{"id":28959,"date":"2022-06-28T14:51:18","date_gmt":"2022-06-28T17:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=28959"},"modified":"2022-06-28T14:51:18","modified_gmt":"2022-06-28T17:51:18","slug":"dialogando-com-a-camarada-anita-prestes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28959","title":{"rendered":"Dialogando com a camarada Anita Prestes"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2022\/06\/antunes-1-1.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Mauro Luis Iasi, via BLOG DA BOITEMPO<\/strong><\/p>\n<p><em>Organizar, mobilizar e fortalecer a consci\u00eancia de classe<\/em><\/p>\n<p><em>Em amistosa diverg\u00eancia com Anita Prestes, Mauro Iasi comenta o papel das esquerdas no apoio \u00e0 campanha de Lula no primeiro turno.<\/em><\/p>\n<p>A \u00faltima coluna de nossa querida camarada Anita Prestes no Blog da Boitempo coloca o debate sobre o apoio ou n\u00e3o a Lula no primeiro turno em alto n\u00edvel. Diante disso, nosso dever \u00e9 defender nossa posi\u00e7\u00e3o com argumentos que procurem sustent\u00e1-la da mesma forma. \u00c9 necess\u00e1rio iniciar por uma considera\u00e7\u00e3o: em tempos obscuros como esse em que estamos, nos quais prevalece em nossos debates t\u00e1ticos um mecanicismo pouco dial\u00e9tico que leva ao contraponto simplista de posi\u00e7\u00f5es certas e equivocadas, devemos lembrar que a complexidade da conjuntura e da luta de classes deveria nos conduzir \u00e0 reflex\u00e3o ponderada sobre as diversas leituras poss\u00edveis que derivam da variedade de determina\u00e7\u00f5es abertas pela conjuntura. Assim pensando, temos a convic\u00e7\u00e3o de que as diferen\u00e7as t\u00e1ticas entre camaradas se devem \u00e0 \u00eanfase a certos aspectos do real que destacamos ou deixamos de dar \u00eanfase em nossa an\u00e1lise, descartando, quando se trata de uma pol\u00eamica s\u00e9ria, o oportunismo ou a deforma\u00e7\u00e3o interesseira a servi\u00e7o de outros interesses que n\u00e3o os nossos.<\/p>\n<p>Dito isto e diante da seriedade da camarada, devemos come\u00e7ar por afirmar que existe um enorme campo de concord\u00e2ncia que nos une, n\u00e3o apenas agora, mas durante todo o per\u00edodo recente no qual cerramos fileiras na defesa da alternativa revolucion\u00e1ria e socialista contra o oportunismo e a concilia\u00e7\u00e3o de classes. Esta base s\u00f3lida nos leva a um patamar de debate que descarta qualquer ilus\u00e3o com a op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica de apoio \u00e0 candidatura petista j\u00e1 no primeiro turno, como diz Anita Prestes \u201cos setores de esquerda n\u00e3o devem alimentar ilus\u00f5es quanto ao progressismo de seu futuro governo. Como \u00e9 sabido, os governos do PT (Partido dos Trabalhadores) puseram em pr\u00e1tica pol\u00edticas derivadas da op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica reformista desse partido\u201d. Completa afirmando que as a\u00e7\u00f5es que pudemos constatar em todo o longo per\u00edodo de governos petistas podem comprovar inequivocamente que esse partido opera a partir de uma concep\u00e7\u00e3o que \u00e9 \u201cvoltada para a reforma do capitalismo, exclu\u00edda uma perspectiva de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 problema em apoiar for\u00e7as reformistas se considerarmos que, no contexto presente da luta de classes, tal a\u00e7\u00e3o representa um patamar mais favor\u00e1vel \u00e0 luta da classe trabalhadora. Nos chama a aten\u00e7\u00e3o, no entanto, que segundo o ju\u00edzo da autora \u2013 posi\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m temos profunda concord\u00e2ncia \u2013 os sucessivos governos petistas \u201cnada fizeram para elevar o n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia pol\u00edtica das massas trabalhadoras, n\u00e3o as prepararam para enfrentar a ofensiva do capital financeiro internacionalizado, que viria a partir de 2008 com a grave crise que abalou o sistema capitalista mundial\u201d.<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9, portanto, por que apoiar uma for\u00e7a reformista que tudo indica se render\u00e1 \u00e0s determina\u00e7\u00f5es e interesses do grande capital e produzir\u00e1 uma queda no n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia da classe? Acreditamos que, neste ponto, tamb\u00e9m o debate se mant\u00e9m em alto n\u00edvel, uma vez que n\u00e3o desemboca em justificativas ilus\u00f3rias e manipulat\u00f3rias que buscam mascarar o car\u00e1ter da for\u00e7a pol\u00edtica que por op\u00e7\u00e3o t\u00e1tica se prop\u00f5e apoiar.<\/p>\n<p>Podemos dizer que os argumentos principais poderiam ser resumidos da seguinte forma: primeiro, a necessidade de barrar a poss\u00edvel continuidade do governo Bolsonaro e tudo que ele representa de retrocesso, obscurantismo e ataque ao nosso pa\u00eds e aos trabalhadores; segundo n\u00e3o haveria nenhuma for\u00e7a pol\u00edtica \u00e0 esquerda capaz de, neste momento, desempenhar esse papel na disputa eleitoral, de forma que apenas Lula seria o \u00fanico pr\u00e9-candidato capaz de derrotar Bolsonaro nas elei\u00e7\u00f5es; em terceiro lugar, al\u00e9m da quest\u00e3o eleitoral, trata-se de se contrapor \u00e0s claras inten\u00e7\u00f5es golpistas do miliciano fascista que ocupa a presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o vamos l\u00e1. Ressaltando que, apesar de discordar da conclus\u00e3o que se tira de tais constata\u00e7\u00f5es, elas se mostram leg\u00edtimas e justificam que for\u00e7as pol\u00edticas e personalidades que se opuseram ao per\u00edodo de concilia\u00e7\u00e3o de classes petistas agora optem por apoiar Lula nestas elei\u00e7\u00f5es. Todos s\u00e3o argumentos de peso e se fundamentam em uma leitura correta e poss\u00edvel da conjuntura, na qual temos que definir nossas t\u00e1ticas. Permita-nos, entretanto, enunciar nossos argumentos, que de certa forma est\u00e3o enumerados em uma coluna anteriormente aqui divulgada.<\/p>\n<p>Primeiramente, todos compreendemos a necessidade de derrotar o governo Bolsonaro e o bolsonarismo (que n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa) e, coerentemente com tal constata\u00e7\u00e3o, estivemos presentes em todos os momentos das lutas pelo impeachment do miliciano nas ruas e nas mobiliza\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias. Como afirmamos, este risco deveria e poderia ter sido barrado antes n\u00e3o fosse a prevarica\u00e7\u00e3o dos poderes da Rep\u00fablica e o recuo das for\u00e7as de centro-esquerda que optaram por enfrent\u00e1-lo na arena eleitoral.<\/p>\n<p>Concordamos, no entanto, que no cen\u00e1rio conjuntural que se apresenta, a polariza\u00e7\u00e3o foi desviada para a arena eleitoral na qual o pr\u00e9-candidato do PT \u00e9 aquele que representa a melhor possibilidade de derrotar nas urnas o candidato das trevas. Diante deste fato, a autora aponta para uma orienta\u00e7\u00e3o um tanto quanto perempt\u00f3ria que destoa da profundidade do restante do texto. Anita Prestes nos diz, ent\u00e3o, que, diante de qualquer perspectiva realista de \u00eaxito: \u201cas for\u00e7as progressistas e de esquerda t\u00eam a responsabilidade de considerar a retirada das candidaturas alternativas \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, unificando todos os esfor\u00e7os para garantir a elei\u00e7\u00e3o de Lula\u201d.<\/p>\n<p>Quanto a essa afirma\u00e7\u00e3o, que por \u00f3bvio discordamos, temos que argumentar o seguinte. Uma candidatura de esquerda n\u00e3o deve se pautar por uma \u201cperspectiva realista de \u00eaxito\u201d \u2013 se assim fosse, Lula n\u00e3o deveria ter se lan\u00e7ado candidato em 1982. Como nos dizem Marx e Engels, ao tratar de um contexto hist\u00f3rico no qual as for\u00e7as prolet\u00e1rias se viam obrigadas ainda a lutar contra os advers\u00e1rios de seus advers\u00e1rios, que diante da possibilidade de uma elei\u00e7\u00e3o os trabalhadores deveriam lan\u00e7ar candidatos contra a burguesia democr\u00e1tica (sua aliada na luta contra a grande burguesia e as camadas feudais) em toda a parte, agregando que \u201cmesmo que n\u00e3o exista esperan\u00e7a alguma de triunfo, os oper\u00e1rios devem apresentar candidatos pr\u00f3prios para conservar sua independ\u00eancia\u201d (p.89-90).<\/p>\n<p>A meu ver, h\u00e1 uma linha que cruza transversalmente os argumentos que se levantam contra aquelas for\u00e7as que optaram taticamente por oferecer candidaturas pr\u00f3prias \u00e0 esquerda. O centro deste argumento procura se embasar na afirma\u00e7\u00e3o de que dessa maneira enfraquecem a candidatura que pode derrotar a extrema direita e, indiretamente, fortalecem essa \u00faltima. No mesmo texto de Marx e Engels citado, os autores nos lembram que \u201cao mesmo tempo, os oper\u00e1rios n\u00e3o devem deixar-se enganar pelas alega\u00e7\u00f5es dos democratas de que, por exemplo, tal atitude cinde o partido democr\u00e1tico e facilita o triunfo da rea\u00e7\u00e3o\u201d (p. 90), uma vez que tal procedimento visa apenas iludir os trabalhadores. Estamos convencidos que nossas candidaturas n\u00e3o impedem que a centro-esquerda cumpra seu papel e, mais do que isto, n\u00e3o podemos aceitar que lutando pela autonomia e independ\u00eancia de classe estar\u00edamos fortalecendo o campo de direita e extrema direita, n\u00e3o apenas pelo nossa firme op\u00e7\u00e3o por combat\u00ea-los mas por tudo que demonstramos em nossa hist\u00f3ria de 100 anos. Se neste momento, no primeiro turno, n\u00e3o podemos apoiar a candidatura da centro-esquerda democr\u00e1tica \u00e9 exatamente por esta convic\u00e7\u00e3o, uma vez que o lulismo se aliou \u00e0 direita e aponta um programa de compromisso com o grande capital, como bem sabe e destaca a pr\u00f3pria Anita Prestes.<\/p>\n<p>Todos os argumentos apresentados por Anita Prestes e, por exemplo, pelos nossos companheiros do PSOL, s\u00e3o plenamente justific\u00e1veis, mas n\u00e3o explicam a raz\u00e3o deste apoio se precipitar j\u00e1 no primeiro turno. \u00c9 neste ponto que, acredito eu, apresenta-se o argumento mais problem\u00e1tico: o risco do golpe.<\/p>\n<p>A camarada Anita Prestes coloca assim a quest\u00e3o: \u201cA presen\u00e7a de numerosas candidaturas presidenciais, privadas na atual conjuntura pol\u00edtica de qualquer perspectiva realista de \u00eaxito, contribui para dificultar a vit\u00f3ria de Lula no primeiro turno e facilitar a atividade golpista de Bolsonaro e seus asseclas\u201d, e completa \u201cpois um intervalo de quatro semanas entre o primeiro e o segundo turnos (de 2 a 30 de outubro) poder\u00e1 constituir uma oportunidade prop\u00edcia \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o do desencadeamento de a\u00e7\u00f5es dirigidas contra o resultado das urnas\u201d.<\/p>\n<p>Parece haver aqui um estranho argumento de que as inten\u00e7\u00f5es golpistas do famigerado miliciano se esmaeceriam caso o petista ganhasse no primeiro turno. De todos os argumentos daqueles que defendem o voto em Lula no primeiro turno este \u00e9, de longe, o mais fr\u00e1gil. O miliciano fascista tentou, v\u00e1rias vezes, um golpe no exerc\u00edcio de seu mandato, questionou a validade das urnas na elei\u00e7\u00e3o que o elegeu e conspirou contra as institui\u00e7\u00f5es da Rep\u00fablica que se esfor\u00e7aram em mant\u00ea-lo. N\u00e3o nos parece razo\u00e1vel que, diante de uma vit\u00f3ria no primeiro turno, ele e seus apoiadores se rendessem a argumentos de legitimidade ou por qualquer outra raz\u00e3o fundada no bom senso.<\/p>\n<p>O que provoca a ira golpista do desqualificado fascista \u00e9 a possibilidade de perder e ir para cadeia junto com seus filhos e boa parte de seus ministros. Acreditamos, tal como afirmamos, que lhe falta o trip\u00e9 necess\u00e1rio para consolidar o golpe (apoio do grande capital e do imperialismo, a anu\u00eancia das For\u00e7as Armadas e o benepl\u00e1cito da grande m\u00eddia), mas isto n\u00e3o o impede de tentar com apoio de seus esquemas armados (parte das For\u00e7as Armadas, Pol\u00edcias Militares e mil\u00edcias) e de sua sustenta\u00e7\u00e3o em segmentos de massa e dos setores m\u00e9dios que alimentam a rejei\u00e7\u00e3o ao petista (algo em torno de 45%).<\/p>\n<p>Argumentar que o hiato de tempo entre o primeiro e o segundo turno (2 a 30 de outubro) seria o grande perigo \u00e9, no m\u00ednimo, ing\u00eanuo. Ao nosso ver, o gatilho para a aventura golpista \u00e9 a certeza da possibilidade da derrota, e isto pode se apresentar antes mesmo de se encerrar o primeiro turno; alguns apostam em 7 de setembro. Caso consideremos o intervalo de 28 dias entre o fim do primeiro turno e o segundo turno (com a possibilidade evidente de vit\u00f3ria de Lula no segundo turno), o que dizer do intervalo entre outubro de 2022 e janeiro de 2023? O miliciano e as hostes bolsonaristas aceitar\u00e3o o resultado das urnas?<\/p>\n<p>Nos parece que n\u00e3o. O pretexto \u00e9 o que menos importa nesta situa\u00e7\u00e3o. A grande quest\u00e3o \u00e9 se estamos preparados para esta tentativa e a resposta \u00e9, inequivocamente, n\u00e3o. A raz\u00e3o para isto \u00e9 muito bem detectada pela camarada Anita Prestes: o longo ciclo de concilia\u00e7\u00e3o de classes desarmou pol\u00edtica e organizativamente os trabalhadores e reverteu o processo de consci\u00eancia de classe ferindo sua independ\u00eancia e autonomia, privando-a de seus recursos essenciais para enfrentar a luta de classes contra seus inimigos.<\/p>\n<p>Hoje, o que parece mais prov\u00e1vel, \u00e9 que a elei\u00e7\u00e3o se resolva no primeiro turno como indicam as pesquisas, diferentemente do que me parecia um tempo atr\u00e1s e que pode mudar no andar da campanha que em breve se iniciar\u00e1. N\u00e3o acreditamos que isso inibir\u00e1 a aventura golpista de extrema direita, nem alterar\u00e1 o car\u00e1ter conciliador do programa lulista e sua convic\u00e7\u00e3o de que a governabilidade s\u00f3 pode se dar se rendendo aos interesses do grande capital.<\/p>\n<p>Diante disso, ainda que com op\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas diferentes, acredito que devemos estar juntos, n\u00f3s \u00e0 esquerda, nas tarefas que Anita Prestes nos aponta ao afirmar que \u201ca \u00fanica possibilidade de uma verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o social e de uma democracia inclusiva para a grande maioria do nosso povo est\u00e1 na luta pela transforma\u00e7\u00e3o socialista da sociedade, ou seja, na via revolucion\u00e1ria que abra caminho para o socialismo\u201d. Da mesma forma, concordamos que \u201cs\u00f3 a organiza\u00e7\u00e3o popular, acompanhada de um trabalho cotidiano de mobiliza\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 capaz de garantir a consolida\u00e7\u00e3o e o avan\u00e7o de um processo que contemple os genu\u00ednos interesses populares\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 o que estamos fazendo cotidianamente e agora com a pr\u00e9-candidatura apresentada pelo PCB em nossa dif\u00edcil trajet\u00f3ria de reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria antes, durante e depois das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica<br \/>\nMARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Mensagem do Comit\u00ea Central \u00e0 Liga dos Comunistas (1850). Obras Escolhidas (v. 1). S\u00e3o Paulo: Alf\u00e2 \u00d4mega, s\/d.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/28959\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"\"Organizar, mobilizar e fortalecer a consci\u00eancia de classe.\"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[234],"class_list":["post-28959","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7x5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28959\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}