{"id":28771,"date":"2022-05-12T18:17:02","date_gmt":"2022-05-12T21:17:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28771"},"modified":"2022-05-12T12:23:35","modified_gmt":"2022-05-12T15:23:35","slug":"astrojildo-pereira-e-prestes-admiracao-e-respeito-mutuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28771","title":{"rendered":"Astrojildo Pereira e Prestes: admira\u00e7\u00e3o e respeito m\u00fatuos"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2022\/05\/astrojildo_prestes.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Anita Leocadia Prestes, via <a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2022\/05\/11\/astrojildo-pereira-e-luiz-carlos-prestes-admiracao-e-respeito-mutuos\/\">Blog da Boitempo<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A nova edi\u00e7\u00e3o de toda a obra de Astrojildo Pereira, revista e ampliada, e a reedi\u00e7\u00e3o da sua biografia, escrita por Martin Cezar Feij\u00f3, pela editora Boitempo em comemora\u00e7\u00e3o aos 100 anos do PCB, [1] constituem um ensejo prop\u00edcio ao resgate de alguns momentos do relacionamento estabelecido entre este fundador do partido, reconhecido intelectual brasileiro, e Luiz Carlos Prestes, conhecido como o \u201cCavaleiro da Esperan\u00e7a\u201d e secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista por cerca de 40 anos.<\/p>\n<p>O primeiro contato entre Astrojildo e Prestes aconteceu na cidade boliviana de Puerto Suarez, na segunda quinzena de dezembro de 1927. Desde fevereiro deste ano, Prestes encontrava-se na Bol\u00edvia trabalhando numa empresa inglesa de terraplenagem junto com os combatentes da Marcha da Coluna, que haviam se exilado nesse pa\u00eds. Astrojildo, secret\u00e1rio-geral do PCB, viajara com a tarefa de tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o l\u00edder dos \u201ctenentes\u201d \u2013 vistos pelos comunistas como a representa\u00e7\u00e3o da \u201cpequena burguesia revolucion\u00e1ria\u201d \u2013 e, ao mesmo tempo, levava uma certa quantidade de livros de autores marxistas para lhe oferecer. Nas palavras do pr\u00f3prio Astrojildo:<\/p>\n<p>&#8220;Entreguei-os a Prestes dizendo-lhe que era nosso desejo que ele estudasse por si mesmo a teoria e a pr\u00e1tica da pol\u00edtica pelas quais busc\u00e1vamos orientar o Partido Comunista, inteirando-se assim, n\u00e3o s\u00f3 dos princ\u00edpios e fins da nossa atividade pr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m das solu\u00e7\u00f5es que a ci\u00eancia marxista apresentava para os problemas sociais do nosso tempo. Devo hoje acrescentar que, ao dizer-lhe estas coisas, eu guardava a esperan\u00e7a de que Prestes, ao tomar conhecimento direto das ideias marxistas, n\u00e3o demoraria em compreender que elas exprimiam a verdade do presente e do futuro. Sua intelig\u00eancia, sua honradez, sua experi\u00eancia pessoal no contato com a gente e as coisas brasileiras fariam o resto. Os fatos demonstraram que eu n\u00e3o me enganava.&#8221;[2]<\/p>\n<p>Palavras estas que foram escritas 35 anos depois do encontro com Prestes; reveladoras, portanto, da perman\u00eancia da admira\u00e7\u00e3o e do respeito de Astrojildo pelo seu interlocutor de ent\u00e3o. No in\u00edcio de 1928, de volta ao Rio de Janeiro, o dirigente comunista publicou longa entrevista com Prestes, em tr\u00eas n\u00fameros consecutivos do jornal tenentista A Esquerda, dirigido por Pedro Mota Lima.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancia da virada na pol\u00edtica da Internacional Comunista com a realiza\u00e7\u00e3o em 1928 do seu VI Congresso e da sua repercuss\u00e3o no PCB, Astrojildo Pereira foi expulso das fileiras comunistas em 1930.[3] Afastado do partido, ao qual at\u00e9 ent\u00e3o dedicara todos seus esfor\u00e7os, nunca o criticou de p\u00fablico, mantendo-se fiel \u00e0s ideias marxistas e aos ideais revolucion\u00e1rios que abra\u00e7ara ainda na juventude; dedicou-se especialmente \u00e0 atividade liter\u00e1ria e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao final do per\u00edodo do Estado Novo, nos anos 1944\/45, Astrojildo se uniria \u00e0s for\u00e7as democr\u00e1ticas que se mobilizavam na luta contra o nazifascismo e pela democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Foi um participante ativo e destacado do I Congresso Nacional de Escritores realizado no in\u00edcio de 1945, que desempenhou papel importante nesse processo.<\/p>\n<p>Sob a influ\u00eancia do ambiente reinante nos meios intelectuais daquele momento, empolgados com o lan\u00e7amento da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, considerado her\u00f3i dos \u201c18 do Forte\u201d de Copacabana e das revoltas tenentistas dos anos 1920, Astrojildo \u2013 nas palavras de Nelson Werneck Sodr\u00e9 \u2013 \u201cacompanhou, de in\u00edcio, esta candidatura. E n\u00e3o foi ele, somente, mas muitos democratas sinceros e at\u00e9 pessoas de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de esquerda.\u201d[4]<\/p>\n<p>Astrojildo foi dos primeiros a visitar Prestes na pris\u00e3o, quando isso lhe foi permitido, em mar\u00e7o de 1945. Nessa ocasi\u00e3o comunicou a Prestes que acabara de assinar manifesto de apoio \u00e0 candidatura do Brigadeiro. Advertido por Prestes ser esse o candidato do imperialismo e dos setores de direita empenhados na prepara\u00e7\u00e3o de um golpe para deter o avan\u00e7o das medidas de democratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que estavam sendo realizadas com a perman\u00eancia de Get\u00falio Vargas no poder, Astrojildo imediatamente retirou sua assinatura do manifesto, revelando respeito e admira\u00e7\u00e3o pelo l\u00edder comunista, que se mostrara atencioso e compreensivo com ele.[5]<\/p>\n<p>Com a legaliza\u00e7\u00e3o do PCB no final de 1945, Astrojildo solicitou sua reintegra\u00e7\u00e3o no partido, cujo secret\u00e1rio-geral, eleito em 1943 na Confer\u00eancia da Mantiqueira, era Luiz Carlos Prestes, dirigente comunista que nutria considera\u00e7\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o pelo fundador do PCB. O velho militante disp\u00f4s-se a realizar uma autocr\u00edtica de suas atividades pol\u00edticas, de acordo com a pr\u00e1tica ent\u00e3o em vigor entre os comunistas. Voltou a militar nas fileiras partid\u00e1rias, concentrando seus esfor\u00e7os principais no trabalho intelectual na reda\u00e7\u00e3o de revistas ligadas ao PCB, passando a dirigir, por exemplo, a revista Literatura, cujo conselho de reda\u00e7\u00e3o revelava o car\u00e1ter amplo que lhe foi atribu\u00eddo, contando com a participa\u00e7\u00e3o de intelectuais como \u00c1lvaro Moreyra, An\u00edbal Machado, Artur Ramos, Graciliano Ramos, Or\u00edgenes Lessa e Manuel Bandeira.[6]<\/p>\n<p>Poucos meses depois, em julho de 1946, por ocasi\u00e3o da Terceira Confer\u00eancia Nacional do PCB, foi eleito um Comit\u00ea Central, renovado e ampliado, sendo Astrojildo inclu\u00eddo entre seus novos suplentes,[7] o que confirmava sua aceita\u00e7\u00e3o por parte de Prestes e do novo n\u00facleo dirigente do partido.<\/p>\n<p>No IV Congresso do PCB, realizado na clandestinidade em novembro de 1954, Astrojildo foi escolhido para fazer o discurso de abertura do conclave, honraria especial prestada ao fundador do partido.[8] Posteriormente, no V Congresso, em 1960, Astrojildo foi eleito membro efetivo do Comit\u00ea Central,[9] posi\u00e7\u00e3o em que seria mantido ap\u00f3s o golpe civil-militar de 1964, segundo dados apresentados por Ronald H. Chilcote, tendo por base fontes aparentemente confi\u00e1veis.[10]<\/p>\n<p>Na condi\u00e7\u00e3o de membro da dire\u00e7\u00e3o do PCB, Astrojildo dirigiu v\u00e1rias revistas do PCB ou pr\u00f3ximas ao partido. Foi diretor e redator-chefe de Problemas da Paz e do Socialismo, revista dedicada aos temas do movimento comunista internacional. Em 1958, fundou e dirigiu Estudos Sociais, revista te\u00f3rica vinculada ao PCB, que circulou at\u00e9 1964. Colaborou nos jornais do PCB, Imprensa Popular (1948-1958) e Novos Rumos (1958-1964).<\/p>\n<p>Em 1962, a editora Vit\u00f3ria, pertencente ao PCB publicou o livro Forma\u00e7\u00e3o do PCB (1922\/1928): notas e documentos de autoria de Astrojildo Pereira.[11] Seu lan\u00e7amento oficial, durante as comemora\u00e7\u00f5es do 40\u00b0 anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o do PCB, teve car\u00e1ter festivo com a presen\u00e7a de Luiz Carlos Prestes e de v\u00e1rios dirigentes do partido. Nesses anos, de 1958 a 1964, durante os quais, embora o PCB n\u00e3o tivesse a legalidade reconhecida, sua atua\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica era quase legal, Prestes, ent\u00e3o seu secret\u00e1rio-geral, procurou prestigiar a figura do fundador do partido. Apoiou a publica\u00e7\u00e3o do seu livro sobre a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o do PCB e, sempre que poss\u00edvel, comparecia \u00e0s homenagens que lhe eram prestadas.<\/p>\n<p>Nas fotos abaixo est\u00e3o registrados momentos do banquete oferecido a Astrojildo por um n\u00famero expressivo de representantes da intelectualidade carioca, em 12 de maio de 1962, por ocasi\u00e3o dos 50 anos de sua atividade jornal\u00edstica. Em lugar de honra, \u00e0 sua esquerda, encontro-me eu, filha de Luiz Carlos Prestes, que me pedira para represent\u00e1-lo, uma vez que, devido \u00e0s suas atividades partid\u00e1rias, estava fora do Rio; Novos Rumos, o jornal legal do PCB, publicou uma p\u00e1gina inteira dedicada \u00e0 efem\u00e9ride,[12] revelando a admira\u00e7\u00e3o e o respeito que Prestes e a dire\u00e7\u00e3o do PCB tinham pela personalidade de Astrojildo Pereira.[13] <strong><em>[Fotos no site da Boitempo]<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de 1965, com a sa\u00fade seriamente abalada, Astrojildo, por for\u00e7a de um habeas corpus, saiu da pris\u00e3o, em que estivera detido pelos militares que governavam o Brasil naquele per\u00edodo de ditadura militar. A pedido de Prestes, for\u00e7ado a viver clandestino devido \u00e0 intensa repress\u00e3o policial, eu e minha tia Lygia Prestes visitamos Astrojildo em sua modesta resid\u00eancia situada na Rua do Bispo, na cidade do Rio de Janeiro. Muito debilitado devido a problemas card\u00edacos, agravados durante os meses de pris\u00e3o, Astrojildo faleceu aos 75 anos em 20 de novembro daquele ano. Novamente, a pedido do meu pai, eu e a tia Lygia o representamos no enterro, realizado em cemit\u00e9rio de Niter\u00f3i, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ao destacar a atitude de admira\u00e7\u00e3o e respeito de Luiz Carlos Prestes por Astrojildo Pereira, vale a pena lembrar o empenho do ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral do PCB, durante seu ex\u00edlio na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica nos anos 1970, pela preserva\u00e7\u00e3o do arquivo do fundador do partido, que corria o risco de ser apreendido pela pol\u00edcia no Brasil. Jos\u00e9 Luiz Del Roio, escritor e ent\u00e3o militante do PCB, ex-senador na It\u00e1lia, conta em v\u00eddeo-entrevista que Prestes, preocupado, se dirigiu a ele, em busca de uma institui\u00e7\u00e3o na Europa para onde a documenta\u00e7\u00e3o reunida por Astrojildo \u2013 uma colet\u00e2nea valiosa de documentos e jornais do movimento oper\u00e1rio brasileiro \u2013 pudesse ser transferida e abrigada com seguran\u00e7a.[14] Segundo Del Roio, Prestes n\u00e3o desejava que o referido arquivo fosse encaminhado para um pa\u00eds socialista, pois dizia que, uma vez entregue, n\u00e3o sairia mais desse local. Del Roio conseguiu a guarda dessa documenta\u00e7\u00e3o pela Funda\u00e7\u00e3o Feltrinelli, situada em Mil\u00e3o (It\u00e1lia), de onde mais tarde foi transferida para a Universidade Estadual Paulista (Unesp), na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em outro depoimento, Jos\u00e9 Luiz Del Roio afirma:<\/p>\n<p>&#8220;Apesar da repress\u00e3o tinha gente muito interessada em estudar o movimento oper\u00e1rio, todo mundo falava deste misterioso e fundamental arquivo. Isso tudo passou por uma discuss\u00e3o e eu perguntei ao Luiz Carlos Prestes se ele sabia onde estava, como estava e se era poss\u00edvel retir\u00e1-lo do Brasil. Ele pessoalmente apoiou a ideia e nos incentivou muito, nos deu muito apoio&#8221;.[15]<\/p>\n<p>Ao concluir estas notas despretensiosas sobre Astrojildo Pereira, na ocasi\u00e3o da reedi\u00e7\u00e3o de todos os seus livros pela Editora Boitempo, no ano do centen\u00e1rio do PCB, tentei revelar aspectos at\u00e9 hoje pouco conhecidos ou in\u00e9ditos das rela\u00e7\u00f5es que efetivamente existiram entre Luiz Carlos Prestes e o fundador do PCB, rela\u00e7\u00f5es por vezes ignoradas, subestimadas ou deturpadas por diversos int\u00e9rpretes da hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio e dos comunistas brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><br \/>\n1 Ver no site da Ed. Boitempo a caixa especial com as seis obras.<br \/>\n2 PEREIRA, Astrojildo. Forma\u00e7\u00e3o do PCB (1922\/1928): notas e documentos. Rio de Janeiro: Ed. Vit\u00f3ria, 1962, p.100; grifos meus.<br \/>\n3 Cf. CARONE, Edgard. O P.C.B. (1922 a 1943). V. 1. S\u00e3o Paulo: Difel, fev. 1982, p.70-83, 96-102; CARONE, Edgard. Classes sociais e movimento oper\u00e1rio. S\u00e3o Paulo: Ed. \u00c1tica, 1989, p.242-288.<br \/>\n4 Cf. SODR\u00c9, Nelson Werneck, \u201cAstrojildo Pereira\u201d, Mem\u00f3ria &amp; Hist\u00f3ria, n. 1, S\u00e3o Paulo, Livr. Ed. Ci\u00eancias Humanas, 1981, p.79-80.<br \/>\n5 Entrevistas concedidas por Luiz Carlos Prestes a Anita Leocadia Prestes e Marly de Almeida Gomes Vianna, gravadas em fita magn\u00e9tica e transcritas para papel no Rio de Janeiro, entre 1981 e 1983, fita n.13.<br \/>\n6 Cf. KONDER, Leandro, \u201cAstrojildo Pereira: o homem, o militante, o cr\u00edtico\u201d, Mem\u00f3ria &amp; Hist\u00f3ria, cit., p.66.<br \/>\n7 VINHAS, Mois\u00e9s. O Partid\u00e3o: a luta por um partido de massas (1922-1974). S\u00e3o Paulo: Ed. Hucitec, 1982, p.93.; CHILCOTE, Ronald H. Partido Comunista Brasileiro; conflito e integra\u00e7\u00e3o (1922- 1972). Rio de Janeiro: Graal, 1982, p.330-331.<br \/>\n8 IV Congresso do PCB (7 a 11 de novembro de 1954), Problemas (revista mensal de cultura pol\u00edtica), n. 64, dez.1954\/fev.1955, p. 4, 313-319; VINHAS, Mois\u00e9s. cit., p.159.<br \/>\n9 CHILCOTE, R. H. Cit, p.330-331; VINHAS, Mois\u00e9s. cit., p.184.<br \/>\n10 CHILCOTE, R. H. Cit, p.330-332.<br \/>\n11 PEREIRA, Astrojildo. Forma\u00e7\u00e3o do PCB (1922\/1928): notas e documentos. Cit.<br \/>\n12 Albuquerque, B., \u201cAstrojildo Pereira, intelectual comunista\u201d, Novos Rumos, Rio de Janeiro, 18 a 24 maio 1962.<br \/>\n13 Na primeira foto, veem-se, \u00e0 esquerda de Astrojildo, Anita L. Prestes; e \u00e0 sua direita a Sra. Embaixador \u00c1lvaro Lins e o pintor Di Cavalcanti.<br \/>\n14 Entrevista de Jos\u00e9 Luiz Del Roio \u00e0 TV 247,em 12\/07\/2018.<br \/>\n15 DEL ROIO, Jos\u00e9 Luiz; PE\u00c7ANHA, Elina, \u201cEntrevista de Jos\u00e9 Luiz Del Roio \u2013 guardi\u00e3o da mem\u00f3ria oper\u00e1ria no per\u00edodo da ditadura militar (1964-1985)\u201d, Trabalho Necess\u00e1rio, v. 18, n. 35, jan.\/abril 2020, p.374.<\/p>\n<p>***<br \/>\nAnita Leocadia Benario Prestes, nascida em 27 de novembro de 1936 na pris\u00e3o de mulheres da rua Barminstrasse, em Berlim, na Alemanha Nazista, \u00e9 uma historiadora brasileira, filha dos militantes comunistas Olga Benario Prestes e Luiz Carlos Prestes. \u00c9 doutora em Hist\u00f3ria Social pela Universidade Federal Fluminense, professora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Comparada de UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes. Autora da ambiciosa biografia pol\u00edtica Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro (Boitempo, 2015), do livro Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo (Boitempo, 2017) e de Viver \u00e9 tomar partido: mem\u00f3rias (Boitempo, 2019), em que narra sua extraordin\u00e1ria trajet\u00f3ria de vida, milit\u00e2ncia e pensamento. Assina tamb\u00e9m o artigo \u201cLuiz Carlos Prestes e a luta pela democratiza\u00e7\u00e3o da vida nacional ap\u00f3s a anistia de 1979\u201d publicado no livro Ditadura: o que resta da transi\u00e7\u00e3o? (Boitempo, 2014), organizado por Milton Pinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28771\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"O primeiro contato entre Astrojildo e Prestes aconteceu na cidade boliviana de Puerto Suarez, na segunda quinzena de dezembro de 1927.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[365],"tags":[227],"class_list":["post-28771","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-centenario-do-pcb","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7u3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28771\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}