{"id":29405,"date":"2022-10-31T14:43:25","date_gmt":"2022-10-31T17:43:25","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29405"},"modified":"2022-10-31T14:43:25","modified_gmt":"2022-10-31T17:43:25","slug":"vamos-ter-que-desbolsonarizar-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29405","title":{"rendered":"Vamos ter que desbolsonarizar o Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"29406\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29405\/image5\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?fit=1024%2C683&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1024,683\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image(5)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?fit=747%2C498&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-medium wp-image-29406\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?resize=300%2C200&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?resize=900%2C600&amp;ssl=1 900w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image5.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">APOIADORES DO BOLSONARO PEDEM INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR E SE AGLOMERAM DURANTE DISCURSO DO PRESIDENTE EM BRAS\u00cdLIA (19.ABR.2020). FOTO: GABRIELA BIL\u00d3\/ESTAD\u00c3O CONTE\u00daDO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">POR\u00a0MAURO LUIS IASI<\/span><\/p>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">Via Jacobin<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">Na aus\u00eancia de uma alternativa revolucion\u00e1ria perante a crise do capitalismo, a polariza\u00e7\u00e3o se apresenta em um confronto entre a extrema direita e uma frente democr\u00e1tica em torno da centro esquerda. No entanto, o neofascismo vai muito al\u00e9m da personifica\u00e7\u00e3o de um miliciano como Bolsonaro &#8211; e nosso trabalho para resgatar o pa\u00eds dos herdeiros da ditadura est\u00e1 apenas come\u00e7ando.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a tarefa principal nesta elei\u00e7\u00e3o \u00e9 derrotar a alternativa fascista. Entretanto, este \u00e9 um ato de uma pe\u00e7a muito maior. Nossa forma\u00e7\u00e3o social carrega como cicatrizes as marcas de um passado colonial e escravista que transitou funcionalmente para a ordem burguesa na forma de um capitalismo dependente e subordinado ao imperialismo.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">Sobre este solo hist\u00f3rico, nosso pa\u00eds atravessa hoje a crise do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista que se expressa em tr\u00eas crises particulares: a crise do padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o industrial, a crise do avan\u00e7o do capitalismo no campo e a forma\u00e7\u00e3o do grande monop\u00f3lio agr\u00e1rio e a conflu\u00eancia destas duas crises na chamada crise urbana.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">O modelo econ\u00f4mico do capitalismo dependente se fundamentava na associa\u00e7\u00e3o de uma superexplora\u00e7\u00e3o industrial e uma cont\u00ednua expropria\u00e7\u00e3o no campo, formando massas urbanas expropriadas para alimentar o ex\u00e9rcito industrial de reserva e a superpopula\u00e7\u00e3o relativa e manter baixos os sal\u00e1rios. A particularidade da crise presente se d\u00e1 pelo fato que o\u00a0atual padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o\u00a0s\u00f3 pode se viabilizar com a intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o e altas taxas de desemprego.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><b><span style=\"font-size: large;\">\u201cO fascismo sempre \u00e9 a alternativa de um capitalismo em crise, principalmente quando a crise econ\u00f4mica tamb\u00e9m se expressa como crise pol\u00edtica.\u201d<\/span><\/b><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">Ao mesmo tempo, a concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no campo e a forma\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio capitalista agr\u00e1rio, eufemisticamente chamado de agroneg\u00f3cio, tamb\u00e9m caminha para o aumento da produtividade e poupan\u00e7a de for\u00e7a de trabalho, aumentando nas duas pontas a expropria\u00e7\u00e3o que explode nos centros urbanos de maneira ca\u00f3tica.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><b><span style=\"font-size: large;\">A raiz da crise<\/span><\/b><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">O fascismo sempre \u00e9 a alternativa de um capitalismo em crise, principalmente quando a crise econ\u00f4mica tamb\u00e9m se expressa como crise pol\u00edtica. Em nosso caso, a Rep\u00fablica burguesa transitou de uma forma autocr\u00e1tica expl\u00edcita para uma democracia fr\u00e1gil que pode, no m\u00e1ximo de seu desenvolvimento, se apresentar naquilo que\u00a0Florestan Fernandes\u00a0denominou de uma\u00a0\u201cdemocracia de coopta\u00e7\u00e3o\u201d. Neste cen\u00e1rio, o aprofundamento da crise do capital, aqui e no mundo, acaba se apresentando de maneira particular, isto \u00e9, tamb\u00e9m como a crise da forma pol\u00edtica encontrada para gerir a forma peculiar da luta de classes em nosso pa\u00eds. Em outras palavras, a crise econ\u00f4mica se expressa como crise da democracia de coopta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">O espa\u00e7o ocupado pela ascens\u00e3o da extrema direita \u00e9 aquele que representa o limite de uma estrat\u00e9gia de concilia\u00e7\u00e3o de classes que se esgotou de forma dram\u00e1tica com o golpe de 2016. O car\u00e1ter indefinido e em aberto que se apresenta na conjuntura eleitoral e para al\u00e9m dela, se d\u00e1 pelo fato de que a alternativa de extrema direita n\u00e3o foi capaz de apresentar-se como caminho est\u00e1vel para derrota da centro-esquerda conciliadora. Pelo contr\u00e1rio, foi um fator constante de instabilidade pol\u00edtica que acabou por prejudicar as condi\u00e7\u00f5es para a consolida\u00e7\u00e3o da pauta do grande capital monopolista.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u201cA crise econ\u00f4mica resulta em um grande ressentimento que faz com que camadas das massas populares sejam capturadas pela ideologia de extrema direita.\u201d<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">O grau de polariza\u00e7\u00e3o que se apresenta na arena eleitoral resulta de uma profunda divis\u00e3o das classes fundamentais da sociedade brasileira. Setores do grande capital monopolista percebem o problema do bolsonarismo e passaram para a oposi\u00e7\u00e3o, como fica evidente pelo principal porta-voz na m\u00eddia corporativa, ao mesmo tempo que a crise da estrat\u00e9gia de concilia\u00e7\u00e3o combinada com a crise econ\u00f4mica resulta em um grande ressentimento que faz com que camadas das massas populares sejam capturadas pela ideologia de extrema direita.<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<p><span style=\"font-size: large;\">O que parece importante destacar \u00e9 uma certa simetria nesta polariza\u00e7\u00e3o. Ambos os lados da fratura que cinde a sociedade brasileira s\u00e3o compostos de segmentos de classe similares: partes do grande capital monopolista (urbano e rural), segmentos m\u00e9dios e setores populares. O que parece diferenci\u00e1-los substantivamente, j\u00e1 que o debate econ\u00f4mico fica relegado, \u00e9 o respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas ou a tenta\u00e7\u00e3o de ruptura.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: large;\">Subordina\u00e7\u00e3o da burguesia ao imperialismo<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O espelho pol\u00edtico nem sempre pode captar o real em suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es. Qual seria a raz\u00e3o de parte do grande capital monopolista apostar em uma alternativa que coloca em risco sua pr\u00f3pria ordem institucional? Acreditamos que neste ponto a particularidade da forma\u00e7\u00e3o social brasileira se apresenta decisivamente. A burguesia monopolista brasileira, subordinada e dependente, tem como sua p\u00e1tria o capital e como seus valores aqueles que podem acumular em suas contas banc\u00e1rias. N\u00e3o h\u00e1 nenhum v\u00ednculo remotamente nacional, seja com institui\u00e7\u00f5es, seja com o povo ou qualquer outra abstra\u00e7\u00e3o que a teoria pol\u00edtica possa apresentar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Sua exist\u00eancia subordinada ao imperialismo se funda na explora\u00e7\u00e3o brutal de uma parte da classe trabalhadora e em uma ordem econ\u00f4mica cuja dimens\u00e3o n\u00e3o extrapola a produ\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o e o consumo necess\u00e1rios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de suas taxas de lucro.\u00a0A reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, que j\u00e1 foi uma condi\u00e7\u00e3o essencial para a sa\u00fade da acumula\u00e7\u00e3o de capital, se torna um empecilho que desvia recursos do Estado, que passa a ser essencial no metabolismo do capital. O fundo p\u00fablico tem que ser saqueado para manter a sa\u00fade do capital financeiro e os subs\u00eddios \u00e0s outras franjas do capital monopolista na ind\u00fastria, agr\u00e1rio, comercial e outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cO crescimento da extrema direita n\u00e3o \u00e9 um acidente ou uma anacronia, mas uma resposta adequada e eficiente \u00e0 natureza da crise do capital.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A massa sobrante tem que ser mantida em ordem pelos aparatos policiais e por medidas compensat\u00f3rias que n\u00e3o comprometam a sa\u00fade financeira do Estado. Nada disso seria poss\u00edvel sem uma intensifica\u00e7\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Olhando por este \u00e2ngulo, o crescimento da extrema direita n\u00e3o \u00e9 um acidente ou uma anacronia, mas uma resposta adequada e eficiente \u00e0 natureza da crise do capital nas condi\u00e7\u00f5es de uma forma\u00e7\u00e3o social com um capitalismo monopolista altamente desenvolvido, dependente e subordinada ao imperialismo.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: large;\">Consci\u00eancia c\u00ednica da classe dominante<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/produto\/a-ideologia-alema-161\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/produto\/a-ideologia-alema-161&amp;source=gmail&amp;ust=1667324161543000&amp;usg=AOvVaw0BTTj1h6_tPPqCqZhSoHum\">Marx e Engels<\/a> diziam com raz\u00e3o que as ideias dominantes s\u00e3o as ideias da classe dominante, mas o nosso bloco dominante, se h\u00e1 muito j\u00e1 apresentou valores liberais da igualdade, liberdade e fraternidade, a ordem burguesa no Brasil e a brutal concentra\u00e7\u00e3o da propriedade s\u00f3 pode se apresentar como olig\u00e1rquica, com justificativa de seus privil\u00e9gios e tem suas margens de lucro na mis\u00e9ria das maiorias. Nosso padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o atual, prescinde de dezenas de milh\u00f5es. A carca\u00e7a da forma dos valores que precisam se manter ideologicamente s\u00f3 podem carregar como subst\u00e2ncia a desigualdade, o preconceito, o racismo, o patriarcalismo e a lgbtfobia. Por dentro de cada burgu\u00eas ou sua filial pequeno burguesa no Brasil existe um senhor de escravo e uma coronel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">\u201cN\u00e3o por acaso a religi\u00e3o, principalmente na forma de empresas que exploram a f\u00e9 visando lucros, assume um papel decisivo como aparelho ideol\u00f3gico.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">A ideologia assume, como cabe em uma \u00e9poca de crise, a forma de uma \u201cilus\u00e3o consciente\u201d de uma \u201chipocrisia proposital\u201d, ou naquilo que <a href=\"https:\/\/jacobin.com.br\/2021\/08\/a-ultima-saida-para-o-socialismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/jacobin.com.br\/2021\/08\/a-ultima-saida-para-o-socialismo\/&amp;source=gmail&amp;ust=1667324161543000&amp;usg=AOvVaw2Z4lyneoS8ebIjT7TXNRAf\">Zizek<\/a> denomina, seguindo as pistas de Marx, de uma consci\u00eancia c\u00ednica. As media\u00e7\u00f5es de uma ideologia na forma de uma consci\u00eancia c\u00ednica, de uma hipocrisia proposital, n\u00e3o pode ser a ci\u00eancia, a educa\u00e7\u00e3o, o amoldamento \u00e0 ordem institucional, precisa se fundamentar no irracionalismo, nos impulsos at\u00e1vicos e primitivos, na f\u00e9. N\u00e3o por acaso a religi\u00e3o, principalmente na forma de empresas que exploram a f\u00e9 visando lucros, assume um papel decisivo como aparelho ideol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Portanto, a polariza\u00e7\u00e3o eleitoral \u00e9 muito mais que uma guerra de m\u00e1quinas eleitorais e de bases de apoio, \u00e9 a express\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o social que encontrou seu ponto de fratura. Na aus\u00eancia de uma alternativa revolucion\u00e1ria, a polariza\u00e7\u00e3o se apresenta como um confronto entre a extrema direita e uma frente ampla em torno da centro-esquerda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Diante disso, n\u00e3o resta d\u00favida que os comunistas e socialistas devem cerrar fileiras para derrotar a alternativa que aponta para o fascismo na arena eleitoral. No entanto, se estivermos certos em nosso diagn\u00f3stico, a extrema direita vai muito al\u00e9m da personifica\u00e7\u00e3o em um miliciano est\u00fapido, suas ra\u00edzes na crise do capital e suas express\u00f5es na institucionalidade burguesa ainda se manter\u00e1 como for\u00e7a pol\u00edtica e continuar\u00e1 exigindo nosso enfrentamento, seja qual for o resultado das elei\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<div id=\"m_-6244303714017518793gmail-mab-1845844349\">\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h5><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/jacobin.com.br\/author\/mauroluisiasi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/jacobin.com.br\/author\/mauroluisiasi\/&amp;source=gmail&amp;ust=1667324161543000&amp;usg=AOvVaw2bRRbmdfs1e3tRjycUyvLp\"> Mauro Luis Iasi<\/a> \u00e9 professor aposentado da ESS da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de estudos e pesquisas marxistas), educador popular do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. <\/span><\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div dir=\"auto\"><span style=\"font-size: large;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"https:\/\/jacobin.com.br\/2022\/10\/apos-derrotar-o-fascismo-nas-urnas-vamos-ter-que-desbolsonarizar-o-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/jacobin.com.br\/2022\/10\/apos-derrotar-o-fascismo-nas-urnas-vamos-ter-que-desbolsonarizar-o-brasil\/&amp;source=gmail&amp;ust=1667324161543000&amp;usg=AOvVaw3g1iINME_9Dt0nQIO9fUtY\">https:\/\/jacobin.com.br\/2022\/<wbr \/>10\/apos-derrotar-o-fascismo-<wbr \/>nas-urnas-vamos-ter-que-<wbr \/>desbolsonarizar-o-brasil\/<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29405\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10],"tags":[225],"class_list":["post-29405","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Eh","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29405","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29405"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29405\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29405"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29405"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29405"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}