{"id":29295,"date":"2022-10-05T14:53:50","date_gmt":"2022-10-05T17:53:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29295"},"modified":"2022-10-05T14:53:50","modified_gmt":"2022-10-05T17:53:50","slug":"a-resiliencia-do-bolsonarismo-nas-eleicoes-de-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29295","title":{"rendered":"A resili\u00eancia do bolsonarismo nas elei\u00e7\u00f5es de 2022"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lavrapalavra.com\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/image-2022-10-05T145120.941.png?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por G. Lessa &#8211; Membro do Comit\u00ea Central do PCB<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados do primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es gerais de 2022 revelam que, mesmo com a prov\u00e1vel vit\u00f3ria de Lula no segundo turno, persiste a hegemonia do bolsonarismo entre 40% dos brasileiros. Essa hegemonia constitui fen\u00f4meno recente e enraizado demais para refluir em apenas quatro anos, ainda mais por ter tido Bolsonaro o controle da m\u00e1quina federal e a possibilidade de cooptar a maioria dos parlamentares. Portanto, para entender a resili\u00eancia do bolsonarismo neste pleito eleitoral, ser\u00e1 importante voltarmos a discutir as causas, o conte\u00fado ideol\u00f3gico, a din\u00e2mica, a estrutura e as possibilidades deste tragic\u00f4mico movimento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Fascismo e neofascismo<\/p>\n<p>Inicialmente, \u00e9 importante diferenciar o fascismo do neofascismo. Os dois est\u00e3o separados por noventa anos de hist\u00f3ria. T\u00eam converg\u00eancias decisivas, mas n\u00e3o s\u00e3o o mesmo fen\u00f4meno. Deixar escapar as singularidades do neofascismo \u00e9 empobrecer a an\u00e1lise do bolsonarismo. O primeiro se desenvolveu e chegou ao poder em pa\u00edses industrializados que n\u00e3o passaram por revolu\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas vitoriosas: Alemanha, Jap\u00e3o e It\u00e1lia, principalmente. N\u00e3o foi apenas produto da fase imperialista do capitalismo, mas, principalmente, uma das express\u00f5es ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas da forma particular deste sistema econ\u00f4mico objetivar-se em pa\u00edses nos quais os trabalhadores n\u00e3o conseguiram vit\u00f3rias capazes de impor \u00e0s classes dominantes, de maneira duradoura, o respeito \u00e0s liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O surgimento e a ascens\u00e3o do neofascismo vai tornar-se poss\u00edvel em quadra hist\u00f3rica muito diferente, j\u00e1 no final do s\u00e9culo XX, marcada pelo fim do pacto fordista do p\u00f3s-guerra, a financeiriza\u00e7\u00e3o da economia, a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, o fim da URSS e do protagonismo dos maiores partidos comunistas, a decad\u00eancia da hegemonia norte-americana, a ascens\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica chinesa, o consenso cient\u00edfico relativo ao aquecimento global e a revolu\u00e7\u00e3o digital nas comunica\u00e7\u00f5es, entre outros elementos. O neofascismo n\u00e3o se deter\u00e1 diante de qualquer cultura pol\u00edtica nacional, impondo-se como for\u00e7a pol\u00edtica decisiva mesmo em pa\u00edses com tradi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica interna, como a Fran\u00e7a e as na\u00e7\u00f5es setentrionais da Europa.<\/p>\n<p>O neofascismo crescer\u00e1 em mundo dilacerado pelas pol\u00edticas neoliberais, balizadas no chamado Consenso de Washington, que provocaram a retirada do Estado da arbitragem das mudan\u00e7as na sociedade, deixando os indiv\u00edduos desamparados diante de turbilh\u00e3o de incertezas econ\u00f4micas, pol\u00edticas e morais. Este foi o ch\u00e3o do fortalecimento dos doutrinarismos religiosos. O neofascismo ser\u00e1 nutrido e trar\u00e1 em si as marcas desta situa\u00e7\u00e3o. Os governos socialdemocratas, renegando bandeiras hist\u00f3ricas, passaram a restringir as pol\u00edticas sociais em benef\u00edcio do ajuste fiscal garantidor dos investimentos financeiros. Esta e outras concess\u00f5es an\u00e1logas levaram os grandes partidos reformistas, pilares do Estado de bem-estar social, a perder votos entre a classe trabalhadora. Simultaneamente, a rea\u00e7\u00e3o exageradamente derrotista no movimento comunista internacional ao fim da URSS destruiu o protagonismo de grandes partidos revolucion\u00e1rios, como o PCF e o PCI. Ent\u00e3o, a fragilidade das esquerdas e a ado\u00e7\u00e3o do neoliberalismo raiz pelos partidos liberais solaparam a base popular da democracia formal, pois o sistema pol\u00edtico se fechou para qualquer programa econ\u00f4mico sens\u00edvel aos problemas da maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A g\u00eanese material do neofascismo brasileiro<\/p>\n<p>Os governos Lula (2003\/2010) foram constru\u00eddos sob a Espada de D\u00e2mocles forjada pelo equil\u00edbrio fiscal e a estigmatiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas distributivas. Apesar das muitas e decisivas concess\u00f5es program\u00e1ticas, o l\u00edder petista conseguiu popularidade por que driblou os aspectos mais absurdos da proposta neoliberal em algumas dimens\u00f5es das pol\u00edticas p\u00fablicas (Bolsa Fam\u00edlia, FIES, recomposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-m\u00ednimo etc.). Foi suficiente para garantir a ades\u00e3o dos trabalhadores e, em consequ\u00eancia, legitimar o sistema pol\u00edtico. Os governos Dilma enfrentaram a piora da conjuntura econ\u00f4mica mundial \u2013 resultado da crise de 2008 \u2013 as contradit\u00f3rias consequ\u00eancias das pol\u00edticas j\u00e1 implantadas e o ac\u00famulo de ressentimentos nos advers\u00e1rios provocado pela sucess\u00e3o de governos do mesmo partido.<\/p>\n<p>A popularidade levou \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, pelos governos petistas, de vis\u00e3o r\u00f3sea da realidade nacional, baseada na hip\u00f3tese de que o Brasil se tornara pa\u00eds de classe m\u00e9dia (Marilena Chau\u00ed recha\u00e7ou a tese implaus\u00edvel). Na pr\u00e1tica, a maioria da popula\u00e7\u00e3o, exceto no semi\u00e1rido nordestino, onde a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida fora enorme para os padr\u00f5es regionais, j\u00e1 havia se naturalizado a recomposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, a amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e o aumento de 30% na renda. No entanto, convivia com a piora dos transportes p\u00fablicos (oligopolizados), o aumento da viol\u00eancia urbana, as filas no sistema de sa\u00fade, a prec\u00e1ria assist\u00eancia estudantil, o aumento dos alugu\u00e9is, o desemprego dos jovens formados via FIES, as d\u00edvidas banc\u00e1rias, entre v\u00e1rios outros problemas.<\/p>\n<p>A classe m\u00e9dia, composta majoritariamente por assalariados com alta qualifica\u00e7\u00e3o, carregava os pr\u00f3prios desgostos: o desemprego causado pela reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, os aumentos no pre\u00e7o dos planos de sa\u00fade, os altos juros banc\u00e1rios, as pesadas mensalidades de faculdades particulares (s\u00f3 os pobres tinham acesso ao FIES), os elevados custos de moradia e de transporte, os gastos com celulares e computadores etc. No per\u00edodo de 2003 a 2013, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, diminuiu em 31,57% o n\u00famero de chefes de fam\u00edlia ganhando mais de 5 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, enquanto o n\u00famero de chefes de fam\u00edlia com a renda abaixo deste patamar subiu 57,6% (PNAD\/IBGE).<\/p>\n<p>As Jornadas de Junho de 2013 foram causadas pelo alheamento do governo Dilma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maioria das demandas populares, n\u00e3o contempladas pelas pol\u00edticas existentes, principalmente nos grandes centros urbanos. As mobiliza\u00e7\u00f5es, iniciadas por grupos \u00e0 esquerda mais preocupados com as necessidades imediatas dos trabalhadores, como o Movimento Passe Livre (MPL), abriram, dialeticamente, espa\u00e7o para a direita j\u00e1 inserida nos setores m\u00e9dios lutar pela hegemonia e a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das manifesta\u00e7\u00f5es. A derrota dos grupos \u00e0 esquerda, praticamente expulsos das passeatas, e a t\u00edmida resposta do governo federal \u2013 arranhando, em S\u00e3o Paulo, a imagem do prefeito Fernando Haddad, algo negativo para a candidatura do PT na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2018 \u2013 em termos de acolhimento das demandas econ\u00f4micas, como a tarifa zero, deixou o campo livre para a direita come\u00e7ar, impulsionada pelo conhecimento de marketing e inform\u00e1tica da classe m\u00e9dia, a liderar mobiliza\u00e7\u00f5es nas ruas e redes sociais contra o petismo e a esquerda em geral. Esta foi a g\u00eanese dos movimentos que participar\u00e3o da campanha de A\u00e9cio Neves e v\u00e3o preparar, a maioria de maneira involunt\u00e1ria, o ambiente para a ascens\u00e3o do bolsonarismo, que representou um tr\u00e2nsito do imagin\u00e1rio liberal para o ide\u00e1rio propriamente neofascista. Uma metamorfose na qual o coxinha tucano transformou-se no tio bolsonarista do WhatsApp.<\/p>\n<p>Aninhamento pol\u00edtico do neofascismo brasileiro<\/p>\n<p>O capital e a grande imprensa perceberam a oportunidade de enfraquecer o petismo. Trombeteada pela Globo, a opera\u00e7\u00e3o Lava Jato destruiu as imagens do PT e de outros partidos. No processo de impeachment, um golpe institucional t\u00e3o bem articulado que n\u00e3o necessitou colocar os tanques na rua, Bolsonaro foi quem apostou mais forte em um discurso de extrema direita, como aprendera com Olavo de Carvalho e os grupos norte-americanos liderados por figuras como Steve Bannon. Devido \u00e0s crueldades t\u00edpicas do imagin\u00e1rio ultraconservador, j\u00e1 ent\u00e3o espalhado entre os movimentos de direita do pa\u00eds, a declara\u00e7\u00e3o de voto infame exaltando a tortura contra Dilma parece ter sido o momento no qual Bolsonaro ganhou a lideran\u00e7a do processo de transi\u00e7\u00e3o da direita brasileira ao neofascismo.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do imaginado pelos principais donos do PIB e a grande imprensa, a tentativa de destrui\u00e7\u00e3o do petismo, que passou pela pris\u00e3o ilegal do ex-presidente Lula, n\u00e3o elevou um pol\u00edtico liberal conservador \u00e0 presid\u00eancia. T\u00e3o logo assume, Bolsonaro aumenta a carga contra a Globo, a Folha de S\u00e3o Paulo, o Estad\u00e3o e as pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es republicanas, a come\u00e7ar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), t\u00e3o sol\u00edcito no acolhimento dos disparates jur\u00eddicos do juiz S\u00e9rgio Moro. A fragiliza\u00e7\u00e3o do sistema pol\u00edtico criada pela atitude do governo Dilma diante das Jornadas de 2013, os desmandos da Lava Jato e as reformas neoliberais do governo Temer deixaram as institui\u00e7\u00f5es formais indefesas diante do bolsonarismo. Ent\u00e3o, a partir do final de 2019, diante do risco de serem esmagados pela pr\u00f3pria criatura, os principais sujeitos do tradicional status quo pol\u00edtico promovem e legitimam a anula\u00e7\u00e3o dos processos ilegais contra Lula, deixando espa\u00e7o para o petismo reabilitar-se, como forma de compensar a for\u00e7a do bolsonarismo. Sem o estigma de condenado pela Justi\u00e7a, o ex-presidente rapidamente volta a liderar as pesquisas de opini\u00e3o e ter protagonismo na articula\u00e7\u00e3o de diversas for\u00e7as pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Os resultados do primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es de 2022, marcados por um excelente desempenho do bolsonarismo, parecem explic\u00e1veis por este complexo contexto hist\u00f3rico. Como n\u00e3o veio junto de uma nega\u00e7\u00e3o do neoliberalismo, o aludido remendo proposto pelos status quo e aplicado no rombo criado no casco do sistema de representa\u00e7\u00e3o, ou seja, o abandono do antipetismo, n\u00e3o est\u00e1 funcionando de modo efetivo na diminui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a do bolsonarismo e n\u00e3o o afasta definitivamente como amea\u00e7a \u00e0 democracia formal.<\/p>\n<p>Para compreender e esmagar a serpente neofascista<\/p>\n<p>O neofascismo \u00e9, portanto, uma das express\u00f5es ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas de situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica particular. Tornou-se poss\u00edvel e influente quando mudan\u00e7as econ\u00f4micas (crise nas taxas de lucro mundiais a partir dos anos 1970) e pol\u00edticas (fim da URSS) profundas levaram o grande capital a negar o pacto fordista e impor o neoliberalismo aos partidos liberais e socialdemocratas. Junto com a abrupta fragiliza\u00e7\u00e3o dos partidos comunistas nos anos 1990, aqueles fatos criaram uma situa\u00e7\u00e3o na qual os trabalhadores e as classes m\u00e9dias n\u00e3o mais encontraram programas de acordo com suas aspira\u00e7\u00f5es. O neofascismo surgiu, ent\u00e3o, como suced\u00e2neo deste programa pol\u00edtico inexistente. Como n\u00e3o se disp\u00f5e a colocar-se contra as linhas neoliberais (por convic\u00e7\u00e3o e oportunismo), oferece pauta de costumes fundada em explica\u00e7\u00f5es absurdas para as inquieta\u00e7\u00f5es, recalques e medos dos indiv\u00edduos. Contra o desemprego, prop\u00f5e o nacionalismo xen\u00f3fobo em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses perif\u00e9ricos e a subservi\u00eancia diante dos interesses econ\u00f4micos dos EUA; diante da complexidade das quest\u00f5es morais destacadas pelos movimentos feminista, negro e LGBTQIA+, prescreve o conservadorismo \u201creligioso\u201d hip\u00f3crita; afirma combater a ignor\u00e2ncia e adula as piores dimens\u00f5es do senso comum. Entre outras bizarrices que estimulam o pior das pessoas.<\/p>\n<p>J\u00e1 que o mundo contempor\u00e2neo \u201cdesmancha no ar\u201d, o bolsonarismo convida o indiv\u00edduo a defender as perman\u00eancias, os valores pretensamente vigentes no passado, a eternidade da ordem capitalista, mas sem o corol\u00e1rio de institui\u00e7\u00f5es modernas, como a democracia, a ci\u00eancia, os partidos e os direitos trabalhistas. Diferente do fascismo cl\u00e1ssico, n\u00e3o tem qualquer ret\u00f3rica anticapitalista ou de defesa da interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia. O neofascismo\/bolsonarismo \u00e9 uma apologia direta e antimoderna do capitalismo. Um capitalismo ut\u00f3pico, formado idealmente por pequenos empreendedores pr\u00f3speros e grandes empres\u00e1rios defensores do interesse p\u00fablico e dos valores crist\u00e3os. Esta apologia encontra eco na percep\u00e7\u00e3o do senso comum de que este sistema seria o mais justo e a esquerda trabalharia, via interven\u00e7\u00e3o estatal, para destruir esta justi\u00e7a. A nuvem de ideias e propostas grotescas n\u00e3o poderia manter uma aparente unidade em cada bolsonarista sem o discurso do l\u00edder como inst\u00e2ncia unificadora, algo existente no fascismo cl\u00e1ssico. Ent\u00e3o, a argumenta\u00e7\u00e3o de Bolsonaro n\u00e3o precisa e nem pode ter coer\u00eancia interna ou plausibilidade, a fun\u00e7\u00e3o dela \u00e9 oferecer unidade. As repetidas afirma\u00e7\u00f5es anticient\u00edficas valem para confirmar a fun\u00e7\u00e3o \u201cgnosiol\u00f3gica\u201d do l\u00edder e n\u00e3o pelo pr\u00f3prio conte\u00fado, mesmo que v\u00e1rios bolsonaristas possam ter morrido na pandemia por segui-las como ritual de submiss\u00e3o \u00e0 causa.<\/p>\n<p>Dessa maneira, a supera\u00e7\u00e3o do bolsonarismo pressup\u00f5e a vit\u00f3ria do ex-presidente Lula no segundo turno, o que retiraria a m\u00e1quina p\u00fablica federal das m\u00e3os dos neofascistas. Exige tamb\u00e9m amplo movimento de massas para derrotar definitivamente as pol\u00edticas e ideias neoliberais, pois estas s\u00e3o as efetivas construtoras das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais que possibilitaram o surgimento e a ascens\u00e3o da variante contempor\u00e2nea da serpente fascista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29295\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Como as bases econ\u00f4micas do neofascismo bolsonarista explicam sua resili\u00eancia pol\u00edtica e apontam os dois caminhos para seu esmagamento: a elei\u00e7\u00e3o de Lula e a mobiliza\u00e7\u00e3o popular.","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[221],"class_list":["post-29295","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Cv","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29295\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}