{"id":29701,"date":"2022-12-30T13:26:54","date_gmt":"2022-12-30T16:26:54","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29701"},"modified":"2022-12-30T13:26:54","modified_gmt":"2022-12-30T16:26:54","slug":"abuelas-de-plaza-de-mayo-e-o-neto-131","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29701","title":{"rendered":"Abuelas de Plaza de mayo e o neto 131"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"29703\" data-permalink=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29701\/image_processing20221223-11986-1p94hrb-jpeg\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?fit=800%2C449&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"800,449\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?fit=747%2C419&amp;ssl=1\" class=\"alignleft size-full wp-image-29703\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?resize=747%2C419&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/pcb.org.br\/portal2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/image_processing20221223-11986-1p94hrb.jpeg.jpg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Por Andressa Bacin &#8211; Militante do PCB e membro da coordena\u00e7\u00e3o estadual e do CFCAM de Santa Maria-RS<\/p>\n<p>Tantas veces me mataron<br \/>\ntantas veces me mor\u00ed<br \/>\nSin embargo estoy aqu\u00ed<br \/>\nResucitando<\/p>\n<p>No dia 24 de mar\u00e7o de 1976 se instala, na vizinha Argentina, mediante golpe, uma nova ditadura militar. Foi denominada como \u201cProcesso de reorganiza\u00e7\u00e3o nacional\u201d e segundo a descri\u00e7\u00e3o do torturador fascista General Ib\u00e9rico Saint-Jean (governador militar da prov\u00edncia de Buenos Aires na \u00e9poca) tinha a inten\u00e7\u00e3o de \u201cPrimeiro matar os subversivos, depois os que colaboram com eles, depois os simpatizantes, depois os indiferentes, e, por fim, os t\u00edmidos\u201d.<\/p>\n<p>Nesse dia, se fez oficialmente institucionalizado o encarceramento, tortura, assassinato met\u00f3dico e desapari\u00e7\u00e3o de presos pol\u00edticos, processo que j\u00e1 vinha acontecendo de maneira mais velada h\u00e1 alguns meses. Com o intuito de aniquilar as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, movimentos populares, sindicatos e tudo que fosse considerado minimamente subversivo, esse per\u00edodo sombrio durou at\u00e9 1983.<\/p>\n<p>A ditadura argentina tem a caracter\u00edstica de ser C\u00edvico-Militar-Eclesi\u00e1stica, a burguesia nacional e setores fascistizados da popula\u00e7\u00e3o, as 3 for\u00e7as e as pol\u00edcias juntamente com a igreja cat\u00f3lica constitu\u00edram os principais pilares para a instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do terrorismo e genoc\u00eddio de Estado.<\/p>\n<p>As pessoas eram arrancadas, com total impunidade, de seus locais de moradia, trabalho e estudo ou sequestradas no meio da rua mesmo. Isto se deu de maneira sistem\u00e1tica de norte a sul do pa\u00eds, onde estavam espalhados centros de deten\u00e7\u00e3o clandestinos e campos de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nestes lugares, o instrumento central, que era a tortura era utilizado de maneira irrestrita, dando livre a\u00e7\u00e3o ao sadismo dos torturadores, o que tinha dois pap\u00e9is fundamentais: primeiro obter informa\u00e7\u00e3o e eliminar os considerados inimigos e segundo aterrorizar \u00e0 sociedade para que esta n\u00e3o ousasse se organizar politicamente.<\/p>\n<p>O torturador fascista Coronel Dotti (chefe do servi\u00e7o penitenci\u00e1rio federal) dizia que \u201cas pris\u00f5es s\u00e3o uma frente de combate na luta contra a subvers\u00e3o\u201d, onde, todas as possibilidades de atormentar os prisioneiros eram exploradas metodicamente e misturavam a tortura f\u00edsica com a psicol\u00f3gica, na tentativa de quebrar por completo a pessoa e sua vontade militante.<\/p>\n<p>Tantas veces me borraron<\/p>\n<p>Tantas desaparec\u00ed<\/p>\n<p>A mi propio entierro fui<\/p>\n<p>Sola y llorando<\/p>\n<p>30 mil presos nunca mais apareceram, suas fam\u00edlias at\u00e9 hoje seguem sem saber not\u00edcias. Provavelmente, depois de dias, semanas, meses de tortura principalmente com descargas el\u00e9tricas, m\u00e9todo preferido dos torturadores mas tamb\u00e9m surras de quebrar ossos e a torturas psicol\u00f3gicas levadas ao extremo, foram assassinadas.<\/p>\n<p>\u00c0s mulheres, se reservavam outros m\u00e9todos de tortura como estupros repetidos ou at\u00e9 mesmo a introdu\u00e7\u00e3o de ratos em suas vaginas. Isso te lembra algo? Pois \u00e9, as ditaduras e genoc\u00eddios se nutrem de experi\u00eancia entre si. Uma grande parte destes prisioneiros tinham como destino a morte, seja por balas, seja por n\u00e3o aguentarem tamanha tortura ou nos voos da morte, onde eram atirados de avi\u00f5es com os p\u00e9s e m\u00e3os atadas ao Rio da Prata.<\/p>\n<p>Siempre presentes, como el aire al respirar<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um \u00ednfimo resumo do que aconteceu, pois me seria imposs\u00edvel tratar de todo esse per\u00edodo em um texto.<\/p>\n<p>Vejamos agora como surge um dos maiores sin\u00f4nimos de resist\u00eancia e enfrentamento ao fascismo<\/p>\n<p>que se tem not\u00edcia na Am\u00e9rica Latina:<\/p>\n<p>Abuelas de plaza de mayo<\/p>\n<p>Identidad-Fam\u00edlia-Libertad<\/p>\n<p>Abuelas surge da dor e do desespero de m\u00e3es (e fam\u00edlias) que n\u00e3o tinham not\u00edcias de seus filhos e filhas, muitas delas gr\u00e1vidas, que foram levadas aos centros clandestinos de deten\u00e7\u00e3o e campos de concentra\u00e7\u00e3o. Vale esclarecer que os campos de concentra\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamados como tal porque tinham como \u00fanica finalidade a tortura e o exterm\u00ednio dos presos, inclusive tinham fornos tal qual os utilizados pelos nazistas no Holocausto, para incinera\u00e7\u00e3o de corpos.<\/p>\n<p>As prisioneiras gr\u00e1vidas eram levadas principalmente \u00e0 ESMA (Escuela de mec\u00e1nica de la armada), que funcionava como uma maternidade clandestina, para levarem a t\u00e9rmino sua gravidez. Ali eram deixadas por esse per\u00edodo nas condi\u00e7\u00f5es mais ordin\u00e1rias, deitadas no ch\u00e3o em celas de 2&#215;1,5 metros com outras 4 ou 5 pessoas, sofrendo todo tipo de priva\u00e7\u00f5es e maltrato sendo inclusive, muitas vezes, estupradas.<\/p>\n<p>Quando chegada a hora do parto, acabaram parindo nas pr\u00f3prias celas ou sendo levadas \u00e0 centros de sa\u00fade controlados por militares.<\/p>\n<p>As presas eram obrigadas a escreverem cartas para suas fam\u00edlias aos que supostamente seus filhos seriam levados.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, eram separadas de seus filhos e mortas. Os beb\u00eas eram enviados \u00e0 fam\u00edlias escolhidas segundo a concep\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica fascista para \u201csalv\u00e1-los\u201d, mediante ado\u00e7\u00f5es fraudulentas, muitas eram adotados pelos pr\u00f3prios militares que compunham o sistema ou eram abandonados em orfanatos.<\/p>\n<p>Tudo isso com a cumplicidade e participa\u00e7\u00e3o ativa da igreja cat\u00f3lica, como \u00e9 de praxe dessa institui\u00e7\u00e3o em terrorismos de Estado, ditaduras e genoc\u00eddios.<\/p>\n<p>No dia 30 de abril de 1977 abuelas e familiares come\u00e7am a organizar suas marchas todas as quintas feiras na Plaza de mayo, situada na frente da casa de governo. A partir desse momento se come\u00e7a a falar de um tema que ainda era motivo de medo e repress\u00e3o: Onde estavam os desaparecidos?<\/p>\n<p>Num primeiro momento elas eram descredibilizadas, tratadas como \u201cum bando de loucas\u201d por setores da sociedade que at\u00e9 hoje negam que existam desaparecidos.<\/p>\n<p>O ditador Jorge Rafael Videla, presidente da Argentina entre 1976 e 1981, quando perguntado em uma entrevista sobre os desaparecidos respondeu: \u201cOs desaparecidos s\u00e3o uma inc\u00f3gnita, n\u00e3o est\u00e3o nem mortos nem vivos\u201d. Os militares se encarregaram de apagar todos os rastros de seus assassinatos, muitos corpos foram enterrados em valas comuns que est\u00e3o sendo descobertas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Abuelas, sabendo dessa dificuldade, entraram em contato com diversos pa\u00edses em busca da ajuda da gen\u00e9tica, que naquela \u00e9poca (final dos anos 70, in\u00edcio dos 80) ainda engatinhava no campo dos testes de dna. Se bem os testes de paternidade j\u00e1 eram conhecidos, o desafio era que, se deveria comparar com o material gen\u00e9tico dos av\u00f3s. Receberam respostas em 1982 de associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas dos Estados Unidos, depois de um ano de investiga\u00e7\u00e3o veio o \u00eaxito e a justi\u00e7a burguesa teve que incorporar esses exames como provas nos processos.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, se criou o Banco nacional de dados gen\u00e9ticos, para reconhecimento de desaparecidos, netos, principalmente, os que foram arrancados dos bra\u00e7os de seus pais em cativeiro. Al\u00ed ficam armazenadas mostras dos familiares dos desaparecidos e pode ser procurado por qualquer pessoa que tenha d\u00favidas de sua identidade.<\/p>\n<p>Com o trabalho incans\u00e1vel de 45 anos, se recuperaram 131 netos. O mais recente foi apresentado h\u00e1 poucos dias, flho de Luc\u00eda Angela Nadin e Aldo Hugo Quevedo, sequestrados pela ditadura em 1977. Luc\u00eda e Aldo permanecem em condi\u00e7\u00e3o de desaparecidos.<\/p>\n<p>Junto a outros organismos de direitos humanos, abuelas impulsionou e impulsiona o julgamento de v\u00e1rios condenados por terrorismo de Estado, principalmente dos apropriadores de seus netos.<\/p>\n<p>Elas estiveram presentes e tiveram papel fundamental para que a mem\u00f3ria dessas v\u00edtimas permane\u00e7a viva at\u00e9 hoje, como mostrou recentemente, mesmo fazendo pouca men\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia que tiveram as abuelas, o flme \u201cArgentina, 1985\u201d do diretor Santiago Mitre, que retrata o julgamento dos principais respons\u00e1veis pela ditadura.<\/p>\n<p>\u00bfCu\u00e1nto dinero ganan los que viven de la muerte?<\/p>\n<p>Os julgamentos dos culpados por sequestro, vulnera\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, priva\u00e7\u00e3o ilegal da liberdade, tortura e assassinato come\u00e7am em 1984, antes disso reinava a impunidade. Inclusive, Videla votou nas elei\u00e7\u00f5es burguesas de 1983 que elegeram Ra\u00fal Alfons\u00edn como presidente.<\/p>\n<p>Videla foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua, mas cumpriu poucos anos devido \u00e0s v\u00e1rias leis de anistia que eram aprovadas em alguns governos que vieram, a exemplo do governo de Carlos Menem que o soltou, juntamente a outros militares e chefes de pol\u00edcia sob o pretexto de que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio superar os conflitos passados\u201d.<\/p>\n<p>No mesmo julgamento, o militar Emiliano Eduardo Massera tamb\u00e9m foi condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua, tamb\u00e9m foi indultado por Menem.<\/p>\n<p>E assim a luta seguiu por v\u00e1rios anos, entre governos minimamente progressistas e a direita.<\/p>\n<p>At\u00e9 que em agosto de 2003, o congresso nacional argentino anulou as leis de impunidade e se reabriram v\u00e1rios casos, inclusive os da ESMA e o do Campo de mayo, centros de deten\u00e7\u00e3o e tortura important\u00edssimos para a ditadura. A participa\u00e7\u00e3o das abuelas foi fundamental nesse processo de reabertura, tendo em vista que, nesses lugares, as prisioneiras eram levadas para terem seus flhos. Al\u00e9m disso, Miguel Etchecolatz, na \u00e9poca da ditadura diretor da pol\u00edcia de Buenos Aires e uma das principais figuras respons\u00e1veis pelas desapari\u00e7\u00f5es de beb\u00eas foi novamente julgado, em 2006 condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua, pela primeira vez na hist\u00f3ria argentina, culpado de delitos de lesa humanidade cometidos no marco de um genocidio.<\/p>\n<p>Em 2012 chegou ao fim a causa conhecida como \u201cPlano sistem\u00e1tico de apropria\u00e7\u00e3o de menores\u201d, onde Videla foi condenado a 50 anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 o dia de hoje a Argentina segue levando \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 condena\u00e7\u00e3o de centenas de envolvidos nos crimes da ditadura militar.<\/p>\n<p>Obviamente, camaradas, isso tudo \u00e9 feito dentro do marco da justi\u00e7a burguesa, e que esse n\u00e3o pode ser, de jeito nenhum, nosso modelo a ser seguido enquanto comunistas. Mas o que todo esse processo nos deixa de ensinamento?<\/p>\n<p>Quem vai atr\u00e1s de osso \u00e9 cachorro!<\/p>\n<p>Jair Messias Bolsonaro<\/p>\n<p>Passadas as elei\u00e7\u00f5es e com a derrota de Bolsonaro, surge um novo medo, o de que Bolsonaro e toda a corja que arquitetou a morte de 600 mil pessoas na pandemia de covid, que s\u00e3o fascistas declarados e homenageiam torturadores, que vulneram todos os dias todos os direitos humanos existentes, que odeiam mulheres, LGBTs, negros, ind\u00edgenas, etc, fiquem impunes de seus crimes. Anistia, significa esquecimento, numa l\u00f3gica crist\u00e3 significa perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas leis de anistia do p\u00f3s-ditadura deveriam servir para exilados, condenados pelo que eram considerados crimes pol\u00edticos mas acabaram impossibilitando de condenar os torturadores e genocidas respons\u00e1veis pela ditadura militar brasileira.<\/p>\n<p>Haver\u00e3o leis de anistia que isentem Damares, por exemplo, que operou ativamente para impedir que uma crian\u00e7a v\u00edtima de estupro abortasse?<\/p>\n<p>O que ser\u00e1 de Ricardo Salles, um ecocida?<\/p>\n<p>Um dos pap\u00e9is da mobiliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora \u00e9 n\u00e3o deixar esse tipo de crimes ca\u00edrem no esquecimento ou ficarem na total impunidade.<\/p>\n<p>N\u00f3s, comunistas, somos os primeiros exterminados em qualquer ditadura, e quando estas s\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, onde as ditaduras t\u00eam um car\u00e1ter duradouro, isso se perpetua por v\u00e1rios anos sem gerar muita indigna\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>Como pode um parlamentar (Bolsonaro) se sentir livre para dizer \u00e0 outra que \u201cn\u00e3o a estupraria pois ela n\u00e3o merece?\u201d na frente das c\u00e2meras.<\/p>\n<p>Ele se sente validado pois o que o governo brasileiro \u201cdemocr\u00e1tico\u201d fez, passada a ditadura com torturadores? A mesma coisa que Menem na Argentina, leis de anistia que cobriam \u00e0 fascistas.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 nossa tarefa enquanto comunistas lutarmos diariamente pela revolu\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o tenhamos que depender da justi\u00e7a burguesa, burocr\u00e1tica e lenta a prop\u00f3sito ou ficarmos a merc\u00ea de governos igualmente burgueses e suas institui\u00e7\u00f5es, para punir genocidas.<\/p>\n<p>Y a la hora del naufragio y la de la oscuridad, alguien te rescatar\u00e1 para ir cantando\u2026<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p>Bibliografa: Peda\u00e7os de morte no cora\u00e7\u00e3o de Fl\u00e1vio Koutzii<\/p>\n<p>Informe Nunca m\u00e1s-CONADEP INFORME &#8220;NUNCA M\u00c1S&#8221; &#8211; Comisi\u00f3n Nacional sobre la Desaparici\u00f3n de Personas (CONADEP) &#8211; Informe S\u00e1bato &#8211; Investigaci\u00f3n de violaciones de derechos humanos cometidos en Argentina durante la dictadura militar &#8211; Fundaci\u00f3n ACCI\u00d3N PRO DERECHOS HUMANOS (www.fundacionpdh.org)<\/p>\n<p>Informe t\u00e9cnico v\u00edctimas del terrorismo de Estado de CONICET<\/p>\n<p>Informe_Tecnico_Comision_de_la_Memoria_2022_FINAL_con_Anexo_I.pdf P\u00e1gina ofcial Abuelas de Plaza de Mayo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29701\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8,57,65,10],"tags":[221],"class_list":["post-29701","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-c68-argentina","category-c78-internacional","category-s19-opiniao","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7J3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29701"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29701\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}