{"id":2926,"date":"2012-05-29T16:09:00","date_gmt":"2012-05-29T16:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2926"},"modified":"2012-05-29T16:09:00","modified_gmt":"2012-05-29T16:09:00","slug":"analistas-apoiam-reducao-de-superavit-primario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2926","title":{"rendered":"Analistas apoiam redu\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit prim\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>A gravidade da crise na Europa come\u00e7a a flexibilizar a posi\u00e7\u00e3o de economistas sobre a necessidade de o governo brasileiro manter o super\u00e1vit prim\u00e1rio cheio de R$ 139,8 bilh\u00f5es neste ano. Especialistas consultados pela Ag\u00eancia Estado avaliam que a crise europeia jogou o mundo numa situa\u00e7\u00e3o sem precedentes, com efeitos negativos \u00e0s expectativas globais de consumo.<\/p>\n<p>No Brasil, esse quadro deve fazer o Produto Interno Bruto (PIB) ficar abaixo da alta de 2,7% de 2011. Por isso, seria oportuno que o Poder Executivo reduzisse em 0,5 ponto porcentual a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, hoje em 3,1% do PIB, para aplicar os recursos exclusivamente no aumento dos investimentos em infraestrutura neste ano.<\/p>\n<p>Segundo o Estado publicou no s\u00e1bado, a equipe econ\u00f4mica j\u00e1 estuda a possibilidade de reduzir a poupan\u00e7a do Or\u00e7amento, para fortalecer o PIB e fazer com que a economia ganhe maior vigor no segundo semestre.<\/p>\n<p>O vice-presidente da Moody&#8221;s, Mauro Leos, disse \u00e0 Ag\u00eancia Estado que, &#8220;caso o governo reduza o super\u00e1vit prim\u00e1rio em 0,5 ponto em 2012 para aplicar tais recursos em infraestrutura e melhorar o potencial de crescimento do Pa\u00eds, isso poder\u00e1 ser mais positivo para a perspectiva de rating do Brasil no m\u00e9dio prazo&#8221;.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do ex-secret\u00e1rio do Tesouro e economista-chefe do banco J.Safra, Carlos Kawall, uma redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio em 0,5 ponto do PIB neste ano, com a aplica\u00e7\u00e3o do valor em projetos de infraestrutura, seria positiva para a economia num horizonte de um a dois anos.<\/p>\n<p>&#8220;O n\u00edvel de atividade do Pa\u00eds est\u00e1 fraco, e nossa estimativa de crescimento \u00e9 de 2,6% neste ano, abaixo do potencial, que est\u00e1 entre 3,5% e 4%&#8221;, disse. &#8220;Aplicar esses recursos em obras de infraestrutura seria importante&#8221;, acrescentou Kawall.<\/p>\n<p>Nas contas do economista da MCM Marcos Fantinatti, 0,5 ponto porcentual do PIB equivale a R$ 22,5 bilh\u00f5es neste ano, um valor expressivo, sobretudo porque ele estima que os recursos aplicados no Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) devem atingir R$ 45 bilh\u00f5es em 2012, depois de terem alcan\u00e7ado R$ 28 bilh\u00f5es em 2011.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor para mercados emergentes na Am\u00e9rica Latina da Nomura Securities, Tony Volpon, seria &#8220;boa&#8221; uma redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio em 0,5 ponto do PIB neste ano para aumentar investimentos, pois a economia mundial passa por uma grave recidiva da crise iniciada em 2007, a pior desde a Grande Depress\u00e3o. &#8220;Uma decis\u00e3o como essa seria ben\u00e9fica para elevar a capacidade de oferta no Brasil. Est\u00e1 esgotado o modelo de expans\u00e3o da economia baseado no aumento da demanda, iniciado no governo do ex-presidente Lula.&#8221;<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni, a redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio em 0,5 ponto do PIB s\u00f3 deveria ser adotada pelo governo como \u00faltima medida, na eventualidade de o mundo mergulhar em nova recess\u00e3o por causa da deteriora\u00e7\u00e3o da crise na Europa.<\/p>\n<p>Brasil deve cair para 7a. economia<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>O d\u00f3lar alto deve fazer o Brasil voltar uma casa no ranking das maiores economias do planeta. C\u00e1lculos da ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Austin Rating, a partir de dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), apontam que o pa\u00eds pode cair da atual sexta posi\u00e7\u00e3o no mundo para a s\u00e9tima. \u00c9 o efeito da valoriza\u00e7\u00e3o da moeda americana &#8211; que no ano j\u00e1 subiu mais de 6% &#8211; sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e produtos produzidos) do pa\u00eds. Pelo levantamento, o PIB perderia cerca de US$ 100 bilh\u00f5es com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, saindo de US$ 2,45 trilh\u00f5es para US$ 2,34 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>As novas proje\u00e7\u00f5es n\u00e3o mexem com as primeiras cinco posi\u00e7\u00f5es no ranking, ocupadas por Estados Unidos, China, Jap\u00e3o, Alemanha e Fran\u00e7a. O Brasil troca de lugar com o Reino Unido, que reassume a sexta posi\u00e7\u00e3o com o d\u00f3lar valorizado aqui. O retrato segue mais uma vez inalterado, com It\u00e1lia, R\u00fassia e Canad\u00e1 fechando o quadro das dez maiores economias.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 uma mudan\u00e7a que ocorre somente por causa do c\u00e2mbio. N\u00e3o \u00e9 por causa de perda de f\u00f4lego ou freio no crescimento. \u00c9 uma mudan\u00e7a que tende a ser moment\u00e2nea e n\u00e3o traz d\u00favidas sobre, por exemplo, a capacidade de o pa\u00eds honrar seus pagamentos em d\u00f3lar. O pa\u00eds volta para uma posi\u00e7\u00e3o que j\u00e1 ocupava antes. N\u00e3o se trata de uma altera\u00e7\u00e3o brusca &#8211; disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar num patamar mais elevado tornou o PIB brasileiro mais real, acrescentou Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Vieira, economista do Ipea. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros brasileiros eram &#8220;artificiais&#8221; em decorr\u00eancia de um c\u00e2mbio distorcido.<\/p>\n<p>&#8211; O c\u00e2mbio, sem d\u00favida, estava muito apreciado. Por\u00e9m, se o c\u00e2mbio passar dos R$ 2,10, o pa\u00eds deixa de ter uma taxa de c\u00e2mbio competitiva para ter uma taxa que prejudica o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Professora do Instituto de Economia da Unicamp, Simone Deos diz n\u00e3o ver impacto significativo de um poss\u00edvel rebaixamento do Brasil no ranking dos maiores PIBs mundiais.<\/p>\n<p>&#8211; Pode-se at\u00e9 argumentar que isso pode ter alguma influ\u00eancia sobre o comportamento dos agentes econ\u00f4micos, tanto do governo quanto da iniciativa privada, mas em um momento de instabilidade, como o que o mundo vive, \u00e9 apenas um efeito estat\u00edstico.<\/p>\n<p>Para ela, os poss\u00edveis efeitos do c\u00e2mbio depreciado &#8211; aumento dos valores em reais das exporta\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es devido ao custo mais elevado &#8211; no PIB s\u00f3 devem aparecer quando a cota\u00e7\u00e3o se estabilizar.<\/p>\n<p>&#8211; O que estamos vendo \u00e9 um momento de grande volatilidade &#8211; afirma ela, acrescentando que estes efeitos dependeriam de outros fatores, como o n\u00edvel de atividade da ind\u00fastria e os pre\u00e7os das commodities .<\/p>\n<p>Efeitos ben\u00e9ficos ainda est\u00e3o por vir<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Fernando Montero, economista da Conven\u00e7\u00e3o Corretora, esse retrato \u00e9 pouco representativo. Funciona mais, segundo ele, como um marketing pol\u00edtico dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8211; Em 1999, quando o Brasil acabava de sair do c\u00e2mbio fixo e a Argentina ainda estava na conversibilidade, o PIB argentino ficou quase superior ao brasileiro.<\/p>\n<p>J\u00e1 o professor Fernando de Holanda, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, diz que comparar os PIBs dos pa\u00edses \u00e9 uma metodologia inadequada.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 poss\u00edvel tornar um pa\u00eds rico, apenas apreciando o c\u00e2mbio. \u00c9 um indicador inadequado.<\/p>\n<p>Para Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, os efeitos positivos da alta do d\u00f3lar n\u00e3o est\u00e3o sendo sentidos devido ao fraco desempenho da ind\u00fastria. J\u00e1 os aumentos dos pre\u00e7os de insumos importados poder\u00e3o provocar press\u00e3o sobre a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil est\u00e1 sofrendo os malef\u00edcios da alta do d\u00f3lar sem desfrutar dos benef\u00edcios &#8211; avaliou o economista que projeta alta de 2,6% no PIB deste ano. &#8211; Os pre\u00e7os dos combust\u00edveis, por exemplo, que afetam os custos de log\u00edstica, est\u00e3o sendo subsidiados pelo governo. \u00c9 uma bomba-rel\u00f3gio que vai estourar.<\/p>\n<p>O economista do Banco Fator, Jos\u00e9 Francisco Gon\u00e7alves, afirma que j\u00e1 trabalhava com d\u00f3lar a R$ 1,90, portanto n\u00e3o precisou mudar suas previs\u00f5es para o PIB &#8211; que, segundo ele, dever\u00e1 crescer 2,7%. Gon\u00e7alves diz que os efeitos da alta s\u00e3o potencialmente positivos, mas dependem da evolu\u00e7\u00e3o da economia chinesa e dos desdobramentos da situa\u00e7\u00e3o na Europa.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Governo vai revogar arsenal de medidas em caso de colapso global<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. O governo guarda uma carta na manga para incentivar a economia brasileira quando a turbul\u00eancia internacional se agravar: a revoga\u00e7\u00e3o das medidas para conter o cr\u00e9dito. Elas foram adotadas a partir de 2010 para frear n\u00e3o apenas a atividade, que crescia al\u00e9m do potencial, mas tamb\u00e9m a valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar. A estrat\u00e9gia que se discute nos bastidores do governo \u00e9 reservar esse arsenal para um momento mais cr\u00edtico, ao primeiro sinal de colapso no front externo.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica trabalha com um &#8220;cen\u00e1rio bin\u00e1rio&#8221;: ou a economia grega abandona o euro ou a chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, e toda a defesa da austeridade perder\u00e3o for\u00e7a. Nas duas hip\u00f3teses, a expectativa \u00e9 que o desfecho dessa crise provocar\u00e1 forte impacto tamb\u00e9m no Brasil. O governo brasileiro trabalha com uma previs\u00e3o de perdas de at\u00e9 US$ 2 trilh\u00f5es para economias do mundo com a sa\u00edda da Gr\u00e9cia da zona do euro.<\/p>\n<p>Se essa ruptura grega for traum\u00e1tica e desorganizada, pode haver um congelamento do cr\u00e9dito no mundo, como aconteceu quando o banco de investimento americano Lehman Brothers quebrou em 2008. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, j\u00e1 previu uma &#8220;hecatombe&#8221; se a Gr\u00e9cia deixar o bloco do euro de uma forma dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>De todo o arsenal usado nos \u00faltimos dois anos, apenas duas medidas foram revistas: a cobran\u00e7a do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) sobre opera\u00e7\u00f5es de derivativos para os exportadores e a que punia o banco que financiasse ve\u00edculos e fizesse contratos longos de cr\u00e9dito consignado. Essa \u00faltima foi revisada parcialmente. Foi mantida a puni\u00e7\u00e3o para a institui\u00e7\u00e3o financeira que fizer empr\u00e9stimo para compra de autom\u00f3veis acima de 60 meses.<\/p>\n<p>Est\u00e3o mantidas outras 14 barreiras \u00e0 entrada de capitais de curto prazo no pa\u00eds, adotadas quando o governo reclamava que um tsunami de d\u00f3lares chegava via mercado financeiro no Brasil. Hoje, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente. S\u00f3 neste m\u00eas, houve uma sa\u00edda de US$ 5,2 bilh\u00f5es de aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>O governo pode ainda retirar o IOF para contratos de swap &#8211; que na pr\u00e1tica funcionam para a venda de d\u00f3lares no mercado futuro &#8211; e mudar o c\u00e1lculo da exig\u00eancia para a posi\u00e7\u00e3o dos bancos, ou seja, liberar as institui\u00e7\u00f5es para vender moeda americana e rever o limite de pagamento antecipado de importa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, pode derrubar barreiras para a entrada de d\u00f3lares para empr\u00e9stimos com prazo inferior a tr\u00eas anos e revogar o IOF para compras no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no exterior.<\/p>\n<p>Medidas do BC no c\u00e2mbio surtiram efeito desejado<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora \u00e9 que as interven\u00e7\u00f5es feitas no mercado de c\u00e2mbio pelo Banco Central (BC) t\u00eam surtido o efeito necess\u00e1rio. Outros dados refor\u00e7am um cen\u00e1rio ruim pela frente. Na an\u00e1lise de governo, os problemas da Europa, como um mercado de trabalho r\u00edgido e ineficiente, reduzem as ferramentas para incentivar a economia.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o vem da \u00c1sia. A China, destacam integrantes da equipe econ\u00f4mica, est\u00e1 mudando o modelo de crescimento, j\u00e1 que a f\u00f3rmula baseada no investimento se exauriu. E crescer\u00e1 menos, o que afetar\u00e1 o desempenho da economia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fabricantes de caminh\u00f5es cortam produ\u00e7\u00e3o e jornada<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Pressionada pela queda na produ\u00e7\u00e3o brasileira de caminh\u00f5es e \u00f4nibus neste ano, a fabricante de motores diesel MWM International decidiu reduzir a jornada de trabalho e os sal\u00e1rios de 3,9 mil funcion\u00e1rios administrativos e das linhas de produ\u00e7\u00e3o das unidades de Canoas (RS) e S\u00e3o Paulo. A empresa fechou acordo com os sindicatos dos metal\u00fargicos das duas cidades para aplicar a medida nos meses de junho, julho e agosto, com o objetivo de evitar a demiss\u00e3o de cerca de 900 trabalhadores.<\/p>\n<p>A empresa fornece motores para a MAN, l\u00edder no mercado de caminh\u00f5es com a marca Volkswagen e que vai diminuir o ritmo. A montadora vai suspender a produ\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas duas semanas, quando dar\u00e1 f\u00e9rias coletivas para os funcion\u00e1rios da f\u00e1brica de Resende (RJ), conforme informa\u00e7\u00f5es do sindicato local. Segundo Bartolomeu Citeli, diretor de comunica\u00e7\u00e3o do sindicato dos metal\u00fargicos na regi\u00e3o de Volta Redonda, a MAN se re\u00fane hoje com representantes dos trabalhadores para discutir a produ\u00e7\u00e3o do segundo semestre. A maior preocupa\u00e7\u00e3o no momento \u00e9 evitar cortes de funcion\u00e1rios. Nenhum representante da MAN foi encontrado para comentar a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na esteira das mudan\u00e7as na tecnologia de motor &#8211; a partir de janeiro s\u00f3 podem ser montados caminh\u00f5es no padr\u00e3o Euro 5 &#8211; que encareceram o pre\u00e7o de ve\u00edculos pesados em at\u00e9 15%, as vendas de caminh\u00f5es ca\u00edram 9,2% nos quatro primeiros meses do ano, levando a paradas de produ\u00e7\u00e3o por montadoras como Volvo, Scania e Mercedes-Benz.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses, os funcion\u00e1rios ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de 20% na jornada e v\u00e3o trabalhar de segunda a quinta-feira<\/p>\n<p>Mas a produ\u00e7\u00e3o caiu muito mais do que as vendas, ficando na casa dos 30%. Como os ve\u00edculos com tecnologia antiga puderam ser vendidos at\u00e9 o fim de mar\u00e7o deste ano, as montadoras anteciparam a produ\u00e7\u00e3o e reduziram a montagem dos novos modelos.<\/p>\n<p>No caso da MWM, nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses os funcion\u00e1rios de Canoas e S\u00e3o Paulo ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de 20% na jornada e v\u00e3o trabalhar apenas de segunda \u00e0 quinta-feira. Em Canoas, onde a carga hor\u00e1ria \u00e9 de 42 horas semanais, os 1,3 mil empregados receber\u00e3o sal\u00e1rios 15% menores, enquanto em S\u00e3o Paulo, onde a jornada \u00e9 de 40 horas, o corte nos vencimentos ser\u00e1 de 17,5%. N\u00e3o haver\u00e1 impacto sobre o pagamento de f\u00e9rias e d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>O acordo prev\u00ea estabilidade de 45 dias para os funcion\u00e1rios a partir de primeiro de setembro e a devolu\u00e7\u00e3o dos valores que deixar\u00e3o de ser pagos, corrigidos pela varia\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, quando a produ\u00e7\u00e3o de motores voltar a 140 mil unidades por ano. Segundo o presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Canoas, Paulo Chitolina, no ano fiscal de novembro de 2010 a outubro de 2011 a MWM fabricou 148 mil propulsores, mas com a retra\u00e7\u00e3o do mercado a proje\u00e7\u00e3o para os 12 meses seguintes caiu para 120 mil.<\/p>\n<p>Conforme Chitolina, a queda da produ\u00e7\u00e3o foi causada pelo impacto da mudan\u00e7a da tecnologia nos motores diesel a partir de janeiro. O Euro 5 \u00e9 menos poluentes, mas \u00e9 mais caro e utiliza combust\u00edvel com baixo teor de enxofre, n\u00e3o disseminado nos postos de abastecimento, o que ainda causa receio por parte das transportadoras.<\/p>\n<p>A MWM vai antecipar reajuste m\u00ednimo de 7,6% para os trabalhadores de Canoas referente \u00e0 data-base de maio<\/p>\n<p>Nos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), a produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es caiu 30,3% ante igual per\u00edodo de 2011, para 42,9 mil, enquanto a de chassis para \u00f4nibus recuou 35%, para 8,9 mil unidades.<\/p>\n<p>Procurada pelo Valor, a MWM informou, por interm\u00e9dio de sua assessoria, que n\u00e3o comentaria o assunto. A empresa tem ainda uma f\u00e1brica de cabe\u00e7otes em Jes\u00fas Maria, na prov\u00edncia argentina de C\u00f3rdoba, mas os 180 funcion\u00e1rios locais n\u00e3o foram atingidos pelo corte de sal\u00e1rios e jornada, disse o Sindicato de Mec\u00e2nicos e Afins do Transporte Automotor (SMATA).<\/p>\n<p>Para Chitolina, apesar do corte tempor\u00e1rio dos sal\u00e1rios, os funcion\u00e1rios de Canoas conseguiram &#8220;avan\u00e7os&#8221; na negocia\u00e7\u00e3o com a empresa. De acordo com ele, a MWM concordou em antecipar um reajuste m\u00ednimo de 7,6% referente \u00e0 data-base de primeiro de maio, independente das negocia\u00e7\u00f5es entre os sindicatos dos trabalhadores e das ind\u00fastrias, e em adotar definitivamente a jornada de 40 horas a partir de setembro, sem redu\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo n\u00e3o houve antecipa\u00e7\u00e3o de reajuste porque a data-base dos metal\u00fargicos da regi\u00e3o \u00e9 apenas em novembro, explicou o diretor do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Paulo e Mogi das Cruzes, Edson Passos. Segundo ele, a unidade paulista j\u00e1 opera em regime de 40 horas semanais e por isso tamb\u00e9m n\u00e3o haver\u00e1 altera\u00e7\u00e3o na jornada ap\u00f3s o per\u00edodo de ajuste na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Mercedes-Benz anuncia hoje medidas para ajustar a produ\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Bernardo do Campo. Al\u00e9m de adotar a semana curta &#8211; com apenas quatro dias \u00fateis -, a montadora de origem alem\u00e3 j\u00e1 concedeu f\u00e9rias coletivas de dez dias em abril, colocou 480 oper\u00e1rios em licen\u00e7a remunerada e parou a produ\u00e7\u00e3o na semana passada. Scania j\u00e1 realizou quatro paradas entre abril e maio e negocia com o sindicato outras paradas de produ\u00e7\u00e3o. A Volvo planeja usar o banco de horas de 1,3 mil empregados a partir do fim deste m\u00eas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Estoque cresce pelo 3\u00ba m\u00eas consecutivo<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Cresceu o n\u00famero de setores superestocados na ind\u00fastria de abril para maio, o que dificulta a retomada da produ\u00e7\u00e3o industrial neste trimestre, revela a Sondagem Conjuntural da Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). E, ontem, pela primeira vez, o mercado financeiro admitiu crescimento abaixo de 3% para economia brasileira neste ano, aponta pesquisa Focus do Banco Central. De 14 segmentos, 6 est\u00e3o neste m\u00eas superestocados: material de transporte, mobili\u00e1rio, mec\u00e2nica, t\u00eaxtil, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados e minerais n\u00e3o met\u00e1licos, aponta a sondagem. Em mar\u00e7o e abril, 4 acumulavam produtos. &#8220;Ap\u00f3s um per\u00edodo de ajuste em janeiro e fevereiro, quando havia s\u00f3 tr\u00eas setores superestocados, o quadro piorou em mar\u00e7o e abril. Em maio, a situa\u00e7\u00e3o de ac\u00famulo de produtos se espalhou para outros segmentos&#8221;, afirmou o superintendente adjunto de Ciclos Econ\u00f4micos da FGV, Aloisio Campelo. A pesquisa considera setores superestocados aqueles em que o saldo entre o n\u00famero de empresas com estoques excessivos e insuficientes \u00e9 igual ou maior do que 10%. O economista ponderou que a situa\u00e7\u00e3o de ac\u00famulo de produtos hoje n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave quanto na crise de 2008. Em novembro daquele ano, 11 setores tinham encalhe. No entanto, como naquela \u00e9poca, a ind\u00fastria de material de transporte lidera hoje o ranking dos segmentos com maior n\u00famero de empresas com produtos al\u00e9m da conta.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 que, na semana passada, o governo retomou a f\u00f3rmula usada em 2008 de cortar o imposto sobre os carros para impulsionar as vendas. Campelo ressaltou que a pesquisa acabou tr\u00eas dias ap\u00f3s o an\u00fancio do pacote de est\u00edmulo ao cr\u00e9dito. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu &#8220;paci\u00eancia&#8221; para que as medidas j\u00e1 adotadas possam surtir efeito, segundo afirmou \u00e0 Reuters. Al\u00e9m da ind\u00fastria de material de transporte, os segmentos t\u00eaxtil, de vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados e mec\u00e2nica est\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o prevista para tr\u00eas meses abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, o que sinaliza uma retomada lenta da produ\u00e7\u00e3o no curto prazo. Apesar de superestocados, o quadro \u00e9 mais favor\u00e1vel para ind\u00fastria de m\u00f3veis e de minerais n\u00e3o met\u00e1licos, que inclui os itens usados pela constru\u00e7\u00e3o civil. \u00c9 que nesses dois segmentos o indicador de produ\u00e7\u00e3o prevista para tr\u00eas meses supera a m\u00e9dia hist\u00f3rica. Isso sinaliza que o ajuste est\u00e1 em curso e a produ\u00e7\u00e3o deve ser retomada. O grande volume de estoques \u00e9 o quesito que mais pesa no desempenho da ind\u00fastria em geral. Neste m\u00eas, 8,8% das 1.259 empresas consultadas informaram ter produtos excessivos, \u00edndice que \u00e9 superior ao de abril (5,2%) e quase o dobro do de maio de 2011 (4,7%). Com base nos resultados, Campelo disse que, no horizonte de tr\u00eas meses, de maio a julho, in\u00edcio do segundo semestre, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de um &#8220;arranque&#8221; da ind\u00fastria. J\u00e1 para seis meses, h\u00e1 mais otimismo.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma teme que crise na Espanha prejudique investimentos no Brasil<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff est\u00e1 muito preocupada com o desenrolar da crise na Espanha e teme que o agravamento da situa\u00e7\u00e3o acabe por comprometer os investimentos das companhias espanholas no Brasil. A Espanha \u00e9 o terceiro maior investidor no Brasil, com um saldo de US$ 79,5 bilh\u00f5es, precedida dos Pa\u00edses Baixos (US$ 169,5 bilh\u00f5es) e dos Estados Unidos (US$ 125,4 bilh\u00f5es), conforme dados do Banco Central relativos ao censo de 2011.<\/p>\n<p>No primeiro quadrimestre deste ano os investimentos daquele pa\u00eds somaram apenas US$ 739 milh\u00f5es, uma queda brutal se confrontado com os US$ 4,7 bilh\u00f5es de investimentos diretos em igual per\u00edodo de 2011. As empresas espanholas t\u00eam diversas concess\u00f5es nas \u00e1reas de energia (Iberdrola, controladora da NeoEnergia), telecomunica\u00e7\u00f5es (Telef\u00f3nica) e rodovias (OHL) e o Santander \u00e9 um dos cinco maiores bancos em atividade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na segunda-feira Dilma ter\u00e1 um encontro com o rei Juan Carlos, cuja visita ao Brasil ser\u00e1 seguida da vinda do primeiro-ministro Mariano Rajoy, para a confer\u00eancia Rio+20. A presidente dever\u00e1 externar suas preocupa\u00e7\u00f5es na conversa com o monarca, com quem almo\u00e7a no Itamaraty, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao futuro dos investimentos das companhias multinacionais espanholas no Brasil, mas tamb\u00e9m com o que pode ocorrer com as remessas de lucros dessas empresas para suas matrizes, disse um assessor.<\/p>\n<p>O Pal\u00e1cio do Planalto est\u00e1 monitorando a crise na zona do euro diariamente, com base em informa\u00e7\u00f5es do Banco Central e do Minist\u00e9rio da Fazenda, al\u00e9m dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e, em especial as dificuldades crescentes da Espanha. Acompanha com aten\u00e7\u00e3o, ainda, as not\u00edcias de uma suposta opera\u00e7\u00e3o de compra, por bancos nacionais, do Santander no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ontem as a\u00e7\u00f5es do Bankia &#8211; terceira maior institui\u00e7\u00e3o financeira daquele pa\u00eds em ativos e que deve ser recapitalizada em \u20ac 19 bilh\u00f5es pelo governo espanhol &#8211; ca\u00edram 13,38%, as do Santander tiveram perda de 3%, e as do Bankinter, de 4,26%.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de assessores da presidente, na medida que a crise europeia se aprofunda, cabe \u00e0 \u00e1rea econ\u00f4mica do governo brasileiro diminuir seu ativismo e acumular muni\u00e7\u00e3o para uma futura rea\u00e7\u00e3o aos fatos. Se a Gr\u00e9cia sair do euro ou se houver problemas mais graves com os bancos espanh\u00f3is, por exemplo, o governo sabe que haver\u00e1 muita tens\u00e3o nos mercados e que muito provavelmente ocorrer\u00e1 uma parada abrupta nos fluxos do cr\u00e9dito externo para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Brasil disp\u00f5e de US$ 372,27 bilh\u00f5es em reservas cambiais para enfrentar a escassez tempor\u00e1ria de cr\u00e9dito externo e de R$ 393 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios para irrigar o sistema banc\u00e1rio dom\u00e9stico, caso necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00e3o extrema poder\u00e1, ainda, lan\u00e7ar m\u00e3o de medidas de relaxamento fiscal, reduzindo a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A hip\u00f3tese de redu\u00e7\u00e3o da meta, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 sob considera\u00e7\u00e3o no momento e o debate sobre essa alternativa n\u00e3o chegou \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Em valores absolutos, o governo se comprometeu com um super\u00e1vit consolidado de todo o setor p\u00fablico de R$ 139,9 bilh\u00f5es, sem descontar os investimentos de cerca de R$ 40 bilh\u00f5es do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC). Se for preciso, basta optar pelo desconto do PAC.<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 concentrar o foco da rea\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros (Selic).<\/p>\n<hr \/>\n<p>Analistas j\u00e1 projetam expans\u00e3o do PIB inferior a 3%<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os economistas j\u00e1 n\u00e3o esperam crescimento acima de 3% para a economia brasileira neste ano. O Boletim Focus, do Banco Central (BC), mostra que as proje\u00e7\u00f5es para a expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 baixaram de 3,09% na semana passada para 2,99% na apura\u00e7\u00e3o desta semana, apesar de todos os esfor\u00e7os do governo para reaquecer a economia.<\/p>\n<p>E as redu\u00e7\u00f5es, na avalia\u00e7\u00e3o de economistas ouvidos pelo Valor, n\u00e3o devem parar por a\u00ed. Uma nova rodada de revis\u00f5es para baixo \u00e9 aguardada na pr\u00f3xima semana, ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o, na sexta-feira, dos resultados do PIB do primeiro trimestre. &#8220;Muitos economistas est\u00e3o aguardando os dados do PIB para refazer suas contas&#8221;, afirma Fernando Fix, economista-chefe da Votorantim Wealth Management, que estima crescimento de 2,7% no PIB deste ano.<\/p>\n<p>Seus c\u00e1lculos consideram aumento de 0,4% no PIB do primeiro trimestre na compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos tr\u00eas meses de 2011, mas Fix j\u00e1 trabalha com a possibilidade de um resultado ainda mais fraco. &#8220;A alta de apenas 0,15% no IBC-Br no per\u00edodo aponta nesse sentido&#8221;, comenta, referindo-se ao \u00cdndice de Atividade Econ\u00f4mica do Banco Central, uma pr\u00e9via do PIB.<\/p>\n<p>Essa mesma linha de racioc\u00ednio \u00e9 adotada por Fl\u00e1vio Combat, da Conc\u00f3rdia Corretora. Ele observa que h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que a pol\u00edtica de incentivo ao consumo adotada pelo governo est\u00e1 tendo efeito limitado sobre a economia. &#8220;As medidas come\u00e7aram a ser lan\u00e7adas no segundo semestre do ano passado. Considerando um per\u00edodo de quatro a cinco meses para que os efeitos comecem a ser percebidos, j\u00e1 dever\u00edamos ver algum reflexo no PIB do primeiro trimestre, o que aparentemente n\u00e3o aconteceu, segundo os dados do IBC-Br.&#8221;<\/p>\n<p>Combat, entretanto, ressalta que ao longo dos meses as medidas do governo foram se acumulando, ampliando as d\u00favidas quanto aos seus efeitos at\u00e9 o fim de 2012. Al\u00e9m disso, ele diz que outra grande fonte de incerteza \u00e9 o cen\u00e1rio internacional. &#8220;Ningu\u00e9m sabe como ser\u00e1 o desenrolar da crise l\u00e1 fora, nem qual ser\u00e1 seu reflexo sobre a economia brasileira.&#8221;<\/p>\n<p>A expectativa de menor f\u00f4lego na atividade econ\u00f4mica, para Combat, j\u00e1 reflete nas estimativas de infla\u00e7\u00e3o. O Boletim Focus mostra que as previs\u00f5es para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano cederam de 5,21% na semana passada para 5,17% nesta semana. As previs\u00f5es para o d\u00f3lar no fim de 2012 subiram de R$ 1,85 na semana passada para R$ 1,90 nesta semana.<\/p>\n<p>&#8220;Com a infla\u00e7\u00e3o distante do teto da meta [de 6,5%], o governo pode manter o c\u00e2mbio em um n\u00edvel um pouco mais elevado para impulsionar a economia&#8221;, diz o economista-chefe do BanifInvest, Mauro Schneider. &#8220;A fotografia que o Focus nos mostra \u00e9 a de que o c\u00e2mbio e a infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o em patamares razo\u00e1veis. O que preocupa mais \u00e9 o PIB.&#8221;<\/p>\n<p>Schneider afirma que \u00e9 natural que a expectativa de infla\u00e7\u00e3o recue diante da previs\u00e3o de menor crescimento econ\u00f4mico. Entretanto, ele ressalta que parte importante do comportamento dos pre\u00e7os j\u00e1 est\u00e1 desenhada, sem guardar rela\u00e7\u00e3o com o desempenho da economia brasileira nos pr\u00f3ximos meses. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o do IPI sobre carros, por exemplo, deve ajudar a diminuir a infla\u00e7\u00e3o neste ano&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Diante das proje\u00e7\u00f5es modestas para o PIB, Schneider n\u00e3o descarta a possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o do incentivo fiscal sobre autom\u00f3veis, que a princ\u00edpio termina em 31 de agosto. Neste caso, os efeitos da revers\u00e3o da medida sobre a infla\u00e7\u00e3o ficariam para 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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