{"id":29584,"date":"2022-12-05T18:14:39","date_gmt":"2022-12-05T21:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29584"},"modified":"2022-12-05T18:14:39","modified_gmt":"2022-12-05T21:14:39","slug":"a-revolucao-brasileira-como-horizonte-politico-concreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29584","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira como horizonte pol\u00edtico concreto"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistaopera.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/pera-18.jpeg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><br \/>\nComo assumir o papel hist\u00f3rico-pol\u00edtico de vanguarda revolucion\u00e1ria? Esse \u00e9 um dos grandes problemas de toda estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por Jones Manoel &#8211; membro do Comit\u00ea Central do PCB e colunista da Revista Opera<\/p>\n<p>Uma das minhas frases preferidas de Leon Tr\u00f3tski \u00e9 a que diz que as revolu\u00e7\u00f5es \u201cs\u00e3o imposs\u00edveis, at\u00e9 que se tornem inevit\u00e1veis\u201d. O jogo de palavras do comandante do Ex\u00e9rcito Vermelho, para al\u00e9m do lirismo, tem precis\u00e3o te\u00f3rica. A revolu\u00e7\u00e3o, no cotidiano da ordem burguesa, aparece como \u201cimposs\u00edvel\u201d, uma n\u00e3o-possibilidade. Mas quando a avenida da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta, e sua vit\u00f3ria \u00e9 alcan\u00e7ada, se torna f\u00e1cil olhar para cada lance, cada momento da pol\u00edtica, como se fosse um passo mais para uma vit\u00f3ria certa do projeto revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Desde quando nascemos, aprendemos, j\u00e1 no seio familiar, um princ\u00edpio de realidade que poderia ser resumido na cl\u00e1ssica frase de Hegel: o real \u00e9 racional. O mundo \u00e0 nossa volta \u00e9 naturalizado, mostrado como o \u00fanico poss\u00edvel. N\u00e3o aprendemos na fam\u00edlia, escola, nas primeiras rela\u00e7\u00f5es de amizade e nos diversos espa\u00e7os de socializa\u00e7\u00e3o que a propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o deve ser questionada, por exemplo.<\/p>\n<p>Desde sempre somos ensinados de que as rela\u00e7\u00f5es constitutivas da ordem burguesa s\u00e3o naturais, espont\u00e2neas, fruto de uma suposta natureza humana ou ent\u00e3o sequer pensamos nisso, vivemos no autom\u00e1tico, adaptando-nos ao mundo como ele \u00e9, tentando sobreviver. Todo modo de produ\u00e7\u00e3o cria ideologias que mostram seu mundo como o \u00fanico poss\u00edvel e todas as possibilidades hist\u00f3ricas (ou rela\u00e7\u00f5es sociais superadas) como anomalias, desvios de rota do que \u00e9 \u201ccerto\u201d. Nesse ponto, o capitalismo n\u00e3o \u00e9 bem uma novidade. No per\u00edodo feudal na Europa Ocidental, a Igreja cat\u00f3lica dizia que a ordem estamental era uma cria\u00e7\u00e3o de Deus, uma organiza\u00e7\u00e3o social por des\u00edgnio divino.<\/p>\n<p>A grande novidade do capitalismo \u00e9 a centraliza\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de subjetividades, mem\u00f3ria e horizontes pol\u00edticos. Ainda ficando no exemplo da ordem feudal na Europa Ocidental, a fam\u00edlia de ent\u00e3o camponesa formava n\u00e3o s\u00f3 o n\u00facleo produtivo, como tamb\u00e9m era \u2013 junto com a Igreja Cat\u00f3lica \u2013 o principal aparelho de socializa\u00e7\u00e3o e interioriza\u00e7\u00e3o das normas sociais da ordem dominante.<\/p>\n<p>O sucesso das hist\u00f3rias de justiceiros das florestas que roubavam dos nobres ou a perman\u00eancia da mem\u00f3ria de revoltas camponesas, mesmo condenadas pela Igreja, davam-se porque a fam\u00edlia mantinha um papel central na constitui\u00e7\u00e3o de subjetividades. A fam\u00edlia era, ao mesmo tempo, um aparelho reprodutor da ideologia dominante formulada e difundida pela Igreja Cat\u00f3lica, mas tamb\u00e9m o espa\u00e7o de uma contra-hist\u00f3ria que tinha for\u00e7a social para preservar padr\u00f5es de subjetividade \u00e0 revelia do interesse das classes dominantes.<\/p>\n<p>Com o capitalismo, o processo de produ\u00e7\u00e3o de subjetividades \u00e9 centralizado e ganha uma dimens\u00e3o de uniformiza\u00e7\u00e3o e uma escala de massas. As televis\u00f5es, cinema, mercado fonogr\u00e1fico, aparelho escolar, igrejas, mercado liter\u00e1rio e afins alcan\u00e7am diariamente milh\u00f5es de pessoas, oferecem ideias, organizam pensamentos, cultivam alguns aspectos de mem\u00f3ria e apagam outros, direcionam a circula\u00e7\u00e3o de afetos, etc. O capitalismo, em contraste com o feudalismo, tem uma rede de socializa\u00e7\u00e3o e vida social mais rica e complexa, ao passo que a capacidade da classe dominante de controlar a produ\u00e7\u00e3o das subjetividades \u00e9 infinitamente maior na ordem burguesa do que em outros modos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O controle da produ\u00e7\u00e3o de subjetividades caminha na dire\u00e7\u00e3o de mostrar como imposs\u00edvel, um ato de loucura, um del\u00edrio, a ideia de que seja poss\u00edvel construir uma outra forma de organiza\u00e7\u00e3o social, o comunismo. Em todos os \u00e2mbitos da vida \u2013 desde o mercado de trabalho, passando pela pol\u00edtica eleitoral-partid\u00e1ria at\u00e9 rela\u00e7\u00f5es de amizade\/romance \u2013 h\u00e1 uma press\u00e3o permanente, uma coer\u00e7\u00e3o social, pela adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cnormalidade\u201d. O normal \u00e9 uma gaiola fechada, um circuito de ferro, que n\u00e3o pode ser rompido.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, por\u00e9m, o capitalismo convive mais ou menos bem com \u201cilhas de anticapitalismo\u201d. \u00c9 poss\u00edvel existir, com registro eleitoral, um partido que defenda a revolu\u00e7\u00e3o, professores marxistas concursados nas universidades p\u00fablicas, sindicatos e movimentos sociais que dizem defender o socialismo, etc. Enquanto esses debates estiveram isolados da vida das massas e forem absorvidos pelo sistema dominante, sua exist\u00eancia, al\u00e9m de n\u00e3o oferecer riscos, ajuda a legitimar a ordem burguesa, atuando como base real para a ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel construir um \u201csocialismo democr\u00e1tico\u201d \u2013 isto \u00e9, construir o socialismo ampliando paulatinamente a democracia burguesa no Estado burgu\u00eas.<\/p>\n<p>A famosa frase, popularizada no Brasil pela obra de Mark Fisher, de que \u00e9 mais f\u00e1cil \u201cimaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo\u201d \u00e9 um retrato do per\u00edodo hist\u00f3rico que vivemos, mas tamb\u00e9m uma din\u00e2mica pr\u00f3pria do capitalismo em todas as \u00e9pocas, tendo maior ou menor for\u00e7a \u2013 a depender da famosa luta de classes. Em per\u00edodo passados, como na sequ\u00eancia da Revolu\u00e7\u00e3o Russa e da vit\u00f3ria sovi\u00e9tica na Segunda Guerra Mundial, milh\u00f5es de seres humanos imaginavam o fim do capitalismo e lutavam por isso. Foi um per\u00edodo hist\u00f3rico em que os mecanismos tradicionais de coer\u00e7\u00e3o e consenso da ordem burguesa perderam relativo efeito e vimos transforma\u00e7\u00f5es radicais nos quatro cantos do mundo.<\/p>\n<p>Eventos como grandes crises econ\u00f4micas, guerras, revolu\u00e7\u00f5es e revoltas generalizadas rompem a normalidade, o cotidiano, e retiram dos indiv\u00edduos, fam\u00edlias, grupos e classes sociais a seguran\u00e7a de saber \u201ccomo \u00e9 o mundo\u201d, abrindo possibilidades hist\u00f3ricas de transforma\u00e7\u00f5es ou regress\u00f5es reacion\u00e1rias. O capitalismo vive de crises e de ciclos econ\u00f4micos e pol\u00edticos. Nunca podemos apontar com precis\u00e3o a dura\u00e7\u00e3o do momento hist\u00f3rico de \u201cestabilidade\u201d e \u201cnormalidade\u201d, mas \u00e9 certo, assim como o sol vai nascer no dia seguinte, que esse momento sofrer\u00e1 uma crise e n\u00e3o ser\u00e1 eterno. Gostem ou n\u00e3o, a hist\u00f3ria nunca acaba e a contradi\u00e7\u00e3o e a negatividade s\u00e3o inerentes \u00e0 ordem burguesa.<\/p>\n<p>Isso significa que basta esperar o momento de ruptura do cotidiano, o momento de crise, para colocar em cena uma amplia\u00e7\u00e3o do horizonte pol\u00edtico, pautando a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira como agenda central? Evidentemente que n\u00e3o; a resposta \u00e9 mais complexa que isso. Como disse, \u00e9 pr\u00f3prio das rela\u00e7\u00f5es sociais burguesas e de todos os seus aparelhos ideol\u00f3gicos e coercitivos manter a imagina\u00e7\u00e3o, a subjetividade, o horizonte pol\u00edtico, a mem\u00f3ria hist\u00f3rica e a consci\u00eancia da classe trabalhadora nos limites da ordem burguesa, dizendo que outro mundo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Sem uma contratend\u00eancia, sem uma organiza\u00e7\u00e3o ou organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias com certo n\u00edvel de penetra\u00e7\u00e3o de massas, com capacidade de pautar setores da sociedade, essa hegemonia burguesa ser\u00e1 t\u00e3o s\u00f3lida que os momentos de crise e quebra da normalidade v\u00e3o ser apenas uma oportunidade para reformular em sentido regressivo ou reacion\u00e1rio o sistema pol\u00edtico e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Aliado a isso, a pr\u00f3pria crise n\u00e3o ser\u00e1 vista como uma crise, mas um \u201cnovo normal\u201d. Nesse momento, temos mais de 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias brasileiras passando fome e metade dos lares brasileiros em inseguran\u00e7a alimentar. Os n\u00fameros s\u00e3o suficientes para afirmarmos que vivemos uma crise humanit\u00e1ria e de fome, mas n\u00e3o vivenciamos o clima de crise por n\u00e3o termos, nesse momento, organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias com suficiente for\u00e7a para elevar essa realidade a um dado de percep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e subjetividade generalizada.<\/p>\n<p>Outro problema pode ser acrescentado. Nem toda crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica se transforma em crise revolucion\u00e1ria \u2013 ou crise org\u00e2nica, como diria Antonio Gramsci. O comunista italiano, inclusive, \u00e9 um dos grandes respons\u00e1veis por mostrar que a crise do sistema pode ser uma oportunidade de criar uma crise revolucion\u00e1ria, mas n\u00e3o necessariamente. A media\u00e7\u00e3o entre a possibilidade e a sua realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela vanguarda revolucion\u00e1ria que, para Antonio Gramsci, deveria estar organizada na forma de um partido revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nesse ponto, chegamos no elemento central de nossa reflex\u00e3o. Existe um fator pol\u00edtico essencial que deve atuar como contratend\u00eancia \u00e0 ordem burguesa: elevar a radicalidade das lutas populares cotidianas, produzir e difundir uma teoria e cultura revolucion\u00e1ria, tensionar ao m\u00e1ximo a ordem burguesa e ser sujeito ativo na gera\u00e7\u00e3o de uma crise pol\u00edtica, criar capacidade m\u00ednima para em momentos necess\u00e1rios \u2013 como numa revolta de massas \u2013 usar t\u00e1ticas de a\u00e7\u00e3o pouco comuns (como a\u00e7\u00f5es armadas ou conduzir uma greve geral \u00e0 revelia da repress\u00e3o), ser fator de desestrutura\u00e7\u00e3o e paralisia do Estado burgu\u00eas em momentos decisivos, formar desde j\u00e1 os quadros pol\u00edticos e organizativos que v\u00e3o construir o futuro Estado prolet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Esse fator pol\u00edtico \u00e9 a vanguarda revolucion\u00e1ria organizada em um Partido Revolucion\u00e1rio. Aqui o conceito de vanguarda n\u00e3o \u00e9 entendido como um pequeno grupo iluminado, detentor da verdade e que, como disse um profeta, traz a \u201cboa nova\u201d. Vanguarda revolucion\u00e1ria \u00e9 um conceito que indica a organiza\u00e7\u00e3o de uma parte da classe trabalhadora e outros estratos sociais para a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica revolucion\u00e1ria, fator ativo e subjetivo de alargamento do horizonte pol\u00edtico, sujeito da cria\u00e7\u00e3o de uma crise revolucion\u00e1ria e decisivo para vit\u00f3ria do proletariado. Ningu\u00e9m \u2013 nenhum grupo ou organiza\u00e7\u00e3o \u2013 pode-se afirmar a vanguarda do proletariado. O papel hist\u00f3rico de vanguarda \u00e9 provado na pr\u00e1tica, no solo concreto da luta de classes, e pode assumir diversas formas organizativas.<\/p>\n<p>Na Revolu\u00e7\u00e3o Russa, o Partido Bolchevique cumpriu o papel de vanguarda revolucion\u00e1ria atuando para aprofundar e levar at\u00e9 o fim a revolu\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou em fevereiro, tendo papel central na vit\u00f3ria sobre a contrarrevolu\u00e7\u00e3o (levante de Kornilov e Guerra Civil), oferecendo os principais quadros para manter o poder sovi\u00e9tico e dirigindo o conjunto dos explorados e oprimidos.<\/p>\n<p>Na Revolu\u00e7\u00e3o Coreana, Chinesa e Vietnamita, guardadas todas as suas diferen\u00e7as, esse papel de vanguarda revolucion\u00e1ria se expressou nas frentes de resist\u00eancia nacional e anticolonial com hegemonia dos Partidos Comunistas. Nessas tr\u00eas revolu\u00e7\u00f5es, a vanguarda revolucion\u00e1ria tamb\u00e9m teve um papel central como organizadora do dispositivo militar revolucion\u00e1rio. Na Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, como sabemos, a guerrilha liderada por Fidel Castro cumpriu o papel hist\u00f3rico de vanguarda, unificando as lutas, potencializando a radicalidade, acelerando a crise pol\u00edtica do regime, colocando em tela a conquista do poder.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tivemos experi\u00eancias hist\u00f3ricas onde a aus\u00eancia de um papel de vanguarda revolucion\u00e1ria \u2013 ou a incapacidade pol\u00edtica da vanguarda constitu\u00edda \u2013 foram fundamentais para grandes derrotas da classe trabalhadora. O Brasil em 1964 \u00e9 um belo exemplo da aus\u00eancia de uma vanguarda revolucion\u00e1ria constitu\u00edda e atuando como tal e o Chile da Unidade Popular de Salvador Allende \u00e9 um exemplo da situa\u00e7\u00e3o onde uma vanguarda revolucion\u00e1ria \u00e9 constitu\u00edda na luta, mas falha politicamente no momento decisivo de enfrentar a contrarrevolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse ponto, temos outro problema: na pr\u00e1tica, a vanguarda revolucion\u00e1ria \u00e9 constru\u00edda numa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o-revolucion\u00e1ria, no cotidiano da ordem burguesa; contudo, o papel de vanguarda revolucion\u00e1ria s\u00f3 \u00e9 confirmado numa situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, no auge do acirramento da luta de classes. Mas dificilmente chegaremos a essa situa\u00e7\u00e3o sem a atua\u00e7\u00e3o daquelas for\u00e7as pol\u00edticas \u2013 ou for\u00e7a pol\u00edtica, no singular \u2013 que podem vir a ser a vanguarda revolucion\u00e1ria. Parece uma tautologia ou um jogo de palavras confuso? Pode parecer, mas \u00e9 um problema real. Nas palavras do historiador Eric Hobsbawm:<\/p>\n<p>\u201cO problema das esquerdas revolucion\u00e1rias em sociedades est\u00e1veis n\u00e3o \u00e9 que suas oportunidades jamais se apresentaram, mas que as condi\u00e7\u00f5es normais em que ela deve operar impedem-na de desenvolver movimentos tendentes a aproveitar os raros momentos em que \u00e9 chamada a agir como revolucion\u00e1ria.\u201d<\/p>\n<p>Como, no cotidiano da ordem burguesa e com todas as suas press\u00f5es para manter-se em um horizonte pol\u00edtico burgu\u00eas, ser sujeito ativo na cria\u00e7\u00e3o de uma crise revolucion\u00e1ria e estar capacitado para aproveitar esse momento hist\u00f3rico que, como mostra a experi\u00eancia, n\u00e3o acontece sempre ou com regularidade? Em suma, como assumir o papel hist\u00f3rico-pol\u00edtico de vanguarda revolucion\u00e1ria? Esse \u00e9 um dos grandes problemas de toda estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nesse texto, apresentamos o problema. Na pr\u00f3xima reflex\u00e3o vamos procurar debat\u00ea-lo em tra\u00e7os gerais nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras. A pergunta que fica \u00e9: como criar a vanguarda da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29584\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[66,10],"tags":[228],"class_list":["post-29584","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c79-nacional","category-s19-opiniao","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7Ha","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29584\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}