{"id":29194,"date":"2022-08-30T11:52:04","date_gmt":"2022-08-30T14:52:04","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29194"},"modified":"2022-08-30T11:52:04","modified_gmt":"2022-08-30T14:52:04","slug":"o-agronegocio-e-a-fome-a-real-relacao-por-tras-da-falsa-promessa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29194","title":{"rendered":"O Agroneg\u00f3cio e a Fome: a real rela\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da falsa promessa"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-83.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Alexandre Mask, via Jornal O MOMENTO &#8211; PCB da Bahia<\/strong><\/p>\n<p>No terceiro artigo da s\u00e9rie \u201cO Agro \u00e9 GUERRA, o Agro \u00e9 MORTE, o Agro \u00e9 FOME\u201d1, analisaremos, de forma sucinta, a rela\u00e7\u00e3o entre Agroneg\u00f3cio e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (SAN). Demonstraremos como a exist\u00eancia do Agrobiz2 inviabiliza o combate \u00e0 fome, sendo um agente direto de reprodu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais. Por sua vez, causador de inseguran\u00e7a alimentar grave e doen\u00e7as como obesidade, ligadas ao baixo valor nutricional dos alimentos de m\u00e1 qualidade que produz, sob o ep\u00edteto de \u201ccomida\u201d. Este texto n\u00e3o carrega a inten\u00e7\u00e3o de esgotar o debate acerca do tema, mas de trazer importantes reflex\u00f5es para nos auxiliarem na compreens\u00e3o da nossa conjuntura atual. Para tanto, dividiremos o tema proposto em tr\u00eas partes, uma em cada edi\u00e7\u00e3o subsequente \u00e0 partir desta: i) Moderniza\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola; ii) Reprodu\u00e7\u00e3o da Fome; iii) Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional. Neste texto, trataremos da parte I.<\/p>\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o e o estabelecimento do Agroneg\u00f3cio forjaram-se, principalmente, sob a ideia de que o crescimento populacional seria incompat\u00edvel com a produ\u00e7\u00e3o camponesa tradicional de alimentos e para atender a demanda dos novos bilh\u00f5es de habitantes do planeta, acompanhando seu crescimento, seria necess\u00e1ria a moderniza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que conduziria o mundo para a erradica\u00e7\u00e3o da fome e da inseguran\u00e7a alimentar (LONDRES, 2011). Nos artigos anteriores, trouxemos elementos que demonstram a verdadeira raz\u00e3o da ent\u00e3o chamada moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, atrav\u00e9s da mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura, utiliza\u00e7\u00e3o de sementes transg\u00eanicas e monocultivos \u00e0 base de fertilizantes e agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de junho de 2022, uma pesquisa realizada pela Rede PENSSAN3 revelou que mais de 33 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o tinham o que comer e quase 60% da popula\u00e7\u00e3o brasileira apresentava algum grau de inseguran\u00e7a alimentar. Por outro lado, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras do Agroneg\u00f3cio batem seguidos recordes de faturamento, crescimentos de at\u00e9 30%, com montantes na casa dos R$ 80 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Em convers\u00e3o direta na data de escrita desse artigo, esse valor representa aproximadamente R$ 440 bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>Antes de seguirmos nossa investiga\u00e7\u00e3o, vamos trazer algumas quest\u00f5es referentes \u00e0 \u00e9tica ambientalista para conduzir nossas reflex\u00f5es acerca do que se conhece como biotecnologia4:<\/p>\n<p>\u201cPodemos alterar a estrutura gen\u00e9tica de todos os seres vivos em nome da utilidade e do ganho econ\u00f4mico? Existe um respeito pela vida ou todas as formas de vida, incluindo o homem, devem ser vistas como simples bens no novo mercado da biotecnologia? A manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de todos os seres vivos \u00e9 uma heran\u00e7a acess\u00edvel para todos ou \u00e9 propriedade privada de algumas corpora\u00e7\u00f5es? Quem deu a algumas empresas o direito e o monop\u00f3lio sobre diversos grupos de organismos? Os biotecnologistas acreditam ser os mestres da natureza?. \u00c9 essa uma ilus\u00e3o surgida a partir da arrog\u00e2ncia cient\u00edfica e da economia convencional, que ignora a complexidade dos processos ecol\u00f3gicos? \u00c9 poss\u00edvel minimizar as considera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, reduzir os riscos ambientais e ao mesmo tempo manter os benef\u00edcios? (\u2026) Quem se beneficia da biotecnologia? Quem perde com ela? Quais s\u00e3o as conseq\u00fc\u00eancias [sic.] ambientais e de sa\u00fade p\u00fablica? Quais tem sido as alternativas propostas? A biotecnologia \u00e9 uma resposta a quais necessidades? De que forma a biotecnologia afeta o que est\u00e1 sendo produzido, como \u00e9 produzido, por quem e para qu\u00ea? Quais s\u00e3o os objetivos sociais e os crit\u00e9rios \u00e9ticos que orientam as pesquisas? Que objetivos sociais e agron\u00f4micos atinge a Biotecnologia?\u201d5<\/p>\n<p>Moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura para que e para quem?<\/p>\n<p>Dentre diversos autores, podemos encontrar uma mir\u00edade de conceitos de moderniza\u00e7\u00e3o. Como fio condutor neste artigo, adotaremos as duas concep\u00e7\u00f5es a seguir: segundo Graziano Neto, a moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura \u00e9 \u201co processo de transforma\u00e7\u00e3o capitalista da agricultura, que ocorre vinculado \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es gerais da economia brasileira recente\u201d (GRAZIANO NETO, 1985 apud TEIXEIRA, 2005, p. 22); para Brum seus principais motivos s\u00e3o: \u201celeva\u00e7\u00e3o da produtividade do trabalho visando o aumento do lucro; redu\u00e7\u00e3o dos custos unit\u00e1rios de produ\u00e7\u00e3o para vencer a concorr\u00eancia; necessidade de superar os conflitos entre capital e o latif\u00fandio, visto que a moderniza\u00e7\u00e3o levantou a quest\u00e3o da renda da terra; possibilitar a implanta\u00e7\u00e3o do complexo agroindustrial no pa\u00eds\u201d (BRUM, 1988 apud TEIXEIRA, 2005, p. 23).<\/p>\n<p>Esse processo de moderniza\u00e7\u00e3o integrou as cadeias de processamento e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, atrav\u00e9s de cr\u00e9ditos p\u00fablicos que viabilizaram a compra de maquin\u00e1rio e insumos agr\u00edcolas, tornando a agricultura familiar subordinada \u00e0 agroind\u00fastria por conta dessa depend\u00eancia, logo \u201cos poucos agricultores empobrecidos que viessem a ter acesso \u00e0 biotecnologia se tornariam perigosamente dependentes da aquisi\u00e7\u00e3o anual de sementes transg\u00eanicas\u201d (ALTIERI, 2012, p.40-58). Vale registrar que a venda de sementes transg\u00eanicas est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 venda de agrot\u00f3xicos, ambos fabricados pela mesma cadeia de grandes empresas do Agroneg\u00f3cio (Bayer, Syngenta, Basf, Monsanto, e outras). Ap\u00f3s a concentra\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios nos agricultores mais ricos acelerar a dist\u00e2ncia entre esses e os camponeses mais pobres, aumentando a desigualdade rural, as formas de acesso \u00e0 terra e aos recursos para os desfavorecidos foram drasticamente prejudicadas. A gera\u00e7\u00e3o de renda foi dificultada, obrigando os camponeses tradicionais a venderem suas terras por pre\u00e7os muito abaixo do seu valor real e submeter-se ao trabalho assalariado, seja no campo, ou quando praticamente expulsos, migrando para cidade. Nesse sentido, com a expropria\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, parte dos agricultores tradicionais passaram a trabalhar para os agricultores mais ricos \u2013 ideologicamente influenciados por rendas ilus\u00f3rias e alta produtividade -, e os demais migravam para as cidades, convertendo-se em cidad\u00e3os urbanos pobres, dada falta de oportunidade no campo.<\/p>\n<p>Para compreendermos como a moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola torna-se um obst\u00e1culo ao combate \u00e0 fome faz-se necess\u00e1rio entender como as rela\u00e7\u00f5es de troca desigual estabeleceram-se no campo. As rela\u00e7\u00f5es tradicionais antigas se dissolveram ap\u00f3s a transforma\u00e7\u00e3o de todas as coisas em mercadorias; a compra e venda atrav\u00e9s do contrato \u201clivre\u201d tomaram o lugar dos costumes e direitos hist\u00f3ricos (ENGELS, 2019, p.79). A luta de classes no campo se materializa atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o entre o agricultor familiar e os empres\u00e1rios do Agrobiz, mediada pelo sistema de produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gico que disputa com o agroneg\u00f3cio justamente o campon\u00eas, que \u00e9 a \u00fanica fonte geradora de valor atrav\u00e9s do seu trabalho. Vejamos o que diziam Marx e Engels (2007):<\/p>\n<p>\u201cOs indiv\u00edduos singulares formam uma classe somente na medida em que t\u00eam de promover uma luta contra uma outra classe; de resto, eles mesmos se posicionam uns contra os outros, como inimigos, na concorr\u00eancia. Por outro lado, a classe se autonomiza, por sua vez, em face dos indiv\u00edduos, de modo que estes encontram suas condi\u00e7\u00f5es de vida predestinadas e recebem j\u00e1 pronta da classe a sua posi\u00e7\u00e3o na vida e, com isso, seu desenvolvimento pessoal; s\u00e3o subsumidos a ela. \u00c9 o mesmo fen\u00f4meno que o da subsun\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos singulares \u00e0 divis\u00e3o do trabalho e ele s\u00f3 pode ser suprimido pela supera\u00e7\u00e3o da propriedade privada e do pr\u00f3prio trabalho.\u201d 6<\/p>\n<p>Por um lado, a Agroecologia opera de forma antag\u00f4nica ao sistema capitalista uma vez que prioriza equilibrar a rela\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica entre os seres humanos e a natureza, oferecendo bases cient\u00edficas para o desenvolvimento de sistemas produtivos sustent\u00e1veis sem a necessidade de uso de produtos agroqu\u00edmicos. Por outro lado, a engenharia gen\u00e9tica consiste em uma ci\u00eancia reducionista que sobrevive \u00e0 base de mitos solucionadores de problemas ambientais que n\u00e3o se sustentam (DELLA RIVA, 2020). No sistema capitalista, a agricultura familiar se subordina ao Capital, atrav\u00e9s da propriedade privada da terra e da divis\u00e3o do trabalho. Com efeito, ocorre a concentra\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o do campo pelo capitalista, no caso, o grande empres\u00e1rio do Agroneg\u00f3cio, que gradativamente acumula mais poder de decis\u00e3o no que e como produzir alimentos.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos um r\u00e1pido exerc\u00edcio, necess\u00e1rio para compreendermos melhor as exposi\u00e7\u00f5es desse texto. Como a troca de mercadorias \u00e9 a base estrutural e estruturante do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, resgatemos mais algumas reflex\u00f5es acerca do tema: o ato de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de consumo. Quando nos alimentamos, consumimos o alimento, e ao mesmo tempo, produzimos nosso corpo. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 imediatamente consumo, e, o consumo \u00e9 imediatamente produ\u00e7\u00e3o, logo, sem produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe consumo e sem consumo n\u00e3o existe produ\u00e7\u00e3o. O consumo e produ\u00e7\u00e3o assumem um duplo car\u00e1ter. Produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, troca e consumo s\u00e3o dialeticamente partes constitutivas de uma totalidade (MARX, 2007, p. 246-247, 256-257).<\/p>\n<p>Diante disso, torna-se mais percept\u00edvel como as rela\u00e7\u00f5es de troca no campo s\u00e3o dialeticamente interligadas, e qualquer alternativa que n\u00e3o modifique essa estrutura relacional ser\u00e1 incapaz de apresentar-se como meio consistente de substitui\u00e7\u00e3o do modelo estabelecido desde a moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, o Agroneg\u00f3cio. A supera\u00e7\u00e3o dessa rela\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser viabilizada mediante a destrui\u00e7\u00e3o da propriedade privada e do trabalho assalariado.<\/p>\n<p>Outro elemento a ser considerado, n\u00e3o menos importante, \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o e o apagamento dos conhecimentos tradicionais, respons\u00e1veis pela conserva\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o das florestas h\u00e1 mil\u00eanios. Laborat\u00f3rios de grandes empresas ligadas ao Agrobiz, em rela\u00e7\u00f5es cada vez mais estreitas com o Estado, confrontam diretamente os saberes tradicionais com suas patentes (PORTO GON\u00c7ALVES, 2004, p. 3), servindo como estrat\u00e9gia de concentra\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcolas e manuten\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia camponesa, conforme vimos mais acima.<\/p>\n<p>Nesse ponto j\u00e1 podemos compreender como a dial\u00e9tica torna a produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos indissoci\u00e1veis no modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, e entendemos a moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola como elemento central da agudiza\u00e7\u00e3o da luta de classes no campo. Na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, dando continuidade ao artigo, trataremos da Reprodu\u00e7\u00e3o da Fome, aprofundando essas rela\u00e7\u00f5es: por um lado, como a produ\u00e7\u00e3o no campo \u00e9 engendrada pelo padr\u00e3o de consumo. Por outro lado, como este \u00e9 determinado pela ind\u00fastria da propaganda do Agroneg\u00f3cio. Portanto, o porqu\u00ea a promessa da exist\u00eancia do Agrobiz de erradicar a fome \u00e9 inviabilizada pela pr\u00f3pria estrutura dos agroneg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cEcologia sem luta de classes, \u00e9 jardinagem\u201d \u2013 Chico Mendes<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1 Recomendamos a leitura dos artigos anteriores, para uma melhor compreens\u00e3o do debate corrente:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"P2GVpRzC3e\"><p><a href=\"https:\/\/omomento.org\/pacote-do-veneno-o-agro-e-guerra-o-agro-e-morte-o-agro-e-fome\/\">Pacote do Veneno: o Agro \u00e9 GUERRA, o Agro \u00e9 MORTE, o Agro \u00e9 FOME<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Pacote do Veneno: o Agro \u00e9 GUERRA, o Agro \u00e9 MORTE, o Agro \u00e9 FOME&#8221; &#8212; O Momento: Di\u00e1rio do Povo\" src=\"https:\/\/omomento.org\/pacote-do-veneno-o-agro-e-guerra-o-agro-e-morte-o-agro-e-fome\/embed\/#?secret=mtYCbt5W7y#?secret=P2GVpRzC3e\" data-secret=\"P2GVpRzC3e\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"q0r3RL93iv\"><p><a href=\"https:\/\/omomento.org\/agronegocios-x-natureza-a-sintese-da-morte-e-da-devastacao-ambiental\/\">Agroneg\u00f3cios x Natureza: a s\u00edntese da morte e da devasta\u00e7\u00e3o ambiental<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Agroneg\u00f3cios x Natureza: a s\u00edntese da morte e da devasta\u00e7\u00e3o ambiental&#8221; &#8212; O Momento: Di\u00e1rio do Povo\" src=\"https:\/\/omomento.org\/agronegocios-x-natureza-a-sintese-da-morte-e-da-devastacao-ambiental\/embed\/#?secret=0SqOPLCjJb#?secret=q0r3RL93iv\" data-secret=\"q0r3RL93iv\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><br \/>\n2 O termo Agrobiz, utilizado em todos os artigos da s\u00e9rie at\u00e9 aqui, \u00e9 uma contra\u00e7\u00e3o proposital dos termos Agroneg\u00f3cio e Agribiz (Agribusiness), para demonstrar a subservi\u00eancia do Agro brasileiro ao imperialismo.<\/p>\n<p>3 Ver em https:\/\/pesquisassan.net.br\/2o-inquerito-nacional-sobre-inseguranca-alimentar-no-contexto-da-pandemia-da-covid-19-no-brasil\/.<\/p>\n<p>4 De acordo com a ONU, \u201cbiotecnologia significa qualquer aplica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que utilize sistemas biol\u00f3gicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utiliza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u201d (ONU, Conven\u00e7\u00e3o de Biodiversidade 1992, Art. 2)<\/p>\n<p>5 (ALTIERI, 1999, p.2-3).<\/p>\n<p>6 (MARX; ENGELS; 2007, p.63).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>ALTIERI, M. A. Os mitos da biotecnologia agr\u00edcola: algumas quest\u00f5es \u00e9ticas. 1999. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.greenpeace.com.br\/transgenicos\/pdf\/mitos_biotecnologia.pdf.<\/p>\n<p>______________. Agroecologia: as bases cient\u00edficas para uma agricultura sustent\u00e1vel. 3a. ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, Rio de Janeiro: AS-PTA, 2012.<\/p>\n<p>DALLA RIVA, Leura; De Marx ao MST: capitalismo financeirizado e forma jur\u00eddica como entraves \u00e0 agroecologia. 2020. 112p.<\/p>\n<p>ENGELS, F. A origem da fam\u00edlia, da propriedade privada e do Estado. 1. ed. \u2013 S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2019.<\/p>\n<p>LONDRES, F. Agrot\u00f3xicos no Brasil: um guia para a\u00e7\u00e3o em defesa da vida. Rio de Janeiro: ANA -Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia \/ RBJA \u2013 Rede Brasileira de Justi\u00e7a Ambiental, 2011.<\/p>\n<p>MARX, K. Contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Cr\u00edtica da Economia Pol\u00edtica. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2007.<\/p>\n<p>______________; ENGELS, Friedrich; A Ideologia Alem\u00e3: cr\u00edtica da mais recente filosofia alem\u00e3 e seus representantes Feuerbach, B.Bauer e Stirner, e do socialismo alem\u00e3o em seus diferentes profetas (1845-1846), S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2007<\/p>\n<p>PORTO GON\u00c7ALVES, C. W. Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribui\u00e7\u00e3o cr\u00edtica ao atual modelo agr\u00e1rio\/agr\u00edcola de uso dos recursos naturais. Inthertesis, v.1, n. 1, 2004.<\/p>\n<p>TEIXEIRA, J. C. Moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura no Brasil: impactos econ\u00f4micos, sociais e ambientais. Revista Eletr\u00f4nica da Associa\u00e7\u00e3o dos Ge\u00f3grafos Brasileiros, Se\u00e7\u00e3o Tr\u00eas Lagoas , v. 1, n. 2, p. 21-42, 1 set. 2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29194\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"O Agroneg\u00f3cio e a Fome: a real rela\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da falsa promessa","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[222],"class_list":["post-29194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7AS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29194\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}