{"id":29279,"date":"2022-10-04T14:32:59","date_gmt":"2022-10-04T17:32:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29279"},"modified":"2022-10-04T14:32:59","modified_gmt":"2022-10-04T17:32:59","slug":"nao-a-individualizacao-do-suicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29279","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e0 individualiza\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2022-10-04T143039.073.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Bruno Bianchi, psic\u00f3logo e militante do PCB e da UNIDADE CLASSISTA em Foz do Igua\u00e7u\/PR<\/p>\n<p>H\u00e1 anos, a campanha do Setembro Amarelo advoga em favor da \u201cconscientiza\u00e7\u00e3o\u201d sobre o suic\u00eddio no Brasil, organizada principalmente pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em 2022, o lema da campanha \u00e9 \u201cA Vida \u00e9 a Melhor Escolha\u201d, por\u00e9m, em nenhum momento a campanha coloca o debate sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida da maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, quando aponta sobre os fatores de risco, traz como centrais o hist\u00f3rico pr\u00e9vio de tentativas (como um comportamento em si mesmo, descontextualizado) e a exist\u00eancia de uma \u201cdoen\u00e7a mental muitas vezes n\u00e3o diagnosticada\u201d. O que a campanha n\u00e3o faz \u00e9 compreender a totalidade do contexto por tr\u00e1s dessas tentativas pr\u00e9vias e desse diagn\u00f3stico. Como \u00e9 comum na psiquiatria, esses elementos s\u00e3o isolados em si mesmos e individualizados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o salto (i)l\u00f3gico de associar casos de suic\u00eddio a \u201cdoen\u00e7as mentais n\u00e3o diagnosticadas\u201d serve apenas para eximir a responsabilidade social por conta do sofrimento produzido nos sujeitos, vinculando o sofrimento a fatores subjetivos isolados das suas determina\u00e7\u00f5es concretas. A \u201cdoen\u00e7a mental\u201d \u00e9 atribu\u00edda ap\u00f3s-ato e justificada pelo pr\u00f3prio ato, sem nenhuma investiga\u00e7\u00e3o profunda sobre as motiva\u00e7\u00f5es e o contexto de vida do sujeito.<\/p>\n<p>Da mesma forma, as interven\u00e7\u00f5es propostas por essas entidades mant\u00eam-se no n\u00edvel individual: o atendimento ambulatorial, a medicaliza\u00e7\u00e3o, a interna\u00e7\u00e3o e o isolamento. Interven\u00e7\u00f5es que se mant\u00eam quase sempre no \u00e2mbito da psiquiatria, n\u00e3o se referindo \u00e0 interdisciplinaridade dos servi\u00e7os de sa\u00fade mental. Na pr\u00f3pria campanha se coloca que \u201ca maioria dos casos poderia ser evitada se os pacientes tivessem acesso ao tratamento psiqui\u00e1trico e a informa\u00e7\u00f5es de qualidade\u201d, ignorando outros determinantes do adoecimento e que podem levar a uma tentativa de suic\u00eddio.<\/p>\n<p>No Paran\u00e1, vemos um aumento crescente de casos de suic\u00eddio ano ap\u00f3s ano, batendo recordes hist\u00f3ricos desde 2018. \u00c9 tamb\u00e9m um estado com uma taxa superior \u00e0 m\u00e9dia nacional. Nos \u00faltimos anos, foram mais de 900 \u00f3bitos por suic\u00eddio ao ano, o que equivale a praticamente um caso a cada 10 horas.<\/p>\n<p>O aumento de casos, no entanto, n\u00e3o se restringe ao Paran\u00e1: nacionalmente, vemos um aumento progressivo de casos de suic\u00eddio desde 2017. Ainda que n\u00e3o d\u00ea para fazer uma rela\u00e7\u00e3o de causalidade direta, \u00e9 imposs\u00edvel ignorar fatores como sucateamento de servi\u00e7os de sa\u00fade mental (promovidos por notas t\u00e9cnicas, al\u00e9m do teto de gastos, o corte recente da farm\u00e1cia popular) e piora das condi\u00e7\u00f5es de vida, da possibilidade de a classe adquirir itens b\u00e1sicos de alimenta\u00e7\u00e3o, etc. , que podem incidir sobre o aumento do n\u00famero de casos e de tentativas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 relevante que o suic\u00eddio seja estatisticamente mais presente entre jovens em processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o e entre idosos, ou seja, entre uma popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se inserindo no mercado de trabalho (n\u00e3o podendo ser ignoradas as condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis para essa inser\u00e7\u00e3o, como a falta de empregos, a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho) e entre uma popula\u00e7\u00e3o com diversas particularidades de sa\u00fade f\u00edsica, de demandas cotidianas e com recursos limitados (reforma da previd\u00eancia, precariza\u00e7\u00e3o do SUS, falta de medicamentos essenciais provocados, por exemplo, pelos cortes na Farm\u00e1cia Popular).<\/p>\n<p>Exemplifiquemos com apenas um determinante, pouco considerando pela Campanha. Considerando-se a situa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 (mas que pode ser expandida para diferentes regi\u00f5es do Brasil), deve-se destacar o papel que ocupa o Agroneg\u00f3cio e seu impacto sobre a classe trabalhadora. O Paran\u00e1, por exemplo, encontra-se entre os maiores produtores do agroneg\u00f3cio do pa\u00eds[1], geralmente disputando com estados como Rio Grande do Sul[2] e Mato Grosso. N\u00e3o por acaso, s\u00e3o regi\u00f5es com altos \u00edndices de suic\u00eddio, principalmente na zona rural, com aumento significativo dos casos concomitante ao aumento do uso de agrot\u00f3xicos. No Paran\u00e1, nos \u00faltimos seis anos, o n\u00famero de casos praticamente dobrou[3].<\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o fazemos aqui uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o uso de agrot\u00f3xicos e o aumento expressivo de suic\u00eddios. Destacamos apenas um dos elementos de intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho inerentes ao modelo capitalista, que afeta diretamente a sa\u00fade f\u00edsica e mental da classe trabalhadora. Estes, assim como outros determinantes essenciais, s\u00e3o ignorados completamente pela campanha do Setembro Amarelo, que acaba por moralizar e individualizar o ato suicida ao inv\u00e9s de consider\u00e1-lo como fen\u00f4meno social complexo e multifacetado.<\/p>\n<p>Afinal, de que vale a afirma\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da \u201cconscientiza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia que a vida tem\u201d quando se considera essa vida apenas em abstrato? De que vale a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201c\u00e9 importante falar sobre o assunto\u201d para que as pessoas \u201centendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha\u201d, como se fosse uma simples quest\u00e3o de escolha moral.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, vale apontar o limite da pr\u00f3pria pol\u00edtica de campanha. Assume-se que, desde o in\u00edcio da Campanha do Setembro Amarelo, em 2014, houve um impacto positivo desta sobre a conscientiza\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, qui\u00e7\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias ou uma melhora da opini\u00e3o p\u00fablica (diminui\u00e7\u00e3o da estigmatiza\u00e7\u00e3o, por exemplo). No entanto, os n\u00fameros de casos apenas aumentaram desde ent\u00e3o, com poss\u00edvel subnotifica\u00e7\u00e3o devido a estigmas religiosos, culturais ou mesmo econ\u00f4micos. Em diversos estudos[4], notou-se n\u00e3o s\u00f3 a aus\u00eancia de mudan\u00e7as significativas desde o surgimento da Campanha Setembro Amarelo, mas possivelmente um efeito oposto ao desejado.<\/p>\n<p>Falar responsavelmente de preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio e da vida como a \u201cmelhor escolha\u201d significa debater concretamente as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que tem passado por situa\u00e7\u00f5es de miserabilidade e inseguran\u00e7a crescentes. \u00c9 preciso apontar os efeitos da crise econ\u00f4mica produzida pelo capital sobre os sujeitos e sobre os servi\u00e7os que deveriam ampar\u00e1-los. Acesso \u00e0 tratamento e informa\u00e7\u00e3o &#8211; que n\u00e3o s\u00e3o neutros ou imparciais &#8211; \u00e9 apenas um formalismo quando n\u00e3o vamos \u00e0s causas reais.<\/p>\n<p>Quando se debate o acesso a um tratamento adequado, deveria ser ponto chave denunciar os retrocessos e o desmonte da sa\u00fade mental p\u00fablica, da Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial, de toda a rede substitutiva que tem sido alvo de pol\u00edticas reacion\u00e1rias &#8211; muitas com o apoio das entidades que organizam o Setembro Amarelo. Sobre isso, nenhuma palavra das entidades respons\u00e1veis pela campanha. Ou melhor, uma defesa expl\u00edcita desse desmonte. Exemplar, nesse sentido, \u00e9 o documento Considera\u00e7\u00f5es \u00e0 Nota T\u00e9cnica 11\/2019 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre a nova pol\u00edtica nacional de sa\u00fade mental e drogas[5], assinada pela ABP, CFM e outras entidades. Neste, as entidades apontam alguns dos \u201cavan\u00e7os\u201d da nova pol\u00edtica de sa\u00fade, como a inclus\u00e3o do Hospital Psiqui\u00e1trico na RAPS e desconsiderando o car\u00e1ter substitutivo da RAPS aos manic\u00f4mios, \u201cn\u00e3o fomentando mais fechamento de unidades de qualquer natureza\u201d. Tamb\u00e9m podemos citar, entre outros posicionamentos retr\u00f3grados, a defesa das Comunidades Terap\u00eauticas e o uso da Eletroconvulsoterapia.<\/p>\n<p>Dado o hist\u00f3rico recente destas entidades, devemos retomar a afirma\u00e7\u00e3o feita pela Campanha: \u201ca maioria dos casos poderia ser evitada se os pacientes tivessem acesso ao tratamento psiqui\u00e1trico e informa\u00e7\u00f5es de qualidade\u201d. Qual \u00e9 o tratamento psiqui\u00e1trico e informa\u00e7\u00e3o de qualidade? \u00c9 aquele que desconsidera o desmonte do SUS, o retorno de pr\u00e1ticas excludentes e desumanas? Aquele que coloca o aumento dos suic\u00eddios no Brasil na \u00faltima d\u00e9cada na conta de aumento de diagn\u00f3sticos pura e simplesmente, desconsiderando a complexidade do adoecimento ps\u00edquico e das prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho, alimenta\u00e7\u00e3o e vida da popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Considerando a realidade do pr\u00f3prio SUS, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais tenebrosa quando consideramos a escassez de profissionais de sa\u00fade mental que comp\u00f5em a RAPS, tanto na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria quanto na Secund\u00e1ria e Terci\u00e1ria. Profissionais de Psicologia, por exemplo, s\u00e3o uma raridade e a fila de espera para um atendimento psicol\u00f3gico (e poder\u00edamos tecer cr\u00edticas s\u00e9rias \u00e0 forma e aos limites do trabalho da psicologia na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, considerando o modelo produtivista cada vez mais presente no SUS) pode impedir que algu\u00e9m que necessite de um acolhimento e acompanhamento se veja desamparado pela rede p\u00fablica de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Por isso, s\u00e3o necess\u00e1rias medidas urgentes que garantam a exist\u00eancia material da popula\u00e7\u00e3o, a curto prazo, e a reestrutura\u00e7\u00e3o e fortalecimento da RAPS, a m\u00e9dio e longo prazo. Entende-se que os servi\u00e7os existentes, ainda que fundamentais, s\u00e3o insuficientes para acolher as demandas psicossociais da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de novos equipamentos que tenham como norteadores \u00e9tico-pol\u00edticos o cuidado em liberdade, territorializado, com atendimento humanizado e que respeite as particularidades dos sujeitos, tal como preconizam as diretrizes e princ\u00edpios do SUS.<\/p>\n<p>Ora, n\u00e3o somos contra a conscientiza\u00e7\u00e3o, o debate sem preconceitos em rela\u00e7\u00e3o a um tema t\u00e3o importante como o suic\u00eddio. Mas defendemos que este deva ser realizado de forma coerente com a verdadeira valoriza\u00e7\u00e3o da vida, considerando a realidade da classe trabalhadora e nosso compromisso com a supera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o capitalista, que ampliam a explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se \u201ca vida \u00e9 a melhor escolha\u201d, ent\u00e3o devemos escolher a vida que queremos viver. N\u00e3o uma vida de miserabilidade, de explora\u00e7\u00e3o, mas uma vida para que possamos nos desenvolver plenamente, dispor de tempo livre para lazer e cultura, trabalhar de forma digna. Para al\u00e9m de um discurso moral, o debate sobre suic\u00eddio deve ser um debate sobre a necessidade de uma vida plena para todos.<\/p>\n<p>[1] Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.agrichem.com.br\/blog\/os-detalhes-do-agronegocio-no-parana<\/p>\n<p>[2] No caso do RS, ver, por exemplo, o impacto sobre os produtores de tabaco. Dispon\u00edvel em: https:\/\/apublica.org\/2022\/01\/depressao-ansiedade-e-suicidios-a-realidade-dos-que-plantam-tabaco-no-brasil\/<\/p>\n<p>[3] Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bemparana.com.br\/noticias\/parana\/numero-de-suicidios-registrados-no-parana-praticamente-dobra-em-seis-anos\/<\/p>\n<p>[4] Ver, por exemplo, OLIVEIRA, M. E., et. al, S\u00e9rie temporal do suic\u00eddio no Brasil: o que mudou ap\u00f3s o Setembro Amarelo, e LIMA, D. P &amp; BRAND\u00c3O, C. B., 5 anos de Campanha Setembro Amarelo: Estamos conseguindo prevenir suic\u00eddios?<\/p>\n<p>[5] Dispon\u00edvel em: http:\/\/abpbrasil.websiteseguro.com\/portal\/wp-content\/upload\/2019\/05\/02-05_Considerac\u0327o\u0303es_ABP_CFM_ABIPD_FENAM_FENAEMD.pdf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29279\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Cr\u00edtica marxista ao Setembro Amarelo.","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[225],"class_list":["post-29279","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Cf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29279"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29279\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}