{"id":2907,"date":"2012-05-25T18:31:19","date_gmt":"2012-05-25T18:31:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2907"},"modified":"2012-05-25T18:31:19","modified_gmt":"2012-05-25T18:31:19","slug":"brasil-precisa-de-novas-frentes-de-crescimento-contra-a-crise-diz-vice-presidente-do-bird","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2907","title":{"rendered":"Brasil precisa de novas frentes de crescimento contra a crise, diz vice-presidente do Bird"},"content":{"rendered":"\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio internacional refor\u00e7a a urg\u00eancia de o Brasil buscar novas frentes de crescimento econ\u00f4mico, sugeriu o vice-presidente do Banco Mundial (Bird), Otaviano Canuto, ontem, em Paris. Por sua vez, o subsecret\u00e1rio de Assuntos Econ\u00f4micos do Itamaraty, Valdemar Carneiro Le\u00e3o, reclamou que efeitos de pol\u00edticas de economias avan\u00e7adas podem p\u00f4r seriamente em perigo pol\u00edticas de na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento, ao manifestar a posi\u00e7\u00e3o brasileira na confer\u00eancia ministerial da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 margem da confer\u00eancia, Canuto avaliou que h\u00e1 menos espa\u00e7o para respostas contrac\u00edclicas por parte de v\u00e1rios pa\u00edses emergentes, incluindo a China. No caso espec\u00edfico do Brasil, ele acha que a margem de rea\u00e7\u00e3o do pa\u00eds diante da crise n\u00e3o diminuiu quando ela \u00e9 medida pelas reservas internacionais, espa\u00e7o fiscal e situa\u00e7\u00e3o dos bancos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>O preocupante, ao seu ver, \u00e9 que riscos de abalo na \u00e1rea internacional, como a sa\u00edda da Gr\u00e9cia da zona do euro, est\u00e3o se desenrolando num cen\u00e1rio em que a tend\u00eancia de crescimento da economia brasileira &#8220;\u00e9 bem mais abaixo daquela em que estava em 2008&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;V\u00e1rios fatores que impulsionaram a economia brasileira antes da crise de 2008 se esgotaram&#8221;, afirmou. &#8220;A resposta agora teria que ir al\u00e9m de mecanismos contrac\u00edclicos numa crise.&#8221; Ele sugere o refor\u00e7o de reformas estruturais, incluindo sistema tribut\u00e1rio, pente fino nos gastos p\u00fablicos e acelera\u00e7\u00e3o de investimentos em infraestrutura.<\/p>\n<p>Certos analistas, conforme o &#8220;Financial Times&#8221;, estimam que o governo brasileiro foca demais em estimular a demanda do consumo, em vez de fazer reformas politicamente dif\u00edceis para melhorar a produtividade e a produ\u00e7\u00e3o industrial. Canuto acha que o Brasil precisa apostar em frentes de crescimento que v\u00e3o al\u00e9m do aumento do consumo de cr\u00e9dito, por exemplo. Considera que, no cen\u00e1rio atual, s\u00f3 repetir a dose de 2008 n\u00e3o ser\u00e1 suficiente.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, principal parceiro comercial do Brasil, proje\u00e7\u00f5es do Banco Mundial apontam aterrissagem suave e um padr\u00e3o de expans\u00e3o mais sustent\u00e1vel do que aquele dependente de investimentos imobili\u00e1rios e exporta\u00e7\u00f5es. Com o consumo interno aumentando, a demanda por commodities pela China tamb\u00e9m tende a mudar. Canuto acha que a demanda por alimentos vai continuar forte, enquanto a de commodities met\u00e1licas associadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o deve cair.<\/p>\n<p>Em interven\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia ministerial da OCDE, o representante brasileiro, Valdemar Carneiro Le\u00e3o, sugeriu para a entidade levar em conta em suas an\u00e1lises os efeitos de consequ\u00eancias de pol\u00edticas econ\u00f4micas das na\u00e7\u00f5es ricas, diante dos riscos de prejudicar os pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>&#8220;Isso est\u00e1 sendo sentido na maneira pela qual pol\u00edticas monet\u00e1rias expansionistas foram adotadas por pa\u00edses emissores de moedas de reserva internacional. Essas pol\u00edticas geraram volatilidade e desalinhamentos prejudiciais nas taxas de c\u00e2mbio&#8221;, exemplificou. Al\u00e9m disso, a crise atual revela o quanto os governos t\u00eam feito de interven\u00e7\u00f5es, com est\u00edmulos monet\u00e1rios e financeiros e apoio direto em n\u00edveis sem precedentes para as empresas.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea comercial, Carneiro Le\u00e3o lembrou que ganhos em crescimento, e especialmente em emprego, n\u00e3o v\u00eam s\u00f3 de liberaliza\u00e7\u00e3o comercial. &#8220;Medidas complementares de pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o essenciais e nem sempre s\u00e3o dispon\u00edveis para pa\u00edses em desenvolvimento diante de recursos limitados&#8221;, afirmou, numa resposta \u00e0s demandas crescentes dos ricos por liberaliza\u00e7\u00e3o de mercados emergentes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ainda mais benesses para o grande capital?<\/p>\n<p>Carta Maior &#8211; Paulo Kliass<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O desempenho da economia brasileira ao longo de 2011 revelou-se bem abaixo do esperado. Esse fato \u00e9 inquestion\u00e1vel, apesar de que parcela do establishment havia garantido \u00e0 Presidenta Dilma que ela n\u00e3o se preocupasse, que as coisas estavam andando bem, que tudo permanecia sob controle.<\/p>\n<p>Naquele momento, est\u00e1vamos ainda quase na mesma linha do governo anterior, marcada pela ortodoxia na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria. N\u00e3o obstante a mudan\u00e7a de algumas pe\u00e7as chaves na equipe econ\u00f4mica, em rela\u00e7\u00e3o ao time de Lula, o fato \u00e9 que durante o primeiro ano de Dilma pouca diferen\u00e7a foi sentida. A taxa de juros esteve no espa\u00e7o, a pol\u00edtica fiscal foi marcada por um arrocho extremo, a taxa de c\u00e2mbio mantinha sua trajet\u00f3ria de valoriza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar e demais moedas externas. Os resultados n\u00e3o poderiam ser muito diferentes: crescimento do PIB atingiu apenas 2,7% durante ao longo do ano. Um verdadeiro Pibinho, bem abaixo dos 4% q ue haviam prometido.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o de Dilma depois de 2011 fraco<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, essa decep\u00e7\u00e3o e essa surpresa foram alguns dos fatores que contribu\u00edram para que a chefe de governo resolvesse mudar de postura. N\u00e3o mais esperar pelo que recomendassem alguns respons\u00e1veis pela pol\u00edtica econ\u00f4mica e passar, ela mesma, a ter mais iniciativa nesse dom\u00ednio. Por\u00e9m, a mudan\u00e7a come\u00e7ou a tomar forma somente a partir de setembro do ano passado, quando a taxa SELIC iniciou sua trajet\u00f3ria descendente, saindo dos ent\u00e3o 12,5% para os atuais 9% a.a. Em seguida, ao perceber que essa redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia surtido os efeitos desejados nas opera\u00e7\u00f5es dos bancos com seus clientes, Dilma determinou aos dirigentes dos bancos p\u00fablicos federais que reduzissem suas margens exageradas, definindo uma estrat\u00e9gia que obrigaria os bancos privados a tamb\u00e9m baixarem seus \u201cspreads\u201d escandalosos.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da pol\u00edtica tribut\u00e1ria e de incentivos \u00c3 \u00a0 melhora do desempenho econ\u00f4mico, o governo lan\u00e7ou h\u00e1 alguns meses atr\u00e1s um verdadeiro pacote de bondades dirigidas ao setor empresarial. Face \u00e0 necessidade de obter aumento de investimento e de consumo, foram promovidas redu\u00e7\u00f5es em tributos importantes, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF). Por outro lado, o governo acabou cedendo a uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga do empresariado: a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos para efeito de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Todas essas medidas atendendo a demandas de setores considerados estrat\u00e9gicos, como a cadeia automobil\u00edstica, os diversos segmentos da constru\u00e7\u00e3o civil, as empresas da chamada linha branca (geladeira, m\u00e1quina de lavar, fog\u00e3o) ente outros.<\/p>\n<p>Ora, em tese, o ambiente est\u00e1 mais do que apropriado para uma retomada dos investimentos e para a melhoria dos \u00edndices relativos ao aumento da produ\u00e7\u00e3o e do consumo no curto prazo. Custos de investimento e de empr\u00e9stimos em baixa expressiva, fator que estimula tanto as empresas quanto os consumidores. Pacote de bondades tribut\u00e1rias, que contribui para a redu\u00e7\u00e3o dos custos das empresas. In\u00edcio de um ajuste cambial que leva a taxa do real com rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar a n\u00edveis mais razo\u00e1veis, inibindo a importa\u00e7\u00e3o barata e estimulando as nossas exporta\u00e7\u00f5es. O \u00fanico aspecto negativo seria um eventual impacto imediato sobre mat\u00e9ria-prima e componentes importados. Diante desse quadro t\u00e3o prop\u00edcio, as expectativas deveriam ser bastante positivas.<\/p>\n<p>Algumas incertezas e a paralisia dos investimentos<\/p>\n<p>No entanto, bastou a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados da tristemente famosa pesquisa do Banco Central (BC) &#8211; Focus, realizada apenas entre os analistas econ\u00f4micos do setor financeiro &#8211; para que houvesse essa tentativa de dissemina\u00e7\u00e3o de um foco de pessimismo. A \u00e1rea econ\u00f4mica do governo mant\u00e9m sua previs\u00e3o de crescimento do PIB em 4 ,5% para 2012, enquanto a pesquisa aponta um sentimento dos entrevistados para uma taxa de 3%. A exist\u00eancia desse tipo de descompasso \u00e9 normal e sempre ocorreu. Na verdade, \u00e9 amplamente sabido que os representantes do capital usam e abusam desse tipo expediente para criar um clima de desconforto e, assim, conseguir refor\u00e7o em seus pedidos de facilidades junto ao governo.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode negar que h\u00e1 um clima de incerteza no plano internacional. Ou melhor, o quadro de inseguran\u00e7a continua como est\u00e1 h\u00e1 alguns anos. O detalhe \u00e9 que as expectativas de supera\u00e7\u00e3o das dificuldades na Europa e nos Estados Unidos n\u00e3o foram totalmente confirmadas. No continente europeu, o fator Gr\u00e9cia e o fator Hollande introduziram uma novidade no comando conservador anterior na Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE), patrocinado por Merkel e Sarkozy. De toda maneira, parece evidente que a solu\u00e7\u00e3o caminhar\u00e1 para a substitui\u00e7\u00e3o da agenda de \u201causteridade nua e crua\u201d por alguma outra que co ntenha o elemento do crescimento da economia como seu ingrediente, temperado com alguma flexibiliza\u00e7\u00e3o na rigidez das regras f\u00e9rreas emanadas de Bruxelas. Do outro lado da por\u00e7\u00e3o norte do Oceano Atl\u00e2ntico, as aten\u00e7\u00f5es e as d\u00favidas voltam-se para os poss\u00edveis resultados das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de novembro pr\u00f3ximo. No entanto, pelo fato de Obama manter o discurso da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica como uma de suas cartas preferidas, as perspectivas tendem a se manter positivas tamb\u00e9m por a\u00ed.<\/p>\n<p>O elemento que veio criar mais desconforto refere-se \u00e0s not\u00edcias vindas da China. E, nesse caso, trata-se de um equ\u00edvoco que, felizmente, pode ser consertado a curto prazo. H\u00e1 muito tempo que uma expressiva corrente dos analistas econ\u00f4micos vimos alertando para os riscos de se montar toda a estrat\u00e9gia de nosso crescimento econ\u00f4mico em torno da demanda externa por nossos produtos prim\u00e1rios de exporta\u00e7\u00e3o. Os erros s\u00e3o v\u00e1rios. Em primeiro lugar, pois n\u00e3o nos permite dar um salto qualitativo, saindo do mero crescimento para um modelo efetivo de desenvolvimento nacional. Apenas reproduzimos e atualizamos o antigo modelo de trocas desiguais neocolonial, em que exportamos produtos de baixo valor agregado e importamos produtos industrializados de alto valor agregado. Em segundo lugar, por concentrarmos nossa pauta exportadora para um \u00fanico grande cliente, com elevados riscos caso haja algum tipo de problema \u00e0 frente. E agora estamos sentindo as conseq\u00fc\u00eancias desse tipo de op\u00e7\u00e3o equivocada. Todos sabemos que a demanda mundial est\u00e1 em queda e que a China tem seu modelo voltado, em grande parte, para exporta\u00e7\u00e3o de bens industrializados direcionados \u00e0 Europa e aos Estados Unidos. Com isso, o gigante asi\u00e1tico entra em um processo de ajuste, reduzindo o volume da sua produ\u00e7\u00e3o. Assim, entra em queda tamb\u00e9m sua demanda por nossas \u201ccommodities\u201d e a Balan\u00e7a Comercial brasileira corre o risco de apresentar dificuldades.<\/p>\n<p>Grande capital: limite para concess\u00e3o de benesses<\/p>\n<p>Ora, apesar desse fator gerador de algum grau de incerteza, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para que os representantes do empresariado voltem a fazer o conhecido cerco aos gabinetes de Bras\u00edlia. Com o intuito de obter ainda mais benesses para suas atividades. Como o governo teme que n\u00e3o sejam alcan\u00e7ados os \u00edndices anunciados para o crescimento do PIB em 2012, acaba por ficar mais suscet\u00edvel ao ceder \u00e0 chantagem patrocinada pelo capital. A estrat\u00e9gia \u00e9 por demais conhecida. Um dos fatores que mais contribuem para o crescimento do PIB, e sua estabilidade no tempo, \u00e9 o n\u00edvel de investimentos na economia. \u00c9 por isso que os governantes, vira e mexe, lan\u00e7am discursos e pacotes voltados a estimular os empres\u00e1rios a investirem mais. Mas o Estado brasileiro ainda mant\u00e9m uma capacidade de investimento expressiva, e pode contribuir para esse quesito. Basta que sejam flexibilizadas as regras exageradas da gera \u00e7\u00e3o de super\u00e1vit prim\u00e1rio a todo e qualquer custo. Ou seja, ao inv\u00e9s de gastar recursos do or\u00e7amento com despesas associadas a servi\u00e7os financeiros da d\u00edvida, o setor p\u00fablico estaria contribuindo para assegurar mais investimentos na economia real. Em resumo, mais emprego, mais renda e uma taxa de crescimento do PIB razo\u00e1vel no final do ano.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 o menor sentido em apenas recuperar a agenda do \u201clobby\u201d do empresariado capitaneado pela ind\u00fastria automotiva, que pretende aumentar ainda mais o rol das benesses j\u00e1 concedidas. O capital j\u00e1 foi muito beneficiado para cumprir com sua miss\u00e3o de retomada dos investimentos produtivos em nosso Pa\u00eds. Mas seus representantes acabam por se prender \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria com o setor p\u00fablico. Por um lado, cr\u00edticas e mais cr\u00edticas na linhagem liberal\u00f3ide do discurso de \u201cmenos Estado\u201d. Mas, de outro lado, sempre aparecem com o pires na m\u00e3o a pedir mais e mais vantagens p\u00fablic as para seus ganhos privados. E resistem at\u00e9 mesmo em aprovar legisla\u00e7\u00e3o contra o trabalho escravo, item de pauta da agenda pol\u00edtica do s\u00e9culo retrasado. Ou seja, se dizem modernos, \u201cma non troppo\u201d&#8230;<\/p>\n<p>A recente queda de bra\u00e7o de Dilma com o setor financeiro demonstrou que, muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio um endurecimento para deixar claro que o governo tamb\u00e9m tem seus limites no trato com os representantes do capital. Eles j\u00e1 foram bastante beneficiados ao longo dos \u00faltimos meses e n\u00e3o precisam de mais prebendas. Tiveram reduzidos parte de seus impostos, podem receber empr\u00e9stimos com taxas de juros subsidiadas do BNDES, foram contemplados pela redu\u00e7\u00e3o generalizada dos juros banc\u00e1rios e at\u00e9 mesmo obtiveram diminui\u00e7\u00e3o nos custos trabalhistas. Agora, m\u00e3os \u00e0 obra e que cumpram com a sua parte. Basta de tantas benesses para o grande capital.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Constru\u00e7\u00e3o civil cresce menos e otimismo dos empres\u00e1rios diminui<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O indicador de atividade da constru\u00e7\u00e3o civil cresceu em ritmo mais fraco e registrou 50,6 pontos em abril, n\u00famero ainda positivo, mas abaixo do crescimento registrado em mar\u00e7o, quando apontou 51,6 pontos. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Sondagem da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>O indicador varia de zero a cem pontos, sendo que valores acima de 50 pontos representam aumento de atividade. Embora o n\u00famero indique expans\u00e3o, para a CNI, houve desacelera\u00e7\u00e3o no crescimento em abril sobre mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O indicador de n\u00edvel de atividade em rela\u00e7\u00e3o ao usual, que mede a produ\u00e7\u00e3o na compara\u00e7\u00e3o com o normal para o m\u00eas, ficou em 49,9 pontos, levemente abaixo da linha divis\u00f3ria dos 50 pontos. Em mar\u00e7o, esse \u00edndice foi de 48,5 pontos.<\/p>\n<p>O setor operou, em m\u00e9dia, com 72% da capacidade de opera\u00e7\u00e3o, um avan\u00e7o de 2 pontos percentuais na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o, quando a Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade de Opera\u00e7\u00e3o (UCO) foi de 70%. Segundo a CNI, esse crescimento foi registrado, tanto nas pequenas como nas grandes empresas da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>O indicador do n\u00famero de empregados no setor ficou em 51 pontos em abril, abaixo de mar\u00e7o, quando foi de 51,7 pontos.<\/p>\n<p>O otimismo dos empres\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da atividade caiu de 60,3 pontos para 58,7 pontos entre abril e maio. O indicador tamb\u00e9m \u00e9 medido em uma escala de zero a cem pontos, como o de atividade, e valores acima de 50 representam expectativa positiva no setor para os pr\u00f3ximos seis meses.<\/p>\n<p>Segundo a CNI, esse foi o terceiro m\u00eas consecutivo em que houve queda na expectativa de crescimento da produ\u00e7\u00e3o no setor de constru\u00e7\u00e3o civil. A \u00faltima vez que o \u00edndice de otimismo aumentou foi em fevereiro, quando alcan\u00e7ou 62,2 pontos, ante 58,6 pontos em janeiro.<\/p>\n<p>A Sondagem da Ind\u00fastria de Constru\u00e7\u00e3o Civil tamb\u00e9m mostrou que houve retra\u00e7\u00e3o na expectativa de compra de insumos e mat\u00e9ria-prima para os pr\u00f3ximos seis meses. Esse indicador caiu de 58,8 pontos em abril para 58,6 pontos em maio.<\/p>\n<p>A maior queda foi registrada entre as grandes empresas do setor. O \u00edndice de expectativa de compra de insumos das companhias desse porte caiu de 59,8 pontos para 58,9 pontos no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Governo amplia limite de cr\u00e9dito para a Vale<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O governo refor\u00e7ou, ontem, a capacidade de investimento de grandes empresas, incluindo a Vale. A mineradora entra hoje no seleto grupo do qual fazem parte Petrobras e Eletrobras, para as quais o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) pode emprestar mais do que 25% de seu patrim\u00f4nio de refer\u00eancia. A decis\u00e3o foi tomada ontem pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN).<\/p>\n<p>Pelas regras do sistema banc\u00e1rio, as institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o podem emprestar a uma \u00fanica companhia mais do que 25% de seu patrim\u00f4nio de refer\u00eancia. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o permitida era para os empr\u00e9stimos do BNDES para Petrobras e Eletrobras. Al\u00e9m da inclus\u00e3o da Vale nesse grupo, o CMN alongou o prazo de vig\u00eancia desses limites para at\u00e9 junho de 2015 &#8211; o prazo original terminaria em julho deste ano. A partir de 30 de junho de 2015, o BNDES vai ter que cumprir um &#8220;cronograma de adapta\u00e7\u00e3o&#8221;, e reduzir gradativamente o percentual do patrim\u00f4nio de refer\u00eancia nas concess\u00f5es \u00e0s empresas do grupo at\u00e9 2024.<\/p>\n<p>Segundo S\u00e9rgio Odilon dos Anjos, chefe do departamento de normas do Banco Central (BC), a medida \u00e9 &#8220;importante para o pa\u00eds&#8221;. Segundo ele, ela visa ampliar o limite para empresas que n\u00e3o podem ter investimentos interrompidos.<\/p>\n<p>O CMN tamb\u00e9m ampliou em R$ 1,1 bilh\u00e3o, para R$ 19,2 bilh\u00f5es, a linha de cr\u00e9dito para financiamento de obras de saneamento do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) para munic\u00edpios com at\u00e9 50 mil habitantes. A medida, segundo t\u00e9cnicos do Tesouro Nacional, deve beneficiar 124 cidades. As linhas de cr\u00e9dito ser\u00e3o oferecidas pela Caixa e pelo BNDES, que definir\u00e3o as taxas e as condi\u00e7\u00f5es dos contratos. O &#8220;funding&#8221; (fonte de recursos) para os financiamentos ser\u00e3o do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS).<\/p>\n<p>A medida beneficia um grupo de obras do PAC considerado indispens\u00e1vel para o cumprimento das metas de saneamento estabelecidas no programa do governo, explicou o assessor econ\u00f4mico do Tesouro, Mathias Lenz.<\/p>\n<p>O CMN tamb\u00e9m permitiu a abertura do cr\u00e9dito de R$ 12,2 bilh\u00f5es para financiar os projetos do PAC Mobilidade Urbana &#8211; Grandes Cidades, criado no fim de abril pelo Minist\u00e9rio das Cidades. Os financiamentos ser\u00e3o oferecidos tamb\u00e9m pela Caixa e BNDES.<\/p>\n<p>Outro voto do Conselho colocou a disposi\u00e7\u00e3o dos Estados afetados pelo fim da &#8220;guerra dos portos&#8221; R$ 7,5 bilh\u00f5es em financiamentos do BNDES para projetos de investimentos em infraestrutura. O CMN autorizou o cr\u00e9dito aos Estados que perderem arrecada\u00e7\u00e3o a partir de 2013, quando entra em vigor a Resolu\u00e7\u00e3o 72, aprovada pelo Senado em abril. A medida unificou em 4% a al\u00edquota do ICMS interestadual para bens e mercadorias importadas.<\/p>\n<p>O limite de R$ 7,5 bilh\u00f5es estar\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de todos os Estados. Quando do debate sobre a Resolu\u00e7\u00e3o 72, os Estados de Goi\u00e1s, Esp\u00edrito Santo e Santa Catarina afirmaram estar entre os principais perdedores de arrecada\u00e7\u00e3o. O Valor apurou que os Estados que conquistarem essa linha de financiamento do BNDES ter\u00e3o at\u00e9 22 anos para quitar a d\u00edvida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Atividade deve continuar fraca na China em maio<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Depois de atingir o mais baixo n\u00edvel em tr\u00eas anos em abril, a atividade industrial chinesa continuar\u00e1 a perder f\u00f4lego em maio, no que dever\u00e1 ser o s\u00e9timo m\u00eas de contra\u00e7\u00e3o do setor, segundo indicador preliminar divulgado ontem pelo HSBC e pela Markit Economics.<\/p>\n<p>O levantamento foi publicado um dia depois de o gabinete chin\u00eas ter anunciado que o crescimento voltou a estar no centro das preocupa\u00e7\u00f5es das autoridades de Pequim, depois de meses de aperto monet\u00e1rio para combater a infla\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00f3s devemos agir de maneira proativa e adotar pol\u00edticas e medidas que expandam a demanda e criem um ambiente favor\u00e1vel para o est\u00e1vel e relativamente r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico&#8221;, disse texto divulgado depois de encontro do gabinete comandado pelo primeiro-ministro Wen Jiabao na quarta-feira.<\/p>\n<p>Chamado de \u00cdndice de Compras de Gerentes, o indicador elaborado pelo HSBC ficou em 48,7 em um levantamento preliminar, que ter\u00e1 de ser recalculado no fim do m\u00eas. O patamar \u00e9 inferior aos 49,3 pontos registrados em abril e dever\u00e1 representar o s\u00e9timo m\u00eas consecutivo abaixo dos 50 pontos que marcam a linha divis\u00f3ria entre expans\u00e3o e contra\u00e7\u00e3o da atividade industrial.<\/p>\n<p>&#8220;Isso demanda flexibiliza\u00e7\u00e3o mais agressiva da pol\u00edtica, na medida em que a infla\u00e7\u00e3o continua a ceder&#8221;, escreveu o economista-chefe do HSBC para a China, Qu Hongbin. &#8220;Os respons\u00e1veis pela pol\u00edtica em Pequim v\u00e3o aumentar os esfor\u00e7os de afrouxamento para estabilizar o crescimento, como j\u00e1 foi indicado em v\u00e1rias medidas para ampliar a liquidez, a constru\u00e7\u00e3o de casas populares, o investimento em infraestrutura e o consumo&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Os indicadores de abril surpreenderam negativamente os analistas, ao mostrarem uma desacelera\u00e7\u00e3o da economia mais acentuada que a esperada.<\/p>\n<p>Os dados revelaram perda de f\u00f4lego em uma s\u00e9rie de indicadores, incluindo atividade industrial, gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, empr\u00e9stimos banc\u00e1rios, transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias e com\u00e9rcio exterior, refor\u00e7ando, mais uma vez no mercado, os temores de um &#8220;pouso for\u00e7ado&#8221; da segunda maior economia do mundo.<\/p>\n<p>Pacote. O governo j\u00e1 anunciou um pacote de subs\u00eddios de 26,5 bilh\u00f5es de yuans (R$ 8,7 bilh\u00f5es) para a compra de eletrodom\u00e9sticos como ar-condicionado, m\u00e1quinas de lavar roupa, geladeiras e TV que tenham baixo consumo de energia. Outros 10 bilh\u00f5es de yuans (R$ 3,29 bilh\u00f5es) ser\u00e3o usados para promover o uso de l\u00e2mpadas, carros e m\u00e1quinas eficientes do ponto de vista energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o de anteontem do gabinete tamb\u00e9m decidiu que o pa\u00eds vai iniciar uma s\u00e9rie de &#8220;projetos de infraestrutura que s\u00e3o vitais para o crescimento geral da economia e que podem facilitar o crescimento&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o cronograma de v\u00e1rias obras ser\u00e1 antecipado.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s devemos esperar uma recupera\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos e do investimento em infraestrutura nos pr\u00f3ximos meses&#8221;, escreveu Wang Tao, economista-chefe do UBS para a China.<\/p>\n<p>O volume de novos financiamentos caiu para 682 bilh\u00f5es de yuans (R$ 224 bilh\u00f5es) em abril, depois de ter atingido 1 trilh\u00e3o de yuans (R$ 328,5 bilh\u00f5es) no m\u00eas anterior. O cr\u00e9dito banc\u00e1rio \u00e9 um dos principais combust\u00edveis dos investimentos que d\u00e3o f\u00f4lego \u00e0 expans\u00e3o econ\u00f4mica chinesa.<\/p>\n<p>A crise global e a desacelera\u00e7\u00e3o da China j\u00e1 provocaram queda nos pre\u00e7os de commodities nos \u00faltimos meses. Mas apesar dos resultados negativos de abril, as importa\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro aumentaram 9% &#8211; o produto \u00e9 o principal item da pauta de exporta\u00e7\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Crise e d\u00f3lar em alta fazem Brasil perder investimentos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Empresas, bancos e investidores sinalizam mudan\u00e7a de algumas estrat\u00e9gias para o Brasil com expectativa que a Gr\u00e9cia deixe o euro<\/p>\n<p>O agravamento da crise global e a recente alta do d\u00f3lar no Brasil come\u00e7am a fazer efeito nas contas do Pa\u00eds com o exterior. Dados preliminares de maio mostram queda na entrada de investimento produtivo, sa\u00edda de estrangeiros da bolsa e a redu\u00e7\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito para as empresas no exterior.<\/p>\n<p>O Banco Central afirma que s\u00e3o movimentos pontuais e n\u00e3o h\u00e1 motivos para preocupa\u00e7\u00e3o. Analistas, por\u00e9m, dizem que \u00e9 preciso ter cuidado.<\/p>\n<p>Enquanto cresce a expectativa de que a Gr\u00e9cia pode deixar o euro e o d\u00f3lar opera acima de R$ 2, empresas, bancos e investidores sinalizam mudan\u00e7a de algumas estrat\u00e9gias para o Brasil.<\/p>\n<p>O primeiro efeito aparece na queda do Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, como a constru\u00e7\u00e3o de novas f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00e3o do BC aponta para entrada de US$ 3 bilh\u00f5es em maio, redu\u00e7\u00e3o de 36% ante abril e valor 24% menor que em maio do ano passado. Confirmado, ser\u00e1 o menor valor desde janeiro de 2011.<\/p>\n<p>Longe das f\u00e1bricas, outra consequ\u00eancia aparece na Bolsa de Valores. At\u00e9 22 de maio, estrangeiros j\u00e1 haviam vendido US$ 1,75 bilh\u00e3o em a\u00e7\u00f5es brasileiras, mais do que compraram. A sa\u00edda \u00e9 a maior desde novembro de 2008, no auge da crise iniciada naquele ano, quando US$ 1,76 bilh\u00e3o cruzou a fronteira de volta aos pa\u00edses de origem.<\/p>\n<p>As remessas de lucros e dividendos tamb\u00e9m refletem o cen\u00e1rio atual. Depois da escalada no ano passado, quando o d\u00f3lar mais baixo era favor\u00e1vel ao envio de dinheiro para as matrizes no exterior, o fluxo l\u00edquido j\u00e1 caiu 44% nos quatro primeiros meses do ano.<\/p>\n<p>Flutua\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros, o chefe adjunto do departamento econ\u00f4mico do BC, Fernando Rocha, disse que n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o. &#8220;Como toda vari\u00e1vel econ\u00f4mica, h\u00e1 flutua\u00e7\u00f5es no m\u00eas a m\u00eas&#8221;, respondeu ao ser questionado sobre a queda do investimento. Explica\u00e7\u00e3o semelhante foi dada para a sa\u00edda da bolsa. &#8220;S\u00e3o oscila\u00e7\u00f5es m\u00eas a m\u00eas, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de uma fuga.&#8221;<\/p>\n<p>O mercado, por\u00e9m, tem uma an\u00e1lise mais cr\u00edtica. &#8220;Estrangeiros parecem mais reticentes com o Pa\u00eds. O menor crescimento da economia, a redu\u00e7\u00e3o dos juros e a falta de clareza com a pol\u00edtica cambial t\u00eam mudado a percep\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o analista da Tend\u00eancias Consultoria, Silvio Campos Neto.<\/p>\n<p>O economista-chefe do Credit Suisse Brasil, Nilson Teixeira, citou como outro efeito a queda do cr\u00e9dito para as empresas. At\u00e9 o dia 22, as companhias conseguiram financiamento no exterior suficiente para cobrir 93% das d\u00edvidas no per\u00edodo. Ou seja, o cr\u00e9dito n\u00e3o foi suficiente para pagar todas as contas.<\/p>\n<p>&#8220;A queda \u00e9 atribu\u00edda principalmente ao aumento do IOF nos empr\u00e9stimos com menos de cinco anos, em meio ao aumento das incertezas globais&#8221;, disse Teixeira, em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>XXX<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Eurob\u00f4nus causa impasse na UE<\/p>\n<p>Correio Braziliense<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os l\u00edderes dos pa\u00edses da Zona do Euro n\u00e3o chegaram a acordo sobre a emiss\u00e3o de b\u00f4nus, os eurob\u00f4nus, que poderiam ser utilizados para promover o crescimento do bloco e combater a crise grega, que contamina os mercados com reflexos em todo o mundo. A proposta apresentada pelo presidente franc\u00eas, Fran\u00e7ois Hollande, n\u00e3o encontrou eco na primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que um dia antes havia deixado claro ser contra a emiss\u00e3o. O apoio \u00e0 Hollande do primeiro-ministro da It\u00e1lia, Mario Conti, foi insuficiente para que o encontro que terminou na madrugada de ontem pudesse resultar em resolu\u00e7\u00e3o, \u00a0como era esperado pelo mercado financeiro.<\/p>\n<p>Horas depois, em Berlim, Merkel voltou a criticar,a cria\u00e7\u00e3o de um b\u00f4nus comum da Zona do Euro. Ela disse que tal ferramenta &#8220;n\u00e3o atacaria as ra\u00edzes dos problemas enfrentados pelo bloco&#8221;, mas alertou tamb\u00e9m que a Alemanha s\u00f3 pode continuar sendo uma economia forte se seus vizinhos europeus mantiverem a demanda pelos produtos alem\u00e3es.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um b\u00f4nus foi proposta por Hollande numa tentativa de estimular o crescimento da regi\u00e3o sem abrir m\u00e3o da responsabilidade fiscal, mas mais atento \u00e0 agonia dos pa\u00edses da regi\u00e3o, que afetam as economias europeias e do resto do mundo. At\u00e9 porque, disse o formulador de pol\u00edtica econ\u00f4mica do Banco Central Europeu (BCE), Ewald Nowotny, &#8220;qualquer forma de sa\u00edda da Gr\u00e9cia da Zona do Euro seria um transtorno enorme com consequ\u00eancias imprevis\u00edveis&#8221;. Nowotny foi enf\u00e1tico ao afirmar que se isso ocorrer haver\u00e1 &#8220;choques enormes, massivos&#8221;. O Citicorp, por\u00e9m, est\u00e1 convencido e divulgou boletim ao mercado que a Gr\u00e9cia deve desembarcar da Zona do Euro at\u00e9 janeiro de 2013.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e3o descartadas novas rodadas de negocia\u00e7\u00f5es entre os l\u00edderes, mas, sem nada a anunciar, a reuni\u00e3o deixou no ar que os pa\u00edses, \u00a0assim como os mercados, se voltam agora para a expectativa em torno do pleito em 17 de junho, quando a Gr\u00e9cia ir\u00e1 decidir pela perman\u00eancia ou n\u00e3o na Zona do Euro.<\/p>\n<p>Bolsas<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda dos pap\u00e9is de importantes empresas europeias levou os investidores a efetuar compras e as bolsas acabaram por fechar com leve alta. O crescimento, ainda que modesto, de 0,5% da economia alem\u00e3 no primeiro trimestre, tamb\u00e9m foi motivo de alento e confirmou uma recupera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es . Por isso, Merkel tratou de pedir aos europeus que comprem produtos do pa\u00eds. J\u00e1 Hollande iniciou nova cruzada em defesa dos eurob\u00f4nus, procurando apoio de \u00a0chefes de Estado. Em entrevista, em Roma, o primeiro-ministro italiano, Mario Conti, disse que os b\u00f4nus podem assegurar maior tranquilidade e crescimento na regi\u00e3o. Merkel n\u00e3o acredita.<\/p>\n<p>A for\u00e7a da esquerda<\/p>\n<p>O partido de esquerda Syriza, que \u00e9 contra o resgate internacional \u00e0 Gr\u00e9cia, manteve a lideran\u00e7a nas pesquisas para as elei\u00e7\u00f5es gregas em 17 de junho, consideradas essenciais para a perman\u00eancia do pa\u00eds na Zona do Euro, mostrou uma sondagem da Public Issue\/Skai TV. Ela aponta que o Syriza lidera com 30%, quatro pontos \u00e0 frente do conservador Nova Democracia, \u00a0que apoia o pacote de ajuda internacional. Em pesquisa anterior da mesma empresa, \u00a0o Syriza liderava com 28%, enquanto o Nova Democracia aparecia com 24%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2907\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2907","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-KT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2907\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}