{"id":29630,"date":"2022-12-15T22:02:18","date_gmt":"2022-12-16T01:02:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29630"},"modified":"2022-12-15T22:02:18","modified_gmt":"2022-12-16T01:02:18","slug":"a-classe-trabalhadora-contra-o-neoliberalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29630","title":{"rendered":"A classe trabalhadora contra o neoliberalismo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"29631\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29630\/image-3\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-3.png?fit=333%2C420&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"333,420\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image (3)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-3.png?fit=333%2C420&amp;ssl=1\" class=\"alignleft size-full wp-image-29631\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-3.png?resize=333%2C420&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-3.png?w=333&amp;ssl=1 333w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image-3.png?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Prabhat Patnaik [*]<\/p>\n<p>Um regime neoliberal implica por toda a parte uma mudan\u00e7a espont\u00e2nea no equil\u00edbrio do poder de classe contra a classe dos trabalhadores. Isto acontece por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. Primeiro, uma vez que o capital se torna globalmente m\u00f3vel enquanto o trabalho n\u00e3o o \u00e9, este capital globalmente m\u00f3vel tem uma oportunidade de colocar a classe trabalhadora de um pa\u00eds contra a de outro. Se os trabalhadores de um pa\u00eds entram em greve, ent\u00e3o o capital tem a op\u00e7\u00e3o de deslocar a sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 margem para outro pa\u00eds; e a pr\u00f3pria amea\u00e7a de o fazer serve para manter baixa a milit\u00e2ncia dos trabalhadores em todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Se os trabalhadores estivessem organizados internacionalmente, para que as a\u00e7\u00f5es de greve n\u00e3o fossem apenas organizadas em n\u00edvel nacional mas pudessem ocorrer simultaneamente em v\u00e1rios pa\u00edses, ent\u00e3o uma tal amea\u00e7a por parte do capital n\u00e3o teria funcionado; mas as a\u00e7\u00f5es coletivas da classe trabalhadora infelizmente ainda n\u00e3o s\u00e3o coordenadas internacionalmente, raz\u00e3o pela qual tais amea\u00e7as funcionam. \u00c9 verdade, mesmo que os trabalhadores estivessem organizados internacionalmente, o capital ainda poderia amea\u00e7ar transferir a produ\u00e7\u00e3o para alguma localiza\u00e7\u00e3o inteiramente nova, mas isto teria sido mais dif\u00edcil do seu ponto de vista. O fato de os trabalhadores mesmo nos atuais locais de produ\u00e7\u00e3o de capital n\u00e3o estarem organizados internacionalmente atua em favor do capital e mant\u00e9m baixo o n\u00edvel de milit\u00e2ncia em cada localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 simplesmente um exemplo do fato bem conhecido de que a centraliza\u00e7\u00e3o do capital \u00e9 um meio de subjugar a milit\u00e2ncia dos trabalhadores: uma vez que a centraliza\u00e7\u00e3o do capital est\u00e1 tipicamente associada \u00e0 instala\u00e7\u00e3o desse capital centralizado atrav\u00e9s de um conjunto de atividades dispersas ou atrav\u00e9s de localiza\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas dispersas, a a\u00e7\u00e3o militante dos trabalhadores em qualquer local ou ramo de atividade em particular enfrenta a amea\u00e7a de transfer\u00eancia do capital para outro ramo ou localiza\u00e7\u00e3o. A globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal implica a centraliza\u00e7\u00e3o do capital, mas com uma dispers\u00e3o global e, por conseguinte, imp\u00f5e uma conten\u00e7\u00e3o efetiva \u00e0 milit\u00e2ncia dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O segundo fator que atua na mesma dire\u00e7\u00e3o \u00e9 isto: mesmo quando atividades se deslocam da metr\u00f3pole para alguns pa\u00edses da periferia, enfraquecendo assim a for\u00e7a de negocia\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a for\u00e7a da greve nas metr\u00f3poles, as vastas reservas de trabalho da periferia n\u00e3o se esgotam, de modo que os trabalhadores na periferia n\u00e3o adquirem maior for\u00e7a.<\/p>\n<p>O fato de os trabalhadores das metr\u00f3poles serem restringidos por estarem ligados \u00e0s vastas reservas de trabalho da periferia, que \u00e9 o que o neoliberalismo assegura, \u00e9 bem reconhecido. O fosso crescente entre as condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores metropolitanos e os da periferia que havia caracterizado o capitalismo no per\u00edodo anterior, quando este havia segmentado a economia mundial em duas partes, atrav\u00e9s das quais nem o trabalho nem o capital se deslocavam, j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser prolongado. Mas o neoliberalismo sempre mantivera a promessa de que a deslocaliza\u00e7\u00e3o \u2013 que ajudou o crescimento r\u00e1pido da economia perif\u00e9rica \u2013 consumiria as reservas de trabalho ali existentes, ou seja, que estas reservas, as quais s\u00e3o uma heran\u00e7a do colonialismo e do semicolonialismo (embora a ideologia neoliberal n\u00e3o reconhe\u00e7a este fato), iriam finalmente diminuir.<\/p>\n<p>Esta promessa, no entanto, \u00e9 desmentida. De fato, ao inv\u00e9s de reduzir a magnitude das reservas de trabalho na periferia, o regime neoliberal realmente as aumentou. O neoliberalismo est\u00e1 ali associado a um aumento do desemprego, embora este fato possa manifestar-se como uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de dias de trabalho de cada trabalhador e n\u00e3o como uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores empregados.<\/p>\n<p>Este aumento do desemprego decorre de duas caracter\u00edsticas do neoliberalismo. Uma \u00e9 a retirada do apoio do Estado \u00e0 pequena produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 agricultura camponesa tendo em vista abrir este setor \u00e0 invas\u00e3o do grande capital e do agroneg\u00f3cio. A segunda caracter\u00edstica \u00e9 a abertura da economia a fluxos transfronteiri\u00e7os mais livres de bens e servi\u00e7os, o que aumenta grandemente a compuls\u00e3o de cada produtor a introduzir o progresso tecnol\u00f3gico a fim de defender fatias de mercado contra importa\u00e7\u00f5es. Uma vez que a poupan\u00e7a na m\u00e3o-de-obra \u00e9 a forma t\u00edpica do progresso tecnol\u00f3gico sob o capitalismo, isto significa um aumento da taxa de crescimento da produtividade laboral e, portanto, um decl\u00ednio da taxa de crescimento do emprego. Assim, \u00e0 medida que os camponeses e artes\u00e3os deslocados ampliam o n\u00famero de pessoas \u00e0 procura de emprego no setor capitalista da economia, o crescimento do n\u00famero de postos de trabalho contrai-se neste setor, causando um incha\u00e7o da dimens\u00e3o relativa das reservas de trabalho. Isto de fato enfraquece a posi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora em todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>O terceiro fator que enfraquece a posi\u00e7\u00e3o dos trabalhadores por toda a parte \u00e9 a privatiza\u00e7\u00e3o de unidades do setor p\u00fablico. Os trabalhadores das unidades do setor p\u00fablico est\u00e3o invariavelmente melhor organizados do que os das unidades do setor privado, um fato evidente pela extens\u00e3o da sindicaliza\u00e7\u00e3o nos dois setores. Nos EUA, por exemplo, quase um ter\u00e7o dos trabalhadores do setor p\u00fablico (incluindo na esfera da educa\u00e7\u00e3o) est\u00e3o sindicalizados, em compara\u00e7\u00e3o com apenas cerca de 7% dos trabalhadores do setor privado. Daqui decorre que a privatiza\u00e7\u00e3o tem o efeito de subjugar a milit\u00e2ncia da classe trabalhadora. Isto, por sua vez, subjuga a milit\u00e2ncia dos trabalhadores na economia como um todo.<\/p>\n<p>\u00c9 por esta raz\u00e3o que a Fran\u00e7a, que ainda tem um setor p\u00fablico consider\u00e1vel, continua a testemunhar lutas militantes de trabalhadores. Na \u00cdndia, onde havia um setor p\u00fablico substancial com uma hist\u00f3ria de lutas gloriosas, a privatiza\u00e7\u00e3o gradual sem d\u00favida tornou essas lutas mais dif\u00edceis; levou a uma mudan\u00e7a no locus da sindicaliza\u00e7\u00e3o para o setor de pequena escala.<\/p>\n<p>O que impressiona, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 tanto o fato de o neoliberalismo enfraquecer a classe trabalhadora na sua luta contra o capital, mas que, apesar deste enfraquecimento, assiste-se atualmente a um ressurgimento da milit\u00e2ncia dos trabalhadores. Na Gr\u00e3-Bretanha, os ferrovi\u00e1rios efetuaram v\u00e1rias greves este ano, incluindo, durante o ver\u00e3o anterior, a maior greve j\u00e1 vista desde h\u00e1 d\u00e9cadas. Mesmo neste momento, os trabalhadores ferrovi\u00e1rios rejeitaram a oferta salarial feita pelo patronato como sendo demasiado mesquinha e est\u00e3o amea\u00e7ando fazer novas greves em dezembro e janeiro. Os trabalhadores ferrovi\u00e1rios, contudo, n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Trabalhadores dos correios, enfermeiros, ambul\u00e2ncias e outros t\u00eam se envolvido em a\u00e7\u00f5es grevistas ou est\u00e3o em vias de estar, de tal forma que o presidente do Partido Conservador no poder falou em trazer o ex\u00e9rcito para gerir &#8220;servi\u00e7os essenciais&#8221;. Na Alemanha, trabalhadores portu\u00e1rios, trabalhadores dos transportes p\u00fablicos, trabalhadores da seguran\u00e7a a\u00e9rea, trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil e trabalhadores ferrovi\u00e1rios est\u00e3o todos envolvidos em greves ou v\u00e3o estar em breve. O mesmo se aplica a outros pa\u00edses europeus. Por outras palavras, a relativa aquiesc\u00eancia dos trabalhadores que at\u00e9 agora caracterizara a era neoliberal est\u00e1 chegando ao fim.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o t\u00edpica para este ressurgimento da milit\u00e2ncia que a imprensa ocidental apresenta \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. A infla\u00e7\u00e3o, por sua vez, acredita-se que tenha sido causada por fatores como a guerra da Ucr\u00e2nia ou as perturba\u00e7\u00f5es induzidas pela Covid nas cadeias de abastecimento, que supostamente s\u00e3o totalmente alheias ao funcionamento do capitalismo neoliberal.<\/p>\n<p>Contudo, esta explica\u00e7\u00e3o \u00e9 inadequada por duas raz\u00f5es \u00f3bvias: uma, nem o epis\u00f3dio de Covid nem a guerra da Ucr\u00e2nia s\u00e3o alheios ao funcionamento do capitalismo neoliberal. Isto \u00e9 evidente no caso da guerra da Ucr\u00e2nia, cuja g\u00eanese reside na tentativa de manter a hegemonia do imperialismo ocidental, que o capitalismo neoliberal tamb\u00e9m procura refor\u00e7ar. Mas mesmo o epis\u00f3dio de Covid n\u00e3o \u00e9 alheio ao capitalismo neoliberal: a sua varredura e intensidade devem muito \u00e0 relut\u00e2ncia ocidental em se separar do controle monopolista sobre a tecnologia das vacinas; al\u00e9m disso, at\u00e9 mesmo a Covid, parece agora, a partir do relat\u00f3rio de um comit\u00ea nomeado pela [revista] Lancet, ter se originado num laborat\u00f3rio que poderia muito bem cair numa investiga\u00e7\u00e3o ligada a militares por conta do imperialismo.<\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o pela qual a infla\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o \u00e9 estranha ao capitalismo neoliberal \u00e9 a seguinte. As crises capitalistas t\u00eam a caracter\u00edstica de que a tentativa de resolu\u00e7\u00e3o muitas vezes conduz simplesmente a crises de uma forma diferente. A ultrapassagem da tend\u00eancia para o excesso de produ\u00e7\u00e3o que o capitalismo neoliberal tem gerado devido ao aumento da parte do excedente na produ\u00e7\u00e3o da economia capitalista mundial como um todo, bem como em economias capitalistas individuais, tem sido procurada h\u00e1 muito tempo nos EUA, o principal pa\u00eds metropolitano, pela manuten\u00e7\u00e3o de taxas de juros pr\u00f3ximas de zero e pelo bombeamento de enormes quantidades de liquidez para a economia atrav\u00e9s do que \u00e9 chamado de &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o quantitativa&#8221; (\u201cquantitative easing\u201d).<\/p>\n<p>Agora os capitalistas, ao decidirem qualquer curso de a\u00e7\u00e3o, avaliam os riscos associados a esse curso. A disponibilidade de enormes quantidades de liquidez a taxas de juro muito baixas reduz grandemente os riscos para as corpora\u00e7\u00f5es associadas ao incremento das suas margens de lucro. \u00c9 por isso que v\u00e1rias empresas estadunidenses, na primeira oportunidade, aumentaram as suas margens, precipitando a atual infla\u00e7\u00e3o. Outros fatores desempenharam sem d\u00favida um papel, mas esta causa b\u00e1sica da infla\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o deve ser esquecida.<\/p>\n<p>\u00c9 contra este assalto direto aos seus padr\u00f5es de vida que os trabalhadores protestam veementemente por todo o mundo. Este assalto, por sua vez, \u00e9 sintom\u00e1tico do beco sem sa\u00edda do neoliberalismo.<\/p>\n<p>11\/Dezembro\/2022<br \/>\n[*] Economista, indiano, ver Wikipedia<br \/>\nO original encontra-se em peoplesdemocracy.in\/2022\/1211_pd\/working-class-under-neo-liberalism. Tradu\u00e7\u00e3o de JF.<br \/>\nEste artigo encontra-se em resistir.info<\/p>\n<p>https:\/\/resistir.info\/patnaik\/patnaik_11dez22.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29630\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38,9,75,146],"tags":[234],"class_list":["post-29630","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","category-s10-internacional","category-c88-internacionalismo","category-internacionalismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7HU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29630","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29630"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29630\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}