e as aspira\u00e7\u00f5es nesse sentido s\u00e3o grandes. Novas tecnologias e digitaliza\u00e7\u00e3o devem ser usadas para melhorar a vida dos trabalhadores e n\u00e3o para aumentar os lucros. Os direitos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica gratuita, a moradia digna, acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel, transporte p\u00fablico mais barato e seguro, educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica gratuita para todas as crian\u00e7as, certamente est\u00e3o inclu\u00eddos nas necessidades contempor\u00e2neas, segundo a concep\u00e7\u00e3o do movimento sindical classista.<\/p>\n<p>A luta contempor\u00e2nea de uma classe para si<\/p>\n<p>O modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, ao mesmo tempo em que se deteriora com suas pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es, buscando constantemente formas de prolongar sua hegemonia. Como a ess\u00eancia de sua sobreviv\u00eancia \u00e9 marcada pela apropria\u00e7\u00e3o indevida da riqueza produzida pela classe trabalhadora, a responsabilidade sempre recai sobre a classe trabalhadora quando o sistema est\u00e1 em crise. Assim, al\u00e9m de suas recorrentes quedas nas taxas de lucro, especialmente nos anos 1970 e as crises que se seguiram, como a de 2008\/2009, o sistema acelerou um conjunto de mudan\u00e7as na forma e de como e onde produzir. A terceiriza\u00e7\u00e3o, um intenso incremento tecnol\u00f3gico e empresarial, acompanhado por uma nova divis\u00e3o do trabalho marcada pela dispers\u00e3o das unidades produtivas, caracterizam a nova era no mundo do trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, buscando enfraquecer a resist\u00eancia pol\u00edtica contra essa ofensiva antitrabalhista, flexibilizam a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e desregulamentam o papel de representa\u00e7\u00e3o dos sindicatos. Como um todo, apesar das grandes mobiliza\u00e7\u00f5es, o resultado desse est\u00e1gio atual \u00e9 a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e a conscientiza\u00e7\u00e3o de uma parte consider\u00e1vel de nossa classe. A Federa\u00e7\u00e3o Sindical Mundial e os seus sindicatos n\u00e3o devem subestimar esta nova situa\u00e7\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, devem estud\u00e1-la e enfrent\u00e1-la com t\u00e1ticas e meios adequados, em particular, com o fortalecimento da forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e do trabalho sindical de base.<\/p>\n<p>Renda \u2013 Sal\u00e1rios \u2013 Remunera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Apoiamos e exigimos a celebra\u00e7\u00e3o de acordos coletivos de trabalho para garantir pleno emprego e trabalho regular decentemente remunerado. Devem ser assinado acordos coletivos, em cada pa\u00eds e em cada setor, que deem uma resposta favor\u00e1vel \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores. Por exemplo, e como requisito m\u00ednimo, a renda dos trabalhadores em cada pa\u00eds deve ser pelo menos duas vezes acima do n\u00edvel de pobreza.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a social<\/p>\n<p>Em todos os casos, exigimos a previd\u00eancia p\u00fablica e os planos de previd\u00eancia p\u00fablicas para que todos os trabalhadores de todos os setores em todos os pa\u00edses possam gozar plenamente do direito \u00e0 seguridade social. O trabalho informal e trabalhadores sem seguridade s\u00e3o casos muito graves para o movimento sindical classista.<\/p>\n<p>Alto custo de vida \u2013 Desemprego \u2013 Privatiza\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Mais uma vez se veem os &#8220;frutos&#8221; da barb\u00e1rie capitalista e ao mesmo tempo os &#8220;inimigos&#8221; do movimento sindical e dos trabalhadores. As classes sociais empobrecidas s\u00e3o as mais afetados pelo aumento dos pre\u00e7os; o desemprego \u00e9 a &#8220;quinta coluna&#8221; na barriga mole dos sindicatos e as privatiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o apenas a grande festa dos monop\u00f3lios e das empresas multinacionais que t\u00eam por objetivo a demiss\u00e3o de trabalhadores e atentam contra os direitos dos empregados, bem como como as conquistas dos trabalhadores. Privatiza\u00e7\u00f5es levam \u00e0 venda da riqueza p\u00fablica e d\u00e3o grandes oportunidades aos monop\u00f3lios e empresas multinacionais para demitir trabalhadores, atacar seus direitos e conquistas, e privam os trabalhadores do acesso gratuito e universal aos bens sociais. A luta contra o custo de vida, o desemprego e a privatiza\u00e7\u00e3o deve ter lugar priorit\u00e1rio na agenda militante, chamando a aten\u00e7\u00e3o dos sindicatos membros da FSM diariamente.<\/p>\n<p>Migrantes \u2013 Refugiados<\/p>\n<p>Os conflitos militares imperialistas est\u00e3o na origem da crise migrat\u00f3ria e de refugiados. A explora\u00e7\u00e3o e pilhagem de recursos naturais do terceiro mundo constituem o fato gerador da pobreza e da migra\u00e7\u00e3o. O al\u00edvio da d\u00edvida externa de pa\u00edses do terceiro mundo figura entre as principais e diacr\u00f4nicas prioridades do movimento sindical militante internacional. Ao mesmo tempo, defendemos a vida e os direitos dos migrantes e refugiados. Opomo-nos radicalmente ao fen\u00f4meno do racismo e do neonazismo. A classe trabalhadora \u00e9 \u00fanica para a FSM.<\/p>\n<p>Trabalho infantil &#8211; o trabalho das gestantes<\/p>\n<p>As crian\u00e7as devem frequentar a escola e brincar com seus pares. A proibi\u00e7\u00e3o do trabalho infantil deve se tornar uma realidade, e n\u00e3o continuar a ser algo apenas afirmado. Regulamentos internacionais sobre licen\u00e7as para maternidade, trabalho n\u00e3o pesado e proibi\u00e7\u00e3o de demitir mulheres gr\u00e1vidas devem ser respeitados.<\/p>\n<p>10. Sublinhamos a import\u00e2ncia das condi\u00e7\u00f5es de higiene e seguran\u00e7a no locais de trabalho, para que os trabalhadores possam voltar para casa com seguran\u00e7a e, assim, reencontrar suas fam\u00edlias. Chamamos a aten\u00e7\u00e3o dos sindicatos sobre a cria\u00e7\u00e3o e funcionamento de comit\u00eas de sa\u00fade, seguran\u00e7a e higiene em locais de trabalho. A a\u00e7\u00e3o prolongada \u00e9 uma prioridade muito alta para enfrentar a crise ambiental, decorrente das atividades implac\u00e1veis de lucro dos monop\u00f3lios e dos cart\u00e9is das empresas multinacionais. Como resultado, as pessoas pobres se afogam como resultado de inunda\u00e7\u00f5es, congelam quando est\u00e1 frio, foram queimados at\u00e9 a morte em inc\u00eandios, ou perecem como resultado de terremotos, etc.<\/p>\n<p>11. Lutamos muito para reduzir as horas trabalhadas e ao mesmo tempo aumentar os sal\u00e1rios. A posi\u00e7\u00e3o adotada pela FSM a favor de 35 horas de trabalho distribu\u00eddas por uma semana de 5 dias \u00fateis, \u00e9 uma luta imediata e ao mesmo tempo realista. O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 uma semana de 4 dias de trabalho em tempo integral, 7 horas por dia sem reduzir os sal\u00e1rios. S\u00f3 assim a classe trabalhadora e todos os trabalhadores poder\u00e3o receber um sal\u00e1rio m\u00ednimo como resultado deste desenvolvimento explosivo da tecnologia e da ci\u00eancia utilizado no processo de produ\u00e7\u00e3o. A FSM se op\u00f5e ao emprego por tempo parcial, ao trabalho informal, \u00e0 escravid\u00e3o e \u00e0s demiss\u00f5es. Com a implementa\u00e7\u00e3o do teletrabalho, s\u00e3o promovidas formas flex\u00edveis de trabalho, emprego, as horas de trabalho s\u00e3o aumentadas e se questiona o trabalho est\u00e1vel e permanente com direitos. Propomos desenvolver uma ampla campanha por um Jornada de 35 horas sem redu\u00e7\u00e3o salarial e lan\u00e7\u00e1-la no dia 3 de Outubro de 2022.<\/p>\n<p>12. A FSM se op\u00f5e ao desperd\u00edcio de recursos e ao investimento de fundos no setor de armas e despesas para comprar equipamento militar. Op\u00f5e-se ao uso de energia nuclear para fins militares e apela \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o imediata da OTAN.<\/p>\n<p>13. N\u00e3o compartilhamos a exclus\u00e3o, o ex\u00edlio, a discrimina\u00e7\u00e3o, o embargo e as san\u00e7\u00f5es determinadas pelos Estados Unidos, OTAN e UE contra os pa\u00edses. O embargo e exclus\u00e3o t\u00eam consequ\u00eancias terr\u00edveis para o padr\u00e3o de vida das fam\u00edlias da classe popular, de todos os trabalhadores, dos pobres e dos pequenos camponeses.<\/p>\n<p>Comit\u00ea Internacional pela Prote\u00e7\u00e3o das Liberdades Sindicais e Democr\u00e1ticas<\/p>\n<p>Monop\u00f3lios, empresas multinacionais e governos do mundo capitalista usam novas tecnologias para restringir as liberdades sindicais, os direitos democr\u00e1ticos e individuais dos trabalhadores na sociedade e dentro dos locais de trabalho. Hoje as novas pr\u00e1ticas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e restri\u00e7\u00e3o da livre a\u00e7\u00e3o sindical e social s\u00e3o adicionadas aos antigos m\u00e9todos antissindicais e antidemocr\u00e1ticos da viol\u00eancia patronal, do autoritarismo do Estado que at\u00e9 toma a forma de assassinatos de sindicalistas pioneiros. O Comit\u00ea Internacional para a Prote\u00e7\u00e3o das Liberdades Sindicais e as organiza\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas ir\u00e3o recolher evid\u00eancias e apresentar memorandos \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais e apoiar\u00e1 as iniciativas relevantes dos \u00f3rg\u00e3os dirigentes da FSM. Tamb\u00e9m cooperar\u00e1 com o Comit\u00ea Jur\u00eddico da FSM.<\/p>\n<p>Por outro lado, a maioria dos empres\u00e1rios n\u00e3o aplica todas as medidas de sa\u00fade e seguran\u00e7a necess\u00e1rias nos locais de trabalho, uma vez que consideram a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos trabalhadores como um custo, o que d\u00e1 origem a &#8220;acidentes&#8221; trabalho. A OIT estima que cerca de 2,3 milh\u00f5es de mulheres e homens em todo o mundo mundo morrem todos os anos devido a acidentes ou doen\u00e7as profissionais, que equivalem a mais de 6.000 mortes di\u00e1rias. Ocorrem em todo o mundo anualmente cerca de 340 milh\u00f5es de acidentes de trabalho, com 160 milh\u00f5es de v\u00edtimas de doen\u00e7as relacionadas ao trabalho. A prote\u00e7\u00e3o do trabalhador nos locais de trabalho tamb\u00e9m estar\u00e1 entre as tarefas do Comit\u00ea Internacional.<\/p>\n<p>Queridos amigos, irm\u00e3os e irm\u00e3s, companheiros de luta e camaradas, o 18\u00ba Congresso Sindical Mundial acontece em um per\u00edodo de grande intensifica\u00e7\u00e3o dos antagonismos interimperialistas. O conflito de guerra entre a R\u00fassia e o Ocidente que ocorre na Ucr\u00e2nia deixou milhares de mortes, milh\u00f5es de refugiados e enormes danos materiais. O conflito continua, e os riscos de uma guerra generalizada, com o uso de armas nucleares, est\u00e3o colocados na mesa pelos EUA, OTAN, UE e R\u00fassia. Os riscos para os povos s\u00e3o enormes. Esta guerra \u00e9 a segunda a ser travada na Europa, a primeira foi a guerra da OTAN contra a Iugosl\u00e1via em 1999. Essas guerras, tal qual as guerras em pa\u00edses como Iraque, Afeganist\u00e3o, Mali, S\u00edria, L\u00edbano, L\u00edbia, Ge\u00f3rgia, Arm\u00eania e outros, se baseiam nas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas no per\u00edodo de 1989-1991, que levaram \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e \u00e0 derrubada dos pa\u00edses socialistas da Europa Oriental. Aqueles que alegaram na \u00e9poca que esta derrubada global da correla\u00e7\u00e3o mundial seria favor\u00e1vel \u00e0 paz e \u00e0 seguran\u00e7a internacional ou se equivocaram em suas avalia\u00e7\u00f5es ou estavam mentindo. Em meio a esses acontecimentos e levando em conta que as consequ\u00eancias deste conflito ser\u00e3o negativas para os povos, o questionamento de qual deve ser o papel do movimento sindical internacional volta \u00e0 cena em todos os cantos do mundo. Uma quest\u00e3o de import\u00e2ncia atemporal e estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>A CSI, como sempre fez, apoia a OTAN, os Estados Unidos, as for\u00e7as fascistas e os grupos paramilitares nazistas que est\u00e3o se reunindo por toda parte da Europa e est\u00e3o sendo enviados com equipamentos militares modernos para a Ucr\u00e2nia para lutar contra os russos. N\u00e3o estamos surpresos com essa atitude da lideran\u00e7a da CSI. A partir de 1949 como CIOLS e mais tarde quando foi renomeada CSI, ela foi e continua a ser o bra\u00e7o sindical das multinacionais e dos imperialistas. Apoia a estrat\u00e9gia dos imperialistas em todos os cantos do mundo.<\/p>\n<p>A FSM, em suas declara\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se coloca atr\u00e1s da R\u00fassia ou dos Estados Unidos-OTAN-UE. Exige o fim do conflito e um acordo de paz imediatamente, a dissolu\u00e7\u00e3o imediata da OTAN e a manuten\u00e7\u00e3o da neutralidade da Ucr\u00e2nia em rela\u00e7\u00e3o aos blocos militares. Considera que \u00e9 responsabilidade de cada povo decidir livre e democraticamente sobre o seu presente e seu futuro. As posi\u00e7\u00f5es firmes e estabelecidas da FSM s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es adotadas coletivamente pelos \u00f3rg\u00e3os competentes da nossa organiza\u00e7\u00e3o e, \u00e0 luz dos novos eventos mundiais, s\u00e3o reafirmadas pelo nosso 18\u00ba Congresso.<\/p>\n<p>A FSM foi fundada em 3 de outubro de 1945 ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial Mundial e sob o impacto da derrota do fascismo e da vit\u00f3ria do Ex\u00e9rcito Vermelho. A funda\u00e7\u00e3o da FSM foi um resultado imediato da evolu\u00e7\u00e3o do movimento sindical em n\u00edvel nacional e expressou a necessidade de uma coordena\u00e7\u00e3o internacional, a necessidade da solidariedade prolet\u00e1ria e da a\u00e7\u00e3o comum da classe trabalhadora internacional contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>A FSM \u00e9 a se\u00e7\u00e3o organizada e progressista do movimento sindical e seu principal objetivo \u00e9 melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora internacional, a luta pela reivindica\u00e7\u00e3o das liberdades sindicais e a luta simult\u00e2nea para derrubar o cruel sistema capitalista. A vasta experi\u00eancia, tanto positiva como negativa, as duras lutas do trabalhadores e do povo desde a \u00e9poca de Spartacus at\u00e9 hoje, confirmam duas conclus\u00f5es b\u00e1sicas atemporais: primeiro, como Karl Marx escreveu: \u201cA hist\u00f3ria de todas as sociedades que existiram at\u00e9 hoje \u00e9 a hist\u00f3ria da luta de classes\u201d. Em segundo lugar, a classe trabalhadora internacional n\u00e3o pode defender suas demandas de curto e longo prazo e seu objetivo de classe se n\u00e3o tiver, al\u00e9m de uma vanguarda pol\u00edtica, seu pr\u00f3prio corpo sindical forte e bem organizado e formado teoricamente. Tal organiza\u00e7\u00e3o sindical internacional, um centro de coordena\u00e7\u00e3o internacional, ter\u00e1 ra\u00edzes fortes, funcionar\u00e1 e ser\u00e1 fortalecido pela base. Este \u00e9 o papel que a FSM \u00e9 obrigada a cumprir e busca atuar no cen\u00e1rio sindical internacional. Estamos orgulhosos do curso e da a\u00e7\u00e3o da FSM de 1945 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>A FSM sempre defendeu o Socialismo desde o primeiro momento de sua funda\u00e7\u00e3o; tem apoiado ativamente, com solidariedade sindical, moral e material, a todos os povos que lutam pacificamente ou em luta armada pela sua independ\u00eancia e liberta\u00e7\u00e3o; tem ajudado a sobreviv\u00eancia de dezenas de milhares de militantes do movimento sindical que estavam sob persegui\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a na \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina, Am\u00e9rica Central, \u00c1sia, Oriente M\u00e9dio, Europa, Caribe e outros lugares de todos os cantos do planeta. Estamos orgulhosos porque as palavras de ordem mais radicais das lutas e a\u00e7\u00f5es dos sindicatos foram escritas pela primeira vez nas bandeiras e documentos da FSM. Nesta longa e dif\u00edcil trajet\u00f3ria, a FSM nunca teve medo de reconhecer sua erros, fazer uma autocr\u00edtica aberta diante dos trabalhadores, lutar contra suas pr\u00f3prias fraquezas e atrasos. Para o movimento classista internacional, a cr\u00edtica, a autocr\u00edtica e a emula\u00e7\u00e3o foram e ainda s\u00e3o fatores vitais.<\/p>\n<p>A FSM, desde o primeiro momento de sua cria\u00e7\u00e3o, enfrentou a hostilidade da burguesia e dos imperialistas. Em 1949, ocorreu o primeiro ataque frontal contra a FSM por iniciativa dos governos dos EUA e da Gr\u00e3-Bretanha e levado a cabo com os m\u00e9todos sujos da CIA, o Servi\u00e7o de Intelig\u00eancia e seus asseclas. O seu objetivo inicial era a dissolu\u00e7\u00e3o da FSM e, quando n\u00e3o o conseguiram, deram o passo disruptivo de fundar a CISL. A segundo tentativa foi realizada em 1956 por iniciativa do Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a do Estado da \u00c1ustria com o uso de m\u00e9todos de provoca\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o pela pol\u00edcia da Sede da Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Sindicatos em Viena, apreendendo todos os arquivos. Esse ataque do capitalismo tamb\u00e9m fracassou.<\/p>\n<p>Nos anos posteriores \u00e0 crise do per\u00edodo 1989-1991, a FSM teve um momento muito dif\u00edcil. Teve que enfrentar um ataque feroz dos europeus e outros oportunistas da Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Espanha etc com o objetivo de dissolu\u00e7\u00e3o da FSM e sua integra\u00e7\u00e3o \u00e0 CISL, isto \u00e9, ao \u00f3rg\u00e3o sindical dos EUA, da Uni\u00e3o Europeia e do capital internacional. Os planos dos oportunistas falharam mais uma vez e, apesar de grandes dificuldades, persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e anticomunismo, a FSM permaneceu est\u00e1vel e continuou seu curso hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Houve for\u00e7as que se levantaram e mantiveram viva a FSM. Ap\u00f3s o XV Congresso Sindical Mundial, realizado em Havana, Cuba, nossa organiza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a crescer novamente, a ser mais forte, a desenvolver suas a\u00e7\u00f5es e se reagrupar. Hoje temos mais de 105 milh\u00f5es de membros em 133 pa\u00edses ao redor do mundo. Estamos presentes em todos os continentes e em todos os setores b\u00e1sicos da produ\u00e7\u00e3o. Em abril de 2011 celebramos, em Atenas, Gr\u00e9cia, o 16\u00ba Congresso Sindicato Mundial. Foi um Congresso aberto, democr\u00e1tico e classista, que tomou decis\u00f5es importantes e definiu as novas metas para o movimento sindical classista internacional em condi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. Em outubro de 2016 foi realizado com sucesso o 17\u00ba Congresso Sindical Mundial em Durban, \u00c1frica do Sul, com resolu\u00e7\u00f5es \u00fateis para a a continua\u00e7\u00e3o e o fortalecimento de nossas lutas. De acordo com essas decis\u00f5es e resolu\u00e7\u00f5es, os objetivos da FSM s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2022 Destacar as caracter\u00edsticas classistas e militantes dos sindicatos em todos os n\u00edveis, em todos os setores. Para conseguir isso, a linha de colabora\u00e7\u00e3o de classe deve ser derrotada; devemos declarar guerra aberta \u00e0 aristocracia sindical, \u00e0 burocracia sindical e ao carreirismo.<\/p>\n<p>\u2022 Fortalecimento dos sindicatos de classe em locais de trabalho, em monop\u00f3lios e multinacionais, em grandes ind\u00fastrias, em setores de produ\u00e7\u00e3o tradicionais e modernos. A ativa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores fortalece os sindicatos.<\/p>\n<p>\u2022 Fortalecer nossos la\u00e7os com a base, com os trabalhadores comuns e o aprimoramento do funcionamento democr\u00e1tico dos sindicatos, com diretivas decididas por vota\u00e7\u00e3o, respeitando as decis\u00f5es coletivas e promovendo a coletividade.<\/p>\n<p>\u2022 Enriquecimento do internacionalismo e da solidariedade internacional, que s\u00e3o as ferramenta de todos os trabalhadores, especialmente hoje em que a coordena\u00e7\u00e3o setorial e intersetorial das lutas dos trabalhadores em n\u00edvel local e regional \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1ria. Defesa ativa dos povos que lutam por seus direitos, pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o de seu presente e futuro.<\/p>\n<p>\u2022 Busca constante pela unidade da classe trabalhadora independente de alguma diferen\u00e7a. A unidade da classe trabalhadora \u00e9 uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para nossa classe poder construir suas alian\u00e7as sociais com os camponeses pobres, os intelectuais aut\u00f4nomos e progressistas.<\/p>\n<p>\u2022 Apoio ao papel das mulheres trabalhadoras e dos jovens trabalhadores, que podem trazer nova energia e din\u00e2mica, vivacidade e a\u00e7\u00e3o aos sindicatos. Sua escolha em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a e a constante renova\u00e7\u00e3o do n\u00facleo dirigente das organiza\u00e7\u00f5es sindicais \u00e9 vital.<\/p>\n<p>\u2022 Aproveitar a longa experi\u00eancia, tanto positiva quanto negativa, nas formas de luta e o conte\u00fado das lutas de classes. A combina\u00e7\u00e3o da luta econ\u00f4mica com a luta pol\u00edtica, a busca por demandas que unifiquem os trabalhadores est\u00e3o em harmonia com as necessidades atuais dos trabalhadores e fam\u00edlias popular. A combina\u00e7\u00e3o de defesa, ataque e reserva.<\/p>\n<p>\u2022 O cuidado cont\u00ednuo do apoio ideol\u00f3gico aos quadros sindicais atrav\u00e9s treinamento sindical, interc\u00e2mbio internacional e programas sindicais que melhorar\u00e3o sua dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 luta justa da classe trabalhadora e \u00e0 necessidade da luta de classes, o que ajudar\u00e1 a perceber a necessidade de defender e fortalecer as caracter\u00edsticas classistas dos sindicatos.<\/p>\n<p>\u2022 A necessidade de cada sindicato obter independ\u00eancia financeira sem depender da burguesia, dos institutos internacionais oportunistas e dos centros internacionais de corrup\u00e7\u00e3o. A depend\u00eancia financeira dos sindicatos cria outras depend\u00eancias. A autossufici\u00eancia financeira saud\u00e1vel \u00e9 aquela que se baseia apenas nas taxas de filia\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u2022 A capacidade de cada sindicato de estudar os desenvolvimentos em seu campo, em seu setor e us\u00e1-los para a promo\u00e7\u00e3o dos interesses dos trabalhadores em todas as frentes fundamentos da luta, para a resolu\u00e7\u00e3o de todas as demandas trabalhistas, seguran\u00e7a reivindica\u00e7\u00f5es sociais, salariais e sindicais.<\/p>\n<p>\u2022 Compreender que o sistema capitalista ultrapassou seus limites hist\u00f3ricos, que \u00e9 podre e, portanto, a solu\u00e7\u00e3o e a verdadeira sa\u00edda para a liberta\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora internacional n\u00e3o acontecer\u00e1 disfar\u00e7ando ou modernizando o capitalismo, mas derrubando-o.<\/p>\n<p>\u2022 Participa\u00e7\u00e3o ativa nas lutas pela paz, amizade e coopera\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e povos; a luta contra o racismo, a xenofobia e o neofascismo. A luta constante contra os imperialistas, as guerras imperialistas e o capitalismo, que \u00e9 a base econ\u00f4mica do imperialismo.<\/p>\n<p>O Secretariado da FSM<\/p>\n<p>TRADU\u00c7\u00c3O: PARTIDO COMUNISTA BRASILERO (PCB)<br \/>\nFONTE: http:\/\/www.wftucentral.org\/18o-congreso-sindical-mundial-tesis-y-prioridades-de-la-federacion-sindical-mundial\/?lang=es<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28742\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"A social-democracia insiste na necessidade de regressar ao keynesiano, que apresenta como resposta progressista e popular ao neoliberalismo, o qual culpam pela crise. 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