{"id":28799,"date":"2022-05-19T14:28:34","date_gmt":"2022-05-19T17:28:34","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28799"},"modified":"2022-05-19T14:28:34","modified_gmt":"2022-05-19T17:28:34","slug":"os-comunistas-e-a-politica-cultural-no-periodo-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28799","title":{"rendered":"Os comunistas e a pol\u00edtica cultural no per\u00edodo da Ditadura"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"374\" width=\"747\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/omomento.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capapolc-750x375.jpg?resize=747%2C374&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por R\u00f4mulo Caires, via <a href=\"https:\/\/omomento.org\/os-comunistas-brasileiros-e-a-politica-cultural-no-periodo-da-ditadura\/\">JORNAL O MOMENTO &#8211; PCB DA BAHIA<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Neste ano, comemoramos 100 anos do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Dentre os in\u00fameros aspectos desta trajet\u00f3ria a serem recordados, gostar\u00edamos de focar nossa aten\u00e7\u00e3o na emerg\u00eancia do que podemos chamar de pol\u00edtica cultural, entre os comunistas. Com pressupostos que remetem ao pr\u00f3prio momento de funda\u00e7\u00e3o do PCB em 1922, passando pelo marco da declara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 1958, \u00e9 somente no per\u00edodo ap\u00f3s o golpe burgo-militar de 1964 que a pol\u00edtica cultural dos comunistas toma sua forma mais concreta na constru\u00e7\u00e3o de uma alian\u00e7a democr\u00e1tica contra a Ditadura. Este per\u00edodo \u00e9 repleto de consequ\u00eancias e lan\u00e7a problem\u00e1ticas ainda atuais.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 desenvolvido em outros <a href=\"https:\/\/omomento.org\/derrotar-nas-ruas-e-vencer-em-2022-critica-da-via-eleitoral-contra-o-bolsonarismo\/\">artigos<\/a> publicados no Jornal O Momento, a forma\u00e7\u00e3o do Brasil contempor\u00e2neo se deu a partir de um conjunto de \u201creformas pelo alto\u201d, atrav\u00e9s das quais o desenvolvimento de um moderno Estado-Na\u00e7\u00e3o operou por via diferenciada em rela\u00e7\u00e3o a pa\u00edses centrais como Inglaterra, Estados Unidos e Fran\u00e7a. Deste modo, o processo que resultou no capitalismo brasileiro e seu correspondente arcabou\u00e7o jur\u00eddico-pol\u00edtico n\u00e3o possibilitou a incorpora\u00e7\u00e3o de m\u00ednimas demandas das massas populares, ocorrendo sempre \u00e0 sua revelia. A frase atribu\u00edda ao ent\u00e3o governador de Minas Gerais Ant\u00f4nio Carlos de Andrada (1870 \u2013 1946) \u201cfa\u00e7amos a revolu\u00e7\u00e3o antes que o povo a fa\u00e7a\u201d sintetiza bem a evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sendo, em sua origem, a implementa\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de um experimento econ\u00f4mico, esta unidade que chamamos de \u201cnacional\u201d, de \u201cBrasil\u201d, consolidou-se a partir da figura do latif\u00fandio escravagista prim\u00e1rio-exportador. O sentido da coloniza\u00e7\u00e3o apresenta-se enquanto tend\u00eancia dominante da ocupa\u00e7\u00e3o territorial a partir do exterm\u00ednio tanto dos povos origin\u00e1rios quanto da popula\u00e7\u00e3o africana que aqui foi for\u00e7adamente aportada, apagando e criando obst\u00e1culos \u00e0s suas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. O que interessava era girar a roda da acumula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria de capital que possibilitou a domin\u00e2ncia do capitalismo em escala mundial.<\/p>\n<p>O conjunto das institui\u00e7\u00f5es, aparelhos ideol\u00f3gicos e instrumentos de poder eram voltados essencialmente \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dessa malha social. Assim, o aparecimento de intelectuais e sujeitos produtores de cultura estava, de modo geral, condicionado pela domin\u00e2ncia da ideologia do colonialismo, ou seja, se importavam ideias de fora com o intuito de naturalizar a ordem social e permitir apenas que as classes dominantes se tornassem operadoras oficiais da organiza\u00e7\u00e3o da cultura. Qualquer manifesta\u00e7\u00e3o que contrastasse a essa l\u00f3gica, a partir da considera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o dos que \u201cvinham de baixo\u201d, era sumamente ignorada ou diretamente combatida.<\/p>\n<p>Nesse sentido, consolidou-se, durante o per\u00edodo colonial, uma realidade na qual a organiza\u00e7\u00e3o da cultura esteve marcada pela coopta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o intelectual pelas classes dominantes que, ao importarem ideias de realidades distintas da nossa, marcavam a tend\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o de uma cultura ornamental na qual mesmo ideias consideradas avan\u00e7adas eram utilizadas apenas como \u00edndice de superioridade, como marca de distin\u00e7\u00e3o pessoal, como constatamos nas figura\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias de <a href=\"https:\/\/omomento.org\/140-anos-de-lima-barreto-da-critica-ao-passado-a-poesia-do-futuro\/\">Lima Barreto<\/a>. Lembremos de um cl\u00e1ssico conto do escritor carioca, que eternizou a figura do \u201cHomem que sabia Javan\u00eas\u201d como aquele que nutria conhecimentos totalmente alienados da realidade nacional das grandes massas populares, consistindo apenas em fraseologias ocas. As palavras seriam, assim, apenas \u201csignos\u201d de posses, marcas que apontavam a origem superior daqueles que as utilizavam.<\/p>\n<p>A Independ\u00eancia e posteriormente a forma\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica apenas colocaram em outro patamar a ideologia do colonialismo e a depend\u00eancia do nacional em rela\u00e7\u00e3o ao mercado mundial capitalista. O Brasil entrou no Jogo das Na\u00e7\u00f5es como pa\u00eds subordinado ao imperialismo em expans\u00e3o, atualizando as formas de depend\u00eancia econ\u00f4mica e cultural. Tal realidade come\u00e7ou a se modificar lentamente ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 e os processos que desembocaram na industrializa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>O surgimento do PCB em 1922 demarcou o momento em que as classes trabalhadoras e setores populares deram um salto de qualidade em dire\u00e7\u00e3o a uma aut\u00eantica organiza\u00e7\u00e3o da cultura sem a impon\u00eancia total da ideologia do colonialismo. A forma\u00e7\u00e3o de um partido pol\u00edtico de tipo moderno, a presen\u00e7a marcante da imprensa oper\u00e1ria, a funda\u00e7\u00e3o de editoras e divulga\u00e7\u00e3o de literatura marxista e a participa\u00e7\u00e3o nas lutas pol\u00edticas mais importantes ampliaram o alcance das ideias \u201cvindas de baixo\u201d e possibilitaram as primeiras tentativas de supera\u00e7\u00e3o do prussianismo no Brasil, ou seja, dos m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica que traziam no bojo apenas as demandas das classes dominantes a partir de seguidas \u201crevolu\u00e7\u00f5es pelo alto\u201d.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, a pol\u00edtica cultural dos comunistas que atra\u00eda para si importantes figuras art\u00edsticas e intelectuais envolvidas nas lutas pela democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira come\u00e7ou a tomar forma. Pode-se afirmar que o impulso de desenvolvimento capitalista no Brasil tamb\u00e9m foi seguido de uma constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do que seria o nacional. As tentativas de suprimir a ideologia do colonialismo e encontrar bases autenticamente brasileiras marcaram um longo processo que seguiu at\u00e9 meados de 1964, no qual os setores ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural se esfor\u00e7avam pela cria\u00e7\u00e3o de uma autoconsci\u00eancia nacional. Certamente esse per\u00edodo resultou em valios\u00edssimas produ\u00e7\u00f5es na literatura, no cinema, no teatro, na m\u00fasica, na arquitetura, na pintura, na dan\u00e7a etc. Por\u00e9m, tamb\u00e9m esse per\u00edodo foi respons\u00e1vel pela cristaliza\u00e7\u00e3o de significativo engodo: a falsa ideia de um grande pacto de uni\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Os impulsos de constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do Brasil, advindos majoritariamente de pessoas ligadas ao PCB, ou que passaram por suas fileiras, deflagraram marcante processo de tentativa de supera\u00e7\u00e3o do prussianismo em dire\u00e7\u00e3o ao nacional-popular. O nacional-popular sintetizaria a oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, no plano da cultura \u00e0s v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es concretas assumidas pelo prussianismo ao longo da evolu\u00e7\u00e3o brasileira. A via dessa supera\u00e7\u00e3o passaria pela centralidade da democracia como momento preponderante de participa\u00e7\u00e3o das massas populares nas decis\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds e consequentemente de sua organiza\u00e7\u00e3o no plano cultural.<\/p>\n<p>Tais aspectos est\u00e3o sintetizados na declara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 1958 do PCB. Neste documento, fica esclarecida uma pr\u00e9via etapa de democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira como condi\u00e7\u00e3o de possibilidade para a futura Revolu\u00e7\u00e3o Socialista. Para isso, se proclamaria o pacto entre a classe trabalhadora e setores progressistas da burguesia nacional como forma de superar o latif\u00fandio e o imperialismo, construindo um aut\u00eantico capitalismo nacional aut\u00f4nomo. O documento tamb\u00e9m absorve as cr\u00edticas ao per\u00edodo Stalin e suas influ\u00eancias na din\u00e2mica do PCB. Apesar de in\u00fameros artistas, cientistas e intelectuais terem passado pelas fileiras do partido, n\u00e3o deixa de ser not\u00e1vel que nestas ainda se reproduzia a determina\u00e7\u00e3o da \u201ccultura ornamental\u201d.<\/p>\n<p>Muitos artistas e intelectuais que chegaram ao PCB tiveram passagem muito r\u00e1pida pelo partido, n\u00e3o promovendo impacto real no destino de sua orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O chamado realismo socialista afastava muitas dessas figuras, sendo o caso de Raquel de Queiroz emblem\u00e1tico nesse sentido. A dire\u00e7\u00e3o do partido quis intervir no desfecho de um de seus romances, violando qualquer ideia de liberdade criativa da artista. A declara\u00e7\u00e3o de 58 visava tamb\u00e9m interferir sobre esses aspectos que, de alguma forma, reproduziam a ideologia do prussianismo no pr\u00f3prio interior do partido. Nesse sentido, ainda havia um div\u00f3rcio entre os setores organizadores da cultura e a tentativa de generaliza\u00e7\u00e3o de uma proposta de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em \u00e2mbito nacional.<\/p>\n<p>Todavia, o golpe burgo-militar p\u00f4s em cheque parte da estrat\u00e9gia fundamental do PCB no per\u00edodo. Diversas foram as cr\u00edticas, seja pela direita ou pela esquerda. O ponto fundamental que nos interessa aqui \u00e9 que, apesar dos equ\u00edvocos, o PCB contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o de um solo hist\u00f3rico que possibilitou a emerg\u00eancia de grandes realiza\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito art\u00edstico e cultural. Ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 58 houve tentativa de maior integra\u00e7\u00e3o entre os setores mais intelectualizados e a dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, o que possibilitou iniciativas de vulto, mesmo ap\u00f3s o golpe de 64. A esquerda era derrotada politicamente, mas, no \u00e2mbito cultural, foi hegem\u00f4nica at\u00e9 o endurecimento do regime em 68.<\/p>\n<p>Assim, chegamos ao cerne da particularidade da pol\u00edtica cultural dos comunistas. O momento de enfrentamento \u00e0 ditadura deu nova vida \u00e0 perspectiva de uma frente democr\u00e1tica de constru\u00e7\u00e3o nacional. O per\u00edodo foi marcado por novo salto de qualidade no capitalismo brasileiro, que agora passava para uma etapa de industrializa\u00e7\u00e3o violenta, arrochos salariais e consolida\u00e7\u00e3o do capital monopolista de Estado em nosso pa\u00eds. O nacional, que foi por tantas d\u00e9cadas polo de resist\u00eancia e aglutina\u00e7\u00e3o de for\u00e7as populares contra o imperialismo, perdia o \u00edmpeto revolucion\u00e1rio com a, cada vez mais evidente, integra\u00e7\u00e3o da burguesia interna brasileira ao imperialismo. No \u00e2mbito cultural, \u00e9 o per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Cultural em solo nacional.<\/p>\n<p>Se a Ind\u00fastria Cultural permitiu a desvincula\u00e7\u00e3o de amplos setores dos v\u00ednculos de favor e depend\u00eancia direta que marcaram a hist\u00f3ria da vida intelectual brasileira, tamb\u00e9m criou, ao mesmo tempo, um verdadeiro ex\u00e9rcito cultural de reserva. Tivemos ainda algum \u00edmpeto da produ\u00e7\u00e3o nacional-popular, mas, cada vez mais o PCB perdia a capacidade de ser o centro aglutinador do que havia de melhor na intelligentsia brasileira e, ao mesmo tempo, essas produ\u00e7\u00f5es passaram da contesta\u00e7\u00e3o radical da ideologia do colonialismo para a constru\u00e7\u00e3o de uma mitologia da \u201cintegra\u00e7\u00e3o nacional\u201d que de alguma forma justificou os pactos constru\u00eddos no fim da ditadura burgo-militar. A \u201cdemocracia como valor universal\u201d que emergia dos documentos de 58 impulsionaram posteriormente uma credulidade ing\u00eanua na capacidade da sociedade brasileira de continuar a suposta marcha de democratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deve ser \u00f3bvio para um materialista que as transforma\u00e7\u00f5es mais radicais da sociedade passam pela necess\u00e1ria revolu\u00e7\u00e3o nos modos de produzir e reproduzir a vida. A cultura em si n\u00e3o \u00e9 capaz de, sozinha, emancipar a classe trabalhadora. Todavia, a organiza\u00e7\u00e3o da cultura no Brasil do ponto de vista comunista teve como objetivo impulsionar a cria\u00e7\u00e3o de um sujeito nacional-popular que trouxesse em seu \u00e2mago as demandas das classes populares a partir de um cont\u00ednuo processo de democratiza\u00e7\u00e3o. Passado o per\u00edodo da ditadura burgo-militar, tendo em vista o decl\u00ednio desse amplo processo hist\u00f3rico de constru\u00e7\u00e3o est\u00e9tica do Brasil, devemos avaliar quais s\u00e3o os limites de democratiza\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds de capitalismo subordinado, al\u00e9m de inquirir se o nacional-popular teria perdido sua validade hist\u00f3rica diante das transforma\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas. A constru\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista certamente necessitar\u00e1 de pujante organiza\u00e7\u00e3o da cultura das massas trabalhadoras, mas ainda ser\u00e1 um grande desafio encontrar as media\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias da rela\u00e7\u00e3o entre poder pol\u00edtico e cultura popular no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28799\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[223],"class_list":["post-28799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7uv","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}