{"id":29160,"date":"2022-08-20T16:44:21","date_gmt":"2022-08-20T19:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29160"},"modified":"2022-08-20T16:44:21","modified_gmt":"2022-08-20T19:44:21","slug":"entrevista-do-momento-ana-karen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29160","title":{"rendered":"Entrevista do Momento: Ana Karen"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/WhatsApp-Image-2022-08-19-at-20.29.39.jpeg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Entrevista por Milton Pinheiro, via Jornal O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/p>\n<p>Ana Karen \u00e9 Poetisa, M\u00e9dica de Fam\u00edlia e Comunidade, Professora, Educadora Popular, Feminista Classista, Comunista e candidata a deputada federal pelo PCB Bahia<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; Como examina a conjuntura pol\u00edtica brasileira e o papel da esquerda revolucion\u00e1ria nessa etapa da luta de classes?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; O governo do miliciano e protofascista Jair Bolsonaro est\u00e1 diretamente relacionado com o aprofundamento da crise sist\u00eamica do capital e com a reorganiza\u00e7\u00e3o a n\u00edvel internacional de grupos e governos fascistas. Por outro lado, os governos petistas de concilia\u00e7\u00e3o de classes desarmaram a classe trabalhadora para as lutas, atrav\u00e9s da incorpora\u00e7\u00e3o das principais lideran\u00e7as e movimentos para a<br \/>\nbase do governo.<\/p>\n<p>Estamos em um momento de finaliza\u00e7\u00e3o de um ciclo ainda em aberto, onde as tend\u00eancias em curso s\u00e3o poucos favor\u00e1veis \u00e0 classe trabalhadora, mas que depende prioritariamente dela para definir os rumos dos pr\u00f3ximos per\u00edodos. Diante da conjuntura acredito que podemos pensar em tr\u00eas cen\u00e1rios. Existe a possibilidade de sofrermos mais um golpe e termos que enfrentar um governo Jair Bolsonaro 2.0, ainda mais repressor, genocida e com maior ataque aos bens p\u00fablicos e aos direitos trabalhistas. Isso aliado a um est\u00edmulo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias e aumento dos militares no poder executivo. Num segundo cen\u00e1rio \u00e9 poss\u00edvel Lula vencer as elei\u00e7\u00f5es, garantir sua posse atrav\u00e9s de mecanismos institucionais e entrarmos em um governo com alian\u00e7as ainda mais fortes com o centr\u00e3o, que garantir\u00e1 pequenas mudan\u00e7as no in\u00edcio do mandato para tentar organizar minimamente a economia, apaziguar a luta de classes e depois continuar o avan\u00e7o nas medidas neoliberais; e por \u00faltimo, poder\u00edamos entrar em um governo Lula, com garantia da posse atrav\u00e9s das lutas nas ruas e forma\u00e7\u00e3o de fortes mecanismos populares criados para a manuten\u00e7\u00e3o das liberdades democr\u00e1ticas e para a garantia de um programa socialista, com propostas para mudan\u00e7as substanciais na vida da classe trabalhadora, criando-se uma correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as favor\u00e1vel para o surgimento e crescimento de uma Frente Anti-Imperialista e Anticapitalista.<\/p>\n<p>A centro-esquerda encabe\u00e7ada pelo PT, com apoio do PSOL, est\u00e1 apostando na segunda hip\u00f3tese e, apesar de convocar a milit\u00e2ncia e popula\u00e7\u00e3o para garantir a vit\u00f3ria eleitoral de Lula no primeiro turno, suas apostas n\u00e3o foram em uma alian\u00e7a com a classe trabalhadora, mas sim em uma frente ampl\u00edssima eleitoral, incluindo a direita golpista.<\/p>\n<p>Diante disso, para refletir sobre nosso papel neste momento, n\u00e3o apresentaria nos termos de tarefas para a atual etapa da luta de classes, afinal temos tentado superar uma vis\u00e3o etapista da hist\u00f3ria. Precisamos pensar em nossas tarefas em uma conjuntura de um pa\u00eds de capitalismo dependente, com um passado escravocrata e com uma burguesia autocr\u00e1tica, entreguista e subalterna ao capital internacional. Nesse contexto, nossas principais tarefas s\u00e3o lutar para que a derrota de Bolsonaro se efetive da forma mais favor\u00e1vel poss\u00edvel para a classe trabalhadora, tanto do ponto de vista econ\u00f4mico, quanto pol\u00edtico. Para isso, precisamos conciliar a luta nas ruas pelas liberdades democr\u00e1ticas e contra o golpe, com a constru\u00e7\u00e3o de mecanismos de organiza\u00e7\u00e3o da classe, como os Comit\u00eas do Poder Popular, que tragam para o centro de sua organiza\u00e7\u00e3o um programa classista, de garantia da soberania nacional e anticapitalista.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; Diante da gravidade do cen\u00e1rio institucional, qual seria a centralidade da luta pol\u00edtica nesse momento?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; Nesse momento \u00e9 mais que crucial que a luta sindical, estudantil, popular e contra as opress\u00f5es convirjam na disputa de um projeto pol\u00edtico que v\u00e1 contr\u00e1rio ao desmonte do servi\u00e7o p\u00fablico, contr\u00e1rio a todas as privatiza\u00e7\u00f5es, pela garantia ampla de emprego e que consiga abarcar todos esses esses setores em um projeto unit\u00e1rio de classe. A luta eleitoral deve estar combinada com as lutas de massas nas ruas. N\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es de aguardar at\u00e9 o processo eleitoral para tentar mudar o atual quadro. A fome, o desemprego e as chacinas da popula\u00e7\u00e3o negra e perif\u00e9rica assola o pa\u00eds. S\u00e3o 33 milh\u00f5es de pessoas passando fome e metade da popula\u00e7\u00e3o em inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar que a escalada da viol\u00eancia e o discurso golpista do presidente e dos militares n\u00e3o s\u00e3o elementos isolados. Pelo contr\u00e1rio, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 produzir o medo para n\u00e3o enfrentarmos coletivamente nas ruas esse poss\u00edvel golpe. N\u00e3o temos como confiar nas Institui\u00e7\u00f5es burguesas e na pr\u00f3pria burguesia para impedir essa inten\u00e7\u00e3o golpista. N\u00e3o ser\u00e1 o STF, a Rede Globo, o Governo Estadunidense imperialista ou o Congresso que v\u00e3o impedir as inten\u00e7\u00f5es do presidente e dos militares. Eles n\u00e3o fizeram nada substancial diante da pol\u00edtica fascista e genocida de amplia\u00e7\u00e3o da pandemia por Jair Bolsonaro. N\u00e3o s\u00e3o eles que est\u00e3o sofrendo com a fome, perdendo direitos e suas vidas. Somente o conjunto da classe trabalhadora em luta pode impedir esse movimento.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; Enquanto feminista, articulada no campo classista, como analisa a quest\u00e3o da mulher no Brasil atual?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; Estamos em um momento extremamente grave para a vida das mulheres cis, trans e das pessoas com \u00fatero em geral. As tr\u00eas bases principais do bolsonarismo refor\u00e7am uma pol\u00edtica de viol\u00eancias individuais e sist\u00eamicas contra as mulheres e a popula\u00e7\u00e3o LGBT. O fundamentalismo religioso, as mil\u00edcias armadas junto com os militares e as pol\u00edticas neoliberais, atingem principalmente a vida das mulheres trabalhadoras, pobres e racializadas. Um dos principais carros chefes do bolsonarismo \u00e9 a persegui\u00e7\u00e3o a liberdade sexual, ao aborto legal, aos avan\u00e7os cient\u00edficos e a participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica das mulheres. N\u00e3o \u00e9 somente o liberalismo econ\u00f4mico que d\u00e1 base ao seu governo, o ideal do mach\u00e3o, que utiliza da viol\u00eancia para manter sua domina\u00e7\u00e3o, tem sido fortalecido em pol\u00edticas p\u00fablicas e na sua disputa nas m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p>S\u00f3 para lembrar, Bolsonaro falou que n\u00e3o estupraria uma deputada do PCdoB porque ela n\u00e3o merecia, tem avan\u00e7ado na libera\u00e7\u00e3o do uso de armas e durante o seu governo a vida e sa\u00fade das mulheres tem sido perseguida diariamente, a exemplo do incentivo \u00e0 viol\u00eancia obst\u00e9trica na caderneta das gestantes e a nota t\u00e9cnica criada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para criminalizar o aborto legal e perseguir as mulheres que podem realizar aborto nos casos de estupro. Medidas como a CPI proposta por uma deputada bolsonarista para apurar o caso de aborto legal realizado por uma crian\u00e7a de 11 anos, depois de in\u00fameras viol\u00eancias contra essa menina, \u00e9 um exemplo de como tem se tornado cada vez mais comum a legitima\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra nossas vidas.<\/p>\n<p>Quando falamos de pol\u00edticas estruturais e da pol\u00edtica de propaga\u00e7\u00e3o da pandemia \u00e9 importante recordar o alt\u00edssimo n\u00famero de gestantes que morreram no Brasil devido \u00e0 COVID-19, sendo um dos maiores \u00edndices do mundo, al\u00e9m do adoecimento de v\u00e1rias trabalhadoras do SUS por falta de financiamento e n\u00famero de profissionais adequados para cuidar das pessoas com COVID-19 e o aumento da terceiriza\u00e7\u00e3o e de empregos mais prec\u00e1rios devido a manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista.<\/p>\n<p>Nesse contexto, as mulheres trabalhadoras, negras, ind\u00edgenas, LGBTs, PCDs, quilombolas, ribeirinhas e campesinas s\u00e3o as mais atingidas e aquelas que est\u00e3o nos trabalhos mais explorados e suscet\u00edveis ao ass\u00e9dio moral e sexual.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; Voc\u00ea \u00e9 militante do PCB, como ocorreu seu processo de integra\u00e7\u00e3o ao longevo operador pol\u00edtico dos comunistas brasileiros?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; Eu militei em movimento de cultura e movimento associativo junto com meus pais desde a inf\u00e2ncia e no movimento de luta por casas de estudantes na adolesc\u00eancia. Isso me levou a uma aproxima\u00e7\u00e3o dos movimentos de base desde muito jovem. Quando entrei na UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), me deparei com um Diret\u00f3rio Acad\u00eamico de Medicina e com o movimento<br \/>\nestudantil geral muito cr\u00edtico, combativo e pulsante, com todos os ares revolucion\u00e1rios que brotam e empolgam a juventude. A semana de calouros de medicina marcou o resto da minha forma\u00e7\u00e3o. Debatemos a hierarquia m\u00e9dica, uma abordagem cr\u00edtica ao complexo m\u00e9dico hospitalar, a luta pelo SUS, a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e a organiza\u00e7\u00e3o do MST (Movimento Sem Teto).<br \/>\nLogo no primeiro m\u00eas eu estava participando dos espa\u00e7os da Dire\u00e7\u00e3o Executiva Nacional de Estudantes de Medicina (DENEM) e do Movimento Estudantil da UEFS, onde iniciei a milit\u00e2ncia no grupo Ousar.<\/p>\n<p>Uma contradi\u00e7\u00e3o que me deparei nos primeiros meses de movimento foi o afastamento das lutas de importantes quadros do ME de medicina depois que se formavam. Isso me fez tentar compreender o<br \/>\nque gerava esse afastamento e a chegar a um curso chamado \u201cProcesso de Consci\u00eancia\u201d, ministrado pelo N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o Popular 13 de maio. Compreender os avan\u00e7os e recuos da consci\u00eancia da classe trabalhadora me fez estabelecer um prazo para entrar em um partido pol\u00edtico de esquerda e revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed busquei compreender e militar em diversos movimentos e estar pr\u00f3xima de diferentes partidos pol\u00edticos, a fim de entender suas formas organizativas e estrat\u00e9gias. No ME de medicina conheci a UJC, que tive maior aproxima\u00e7\u00e3o com minha ida para Cuba quando fui realizar um est\u00e1gio pela DENEM. Em Cuba, conheci Ivan Pinheiro, ent\u00e3o secret\u00e1rio geral do PCB, em uma mesa sobre Impe-<br \/>\nrialismo, junto com Ivan Marques ( FARCs -EP) e Virg\u00ednia Fontes. Esse foi um momento fundamental para me aprofundar mais na estrat\u00e9gia socialista, que j\u00e1 vinha estudando, e no centralismo democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Ao regressar para o Brasil fui para um acampamento de forma\u00e7\u00e3o da UJC em Aracaju, quando resolvi entrar para a juventude, para o PCB e para o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM). A juventude e o CFCAM n\u00e3o estavam organizados na Bahia e o partido tinha duas c\u00e9lulas, que se encontravam afastadas da dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Em abril de 2013, iniciamos a organiza\u00e7\u00e3o da UJC, na<br \/>\nqual assumi a secretaria pol\u00edtica, em agosto montamos um Comit\u00ea Regional Provis\u00f3rio, com a presen\u00e7a de Ivan Pinheiro e Sandro Santa B\u00e1rbara e em setembro iniciamos a organiza\u00e7\u00e3o do primeiro n\u00facleo do CFCAM em Feira de Santana. De forma bem resumida, foi assim a minha aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; No processo eleitoral em curso voc\u00ea \u00e9 candidata a Deputada Federal, quais s\u00e3o os eixos da sua proposta de trabalho?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; Esses eixos ainda ser\u00e3o fechados em debate eleitoral interno no Partido, por\u00e9m tem alguns espa\u00e7os onde desenvolvi minha milit\u00e2ncia que provavelmente ser\u00e3o priorizados. Mas para al\u00e9m de eixos priorit\u00e1rios, um dos elementos importantes no trabalho eleitoral do PCB \u00e9 fortalecer o trabalho de base que j\u00e1 v\u00ednhamos construindo anteriormente e apresentar da forma mais qualitativa poss\u00edvel o Programa Nacional do Partido de Combate \u00e0 Fome, a Mis\u00e9ria, o Desemprego e o Neoliberalismo. Nesse sentido, nossas candidaturas devem fortalecer esses pontos program\u00e1ticos que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com a vida da classe trabalhadora e ao mesmo tempo est\u00e3o diretamente relacionados com a estrat\u00e9gia socialista.<\/p>\n<p>Alguns espa\u00e7os principais que tenho constru\u00eddo s\u00e3o as lutas em defesa do SUS 100% p\u00fablico, estatal e de qualidade, a defesa das universidades p\u00fablicas, tendo como horizonte a pauta da Universidade Popular e a organiza\u00e7\u00e3o e lutas feministas classistas. Dentro de Feira de Santana, local onde<br \/>\nhoje resido, temos desenvolvido importantes lutas pelo transporte p\u00fablico e de qualidade, com batalhas hist\u00f3ricas pela redu\u00e7\u00e3o da tarifa e pelo passe livre, junto aos trabalhadores do centro de Feira de Santana e dentro da produ\u00e7\u00e3o cultural e popular cr\u00edtica e combativa.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; De que forma sua candidatura pode contribuir para divulgar as candidaturas majorit\u00e1rias do PCB na Bahia e no Brasil?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; Nossas candidaturas precisam atuar juntas para ampliar o alcance do programa partid\u00e1rio e disputar as media\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas para a luta de massas que temos apresentado neste momento, ou seja, a necessidade de irmos para as ruas, inclusive no 7 de setembro, para combater qualquer possibilidade golpista. \u00c9 importante salientar que o PCB n\u00e3o \u00e9 um partido de correntes, que disputam espa\u00e7os de inser\u00e7\u00e3o, pautas, temas a serem debatidos, pelo contr\u00e1rio, trabalhamos para fortalecer esse importante organismo coletivo para a luta de classes.<\/p>\n<p>O MOMENTO &#8211; Sendo uma candidata comunista, como voc\u00ea se situa no horizonte estrat\u00e9gico da luta pelo Poder Popular na perspectiva do socialismo?<\/p>\n<p>Ana Karen &#8211; As candidaturas do PCB s\u00e3o parte de nossa t\u00e1tica eleitoral direcionada pela estrat\u00e9gia socialista. As e os camaradas que est\u00e3o na disputa eleitoral representam um programa que evidencia a s\u00e9rie de retiradas de direitos e processos privatistas em curso no Brasil e apresenta propostas para<br \/>\nmodificar radicalmente esse quadro de fome, mis\u00e9ria, desemprego e superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma frente de combate na luta de classes, que n\u00e3o est\u00e1 separada das lutas nas ruas, nos sindicatos, no movimento estudantil, nos movimentos de moradia urbana, feministas, antirracista, anti-LGBTfobicas, entre outros. Diferente de muitos partidos de centro-esquerda, que giram todas as suas for\u00e7as para o processo eleitoral ou mesmo postergam combates urgentes para serem disputados teoricamente nas elei\u00e7\u00f5es, para o PCB as disputas pelo poder executivo e parlamentar s\u00e3o parte da constru\u00e7\u00e3o de mecanismos que auxiliem no avan\u00e7o da consci\u00eancia e no processo organizativo da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Por outro lado, compreendemos a import\u00e2ncia de elegermos parlamentares e cargos executivos, no sentido de disputarmos o nosso projeto tamb\u00e9m nessa frente. Com a reforma eleitoral, os partidos que n\u00e3o tem parlamentares tiveram restri\u00e7\u00f5es ainda maiores para acesso a direitos partid\u00e1rios, como fundo eleitoral e tempo televisivo, que dificultam ainda mais a nossa aproxima\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Sabemos que se conseguirmos eleger camaradas para o poder legislativo ou mesmo para o poder executivo, esses dever\u00e3o disputar, agitar e propagandear o programa do PCB e a estrat\u00e9gia de rompimento com o capital.<\/p>\n<p>Mais do que nunca a constru\u00e7\u00e3o do socialismo est\u00e1 na ordem do dia. Da forma que avan\u00e7amos na destrui\u00e7\u00e3o da natureza e da classe trabalhadora, em breve teremos destru\u00eddo a humanidade. A pandemia de COVID-19, bem como outras v\u00e1rias epidemias que assolam principalmente os pa\u00edses perif\u00e9ricos e dependentes, s\u00e3o produto do s\u00f3cio-metabolismo predat\u00f3rio do capital.<\/p>\n<p>Muito diferente do que os liberais burgueses apresentam, o capital n\u00e3o \u00e9 o fim da hist\u00f3ria, muito menos o \u00faltimo modo de produ\u00e7\u00e3o existente. Por isso, precisamos cada vez mais nos organizar coletivamente para ter condi\u00e7\u00f5es de destruir esse sistema social que nos destr\u00f3i enquanto trabalhadores\/as e seres humanos. O comunismo n\u00e3o \u00e9 uma utopia, mas sim a possibilidade real de termos condi\u00e7\u00f5es de vida dignas e emancipadoras para toda a humanidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29160\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[223],"class_list":["post-29160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Ak","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}