{"id":2937,"date":"2012-05-30T16:28:46","date_gmt":"2012-05-30T16:28:46","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2937"},"modified":"2012-05-30T16:28:46","modified_gmt":"2012-05-30T16:28:46","slug":"cambio-volatil-e-depreciado-poe-em-risco-juro-mais-baixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2937","title":{"rendered":"C\u00e2mbio vol\u00e1til e depreciado p\u00f5e em risco juro mais baixo"},"content":{"rendered":"\n<p>A instabilidade excessiva e uma desvaloriza\u00e7\u00e3o muito acentuada do c\u00e2mbio podem dificultar o projeto do governo de reduzir os juros para n\u00edveis mais baixos, provocando tamb\u00e9m incertezas num pa\u00eds hoje mais integrado \u00e0 economia internacional, advertem alguns economistas. Al\u00e9m de um eventual impacto inflacion\u00e1rio, um risco que hoje parece pequeno, um d\u00f3lar que oscila muito tamb\u00e9m afeta a vida de muitas empresas que tem d\u00edvida no exterior ou inclu\u00edram a importa\u00e7\u00e3o na sua estrat\u00e9gia produtiva, influenciando tamb\u00e9m decis\u00f5es de investimento no pa\u00eds &#8211; em renda fixa e na bolsa e tamb\u00e9m em atividades produtivas.<\/p>\n<p>Para o ex-ministro das Comunica\u00e7\u00f5es Luiz Carlos Mendon\u00e7a de Barros, o c\u00e2mbio n\u00e3o pode ser visto apenas como um fator importante para a rentabilidade da ind\u00fastria, como, segundo ele, parece acreditar o Minist\u00e9rio da Fazenda. &#8220;O c\u00e2mbio tem hoje uma grande abrang\u00eancia no equil\u00edbrio macro e microecon\u00f4mico do pa\u00eds.&#8221; O Brasil, lembra ele, tem um d\u00e9ficit em conta corrente (resultado das transa\u00e7\u00f5es de bens, servi\u00e7os e rendas com o exterior) que, se n\u00e3o \u00e9 enorme, tampouco \u00e9 desprez\u00edvel, e precisa ser financiado &#8211; nos 12 meses at\u00e9 abril, somou 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB), ou US$ 51,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Um d\u00f3lar vol\u00e1til demais pode inclusive afetar decis\u00f5es de empresas estrangeiras de investir no setor produtivo, diz ele &#8211; que, no entanto, n\u00e3o atribui ao movimento do c\u00e2mbio o fluxo recente um pouco menor de investimentos estrangeiros diretos. Tamb\u00e9m ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Mendon\u00e7a de Barros destaca ainda que uma alta muito forte do d\u00f3lar afeta as empresas que se endividaram no exterior, muitas vezes a um custo menor por prazos mais dilatados.<\/p>\n<p>Para ele, o movimento recente do c\u00e2mbio atrapalhou at\u00e9 mesmo as vendas de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica. No dia 22, quando o d\u00f3lar testou o limite de R$ 2,10, o Tesouro ofertou tr\u00eas lotes de NTN-Bs (pap\u00e9is atrelados ao \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) com vencimento em 2016, 2018 e 2022, mas n\u00e3o vendeu nada. Muita volatilidade no c\u00e2mbio pode afastar o investidor estrangeiro que ajuda o governo a alongar os prazos da d\u00edvida p\u00fablica, a taxas mais baixas, n\u00e3o se tratando de um dinheiro especulativo, avalia ele, hoje s\u00f3cio da Quest Investimentos.<\/p>\n<p>Mendon\u00e7a de Barros lembra que, nos \u00faltimos anos, um n\u00famero muito maior de empresas passou a importar. Se o d\u00f3lar sobe muito, isso pressiona os custos das companhias, podendo se traduzir em alguma infla\u00e7\u00e3o. Por tudo isso, ele acha que n\u00e3o faz sentido comemorar a deprecia\u00e7\u00e3o mais acentuada do c\u00e2mbio, como fez o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O discurso tende a contribuir para desvalorizar ainda mais a moeda, num momento de incerteza no cen\u00e1rio externo, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise na Europa.<\/p>\n<p>&#8220;Um c\u00e2mbio muito desvalorizado e vol\u00e1til pode colocar em risco o objetivo do governo de ter juros reais mais baixos&#8221;, diz ele, que v\u00ea um cen\u00e1rio de fato prop\u00edcio para o BC testar n\u00edveis menores para a Selic, com um quadro externo benigno para os pre\u00e7os, uma atividade dom\u00e9stica fraca e um quadro de juros baix\u00edssimos no mundo desenvolvido.<\/p>\n<p>A alta mais forte do d\u00f3lar incomodou o BC, que vendeu US$ 5,4 bilh\u00f5es em swaps cambiais depois que o d\u00f3lar se aproximou de R$ 2,10. Al\u00e9m disso, o sempre discreto diretor de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do BC, Carlos Hamilton de Ara\u00fajo, chegou a dizer publicamente que o excesso de volatilidade no c\u00e2mbio era preocupante. Ontem, o d\u00f3lar, que no fim de fevereiro estava em R$ 1,72, fechou em R$ 1,986.<\/p>\n<p>Para o ex-presidente do BC Gustavo Loyola, s\u00f3cio da Tend\u00eancias Consultoria, o governo tem alguns objetivos simult\u00e2neos em alguma medida conflitantes, como o de desvalorizar deliberadamente o c\u00e2mbio, reduzir os juros e ampliar o cr\u00e9dito. O real mais fraco tem algum efeito sobre a infla\u00e7\u00e3o, ainda que no momento o repasse da desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda para os pre\u00e7os seja limitado.<\/p>\n<p>Loyola tamb\u00e9m nota que o pa\u00eds est\u00e1 hoje mais aberto do ponto de vista comercial e financeiro. Um c\u00e2mbio muito vol\u00e1til, para um pa\u00eds que precisa de poupan\u00e7a externa (que equivale ao d\u00e9ficit em conta corrente), pode ter efeitos negativos. Por fatores como esses, a moeda n\u00e3o pode ser tomada apenas como algo que vai melhorar a competitividade da ind\u00fastria, por melhorar a rentabilidade das exporta\u00e7\u00f5es e encarecer as importa\u00e7\u00f5es, diz Loyola.<\/p>\n<p>Em entrevista recente ao Valor, o ex-presidente do BC Ibrahim Eris afirmou que um c\u00e2mbio na casa de R$ 2 tem risco inflacion\u00e1rio, ainda que melhore de fato a situa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea n\u00e3o pode desvalorizar a moeda em 20% e achar que n\u00e3o vai ter nenhum impacto sobre a infla\u00e7\u00e3o, embora seja algo transit\u00f3rio&#8221;, disse Eris. Para ele, que v\u00ea espa\u00e7o para o BC testar n\u00edveis de juros compar\u00e1veis aos internacionais, o c\u00e2mbio mais desvalorizado pode exigir da autoridade monet\u00e1ria em algum momento uma parada no ciclo de redu\u00e7\u00e3o da Selic, atualmente em 9% ao ano. Hoje, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) deve cortar mais uma vez a taxa, para 8,5%, segundo a expectativa da maior parte do mercado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fazenda prepara mais medidas para o cr\u00e9dito<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda est\u00e1 concluindo a elabora\u00e7\u00e3o de tr\u00eas medidas para ajudar a destravar o cr\u00e9dito, informaram fontes oficiais: a amplia\u00e7\u00e3o dos limites da lei 12.431, que concede benef\u00edcio fiscal para as renegocia\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 30 mil, para cerca algo em torno de R$ 100 mil; a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 cobran\u00e7a de custos, pelos bancos, para que um tomador de cr\u00e9dito possa se beneficiar da portabilidade; e a defini\u00e7\u00e3o clara da responsabilidade sobre as informa\u00e7\u00f5es do cadastro positivo.<\/p>\n<p>A renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida \u00e9 importante para transformar o inadimplente de hoje em um consumidor adimplente visando, sobretudo, o mercado de cr\u00e9dito para a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. Para isso, por\u00e9m, \u00e9 preciso mudar o regime de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando um banco renegocia uma d\u00edvida com seu cliente, a opera\u00e7\u00e3o equivale a um novo contrato de cr\u00e9dito sobre o qual a institui\u00e7\u00e3o paga Imposto de Renda. Se o tomador para de pagar a d\u00edvida refinanciada, o banco faz provis\u00e3o para devedores duvidosos que \u00e9 dedut\u00edvel do IR no prazo de dois anos. A lei 12.431 suspendeu a cobran\u00e7a do IR no ato da renegocia\u00e7\u00e3o, transferindo-a para o momento da quita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito refinanciado, mas s\u00f3 para d\u00e9bitos de at\u00e9 R$ 30 mil. Agora o governo quer elevar esse limite para algo entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa medida, a Fazenda quer impor limites \u00e0 cobran\u00e7a de custos e encargos, pelos bancos, dos clientes que querem levar seus financiamentos para outras institui\u00e7\u00f5es que lhe ofere\u00e7am melhores condi\u00e7\u00f5es de juros e de prazos (portabilidade). E, para fazer funcionar o cadastro positivo, falta apenas definir de quem ser\u00e1 a responsabilidade pelas informa\u00e7\u00f5es dos clientes.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o as medidas que est\u00e3o na agenda do ministro Guido Mantega. Outras iniciativas de maior f\u00f4lego para fazer frente \u00e0 crise externa, se necess\u00e1rias, s\u00f3 devem ser tomadas depois das elei\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia e da reuni\u00e3o do G-20 em Los Cabos, no M\u00e9xico, no dia 18.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Fiesp revisa proje\u00e7\u00e3o e v\u00ea produ\u00e7\u00e3o negativa<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Um novo recuo da atividade industrial paulista em abril fez com que a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) revisasse sua previs\u00e3o para o setor no ano, tanto em S\u00e3o Paulo como no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Agora, a entidade prev\u00ea uma queda de at\u00e9 2% na atividade industrial no Estado, ante expectativa anterior de estabilidade do indicador no ano. Em termos nacionais, a Fiesp reduziu a expectativa de crescimento da produ\u00e7\u00e3o industria de 1,4% para uma estimativa entre zero e queda de 1%.<\/p>\n<p>Em abril, o n\u00edvel de atividade da ind\u00fastria paulista caiu 0,3% ante mar\u00e7o, na compara\u00e7\u00e3o com ajuste sazonal. Sem ajuste, a queda foi de 5,2%. &#8220;Para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o do Estado terminar com estabilidade este ano, o crescimento ante o m\u00eas anterior deveria ser em todos os meses at\u00e9 o fim do ano de 1,3%. Isso nunca aconteceu&#8221;, explica Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econ\u00f4micas da Fiesp. Para ele, a proje\u00e7\u00e3o de queda de 2% ainda \u00e9 otimista, j\u00e1 que se baseia em sucessivas altas de 0,6% at\u00e9 o fim de 2012.<\/p>\n<p>As recentes medidas tomadas pelo governo para alavancar a produ\u00e7\u00e3o devem surtir efeito apenas no segundo semestre e seu impacto n\u00e3o vir\u00e1 a tempo de reverter essas quedas, na vis\u00e3o da Fiesp. &#8220;O c\u00e2mbio a R$ 2 \u00e9, evidentemente, mais competitivo do que a R$ 1,70, mas \u00e9 preciso calma para ver os efeitos nas exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es&#8221;, acrescenta Francini.<\/p>\n<p>O diretor da entidade acredita que a redu\u00e7\u00e3o da Selic e dos spreads banc\u00e1rios tamb\u00e9m ter\u00e1 efeito mais vis\u00edvel a partir do segundo semestre. No entanto, a concorr\u00eancia externa e a instabilidade do cen\u00e1rio internacional dificultar\u00e3o a visibilidade desses resultados. &#8220;H\u00e1 capacidade industrial no mundo que supera a demanda. Pa\u00edses concorrentes da produ\u00e7\u00e3o nacional come\u00e7ar\u00e3o a baixar pre\u00e7os para n\u00e3o perder os clientes brasileiros, o que atenua em parte os efeitos do c\u00e2mbio mais favor\u00e1vel \u00e0 ind\u00fastria nacional.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mata Atl\u00e2ntica permanece sob a amea\u00e7a de fornos de carv\u00e3o em Minas<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A taxa de desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica voltou a apresentar uma leve queda entre 2010 e 2011, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perda de cobertura florestal que havia ocorrido no bi\u00eanio anterior (2008 a 2010), mas os dados levantam a bandeira vermelha de que o bioma mais devastado do Brasil continua sendo amea\u00e7ado.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o feita pela SOS Mata Atl\u00e2ntica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgaram ontem o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Olhando apenas a estat\u00edstica, a devasta\u00e7\u00e3o praticamente ficou est\u00e1vel. No bi\u00eanio 2008- 2010, o desmate tinha sido de 31.195 hectares &#8211; cerca de 15.500 por ano. Entre 2010-2011 (per\u00edodo de um ano) foi de 13.312 ha ou 133 km\u00b2. Mas houve aumento significativo na Bahia e em Minas, l\u00edderes no ranking do desmate (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina). E justamente esses Estados estiveram muito cobertos por nuvens durante a observa\u00e7\u00e3o pelo sat\u00e9lite (cerca de 60% de visualiza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o posso afirmar que parou ou diminuiu o desmatamento porque grande parte de Bahia e de Minas n\u00e3o foi avaliada. Certamente se eu tivesse imagens &#8211; como esses s\u00e3o os Estados mais cr\u00edticos &#8211; ter\u00edamos observado mais desmatamento ali&#8221;, explica Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no levantamento anterior haviam sido mapeados 16 dos 17 Estados originalmente cobertos pela Mata Atl\u00e2ntica e neste foram somente 10. Em Alagoas, Cear\u00e1, Para\u00edba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, a an\u00e1lise foi impossibilitada pela ocorr\u00eancia de nuvens. Piau\u00ed n\u00e3o foi avaliado em nenhuma ocasi\u00e3o. &#8220;Vimos queda em termos absolutos, mas se tivesse todas as informa\u00e7\u00f5es, provavelmente esse total seria maior.&#8221;<\/p>\n<p>Segunda M\u00e1rcia, a amea\u00e7a na Bahia e em Minas, onde o problema j\u00e1 tinha sido identificado no levantamento anterior, s\u00e3o os fornos de carv\u00e3o. O alvo s\u00e3o sobretudo as regi\u00f5es com as chamadas &#8220;matas secas&#8221;, um tipo de vegeta\u00e7\u00e3o que lembra a do Cerrado e por isso \u00e0s vezes \u00e9 confundida com ele. Mas pela lei da Mata Atl\u00e2ntica, de 2006, n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios campe\u00f5es de desmate, tr\u00eas est\u00e3o em Minas (\u00c1guas Vermelhas, Jequitinhonha e Ponto dos Volantes, 1.\u00ba, 3.\u00ba e 5.\u00ba, respectivamente), formando o que especialistas chamaram de &#8220;tri\u00e2ngulo do desmatamento&#8221;. L\u00e1, a press\u00e3o \u00e9 dos fornos.<\/p>\n<p>Para a equipe, apesar de o total de desmate parecer pequeno, os dados s\u00e3o significativos porque restam 7,9% de Mata Atl\u00e2ntica no Pa\u00eds, quando analisados os fragmentos com mais de 100 hectares &#8211; tamanho considerado representativo para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>C\u00f3digo Florestal. Mario Mantovani, diretor de Pol\u00edticas da Mata Atl\u00e2ntica, alerta que o dado tamb\u00e9m \u00e9 significativo diante da mudan\u00e7a do C\u00f3digo Florestal. Apesar de a lei da Mata Atl\u00e2ntica prevalecer sobre o C\u00f3digo, garantindo a prote\u00e7\u00e3o ao bioma, ele reduz a necessidade de recomposi\u00e7\u00e3o de mata ciliar que tenha sido desmatada. Na avalia\u00e7\u00e3o dos especialistas, para a Mata Atl\u00e2ntica, a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 at\u00e9 mais importante, visto que a maior parte j\u00e1 est\u00e1 destru\u00edda. Isso p\u00f5e em risco, segundo eles, o fornecimento de \u00e1gua das grandes cidades, como S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Copom pode detonar ajuste de investidores<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O comunicado que o Banco Central far\u00e1 ap\u00f3s a reuni\u00e3o de pol\u00edtica monet\u00e1ria desta quarta-feira tem potencial para mexer com o mercado financeiro de forma mais intensa do que de costume. Com uma posi\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica desconfort\u00e1vel, investidores est\u00e3o com o dedo no gatilho para ajustar suas carteiras, ao menor sinal de mudan\u00e7as no rumo da pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Se o comunicado deixar d\u00favidas sobre a continuidade do corte de juros, uma onda de corre\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es pode fazer as taxas futuras dispararem e reduzir o apetite por t\u00edtulos p\u00fablicos prefixados &#8211; que ir\u00e3o a leil\u00e3o na quinta, no &#8220;day after&#8221; do Copom -, como ocorreu na semana passada, quando os \u00edndices que medem o desempenho de pap\u00e9is prefixados e de t\u00edtulos atrelados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o amargaram a pior perda semanal desde 2008.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, o mercado viu a volatilidade crescer intensamente, acarretando fortes perdas nas carteiras que carregam ativos prefixados. A convic\u00e7\u00e3o de que a taxa Selic poderia ir para a casa dos 7% foi abalada, levando a uma onda de zeragem, tanto em t\u00edtulos p\u00fablicos prefixados quanto em contratos de DI futuro. &#8220;O mercado carregava uma grande posi\u00e7\u00e3o aplicada em juros a um pre\u00e7o muito ruim. Para ganhar com essas apostas, o juro teria de cair abaixo de 8%&#8221;, diz Fernando Rocha, s\u00f3cio e economista da JGP.<\/p>\n<p>Quem comprou LTN e NTN-F viu sua carteira perder valor nos \u00faltimos dias, e foi buscar prote\u00e7\u00e3o nos DIs. Ao zerar essa posi\u00e7\u00e3o, a alta dos juros futuros foi potencializada. Para se ter uma ideia, o DI janeiro\/2014, o mais negociado, teve sua taxa elevada de 8,06% (18 de maio) para 8,53% anteontem, depois de bater 8,62% na m\u00e1xima.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado foi procurar hedge nos DIs porque ficou inseguro com o que poderia acontecer com a pol\u00edtica monet\u00e1ria, pressionando ainda mais as taxas futuras e atraindo mais ordens de stop loss&#8221;, afirmou um operador.<\/p>\n<p>Passada boa parte da corre\u00e7\u00e3o, o mercado parece ter se acalmado ontem, com o DI de janeiro\/2014 voltando a marcar 8,36%. Mas uma nova onda de zeragem vai depender do comunicado do Copom de hoje. Se o BC sinalizar que pode parar o ciclo ou tirar o p\u00e9 do acelerador, a curva tende a abrir novamente. &#8220;Se a percep\u00e7\u00e3o for de que o ciclo continua, h\u00e1 espa\u00e7o para mais fechamento&#8221;, diz Rocha.<\/p>\n<p>A virada do humor foi provocada por um conjunto de fatores: o governo anunciou um pacote de est\u00edmulo ao cr\u00e9dito; o d\u00f3lar assustou ao flertar com o n\u00edvel de R$ 2,10; e o Banco Central refor\u00e7ou o discurso sobre parcim\u00f4nia &#8211; inclusive em encontros reservados com analistas.<\/p>\n<p>&#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o foi a de que se o governo passou a usar outros instrumentos para estimular a economia, a necessidade de cortar a Selic diminuiu&#8221;, afirma Rocha. At\u00e9 ent\u00e3o, segundo ele, o mercado acreditava que o BC iria aproveitar a janela de oportunidade para levar o juro ao menor n\u00edvel poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Para um gestor de fundos, &#8220;a corre\u00e7\u00e3o foi motivada pelo vazamento das conversas paralelas do BC com investidores, e n\u00e3o por mudan\u00e7as de expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao juro&#8221;. Segundo essa fonte, as medidas para estimular as vendas de carros est\u00e3o surtindo efeito, mas isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para reverter a fragilidade da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A indigest\u00e3o provocada pelo risco prefixado tamb\u00e9m atrapalhou a venda de LTN e NTN-F pelo Tesouro. Por causa da dispers\u00e3o de taxas, parte das ofertas dos investidores foi recusada nos \u00faltimos dois leil\u00f5es. No caso das NTN-Bs, t\u00edtulo indexado ao IPCA, nenhuma proposta foi aceita na ter\u00e7a-feira da semana passada, o que n\u00e3o acontecia desde 2004.<\/p>\n<p>A alta do d\u00f3lar tamb\u00e9m teve seu papel na zeragem do risco prefixado, na vis\u00e3o de Rocha. &#8220;O c\u00e2mbio, que chegou a bater R$ 2,10 no dia 23, gerou muito desconforto por conta do risco de trazer infla\u00e7\u00e3o&#8221;, diz. Al\u00e9m disso, para o investidor estrangeiro que det\u00e9m mais de 12% da d\u00edvida mobili\u00e1ria do pa\u00eds, a alta da moeda americana implica uma desvaloriza\u00e7\u00e3o da carteira em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Mas boa parte da zeragem, acredita Rocha, veio de investidores locais, como os fundos. &#8220;Pelas varia\u00e7\u00f5es das cotas na semana passada, eles sofreram bastante com a abertura das taxas no mercado futuro.&#8221;<\/p>\n<p>Levantamento do economista Marcelo d&#8221;Agosto, do blog &#8220;O Consultor Financeiro&#8221;, do Valor, com dados da Econom\u00e1tica, confirma que as carteiras de renda fixa encerraram a semana passada com perdas. Os mais prejudicados foram os fundos de renda fixa \u00edndices, que carregam NTN-Bs, com preju\u00edzos de at\u00e9 4% na semana.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o do investidor ao risco prefixado vem ganhando corpo desde o in\u00edcio do ano, com base nas indica\u00e7\u00f5es de que esse \u00e9 um objetivo do governo. A mudan\u00e7a na caderneta de poupan\u00e7a abriu a porta para apostas mais agressivas, que tratavam uma Selic de 8% como &#8220;teto&#8221;. Depois, veio a frustra\u00e7\u00e3o com os indicadores econ\u00f4micos, tra\u00e7ando um quadro de atividade mais fr\u00e1gil do que se imaginava. Esse ambiente, aliado \u00e0 piora do clima no exterior, fez os juros futuros derreterem, e a curva a termo passou a contemplar uma Selic em 7,5% ainda neste ano.<\/p>\n<p>Esses fatores refor\u00e7aram a demanda por risco prefixado em todas as esferas. As vendas de LTNs e NTN-Fs nos leil\u00f5es semanais vinham mostrando crescimento desde o in\u00edcio do ano, permitindo ao Tesouro, inclusive, alongar o prazo de sua d\u00edvida.<\/p>\n<p>Neste ano, 70% das vendas de t\u00edtulos p\u00fablicos foram de prefixados. Em igual per\u00edodo de 2011, essa fatia era de 57% das ofertas. Paralelamente, a venda de NTN-Bs tamb\u00e9m cresceu, de 21% para 23% dos lotes ofertados. Isso ocorreu porque as apostas em corte da Selic n\u00e3o foram acompanhadas por al\u00edvio nas proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Dilma quer &#8216;choque&#8217; nos investimentos<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff encomendou um &#8220;choque&#8221; nos investimentos, preocupada com o resultado ruim da economia no in\u00edcio do ano e com os sinais de piora na crise europeia. A equipe econ\u00f4mica detectou sinais de enfraquecimento dos investimentos privados e a ideia \u00e9 o governo liderar o processo de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo busca dados positivos para se contrapor ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que ser\u00e1 divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o governo rompeu um tabu e come\u00e7ou a discutir a possibilidade de fechar o ano com um resultado prim\u00e1rio (diferen\u00e7a entre receitas e despesas exceto gastos com juros) menor. At\u00e9 o m\u00eas passado, a ordem era perseguir a meta de 3,1% do PIB sem recorrer ao desconto de 0,5% do PIB em gastos do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) permitido em lei. Ainda n\u00e3o houve mudan\u00e7a nessa diretriz, mas ela j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais algo incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, ganha for\u00e7a a ideia de que reduzir o prim\u00e1rio ajudar\u00e1 a fortalecer os investimentos. A mudan\u00e7a teria ainda outra fun\u00e7\u00e3o: a de abrir espa\u00e7o para acomodar frustra\u00e7\u00e3o de receitas. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que a queda na atividade econ\u00f4mica afetar\u00e1 a arrecada\u00e7\u00e3o com maior intensidade do que a admitida at\u00e9 agora, que \u00e9 de queda de R$ 10 bilh\u00f5es ante o previsto.<\/p>\n<p>A principal justificativa para o governo manter a determina\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7ar a meta fiscal sem descontos, tamb\u00e9m chamada de &#8220;meta cheia&#8221;, era a repercuss\u00e3o no mercado financeiro. Ou seja, como os bancos e corretoras avaliariam um governo menos austero, pois o resultado prim\u00e1rio serve para pagar a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Ontem, o Estado mostrou que alguns analistas veem de forma positiva uma redu\u00e7\u00e3o de 0,5% da meta fiscal, se for para aumentar investimentos.<\/p>\n<p>D\u00favidas. A op\u00e7\u00e3o de investir mais tornou-se importante tamb\u00e9m porque especialistas duvidam que o pacote anunciado na semana passada, centrado no aumento do consumo, consiga ativar a economia a ponto de a taxa de crescimento do PIB ficar acima dos 3% este ano. O pr\u00f3prio ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na ocasi\u00e3o que o governo estaria estimulando o consumo como forma de animar o setor privado a investir.<\/p>\n<p>O &#8220;choque&#8221; encomendado por Dilma tem por objetivo dar mais velocidade ao PAC, que vem patinando desde o ano passado e agora enfrenta problemas porque tinha na construtora Delta, alvo da Comiss\u00e3o Parlamentar Mista de Inqu\u00e9rito (CPMI) do Cachoeira, sua principal executora.<\/p>\n<p>Os dados sobre investimentos divulgados mensalmente pelo Tesouro Nacional e os balan\u00e7os do PAC mostram um quadro positivo, mas isso s\u00f3 ocorre por causa do programa habitacional Minha Casa Minha Vida &#8211; que, at\u00e9 o ano passado, nem contava como investimento e sim como custeio. Os demais investimentos est\u00e3o em queda desde 2010.<\/p>\n<p>Sem contar o programa habitacional, os investimentos deste ano est\u00e3o na casa do 0,9% do PIB, ante 1,2% de 2010. Em 2011, eles ficaram em 1% do PIB.<\/p>\n<p>Dados internos do governo j\u00e1 mostravam, no final de 2011, que a orienta\u00e7\u00e3o de perseguir a &#8220;meta cheia&#8221; tinha de ser revista para n\u00e3o prejudicar o crescimento econ\u00f4mico. Para alcan\u00e7ar o resultado, o governo segurou os empenhos (que s\u00e3o a primeira etapa do gasto p\u00fablico) e postergou pagamentos. Isso ajudou a alcan\u00e7ar a meta, mas agravou a lentid\u00e3o com que a m\u00e1quina p\u00fablica realiza investimentos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, o governo n\u00e3o conseguir\u00e1 investir 0,5% do PIB a mais este ano, mesmo que decida reduzir a meta fiscal. At\u00e9 as engrenagens ganharem velocidade, dezembro j\u00e1 ter\u00e1 passado. Mas poder\u00e1 haver um aumento de 0,3% do PIB e o restante acomodaria as receitas menores do que o estimado. Uma alternativa para atenuar a lentid\u00e3o dos investimentos p\u00fablicos \u00e9 liberar os chamados &#8220;restos a pagar&#8221;. S\u00e3o despesas iniciadas em anos anteriores cuja execu\u00e7\u00e3o passou para 2012.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#8220;Nova&#8221; classe m\u00e9dia ganha at\u00e9 R$ 1.019 per capita<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos (SAE) divulgou ontem estudo que estabelece novos crit\u00e9rios para a identifica\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia brasileira e a define como o grupo composto por fam\u00edlias com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019, segundo dados da composi\u00e7\u00e3o da renda em 2009. Atualmente, esse universo representa 54% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em parceria com um corpo de especialistas nas \u00e1reas de economia, sociologia e pesquisas de opini\u00e3o, foram adotados diversos crit\u00e9rios para definir as faixas de renda da classe m\u00e9dia, que foi dividida em tr\u00eas subgrupos, como a aloca\u00e7\u00e3o e a composi\u00e7\u00e3o da renda. Segundo a SAE, o principal crit\u00e9rio observado foi o da vulnerabilidade, ou seja, a chance que a popula\u00e7\u00e3o tem de sofrer decr\u00e9scimo na renda, e assim retornar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<p>A nova classifica\u00e7\u00e3o vai servir para o governo tomar medidas que sustentem a emerg\u00eancia da classe m\u00e9dia na sociedade brasileira. Em 2001, o percentual da popula\u00e7\u00e3o que se encaixava nesse perfil era de 38%. J\u00e1 em 2009, a classe alta representava 18%, enquanto a baixa correspondia a 34%. &#8220;A expectativa \u00e9 que a gente entenda melhor e mapeie essa nova classe, que ascendeu nos \u00faltimos dez anos e se transformou na maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, afirmou Moreira Franco, ministro da secretaria.<\/p>\n<p>A nova classe m\u00e9dia foi dividida entre a &#8220;baixa classe m\u00e9dia&#8221;, com renda per capita entre R$ 291 a R$ 441, &#8220;classe m\u00e9dia&#8221;, com ganho entre R$ 441 a R$ 641, e &#8220;classe m\u00e9dia alta&#8221;, com rendimento entre R$ R$ 641 a R$ 1.019.<\/p>\n<p>Os trabalhos para realizar a nova medi\u00e7\u00e3o come\u00e7aram em dezembro \u00faltimo, com o \u00faltimo encontro sendo realizado ontem para definir as diretrizes finais. A inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 fazer com que a nova classe m\u00e9dia permane\u00e7a como maioria na popula\u00e7\u00e3o brasileira e tenha mais estabilidade, segundo o secret\u00e1rio de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas da secretaria, Ricardo Paes de Barros.<\/p>\n<p>&#8220;A inser\u00e7\u00e3o na nova classe m\u00e9dia se deu pela expans\u00e3o do emprego formal. Agora queremos garantir um segundo empurr\u00e3o nesse mercado de trabalho: a gera\u00e7\u00e3o de empregos mais est\u00e1veis&#8221;, afirmou para depois explicar que o foco \u00e9 o aumento da produtividade do grupo. &#8220;Hoje h\u00e1 muita rotatividade nas empresas, o que \u00e9 ruim tanto para o empregador como para o empregado. O primeiro n\u00e3o investe no funcion\u00e1rio e o segundo d\u00e1 um retorno menor, pois fica pouco tempo.&#8221; Para tanto, o governo estuda pol\u00edticas espec\u00edficas, como a cria\u00e7\u00e3o de incentivos a funcion\u00e1rios e empresas que mantenham v\u00ednculos mais longos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da tr\u00eas subdivis\u00f5es de classe m\u00e9dia, mais cinco foram feitas para enquadrar as diferen\u00e7as de renda no pa\u00eds. A faixa &#8220;extremamente pobre&#8221;, com renda de at\u00e9 R$ 81, a &#8220;pobre mas n\u00e3o extremamente pobre&#8221;, com renda entre R$ 162 e R$ 291, a &#8220;vulner\u00e1vel&#8221;, com renda entre R$ 291 e R$ 441, a &#8220;baixa classe alta&#8221;, com renda entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e a &#8220;alta classe alta&#8221;, com renda acima de R$ 2.480. Os valores que compreendem essas denomina\u00e7\u00f5es foram corrigidos de 2009 at\u00e9 abril deste ano.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de Paes de Barros \u00e9 que estudos com a nova metodologia sejam anunciados nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>Santander rejeita vender a opera\u00e7\u00e3o brasileira<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Marcial Portela Alvarez: &#8220;N\u00e3o existe qualquer negocia\u00e7\u00e3o para venda do banco e a matriz n\u00e3o quer vender&#8221;<\/p>\n<p>O presidente do Santander Brasil, o espanhol Marcial Portela Alvarez, \u00e9 taxativo ao dizer que o banco n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda. &#8220;N\u00e3o existe qualquer negocia\u00e7\u00e3o para venda do banco e a matriz n\u00e3o quer vender&#8221;, afirmou ao Valor, em refer\u00eancia a especula\u00e7\u00f5es recentes sobre negocia\u00e7\u00f5es para venda do controle ou parte do banco no pa\u00eds. O Santander \u00e9 o terceiro maior banco privado do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em conversa na sede do banco, em S\u00e3o Paulo, o executivo descartou tamb\u00e9m uma venda de participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria relevante. Portela chegou ontem de Madri, onde esteve reunido com Emilio Bot\u00edn, o presidente do conselho do grupo, e Alfredo S\u00e1enz, o executivo-chefe.<\/p>\n<p>&#8220;O grupo n\u00e3o precisa de capital&#8221;, argumentou o executivo. Al\u00e9m de ter atingido antecipadamente o novo patamar de \u00edndice de capital de melhor qualidade exigido pela Autoridade Banc\u00e1ria Europeia (EBA, na sigla em ingl\u00eas), de 9%, o grupo deve ultrapassar o \u00edndice de 10% com a planejada abertura de capital do Santander no M\u00e9xico, argumentou.<\/p>\n<p>Da mesma forma, Portela disse que j\u00e1 est\u00e1 equacionada a necessidade de fazer provis\u00f5es adicionais para a carteira de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio de \u20ac 5 bilh\u00f5es, uma exig\u00eancia do Banco de Espanha. &#8220;N\u00e3o \u00e9 pouco, mas j\u00e1 est\u00e1 resolvido.&#8221; Parte dos recursos j\u00e1 est\u00e1 reservada e outra ser\u00e1 coberta com o resultado gerados neste ano, segundo explicou.<\/p>\n<p>Agora, o banco aguarda a condu\u00e7\u00e3o da auditoria que o governo espanhol far\u00e1 em todos as institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds para diagnosticar a necessidade de novas provis\u00f5es para as carteiras imobili\u00e1rias. Portela disse acreditar que n\u00e3o haver\u00e1 problema para atender a eventuais novas exig\u00eancias das autoridades.<\/p>\n<p>Poucas horas depois de chegar a S\u00e3o Paulo, ontem, onde est\u00e1 morando desde o ano passado quando assumiu a presid\u00eancia da subsidi\u00e1ria brasileira, Portela afirmou que a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o da matriz \u00e9 vender uma pequena fatia de 1% a pouco mais de 2% do banco para atender \u00e0 exig\u00eancia da BM&amp;FBovespa de que o banco atinja um &#8220;free float&#8221; m\u00ednimo de 25%, aplic\u00e1vel a companhias listadas no N\u00edvel 2 de governan\u00e7a da bolsa.<\/p>\n<p>O grupo Santander tem hoje 75,61% das a\u00e7\u00f5es do Santander Brasil e, a rigor, precisaria vender fatia de 0,61% at\u00e9 outubro, quando termina o prazo para se adequar \u00e0 regra. Segundo ele, no entanto, a fatia a ser vendida deve ultrapassar um pouco o m\u00ednimo necess\u00e1rio, para que o banco n\u00e3o volte a ficar desenquadrado em caso de uma recompra de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pelo tamanho do neg\u00f3cio, que pode atingir US$ 600 milh\u00f5es se forem considerados fatia de 2% e o atual valor de mercado do banco, Portela explicou que o mais prov\u00e1vel \u00e9 uma coloca\u00e7\u00e3o privada e n\u00e3o uma oferta p\u00fablica. &#8220;Nosso desejo \u00e9 fazer isso antes de outubro, se as condi\u00e7\u00f5es de mercado forem favor\u00e1veis&#8221;, disse. A institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 solicitou \u00e0 BM&amp;FBovespa uma prorroga\u00e7\u00e3o do prazo, mas, segundo o executivo, n\u00e3o gostaria de recorrer \u00e0 possibilidade.<\/p>\n<p>Na mesma linha de argumenta\u00e7\u00e3o, em Madri, fonte da diretoria do grupo Santander insiste que o objetivo no Brasil &#8220;\u00e9 crescer, n\u00e3o vender&#8221; o neg\u00f3cio local. Diz que n\u00e3o tem sentido abrir m\u00e3o de um neg\u00f3cio que d\u00e1 certo e \u00e9 fundamental na diversifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do grupo.<\/p>\n<p>O Brasil representa 27% do lucro total do Santander, comparado a menos de 10% na Espanha. No total, a Am\u00e9rica Latina faz 52% do lucro do banco. A diversifica\u00e7\u00e3o \u00e9 vista como um &#8220;colch\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o&#8221; para ciclos econ\u00f4micos diferentes, como a crise agora na Europa, enquanto nos emergentes a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais confort\u00e1vel. A dire\u00e7\u00e3o espanhola insiste que n\u00e3o precisa vender ativos e, se precisasse, n\u00e3o venderia no Brasil, onde tem 10% do mercado e as condi\u00e7\u00f5es para fazer o banco de varejo que deseja.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para uma diferencia\u00e7\u00e3o dentro do sistema banc\u00e1rio espanhol. V\u00e1rias caixas est\u00e3o afetadas duramente pelos ativos imobili\u00e1rios t\u00f3xicos. J\u00e1 o Santander nota que no ano passado gerou \u20ac 24 bilh\u00f5es de lucros antes de provis\u00f5es e impostos, resultando em \u20ac 6,4 bilh\u00f5es de lucro l\u00edquido.<\/p>\n<p>Em resposta a questionamento da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), ontem no fim da tarde Bradesco e Santander divulgaram comunicados ao mercado em que negam o teor de reportagem publicada no domingo pelo jornal &#8220;O Globo&#8221;, sobre supostas negocia\u00e7\u00f5es para venda do Santander ao Bradesco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2937\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ln","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2937\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}