{"id":29305,"date":"2022-10-09T17:26:50","date_gmt":"2022-10-09T20:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29305"},"modified":"2022-10-09T17:26:50","modified_gmt":"2022-10-09T20:26:50","slug":"o-agronegocio-a-fome-e-a-alienacao-soberana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29305","title":{"rendered":"O Agroneg\u00f3cio, a Fome e a Aliena\u00e7\u00e3o Soberana"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"374\" width=\"747\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/omomento.org\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image1-750x375.jpeg?resize=747%2C374&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alexandre Mask via Jornal O MOMENTO (PCB da Bahia)<\/p>\n<p>Chegamos \u00e0 terceira e \u00faltima parte do artigo \u201cAgroneg\u00f3cio e a Fome: uma rela\u00e7\u00e3o indissoci\u00e1vel por tr\u00e1s da fantasia de uma falsa promessa\u201d\u00b9.  Conforme vimos em artigo anterior\u00b2, a ideologia do Agroneg\u00f3cio \u00e9 constitu\u00edda atrav\u00e9s de fortes e manipuladoras campanhas de propaganda. A ideia do conceito de comida foi totalmente ressignificada. Tornaram-se comuns distor\u00e7\u00f5es como \u201cBrasil \u00e9 o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milh\u00f5es de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilh\u00e3o de pessoas no mundo\u201d\u00b3. Na sociedade dos processados e ultraprocessados, transg\u00eanicos e itens temperados com doses cavalares de veneno, o conceito de comida no imagin\u00e1rio social vem nos transformando em mega consumidores de produtos com baixa qualidade nutricional e alto poder destrutivo para nossa sa\u00fade. Na pr\u00e1tica, remodelam todas as rela\u00e7\u00f5es das pessoas com os alimentos que foram constru\u00eddas no decorrer da hist\u00f3ria e das rela\u00e7\u00f5es sociais entre seres humanos.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o dessa aliena\u00e7\u00e3o perpassa pelo tempo cada vez mais escasso, desde intervalos em hor\u00e1rio de trabalho para refei\u00e7\u00f5es em disputa com as atividades pessoais cotidianas necess\u00e1rias, at\u00e9 os elevados tempos gastos em percursos resid\u00eancia-trabalho (IPEA, 2013). Os domic\u00edlios n\u00e3o ficam de fora. Refei\u00e7\u00f5es familiares foram inundadas pela sociabilidade digital individualizada, pela alimenta\u00e7\u00e3o de preparo r\u00e1pido e pelo pouco trabalho posterior de arruma\u00e7\u00e3o e lavagem de utens\u00edlios dom\u00e9sticos. Tudo isto em detrimento das rela\u00e7\u00f5es de compartilhamento das vidas de cada pessoa em momentos de rela\u00e7\u00f5es familiares, gradativamente mais escassos e fragmentados. <\/p>\n<p>Os tradicionais armaz\u00e9ns, a\u00e7ougues, feiras e mercados municipais, acess\u00edveis \u00e0 camada mais pobre da popula\u00e7\u00e3o, deram lugar aos grandes supermercados. Os poucos que se mantiveram foram transformados pelo autosservi\u00e7o4, com ofertas mais sofisticadas e pre\u00e7os mais elevados. Nesse sentido, o acesso foi reduzido ainda mais \u00e0s classes de maior or\u00e7amento familiar. Por um lado, estes comem melhor e pagam menos; por outro lado, os mais pobres comem pior e pagam mais caro, quando comem.<\/p>\n<p>O imagin\u00e1rio social moderno da produ\u00e7\u00e3o de alimentos tamb\u00e9m foi completamente transformado. A vis\u00e3o que habitava os que cresceram entre as d\u00e9cadas de 1960 a 1990 de uma fazenda repleta de grande diversidade de animais e vegetais, de frutas e cores que dezenas de arco-\u00edris n\u00e3o dariam conta em descrev\u00ea-las, foi substitu\u00edda pela soja e pelo milho em quase todas as op\u00e7\u00f5es de alimentos que nos s\u00e3o ofertados. Estendido a algumas poucas variedades de legumes e frutas, que inclusive descolaram-se das \u00e9pocas onde determinadas esp\u00e9cies estariam dispon\u00edveis. Onde est\u00e3o as frutas da esta\u00e7\u00e3o? As mangas e jabuticabas da primavera? Ou as deliciosas frutas do outono, como abacate, p\u00eassego e rom\u00e3? O inverno se tornava mais alegre com o aparecimento dos morangos vermelhos e suculentos, uvas e caju\u2026 O calor do ver\u00e3o nos trazia os tamb\u00e9m suculentos mel\u00f5es e melancias, al\u00e9m de acerola e ameixa. Al\u00e9m de suculentos, com alt\u00edssimo valor nutricional. Eram os gostos da esta\u00e7\u00e3o, onde a ansiedade da espera pela \u00e9poca certa dava lugar ao prazer das suas degusta\u00e7\u00f5es. Hoje em dia, a ideia de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola est\u00e1 encarcerada no pequeno universo finito da soja, do milho, da cana-de-a\u00e7\u00facar e do eucalipto. Frutas s\u00e3o encontradas em qualquer esta\u00e7\u00e3o, e suas apar\u00eancias n\u00e3o diferem em nada das artificiais que ornamentavam as casas de nossos av\u00f3s. Eram de mentira, viraram de verdade. As monoculturas, a pecu\u00e1ria extensiva bovina, e a produ\u00e7\u00e3o de su\u00ednos e de aves em confinamento repousam em nossas mentes. O resultado: itens aliment\u00edcios de baix\u00edssimo valor nutricional e ricos em produtos qu\u00edmicos nocivos \u00e0 nossa sa\u00fade. A era da n\u00e3o comida.<\/p>\n<p>A simplifica\u00e7\u00e3o da cadeia alimentar reduziu drasticamente o n\u00famero de esp\u00e9cies em nossas dietas, diante da oferta abundante de produtos que atravessaram as barreiras da dist\u00e2ncia e do clima, e alimentam a sensa\u00e7\u00e3o de fartura, limitada \u00e0s patentes do Agroneg\u00f3cio. Especialmente cereais oriundos das monoculturas que dissolveram as fazendas do passado, dando lugar a grandes campos monocrom\u00e1ticos produtores de solos inf\u00e9rteis. O tempo do nutricionismo industrial, segundo Michael Pollan5. O resultado n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o a inseguran\u00e7a alimentar generalizada, que por um lado conduz \u00e0 fome, e por outro lado, conduz \u00e0s defici\u00eancias nutricionais causadoras de problemas graves de sa\u00fade p\u00fablica, a exemplo da obesidade. E o Agro? Vai muito bem, obrigado!<\/p>\n<p>No ano de 1993, foi criada a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (ABAG), com o principal objetivo de ser uma organiza\u00e7\u00e3o intersetorial, para elaborar e promover um projeto pol\u00edtico e econ\u00f4mico para o Agrobiz. A institui\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca, contou com um conselho administrativo formado por representantes de empresas como a Monsanto, Nestl\u00e9, Sadia, Sendas, dentre outras gigantes do setor (POMPEIA, 2021, p.111).<\/p>\n<p>Vejamos essa passagem bastante interessante da ABAG, acerca do que se defendia ser o desafio e a principal responsabilidade social da inestim\u00e1vel entidade embrion\u00e1ria:<\/p>\n<p>\u201cA hist\u00f3ria dos pa\u00edses desenvolvidos revela que foi a ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a alimentar que lhes assegurou crescimento econ\u00f4mico com demanda sustentada, dando-lhes estabilidade e melhor distribui\u00e7\u00e3o dos frutos do progresso material e melhor qualidade de vida. N\u00e3o se diga que eles o fizeram porque s\u00e3o ricos. A verdade \u00e9 o contr\u00e1rio. Eles tornaram-se ricos porque assim o fizeram. (\u2026) N\u00e3o se implementa uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a alimentar sem alimentos\u201d (ABAG APUD POMPEIA, 2021, p. 114).<\/p>\n<p>Por outro lado, \u00e0 medida que estrat\u00e9gias empresariais do setor buscam legitimar \u201cagrocommodities\u201d \u2013 escoradas em justificativas voltadas para alimenta\u00e7\u00e3o, principalmente na falsa promessa de promover Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (SAN) -, n\u00e3o nos restam d\u00favidas que estas se colocam em rela\u00e7\u00e3o direta com o aumento da obesidade e da inseguran\u00e7a alimentar grave.<\/p>\n<p>AgroFOME, um am\u00e1lgama indissoci\u00e1vel e retroalimentar <\/p>\n<p>Analisamos categoricamente, dentro dos limites do formato deste artigo em suas tr\u00eas partes6, as caracter\u00edsticas do Agroneg\u00f3cio. Partindo da sua forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua constitui\u00e7\u00e3o atual, atravessada pela moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e pelo desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e da din\u00e2mica campo-cidade, sobredeterminada pelo setor. Tamb\u00e9m vimos como esse processo estruturalmente se contrap\u00f5e ao conceito de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional.<\/p>\n<p>O poder de morte do Agrobiz \u00e9 uma am\u00e1lgama de am\u00e1lgamas de destrui\u00e7\u00e3o, onde GUERRA, MORTE e FOME materializam-se em suas pr\u00e1ticas atrav\u00e9s da expropria\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o de camponeses e explora\u00e7\u00e3o das suas m\u00e3os-de-obra, acumula\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o de renda e de irrevers\u00edveis danos ambientais. A terra que resta \u00e9 a terra arrasada. O Agroneg\u00f3cio se realiza como uma avalanche que engole e destr\u00f3i tradi\u00e7\u00f5es e culturas dos povos origin\u00e1rios e locais, apaga suas hist\u00f3rias e mem\u00f3rias, reescrevendo uma modernidade sombria, por meio da imposi\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas produtivas de n\u00e3o comida, condenando a maior parte da popula\u00e7\u00e3o a submoradias, subalimenta\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as m\u00f3rbidas e desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enfrentar e superar a fome e a inseguran\u00e7a alimentar s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atacando e destruindo as estruturas do sistema capitalista, modificando radicalmente as formas de rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 essa a raz\u00e3o pela qual o conceito de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (SAN) deu lugar ao que hoje chamamos de Soberania Alimentar. Essa supera\u00e7\u00e3o foi proposta pela Via Campesina7, com base em uma luta pela constru\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 liberdade de escolha pelos povos de como comer, como produzir sua comida e conhecer as origens do que comem. Uma transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do conceito para que os objetivos de enfrentamento \u00e0 fome possam realmente efetivar-se, tornando poss\u00edvel ir al\u00e9m dos limites impostos pelo sistema capitalista.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso unificar os movimentos sociais e reconstruir as rela\u00e7\u00f5es da din\u00e2mica campo-cidade, atrav\u00e9s da (re)forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e intensifica\u00e7\u00e3o das lutas populares. Batalhar pela redistribui\u00e7\u00e3o das terras atrav\u00e9s da Reforma Agr\u00e1ria, ocupando as ruas, o campo, e todos os espa\u00e7os necess\u00e1rios para a constru\u00e7\u00e3o de um poder efetivamente popular e soberano, que defenda os interesses das classes trabalhadoras rural e urbana, em dire\u00e7\u00e3o ao socialismo, para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, livre da explora\u00e7\u00e3o do ser humano e da natureza pelo pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p>\u201cSe saio, chego; se chego, entro; se entro, triunfo\u201d \u2013 Fidel Castro<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>\u00b9 Artigo \u00e9 composto por tr\u00eas partes: i) Moderniza\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola; ii) Reprodu\u00e7\u00e3o da Fome; iii) Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional. O texto presente tratar\u00e1 da parte III. Ver parte I em https:\/\/omomento.org\/agronegocio-e-a-fome-uma-relacao-indissociavel-por-tras-da-fantasia-de-uma-falsa-promessa\/ e parte II em https:\/\/omomento.org\/agronegocio-e-a-fome-a-promessa-de-erradicacao-da-fome-que-radicaliza-sua-existencia\/.<\/p>\n<p>\u00b2 Ver em https:\/\/omomento.org\/agronegocios-x-natureza-a-sintese-da-morte-e-da-devastacao-ambiental\/<\/p>\n<p>\u00b3 Ver em: https:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/agronegocio-ajudou-a-segurar-pib-durante-a-pandemia-diz-ministra\/<\/p>\n<p>4 Lojas do varejo baseadas no autoatendimento, sem a necessidade de vendedores intermediando as compras onde o consumidor escolhe seus produtos em prateleiras e se dirige ao caixa para efetuar o pagamento.<\/p>\n<p>5 Para um maior aprofundamento no tema, Michael Pollan, escritor estadunidense, possui duas obras muito interessantes e completas, traduzidas para o portugu\u00eas pela Editora Intr\u00ednseca: O dilema do on\u00edvoro, de 2006 e Em defesa da comida de 2008.<\/p>\n<p>6 Ver parte I em https:\/\/omomento.org\/agronegocio-e-a-fome-uma-relacao-indissociavel-por-tras-da-fantasia-de-uma-falsa-promessa\/ e parte II em [colocar link da Parte II]<\/p>\n<p>7 Via Campesina \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o internacional de camponeses, formada por organiza\u00e7\u00f5es e movimentos sociais de diversos pa\u00edses, com objetivo de articular os processos de mobiliza\u00e7\u00e3o social dos povos do campo ao redor do mundo. No Brasil \u00e9 representada atrav\u00e9s da Via Campesina Brasil. Para maiores informa\u00e7\u00f5es, ver: https:\/\/viacampesina.org\/es\/ e https:\/\/www.instagram.com\/via_campesina_brasil\/.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>Abag \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio. Seguranc\u0327a alimentar: uma abordagem de Agribusiness. Sa\u0303o Paulo: Abag, 1993.<\/p>\n<p>IPEA. Indicadores de mobilidade urbana da PNAD 2012. 2013. Dispon\u00edvel em: http:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/bitstream\/11058\/10338\/1\/Comunicadoipea_n161.pdf. Acesso em: 21. Jul. 2022.<\/p>\n<p>FAO. O estado da inseguran\u00e7a alimentar no mundo. Bras\u00edlia, 2014.<\/p>\n<p>POMPEIA, Caio. Forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do agroneg\u00f3cio. S\u00e3o Paulo: Elefante, 2021.<\/p>\n<p>POMPEIA, Caio; SCHNEIDER, Sergio. As diferentes narrativas alimentares do agroneg\u00f3cio. Desenvolvimento e Meio Ambiente. 57. 10.5380\/dma.v57i0.77248. 2021.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"uH6V302OM2\"><p><a href=\"https:\/\/omomento.org\/agronegocio-e-a-fome-seguranca-alimentar-e-nutricional-e-a-alienacao-soberana\/\">Agroneg\u00f3cio e a Fome: Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional e a Aliena\u00e7\u00e3o Soberana<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Agroneg\u00f3cio e a Fome: Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional e a Aliena\u00e7\u00e3o Soberana&#8221; &#8212; O Momento: Di\u00e1rio do Povo\" src=\"https:\/\/omomento.org\/agronegocio-e-a-fome-seguranca-alimentar-e-nutricional-e-a-alienacao-soberana\/embed\/#?secret=gTA2CpB1HV#?secret=uH6V302OM2\" data-secret=\"uH6V302OM2\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29305\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[223],"class_list":["post-29305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7CF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}