{"id":2900,"date":"2012-05-24T17:21:47","date_gmt":"2012-05-24T17:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2900"},"modified":"2012-05-24T17:21:47","modified_gmt":"2012-05-24T17:21:47","slug":"divida-sobe-r-25-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2900","title":{"rendered":"D\u00edvida sobe R$ 25 bi"},"content":{"rendered":"\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica federal atingiu R$ 1,88 trilh\u00e3o em abril, um aumento de R$ 25 bilh\u00f5es (ou 1,32%) na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior. Em mar\u00e7o, ela somava R$ 1,85 trilh\u00e3o, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados ontem. Segundo o governo, o rombo cresceu em abril por causa, sobretudo, das despesas com juros, que totalizaram R$ 17,5 bilh\u00f5es. Em mar\u00e7o, essas despesas haviam sido bem maiores: R$ 21,8 bilh\u00f5es. A queda \u00e9 resultado da redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica (Selic), hoje em 9% ao ano.<\/p>\n<p>O coordenador de opera\u00e7\u00f5es da d\u00edvida p\u00fablica, Jos\u00e9 Franco Morais, exemplificou que alguns pap\u00e9is pr\u00e9-fixados com vencimento em 2016 pagam 10% ao ano, mas a curva dessas taxas \u00e9 de queda. \u201cO momento de investir (em t\u00edtulos p\u00fablicos) com ganhos maiores j\u00e1 passou. Quem aproveitou, aproveitou. Essa rentabilidade de dois d\u00edgitos tende a n\u00e3o existir mais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para o economista da consultoria Tend\u00eancias Felipe Salto, a queda dos juros era esperada, especialmente porque, al\u00e9m de ser uma bandeira da presidente Dilma Rousseff, \u00e9 a \u00fanica forma de aumentar o investimento produtivo, ou seja, em empresas. \u201cO brasileiro, por conta do nosso hist\u00f3rico de infla\u00e7\u00e3o alta, acostumou a ter juros elevados e, se eles ca\u00edrem, o investidor come\u00e7ar\u00e1 a olhar mais para oportunidades na economia real\u201d, comentou. Mas ele lembrou que somente a queda dos juros n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para que isso ocorra, uma vez que ser\u00e1 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que o governo fa\u00e7a a sua parte, investindo mais em infraestrutura, al\u00e9m de reduzir o Custo Brasil, diminuindo a burocracia e a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Salto, o resultado apresentado ontem pelo Tesouro n\u00e3o trouxe surpresas. \u201cO importante \u00e9 que o governo vem conseguindo mudar o perfil da d\u00edvida e reduzir o volume de t\u00edtulos indexados \u00e0 Selic (as Letras Financeiras do Tesouro \u2014 LFT), de 26,34% em mar\u00e7o para 26,12% em abril\u201d, completou. A meta do governo \u00e9 que esses pap\u00e9is representem de 22% a 26% do total da d\u00edvida p\u00fablica at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>Aposta<\/p>\n<p>Ele lembrou que, no in\u00edcio do ano, o governo obrigou os fundos p\u00fablicos a trocarem suas LFT (cerca de R$ 60 bilh\u00f5es) por pap\u00e9is indexados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. Ainda faltam trocar R$ 38 bilh\u00f5es que est\u00e3o com a Previd\u00eancia. \u201cEles est\u00e3o no caminho, mas, daqui para frente, vai ser mais dif\u00edcil reduzir esse percentual. Tudo vai depender de como a economia ir\u00e1 reagir\u201d, afirmou. Ele destacou que houve um aumento da participa\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is indexados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, passando de 31,68% em mar\u00e7o para 31,99% em abril. \u201cEsse \u00e9 um risco, pois implica em uma aposta do mercado no aumento dos pre\u00e7os no futuro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A expectativa do governo \u00e9 que, no fim do ano, a d\u00edvida p\u00fablica cres\u00e7a de R$ 83,6 bilh\u00f5es a R$ 183,6 bilh\u00f5es, atingindo um patamar entre R$ 1,95 trilh\u00e3o e R$ 2,05 trilh\u00f5es. Em 2011, ela cresceu 10%, para R$ 1,86 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Alemanha capta a juro zero e amplia abismo na regi\u00e3o<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os custos de financiamento de Alemanha, Reino Unido, Su\u00e9cia e Holanda ca\u00edram a novos recordes de m\u00ednima, enquanto para os pa\u00edses perif\u00e9ricos do sul continuaram subindo ontem, agravando as tens\u00f5es dentro da zona do euro.<\/p>\n<p>A Alemanha passou a se financiar de gra\u00e7a. Fez ontem pela primeira vez na sua hist\u00f3ria uma emiss\u00e3o de d\u00edvida soberana com cupom zero de juro.<\/p>\n<p>Berlim vendeu \u20ac 4,5 bilh\u00f5es de t\u00edtulos de dois anos com pre\u00e7o m\u00e9dio de \u20ac 0,9987, dando rendimento efetivo de 0,07% ao investidor. Mesmo no ambiente de enormes incertezas na zona do euro, a demanda foi equivalente a \u20ac 7,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os t\u00edtulos alem\u00e3es de 10 anos agora t\u00eam rendimento de apenas 1,39%, enquanto no Reino Unido \u00e9 de 1,76%. Analistas acham que logo os brit\u00e2nicos ser\u00e3o capazes de tamb\u00e9m pagar ainda menos se os capitais continuarem a fluir para Londres. O t\u00edtulo brit\u00e2nico (&#8220;gilt&#8221;) de cinco anos rende agora apenas 0,75%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o pr\u00eamio de risco entre os t\u00edtulos soberanos do norte e do sul da Europa continuou a aumentar. O spread sobre os pap\u00e9is italianos e espanh\u00f3is subiu pouco mais de 15 pontos base em rela\u00e7\u00e3o aos alem\u00e3es. Marcou 425 pontos base para os italianos, e 479 no caso dos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Em Madri, essa situa\u00e7\u00e3o causou mais irrita\u00e7\u00e3o. O jornal &#8220;El Pa\u00eds&#8221; procurou mostrar o beneficio que a Alemanha est\u00e1 tirando com a crise: sua emiss\u00e3o de ontem custar\u00e1 cerca de \u20ac 6 milh\u00f5es. Para se financiar na mesma quantidade e prazo, a Espanha teria que pagar \u20ac 230 milh\u00f5es. Para se ter uma ideia da fatura, a It\u00e1lia e a Espanha precisam refinanciar \u20ac 1,25 trilh\u00e3o de t\u00edtulos soberanos no restante de 2012 e em 2013.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o para se pensar que essa diferen\u00e7a de custo e riqueza entre a Europa do sul e do norte n\u00e3o continue&#8221;, diz Michael Derk, economista da firma FxPro, em Londres. &#8220;Na verdade, os sinais s\u00e3o de acelera\u00e7\u00e3o (da bifurca\u00e7\u00e3o). Achamos que os rendimentos de b\u00f4nus logo podem cair a n\u00edveis inimagin\u00e1veis tempos atr\u00e1s.&#8221;<\/p>\n<p>Enquanto o PIB da zona do euro estagnou no primeiro trimestre do ano, a economia da Alemanha continuou forte. Sem o pa\u00eds, a zona do euro continua em recess\u00e3o. A contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica continuou nos pa\u00edses da periferia.<\/p>\n<p>O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, de passagem por Paris para se encontrar com o presidente Fran\u00e7ois Hollande, reclamou que a diferen\u00e7a nos juros de pap\u00e9is soberanos afeta diretamente o custo para empresas e bancos se financiarem, e significa falta de acesso ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>&#8220;O problema fundamental \u00e9 de liquidez&#8221;, insistiu Rajoy. O presidente franc\u00eas Hollande completou: &#8220;\u00c9 inaceit\u00e1vel que alguns pa\u00edses possam se financiar pagando 6%, e outros, praticamente a 0%.&#8221;<\/p>\n<p>Dados divulgados ontem mostram maci\u00e7a repatria\u00e7\u00e3o de fundos por investidores europeus. Entre dezembro e mar\u00e7o, eles repatriaram fundos de \u20ac 134,6 bilh\u00f5es, vendendo t\u00edtulos soberanos estrangeiros e saindo de &#8220;money market&#8221;.<\/p>\n<p>Por sua vez, investidores estrangeiros continuaram vendendo seus t\u00edtulos soberanos europeus, mas em mar\u00e7o aumentaram substancialmente suas compras de a\u00e7\u00f5es na zona euro (\u20ac 22,3 bilh\u00f5es), antes da queda forte nas bolsas em abril e maio.<\/p>\n<p>O temor de a Gr\u00e9cia ser empurrada para fora da zona do euro, ap\u00f3s a nova elei\u00e7\u00e3o em 17 de junho, tem causado uma corrida para portos seguros, incluindo o Jap\u00e3o. Da\u00ed a surpresa ap\u00f3s a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Fitch rebaixar o rating da d\u00edvida soberana japonesa de &#8220;AA&#8221; para &#8220;A+&#8221;, apenas um grau de investimento acima de pa\u00edses como Espanha e It\u00e1lia em plena crise.<\/p>\n<p>O &#8220;A+&#8221; coloca o Jap\u00e3o quatro graus abaixo do rating de economias como os EUA, Alemanha, Fran\u00e7a e Reino Unido. Para a Fitch, o rebaixamento reflete crescente risco da d\u00edvida p\u00fablica japonesa. &#8220;Colocar o Jap\u00e3o e a Espanha com ratings quase similares \u00e9 uma goza\u00e7\u00e3o&#8221;, avalia Grant Lewis, da Daiwa Capital.<\/p>\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica do Jap\u00e3o \u00e9 acima de 200% do PIB e continua crescendo. Mas o governo japon\u00eas paga um dos menores juros do mundo para seus empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito sobe 8% em abril<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito come\u00e7ou a melhorar com a queda dos juros, que chegou a 2,3 pontos porcentuais para pessoas f\u00edsicas em abril, segundo o Banco Central. A concess\u00e3o de cr\u00e9dito subiu 8,1% para as pessoas f\u00edsicas e 4,6% para as empresas em abril em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito come\u00e7ou a melhorar ap\u00f3s o impulso dado pela queda dos juros, segundo o Banco Central. De acordo com dados do BC, a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos subiu, na m\u00e9dia di\u00e1ria, 8,1% para as pessoas f\u00edsicas e 4,6% para as empresas em abril em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. Os dados de cr\u00e9dito livre \u2013 o dinheiro que os bancos emprestam sem seguir destina\u00e7\u00f5es espec\u00edficas estipuladas pelo governo \u2013 foram divulgados ontem pelo diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Banco Central, Carlos Hamilton Ara\u00fajo, e devem ser detalhados amanh\u00e3 pelo BC. Segundo Ara\u00fajo, a melhora no cr\u00e9dito \u00e9 reflexo da redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros e dos spreads \u2013 diferen\u00e7a entre a taxa que os bancos pagam na capta\u00e7\u00e3o do dinheiro e a que cobram nos empr\u00e9stimos dos clientes \u2013 dos bancos. Ara\u00fajo disse que os juros para pessoas f\u00edsicas ca\u00edram 2,3 pontos porcentuais em abril em compara\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e recuaram 1,4 ponto porcentual para empresas. As taxas para o cr\u00e9dito livre em geral baixaram 2 pontos porcentuais.<\/p>\n<p>Quanto ao spread, ele apontou que de mar\u00e7o para abril houve retra\u00e7\u00e3o de 0,9 ponto porcentual para pessoas jur\u00eddicas, recuo de 1,9 ponto porcentual para pessoas f\u00edsicas e queda de 1,5 ponto porcentual no geral. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o das taxas sem d\u00favida \u00e9 um fator levado em considera\u00e7\u00e3o pelos agentes econ\u00f4micos, como as fam\u00edlias, porque o mercado de cr\u00e9dito est\u00e1 mo trando uma rea\u00e7\u00e3o mais forte&#8221;, disse Ara\u00fajo. &#8220;Como o mercado de trabalho est\u00e1 robusto e h\u00e1 expans\u00e3o da renda, com redu\u00e7\u00e3o dos juros, es- ses s\u00e3o elementos para sustenta\u00e7\u00e3o da demanda de cr\u00e9dito&#8221;, afirmou. &#8220;Os movimentos de Caixa, Banco do Brasil e de outras institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o se refletindo na queda dos juros.&#8221; Ara\u00fajo afirmou que o Banco Central trabalha com a expectativa de queda da inadimpl\u00eancia ao longo deste ano. Segundo ele, a economia brasileira apresenta condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis que v\u00e3o colaborar para essa redu\u00e7\u00e3o, especialmente a situa\u00e7\u00e3o positiva do mercado de trabalho, infla\u00e7\u00e3o sob controle e convergindo \u00e0 meta neste ano e melhor distribui\u00e7\u00e3o de renda, com expans\u00e3o do PIB ao longo dos anos.<\/p>\n<p>Bradesco. Para o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, o desempenho do cr\u00e9dito deve melhorar no segundo trimestre, ap\u00f3s as redu\u00e7\u00f5es de juros dos bancos p\u00fablicos e privados e do fraco volume de empr\u00e9stimos nos primeiro trimestre. Segundo ele, o Bradesco j\u00e1 promoveu dois cortes de juros em v\u00e1rias linhas de empr\u00e9stimos para pessoas f\u00edsicas e empresas des- de abril e as taxas est\u00e3o em n\u00edvel adequado. Por enquanto, n\u00e3o devem ser feitas novas redu\u00e7\u00f5es. Sobre as estimativas de crescimento do cr\u00e9dito, o presidente do Bradesco diz que o banco vai esperar os dados do m\u00eas de maio para reavaliar suas proje\u00e7\u00f5es para 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8216;Aumentar o cr\u00e9dito \u00e9 f\u00e1cil, mas benef\u00edcios s\u00e3o pequenos&#8217;<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Expandir o cr\u00e9dito a 15% neste ano \u00e9 f\u00e1cil: basta o governo oferecer financiamentos subsidiados por meio dos bancos p\u00fablicos, segundo o professor M\u00e1rcio Garcia, do Departamento de Economia da PUC-Rio. O problema, frisa, \u00e9 que os benef\u00edcios da estrat\u00e9gia podem ser pequenos diante dos custos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel haver expans\u00e3o de cr\u00e9dito a 15% neste ano?<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito \u00e9 uma coisa f\u00e1cil de dar, sobretudo se for subsidiado. Dinheiro barato todo mundo quer. N\u00e3o vejo dificuldade de aumentar os desembolsos. Agora, o que se vai obter \u00e9 outra quest\u00e3o. Os benef\u00edcios s\u00e3o muito pequenos. Os financiamentos do BNDES n\u00e3o aumentam o investimento agregado na economia e, do lado do consumidor, parece que as fam\u00edlias j\u00e1 est\u00e3o endividadas. Segundo os dados do Banco Central, o comprometimento m\u00e9dio da renda est\u00e1 em 22% ao m\u00eas, um n\u00edvel j\u00e1 bastante elevado.<\/p>\n<p>O efeito das medidas pode ser pequeno?<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o dar resultado para aumentar o consumo. E, se der, esse aumento pode n\u00e3o ser bom. No momento, pode-se resolver o problema de esvaziar os p\u00e1tios das montadoras mas, em 2013, pode representar uma queda muito maior (nas vendas) por causa da inadimpl\u00eancia. A inadimpl\u00eancia (no cr\u00e9dito para ve\u00edculos) era 2,49% em 2010 e agora est\u00e1 em 5,33%, segundo os dados do BC. \u00c9 de preocupar.<\/p>\n<p>A troca por d\u00edvidas com juros menores pode aliviar a inadimpl\u00eancia?<\/p>\n<p>Isso seria muito importante, e \u00e9 muito importante nos EUA, para im\u00f3veis. No Brasil, para trocar a d\u00edvida de um banco para outro, os custos de cart\u00f3rio s\u00e3o muito elevados. O governo estaria tomando iniciativas para reduzir esse custo, o que \u00e9 ben\u00e9fico. Vai incentivar a competi\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. \u00c9 uma coisa que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de identificar, mas \u00e9 dif\u00edcil de mexer.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Banco Mundial reduz proje\u00e7\u00f5es para a China<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O esfriamento da economia chinesa vai pesar no crescimento do Leste da \u00c1sia neste ano, mas Pequim ainda tem recursos fiscais de sobra para ajudar a promover um pouso suave. Para isso, deveria considerar cortes de impostos e aumentos nos gastos com bem-estar social, avalia o Banco Mundial.<\/p>\n<p>Em seu relat\u00f3rio semestral sobre os acontecimentos na regi\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) da China dever\u00e1 crescer 8,2% em 2012, abaixo da estimativa anterior de 8,4%, acelerando para 8,6% em 2013.<\/p>\n<p>O documento destaca que o menor crescimento na China pode ser visto como um recuo bem-vindo em rela\u00e7\u00e3o a patamares insustent\u00e1veis, mas aponta a preocupa\u00e7\u00e3o de que a desacelera\u00e7\u00e3o possa ser muito profunda.<\/p>\n<p>&#8220;O fardo de qualquer resposta antic\u00edclica deveria recair sobre a pol\u00edtica fiscal&#8221;, diz o informe. &#8220;Medidas fiscais para sustentar o consumo, como cortes de impostos espec\u00edficos, gastos em bem-estar social e outras despesas sociais deveriam ser vistas como prioridade.&#8221;<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Banco Mundial chega em meio \u00e0s expectativas de que Pequim adote mais pol\u00edticas de est\u00edmulo (leia texto abaixo) em um momento delicado para a economia mundial, de crise na Europa e recupera\u00e7\u00e3o an\u00eamica nos EUA.<\/p>\n<p>No fim de semana, ap\u00f3s visita \u00e0 cidade industrial de Wuhan, na regi\u00e3o central da China, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, disse que \u00e9 hora de o governo priorizar &#8220;a manuten\u00e7\u00e3o do crescimento&#8221;.<\/p>\n<p>O Banco Mundial, por\u00e9m, recomendou que o pa\u00eds n\u00e3o dependa muito pesadamente de empr\u00e9stimos banc\u00e1rios e investimentos em infraestrutura para estimular a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Um jornal oficial disse nesta semana que a China estava agindo para acelerar os investimentos em grandes projetos de infraestrutura b\u00e1sica, enquanto Wen defendeu o aumento na aloca\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito a grandes obras em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As pol\u00edticas de resposta precisam ser elaboradas tendo em mente efeitos e objetivos de mais longo prazo&#8221;, indica o relat\u00f3rio do Banco Mundial. &#8220;Em compara\u00e7\u00e3o a acontecimentos pr\u00e9vios, o ideal \u00e9 que os est\u00edmulos fiscais fossem menos alimentados por cr\u00e9dito, menos financiados por governos locais e menos voltados \u00e0 infraestrutura.&#8221;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria, o documento recomenda ainda \u00e0 China se dedicar primeiro a adotar mais cortes nas exig\u00eancias de reservas banc\u00e1rias para impulsionar o crescimento, preservando a possibilidade de cortes nos juros para o caso de as condi\u00e7\u00f5es se agravarem mais do que se imagina.<\/p>\n<p>O banco ressaltou que as pol\u00edticas administrativas de Pequim v\u00eam sendo positivas para arrefecer o setor imobili\u00e1rio, mas defendeu que essas a\u00e7\u00f5es sejam &#8220;abandonadas gradualmente em favor de medidas baseadas no mercado&#8221;, que elevem os custos do capital e deem oportunidades alternativas para os investidores chineses.<\/p>\n<p>No longo prazo, a China precisa tornar seu crescimento mais sustent\u00e1vel, por meio de medidas como o est\u00edmulo a mais concorr\u00eancia entre empresas, desenvolvimento de recursos humanos e passagem de uma produ\u00e7\u00e3o de baixo custo para uma de maior valor.<\/p>\n<p>&#8220;Os \u00edndices de investimento j\u00e1 est\u00e3o extremamente elevados e n\u00e3o podem ser aumentados muito mais sem consequ\u00eancias sociais e ambientais adversas&#8221;, de acordo com o informe do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Estima-se que a desacelera\u00e7\u00e3o da China ter\u00e1 um papel importante na redu\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o econ\u00f4mica dos pa\u00edses em desenvolvimento do Leste da \u00c1sia para 7,6% neste ano, em compara\u00e7\u00e3o aos 8,2% de 2011, diz o relat\u00f3rio. A revis\u00e3o para baixo da proje\u00e7\u00e3o de crescimento da China segue a estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), divulgada na ter\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Aumenta press\u00e3o de pa\u00edses ricos para acordo comercial<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os pa\u00edses desenvolvidos, sofrendo deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, aumentaram as press\u00f5es ontem sobre os emergentes para obter um acordo global de facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, a fim de aumentar suas exporta\u00e7\u00f5es. Mas uma reuni\u00e3o de ministros de Com\u00e9rcio, organizada em Paris pela Austr\u00e1lia, de novo terminou em confronto entre desenvolvidos e pa\u00edses dos Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), al\u00e9m de Maur\u00edcio, que representa as na\u00e7\u00f5es mais pobres.<\/p>\n<p>O argumento da Uni\u00e3o Europeia, Estados Unidos, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1 e outros desenvolvidos, foi de que, no meio do impasse da Rodada Doha, pelo menos se poderia j\u00e1 fazer um acordo de facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio isoladamente de outros temas na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que s\u00f3 as 25 p\u00e1ginas desse tema no pacote da Rodada Doha, que n\u00e3o decolou at\u00e9 hoje, valem mais que todo o resto da negocia\u00e7\u00e3o global, podendo ampliar o com\u00e9rcio internacional em pelo menos US$ 600 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Brasil e outros pa\u00edses em desenvolvimento reagiram ontem, basicamente por causa de dois pontos: primeiro, os ricos n\u00e3o querem pagar pela concess\u00e3o que pedem; e segundo, veem risco de, uma vez tendo conseguido facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio, os ricos enterrem de vez a Rodada Doha e temas que interessam \u00e0s na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses emergentes cobram para fazer uma concess\u00e3o que implica perder margem de manobra para frear importa\u00e7\u00f5es com mecanismos aduaneiros. A barganha poderia incluir a elimina\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola ou abertura total dos mercados desenvolvidos para exporta\u00e7\u00f5es de pa\u00edses mais pobres.<\/p>\n<p>Apesar do confronto, o ministro australiano de Com\u00e9rcio, Craig Emerson, tentou tirar a conclus\u00e3o de que todos concordavam em fazer um acordo de facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio. O Brasil e a \u00cdndia reagiram, al\u00e9m da China, \u00c1frica do Sul, Argentina e Maur\u00edcio. O ministro australiano resolveu dizer ent\u00e3o que nem todos podiam se comprometer com um acordo.<\/p>\n<p>&#8220;Para o Brasil, nesta altura das negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para resultados seletivos&#8221;, afirmou o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo. &#8220;Todos t\u00eam que contribuir e s\u00f3 resultado em facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio n\u00e3o \u00e9 equilibrado.&#8221; Um negociador disse que os desenvolvidos parecem querer ignorar a resist\u00eancia dos emergentes. &#8220;Eles s\u00f3 ouvem o que querem&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Em entrevista coletiva, o representante comercial dos EUA, Ron Kirk, acenou com um gesto: acelerar nas pr\u00f3ximas semanas a ades\u00e3o \u00e0 OMC de uma s\u00e9rie de pa\u00edses pobres, com menos exig\u00eancias de liberaliza\u00e7\u00e3o. Depois, esperam obter ajuda na \u00e1rea de facilita\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O ministro canadense, Ed Fast, insistiu que ainda d\u00e1 para fazer algo no curto prazo com o que \u00e9 poss\u00edvel, se outros temas n\u00e3o decolam na OMC.<\/p>\n<p>Para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, o pano de fundo da negocia\u00e7\u00e3o de ontem foi o p\u00e9ssimo estado da economia mundial. Argumentou que o com\u00e9rcio internacional est\u00e1 caindo e facilitar exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es pode ajudar a frear a deteriora\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>Minutos depois da coletiva, o Centro de Estudos Econ\u00f4micos da Holanda anunciou que o com\u00e9rcio internacional sofreu contra\u00e7\u00e3o de 0,2% em mar\u00e7o, comparado ao m\u00eas anterior. Exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de economias avan\u00e7adas aumentaram ligeiramente. No caso da zona do euro, o crescimento das exporta\u00e7\u00f5es foi fraco e as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram 2,7% na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro. O com\u00e9rcio dos emergentes declinou. Somente as importa\u00e7\u00f5es de alguns asi\u00e1ticos tiveram pequena alta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Sa\u00edda de d\u00f3lares \u00e9 a maior desde 2008<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Ao ritmo de uma crise que parece acelerar para um desfecho turbulento na zona do euro, os investidores externos retiraram pela conta financeira US$ 5,19 bilh\u00f5es do Brasil em pouco mais de duas semanas de maio (at\u00e9 o dia 18), quantia semelhante \u00e0 de dezembro de 2008, quando o mundo vivia plenamente as consequ\u00eancias desastrosas da fal\u00eancia do Lehman Brothers. Investidores em a\u00e7\u00f5es formam um dos contingentes principais da fuga do risco. At\u00e9 o dia 21, retiraram liquidamente US$ 3 bilh\u00f5es, enquanto o Ibovespa recuava em tombos sucessivos at\u00e9 os 54.716 pontos de ontem, com uma queda de 20% desde o pico de 13 de mar\u00e7o. S\u00f3 em maio, o recuo atinge at\u00e9 agora 8,5%<\/p>\n<p>O Banco Central interveio fortemente no mercado, ontem, quando a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar chegou a se dirigir para R$ 2,10 &#8211; enquanto o diretor de pol\u00edtica monet\u00e1ria, Carlos Hamilton, sinalizou que a autoridade monet\u00e1ria estava preocupada com a volatilidade das cota\u00e7\u00f5es, que fecharam em baixa de 1,97%, a R$ 2,039.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o do BC domou localmente a tend\u00eancia generalizada de alta do d\u00f3lar diante das moedas. A v\u00edtima principal ontem, em meio \u00e0s fortes quedas das bolsas europeias, foi o euro, que caiu ao menor valor ante a moeda americana desde julho de 2010 e chegou a US$ 1,254. At\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es gregas, o euro mantinha o enigma de n\u00e3o se desvalorizar expressivamente mesmo diante do desenrolar de uma enorme crise. Agora, boa parte dos investidores anteveem maiores chances de rompimento da uni\u00e3o monet\u00e1ria e isso tem intensificado nos \u00faltimos dias a fuga para a seguran\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o aos t\u00edtulos do Tesouro americano e aos Bunds alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Ontem, a Alemanha passou a se financiar de gra\u00e7a pelo per\u00edodo de dois anos. Berlim vendeu \u20ac 4,5 bilh\u00f5es em pap\u00e9is com esse prazo, ao pre\u00e7o m\u00e9dio de \u20ac 0,9987, com rendimento efetivo de 0,07% para o investidor. Os custos dos empr\u00e9stimos para os governos do Reino Unido, Su\u00e9cia e Holanda tamb\u00e9m ca\u00edram a novos recordes de m\u00ednima, enquanto continuavam a subir preocupantemente para os pa\u00edses do sul da Europa, agravando as tens\u00f5es dentro da zona do euro. &#8220;\u00c9 inaceit\u00e1vel que alguns pa\u00edses possam se financiar pagando 6% e outros praticamente a 0%&#8221;, disse o presidente franc\u00eas, Fran\u00e7ois Hollande, poucas horas antes de um encontro informal dos l\u00edderes europeus, em Bruxelas.<\/p>\n<p>Os mercados sinalizaram durante o dia que esperavam mais uma reuni\u00e3o sem grandes decis\u00f5es &#8211; e acertaram. A c\u00fapula de Bruxelas tornou mais uma vez expl\u00edcita a oposi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 \u00e0 emiss\u00e3o conjunta de eurob\u00f4nus, no mesmo dia em que se divulgou os resultados de outro encontro, de ministros das Finan\u00e7as do bloco, em que foram claramente chamados a detalhar seus planos de conting\u00eancia para o caso de a Gr\u00e9cia abandonar o euro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nCorreio Braziliense\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2900\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2900","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-KM","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2900","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}