{"id":29273,"date":"2022-09-28T15:44:37","date_gmt":"2022-09-28T18:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29273"},"modified":"2022-09-28T15:44:37","modified_gmt":"2022-09-28T18:44:37","slug":"fascismos-em-marcha-acelerada-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29273","title":{"rendered":"Fascismos em marcha acelerada na Europa"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/unnamed-5.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Manuel Augusto Ara\u00fajo via ABRIL ABRIL<\/strong><\/p>\n<p>[Foto: Cr\u00e9ditosGiuseppe Lami \/ EPA]<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que nos querem fazer acreditar os fascistas, a extrema-direita europeia nunca foi isolada. Deram-lhe sempre corda por saberem que contam com eles na primeira linha do combate \u00e0s esquerdas consequentes.<\/p>\n<p>Vive-se um tempo em que h\u00e1 um substancial ressurgimento reacion\u00e1rio que se verifica e consolida com os avan\u00e7os da direita e extrema-direita por toda a Europa. N\u00e3o s\u00e3o os fascismos cl\u00e1ssicos, apesar das refer\u00eancias expl\u00edcitas e nost\u00e1lgicas aos regimes dos anos vinte e trinta do s\u00e9c. XX, em que as refer\u00eancias mais expl\u00edcitas s\u00e3o metidas nas gavetas durante os per\u00edodos eleitorais, mantendo todo o seu receitu\u00e1rio principal: autoritarismo, limita\u00e7\u00e3o das liberdades democr\u00e1ticas, nacionalismos reacion\u00e1rios vari\u00e1veis de pa\u00eds para pa\u00eds mas de raiz comum, xenofobias e racismos variados apontados a grupos e comunidades espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Esses fascismos em marcha acelerada na Europa, classificados de ultradireita para legitimar a sua integra\u00e7\u00e3o nos jogos democr\u00e1ticos liberais tornando-os aceit\u00e1veis, distinguem-se dos seus antepassados por dispensarem tropas de choque, substitu\u00edrem as camisas castanhas, negras, azuis e verdes por vestimentas ditadas pela moda, n\u00e3o proporem genoc\u00eddios em massa ainda que tenham um discurso revisionista sobre os que foram praticados, moderarem alguns dos seus cacoetes totalit\u00e1rios, enquanto lhes for conveniente, almofadando os combates com que deveriam ser enfrentados, escusando-se a prosseguir pol\u00edticas econ\u00f4micas corporativistas em favor do aprofundamento das pol\u00edticas econ\u00f4micas neoliberais com colora\u00e7\u00f5es nacionais que ali\u00e1s o t\u00eam, embora mal guardado e mal oculto, nos seus subterr\u00e2neos.<\/p>\n<p>Neofascismo que se apresenta, como sempre o fez, com uma paleta variada de tipologias interventivas, dos comportamentos mais virulentos aos mais flagrantes de que, por c\u00e1, os melhores exemplares s\u00e3o o Chega e a Iniciativa Liberal, \u00e0 semelhan\u00e7a do que acontece, por exemplo, na It\u00e1lia, com os Irm\u00e3os It\u00e1lia, For\u00e7a It\u00e1lia e a Liga. S\u00e3o os neofascismos que se t\u00eam espalhado por todo o planeta como uma epidemia bem alimentada pelos diversos formatos de uma desenfreada especula\u00e7\u00e3o financeira, pela ordem unipolar comandada pelos EUA\/OTAN e seus sat\u00e9lites, e toda uma bem azeitada m\u00e1quina de condicionar a informa\u00e7\u00e3o com relevo para a comunica\u00e7\u00e3o social mercen\u00e1ria e os meios universit\u00e1rios vendidos ao pensamento dominante a produzir toda uma enorme variedade de opinadores com assento garantido na imprensa, r\u00e1dio, televis\u00e3o e nas redes sociais.<\/p>\n<p>Na Europa, partidos assumidamente herdeiros dos fascismos hist\u00f3ricos assumem o poder, como agora na It\u00e1lia, ou est\u00e3o com larga representa\u00e7\u00e3o no poder influenciando-o decisivamente, como na Su\u00e9cia, depois das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, o que j\u00e1 era regular na Pol\u00f4nia, Hungria, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00eania, dirigidos por partidos que n\u00e3o se assumem como fascistas mas que homenageiam e exaltam o fascismo e condenam a resist\u00eancia antifascista tal como sucede nos pa\u00edses do B\u00e1ltico, Let\u00f4nia, Litu\u00e2nia, Est\u00f4nia, onde a ultradireita tem forte influ\u00eancia no poder.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 que o fascismo ocupa de fato um vasto territ\u00f3rio europeu e tem registrado avan\u00e7os importantes em Fran\u00e7a, Espanha, Alemanha, \u00c1ustria, Cro\u00e1cia, o que deveria ser um fort\u00edssimo sinal de alarme, sobretudo quando a direita, mesmo a mais moderada, tem se demonstrado disposta a fazer acordos e partilhar o poder com os neofascistas, fazendo as mais c\u00ednicas e hip\u00f3critas declara\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com o intuito de dourar a p\u00edlula, mesmo quando os partidos com quem se disp\u00f5em a fazer acordos n\u00e3o o neguem, ou neguem o nome e n\u00e3o as pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para os partidos ditos do centro, centro-direita e direita, dispostos a todos os acordos com os fascistas qualquer que seja a sua origem e destino, enfaticamente ocultando-os sob a designa\u00e7\u00e3o de ultradireita, a democracia sempre foi instrumental, tem uma malha larga e um albergue espanhol como se pode verificar na composi\u00e7\u00e3o do Partido Popular Europeu amplamente maiorit\u00e1rio nos tribunais e entre os burocratas de Bruxelas.<\/p>\n<p>O que lhes interessa \u00e9 que as elites da sua corte mantenham a hegemonia, os autocratas n\u00e3o aviltem a sua maquiagem liberal, os capitais fluam e que se cumpram os acordos mais vantajosos para o grande capital, que a Europa se mantenha submissa e a prestar vassalagem aos EUA e \u00e0 ordem unipolar que o imp\u00e9rio decadente quer continuar a impor. Se o neofascismo assalta a Europa foi porque lhe abriram as portas e as esquerdas, de forma diversa, claudicaram ou se ausentaram.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que nos querem fazer acreditar os fascistas, a extrema-direita europeia nunca foi isolada, deram-lhe sempre corda por saberem, at\u00e9 bem demais, que contam com eles na primeira linha do combate \u00e0s esquerdas consequentes, as que n\u00e3o d\u00e3o por eterno o princ\u00edpio da domina\u00e7\u00e3o capitalista por mais consistente e hegem\u00f4nica que se apresente mesmo que essa seja a sua imagem atual. Desde que a extrema-direita se comprometa com os ditames nucleares das pol\u00edticas impostas pelos EUA\/OTAN \u00e0 Europa, ali\u00e1s, nunca negaram esse compromisso, as suas outras op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o quest\u00f5es subsidi\u00e1rias do grande jogo geoestrat\u00e9gico que nos dias de hoje est\u00e1 vivendo lances impactantes.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as fal\u00e1cias que os democratas liberais serventu\u00e1rios das imposi\u00e7\u00f5es imperiais unipolares andam vendendo nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. A primeira \u00e9 que a extrema-direita tem sido apartada na Europa, um desiderato que, na opini\u00e3o deles, se mostrou ineficaz, como se algum dia os fascistas tivessem sido afastados da vida pol\u00edtica e dos processos eleitorais. Em Portugal, de forma enviesada, foi o argumento usado pelo l\u00edder parlamentar do PSD a querer obrigar os deputados do seu grupo parlamentar a votar num deputado do Chega para vice-presidente da Assembleia da Rep\u00fablica, o que s\u00f3 iluminou a vontade do presidente do seu partido ir para a cama com os lusos fascistas se isso for necess\u00e1rio para chegar ao poder, um amor de perdi\u00e7\u00e3o que tem procurado a todo o custo ocultar.<\/p>\n<p>A segunda fal\u00e1cia \u00e9 que, havendo uma forte vontade popular a exprimir o seu apoio \u00e0 extrema direita, h\u00e1 que aceitar e acreditar na da\u00ed decorrente normaliza\u00e7\u00e3o do fascismo. Esquecem o que Manuel Loff j\u00e1 evidenciou: \u00abdescrever a chegada da ultradireita ao poder como uma normal consequ\u00eancia do jogo eleitoral \u2014 exatamente como se diz, e mal, sobre a chegada de Mussolini ou Hitler ao poder \u2014 desvaloriza o que \u00e9 \u00f3bvio: ela nunca re\u00fane maiorias absolutas no campo eleitoral, e muito menos as consegue no campo social, pelo que s\u00f3 ganha a batalha pelo poder impondo-se no interior de grandes frentes de direita nas quais os partidos tradicionais t\u00eam hoje, como vemos, um papel crescentemente subalterno\u00bb.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, aceitar como normal a ideologia fascista \u00e9 extremamente curioso numa situa\u00e7\u00e3o em que a direita, o centro-direita, o centro-esquerda e mesmo muita esquerda est\u00e3o desideologizados, centram a sua a\u00e7\u00e3o no jogo eleitoral, na conquista do voto e nos apoios que os grupos econ\u00f4micos lhes concedem variadamente.<\/p>\n<p>O que se oculta \u00e9 que s\u00f3 chegamos a essa situa\u00e7\u00e3o por uma prolongada, crescente e eficaz sabotagem intelectual das massas empreendida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, os tradicionais e as modernas redes digitais, na sua esmagadora maioria controlados pela plutocracia, em que a informa\u00e7\u00e3o se constr\u00f3i com verdades, meias-verdades e mentiras, \u00e9 sobretudo propaganda o que se j\u00e1 era h\u00e1 muitos anos percept\u00edvel ainda se tornou mais vis\u00edvel com a guerra da Ucr\u00e2nia, pela degrada\u00e7\u00e3o da atividades culturais submetidas \u00e0 l\u00f3gica cultural do que \u00e9 vend\u00e1vel, maioritariamente produzidas e comercializadas pelas ind\u00fastrias culturais norte-americanas ou por elas padronizado, em que a cultura abandonou o campo do enriquecimento intelectual substituindo-o por um entretenimento pronto a usar e a esquecer, pela degrada\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas favorecendo as privadas, fatores que provocaram um cerco e um ataque eficaz \u00e0 percep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do mundo envolvente, originando um mundo em que os indiv\u00edduos s\u00e3o cada vez mais acr\u00edticos, autistas e despolitizados, um mundo alienado em que o objetivo \u00e9 que a aliena\u00e7\u00e3o seja a norma universal subjetivamente aceita.<\/p>\n<p>O objetivo a m\u00e9dio prazo \u00e9 destruir as esquerdas que historicamente nunca abandonaram as lutas contra a explora\u00e7\u00e3o capitalista, nas suas formas tradicionais ou mais atuais, e a longo prazo, apagar as lutas de classe. Tem havido alguns \u00eaxitos com outras esquerdas que se dividem entre as que abdicaram do seu passado social-democrata em que, sem ingenuidades, simulavam acreditar que no jogo eleitoral era poss\u00edvel encerrar uma luta de classes pac\u00edfica, pelo que acabaram por meter e fechar a sete chaves o socialismo nas gavetas e mesmo cometer as maiores pervers\u00f5es consubstanciadas nas terceiras vias, e as que, impulsionadas por um colorido otimismo, acreditam que, milagrosamente, as novas lutas ditas fracionadas gerariam entropias que dispensavam a luta de classes pelo que havia um caminho poss\u00edvel para um capitalismo esclarecido e que as crises capitalistas se poderiam resolver por mecanismos de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Esquerdas que se esqueceram de uma chave mestra do pensamento de Marx, de que o capitalismo se funda numa l\u00f3gica de \u00abcontradi\u00e7\u00f5es absolutas\u00bb que est\u00e3o na natureza da acumula\u00e7\u00e3o do capital. Que essas contradi\u00e7\u00f5es produzem periodicamente crises que reclamam vidas e criam mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u00c9 o que estamos assistindo de maneira acelerada nos \u00faltimos anos desde a crise dos subprime em 2008, a salva\u00e7\u00e3o com dinheiros p\u00fablicos dos bancos privados, a pandemia, as sucessivas guerras, desde a imposta \u00e0 Iugosl\u00e1via at\u00e9 \u00e0 mais midi\u00e1tica na Ucr\u00e2nia que tem servido de biombo \u00e0s que continuam em curso na L\u00edbia, S\u00edria, I\u00eamen e em pa\u00edses africanos, muitos onde o Estado Isl\u00e2mico continua bem presente, \u00e0s pol\u00edticas de seguran\u00e7a nos EUA e de san\u00e7\u00f5es que espalham um pouco por todo o mundo que tente n\u00e3o se submeter \u00e0s suas regras, que subvertem sistematicamente o direito internacional e que s\u00e3o as regras de sobreviv\u00eancia de um imp\u00e9rio em decad\u00eancia, possuidor de um poderoso arsenal militar disseminado pelo universo.<\/p>\n<p>As crises peri\u00f3dicas s\u00e3o, nos nossos dias, uma crise permanente de sucessivos sobressaltos que se repercutem por todo o universo, em que a luta de classes se torna mais dura, \u00e1spera e complexa, em que h\u00e1 de enfrentar com determina\u00e7\u00e3o esta onda fascista que se pretende institucionalizar, o que muitos partidos pol\u00edticos, do centro \u00e0 direita, aceitam como uma nova normalidade.<\/p>\n<p>As esquerdas, algumas esquerdas, covardemente e por oportunismo, julgam poder sobreviver beneficiadas pelo seu servilismo ao grande capital, que praticam com afinco quando est\u00e3o no poder. Outras andam em ac\u00fasticos e coloridos zigue-zagues de marketing pol\u00edtico, beneficiando da cobertura midi\u00e1tica que lhes \u00e9 concedida, o que lhes assegura e mede a influ\u00eancia, diluindo a luta de classes nas lutas ditas espec\u00edficas, que s\u00e3o importantes na altera\u00e7\u00e3o das atitudes sociais, mas iludem a possibilidade de radicais mudan\u00e7as sociais.<\/p>\n<p>A esquerda, as esquerdas, t\u00eam que se redescobrir. Umas acertando o norte na b\u00fassola que nunca perderam. Outras encontrando as sa\u00eddas nos labirintos em que se perderam. Todas t\u00eam que ter a consci\u00eancia n\u00edtida que no horizonte as nuvens se acumulam, est\u00e3o desabando, prenunciam um futuro imediato pior que ser\u00e1 bem pior se as for\u00e7as de esquerda persistirem em se desarmar ideologicamente, quando a defesa da democracia, dos direitos sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos exigem maior firmeza e as lutas por esses direitos e pela democracia t\u00eam que alargar os seus campos de a\u00e7\u00e3o e at\u00e9 encontrar novos instrumentos contra o cerco que lhes \u00e9 imposto pelas for\u00e7as dominantes aos mais diversos n\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29273\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Ao contr\u00e1rio do que nos querem fazer acreditar os fascistas, a extrema-direita europeia nunca foi isolada. 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