{"id":2877,"date":"2012-05-18T17:29:29","date_gmt":"2012-05-18T17:29:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2877"},"modified":"2012-05-18T17:29:29","modified_gmt":"2012-05-18T17:29:29","slug":"contagio-da-crise-se-acentua-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2877","title":{"rendered":"Cont\u00e1gio da crise se acentua no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>O cr\u00e9dito externo fechou completamente para as empresas brasileiras em maio, como consequ\u00eancia direta da piora da crise na Europa. Desde o fim de abril, quando Braskem e Banco do Nordeste fecharam opera\u00e7\u00f5es que somaram US$ 800 milh\u00f5es (liquidadas no in\u00edcio de maio), nenhuma companhia se arriscou a acessar os mercados internacionais.<\/p>\n<p>O aumento da avers\u00e3o ao risco que, aliada \u00e0s medidas do governo, levou o d\u00f3lar a superar a barreira de R$ 2, tamb\u00e9m acentuou a sa\u00edda dos investidores de ativos mais arriscados em busca da seguran\u00e7a dos t\u00edtulos do tesouro americano. Como consequ\u00eancia, os pap\u00e9is das empresas brasileiras sofreram um aumento de 0,15 a 0,25 ponto percentual nos juros, no mercado secund\u00e1rio.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do custo inviabiliza qualquer tentativa de capta\u00e7\u00e3o de recursos, mesmo para as grandes empresas que se financiam de maneira recorrente, pois as taxas do secund\u00e1rio servem de base para as novas emiss\u00f5es corporativas.<\/p>\n<p>O estrangulamento do cr\u00e9dito externo ocorre ap\u00f3s quatro meses de intenso fluxo de d\u00f3lares para o Brasil. O pa\u00eds atraiu US$ 27,5 bilh\u00f5es em capta\u00e7\u00e3o de recursos no exterior neste ano, via lan\u00e7amento de b\u00f4nus e cr\u00e9dito sindicalizado &#8211; realizado com um pool de bancos. O quadro \u00e9 bastante similar ao de 2011, quando as empresas aproveitaram as poucas janelas no in\u00edcio do ano para antecipar a capta\u00e7\u00f5es de recursos e a rolagem de d\u00edvidas (trazendo US$ 34,6 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado).<\/p>\n<p>As empresas, portanto, est\u00e3o capitalizadas. Mas o cen\u00e1rio \u00e9 desafiador e coloca uma d\u00favida para o restante do ano. &#8220;Se a janela permanecer fechada por muito tempo, pode prejudicar alguns planos de investimentos&#8221;, diz Alexei Remizov, diretor do HSBC. &#8220;A expectativa \u00e9 que a janela possa se abrir para empresas de primeira linha em algumas semanas, mas talvez as janelas sejam curtas&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Remizov, no entanto, n\u00e3o acredita em parada completa. &#8220;Os pap\u00e9is de grande emissores brasileiros t\u00eam sido vistos como mais seguros no ambiente global. O Brasil tem crescimento, ainda que mais baixo. N\u00e3o vejo parada completa de acesso, mas o custo pode subir e o investidor pode se tornar mais seletivo, com demanda limitada aos pap\u00e9is de qualidade superior.&#8221;<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito externo, importante complemento de longo prazo para o financiamento dom\u00e9stico, \u00e9 apenas um dos canais de cont\u00e1gio que come\u00e7am a ser afetados pela piora recente da crise global em meio \u00e0 expectativa de sa\u00edda da Gr\u00e9cia da zona do euro. Est\u00e3o ainda no radar dos especialistas, o com\u00e9rcio exterior (com queda de 22% em doze meses do pre\u00e7o das commodities), e a conta de capitais, sempre um fantasma nas crises passadas.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, aumentou o temor entre os analistas de uma desacelera\u00e7\u00e3o ainda mais forte da atividade econ\u00f4mica. Os economistas come\u00e7am a considerar pouco prov\u00e1vel uma expans\u00e3o acima de 3% para o PIB neste ano. Entre eles est\u00e1 David Beker, economista do Bank of America Merrill Lynch. Ele acreditava em expans\u00e3o de 3,4%, mas dado o cen\u00e1rio atual, come\u00e7ou a refazer suas contas e diz que o crescimento &#8220;claramente vai ser abaixo de 3%&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas olham para a Europa e tendem a dizer que o impacto relevante est\u00e1 na Europa emergente, menosprezando o impacto na Am\u00e9rica Latina. O que est\u00e1 claro \u00e9 que na medida em que a crise n\u00e3o \u00e9 restrita \u00e0 Gr\u00e9cia, j\u00e1 que estamos em uma espiral de baixo crescimento que vai continuar por um per\u00edodo longo de tempo, isso claramente afeta o Brasil&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para 2013, Beker se diz confort\u00e1vel com sua atual previs\u00e3o de 4,2%. &#8220;A partir da segunda metade do ano, a economia vai se acelerar internamente e aumentar o carrego para o pr\u00f3ximo ano.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o temor de que haja uma sa\u00edda de recursos estrangeiros do Brasil, dado que o estoque de investimento externo \u00e9 muito grande. Se nos \u00faltimos anos o Brasil se inseriu na economia mundial e se beneficiou disso, com aumento das exporta\u00e7\u00f5es e capta\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a externa, de outro lado o cen\u00e1rio atual de baixo crescimento passa a afetar a atividade dom\u00e9stica de maneira mais acentuada. &#8220;O Brasil n\u00e3o \u00e9 uma economia isolada e a depend\u00eancia tem aumentado, apesar do consumo interno ainda robusto&#8221;, avalia Beker.<\/p>\n<p>O nervosismo dos mercados e uma eventual sa\u00edda de recursos poderia causar ainda uma maior desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. O BofA Merrill Lynch estima que o cambio de equil\u00edbrio est\u00e1 na casa de R$ 2,1, mas pode se desvalorizar mais num cen\u00e1rio de estresse.<\/p>\n<p>Uma crise de balan\u00e7o de pagamentos, no entanto, foi descartada por Rob\u00e9rio Costa, economista do Rabobank. &#8220;A possibilidade de crise cambial ou de balan\u00e7o de pagamento \u00e9 baix\u00edssima. O pa\u00eds \u00e9 muito mais robusto que no passado e o fluxo de financiamento do d\u00e9ficit externo \u00e9 muito s\u00f3lido, via investimento estrangeiro direto&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Segundo ele, pode haver uma diminui\u00e7\u00e3o da entrada de d\u00f3lares, com menor incentivo para valoriza\u00e7\u00e3o do real, mas n\u00e3o uma revers\u00e3o da tend\u00eancia de forma a apresentar riscos ao financiamento da conta de capital. &#8220;Minha impress\u00e3o \u00e9 que, se os mercados se acalmarem minimamente, o d\u00f3lar volta a se depreciar contra o real.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>EUA amea\u00e7am bater em teto da d\u00edvida em 2012<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse nesta quinta-feira que o pa\u00eds dever\u00e1 atingir o teto de seu endividamento de US$ 16,394 trilh\u00f5es no fim deste ano, embora o Tesouro tenha medidas especiais para ganhar mais tempo, provavelmente at\u00e9 o in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Ele descartou os argumentos de que o Congresso precisou usar o limite da d\u00edvida como um indutor para for\u00e7ar cortes dos gastos. &#8220;Lembre-se de que h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de cortes fiscais que est\u00e3o vencendo e diminui\u00e7\u00f5es muito substanciais de gastos que entrar\u00e3o em vigor no ano que vem se o Congresso n\u00e3o agir. Esse \u00e9 realmente um poderoso incentivo para que o Congresso contribua.&#8221;<\/p>\n<p>Para Geithner, elevar o teto da d\u00edvida n\u00e3o tem que representar necessariamente uma crise, como foi no ano passado, quando uma disputa partid\u00e1ria sobre como fazer isso levou os EUA \u00e0 beira do default.<\/p>\n<p>Falando em um evento em Baltimore, Maryland, Geithner reiterou que os EUA esperam alcan\u00e7ar o limite de endividamento antes do final do ano.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio ainda afirmou que a crise da d\u00edvida na Europa, os pre\u00e7os mais altos do petr\u00f3leo, os cortes or\u00e7ament\u00e1rios e os aumentos nos impostos apresentam riscos \u00e0 economia dos EUA, mas que o pa\u00eds deve super\u00e1-los.<\/p>\n<p>&#8220;Enfrentamos alguns desafios bastante dif\u00edceis. Mas eles s\u00e3o gerenci\u00e1veis para os Estados Unidos&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o presidencial de novembro deste ano, a administra\u00e7\u00e3o do presidente Barack Obama e o Congresso do pa\u00eds ter\u00e3o menos de dois meses para tomar decis\u00f5es cruciais sobre os impostos e o or\u00e7amento, e que podem atrapalhar a esperada recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica americana.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer modificar Lei das Licita\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O governo federal quer o apoio dos prefeitos para aprova\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados dos projetos que modificam a Lei de Licita\u00e7\u00f5es para obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) e a cobran\u00e7a de Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (ICMS) no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico (e-commerce).<\/p>\n<p>O primeiro projeto amplia para o PAC o uso do Regime Diferenciado de Contrata\u00e7\u00f5es (RDC), utilizado hoje nas obras da Copa do Mundo e da Olimp\u00edada no Rio.<\/p>\n<p>A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou que esse sistema, j\u00e1 utilizado nos aeroportos, reduziu para um ter\u00e7o o tempo das licita\u00e7\u00f5es e gerou economia de 15%.<\/p>\n<p>&#8220;Se h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de fazer mais rapidamente e com pre\u00e7o menor, porque n\u00e3o estender para o PAC tamb\u00e9m? A legisla\u00e7\u00e3o tem de acompanhar a realidade. O TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) aprova essa iniciativa, considera que ela \u00e9 boa. N\u00e3o tem risco adicional. Pelo contr\u00e1rio, reduz a possibilidade de conluio entre os participantes&#8221;, afirmou Miriam, ap\u00f3s evento da Marcha dos Prefeitos, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o. A ministra das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Ideli Salvatti, pediu apoio a essa proposta para acelerar as obras do PAC. Disse ainda que a mudan\u00e7a no ICMS contribuir\u00e1 para melhorar a distribui\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas duas propostas foram apresentadas por Ideli como alternativa ao projeto de redistribui\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo, tema que foi abordado pelos prefeitos na ter\u00e7a-feira, no mesmo evento, e rendeu vaias \u00e0 presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A ministra Ideli, por outro lado, foi aplaudida ontem ao tratar dessas quest\u00f5es. &#8220;Pelos aplausos, posso sair daqui contente e satisfeita, porque vamos fazer uma parceria nesses assuntos e trabalhar no Congresso Nacional.&#8221; Muitos prefeitos prop\u00f5em que a nova forma de divis\u00e3o de royalties, em discuss\u00e3o no Congresso, deve valer tanto para as \u00e1reas que ainda ser\u00e3o exploradas quanto para os campos em produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A presidente sugeriu que eles brigassem &#8220;de hoje para frente&#8221;, e n\u00e3o pelo que j\u00e1 foi licitado e dividido. Ideli afirmou que essa quest\u00e3o pode passar pelo Congresso, mas ser contestada na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Maiores bancos do mundo necessitam de US$ 566 bi<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os 29 maiores bancos do mundo precisar\u00e3o levantar US$ 566 bilh\u00f5es de capital adicional, ou 23% a mais do que tinham ao final de 2011, para se adequarem \u00e0s regras mais duras de capital m\u00ednimo do Acordo de Basil\u00e9ia 3.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Fitch e significa que o capital adicional necess\u00e1rio representa tr\u00eas vezes os ganhos combinados desse grupo de bancos considerados grandes demais para quebrar.<\/p>\n<p>Esse grupo de bancos tinha US$ 47 trilh\u00f5es em ativos no total ao final de 2011. Embora o Acordo de Basil\u00e9ia 3 deva ser implementado integralmente at\u00e9 dezembro de 2018, os bancos enfrentam press\u00f5es do mercado e de autoridades supervisoras para se capitalizarem mais rapidamente.<\/p>\n<p>Para a Fitch, h\u00e1 tr\u00eas meios de fazer isso: reten\u00e7\u00e3o dos ganhos por pelo menos tr\u00eas anos, emitir novas a\u00e7\u00f5es ou reduzir os ativos ponderados pelo risco. A estrat\u00e9gia deve ser mista. Mas se as institui\u00e7\u00f5es decidirem apenas pela \u00faltima medida, isso significaria corte de ativos de US$ 5,6 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O aumento potencial de capital deve implicar numa redu\u00e7\u00e3o de mais de 20% no retorno sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido (ROE), de 11% dos \u00faltimos anos para entre 8% e 9% pelas novas regras.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia de risco, Basil\u00e9ia 3 cria uma barganha para institui\u00e7\u00f5es financeiras, entre decl\u00ednio no ROE, o que reduz sua capacidade para atrair capital, versus maior capitaliza\u00e7\u00e3o e menos riscos, o que beneficia investidores.<\/p>\n<p>Para bancos que querem continuar a ter ROE entre 12% e 15%, a Fitch estima que Basil\u00e9ia 3 cria incentivos para reduzir despesas ainda mais e aumentar o custo de cr\u00e9ditos onde poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da ag\u00eancia de risco \u00e9 mais pessimista do que outras avalia\u00e7\u00f5es at\u00e9 agora feitas. O Banco Internacional de Compensa\u00e7\u00f5es (BIS), o banco dos bancos centrais, recentemente calcou que 103 grandes bancos internacionais precisariam de \u20ac 486 bilh\u00f5es adicionais, ou 1,4 vezes seus ganhos.<\/p>\n<p>O sentimento comum no mercado \u00e9 de que os bancos dos Estados Unidos ser\u00e3o mais atingidos, por causa de mais exig\u00eancia de capital para atividades de risco. Bancos europeus sofrem mais press\u00e3o com a nova defini\u00e7\u00e3o do que conta como capital, algo que alguns pa\u00edses insistem em tentar alterar.<\/p>\n<p>O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em ingl\u00eas) selecionou no ano passado 29 bancos como grandes demais globalmente para quebrar (G-SIFIs, no jarg\u00e3o banc\u00e1rio) e imp\u00f4s exig\u00eancia de capital adicional para absorver perda potencial.<\/p>\n<p>Em junho, a c\u00fapula de l\u00edderes do G-20, reunindo as maiores economias desenvolvidas e emergentes, examinar\u00e1 no M\u00e9xico as primeiras propostas para enquadrar os bancos sistemicamente importantes em n\u00edvel nacional, o que inclui o Brasil.<\/p>\n<p>O plano agora \u00e9 a entidade apresentar em abril os primeiros resultados de modalidades para definir quais s\u00e3o os bancos dom\u00e9sticos grandes demais (D-SIBs).<\/p>\n<p>A ideia dominante \u00e9 de o FSB estabelecer os princ\u00edpios sobre o que \u00e9 uma grande institui\u00e7\u00e3o financeira dom\u00e9stica do ponto de vista sist\u00eamico, deixando para as autoridades nacionais os detalhes para reduzir os riscos de quebra dessas institui\u00e7\u00f5es sobre a economia nacional.<\/p>\n<p>No caso dos 29 bancos globais grandes demais para quebrar, o FSB definiu que eles ter\u00e3o que aumentar o seu capital em uma propor\u00e7\u00e3o de 1% a 2,5% de seus ativos ponderados pelo risco. Isso \u00e9 complementar ao n\u00edvel de capital pr\u00f3prio de 10,5% fixado para todos os bancos a partir de 2019.<\/p>\n<p>Para os bancos dom\u00e9sticos, o percentual ser\u00e1 menor do que a faixa entre 1 e 2,5%. Mas as autoridades nacionais poder\u00e3o impor exig\u00eancia muito maior, dependendo do tamanho do banco para a economia local.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Especialista v\u00ea risco de ruptura na Europa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Especialista em recupera\u00e7\u00e3o de empresas em dificuldades, o presidente da consultoria americana Alvarez &amp; Marsal, Tony Alvarez, n\u00e3o se revela otimista quando o assunto \u00e9 a atual crise europeia. O executivo v\u00ea entraves pol\u00edticos em pa\u00edses como a Gr\u00e9cia para que medidas de austeridade sejam implementadas e avalia que a situa\u00e7\u00e3o dificilmente ser\u00e1 resolvida sem uma ruptura.<\/p>\n<p>Alvarez compara as economias em dificuldade a pacientes que relutam a se submeter a tratamentos m\u00e9dicos. &#8220;Talvez a \u00fanica maneira de alguns pa\u00edses tomarem os rem\u00e9dios necess\u00e1rios seja ver o que acontece quando algu\u00e9m deixa de faz\u00ea-lo&#8221;, afirmou o executivo ao Valor.<\/p>\n<p>Para ele, a situa\u00e7\u00e3o na Europa \u00e9 semelhante \u00e0 vivida pelos Estados Unidos antes da quebra do Lehman Brothers. A consultoria \u00e9 a respons\u00e1vel pelo plano de recupera\u00e7\u00e3o do banco, epicentro da crise de 2008. &#8220;Antes do Lehman, havia d\u00favidas se o governo deveria ou n\u00e3o ajudar os bancos&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Como era de se esperar, a crise tem proporcionado muitos neg\u00f3cios para a Alvarez &amp; Marsal no exterior. J\u00e1 em pa\u00edses que passaram ao largo da turbul\u00eancia, como o Brasil, a empresa encontrou um campo f\u00e9rtil para atua\u00e7\u00e3o em outro neg\u00f3cio: a assessoria a firmas de private equity &#8211; que compram participa\u00e7\u00f5es em companhias com potencial de crescimento e vend\u00ea-las com lucro.<\/p>\n<p>A consultoria, que no Brasil j\u00e1 atuou em casos de recupera\u00e7\u00e3o de empresas como Varig, Aracruz e Casa &amp; Video, viu que poderia usar esse conhecimento para atuar tamb\u00e9m em companhias saud\u00e1veis. Em vez de atuar como um &#8220;m\u00e9dico de UTI&#8221;, o trabalho ao lado dos gestores de private equity se assemelha mais ao de um &#8220;personal trainer&#8221;. Ou seja, a consultoria procura identificar oportunidades de acelerar o crescimento das companhias nas quais os fundos investem, diz Alvarez.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o grande volume de recursos destinados a fundos de private equity no pa\u00eds nos \u00faltimos anos, as chances de encontrar oportunidades de aquisi\u00e7\u00e3o a pre\u00e7os atrativos diminuiu, na avalia\u00e7\u00e3o de Alvarez. &#8220;Como est\u00e1 mais dif\u00edcil ganhar dinheiro comprando barato, hoje \u00e9 mais importante saber o que fazer ap\u00f3s a compra&#8221;, diz o executivo, que esteve no pa\u00eds na semana passada para participar de um evento sobre recupera\u00e7\u00e3o de empresas.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio de assessoria a firmas de private equity j\u00e1 responde por aproximadamente 40% das receitas da A&amp;M no Brasil. Entre os clientes est\u00e3o praticamente todas as grandes firmas estrangeiras e tamb\u00e9m nacionais, caso do BTG Pactual. Atualmente, a consultoria possui quatro projetos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil passou a ser visto como um bom lugar para se investir, mas nos \u00faltimos anos ficou mais dif\u00edcil ganhar dinheiro aqui&#8221;, diz Alvarez. De acordo com o executivo, a participa\u00e7\u00e3o de mercado da consultoria na \u00e1rea de private equity cresce em um ritmo mais acelerado em economias em crescimento. &#8220;Para o meu neg\u00f3cio, \u00e9 bom quando os pre\u00e7os sobem&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Com apoio de Obama, Hollande dobra Merkel<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>As indefini\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 Gr\u00e9cia, que volta \u00e0s urnas em 17 de junho, num pleito que pode resultar na sa\u00edda desse pa\u00eds do mediterr\u00e2neo da Zona do Euro, aceleraram a agenda pol\u00edtica global diante de mais um dia de queda nas bolsas de valores, que devem fechar a semana no vermelho. Uma sa\u00edda mais suave e r\u00e1pida para o impasse, com o abrandamento das medidas de austeridade impostas aos gregos em troca de empr\u00e9stimos do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e da pr\u00f3pria Uni\u00e3o Europeia para honrar d\u00edvidas, embora indesejada pelo mercado financeiro e pela primeira-ministra alem\u00e3, Angela Merkel, entrou definitivamente na pauta.<\/p>\n<p>Em videoconfer\u00eancia ontem, os l\u00edderes do G-8 \u2014 o grupo de pa\u00edses mais ricos do mundo \u2014 que participam hoje e amanh\u00e3 de reuni\u00e3o em Camp David, a resid\u00eancia de ver\u00e3o do presidente norte-americano, Barack Obama, em Maryland, acordaram medidas que visam n\u00e3o apenas a austeridade, mas tamb\u00e9m o crescimento de pa\u00edses como a Gr\u00e9cia. Uma derrota para Merkel, que com apoio do ex-presidente franc\u00eas Nicolas Sarkozy, havia deixado claro que n\u00e3o haveria negocia\u00e7\u00f5es em torno das medidas de austeridade. O acerto, ainda que em tom diplom\u00e1tico, \u00e9 uma vit\u00f3ria do novo presidente franc\u00eas, o socialista Fran\u00e7ois Hollande, cujo ministro das Finan\u00e7as, Pierre Moscovici, disse ontem que a Fran\u00e7a n\u00e3o iria ratificar o pacto europeu sobre disciplina fiscal a menos que o documento fosse alterado para incluir compromissos ambiciosos com o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o em Camp David ser\u00e1 marcada pela pressa em sair da atual zona de turbul\u00eancia que emperra a economia mundial e pode comprometer, inclusive, os planos de Obama de se reeleger nas elei\u00e7\u00f5es em 6 de novembro. Os Estados Unidos v\u00e3o presidir a 38\u00aa reuni\u00e3o do G-8 que vai reunir, al\u00e9m de Obama, Hollande e Merkel, os primeiros-ministros do Jap\u00e3o, Yoshihiko Noda, do Canad\u00e1, Stephen Harper, da R\u00fassia, Dmitri Medvedev, da It\u00e1lia, Mario Monti, e do Reino Unido, David Cameron.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participam do encontro a representante da Pol\u00edtica Exterior da Uni\u00e3o Europeia (UE), Catherine Ashton, o presidente do Conselho Europeu, Heman Van Rompuy, e o presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Jos\u00e9 Manuel Dur\u00e3o Barroso.<\/p>\n<p>Hollande<\/p>\n<p>Antes que a imprensa mundial noticiasse o resultado da videoconfer\u00eancia, o porta-voz da primeira-ministra alem\u00e3, Steffen Seibert, tratou de suavizar o resultado: \u201cHouve um acordo de que as duas vertentes n\u00e3o est\u00e3o em conflito, mas s\u00e3o ambas necess\u00e1rias\u201d. Fontes dos governos italiano e franc\u00eas confirmaram o conte\u00fado da conversa e indicaram que houve uma \u201campla converg\u00eancia\u201d entre os chefes de Governo e Estado reunidos virtualmente ontem.<\/p>\n<p>O retorno dos socialistas depois de 17 anos ao poder na Fran\u00e7a, com Hollande, e a necessidade de Obama de dados positivos na economia \u2014 emprego e consumo \u2014 foram importantes para o acordo. A expectativa \u00e9 que as partes divulguem ajuda financeira para a Gr\u00e9cia, pa\u00eds que contamina a imagem de outros pa\u00edses da Zona do Euro, como a Espanha. As bolsas est\u00e3o perdendo capitais e isso ter\u00e1 impacto no investimento das empresas e no emprego. Por outro lado, a corrida ao d\u00f3lar tira ainda mais a competitividade dos produtos norte-americanos, que mais caros, perdem espa\u00e7o at\u00e9 no mercado dom\u00e9stico para importados, assim como a fuga do euro para outros moedas prejudica a Europa.<\/p>\n<p>Hollande j\u00e1 tinha manifestado desde a campanha eleitoral sua posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao pacto firmado por Sarkozy, com outros l\u00edderes europeus em mar\u00e7o. O novo presidente franc\u00eas discutiu pessoalmente o tema com Merkel, algumas horas ap\u00f3s tomar posse na \u00faltima ter\u00e7a-feira. No encontro em Berlim, Hollande, segundo seu ministro das Finan\u00e7as, Pierre Moscovici, deixou claro que n\u00e3o abriria m\u00e3o de crescimento.<\/p>\n<p>&#8220;O pacto deve ser acrescido com uma parte sobre o crescimento econ\u00f4mico, e, quando digo isso, estamos falando de uma estrat\u00e9gia ambiciosa de crescimento\u201d, afirmou Moscovici. \u201cO que estamos dizendo \u2014 e somos todos muito pr\u00f3-europeus, Fran\u00e7ois Hollande \u00e9 muito europeu, Jean-Marc Ayrault (primeiro-ministro) \u00e9 muito europeu e eu sou muito europeu \u2014 \u00e9 que devemos levar a constru\u00e7\u00e3o da Europa a uma nova dire\u00e7\u00e3o, sem desvalorizar a responsabilidade or\u00e7ament\u00e1ria&#8230; para n\u00f3s responsabilidade or\u00e7ament\u00e1ria e crescimento econ\u00f4mico n\u00e3o s\u00e3o contr\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p>Tsipras<\/p>\n<p>O l\u00edder radical de esquerda grego Alexis Tsipras disse ontem que vai combater as pol\u00edticas \u201cb\u00e1rbaras\u201d de austeridade que, segundo ele, estavam levando a na\u00e7\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia. Cada vez mais preocupados com o futuro da Gr\u00e9cia na zona do euro, os credores estrangeiros e os partidos tradicionais t\u00eam intensificado os alertas de que o pa\u00eds corre o risco de perder uma ajuda financeira internacional se n\u00e3o conseguir cumprir os cortes de gastos inclu\u00eddos no seu mais recente pacote de resgate. Tsipras, de 37 anos, l\u00edder do partido Syriza e estrela ascendente da pol\u00edtica grega, prometeu que n\u00e3o iria ouvir nenhum grupo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s nunca iremos participar de um governo para resgatar o pacote de socorro financeiro\u201d, disse o l\u00edder do Syriza, que lidera as pesquisas de inten\u00e7\u00f5es de voto.<\/p>\n<p>Uma semana no vermelho<\/p>\n<p>As bolsas europeias caminham para sua maior queda semanal desde novembro de 2011, depois de recuarem pela quarta sess\u00e3o seguida ontem, como reflexo de uma escalada da crise banc\u00e1ria na Espanha e das indefini\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia, que adiciona preocupa\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da Zona do Euro. O \u00edndice FTSEurofirst 300, que re\u00fane as principais a\u00e7\u00f5es europeias, fechou em queda de 1,05%, aos 982 pontos, seu menor n\u00edvel no encerramento em cinco meses. J\u00e1 em Londres, o indicador referencial atingiu, por sua vez, queda de 1,2%, no n\u00edvel mais baixo de fechamento em seis meses. Todas bolsas europeias apontaram recuo, assim como as da \u00c1sia. Uma semana no vermelho era a express\u00e3o mais se ouvida nos preg\u00f5es, com analistas duvidando de uma grande revers\u00e3o no preg\u00e3o de hoje.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Gordura&#8217; no cr\u00e9dito imobili\u00e1rio \u00e9 pequena<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Nos seguidos an\u00fancios de corte de taxa de juro promovido por bancos, o financiamento imobili\u00e1rio tem sido mantido \u00e0 margem do movimento e a tend\u00eancia \u00e9 que permane\u00e7a de fora de novas &#8220;rodadas&#8221;. As institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o enxergam espa\u00e7o para redu\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o nessa modalidade, apesar de a mudan\u00e7a no c\u00e1lculo da poupan\u00e7a ter, a princ\u00edpio, ajudado a baratear o &#8220;funding&#8221; do cr\u00e9dito habitacional. A caderneta \u00e9 sua principal fonte de recurso, ao lado do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS).<\/p>\n<p>&#8220;Pode at\u00e9 ser que haja alguma redu\u00e7\u00e3o daqui para frente [no juro do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio], mas o espa\u00e7o \u00e9 limitado&#8221;, diz um executivo do setor. &#8220;H\u00e1 mais &#8220;gordura&#8221; para ser queimada em outras linhas de empr\u00e9stimo&#8221;, explica essa mesma pessoa, que preferiu n\u00e3o ter seu nome revelado.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia dos bancos em promover redu\u00e7\u00f5es nas taxas do financiamento imobili\u00e1rio tem dois motivos b\u00e1sicos. O primeiro deles reside no fato de a opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 apresentar um dos spreads mais baixos do sistema. O segundo motivo estaria ligado ao pr\u00f3prio c\u00e1lculo de rentabilidade da caderneta. Apesar de a queda da Selic abrir espa\u00e7o para a redu\u00e7\u00e3o de custo de capta\u00e7\u00e3o dos bancos, eles ter\u00e3o que contemplar o risco de um cen\u00e1rio de alta da taxa b\u00e1sica de juro, que encareceria o funding, j\u00e1 que um financiamento imobili\u00e1rio pode durar at\u00e9 30 anos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a remunera\u00e7\u00e3o mais cara que os bancos ter\u00e3o de aplicar \u00e0 poupan\u00e7a \u00e9 de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial (TR) &#8211; a rentabilidade da poupan\u00e7a &#8220;antiga&#8221; &#8211; caso a Selic ultrapasse o patamar de 8,5% ao ano. A taxa de financiamento imobili\u00e1rio mais baixa do mercado, hoje, \u00e9 da Caixa Econ\u00f4mica Federal, \u00fanico banco a anunciar recentemente corte de juro para a modalidade. Para im\u00f3veis de at\u00e9 R$ 500 mil, o banco estatal cobra 7,9% ao ano (mais TR), condi\u00e7\u00e3o exclusiva para clientes &#8220;com relacionamento&#8221; e conta sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>O que se comenta nos bastidores \u00e9 que essa taxa j\u00e1 estaria muito pr\u00f3xima do piso, uma vez que ainda precisam ser acrescidos \u00e0 conta custos administrativos e risco de inadimpl\u00eancia &#8211; al\u00e9m da margem de lucro dos bancos com cr\u00e9dito. As institui\u00e7\u00f5es privadas cobram nos financiamentos imobili\u00e1rios, atualmente, taxas de juro em torno de 10% ao ano (mais TR), o que renderia um spread bruto (incluindo custos e margem de lucro) em torno de 4 pontos percentuais.<\/p>\n<p>&#8220;Essa redu\u00e7\u00e3o na remunera\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a n\u00e3o poder\u00e1 ser repassada ao cliente pois, para um contrato de 30 anos, teremos sempre que considerar o custo de funding mais alto&#8221;, diz o diretor de um banco. Pelos seus c\u00e1lculos, o risco de inadimpl\u00eancia mais os custos administrativos exigiriam um acr\u00e9scimo de ao menos 150 pontos-base (1,5 ponto percentual) ao custo de origina\u00e7\u00e3o, o que levaria o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio a ter uma taxa m\u00ednima de, aproximadamente, 8% ao ano.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 delicado e os executivos ficaram ainda mais cautelosos em dar qualquer declara\u00e7\u00e3o sobre o tema ap\u00f3s o imbr\u00f3glio criado entre a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) e o Planalto em torno da discuss\u00e3o sobre redu\u00e7\u00e3o do spread. Mas h\u00e1 no mercado uma percep\u00e7\u00e3o geral de resist\u00eancia \u00e0 inclus\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio nos novos pacotes de taxa de juro que t\u00eam sido anunciados.<\/p>\n<p>A not\u00edcia de que o governo poder\u00e1 diminuir o teto de 12% ao ano da taxa dos financiamentos imobili\u00e1rios feitos no \u00e2mbito do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o (SFH), que compreende im\u00f3veis avaliados entre R$ 171 mil e R$ 500 mil, tampouco parece ser capaz de provocar uma mexida nas taxas, uma vez que os bancos j\u00e1 trabalham, hoje, com um juro menor.<\/p>\n<p>O contraponto dever\u00e1 estar na atua\u00e7\u00e3o da Caixa, detentora de 75% do cr\u00e9dito habitacional do pa\u00eds. A diretoria do banco j\u00e1 comunicou que todo corte que houver na Selic, daqui em diante, ser\u00e1 repassado para as linhas de financiamento, incluindo o imobili\u00e1rio. A portabilidade, caso a promessa de desburocratiza\u00e7\u00e3o desse instrumento seja efetivada, tende a ser uma aliada importante para o banco estatal.<\/p>\n<p>O sistema banc\u00e1rio, por ora, permanece reticente \u00e0 ideia de promover cortes de taxa de juro em uma modalidade de financiamento que j\u00e1 tem um dos menores spreads do mercado &#8211; sen\u00e3o o menor. Mas sobram cr\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento agressivo da Caixa. &#8220;Diferentemente de qualquer outro produto banc\u00e1rio, um movimento de redu\u00e7\u00e3o de taxas neste setor [imobili\u00e1rio] pode levar a uma concentra\u00e7\u00e3o ainda mais arriscada e preocupante&#8221;, observa o diretor de um banco.<\/p>\n<p>A Caixa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que n\u00e3o seria razo\u00e1vel o lan\u00e7amento de alguma estrat\u00e9gia cujo ponto central seja aumentar a atual participa\u00e7\u00e3o de mercado. &#8220;O movimento da Caixa em termos de redu\u00e7\u00e3o das taxas de juro do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, mesmo reconhecendo que s\u00e3o baix\u00edssimas as margens l\u00edquidas desses produtos, foi no sentido de ampliar o n\u00edvel de relacionamento com seus clientes e, principalmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s contas sal\u00e1rios&#8221;, diz, em nota.<\/p>\n<p>Os financiamentos imobili\u00e1rios com recursos da poupan\u00e7a totalizaram R$ 17,6 bilh\u00f5es no primeiro trimestre de 2012, com crescimento de 9,9% ante igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o exige que ONGs detalhem uso de dinheiro p\u00fablico<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O governo federal divulgou ontem o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff para regulamentar a Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o. As novas regras cobram maior transpar\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e demais entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos p\u00fablicos, assim como determinam a divulga\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos federais. Por outro lado, preservam as empresas p\u00fablicas, sociedades de economia mista e entidades controladas pela Uni\u00e3o que atuem em regime de concorr\u00eancia. O decreto tamb\u00e9m definiu que o Minist\u00e9rio da Fazenda e o Banco Central classificar\u00e3o os documentos que fundamentarem decis\u00f5es de pol\u00edtica econ\u00f4mica, como as pol\u00edticas fiscal, tribut\u00e1ria, monet\u00e1ria e regulat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os prazos m\u00e1ximos de classifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o ultrassecreto (25 anos), secreto (15 anos) e reservado (cinco anos). O governo s\u00f3 poder\u00e1 restringir o acesso imediato de documentos que coloquem em risco a seguran\u00e7a nacional, rela\u00e7\u00f5es internacionais, sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, atividades de intelig\u00eancia ou projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Mesmo assim, qualquer cidad\u00e3o poder\u00e1 apresentar pedidos de desclassifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir de agora, as ONGs e demais entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos p\u00fablicos est\u00e3o obrigadas a divulgar relat\u00f3rios finais de presta\u00e7\u00f5es de contas dos conv\u00eanios, contratos e termos de parcerias realizados com o governo. Ter\u00e3o tamb\u00e9m que disponibilizar c\u00f3pias dos originais desses documentos, com os seus respectivos aditivos. O grande problema detectado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) nos contratos dessas entidades com o governo federal \u00e9 justamente a aus\u00eancia ou demora na entrega dessas presta\u00e7\u00f5es de contas.<\/p>\n<p>As regras para as empresas p\u00fablicas, entretanto, foram mais brandas. Segundo o decreto, a divulga\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s estatais ser\u00e3o feitas de acordo com as normas da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), que s\u00e3o aplicadas tamb\u00e9m \u00e0s empresas privadas. A medida foi adotada &#8220;a fim de assegurar sua competitividade, governan\u00e7a corporativa e, quando houver, os interesses dos acionistas minorit\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p>Essa limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o consta da Lei 12.527\/2011, que diz apenas que as empresas p\u00fablicas e de economia mista estar\u00e3o subordinadas ao regime de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, sem especificar quais os dados e documentos poder\u00e3o ser divulgados. Por causa disso, os dirigentes das estatais fizeram chegar ao Pal\u00e1cio do Planalto os temores de que a lei pudesse prejudicar a atua\u00e7\u00e3o das empresas ou beneficiar concorrentes.<\/p>\n<p>O decreto deixa claro tamb\u00e9m que a lei de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica \u00e0s hip\u00f3teses de sigilo previstas na legisla\u00e7\u00e3o, como fiscal, banc\u00e1rio, de opera\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os no mercado de capitais, comercial, profissional, industrial e segredo de Justi\u00e7a. Al\u00e9m disso, n\u00e3o abrange informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 atividade empresarial de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas de direito privado obtidas pelo Banco Central, ag\u00eancias reguladoras ou \u00f3rg\u00e3os de controle e cuja divulga\u00e7\u00e3o possa dar vantagens competitivas a outros agentes econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>O Executivo ter\u00e1 de fornecer as informa\u00e7\u00f5es solicitadas de forma clara. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuito, exceto se houver custos na reprodu\u00e7\u00e3o dos documentos. Foi vedada a possibilidade de os servidores p\u00fablicos exigirem explica\u00e7\u00f5es sobre os motivos dos pedidos de acesso.<\/p>\n<p>Por outro lado, o governo n\u00e3o ser\u00e1 obrigado a atender pedidos &#8220;gen\u00e9ricos, desproporcionais ou desarrazoados&#8221; e aqueles que exijam trabalhos adicionais de an\u00e1lise ou interpreta\u00e7\u00e3o dos dados. As informa\u00e7\u00f5es ter\u00e3o de ser fornecidas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em at\u00e9 20 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais dez dias.<\/p>\n<p>O decreto garante o direito a recurso, se o pedido de acesso for negado. E a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) recebeu a miss\u00e3o de monitorar se a m\u00e1quina p\u00fablica federal est\u00e1 cumprindo as exig\u00eancias da nova lei. O decreto estabelece ainda puni\u00e7\u00f5es para os servidores civis e militares e ONGs que n\u00e3o respeitarem a nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o de emprego formal cai 20% em abril<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Brasil registrou a cria\u00e7\u00e3o de 216.974 empregos formais em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. O n\u00famero \u00e9 20,3% menor que o registrado no mesmo m\u00eas do ano passado, quando houve cria\u00e7\u00e3o l\u00edquida (diferen\u00e7a entre contrata\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es) de 272.225 postos de trabalho no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em termos brutos, foram registradas 1.798.101 admiss\u00f5es e 1.581.127 desligamentos em abril. O saldo de cria\u00e7\u00e3o de empregos no m\u00eas \u00e9 o menor para meses de abril desde 2009, quando houve a cria\u00e7\u00e3o de 106.205 vagas. De janeiro a abril, foram criados 702.059 postos de trabalhos. No acumulado em 12 meses, houve gera\u00e7\u00e3o de 1.713.410 vagas formais.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, alvo de v\u00e1rias medidas de est\u00edmulo do governo federal, registrou aumento de 30.318 postos de trabalho. De acordo com o minist\u00e9rio, abril foi o primeiro m\u00eas de 2012 em que se verificou crescimento generalizado entre os oito setores da economia.<\/p>\n<p>O saldo de 702.059 empregos com carteira assinada criados entre janeiro e abril deste ano foi 20,28% inferior ao registrado nos primeiros quatro meses do ano passado, quando foram gerados 880.717 postos, apontam os dados do Caged. O acumulado dos quatro meses de 2012 \u00e9 o pior desempenho desde 2009, quando foram criadas 48.454 vagas formais.<\/p>\n<p>Segundo os dados do Caged, a constru\u00e7\u00e3o civil registrou saldo recorde de 40.606 postos de trabalho criados em abril. O setor de servi\u00e7os foi o que teve melhor resultado, com 82.875 vagas formais criadas no m\u00eas passado. Com\u00e9rcio (33.704) e ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (30.318) geraram menos vagas do que a constru\u00e7\u00e3o civil e o setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Apesar do recuo na gera\u00e7\u00e3o de empregos formais em abril em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2011, o mercado de trabalho ainda expressa a &#8220;pujan\u00e7a da nossa economia&#8221; e est\u00e1 de acordo com o que se espera de crescimento para 2012, disse o diretor-t\u00e9cnico do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), Clemente Ganz L\u00facio. Para ele, os dados Caged referentes a abril confirmam a tend\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00e3o a 2 milh\u00f5es de novas vagas formais no ano.<\/p>\n<p>L\u00facio disse que essa proje\u00e7\u00e3o &#8220;est\u00e1 em linha&#8221; com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 3,5% e 4%. &#8220;O resultado de abril indica que a performance do mercado de trabalho \u00e9 bastante positiva, considerando a taxa de crescimento estimada&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ele destacou que, em abril, pela primeira vez no ano, houve mais contrata\u00e7\u00f5es do que demiss\u00f5es em todos os oito setores de atividade. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, os dados de abril de 2011 est\u00e3o &#8220;contaminados&#8221; pelo crescimento de 7,5% do PIB em 2010. &#8220;Olhando o mercado de trabalho, n\u00e3o h\u00e1 descompasso grave na nossa economia&#8221;, afirmou. &#8220;Diferentemente dos pa\u00edses desenvolvidos, o n\u00famero de empregos gerados no Brasil \u00e9 bastante favor\u00e1vel para o ritmo de crescimento esperado&#8221;.<\/p>\n<p>Outro destaque do resultado do emprego formal em abril, segundo L\u00facio, \u00e9 o resultado positivo da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que gerou mais de 30 mil postos de trabalho no m\u00eas. &#8220;O mercado de trabalho \u00e9 um dos indicadores mais sens\u00edveis. Os dados de abril podem apontar para a hip\u00f3tese de retomada da ind\u00fastria&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo quer incentivar cr\u00e9dito para autom\u00f3veis<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Para ajudar a desovar os estoques das montadoras, o governo estuda liberar parte do dinheiro que os bancos s\u00e3o obrigados a manter depositados no Banco Central para aumentar o financiamento de autom\u00f3veis. Al\u00e9m disso, a equipe econ\u00f4mica pode mudar as regras para amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de presta\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o das entradas e das taxas de juros dessas opera\u00e7\u00f5es. As medidas j\u00e1 foram discutidas entre representantes do Minist\u00e9rio da Fazenda e da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea). Agora, o ministro Guido Mantega levar\u00e1 as propostas para os bancos privados e avaliar\u00e1 a receptividade. O diagn\u00f3stico \u00e9 que as dificuldades colocadas pelos bancos para liberar financiamento para autom\u00f3veis, por causa do elevado n\u00edvel de inadimpl\u00eancia nesse segmento, s\u00e3o neste momento o principal entrave \u00e0s vendas do setor. Em mar\u00e7o, a taxa de calote no pagamento desse tipo de opera\u00e7\u00e3o atingiu o n\u00edvel recorde de 5,7%, de acordo com dados do Banco Central. Mantega j\u00e1 determinou que a Caixa Econ\u00f4mica Federal e o Banco do Brasil aumentem o cr\u00e9dito para ve\u00edculos, mas h\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o de que sem Bradesco e Ita\u00fa ficar\u00e1 dif\u00edcil dar f\u00f4- lego a esse mercado. &#8220;S\u00e3o ban- cos que convivem mais com es- se tipo de financiamento&#8221;, argu- menta uma fonte.<\/p>\n<p>Compuls\u00f3rios. Pela ideia em discuss\u00e3o, o Banco Central poderia liberar uma parte dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios realizados pelos bancos, desde que os recursos sejam destinados para o financiamento de autom\u00f3veis. Al\u00e9m disso, o Banco Central flexibilizaria as normas que regulam os empr\u00e9stimos para ve\u00edculos. Em novembro do ano passado, a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 eliminou as restri\u00e7\u00f5es, colocadas no fim de 2010, para financiamentos em at\u00e9 60 vezes. Foi mantida, entretanto, a regra mais dura para financiamento acima de cinco anos. Nesses casos, a exig\u00eancia de capital para os bancos \u00e9 50% maior do que nas opera\u00e7\u00f5es com at\u00e9 60 presta\u00e7\u00f5es. Em entrevista ao Estado, publicada na quarta-feira, Mantega sinalizou as medidas, ao afir- mar categoricamente que era preciso &#8220;dar uma flexibilizada nesse mercado&#8221;. No entanto, o ministro destacou que, embora o Banco Central tenha alterado as regras no fim de 2011, os bancos continuam cautelosos e n\u00e3o est\u00e3o oferecendo financiamentos de mais longo prazo. Por isso, antes de colocar as medidas na rua, o ministro quer o engajamento dos bancos privados. Ele acredita na for\u00e7a da Caixa e do Banco do Brasil como indutores da concorr\u00eancia. A demora do governo, no entanto, preocupa a Anfavea. As reuni\u00f5es de representantes da entidade com a equipe do Minist\u00e9rio da Fazenda foram di\u00e1rias esta semana. O \u00fanico alento, neste momento, \u00e9 a desvaloriza- \u00e7\u00e3o do real. A expectativa do setor \u00e9 de que o d\u00f3lar mais caro desestimule as importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2877\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2877","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Kp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2877\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}