{"id":2965,"date":"2012-06-04T18:16:45","date_gmt":"2012-06-04T18:16:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2965"},"modified":"2012-06-04T18:16:45","modified_gmt":"2012-06-04T18:16:45","slug":"bndes-tem-quase-r-60-bilhoes-na-vale-petrobras-e-jbs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2965","title":{"rendered":"BNDES tem quase R$ 60 bilh\u00f5es na Vale, Petrobr\u00e1s e JBS"},"content":{"rendered":"\n<p>A norma incluiu a Vale no grupo integrado por Petrobr\u00e1s e Eletrobr\u00e1s, clientes para os quais a participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria n\u00e3o entra no c\u00e1lculo do limite de exposi\u00e7\u00e3o &#8211; regra para reduzir riscos de solv\u00eancia. A Vale virou a exce\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o, por tratar-se de uma empresa privada com acesso a benef\u00edcio antes dispon\u00edvel somente a companhias controladas pelo governo.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de 15% do BNDES na Petrobr\u00e1s, ap\u00f3s a capitaliza\u00e7\u00e3o de 2010, equivale a quase R$ 37 bilh\u00f5es, pelas cota\u00e7\u00f5es do \u00faltimo dia 30. No caso da Vale, a fatia \u00e9 de cerca de R$ 17 bilh\u00f5es. A terceira empresa na lista das participa\u00e7\u00f5es bilion\u00e1rias do BNDES \u00e9 o frigor\u00edfico JBS, com participa\u00e7\u00e3o de R$ 5,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a Resolu\u00e7\u00e3o 4.089, a participa\u00e7\u00e3o na Vale pode ser exclu\u00edda do c\u00e1lculo do limite de exposi\u00e7\u00e3o por cliente do BNDES. A regra vigente imp\u00f5e, para todos os bancos, limite de 25% do patrim\u00f4nio de refer\u00eancia (PR). No caso do banco de fomento, cujo PR estava em R$ 98 bilh\u00f5es em mar\u00e7o, o limite \u00e9 R$ 24,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Tal benef\u00edcio estava dispon\u00edvel para a Petrobr\u00e1s desde 2008 e para a Eletrobr\u00e1s, desde 2011. Com a inclus\u00e3o da Vale, a exce\u00e7\u00e3o foi estendida para todas as empresas dos setores petrol\u00edfero, el\u00e9trico e de minera\u00e7\u00e3o. Pela norma anterior, apenas &#8220;empresas atuantes nos setores petrol\u00edfero e el\u00e9trico controladas direta ou indiretamente pela Uni\u00e3o&#8221; tinham direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Para o consultor Roberto Lu\u00eds Troster, ex-economista-chefe da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), as participa\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias s\u00e3o inclu\u00eddas nos c\u00e1lculos desse limite, somadas aos empr\u00e9stimos. &#8220;A participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria \u00e9 um jeito de emprestar&#8221;, diz Troster, lembrando que exce\u00e7\u00f5es normativas aos bancos p\u00fablicos s\u00e3o comuns no Brasil.<\/p>\n<p>Subs\u00eddio. A mudan\u00e7a abre espa\u00e7o para o BNDES emprestar mais, sobretudo para Petrobr\u00e1s e Vale, cujas opera\u00e7\u00f5es totais est\u00e3o acima ou muito pr\u00f3ximas do limite de exposi\u00e7\u00e3o por cliente. Contudo, no dia seguinte \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da norma pelo BC, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, negou que haja novos empr\u00e9stimos em vista para a mineradora.<\/p>\n<p>Segundo a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do BNDES, a Vale tem um limite de cr\u00e9dito junto ao banco de R$ 7,3 bilh\u00f5es, aprovado em 2008. Cerca de R$ 4 bilh\u00f5es j\u00e1 foram contratados. Somado \u00e0 participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria, o volume de opera\u00e7\u00f5es chega a R$ 21 bilh\u00f5es. Com o desembolso total do limite aprovado, o valor chega a R$ 24,3 bilh\u00f5es, muito pr\u00f3ximo dos 25% do PR.<\/p>\n<p>O BNDES justifica a exce\u00e7\u00e3o aos setores de petr\u00f3leo, energia e minera\u00e7\u00e3o alegando que s\u00e3o estrat\u00e9gicos para o Pa\u00eds. Al\u00e9m disso, respondem por cerca de dois ter\u00e7os da carteira de a\u00e7\u00f5es do banco, que encerrou 2011 com participa\u00e7\u00e3o em 154 empresas, no valor de R$ 86 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), as medidas de exce\u00e7\u00e3o ampliam a capacidade de oferecer subs\u00eddios para empresas que n\u00e3o precisam. Petrobr\u00e1s e Vale, por exemplo, n\u00e3o t\u00eam dificuldade de se financiar no mercado, inclusive internacional. &#8220;\u00c9 diferente de dar subs\u00eddio para a inova\u00e7\u00e3o. Eventualmente, um processo produtivo novo pode ser usado por v\u00e1rias outras empresas.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Promotores que investigam Delta se dizem espionados<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Promotores respons\u00e1veis pelo combate ao crime organizado em Goi\u00e1s entraram com uma representa\u00e7\u00e3o na Corregedoria do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado para investigar se um software &#8220;espi\u00e3o&#8221; instalado em computadores do \u00f3rg\u00e3o foi utilizado para quebrar o sigilo de opera\u00e7\u00f5es. O programa foi detectado tamb\u00e9m em m\u00e1quinas usadas por promotores que apuram as atividades da Delta Constru\u00e7\u00f5es em Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>A representa\u00e7\u00e3o, a que o Estado teve acesso, afirma que os computadores do \u00f3rg\u00e3o eram monitorados por um programa que &#8220;fotograva&#8221; a cada 30 segundos a tela. Tamb\u00e9m era poss\u00edvel acessar qualquer m\u00e1quina a partir da sede do Minist\u00e9rio P\u00fablico, em Goi\u00e2nia, que est\u00e1 sob o comando do procurador-geral Benedito Torres, irm\u00e3o do senador Dem\u00f3stenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO).<\/p>\n<p>A den\u00fancia, encaminhada em 23 de maio passado, atesta que o programa \u00e9 capaz de monitorar, sem autoriza\u00e7\u00e3o, o trabalho de promotores, assessores e servidores. O caso foi descoberto em Itumbiara, no interior de Goi\u00e1s, e outros promotores, especialmente aqueles que atuavam na \u00e1rea de combate ao crime organizado, tamb\u00e9m identificaram recentemente o programa oculto. Na capital, cinco computadores e um notebook da 57.\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a, que investiga casos envolvendo a empreiteira, tamb\u00e9m tinham o software.<\/p>\n<p>Promotores possuem independ\u00eancia funcional e suas investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o compartilhadas obrigatoriamente com o chefe do MP. &#8220;Este fato, objeto da presente representa\u00e7\u00e3o, \u00e9 grav\u00edssimo, porque alguns dos procedimentos em curso na 57.\u00aa Promotoria s\u00e3o sigilosos, o que poder\u00e1 caracterizar a pr\u00e1tica de crime, por parte de quem tiver acessado nossos computadores e por parte de quem determinou o acesso, ilegal e clandestino&#8221;, diz o texto da representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Espi\u00e3o. Peritos de inform\u00e1tica mobilizados pelos promotores confirmaram a instala\u00e7\u00e3o do programa, que era autoexecut\u00e1vel e ficava oculto em todas as m\u00e1quinas. &#8220;O que sabemos \u00e9 que o programa tem um potencial muito grande de espionagem&#8221;, disse um dos promotores ao Estado. O programa, segundo a representa\u00e7\u00e3o, acessava arquivos internos da m\u00e1quina, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o ou sem que fosse poss\u00edvel identific\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Enviada ao corregedor Aylton Fl\u00e1vio Vechi, a representa\u00e7\u00e3o pede a imediata retirada do programa de todos os computadores, a oitiva do superintendente de inform\u00e1tica do MP e auditagem das m\u00e1quinas e o esclarecimento de quantas vezes o espi\u00e3o foi utilizado, por quem e a mando de quem. Al\u00e9m disso, quer saber se o procurador-geral de Justi\u00e7a, irm\u00e3o de Dem\u00f3stenes, autorizou acessos durante sua gest\u00e3o, iniciada em 2011, ou teve conhecimento do uso do programa, instalado seis meses antes de sua posse, mas at\u00e9 hoje operante.<\/p>\n<p>O MP reconhece o uso de dois programas nos computadores do \u00f3rg\u00e3o para suporte remoto. Conforme o diretor-geral, Frederico Guedes Coelho, o servi\u00e7o foi certificado conforme o ISO 9001 e todos os documentos referentes aos programas s\u00e3o p\u00fablicos desde julho de 2010. Coelho nega uso para espionagem. &#8220;N\u00e3o se observa a exist\u00eancia de atividade de suporte oculta ou sem autoriza\u00e7\u00e3o nos equipamentos que seguem as configura\u00e7\u00f5es, procedimentos e rotinas estabelecidas pela \u00e1rea t\u00e9cnica de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o do MP-GO&#8221;, afirmou em nota t\u00e9cnica enviada ao Estado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Cr\u00e9dito nos bancos estqatais cresce 2 vezes mais que nos privados<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Nos primeiros meses da ofensiva do governo para cortar os juros, os bancos p\u00fablicos lideraram o aumento na oferta de cr\u00e9dito. Dados do Banco Central mostram crescimento de 1,9% na carteira das institui\u00e7\u00f5es estatais em abril em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, mais que o dobro dos 0,7% verificados nos bancos privados.<\/p>\n<p>Com isso, os bancos estatais seguem ganhando participa\u00e7\u00e3o, movimento que vem sendo registrado desde a crise de 2008\/2009, mas que havia perdido for\u00e7a em 2011. Em rela\u00e7\u00e3o a abril do ano passado as institui\u00e7\u00f5es estatais registram crescimento de 25% no cr\u00e9dito e os bancos privados, de 13%.<\/p>\n<p>N\u00fameros do BC e dos pr\u00f3prios bancos mostram que o avan\u00e7o estatal se deu em todos os segmentos: habita\u00e7\u00e3o, consumo e empresas. No cr\u00e9dito para pessoa f\u00edsica destinado ao consumo, que exclui as opera\u00e7\u00f5es habitacionais, a carteira dos bancos p\u00fablicos cresceu 1,6% em abril. Nos privados, a alta foi de 0,5%.<\/p>\n<p>A menor diferen\u00e7a de crescimento entre os dois tipos de institui\u00e7\u00e3o se deu no cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, que avan\u00e7ou 2,5% nos p\u00fablicos e 2% nos privados. Os dados do BC mostram ainda que os bancos p\u00fablicos de varejo cresceram mais que o BNDES, que responde por cerca de 20% da carteira do setor financeiro estatal.<\/p>\n<p>Consignado. A Caixa, por exemplo, ganhou mercado em todos os segmentos. Os empr\u00e9stimos para consumo fecharam maio com volume 40% maior que o verificado na m\u00e9dia do primeiro trimestre. No cr\u00e9dito consignado, o volume quase dobrou. A abertura de novas contas cresceu 20% na pessoa f\u00edsica e 32% na jur\u00eddica nos \u00faltimos dois meses.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos ganhando participa\u00e7\u00e3o todos os meses, todos os anos, desde 2009, em todos os segmentos. A estrat\u00e9gia de se antecipar ao mercado tem dado resultado. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 reduzir juros. \u00c9 reduzir juros com rentabilidade&#8221;, disse o vice-presidente de Pessoa F\u00edsica da Caixa, F\u00e1bio Lenza. &#8220;Agora, estamos crescendo ainda mais. At\u00e9 mais que outros bancos p\u00fablicos.&#8221;<\/p>\n<p>Nos 12 meses encerrados em abril, as carteiras comercial pessoa f\u00edsica e pessoa jur\u00eddica da Caixa cresceram cerca de 50%, acima dos 15% verificados na m\u00e9dia do mercado. No Banco do Brasil, foram emprestados R$ 9,9 bilh\u00f5es em maio para clientes pessoas f\u00edsicas, novo recorde. O vice-presidente de neg\u00f3cios de varejo do BB, Alexandre Abreu, diz que, desde abril, cerca de 20% dos novos empr\u00e9stimos t\u00eam sido tomados por clientes que n\u00e3o tinham nenhum produto de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No financiamento de ve\u00edculos, o volume emprestado diariamente foi multiplicado por oito. Al\u00e9m disso, houve queda da inadimpl\u00eancia de 2,32% em mar\u00e7o para 2,22% em abril no banco, ao contr\u00e1rio da m\u00e9dia do setor, que registra inadimpl\u00eancia recorde de 5,9% na modalidade. Para Abreu, o calote no banco \u00e9 menor especialmente porque a institui\u00e7\u00e3o empresta recursos de uma maneira diferente, com a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos pr\u00e9-aprovados conforme a renda e o perfil de cada cliente.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Pa\u00edses perdem US$ 705 bi em cr\u00e9dito<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>GENEBRA. O \u00faltimo relat\u00f3rio trimestral do Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS) &#8211; esp\u00e9cie de banco central dos bancos centrais do mundo &#8211; mostra que, no \u00faltimo trimestre de 2011, os pa\u00edses ricos e emergentes assistiram a uma queda de US$ 705 bilh\u00f5es nos empr\u00e9stimos para bancos e outras institui\u00e7\u00f5es frente ao trimestre anterior. Foi o maior recuo desde o colapso do banco Lehman Brothers, que marcou o in\u00edcio da crise nos Estados Unidos, em 2008. O maior tombo aconteceu entre os ricos, com queda de US$ 630 bilh\u00f5es. A queda dos cr\u00e9ditos banc\u00e1rios nos emergentes ficou em U$ 75 bilh\u00f5es. Este decl\u00ednio foi concentrado na \u00c1sia, sobretudo na China.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o at\u00e9 maio, o mercado financeiro parecia ter recuperado o otimismo depois que o Banco Central Europeu (BCE) lan\u00e7ou a segunda opera\u00e7\u00e3o de refinanciamento de d\u00edvida no longo prazo, para conter a crise na zona do euro. Os spreads , isto \u00e9, taxas de risco nos empr\u00e9stimos de bancos, europeus e americanos chegaram a cair. E o medo de que a Europa mergulhasse numa severa crise banc\u00e1ria foi reduzido. Boas not\u00edcias sobre a economia dos Estados Unidos no in\u00edcio do ano e a resist\u00eancia dos pa\u00edses emergentes foram sinais encorajadores para o mercado. Mas este otimismo &#8220;evaporou&#8221;, nas palavras do BIS, sobretudo depois que a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a se deteriorar na Espanha e na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Segundo o texto, &#8220;em meados de maio, as d\u00favidas voltaram: d\u00favidas sobre o crescimento da zona do euro, a sa\u00fade financeira do bloco, os bancos, o impacto da consolida\u00e7\u00e3o fiscal no setor banc\u00e1rio e, finalmente, sobre a estabilidade pol\u00edtica na zona do euro&#8221;.<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos interbanc\u00e1rios na zona do euro despencaram no \u00faltimo trimestre de 2011. Os bancos franceses, segundo o BIS, cortaram seus empr\u00e9stimos em quase US$ 200 bilh\u00f5es neste per\u00edodo. E n\u00e3o foram os \u00fanicos: os da Espanha cortaram os empr\u00e9stimos em US$ 35 bilh\u00f5es, os da Alemanha, em US$ 181 bilh\u00f5es e os da It\u00e1lia, em US$ 32 bilh\u00f5es. Os da It\u00e1lia reduziram em US$ 57 bilh\u00f5es e os da Espanha em US$ 46 bilh\u00f5es. Sem contar os bancos de Gr\u00e9cia, Irlanda e Portugal.<\/p>\n<p>Menos capital externo para emergentes<\/p>\n<p>O valor das a\u00e7\u00f5es dos bancos da zona do euro, assim como dos bancos americanos e su\u00ed\u00e7os, tamb\u00e9m caiu:&#8221;O humor mudou \u00e0 medida que ficou cada vez mais claro que somente a\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria n\u00e3o seriam suficientes para resolver os problemas econ\u00f4micos da zona do euro&#8221;.<\/p>\n<p>As m\u00e1s not\u00edcias dos bancos centrais n\u00e3o param por a\u00ed. H\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a fragilidade do crescimento dos Estados Unidos e da China. O BIS tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina, em especial para o Brasil. Os emergentes est\u00e3o recebendo menos capital externo. &#8220;Fundos de a\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses emergentes foram mais claramente afetados por um quadro menos favor\u00e1vel ao crescimento, e come\u00e7aram a sair (dos pa\u00edses) em abril. As taxas de c\u00e2mbio nos mercados emergentes tamb\u00e9m refletiram essa mudan\u00e7a de humor em abril e maio&#8221;, diz o BIS.<\/p>\n<p>Segundo o BIS, em maio, investidores tamb\u00e9m come\u00e7aram a p\u00f4r em d\u00favida a resist\u00eancia do crescimento dos pa\u00edses emergentes, sobretudo depois que indicadores da China confirmaram esse temor.<\/p>\n<p>Num discurso no fim de semana na It\u00e1lia, o megainvestidor de Wall Street George Soros disse que o projeto \u00e9 &#8220;falho&#8221; desde o Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a Uni\u00e3o Europeia e o euro. E acusou a Alemanha de estar se portando como os grandes bancos durante a crise da d\u00edvida da Am\u00e9rica Latina nos anos 80: pondo toda a culpa nos devedores e livrando-se de sua responsabilidade pelas falhas.<\/p>\n<p>&#8211; Naquela ocasi\u00e3o, as autoridades financeiras internacionais fizeram o que era preciso para proteger o sistema banc\u00e1rio: impuseram penas para a periferia (os devedores dos pa\u00edses em desenvolvimento) para proteger o centro (os bancos dos pa\u00edses ricos). Nos anos 80, a Am\u00e9rica Latina viveu uma d\u00e9cada perdida. Agora, o mesmo destino espera a Europa. Isso \u00e9 uma responsabilidade que Alemanha e outros pa\u00edses credores precisam reconhecer &#8211; disse Soros.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Diverg\u00eancia grande no dado da ind\u00fastria \u00e9 rara<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Uma conjuga\u00e7\u00e3o de fatores estat\u00edsticos explica uma diferen\u00e7a de n\u00fameros que intrigou analistas na divulga\u00e7\u00e3o pelo IBGE dos n\u00fameros do crescimento Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano na sexta-feira. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o aparece no PIB em alta de 1,9% na compara\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo trimestre do ano passado, j\u00e1 retirados os efeitos sazonais, enquanto na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), outro indicador do IBGE, o desempenho da mesma ind\u00fastria no mesmo per\u00edodo foi 0,3% negativo. Um desses fatores \u00e9 a defasagem na atualiza\u00e7\u00e3o da base de pondera\u00e7\u00e3o da PIM, que \u00e9 de 2002 e est\u00e1 sendo revista. Outra quest\u00e3o \u00e9 a possibilidade da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nesse per\u00edodo ter sido de maior qualidade, com maior agrega\u00e7\u00e3o de valor. A pesquisa do PIB contempla qualidade, a mensal, n\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O que se recomenda \u00e9 n\u00e3o deixar tanto tempo sem fazer essa revis\u00e3o&#8221;, disse Rebeca Pallis, gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Contas Nacionais do IBGE, ressalvando que a sobrecarga de atribui\u00e7\u00f5es da equipe do instituto \u00e0s vezes acaba retardando essas atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Rebeca, a s\u00e9rie hist\u00f3rica da ind\u00fastria no PIB e na PIM mostra sempre n\u00fameros diferentes, porque s\u00e3o pesquisas distintas com metodologias e objetivos pr\u00f3prios, mas &#8220;n\u00e3o \u00e9 comum&#8221; uma diverg\u00eancia t\u00e3o grande quanto a apurada na compara\u00e7\u00e3o entre o quarto trimestre de 2011 e o primeiro de 2012. Pela s\u00e9rie recente, o \u00faltimo caso foi no segundo trimestre de 2006, quando a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o cresceu 0,52% na PIM e caiu 2,4% no PIB.<\/p>\n<p>Ela explicou que tanto o PIB quanto a PIM t\u00eam como base para suas pondera\u00e7\u00f5es, no que se refere \u00e0 ind\u00fastria, a Pesquisa Industrial Anual (PIA), tamb\u00e9m do IBGE. S\u00f3 que enquanto a PIM tem como base 2002, embora seus pesos sejam atualizados anualmente com base nos resultados do ano anterior da pr\u00f3pria pesquisa, a base do PIB \u00e9 a PIA de 2009, sendo os pesos tamb\u00e9m atualizados com base nos n\u00fameros do ano anterior, cada um com sua metodologia pr\u00f3pria. A atualiza\u00e7\u00e3o em curso na PIM dever\u00e1 aproximar as duas bases.<\/p>\n<p>No exame dos n\u00fameros do \u00faltimo trimestre do ano passado e do primeiro deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior a cada um deles, fica f\u00e1cil entender, estatisticamente, porque houve o descolamento da ind\u00fastria nos dois indicadores, mas n\u00e3o as raz\u00f5es que levaram a ele. No quarto trimestre de 2011, a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o medida pela PIM caiu 2,14% em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre de 2010. J\u00e1 no primeiro deste ano, comparado ao primeiro do ano passado, a queda foi de 2,98%. Ou seja houve uma acelera\u00e7\u00e3o da queda, justificando o desempenho negativo na ponta.<\/p>\n<p>J\u00e1 no PIB, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o havia ca\u00eddo 3,1% no quatro trimestre de 2011 em rela\u00e7\u00e3o ao de 2010 e caiu 2,6% no primeiro trimestre de 2012 na compara\u00e7\u00e3o com seu trimestre correspondente do ano passado. &#8220;Houve uma desacelera\u00e7\u00e3o na queda&#8221;, explica Claudia Dion\u00edsio, economista da equipe das Contas Nacionais do IBGE, justificando, segundo ela, que o n\u00famero na ponta (trimestre contra trimestre anterior) tenha sido positivo, embora, na verdade, o n\u00famero consolidado seja negativo tanto no PIB quanto na PIM.<\/p>\n<p>As demais explica\u00e7\u00f5es apresentadas pelos t\u00e9cnicos do IBGE s\u00e3o bem mais complexas e dif\u00edceis de entender. Uma delas \u00e9 o fato de a PIM medir apenas o volume produzido em um per\u00edodo, ou seja, ela olha a produ\u00e7\u00e3o industrial apenas pelo lado da oferta de produtos feita pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>J\u00e1 o PIB tamb\u00e9m faz a medida da ind\u00fastria e dos demais setores (agropecu\u00e1ria e servi\u00e7os) pelo lado da oferta e em seguida verifica o comportamento da economia pelo lado da demanda, computando o consumo das fam\u00edlias, do governo, investimentos e exporta\u00e7\u00f5es, descontadas as importa\u00e7\u00f5es que contam negativamente por suprirem uma &#8220;car\u00eancia&#8221; da oferta dom\u00e9stica. No fim, os n\u00fameros da oferta dos produtores precisam bater exatamente com os da demanda dos consumidores. Rebeca explica que para chegar a esse equil\u00edbrio entre as duas partes, \u00e0s vezes, s\u00e3o necess\u00e1rios ajustes, fato que n\u00e3o ocorre na PIM.<\/p>\n<p>Outro ponto, segundo a t\u00e9cnica do IBGE, \u00e9 que enquanto a pesquisa mensal mede o volume de produ\u00e7\u00e3o, o PIB mede o valor adicionado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em um determinado per\u00edodo, a pre\u00e7os do ano anterior para que o volume de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja contaminado pela eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os entre os dois per\u00edodos em compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O valor adicionado \u00e9 extra\u00eddo abatendo-se da produ\u00e7\u00e3o o chamado consumo intermedi\u00e1rio, ou seja, os insumos utilizados na produ\u00e7\u00e3o do mesmo bem, no caso de um ve\u00edculo, a\u00e7o e pneus, entre outros. Claudia explica que a varia\u00e7\u00e3o da agrega\u00e7\u00e3o de valor em geral n\u00e3o \u00e9 a mesma da simples diferen\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o. At\u00e9 porque as Contas Nacionais levam em conta quantidade e qualidade do produto. Uma produ\u00e7\u00e3o de maior valor agregado, poderia, portanto, gerar um PIB industrial maior que o dado da simples produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica, onde a qualidade n\u00e3o \u00e9 considerada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Importa\u00e7\u00e3o de insumos cai e indica 2\u00ba trimestre ainda fraco<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Os dados da balan\u00e7a comercial de abril e maio &#8211; 60% do segundo trimestre &#8211; n\u00e3o apontam recupera\u00e7\u00e3o expressiva da atividade econ\u00f4mica. Pelo contr\u00e1rio, eles apontam sinais de retra\u00e7\u00e3o. O Brasil importou 2,6% menos mat\u00e9ria-prima e bens intermedi\u00e1rios em abril e maio na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento (Mdic) na sexta-feira. Entre janeiro e mar\u00e7o deste ano, as compras desses bens haviam crescido 4,3%.<\/p>\n<p>A menor demanda por insumos importados \u00e9 reflexo da estagna\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o industrial nos \u00faltimos dois meses, na vis\u00e3o do consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Julio Gomes de Almeida. &#8220;A compra desses produtos \u00e9 um forte indicador de produ\u00e7\u00e3o. A cada R$ 100 gerados pela ind\u00fastria, R$ 20 s\u00e3o de importados&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ritmo menor do que nos tr\u00eas primeiros meses do ano tamb\u00e9m foi registrado nas importa\u00e7\u00f5es de bens de consumo. Enquanto no primeiro trimestre (em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011) o aumento foi de 11,8%, em abril e maio o incremento foi de 1,8%.<\/p>\n<p>O \u00fanico alento de recupera\u00e7\u00e3o da atividade na balan\u00e7a comercial pelo lado da importa\u00e7\u00e3o veio em bens de capital, cujo desembarque cresceu 8,4% em abril e maio, acima dos 5,8% do primeiro trimestre. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para saber se \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o normal, do per\u00edodo. Mas tirando bens de capital, est\u00e1 havendo enfraquecimento das importa\u00e7\u00f5es no segundo trimestre&#8221;, diz Fabio Silveira, s\u00f3cio da RC Consultores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Estado de S. Paulo\nA exce\u00e7\u00e3o nas regras do Banco Central em rela\u00e7\u00e3o aos limites de cr\u00e9dito para um \u00fanico cliente nas opera\u00e7\u00f5es do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), decidida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) no dia 24, chamou a aten\u00e7\u00e3o para a enorme participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria do banco de fomento em algumas empresas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2965\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-LP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2965\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}