{"id":29269,"date":"2022-09-28T07:52:54","date_gmt":"2022-09-28T10:52:54","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29269"},"modified":"2023-02-26T00:50:48","modified_gmt":"2023-02-26T03:50:48","slug":"voto-util-e-sofia-manzano-pcb-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29269","title":{"rendered":"Voto \u00fatil \u00e9 Sofia Manzano PCB 21!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2022-09-28T075053.896.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Uma aposta no futuro, no poder popular e no socialismo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Edmilson Costa &#8211; Secret\u00e1rio-geral do PCB<\/strong><\/p>\n<p>Estamos na reta final da campanha eleitoral. At\u00e9 agora, a nossa candidatura, uma das tr\u00eas da esquerda classista, tem cumprido um papel pedag\u00f3gico ao qualificar o debate e anunciar um conjunto de propostas para resolver a crise brasileira. Estamos atuando na atual conjuntura buscando dialogar com os trabalhadores, a juventude e o povo pobre e mostrar que h\u00e1 alternativas para o Pa\u00eds al\u00e9m da extrema-direita e da concilia\u00e7\u00e3o de classes. Nossa candidatura tamb\u00e9m \u00e9 uma aposta no futuro, porque sabemos que nenhuma das outras candidaturas tem condi\u00e7\u00f5es de resolver os problemas colocados pela crise do ponto de vista dos trabalhadores. Esse governo genocida j\u00e1 demonstrou que \u00e9 o representante mais reacion\u00e1rio do capital, flerta com o fascismo e amea\u00e7a permanentemente as liberdades democr\u00e1ticas. A outra candidatura, que atualmente lidera as pesquisas, tamb\u00e9m n\u00e3o pode resolver os problemas estruturais do Pa\u00eds em fun\u00e7\u00e3o de suas alian\u00e7as, que re\u00fane desde a centro-esquerda at\u00e9 v\u00e1rias fra\u00e7\u00f5es da grande burguesia, da oligarquia nordestina, do capital financeiro e do agroneg\u00f3cio. Portanto, o pr\u00f3prio arco de alian\u00e7as o impede de resolver de forma radical os problemas brasileiros.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que o capitalismo brasileiro vive uma crise org\u00e2nica, que se estende desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980. Ao longo do per\u00edodo que vai da segunda guerra mundial at\u00e9 1980 o Brasil cresceu a uma taxa anual m\u00e9dia de 7% ano, um dos maiores crescimentos do mundo capitalista, muito embora esse crescimento tenha sido realizado com perversa distribui\u00e7\u00e3o de renda, especialmente no per\u00edodo da ditadura. Nesse processo o Brasil construiu uma ind\u00fastria moderna com capacidade para suprir o Pa\u00eds de todos os bens e servi\u00e7os necess\u00e1rios ao consumo. Essa trajet\u00f3ria possibilitou ao Brasil sair da condi\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria para na\u00e7\u00e3o industrial, ressaltando-se que no continente americano somente tr\u00eas na\u00e7\u00f5es atingiram esse patamar \u2013 Estados Unidos e Canad\u00e1, al\u00e9m do Brasil.<\/p>\n<p>No entanto, a partir do in\u00edcio dos anos 80 o Pa\u00eds mergulhou na estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, com cerca de tr\u00eas d\u00e9cadas perdidas e apenas um pequeno crescimento no per\u00edodo dos governos do PT. Portanto, essa \u00e9 a crise org\u00e2nica do capitalismo brasileiro, agravada pelo fato de que tamb\u00e9m nesse per\u00edodo as pol\u00edticas neoliberais implementadas pelos sucessivos governos levaram a uma regress\u00e3o econ\u00f4mica e social brutal. E essa crise n\u00e3o pode ser resolvida com a velha pol\u00edtica, medidas t\u00f3picas ou proporcionando migalhas para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre.<\/p>\n<p>Como todas as crises, a crise org\u00e2nica brasileira evoluiu da economia para o sistema pol\u00edtico e para a crise social. Como todos sabemos, n\u00e3o existem crises sem sa\u00eddas. Em algum momento n\u00e3o muito distante a crise brasileira vai requerer uma sa\u00edda tamb\u00e9m estrutural, pois as medidas t\u00f3picas j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de resolver as contradi\u00e7\u00f5es. Em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria a incompreens\u00e3o de uma conjuntura dessa ordem levou a desfechos dram\u00e1ticos, como na Europa no per\u00edodo anterior \u00e0 Segunda Guerra ou mesmo agora na It\u00e1lia com a emerg\u00eancia do fascismo. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que os trabalhadores, nesse processo de resist\u00eancia, possam construir novas ferramentas que tenham condi\u00e7\u00f5es efetivas de se contrapor \u00e0 crise de acordo com os interesses do proletariado. A hist\u00f3ria tamb\u00e9m tem demonstrado a c\u00e2ntaros que a social-democracia, com suas vacila\u00e7\u00f5es e mesmo trai\u00e7\u00f5es, adubou o terreno para a emerg\u00eancia do fascismo. Aqui no Brasil, esse tipo de pol\u00edtica, ao n\u00e3o enfrentar os problemas estruturais do Pa\u00eds, tamb\u00e9m apassivou os trabalhadores e grande parte de suas organiza\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o combativas e permitiu o golpe de 2016, a emerg\u00eancia da extrema-direita com Bolsonaro e o aprofundamento da regress\u00e3o econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Portanto, para resolver essa crise org\u00e2nica, \u00e9 necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de novos instrumentos sociais e pol\u00edticos e um programa anticapitalista e anti-imperialista. Isso significa construir um novo rumo para o Pa\u00eds, baseado nos interesses populares, reorganizar a classe trabalhadora e seus instrumentos de luta, a juventude e suas entidades e o povo pobre nos bairros, de forma a que esse processo de reorganiza\u00e7\u00e3o possa se transformar em embri\u00e3o do poder popular, condi\u00e7\u00e3o fundamental para resolver a crise org\u00e2nica do capitalismo brasileiro. A experi\u00eancia recente com o governo de concilia\u00e7\u00e3o de classes do PT j\u00e1 demonstrou que essa pol\u00edtica n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o resolve os graves problemas brasileiros, como \u00e9 o caminho que levar\u00e1 novamente os trabalhadores \u00e0 derrota. Uma crise dessa ordem n\u00e3o se resolve com medidas que busquem conciliar os interesses do grande capital com os interesses dos trabalhadores. A pr\u00f3pria crise internacional do capital dificulta o caminho para solu\u00e7\u00f5es de compromisso que contrariem os interesses da burguesia e do imperialismo.<\/p>\n<p>Foi com essa compreens\u00e3o que o PCB lan\u00e7ou sua candidatura \u00e0 presid\u00eancia e n\u00e3o caiu no conto de fadas da frente ampla policlassista, como fizeram algumas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais que at\u00e9 h\u00e1 pouco tinham posi\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 nossa e realizaram um cavalo de pau nas op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas visando apenas eleger parlamentares que, por seu n\u00famero restrito, ter\u00e3o pouco influ\u00eancia na institucionalidade. Nossa candidatura est\u00e1 lan\u00e7ando um programa anticapitalista e anti-imperialista, com uma s\u00e9rie de propostas que apresentam de maneira objetiva solu\u00e7\u00f5es em prol do atendimento real \u00e0s necessidades da classe trabalhadora. Trata-se de medidas que as outras candidaturas, pelo leque de alian\u00e7as que formaram, n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de propor, tais como a revoga\u00e7\u00e3o das contrarreformas, especialmente a trabalhista e previdenci\u00e1ria, anula\u00e7\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es, o fim do teto dos gastos e da lei de responsabilidade fiscal e sua substitui\u00e7\u00e3o por uma lei de responsabilidade social, bem como a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho para 30 horas sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios. Esse conjunto de propostas se combinam com um programa emergencial para acabar com o desemprego, a falta de moradia, a mis\u00e9ria e a fome, que hoje atinge mais de 33 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p>Portanto, trata-se de uma candidatura de combate no presente, mas com olho no futuro porque o p\u00f3s-elei\u00e7\u00e3o no Brasil ter\u00e1 um acirramento da luta de classes, tanto em fun\u00e7\u00e3o da crise e da trag\u00e9dia social do Pa\u00eds, mas tamb\u00e9m porque a extrema-direita conseguiu uma base social expressiva, com setores fascistas com potencial de viol\u00eancia no pr\u00f3ximo per\u00edodo. Essa conjuntura que se prenuncia tensa no p\u00f3s-eleitoral vai necessitar de uma ferramenta revolucion\u00e1ria disposta tanto a enfrentar a crise, mas tamb\u00e9m as for\u00e7as fascistas. N\u00e3o podemos cair no erro do processo anterior em que se desarmou os trabalhadores e suas entidades para a luta e se apassivou a popula\u00e7\u00e3o com a ilus\u00e3o de que o governo do PT seria capaz de resolver os problemas estruturais no Brasil. Acontece que a crise se agravou ainda mais ap\u00f3s o golpe de 2016, mas o PT, em vez de aprender as li\u00e7\u00f5es do passado, teima em seguir o mesmo caminho que j\u00e1 foi objeto de derrota no passado. E pior, realizam agora, \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o, uma grande campanha para que as for\u00e7as que n\u00e3o concordam com a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes retirem suas candidaturas e adiram a esse programa que a vida j\u00e1 demonstrou estar equivocado.<\/p>\n<p><strong>A campanha do voto \u00fatil<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o do voto \u00fatil no Brasil tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o. Vem desde os tempos da ditadura quando era necess\u00e1rio desgastar aquele governo. Naquele per\u00edodo era perfeitamente justific\u00e1vel defender o voto \u00fatil. Mas essa tradi\u00e7\u00e3o foi sendo transferida para o per\u00edodo democr\u00e1tico. Como o PT emergiu das lutas sociais do final dos anos 70 e 80 como a principal organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da esquerda, foi o principal benefici\u00e1rio do voto \u00fatil, at\u00e9 mesmo porque as outras organiza\u00e7\u00f5es de esquerda estavam fr\u00e1geis, particularmente ap\u00f3s os anos 90 com a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. E o PT se viciou nessa quest\u00e3o do voto \u00fatil, praticamente tornando uma obriga\u00e7\u00e3o das outras organiza\u00e7\u00f5es de esquerda o voto no PT nos segundo turnos. No entanto, a conjuntura brasileira mudou bastante. As organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, fr\u00e1geis ap\u00f3s a queda da URSS, se reorganizaram, muitas se desligaram do PT para formar seus pr\u00f3prios partidos e outras se consolidaram como p\u00f3los revolucion\u00e1rios. Mesmo com essas mudan\u00e7as na conjuntura partid\u00e1ria, o PT continuou com o v\u00edcio de for\u00e7ar as organiza\u00e7\u00f5es a praticarem o voto \u00fatil em seus candidatos mesmo ap\u00f3s os fracassos do per\u00edodo petista e sua pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es atuais isso tem se tornado mais evidente e agressivo, mas agora com uma s\u00e9rie de argumentos novos, de acordo com a conveni\u00eancia. N\u00e3o se trata mais de votar na coliga\u00e7\u00e3o do PT no segundo turno: agora a campanha \u00e9 votar em Lula no primeiro turno. Quais s\u00e3o os argumentos desse novo tipo de voto \u00fatil? a) \u00e9 imprescind\u00edvel o voto \u00fatil em Lula j\u00e1 no primeiro turno para se evitar um golpe de Estado por parte de Bolsonaro; b) \u00c9 fundamental resolver a quest\u00e3o eleitoral logo no primeiro turno para que todos possam se livrar de Bolsonaro. Vejamos a inconsist\u00eancia dos argumentos. O primeiro argumento tem uma dose de ingenuidade e oportunismo pol\u00edtico. Como disse o camarada Mauro Iasi, mesmo que Bolsonaro seja derrotado no primeiro turno, ele n\u00e3o entrega o governo no dia 3 de outubro. Pelo contr\u00e1rio, ele ter\u00e1 entre 3 de outubro e 31 de dezembro todo tempo do mundo para tramar um golpe. Portanto, vencer no primeiro turno n\u00e3o nos deixa livre da tentativa de um golpe, a n\u00e3o ser que ingenuamente os paladinos do voto \u00fatil estejam imaginando que a derrota de Bolsonaro no primeiro turno tenha o cond\u00e3o de civilizar o presidente genocida. O segundo argumento \u00e9 mais esperto: aciona-se o fantasma do medo, constrangem-se todos a abrir m\u00e3o de seus programas e candidaturas e a mais uma vez se envolverem nas teias da concilia\u00e7\u00e3o de classe e ficar sem argumentos para disputar o futuro na conjuntura vindoura.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o problema desses argumentos? Primeiro: a elei\u00e7\u00e3o ocorre em dois turnos. O primeiro serve exatamente para que os partidos se apresentem de corpo inteiro com seus programas para disputar as elei\u00e7\u00f5es. Portanto, n\u00e3o tem sentido voto \u00fatil no primeiro turno. O perigo dessa campanha para se resolver tudo no primeiro turno resume-se no fato de que, de voto \u00fatil em voto \u00fatil, est\u00e1 se abrindo espa\u00e7o para a americaniza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es no Brasil, onde s\u00f3 sobrar\u00e3o dois grandes partidos da ordem. No caso brasileiro, um de centro-esquerda, representado pelo PT e seus sat\u00e9lites e outro de direita, ap\u00f3s um prov\u00e1vel processo de fus\u00e3o entre as for\u00e7as conservadoras. Isso \u00e9 tudo que o grande capital quer, ou seja, uma disputa pol\u00edtica com apenas dois partidos da ordem, onde nenhum colocar\u00e1 em cheque o sistema capitalista, como nos Estados Unidos. Al\u00e9m disso, essa campanha subliminar (\u201c\u00c9 Lula ou o caos\u201d) \u00e9 tamb\u00e9m funcional para o PT, pois joga automaticamente toda a esquerda em seu colo, evitando a necessidade de discuss\u00e3o de programas e rumo do governo com as outras organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que o processo de constru\u00e7\u00e3o de federa\u00e7\u00f5es de partidos, nos moldes aprovados no Brasil, j\u00e1 \u00e9 um passo nesse sentido, pois a tend\u00eancia nessas federa\u00e7\u00f5es s\u00e3o os partidos menores se dissolverem ou serem absorvidos pelo partido hegem\u00f4nico da federa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se pode esquecer ainda que a pr\u00f3pria lei da cl\u00e1usula de barreira j\u00e1 est\u00e1 pavimentando o caminho nesse sentido, pois os partidos revolucion\u00e1rios j\u00e1 perderam o tempo de TV e as verbas do fundo partid\u00e1rio. Diga-se de passagem, com a pr\u00f3pria anu\u00eancia do Partido dos Trabalhadores. Num momento de crise org\u00e2nica do capitalismo brasileiro como a que estamos vivendo \u00e9 bastante funcional n\u00e3o ter um partido revolucion\u00e1rio forte e numeroso disputando as massas nos locais de trabalho, estudo e moradia, bem como nas elei\u00e7\u00f5es com recursos e tempo de TV para divulgar seu programa para os trabalhadores. Somente os partidos da ordem fariam essa disputa, sem nenhum preju\u00edzo para a burguesia. Felizmente, a conjuntura est\u00e1 contrariando essa perspectiva, pois desde 29 de maio, com a retomada das grandes manifesta\u00e7\u00f5es de rua, uma nova conjuntura se abriu para as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas classistas e o futuro aponta uma dura disputa pela hegemonia no pr\u00f3ximo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Dessa maneira, defender voto \u00fatil ou a retirada de candidaturas numa elei\u00e7\u00e3o de dois turnos \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 antidemocr\u00e1tico como na pr\u00e1tica est\u00e1 se buscando inviabilizar a emerg\u00eancia de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, que \u00e9 desejo tanto da burguesia quanto dos partidos da ordem, mesmo aqueles que se fantasiam de esquerda para enganar os trabalhadores. Por outro lado, n\u00f3s at\u00e9 entendemos a ansiedade de muitos camaradas que honestamente foram envolvidos pelos argumentos do voto \u00fatil, mas \u00e9 bom lembrar para todos que a luta de classes n\u00e3o tira f\u00e9rias nem no primeiro, nem no segundo turno e muito menos no per\u00edodo posterior ao processo eleitoral. Pelo contr\u00e1rio, n\u00f3s teremos que lutar muito no pr\u00f3ximo per\u00edodo para derrotar o bolsonarismo n\u00e3o apenas nas elei\u00e7\u00f5es, mas nas ruas, nos bairros e locais de trabalho. Sem uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que aponte a necessidade da esquerda classista enfrentar esses fascistas em todas as \u00e1reas, estaremos caminhando para frustra\u00e7\u00f5es e derrotas como ocorreu recentemente. N\u00e3o podemos repetir os erros do passado recente. A nossa luta ser\u00e1 longa e muito dura e o desespero eleitoral n\u00e3o ajuda em nada: apenas semeia ilus\u00f5es entre os trabalhadores como se as elei\u00e7\u00f5es fossem resolver os problemas da crise org\u00e2nica brasileira. Muitos camaradas ainda v\u00e3o nos agradecer por nossa op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nesse momento tumultuado.<\/p>\n<p>Portanto, conclamo a nossa milit\u00e2ncia, tanto do Partido quanto dos Coletivos, para nesta reta final realizarmos uma campanha com grande entusiasmo, divulgando nossos candidatos e candidatas, dialogando com os trabalhadores e as trabalhadoras, com a juventude e o povo pobre do nosso Pa\u00eds. \u00c9 hora de intensificar a propaganda nas ruas, conversar com amigos, vizinhos, colegas de trabalho, mostrando mais uma vez a garra e a combatividade da milit\u00e2ncia comunista, que \u00e9 o diferencial que tem marcado o nosso Partido e a campanha de Sofia Manzano e Ant\u00f4nio Alves \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, dos nossos candidatos e candidatas a governador, a senador, deputados e deputadas federais e estaduais do PCB. Mesmo sem recursos e sem tempo de TV, temos o que os outros partidos n\u00e3o t\u00eam: uma milit\u00e2ncia aguerrida que faz a diferen\u00e7a tanto nas lutas sociais quanto na campanha eleitoral. Sairemos mais fortes pol\u00edtica e organicamente de mais essa batalha. Voto \u00fatil \u00e9 Sofia Manzano, 21. Uma aposta no futuro, no poder popular e no socialismo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29269\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Uma aposta no futuro, no poder popular e no socialismo!\r\n\r\nPor Edmilson Costa.","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,383],"tags":[222],"class_list":["post-29269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-pronunciamentos-da-secretaria-geral","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7C5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}