{"id":29549,"date":"2022-11-23T23:00:08","date_gmt":"2022-11-24T02:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29549"},"modified":"2022-11-23T23:00:08","modified_gmt":"2022-11-24T02:00:08","slug":"o-adeus-a-hebe-de-bonafini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29549","title":{"rendered":"O adeus a Hebe de Bonafini"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/kaosenlared.net\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/imagenA-64.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A hist\u00f3rica l\u00edder das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio<\/p>\n<p>M\u00e3e de dois desaparecidos durante a ditadura argentina, Hebe de Bonafini foi, junto das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio, uma voz que se levantou quando a maioria calava.<\/p>\n<p>Por Ruben Armend\u00e1riz | CLAE \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o de Pedro Marin para a Revista Opera<\/p>\n<p>No \u00faltimo domingo (20), faleceu, aos 93 de anos de idade, Hebe de Bonafini, militante argentina pelos direitos humanos e cofundadora, a partir de 30 de abril de 1977, da associa\u00e7\u00e3o\u00a0Madres de Plaza de Mayo\u00a0(M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio), organiza\u00e7\u00e3o de m\u00e3es de detidos-desaparecidos durante a \u00faltima ditadura c\u00edvico-militar que governou a Argentina de 1976 a 1983.<\/p>\n<p>O governo argentino decretou tr\u00eas dias de luto \u201cem homenagem a Hebe, sua mem\u00f3ria e sua luta, que sempre estar\u00e3o presentes como guias nos momentos dif\u00edceis\u201d. O presidente Alberto Fern\u00e1ndez se despediu \u201ccom profunda dor e respeito a Hebe de Bonafini, M\u00e3e da Pra\u00e7a de Maio e lutadora incans\u00e1vel pelos direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuerid\u00edssima Hebe, M\u00e3e da Pra\u00e7a de Maio, s\u00edmbolo mundial da luta por Direitos Humanos, orgulho da Argentina. Deus te chama no dia da Soberania Nacional\u2026 n\u00e3o deve ser acaso. Simplesmente obrigada e at\u00e9 sempre\u201d, escreveu em despedida a vice-presidenta argentina Cristina Fern\u00e1ndez de Kirchner.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio anunciou no domingo que as cinzas de sua falecida l\u00edder, Hebe de Bonafini, descansar\u00e3o na Pra\u00e7a de Maio, a pedido da pr\u00f3pria dirigente.<\/p>\n<p>Em 1977, Hebe sofreu com o desaparecimento de seus dois filhos \u2013 Jorge Omar e Ra\u00fal Alfredo \u2013, e, um ano depois, com o de sua nora, Mar\u00eda Elena Bugnone Cepeda, esposa de Jorge \u2013 todos sequestrados e assassinados pela ditadura c\u00edvico-militar.<\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s a instaura\u00e7\u00e3o da sangrenta ditadura, as M\u00e3es, com seus len\u00e7os brancos, come\u00e7aram a visitar as reda\u00e7\u00f5es das ag\u00eancias internacionais de not\u00edcias, batalhando para que suas den\u00fancias furassem a f\u00e9rrea censura local.<\/p>\n<p>Em 1978, as M\u00e3es realizaram sua ronda de todas as quinta-feiras na Pra\u00e7a de Maio frente a imprensa internacional, que havia chegado \u00e0 Argentina para cobrir o Mundial de Futebol, enquanto a algumas centenas de metros do est\u00e1dio de River Plata, no centro de tortura, desaparecimentos e morte da Escola de Mec\u00e2nica da Armada, seus filhos eram torturados e assassinados.<\/p>\n<p>\u201cAntes de meu filho ser sequestrado, eu era uma mulher comum, uma dona de casa mais\u201d, declarou em 1982. \u201cEu n\u00e3o sabia de muitas coisas. N\u00e3o me interessavam. A quest\u00e3o econ\u00f4mica, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de meu pa\u00eds eram coisas completamente distantes, indiferentes. Mas desde que meu filho foi desaparecido, o amor que eu sentia por ele, o af\u00e3 de busc\u00e1-lo at\u00e9 encontr\u00e1-lo, de rogar, de pedir, de exigir que me entregassem [\u2026] o encontro e a \u00e2nsia compartilhada com outras m\u00e3es que sentiam a mesma saudade que eu, me p\u00f4s em um mundo novo, me fez saber e valorizar muitas coisas que eu n\u00e3o sabia e que antes n\u00e3o me interessava saber. Agora me dou conta que todas essas coisas sobre as quais muita gente ainda n\u00e3o se preocupa s\u00e3o important\u00edssimas, porque delas depende o destino de um pa\u00eds inteiro; a felicidade ou a desgra\u00e7a de muitas fam\u00edlias\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vamos seguir caminhando e lutando como sempre. N\u00e3o vai haver um \u2018ponto final\u2019 enquanto haja companheiros militantes que acompanhem, nesta pra\u00e7a, as dos len\u00e7os brancos. Quando as m\u00e3es n\u00e3o estiverem mais presentes, devem ser o resseguro para que outros possam caminhar alguma vez em liberdade.\u201d<\/p>\n<p>Hebe foi e sempre seguir\u00e1 sendo, junto de outras vozes de outras m\u00e3es e av\u00f3s, a consci\u00eancia dos silenciados, a palavra dos assassinados, a irrever\u00eancia dos que n\u00e3o se submeteram ao poder nem aceitaram a irreversibilidade da hist\u00f3ria que foi oferecida como pol\u00edtica de esquecimento e reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O intelectual Ricardo Foster lembrou que a voz de Hebe se levantou quando a maioria calava. A inflex\u00e3o intempestiva de sua palavra, nascida da dor, reivindicou a dignidade em um pa\u00eds atravessado pela maior das indignidades e por diferentes formas de cumplicidade.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma voz imoderada e insultuosa, como s\u00f3 o falar popular sabe ser, que n\u00e3o buscou eufemismos para atingir o cora\u00e7\u00e3o da injusti\u00e7a e do terror, mas que tampouco se calou quando, j\u00e1 na democracia, muitos exigiam fechar os arquivos da ditadura\u201d, escreveu. \u00cdcone internacional da luta pelos Direitos Humanos, Hebe deixa para tr\u00e1s metade de uma vida dedicada \u00e0 busca de seus dois filhos, sequestrados pela ditadura militar em 1977.<\/p>\n<p>At\u00e9 o \u00faltimo dia era vista, toda quinta-feira, em frente \u00e0 Casa Rosada, para cumprir rigorosamente com as rondas que desde o dia 30 de abril de 1977 essas mulheres que resistiram \u00e0 ditadura continuaram a fazer ao redor da Pir\u00e2mide de Maio, em Buenos Aires. Quando come\u00e7aram sua luta eram, em sua maioria, donas de casa que buscavam por todos os lugares poss\u00edveis seus filhos desaparecidos.<\/p>\n<p>Quando a pol\u00edcia lhes disse que n\u00e3o podiam ficar ali e que tinham que circular, come\u00e7aram a dar voltas ao redor da pra\u00e7a. Hebe de Bonafini tinha ent\u00e3o 49 anos, e sua vida recome\u00e7ava.<\/p>\n<p>No dia 5 de outubro deste ano, Hebe participou da inaugura\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o de fotos dedicada a sua vida, intitulada\u00a0Hebe de Bonafini, uma m\u00e3e rev\/belada.\u00a0Ali recordou que tinha tido \u201cuma inf\u00e2ncia alegre, onde se aprendia a desfrutar as pequenas coisas\u201d. Tamb\u00e9m pediu que as crian\u00e7as fossem levadas para ver as fotos da exposi\u00e7\u00e3o, para que a chama de suas batalhas se mantivesse acesa.<\/p>\n<p>As M\u00e3es fundaram uma universidade, bibliotecas, uma r\u00e1dio e at\u00e9 um canal de televis\u00e3o. Hebe sempre teve o apoio do kirchnerismo em sua busca pela transcend\u00eancia, e enfrentou com dureza o governo neoliberal de Mauricio Macri e agora o de Alberto Fern\u00e1ndez, que considerava um traidor da causa do peronismo de esquerda representado por Kirchner.<\/p>\n<p>As M\u00e3es nunca abandonaram a luta, e Bonafini sempre esteve l\u00e1, na frente, fiel \u00e0s posi\u00e7\u00f5es mais duras. Quando a Argentina recuperou a democracia, em 1983, as M\u00e3es se dividiram. Bonafini se aferrou \u00e0 demanda de \u201capari\u00e7\u00e3o com vida\u201d de seus filhos, enquanto um setor mais moderado, que passou a ser chamado de M\u00e3es Linha Fundadora, concordou em negociar pens\u00f5es oficiais, com a resigna\u00e7\u00e3o de que seus \u201cdesaparecidos\u201d n\u00e3o voltariam.<\/p>\n<p>O falecimento de Bonafini foi repercutido internacionalmente. Os primeiros a expressar-se foram os ex-presidentes Evo Morales, da Bol\u00edvia, e Rafael Correa, do Equador. \u201cMuito triste e consternado pela partida da irm\u00e3 Hebe de Bonafini, hist\u00f3rica, muito respeitada e querida presidente das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio. Sua luta incans\u00e1vel contra as ditaduras e por mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a \u00e9 um exemplo\u201d, escreveu Morales. Correa, por sua vez, declarou: \u201cObrigado por tanto, Hebe her\u00f3ica e querida. Por ti vamos vencer\u201d.<\/p>\n<h1>O Ponto Final de 1985<\/h1>\n<p>Em janeiro de 1987, pouco depois da aprova\u00e7\u00e3o da Lei do Ponto Final, Hebe escreveu o texto a seguir para a revista\u00a0Crisis, quase um manifesto contra a democracia cinzenta que precisava placar a rebeli\u00e3o. Vale a pena record\u00e1-lo num momento em que um filme como \u201c1985\u201d busca fazer as novas gera\u00e7\u00f5es acreditarem que os her\u00f3is foram dois procuradores nomeados pela ditadura, e n\u00e3o o povo, que combateu e resistiu a tantos anos de horror, com as M\u00e3es sendo um exemplo permanente.<\/p>\n<p>\u201cAs M\u00e3es, desde que o\u00a0radicalismo\u00a0[refer\u00eancia ao partido Uni\u00e3o C\u00edvica Radical] assumiu, vinham anunciando ao povo o que aconteceria se esper\u00e1ssemos o que o governo prometeu. Muitos disseram que as m\u00e3es n\u00e3o entendiam de nada, que n\u00e3o sab\u00edamos de pol\u00edtica; que ter\u00edamos que esperar e assinar um cheque em branco para o presidente. N\u00f3s n\u00e3o quisemos assinar porque est\u00e1vamos convencidas de que os repressores seriam perdoados. Nossos filhos foram levados com a cumplicidade dos partidos pol\u00edticos, isso n\u00e3o podemos esquecer.<\/p>\n<p>O doutor [presidente Ra\u00fal] Afons\u00edn acaba de dizer: \u2018Entendo a dor dos familiares, o fa\u00e7o plenamente, embora seja claro que n\u00e3o compartilho dos crit\u00e9rios daqueles que, tomados por essa dor, podem ter assumido as mesmas ideias dos pobres meninos [desaparecidos]\u2019. Nossos filhos n\u00e3o eram pobres meninos.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos interessa que o doutor Alfons\u00edn nos compreenda, nos interessa que respeite nossos filhos, porque se ele est\u00e1 naquela cadeira \u00e9 porque eles deram a sua juventude e vida diante dos assassinos. N\u00f3s somos encarregadas de que isso seja feito: as M\u00e3es, os companheiros militantes e os que seguem este caminho de reivindicar sua luta. O \u00fanico pobre menino \u00e9 o presidente, que est\u00e1 prostrado diante dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m disse o doutor Alfons\u00edn que quando se fala de anistia se mente, mas o \u00fanico que mente \u00e9 ele, porque esta [a Lei do Ponto Final, que paralisou os processos e impediu o julgamento de respons\u00e1veis pelos desaparecimentos] \u00e9 uma lei de anistia descarada, por mais voltas que d\u00eaem.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o das M\u00e3es da Pra\u00e7a de Maio n\u00e3o foi visitar nenhum deputado nem nenhum senador. Al\u00e9m disso, pela r\u00e1dio, algumas noites atr\u00e1s, eu disse que o senador [Adolfo] Gass n\u00e3o merece ser pai do filho que teve, porque teve um filho muito valente que foi assassinado pela ditadura, lutando para construir um mundo melhor, coisa que o senador n\u00e3o repete.<\/p>\n<p>O doutor Alfons\u00edn afirmou em outro par\u00e1grafo: \u2018Paramos no presente para que a justi\u00e7a fa\u00e7a o que tem que fazer, temos que olhar adiante, nos unir e nos abra\u00e7ar\u2026\u2019 A justi\u00e7a que h\u00e1 n\u00e3o serve, porque \u00e9 uma justi\u00e7a burguesa, feita para os burgueses e pelos burgueses. N\u00f3s estamos convencidas de que devemos olhar adiante, claro que sim; por isso enfrentamos a feroz ditadura, e n\u00e3o debaixo da cama, como disse impunemente o doutor Alfons\u00edn.<\/p>\n<p>A enfrentamos em plena Pra\u00e7a de Maio, onde nunca o vi compartilhando das lutas e perigos. Por isso queremos olhar adiante junto de todos, com esses jovens que ele prepara para serem novas v\u00edtimas da repress\u00e3o, acusando-os de \u2018ultras\u2019\u00a0[extremistas].\u00a0Creio que o \u00fanico \u2018ultra\u2019 \u00e9 ele, ultra antidemocr\u00e1tico, pois n\u00e3o permite cr\u00edticas nem dissenso.<\/p>\n<p>Fala que quer justi\u00e7a e n\u00e3o o pared\u00e3o. Nenhuma de n\u00f3s quer o pared\u00e3o, porque n\u00e3o h\u00e1 melhor pared\u00e3o que os 30 anos de pris\u00e3o, e a ele falta hombridade para fazer os genocidas pagarem devidamente por sua culpa, dia ap\u00f3s dia.<\/p>\n<p>O novo verso dos\u00a0radicais\u00a0\u00e9 perguntar se temos \u00f3dio. Eu o pergunto aos que dizem que n\u00e3o h\u00e1 de ter \u00f3dio se depois de ver como fuzilaram nossos filhos covardemente, como os violavam e torturavam, como os assassinaram de joelhos e com os olhos vendados, se depois de tudo isso algu\u00e9m pode n\u00e3o ter \u00f3dio. Quem disser que n\u00e3o \u00e9 falso e hip\u00f3crita.<\/p>\n<p>O doutor Alfons\u00edn finalmente expressou tudo o que sentia desde o primeiro momento. O que ele prometeu em sua campanha eleitoral era falso: foram mentiras para ganhar votos. Ele est\u00e1 disposto a pagar todo o custo pol\u00edtico necess\u00e1rio, da mesma maneira que pensa pagar a d\u00edvida externa: prostrado ante a Am\u00e9rica do Norte, comprometido com a pol\u00edtica de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso diz que vai pagar o custo, porque ele j\u00e1 se comprometeu quando falava do pacto Militar-Sindica [Pacto entre as 62 Organiza\u00e7\u00f5es Peronistas, frente sindical ent\u00e3o dirigida por Lorenzo Miguel, e as For\u00e7as Armadas, para que os julgamentos n\u00e3o avan\u00e7assem e o papel das For\u00e7as Armadas n\u00e3o fosse posto em xeque]l: s\u00f3 se esqueceu de dizer que era Militar-Sindical-Radical\u00a0o verdadeiro pacto. Por isso estamos agora endividados, com sal\u00e1rios de fome, com corpos especiais preparados para reprimir e com leis que, na escurid\u00e3o da madrugada, concedem a impunidade.<\/p>\n<p>N\u00f3s vamos seguir caminhando e lutando como sempre. Assim como enfrentamos o documento final da ditadura, que nos fez mobilizar com mais for\u00e7a, agora o faremos com a lei\u00a0radical. N\u00e3o vai haver \u2018ponto final\u2019 enquanto haja companheiros militantes que acompanhem, nesta pra\u00e7a, as dos len\u00e7os brancos. Quando as m\u00e3es n\u00e3o estiverem mais presentes, devem ser o resseguro para que outros possam caminhar alguma vez em liberdade, sobretudo com o projeto que tinham nossos filhos, que era, precisamente, o contr\u00e1rio do que disse Alfons\u00edn sobre \u2018negar a dignidade do homem\u2019.<\/p>\n<p>Nossos filhos jamais lutaram por causas ign\u00f3beis nem por ambi\u00e7\u00f5es pessoais: ensinaram ao pa\u00eds que a solidariedade, a compreens\u00e3o e a partilha \u00e9 tudo o que se tem. Por sua vez, isso nunca \u00e9 visto pelos que governam, que s\u00e3o os \u00fanicos que aumentam seus sal\u00e1rios, que vivem em lares privilegiados e est\u00e3o sempre dispostos a obter as mordomias e benef\u00edcios que o poder exercido sem decoro lhes confere. Justamente o oposto completo do que queriam nossos filhos, que seguem sendo o espelho que desnuda a prostitui\u00e7\u00e3o da casta governante\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29549\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65,10],"tags":[228],"class_list":["post-29549","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7GB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29549\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}