{"id":2973,"date":"2012-06-06T16:10:42","date_gmt":"2012-06-06T16:10:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2973"},"modified":"2012-06-06T16:10:42","modified_gmt":"2012-06-06T16:10:42","slug":"ruralistas-dominam-comissao-que-definira-o-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2973","title":{"rendered":"Ruralistas dominam comiss\u00e3o que definir\u00e1 o C\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"\n<p>Protestos contra o veto presidencial, confronto entre ruralistas e ambientalistas e bate-boca marcaram a primeira reuni\u00e3o da comiss\u00e3o mista de senadores e deputados que analisar\u00e1 a admissibilidade da Medida Provis\u00f3ria 571, que introduz mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e de meio ambiente para suprir o v\u00e1cuo deixado pelos 12 vetos que a presidente Dilma Rousseff fez no texto do C\u00f3digo Florestal aprovado pelos parlamentares. Foi restabelecido o confronto sobre o tema no Congresso.<\/p>\n<p>Dos 26 membros titulares da comiss\u00e3o (13 senadores e 13 deputados) pelo menos 17 s\u00e3o ligados \u00e0 Frente Nacional da Agropecu\u00e1ria. Eles foram escolhidos a dedo pelos l\u00edderes dos partidos, inclusive os governistas, o que indica dificuldade para um parecer de consenso que o relator, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), pretende apresentar no dia 12.<\/p>\n<p>O relator admitiu que precisar\u00e1 conversar muito para obter consenso sobre as mais de 620 emendas apresentadas; ele dever\u00e1 rejeitar a maioria:<\/p>\n<p>&#8211; A presidente Dilma deu uma sinaliza\u00e7\u00e3o forte para a Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria, que \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o em proteger os pequenos produtores. Acho que esse ser\u00e1 um bom ponto de partida para o entendimento &#8211; disse o relator, reconhecendo que o grande n\u00famero de emendas foi uma resposta do Congresso \u00e0 presidente.<\/p>\n<p>Os ruralistas querem que grandes empresas dividam com os produtores rurais a conta da recupera\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>&#8211; Cad\u00ea as megas empresas de petr\u00f3leo, de m\u00e1quinas, as ind\u00fastrias que poluem? Ningu\u00e9m \u00e9 chamado a nos ajudar a pagar essa conta. Por que s\u00f3 os produtores? Temos que proteger o meio ambiente, mas algu\u00e9m tem que bancar essa conta. Por que s\u00f3 o produtor? &#8211; protestou o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS).<\/p>\n<p>Em minoria, o deputado Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, acusou os l\u00edderes dos partidos de irrespons\u00e1veis por terem indicado parlamentares da &#8220;nata do ruralismo&#8221;. Disse que, com as mais de 600 emendas apresentadas, o projeto de convers\u00e3o da MP vai restabelecer tudo o que Dilma vetou.<\/p>\n<p>Cr\u00edticas ao &#8220;Veta tudo Dilma&#8221;<\/p>\n<p>A confus\u00e3o come\u00e7ou quando o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) criticou ONGs ambientalistas e acusou os l\u00edderes do movimento &#8220;Veta tudo Dilma&#8221; de terem agido sem \u00e9tica, usando dados falsos para defender o veto ao C\u00f3digo Florestal aprovado na C\u00e2mara:<\/p>\n<p>&#8211; A campanha &#8220;Veta tudo Dilma&#8221; foi eivada de falta de \u00e9tica. &#8211; disse Piau, relator do texto aprovado pela C\u00e2mara e vetado por Dilma. &#8211; Quando uma campanha \u00e9 feita com lisura e verdade, n\u00e3o tem problema. Mas houve inverdades.<\/p>\n<p>Sarney Filho reagiu:<\/p>\n<p>&#8211; O deputado Piau foi deselegante com mais de dois milh\u00f5es de brasileiros que assinaram a campanha. Temos o que h\u00e1 de mais representativo do ruralismo nessa comiss\u00e3o e, infelizmente, o que vamos ver aqui vai ser a tratora\u00e7\u00e3o de um posicionamento. N\u00e3o h\u00e1 como, numericamente, ter uma posi\u00e7\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>A Frente Ambientalista apresentou nove emendas \u00e0 MP 571, al\u00e9m de dezenas de outras apresentadas individualmente pelos deputados ambientalistas. Uma delas mant\u00e9m as regras do C\u00f3digo Florestal anterior \u00e0 MP sobre \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e outra para obrigar a cria\u00e7\u00e3o de APPs em \u00e1reas de Apicuns e ecossistemas. Mesmo com regras que beneficiam pequenos produtores na quest\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o ambiental, inclu\u00eddas na MP de Dilma, Sarney Filho diz que elas significam anistia.<\/p>\n<p>&#8211; Tudo que trata de recupera\u00e7\u00e3o ali na MP significa anistia, significa recupera\u00e7\u00e3o muito menor do que deveria acontecer.<\/p>\n<p>Integrante da Frente da Agropecu\u00e1ria, o deputado N\u00e9lson Marquezelli (PTB-SP) admitiu que vai ser reaberta a guerra na tramita\u00e7\u00e3o da MP. As principais emendas do grupo, que apresentou a maior parte das cerca de 600 emendas, defendem a autonomia dos estados para legislar sobre agricultura e meio ambiente.<\/p>\n<p>Um dos mais irritados era o deputado Lira Maia (DEM-PA). Ele acusou o relator de desrespeitar um acordo de s\u00f3 apresentar o relat\u00f3rio ap\u00f3s a Confer\u00eancia Rio + 20. E acusou Dilma de desrespeitar o Parlamento ao editar no mesmo ano uma MP sobre tema j\u00e1 tratado pelos parlamentares:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s do Parlamento estamos vivendo um momento de muita fragilidade. N\u00e3o posso, como parlamentar, engolir tamanha afronta &#8211; disse Maia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BC muda orienta\u00e7\u00e3o para o c\u00e2mbio<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O desempenho decepcionante do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre n\u00e3o muda a estrat\u00e9gia da pol\u00edtica de juros do Banco Central (BC). O crescimento de apenas 0,2% da economia j\u00e1 estava na conta do BC, que, por meio do IBC-Br, indicador que estima o comportamento da atividade econ\u00f4mica, projetara expans\u00e3o de apenas 0,15% entre janeiro e mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Se nada de extraordin\u00e1rio ocorrer at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, marcada para 11 de julho, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) promover\u00e1 mais uma redu\u00e7\u00e3o de 50 pontos-base na taxa b\u00e1sica de juros (Selic), fixando-a em 8% ao ano. Dado o elevado grau de incerteza da economia mundial e de seus efeitos sobre o Brasil, o movimento seguinte do Comit\u00ea ainda \u00e9 incerto. As indica\u00e7\u00f5es do que ser\u00e1 feito ser\u00e3o dadas apenas em meados de junho, \u00e0 \u00e9poca do pr\u00f3ximo encontro do Copom.<\/p>\n<p>O ambiente internacional, vari\u00e1vel-chave no cen\u00e1rio com que o BC trabalha, \u00e9 dado por baixo crescimento na Europa, com recess\u00e3o em alguns pa\u00edses; recupera\u00e7\u00e3o moderada da economia americana; e pouso suave da China (crescimento entre 7,5% e 8%). Esse quadro s\u00f3 se altera se houver um evento nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Real se move, desde maio, alinhado com o d\u00f3lar index<\/p>\n<p>No ano passado e no in\u00edcio deste, &#8220;evento&#8221; poderia ser a quebra de um banco ou o calote de um governo. Agora, evento seria, por exemplo, a sa\u00edda da Gr\u00e9cia da zona do euro. Est\u00e1 na conta, mas h\u00e1 o cont\u00e1gio. &#8220;Tem gente que diz que, diante disso [da sa\u00edda da Gr\u00e9cia do euro], os governos europeus far\u00e3o mais sacrif\u00edcio. Podem at\u00e9 fazer, mas o problema s\u00e3o os mercados. &#8220;Who&#8221;s next?&#8221; (quem \u00e9 o pr\u00f3ximo) \u00e9 a pergunta que os mercados v\u00e3o fazer&#8221;, pondera uma autoridade brasileira.<\/p>\n<p>O Banco Central tem convic\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 no caminho certo ao testar novos patamares para a Selic, que j\u00e1 se encontra no menor valor hist\u00f3rico. O mundo piorou de janeiro para c\u00e1 e a melhor indica\u00e7\u00e3o disso \u00e9 a cota\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de 10 anos do Tesouro americano. Trata-se do ativo de maior liquidez do planeta. Sua cota\u00e7\u00e3o chegou a bater em 2,4% ao ano e, agora, est\u00e1 abaixo de 1,5%.<\/p>\n<p>De janeiro a mar\u00e7o, as bolsas de valores, movidas pelo excesso de liquidez provocado pela atua\u00e7\u00e3o dos principais bancos centrais, chegaram a acumular ganho m\u00e9dio de 20%. De l\u00e1 para c\u00e1, j\u00e1 perderam tudo e muitas est\u00e3o em terreno negativo. &#8220;Estava todo o mundo surfando num inverno ameno, inclusive, o M\u00e9xico. O cen\u00e1rio mudou&#8221;, diz um integrante da equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio tem derrubado, por um lado, a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios nacionais, o que deprime a taxa de crescimento da economia, mas, por outro, tem ajudado a desinflacionar os pre\u00e7os internacionais. Isso auxiliou o BC a reduzir a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses aqui dentro &#8211; de 7,3% para 5,1% entre setembro de 2011 e abril de 2012 &#8211; e a diminuir a taxa de juros.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos explorando novas realidades&#8221;, explica uma fonte graduada, reagindo \u00e0s cr\u00edticas de que o BC s\u00f3 pensa em crescimento. &#8220;O crescimento da economia vem abaixo do potencial h\u00e1 alguns trimestres, logo, voc\u00ea n\u00e3o vai ter press\u00e3o inflacion\u00e1ria pelo lado da demanda.&#8221;<\/p>\n<p>Como o cen\u00e1rio internacional n\u00e3o indica a ocorr\u00eancia de choques de oferta, o governo avalia que h\u00e1 um conforto, do ponto de vista dos pre\u00e7os, que permite ao BC continuar baixando os juros. Os pre\u00e7os das commodities est\u00e3o em queda h\u00e1 semanas. A vari\u00e1vel que poderia complicar a equa\u00e7\u00e3o \u00e9 a taxa de c\u00e2mbio, que, com o agravamento da crise, tende a desvalorizar-se, pressionando os pre\u00e7os dos produtos importados.<\/p>\n<p>Nessa seara, o BC j\u00e1 promoveu um freio de arruma\u00e7\u00e3o, com interven\u00e7\u00f5es no mercado de c\u00e2mbio. Em mar\u00e7o e um pouco em abril, quando o humor l\u00e1 fora come\u00e7ou a mudar de forma acentuada, o BC deu f\u00f4lego ao processo de desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. A deprecia\u00e7\u00e3o j\u00e1 ocorreria naturalmente, gra\u00e7as \u00e0 piora dos termos de troca (a rela\u00e7\u00e3o entre pre\u00e7os de produtos exportados e importados). Mas o BC optou por dar for\u00e7a ao movimento, como se aproveitasse a oportunidade para colocar o real num novo patamar &#8211; que o mercado hoje identifica como sendo R$ 2,00.<\/p>\n<p>Num dado momento, a desvaloriza\u00e7\u00e3o acentuada do real provocou uma piora na percep\u00e7\u00e3o dos investidores, principalmente de estrangeiros, que antes estavam mais otimistas com o pa\u00eds do que os nacionais. Desde ent\u00e3o, o BC decidiu alinhar os movimentos do real aos do d\u00f3lar index (US Dollar Index), indicador que mede o valor do d\u00f3lar dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o a uma cesta de moedas.<\/p>\n<p>Segundo o Valor Data, de 30 de abril at\u00e9 ontem, o d\u00f3lar index variou 5,1%. No mesmo per\u00edodo, o real teve desvaloriza\u00e7\u00e3o de 5,5%, enquanto o peso mexicano teve deprecia\u00e7\u00e3o de 8,5%. Ainda no mesmo per\u00edodo, duas moedas, de pa\u00edses tamb\u00e9m exportadores de commodities como o Brasil, tiveram desempenho em linha com o d\u00f3lar index: o d\u00f3lar canadense (desvaloriza\u00e7\u00e3o de 4,9%) e o d\u00f3lar australiano (-6,6%).<\/p>\n<p>&#8220;O real est\u00e1 alinhad\u00edssimo&#8221;, diz uma fonte, lembrando que o M\u00e9xico, o atual &#8220;queridinho&#8221; do mercado, teve desvaloriza\u00e7\u00e3o muito mais forte desde o fim de abril. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o temos uma meta de c\u00e2mbio, mas geralmente quando voc\u00ea v\u00ea o neg\u00f3cio &#8220;despegando&#8221;, \u00e9 porque tem alguma disfuncionalidade. Ent\u00e3o, o BC atua.&#8221;<\/p>\n<p>Um assessor do governo lembra que o regime de c\u00e2mbio \u00e9 flutuante e que ele \u00e9 a primeira linha de defesa em caso de crise. &#8220;Se tiver um evento de cauda, o d\u00f3lar vai para aonde tiver que ir. S\u00f3 que n\u00e3o vai se sustentar. Voc\u00ea n\u00e3o vai subsidiar a sa\u00edda.&#8221;<\/p>\n<p>O BC acredita, como declarou ontem o presidente Alexandre Tombini no Congresso Nacional, que a economia vai acelerar nos pr\u00f3ximos trimestres, principalmente no segundo semestre. A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 estaria consciente, por\u00e9m, de que, em 2012, dificilmente o PIB avan\u00e7ar\u00e1 mais de 3%. A d\u00favida do governo \u00e9 se abre m\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio de 3,1% do PIB para estimular a economia.<\/p>\n<p>Nas conversas internas, Dilma tem dito que a crise na Europa \u00e9 s\u00e9ria, mas que, quando passar, &#8220;daqui a dois ou tr\u00eas anos&#8221;, o velho continente voltar\u00e1 forte, com uma ou v\u00e1rias moedas, mas com bons fundamentos (custo de capital e de m\u00e3o de obra baixos, produtividade elevada). Para o Brasil, que n\u00e3o est\u00e1 em crise, a receita \u00e9 se posicionar bem. Por isso, o governo trabalha para reduzir custo de capital, qualificar a m\u00e3o de obra, diminuir a carga tribut\u00e1ria e investir em infraestrutura.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ind\u00fastria fica mais otimista, mas demite em abril<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A expectativa dos empres\u00e1rios industriais quanto ao futuro da economia come\u00e7ou a melhorar em abril, com a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, mantida desde ent\u00e3o, e a persistente redu\u00e7\u00e3o dos juros. Mas o cen\u00e1rio para a ind\u00fastria ainda \u00e9 muito complicado, entendem os especialistas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). Em abril, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o aumentou seu faturamento em 0,2% ante mar\u00e7o, com ajuste sazonal, mas tanto horas trabalhadas quanto emprego registraram quedas de 0,6% cada, na mesma compara\u00e7\u00e3o. O uso capacidade instalada tamb\u00e9m caiu: de 81,5% em mar\u00e7o para 81% em abril.<\/p>\n<p>Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo da CNI, a l\u00f3gica por detr\u00e1s das dificuldades da ind\u00fastria neste segundo trimestre \u00e9 simples. &#8220;Para poder surfar nesses est\u00edmulos que o governo d\u00e1 ao consumo, \u00e9 preciso ter um produto melhor que o importado. Para isso \u00e9 preciso inovar, mas, para inovar, \u00e9 preciso fazer investimentos de alto risco. Com o cen\u00e1rio atual, n\u00e3o s\u00f3 o industrial tem dificuldade para fazer essa decis\u00e3o como os bancos ficam reticentes em emprestar para essa modalidade de investimento&#8221;, disse Fonseca, ontem, durante a divulga\u00e7\u00e3o dos dados referentes a abril.<\/p>\n<p>Em abril, uma mesma cadeia produtiva seguiu caminhos totalmente opostos. De acordo com dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a ind\u00fastria t\u00eaxtil registrou o pior desempenho dentre todos os 19 setores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no quesito horas trabalhadas &#8211; em abril, as horas trabalhadas na ind\u00fastria t\u00eaxtil foram 8,5% menores que no mesmo m\u00eas de 2011. Por outro lado, a ponta dessa cadeia produtiva &#8211; os fabricantes de vestu\u00e1rio &#8211; registraram o melhor resultado entre os pesquisados pela CNI: um avan\u00e7o de 1,2% nas horas trabalhadas na compara\u00e7\u00e3o entre abril deste ano e abril do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Os estoques ainda est\u00e3o indesejados na ind\u00fastria, de modo geral, e as horas trabalhadas s\u00f3 aumentaram em quatro setores em abril, justamente aqueles em que os estoques ficaram um pouco menores&#8221;, afirmou Marcelo de \u00c1vila, economista da CNI. Em abril, apenas os setores de vestu\u00e1rio, produtos qu\u00edmicos, m\u00e1quinas e equipamentos el\u00e9tricos e alimentos e bebidas registraram avan\u00e7o nas horas trabalhadas em rela\u00e7\u00e3o a igual do ano anterior.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Limite de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas para pessoa f\u00edsica e empresas ser\u00e1 ampliado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o do limite para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas banc\u00e1rias de pessoas f\u00edsicas e empresas, com mudan\u00e7a no regime tribut\u00e1rio, ser\u00e1 inclu\u00edda no projeto de convers\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 563, que trata do Brasil Maior. O relator da MP, senador Romero Juc\u00e1 (PMDB-RR) vai colocar no seu parecer a possibilidade de renegocia\u00e7\u00e3o mais geral &#8211; at\u00e9 agora a legisla\u00e7\u00e3o permite que ela seja feita com pessoas f\u00edsicas e agricultores &#8211; e o Minist\u00e9rio da Fazenda fixar\u00e1 o valor mediante uma portaria. Dos atuais R$ 30 mil, o teto da d\u00edvida a ser refinanciada com incentivo tribut\u00e1rio deve passar para R$ 100 mil.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o desse limite \u00e9 medida importante para o governo, que quer transformar os tomadores de cr\u00e9dito, hoje inadimplentes, em consumidores adimplentes, que podem, portanto, voltar a comprar bens dur\u00e1veis com empr\u00e9stimos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>O governo deve enviar ao Congresso Nacional, tamb\u00e9m, um projeto de lei complementar para alterar o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O artigo limita a concess\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios \u00e0 exig\u00eancia da contrapartida em receitas, seja por eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquota ou por cria\u00e7\u00e3o de novos impostos.<\/p>\n<p>O Executivo quer incluir o excesso de arrecada\u00e7\u00e3o ou o contingenciamento da despesa no atendimento da contrapartida e, com isso, retirar uma &#8220;camisa de for\u00e7a&#8221; da lei, que o impede de fazer ren\u00fancias fiscais para incentivar os investimentos do setor privado.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o duas de uma s\u00e9rie de medidas que o governo Dilma Rousseff discute e prepara para reanimar a economia e dar impulso ao crescimento nos pr\u00f3ximos meses. Mais do que a baixa performance do PIB no primeiro trimestre deste ano, cuja expans\u00e3o foi de somente 0,2%, o que inquieta a presidente da Rep\u00fablica \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o, que se consolida nos agentes econ\u00f4micos, de que o PIB caminha para 2% este ano, em um desempenho pior do que os modestos 2,7% de crescimento em 2011.<\/p>\n<p>Ontem houve a primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o da presidente com v\u00e1rios ministros. Dilma determinou que os minist\u00e9rios executem os investimentos para os quais h\u00e1 previs\u00e3o de receitas.<\/p>\n<p>O ministro dos Transportes, Paulo Passos, que estava na reuni\u00e3o no Pal\u00e1cio do Planalto, convocou entrevista coletiva para anunciar uma ofensiva nos projetos de sua \u00e1rea. De um or\u00e7amento para investimentos de R$ 17 bilh\u00f5es, a pasta gastou este ano somente R$ 40 milh\u00f5es mais R$ 2,5 bilh\u00f5es liberados a t\u00edtulo de restos a pagar.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura, setor que foi respons\u00e1vel por um tombo no PIB do primeiro trimestre, tamb\u00e9m est\u00e1 preparando o plano para a pr\u00f3xima safra com regras mais generosas e financiamentos a juros mais baixos.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras propostas em discuss\u00e3o, como a amplia\u00e7\u00e3o e antecipa\u00e7\u00e3o das compras governamentais como instrumento para aumentar as encomendas ao setor privado e at\u00e9 mesmo o adiamento do recolhimento do IPI das empresas por 60 dias, para que elas possam fazer caixa para capital de giro sem ter que recorrer aos bancos. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, qualquer decis\u00e3o sobre uma eventual revis\u00e3o da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio para este ano.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Minha Casa 2 s\u00f3 entrega 2% das casas para baixa renda<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Em vigor desde o in\u00edcio do ano passado, a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida entregou, at\u00e9 a terceira semana de maio, 2% das 191 mil casas contratadas na faixa 1 do programa, que engloba fam\u00edlias com renda mensal de at\u00e9 R$ 1.600. Nas faixas 2 e 3, onde n\u00e3o h\u00e1 subs\u00eddios diretos do governo para a constru\u00e7\u00e3o das resid\u00eancias, metade das 490 mil pessoas que assinaram contratos receberam as chaves da nova casa de acordo com dados da Caixa Econ\u00f4mica Federal. A diferen\u00e7a entre os tipos de contrato e a paralisa\u00e7\u00e3o das contrata\u00e7\u00f5es na primeira faixa durante nove meses para a revis\u00e3o de exig\u00eancias t\u00e9cnicas ajudam a explicar a discrep\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A segunda fase prev\u00ea 2 milh\u00f5es de moradias, sendo 1,2 milh\u00e3o para a primeira faixa, 600 mil para a segunda e 200 mil para a terceira. Desse total, 680 mil foram contratadas entre 2011 e maio de 2012.<\/p>\n<p>Com o t\u00e9rmino das contrata\u00e7\u00f5es de um milh\u00e3o de casas na primeira fase do programa ao fim de 2010, o governo reavaliou algumas exig\u00eancias para a segunda fase. Mudan\u00e7as t\u00e9cnicas como o aumento do tamanho dos batentes, a exig\u00eancia de cer\u00e2mica de melhor qualidade na obra e o incremento da \u00e1rea constru\u00edda total foram discutidas com as construtoras.<\/p>\n<p>O martelo do novo modelo foi batido em agosto de 2011, e os contratos para as fam\u00edlias com menor renda come\u00e7aram a ser assinados em setembro, segundo Teotonio Costa Resende, diretor de habita\u00e7\u00e3o da Caixa. &#8220;A faixa 1 ficou totalmente parada. Al\u00e9m disso, nas outras duas faixas, a necessidade \u00e9 s\u00f3 de financiamento. As empresas come\u00e7am a construir e depois procuram os clientes. Na primeira, tem que negociar parceria com o munic\u00edpio, achar o terreno e o comprador, assinar o contrato e s\u00f3 depois o projeto sai do papel&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A maior demanda &#8211; o Minha Casa 2 tem previs\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o total de 2 milh\u00f5es de unidades at\u00e9 o fim de 2014 &#8211; tamb\u00e9m aumentou a diferen\u00e7a de tempo entre quem espera uma casa comprada pela faixa 1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras duas. Na primeira fase, a entrega ficava entre 12 e 15 meses. Agora, o prazo foi prolongado para 24 meses segundo o diretor da Caixa. &#8220;A experi\u00eancia mostrou que n\u00e3o era poss\u00edvel construir 500, 700 unidades em at\u00e9 15 meses. S\u00f3 a burocracia entre assinar o papel e come\u00e7ar a construir consome 90 dias.&#8221;<\/p>\n<p>A agilidade nas faixas 2 (renda familiar entre R$ 1.600 e R$ 3.100) e 3 (R$ 3.100 a R$ 5.000) fez a MRV Engenharia focar seus neg\u00f3cios quase que exclusivamente na segunda faixa. Construtora do Minha Casa com maior volume de opera\u00e7\u00f5es at\u00e9 o momento, a empresa assinou contratos que somam R$ 5,8 bilh\u00f5es de acordo com dados do Minist\u00e9rio das Cidades. Segundo a pr\u00f3pria MRV, o programa governamental \u00e9 respons\u00e1vel por 90% de seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O contato direto com o comprador, tendo apenas a Caixa como avaliadora do financiamento e do projeto, sem a necessidade de negocia\u00e7\u00f5es com outros \u00f3rg\u00e3os do poder p\u00fablico, \u00e9 um dos motivos que levaram a empresa a focar no segmento dentro do programa. &#8220;A rentabilidade na primeira faixa \u00e9 muito baixa e mesmo assim voc\u00ea s\u00f3 viabiliza um projeto se tiver apoio do munic\u00edpio&#8221;, afirma o presidente Rubens Menin. Apesar disso, foi justamente o aumento de contrapartidas ao poder p\u00fablico que fez a empresa a registrar lucro l\u00edquido menor do que o esperado pelo mercado no primeiro trimestre do ano. O aumento de custos tamb\u00e9m afetou o lucro, que atingiu R$ 113 milh\u00f5es de janeiro a mar\u00e7o de 2012, contra R$ 153 milh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2011.<\/p>\n<p>Com tempo m\u00e9dio de entrega entre seis e oito meses a partir da assinatura do contrato nas faixas 2 e 3, a MRV tem como p\u00fablico-alvo a nova &#8220;Classe C&#8221;, segundo Menin. &#8220;A maioria da popula\u00e7\u00e3o hoje no Brasil est\u00e1 na segunda faixa. Uma fam\u00edlia composta por uma empregada dom\u00e9stica e um faxineiro j\u00e1 se enquadra nisso&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o parece acertada. Apesar de as fam\u00edlias de menor renda serem o alvo de 60% da meta de constru\u00e7\u00e3o de casas na segunda fase do programa federal, o maior volume de contrata\u00e7\u00e3o ficou at\u00e9 agora no perfil explorado pela MRV: 433 mil unidades (63% do total contratado), principalmente no Sudeste e no Nordeste, com 235 mil unidades j\u00e1 entregues.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios mais populosos do pa\u00eds est\u00e3o encontrando dificuldades em contratar na primeira faixa, especialmente S\u00e3o Paulo, onde o terreno \u00e9 mais caro. Mesmo com o subs\u00eddio de R$ 20 mil por habita\u00e7\u00e3o do governo do Estado, h\u00e1 menor &#8220;atratividade&#8221; nesse tipo de casa, que possui pre\u00e7o-teto de R$ 65 mil, de acordo com Sergio Watanabe, presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Estado de S\u00e3o Paulo (Sinduscon-SP). &#8220;O programa tem melhor desempenho na faixa 2. A quest\u00e3o do pre\u00e7o \u00e9 fundamental para atrair construtoras. Aquelas que pegam a primeira faixa est\u00e3o construindo fora das capitais.&#8221;<\/p>\n<p>A Emmcamp Residencial, terceira construtora com mais neg\u00f3cios ligados ao programa, atua majoritariamente na primeira faixa. Apesar da rentabilidade menor, a empresa ganha na quantidade de unidades vendidas, que at\u00e9 agora renderam R$ 1 bilh\u00e3o em contratos, segundo o minist\u00e9rio. Atualmente, ela est\u00e1 construindo 20 mil unidades, e prev\u00ea entregar 30 mil este ano. Andr\u00e9 Campos, vice-presidente comercial da Emmcamp, reconhece que h\u00e1 maior burocracia, mas afirma que ela acontece s\u00f3 at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do projeto. A diferen\u00e7a entre as entregas nas faixas se d\u00e1 no modelo de neg\u00f3cios. &#8220;Na primeira fase assina-se quando s\u00f3 tem mato no terreno. Por isso que demora at\u00e9 dois anos.&#8221;<\/p>\n<p>O descompasso nas faixas tamb\u00e9m \u00e9 registrado no Minha Casa Minha Vida 1, onde n\u00e3o houve a paralisa\u00e7\u00e3o na primeira faixa. At\u00e9 maio, 38% das 418 mil unidades habitacionais contratadas na faixa 1 tinham sido entregues. Nas faixas 2 e 3, das 497 mil casas, 72% estavam prontas para ser habitadas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de Teotonio Costa Resende \u00e9 que praticamente todas as 404 mil unidades restantes do Minha Casa 1 estejam finalizadas at\u00e9 o fim do ano. &#8220;O que vai sobrar \u00e9 residual&#8221;, diz, para depois considerar normal a extens\u00e3o do prazo em alguns casos. &#8220;At\u00e9 o momento foram contratadas 1,7 milh\u00e3o de unidades em todo o programa. \u00c9 natural haver atraso nas tr\u00eas faixas. Tivemos problemas com m\u00e3o de obra e material de constru\u00e7\u00e3o. Mas o importante \u00e9 que est\u00e1 sendo tudo entregue at\u00e9 o prazo limite.&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Ap\u00f3s expans\u00e3o, bancos preveem &#8216;sele\u00e7\u00e3o natural&#8217;<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Depois da corrida de bancos brasileiros e estrangeiros para disputar os mandatos de ofertas de a\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos, a expectativa, agora, \u00e9 que haja uma acomoda\u00e7\u00e3o no mercado, avaliam fontes do setor.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o faz sentido ter cinco ou seis bancos dividindo uma oferta de R$ 300 milh\u00f5es&#8221;, afirma um banqueiro. &#8220;No fim das contas, s\u00e3o dois ou tr\u00eas que carregam o piano&#8221;, observa outro interlocutor.<\/p>\n<p>At\u00e9 2007 &#8211; ano recorde para as ofertas de a\u00e7\u00f5es no Brasil &#8211; o mercado era dominado pelos su\u00ed\u00e7os do UBS e do Credit Suisse. A crise financeira mundial alterou as rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7a do setor no mundo todo e tamb\u00e9m deixou reflexos no Brasil, que passou pela turbul\u00eancia com relativa tranquilidade. Desde ent\u00e3o, ganharam espa\u00e7o os bancos nacionais, principalmente BTG Pactual, Ita\u00fa BBA e Bradesco BBI.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do chefe de mercado de capitais do BTG Pactual, F\u00e1bio Nazari, j\u00e1 existem alguns sinais de que as pr\u00f3prias empresas come\u00e7am a achar que contratar muitos bancos pode tornar a opera\u00e7\u00e3o mais confusa.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia \u00e9 estabilizar. Vamos ter quatro ou cinco l\u00edderes fazendo o mercado. Vai sobreviver quem tiver os melhores talentos&#8221;, observa uma fonte de um banco estrangeiro. &#8220;As companhias v\u00e3o buscar os bancos mais competentes e com maior alcance na distribui\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Os preparativos que antecedem uma emiss\u00e3o de a\u00e7\u00f5es criam v\u00ednculos com a empresa que podem render novos neg\u00f3cios para o banco &#8211; estruturar uma aquisi\u00e7\u00e3o ou emiss\u00e3o de d\u00edvida, por exemplo. Ao mesmo tempo, as ofertas geram uma movimenta\u00e7\u00e3o em \u00e1reas correlatas da institui\u00e7\u00e3o financeira, como a corretora e a equipe de an\u00e1lise. Foi por isso que a retomada do mercado de capitais brasileiro, a partir de 2004, chamou a aten\u00e7\u00e3o dos grandes bancos.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de uma fonte do setor, o mercado brasileiro tornou-se mais parecido com o modelo europeu, onde tende a haver mais bancos participando de uma oferta. Nos Estados Unidos, via de regra, as companhias t\u00eam um ou dois bancos de investimentos de sua confian\u00e7a e costumam trabalhar com eles.<\/p>\n<p>O n\u00famero de coordenadores tamb\u00e9m pode ser maior ou menor dependendo de quem \u00e9 a companhia ofertante, de quais s\u00e3o seus objetivos e do tamanho da oferta. A empresa pode contratar um sindicato maior se avaliar que isso aumenta suas chances de distribui\u00e7\u00e3o entre os investidores brasileiros e estrangeiros ou, ainda, se quiser manter um canal de relacionamento aberto com diversas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por exemplo, quase duas dezenas de bancos participaram da oferta de a\u00e7\u00f5es da Petrobras, que captou R$ 120 bilh\u00f5es em setembro de 2010. O tamanho, a visibilidade e a import\u00e2ncia da opera\u00e7\u00e3o levaram a estatal a contratar um sindicato de tal porte.<\/p>\n<p>A oferta pagou aos coordenadores R$ 228,8 milh\u00f5es em comiss\u00f5es &#8211; o equivalente a 0,19% do valor captado pela estatal. A opera\u00e7\u00e3o derrubou a m\u00e9dia das comiss\u00f5es pagas naquele ano a apenas 0,58% do volume das ofertas, muito abaixo do percentual visto nos outros anos. Excluindo-se da amostra de 2010 a oferta da Petrobras, a m\u00e9dia sobe para 2,22%, indica levantamento do Valor Data.<\/p>\n<hr \/>\n<p>BNDES corta taxas para estimular setor industrial<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) anunciou ontem corte de juros para capital de giro em empr\u00e9stimos \u00e0 ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o. Os cortes v\u00e3o de dois pontos percentuais, em financiamentos para grandes empresas, a tr\u00eas pontos percentuais, no cr\u00e9dito para micro e pequenas companhias. Mas, na an\u00e1lise do presidente do banco, Luciano Coutinho, a real efic\u00e1cia dos juros menores depender\u00e1 de redu\u00e7\u00f5es de spreads banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>Isso porque os cortes anunciados ocorrer\u00e3o dentro do Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento de Capacidade de Gera\u00e7\u00e3o de Emprego e Renda (BNDES Progeren), cujas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o indiretas, com recursos do BNDES repassados por meio de outros bancos. &#8220;Estamos oferecendo o programa, com estas taxas extremamente favor\u00e1veis e damos oportunidades aos agentes financeiros para colaborar conosco, em termos de procurar uma pol\u00edtica de spread mais condizente com a redu\u00e7\u00e3o de taxas [de juros] que est\u00e1 acontecendo no Brasil&#8221;, afirmou Coutinho, ap\u00f3s anunciar o corte de juros.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento inicial do programa \u00e9 de R$ 14 bilh\u00f5es. Este valor pode ser aumentado no final do ano, durante avalia\u00e7\u00e3o do programa pelo banco, caso haja demanda acima do esperado. Do total, R$ 11 bilh\u00f5es ser\u00e3o para micro, pequenas e m\u00e9dias empresas, e o restante para grandes empresas.<\/p>\n<p>Os credenciados como agentes financeiros definir\u00e3o em dois meses o patamar de seus spreads para o BNDES Progeren. No programa, o juro para grandes empresas caiu de 10% para 8% ao ano. Para micro e pequenas empresas, a taxa foi reduzida de 9,5% para 6% ao ano e, para m\u00e9dias, de 9,5% para 6,5% anual. Com as redu\u00e7\u00f5es, a expectativa de Coutinho \u00e9 de que o juro nominal, incluindo o spread para o tomador final no BNDES Progeren, passe dos atuais 11% a 12,5% ao ano, para a faixa de 9% a 9,5% anuais. Com infla\u00e7\u00e3o de 5% ao ano, o juro real dentro dessa linha poderia ficar abaixo da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese de tamb\u00e9m reduzir a TJLP como forma de deixar o cr\u00e9dito mais barato para a ind\u00fastria foi descartada por Coutinho durante o an\u00fancio das medidas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de juros, o BNDES tamb\u00e9m aumentou a abrang\u00eancia da linha de cr\u00e9dito, que inclui agora m\u00e9dias empresas de toda a ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o. O limite de financiamento para grandes empresas \u00e9 de at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es ou 20% da Receita Operacional Bruta (ROB) do cliente, o que for menor. Para as demais empresas, at\u00e9 R$ 20 milh\u00f5es ou 20% da ROB do cliente. Mas o presidente do BNDES admitiu que somente as redu\u00e7\u00f5es de juros n\u00e3o resolvem todos os problemas de competitividade da ind\u00fastria. Salientou que a recupera\u00e7\u00e3o do patamar de investimento no pa\u00eds passa por a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias \u00e1reas al\u00e9m da ind\u00fastria, como constru\u00e7\u00e3o e infraestrutura.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es devem impulsionar os desembolsos do programa em 2012. Em 2011, as libera\u00e7\u00f5es do BNDES Progeren foram de R$ 4 bilh\u00f5es. &#8220;Esperamos um valor muito maior do que esse ao final de 2012 [nos desembolsos]&#8221;, afirmou o presidente do banco, sem citar proje\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Antes das mudan\u00e7as, o BNDES Progeren era voltado mais para micro e pequenas empresas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Brasil pode ter assento exclusivo no FMI<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>O Brasil dever\u00e1 ganhar um assento exclusivo na diretoria executiva do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) com a aprova\u00e7\u00e3o do acordo feito no fim de 2010 para a revis\u00e3o das cotas dos pa\u00edses-membros do Fundo, segundo informou \u00e0 &#8220;Ag\u00eancia Estado&#8221; uma fonte do governo brasileiro.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o do acordo ainda depende de ratifica\u00e7\u00e3o de um n\u00famero m\u00ednimo de pa\u00edses associados ao Fundo, mas um maior poder de voto, com uma diretoria exclusiva, consolidaria a eleva\u00e7\u00e3o de status do Brasil em f\u00f3runs multilaterais, demanda de longa data do governo brasileiro.<\/p>\n<p>Hoje, o voto do Brasil na diretoria executiva do FMI \u00e9 compartilhado com outros oito pa\u00edses, entre eles Col\u00f4mbia, Haiti, Trinidad e Tobago e Suriname. Atualmente, apenas alguns pa\u00edses, como Estados Unidos, Jap\u00e3o, Alemanha, Fran\u00e7a e Reino Unido, t\u00eam assento exclusivo na diretoria executiva &#8211; essa diretoria tem 24 assentos. Com a entrada em vigor das novas cotas e o novo poder de voto, o n\u00famero de assentos permanecer\u00e1 o mesmo. Apenas alguns pa\u00edses ganhar\u00e3o mais representatividade, enquanto outros perder\u00e3o.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que a aprova\u00e7\u00e3o do acordo para a redistribui\u00e7\u00e3o das cotas possa acontecer na pr\u00f3xima reuni\u00e3o anual do Fundo, programada para outubro em T\u00f3quio. Para isso, \u00e9 preciso que o acordo seja ratificado pelos parlamentos e \u00f3rg\u00e3os legislativos de pa\u00edses que representam pelo menos 85% do poder de voto no Fundo.<\/p>\n<p>Mas o processo de ratifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 bastante lento. H\u00e1 at\u00e9 quem duvide que seja poss\u00edvel conseguir a ratifica\u00e7\u00e3o do acordo at\u00e9 a reuni\u00e3o de outubro. At\u00e9 o momento, EUA, Canad\u00e1, Alemanha, R\u00fassia e, principalmente, v\u00e1rios outros pa\u00edses europeus, que perder\u00e3o espa\u00e7o e voz na diretoria, n\u00e3o ratificaram o acordo de 2010. Na mais recente atualiza\u00e7\u00e3o divulgada pelo FMI, em 22 de maio, 77 pa\u00edses-membros, representando 47,18% do poder de voto, haviam ratificado.<\/p>\n<p>Destaque. Para ter maior voz nas decis\u00f5es do FMI, a cota brasileira ser\u00e1 elevada para 2,316% ante a participa\u00e7\u00e3o atual de 1,79%. E ganhando um assento exclusivo, o Brasil passar\u00e1 a ter uma equipe de economistas e analistas contratados pelo FMI para acompanhar a economia brasileira. Segundo a fonte do governo brasileiro, o FMI j\u00e1 come\u00e7ou at\u00e9 mesmo o processo de sele\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios, exigindo economistas com doutorado ou larga experi\u00eancia no setor p\u00fablico brasileiro, para a equipe do Fundo dedicada ao Brasil.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses emergentes, em particular o Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), v\u00eam demandando um maior peso no comando do FMI, com aumento no poder de voto, num momento em que se exige deles a contribui\u00e7\u00e3o de recursos para ajudar a resolver a crise em pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Procurado pela Ag\u00eancia Estado para confirmar a informa\u00e7\u00e3o, um porta-voz do FMI disse que &#8220;as reformas das cotas e governan\u00e7a de 2010 incluem mudan\u00e7a para uma diretoria executiva mais representativa e totalmente eleita. Os membros v\u00e3o eleger essa diretoria no devido tempo, e n\u00e3o seria apropriado para n\u00f3s prejulgarmos o desfecho desse processo&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Espanha pede socorro aos bancos, mas alerta que pa\u00eds n\u00e3o pode ser resgatado<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo<\/p>\n<p>Pressionado pelo aumento da crise de liquidez de seu sistema financeiro, o governo da Espanha lan\u00e7ou nesta ter\u00e7a-feira, 5, um SOS \u00e0 Europa, admitindo que precisa de ajuda externa urgente para salvar seus bancos do risco de fal\u00eancia. A admiss\u00e3o, feita pelo ministro de Finan\u00e7as, Crist\u00f3bal Montoro, teve o efeito de um tremor de terras em Bruxelas, Berlim e Paris. O executivo admitiu que seu pa\u00eds &#8220;n\u00e3o tem mais acesso aos mercados financeiros&#8221;, pediu solidariedade para recapitalizar suas institui\u00e7\u00f5es e advertiu: &#8220;A Espanha n\u00e3o \u00e9 resgat\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es deixaram claro que a crise das d\u00edvidas na Europa est\u00e1 ganhando um novo e mais grave cap\u00edtulo, por j\u00e1 contaminar o sistema financeiro da quarta maior economia da zona do euro. Em entrevista concedida pela manh\u00e3 \u00e0 r\u00e1dio Onda Cero, Montoro comentou a escalada dos juros cobrados no mercado de d\u00edvidas soberanas pelos pap\u00e9is emitidos pelo tesouro de Madri. &#8220;O pr\u00eamio de risco significa que a Espanha n\u00e3o tem acesso aos mercados financeiros&#8221;, reconheceu. Na pr\u00e1tica, o ministro admitiu que o pa\u00eds n\u00e3o tem como emitir mais b\u00f4nus do tesouro sob pena de aumentar o endividamento e pagar um custo insustent\u00e1vel, que supera os 6% para papeis com validade de 10 anos.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a solu\u00e7\u00e3o para recapitalizar seu sistema financeiro \u00e9 solicitar a ajuda da Uni\u00e3o Europeia. Analistas estimam que ser\u00e3o necess\u00e1rios entre \u20ac 40 bilh\u00f5es e \u20ac 50 bilh\u00f5es para socorrer as institui\u00e7\u00f5es. S\u00f3 para o Bankia, o quarto maior banco privado do pa\u00eds, ser\u00e3o necess\u00e1rios \u20ac 19 bilh\u00f5es. O valor total \u00e9 equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, inferior aos planos de resgate concedidos \u00e0 Gr\u00e9cia, Irlanda e Portugal.<\/p>\n<p>Montoro n\u00e3o comentou esses n\u00fameros, mas deixou claro que espera socorro da Uni\u00e3o Europeia. &#8220;\u00c9 muito importante que as institui\u00e7\u00f5es europeias se abram e nos ajudem a superar este montante, que n\u00e3o \u00e9 astron\u00f4mico&#8221;, argumentou. Uma das op\u00e7\u00f5es em discuss\u00e3o \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o do Banco Central Europeu (BCE) ou do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) no mercado de obriga\u00e7\u00f5es soberanas. A medida reduziria a press\u00e3o dos juros sobre os t\u00edtulos espanh\u00f3is, o que permitiria ao governo de Mariano Rajoy socorrer sozinho seus bancos. Outra possibilidade \u00e9 a recapitaliza\u00e7\u00e3o pelo futuro Mecanismo Europeu de Estabilidade (MES), que substituir\u00e1 o FEEF em julho e contar\u00e1 com mais de \u20ac 700 bilh\u00f5es em caixa. Para tanto, por\u00e9m, seria necess\u00e1rio alterar o rec\u00e9m elaborado estatuto do mecanismo, criando uma &#8220;uni\u00e3o banc\u00e1ria&#8221; na Europa. A uni\u00e3o banc\u00e1ria permitiria recapitalizar diretamente os bancos, sem passar pelos estados, sustentou Montoro. &#8220;Esperamos que (a proposta) esteja madura antes do final do m\u00eas&#8221;, disse ele, referindo-e \u00e0 pr\u00f3xima c\u00fapula da UE, em Bruxelas.<\/p>\n<p>Essa proposta vem sendo discutida pelos l\u00edderes europeus, mas mais uma vez tem a oposi\u00e7\u00e3o da Alemanha. Isso porque a chanceler Angela Merkel n\u00e3o aceitaria que os bancos de um pa\u00eds recebam recursos de contribuintes alem\u00e3es sem que haja contrapartidas, como reformas estruturais e planos de austeridade &#8211; como os exigidos dos demais pa\u00edses socorridos at\u00e9 aqui. Ainda assim, em Bruxelas estuda a hip\u00f3tese. Hoje, Olli Rehn, comiss\u00e1rio europeu de Finan\u00e7as, classificou o projeto de &#8220;op\u00e7\u00e3o s\u00e9ria&#8221; para &#8220;romper o v\u00ednculo entre os Estados e os bancos&#8221;.<\/p>\n<p>Para Montoro, o SOS lan\u00e7ado em rela\u00e7\u00e3o ao sistema financeiro \u00e9 ainda mais urgente para evitar o agravamento da crise na Espanha, pa\u00eds que responde por 18% do PIB da UE &#8211; contra 6% de Gr\u00e9cia, Irlanda e Portugal. Segundo ele, resgatando o sistema financeiro evita-se o pior, porque, por seu tamanho, o pa\u00eds em si n\u00e3o poder\u00e1 ser salvo. &#8220;Os homens de preto n\u00e3o v\u00e3o vir \u00e0 Espanha, porque (o pa\u00eds) n\u00e3o \u00e9 resgat\u00e1vel&#8221;, disse Montoro, referindo-se aos executivos da troica &#8211; UE, BCE e FMI. A Espanha representa um risco sist\u00eamico muito superior ao de Atenas, por exemplo. S\u00f3 os bancos da Alemanha disp\u00f5em de \u20ac 146 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da d\u00edvida madrilenha.<\/p>\n<p>Horas ap\u00f3s a entrevista de seu ministro, o premi\u00ea Mariano Rajoy confirmou ao Senado que a economia do pa\u00eds vive um momento grave. Em pronunciamento aos parlamentares, o chefe de governo se uniu ao coro em favor da cria\u00e7\u00e3o de eurob\u00f4nus &#8211; os t\u00edtulos da d\u00edvida soberana da UE. &#8220;A Europa precisa apoiar quem est\u00e1 em dificuldades e necessita integra\u00e7\u00e3o fiscal, com uma autoridade fiscal e uma uni\u00e3o banc\u00e1ria com euron\u00f4nus, com um supervisor banc\u00e1rio e com um fundo de garantia dos dep\u00f3sitos europeus&#8221;, enumerou.<\/p>\n<p>Agora, l\u00edderes pol\u00edticos de quatro das cinco maiores economias da Europa &#8211; Fran\u00e7a, Reino Unido, It\u00e1lia e Espanha &#8211; est\u00e3o pressionando pela ado\u00e7\u00e3o da proposta do presidente franc\u00eas, Fran\u00e7ois Hollande, de mutualiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas futuras do bloco. A Alemanha de Angela Merkel, primeira economia do bloco, \u00e9 contr\u00e1ria.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mineradoras perderam 25% do valor de mercado<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>Apesar dos resultados recordes de 2011, impulsionados pelos pre\u00e7os elevados das commodities, as 40 maiores mineradoras do mundo amargaram forte queda nas a\u00e7\u00f5es com consequente perda de 25% no valor de mercado ante 2010, que encolheu para US$ 1,2 bilh\u00e3o. Somente as tr\u00eas gigantes &#8211; BHP Billiton, Vale e Rio Tinto, que representam mais de 30% do setor &#8211; encolheram US$ 175 bilh\u00f5es em valor acion\u00e1rio, segundo pesquisa a ser divulgada hoje pelo relat\u00f3rio anual de 2011, da consultoria internacional PricewaterhouseCoopers, intitulado apropriadamente de &#8220;Minera\u00e7\u00e3o: Crescimento desconectado&#8221;.<\/p>\n<p>Para a consultoria, a ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o enfrenta um cen\u00e1rio de falta de confian\u00e7a dos investidores, que passaram a ter maior crit\u00e9rio para a realiza\u00e7\u00e3o dos investimentos e a exigir mais retorno aos acionistas [que ano passado receberam US$ 58 bilh\u00f5es em dividendos das empresas pesquisadas]. Isso, aliado ao constante medo econ\u00f4mico global decorrente, entre outros fatores, da crise europeia e da proje\u00e7\u00e3o de desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa, culminou com uma debacle dos pap\u00e9is dessas companhias.<\/p>\n<p>O levantamento da PwC informa que apenas seis das 40 maiores companhia do setor aumentaram seu valor de mercado: as canadenses Yamaha Gold, Yvanho\u00e9 Mines e Gold Corp., a inglesa Hand Gold, a chinesa Shenhua, a mexicana Industrias Peneoles. &#8220;A maioria dessas mineradoras \u00e9 de ouro&#8221;, destacou Ronaldo Vali\u00f1o, s\u00f3cio l\u00edder de minera\u00e7\u00e3o da PwC Brasil.<\/p>\n<p>O executivo destacou que o ouro foi o metal que com uma das melhores performances no per\u00edodo, com a cota\u00e7\u00e3o subindo 18% ante 2010, por conta das incertezas do mercado. &#8220;Foi o investimento mais procurado nesse momento de volatilidade do mercado financeiro&#8221;, disse Vali\u00f1o.<\/p>\n<p>Na pesquisa referente as opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no ano passado, que somaram 2.605 transa\u00e7\u00f5es com valor de US$ 149 bilh\u00f5es (33% a mais que em 2010), as empresas de ouro lideraram os neg\u00f3cios. &#8221; Cerca de 31% das opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es envolveu empresas de ouro, 13% de cobre e 6% de min\u00e9rio de ferro&#8221;. Esse mercado, na opini\u00e3o de Felipe Gomes, gerente do setor de minera\u00e7\u00e3o da consultoria, j\u00e1 foi mais diversificado e mais tendente a consolida\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Vali\u00f1o informou que as transa\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram valores menores. &#8220;Opera\u00e7\u00f5es acima de US$ 1 bilh\u00e3o representaram apenas 1% dos neg\u00f3cios&#8221;, informou. A mudan\u00e7a do perfil do mercado de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, antes caracterizado por opera\u00e7\u00f5es bilion\u00e1rias, resultou do aumento do valor dos ativos e da estrat\u00e9gia das mineradoras de investir prioritariamente em reservas j\u00e1 existentes para otimizar custos e log\u00edstica. &#8220;O mercado de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es ficou mais seletivo&#8221;, concluiu o executivo.<\/p>\n<p>Por regi\u00f5es geogr\u00e1ficas, a Austr\u00e1lia foi a campe\u00e3 das fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es em 2011, concentrando 22% do volume de opera\u00e7\u00f5es, seguida pelos Estados Unidos, com 17%, o Canad\u00e1, com 14%, a China com 11%, a R\u00fassia com 5% e 31% em outros pa\u00edses. O Brasil no ano passado n\u00e3o teve destaque nessas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar do ambiente de desconfian\u00e7a ainda persistir no cen\u00e1rio global, Tim Goldsmith, l\u00edder global de minera\u00e7\u00e3o da PwC est\u00e1 otimista em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o. &#8220;A demanda continua robusta e o crescimento de longo prazo em mercados emergentes \u00e9 mais significativo para a ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o do que o nervosismo no curto prazo do mundo desenvolvido&#8221;. Para Goldsmith, h\u00e1 desconex\u00e3o entre a desconfian\u00e7a dos investidores no curto prazo e os fundamentos da minera\u00e7\u00e3o no longo prazo.<\/p>\n<p>Vali\u00f1o prev\u00ea que a demanda por min\u00e9rio e metais vai continuar aquecida neste ano. Segundo ele, as 40 maiores mineradoras do mundo &#8211; classificadas por valor de mercado &#8211; estimam aplicar US$ 140 bilh\u00f5es em investimentos em novos projetos, ante US$ 98 bilh\u00f5es no ano passado. &#8220;Elas n\u00e3o est\u00e3o pessimistas, apesar do mercado acion\u00e1rio ainda estar fraco&#8221;, disse.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Banco Votorantim receber\u00e1 aporte de R$ 3 bi<\/p>\n<p>O Globo<\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA \u2014 O Banco do Brasil (BB) e o Grupo Votorantim far\u00e3o um aporte de R$ 3 bilh\u00f5es no Banco Votorantim, bra\u00e7o financeiro das empresas da fam\u00edlia Erm\u00edrio de Moraes. Os detalhes da opera\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo finalizados pelos dois s\u00f3cios, e a decis\u00e3o sobre o aporte ser\u00e1 anunciada nas pr\u00f3ximas semanas. Segundo fontes do governo, a inje\u00e7\u00e3o de recursos vai servir para cobrir parte do preju\u00edzo do Votorantim, que foi de quase R$ 600 milh\u00f5es no primeiro trimestre desse ano, e capitalizar a institui\u00e7\u00e3o para fazer novos empr\u00e9stimos e superar a onda de resultados negativos.<\/p>\n<p>No caso do Votorantim, a avalia\u00e7\u00e3o de fontes do mercado e do governo \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente da vivenciada pelo banco Cruzeiro do Sul, posto ontem em Regime de Administra\u00e7\u00e3o Especial Tempor\u00e1ria (Raet), porque o Votorantim tem um s\u00f3cio de peso, que \u00e9 o BB.<\/p>\n<p>Preju\u00edzos devem cessar apenas em 2013<\/p>\n<p>Segundo interlocutores, a capitaliza\u00e7\u00e3o do Votorantim dever\u00e1 ser parcelada e proporcional \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de cada s\u00f3cio na institui\u00e7\u00e3o. No caso do BB, a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 49%. Fontes do governo confirmaram que o banco p\u00fablico tem interesse em comprar a parte do Grupo Votorantim, mas, caso as negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o avancem, um outro investidor privado ser\u00e1 chamado para fechar o neg\u00f3cio. Essa seria a sa\u00edda definitiva cogitada pelo governo para resolver os problemas do Votorantim.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que a institui\u00e7\u00e3o, que havia fechado 2011 com resultado negativo de R$ 201 milh\u00f5es, continuar\u00e1 dando preju\u00edzo ao longo deste ano, e voltar\u00e1 a se recuperar apenas em 2013.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 alta da inadimpl\u00eancia, a provis\u00e3o para cr\u00e9ditos duvidosos saltou de R$ 427 milh\u00f5es no primeiro trimestre do ano passado para R$ 1,6 bilh\u00e3o entre janeiro e mar\u00e7o de 2012.<\/p>\n<p>O BB tem planos de expandir a carteira de cr\u00e9dito, sobretudo para ve\u00edculos, segmento em que o Votorantim \u00e9 forte. Esse foi o argumento utilizado pelo banco federal no in\u00edcio de 2009, quando deu R$ 4,2 bilh\u00f5es para comprar parte da institui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Erm\u00edrio Moraes e, segundo fontes, \u00e9 o que refor\u00e7a o interesse do BB em adquirir a parcela ainda em poder da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u2014 O caminho natural \u00e9 que o grupo controlador venda sua parte \u2014 disse o professor de Economia da USP e analista de bancos Alberto Matias.<\/p>\n<p>Em outra frente, j\u00e1 est\u00e1 praticamente pronta no Minist\u00e9rio da Fazenda uma medida para reduzir a inadimpl\u00eancia no setor financeiro, o que dar\u00e1 f\u00f4lego ao Votorantim, que tem problemas com a carteira de ve\u00edculos, sobretudo de seminovos. Segundo t\u00e9cnicos, o governo dever\u00e1 retirar o limite de R$ 30 mil para que os bancos possam renegociar d\u00edvidas atrasadas de pessoas f\u00edsicas e recolher os tributos (Imposto de Renda e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido) incidentes sobre a opera\u00e7\u00e3o de forma parcelada.<\/p>\n<p>Dessa forma, a institui\u00e7\u00e3o poder\u00e1 reduzir o valor da entrada e, assim, facilitar o pagamento para o cliente. Os dois tributos chegam a representar 40% do valor da opera\u00e7\u00e3o, segundo os bancos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2973\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2973","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-LX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2973\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}