{"id":29756,"date":"2023-01-10T21:19:05","date_gmt":"2023-01-11T00:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=29756"},"modified":"2023-01-10T21:19:05","modified_gmt":"2023-01-11T00:19:05","slug":"100-anos-de-haydee-santamaria-hay-que-defender-la-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29756","title":{"rendered":"100 anos de Hayd\u00e9e Santamar\u00eda: \u00abHay que defender la vida\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abrilabril.pt\/sites\/default\/files\/styles\/node_aberto_vp768\/public\/assets\/img\/18251.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Hayd\u00e9e Santamar\u00eda &#8211; Cr\u00e9ditos \/ Prensa Latina<\/p>\n<p>AbrilAbril<\/p>\n<p>Hayd\u00e9e Santamar\u00eda, intelectual e revolucion\u00e1ria cubana, nasceu h\u00e1 cem anos. A Casa das Am\u00e9ricas, que Santamar\u00eda fundou em abril de 1959, continua a evoc\u00e1-la, dando seguimento a um extenso programa.<\/p>\n<p>\u00abOs tecidos da mem\u00f3ria\u00bb \u00e9 o t\u00edtulo da mostra de artes visuais que ocupa o sagu\u00e3o, a Galeria Latino-americana e o segundo andar da sede da institui\u00e7\u00e3o, localizada no bairro habanero de El Vedado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na Casa das Am\u00e9ricas, o visitante pode apreciar a exposi\u00e7\u00e3o \u00abLa vida es hermosa cuando se vive as\u00ed\u00bb, que re\u00fane livros, documentos e objetos com valor hist\u00f3rico do centro cultural, indica a Prensa Latina.<\/p>\n<p>A comemora\u00e7\u00e3o dos cem anos de Yey\u00e9, como Hayd\u00e9e Santamar\u00eda era conhecida entre os amigos e mais pr\u00f3ximos colaboradores, prossegue este ano com concertos dos m\u00fasicos Jos\u00e9 Mar\u00eda Vitier e Amaury P\u00e9rez, segundo indicou a Casa ao dar conta da programa\u00e7\u00e3o relacionada com o centen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Foram tamb\u00e9m divulgados apresenta\u00e7\u00e3o especial do Ballet Nacional de Cuba, eventos dedicados \u00e0s lutas das mulheres latino-americanas e a edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 63 do seu Pr\u00eamio Liter\u00e1rio, que foi transferido para final de abril, para coincidir com o 64.\u00ba anivers\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o da Casa.<\/p>\n<p>Nascida em 30 de dezembro de 1922, Hayd\u00e9e Santamar\u00eda ficou tamb\u00e9m conhecida como Hero\u00edna de Moncada e da Sierra, pela sua liga\u00e7\u00e3o ao assalto ao quartel da ditadura de Fulgencio Batista em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, e por ter integrado o Ex\u00e9rcito Rebelde.<\/p>\n<p>Ao anunciar as atividades relacionadas com o centen\u00e1rio do nascimento da pol\u00edtica e guerrilheira cubana, o presidente da Casa das Am\u00e9ricas, Abel Prieto, destacou que a sua personalidade marcou a intelectualidade da Ilha e da Am\u00e9rica Latina pelo seu sentido \u00e9tico, o seu sentimento anticolonial, anti-imperialista, martiano e por sua obra pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Revista e livro dedicados<\/strong><br \/>\nO n\u00famero duplo 308-309 da revista trimestral Casa de las Am\u00e9ricas \u00e9 dedicado \u00e0 fundadora da institui\u00e7\u00e3o e hero\u00edna da Revolu\u00e7\u00e3o cubana, ali se reunindo testemunhos, documentos, discursos, cartas e entrevistas para se poder \u00abaquilatar a excepcional personalidade\u00bb da mulher que nasceu em Encrucijada (prov\u00edncia de Villa Clara).<\/p>\n<p>Ainda em homenagem a Santamar\u00eda, a Casa co-editou, com a Ocean Sur, a obra \u00abHay que defender la vida\u00bb. Hayd\u00e9e Santamar\u00eda contada por ella misma, com o intuito de promover o ide\u00e1rio da protagonista entre as novas gera\u00e7\u00f5es de cubanos e entre os leitores do continente.<\/p>\n<p>Jaime G\u00f3mez, vice-presidente de Casa das Am\u00e9ricas e um dos compiladores do volume, afirmou a prop\u00f3sito que \u00abo Moncada, a clandestinidade, a serra, o ex\u00edlio, o triunfo de Janeiro de 1959 e a Casa faziam parte de uma mesma coisa, faziam parte da sua luta, da sua vontade de trabalhar permanentemente por toda a justi\u00e7a poss\u00edvel\u00bb.<\/p>\n<p>Numa entrevista que concedeu ao jornalista mexicano Rodolfo Alcaraz, em maio de 1968, inclu\u00edda no atual n\u00famero da revista da Casa das Am\u00e9ricas (p. 62-92), Hayd\u00e9e fala da vit\u00f3ria da vida sobre a morte.<\/p>\n<p>\u00abPero de todas maneras la vida vence a la muerte. Siempre la vida es tan grande, tan hermosa, que cuando hay una raz\u00f3n de vivir, eso vence a todo. Yo creo que cuando la vida tiene una raz\u00f3n, tanto sentido, es tan importante, la vida y la muerte se entrelazan. Porque cuando se ama tanto la vida, sabe uno lo que significa vivirla, y no se teme a la muerte. Por eso es que los que tienen una vida sin sentido le temen tanto a la muerte. Los que m\u00e1s aman la vida se enfrentan m\u00e1s a la muerte; por eso se dice que los revolucionarios no le temen a la muerte, no temen morir. Yo creo que eso es al rev\u00e9s, \u00bfpor qu\u00e9?, \u00bfpor qu\u00e9 raz\u00f3n? \u00bfQu\u00e9 vida hay m\u00e1s hermosa que la de un revolucionario, que la de los revolucionarios? Un revolucionario ve de verdad la hermosura, ve lo hermoso, hace que la vida sea m\u00e1s bella.\u00bb (p. 78)<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria revolucion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Nos momentos mais dif\u00edceis da guerrilha dirigida por Fidel Castro, em fevereiro de 1957 marchou ao seu encontro em companhia de Frank Pa\u00eds, Faustino P\u00e9rez e outros membros da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do Movimento 26 de Julho para coordenar o apoio da plan\u00edcie, e para guiar o jornalista do New York Times, Herbert Matthews, \u00e0 presen\u00e7a de Fidel. A publica\u00e7\u00e3o da entrevista que o jornalista fizera com o l\u00edder da guerrilha faria cair por terra a propaganda de Batista baseada na suposta morte de Fidel. Ao final de abril, Hayd\u00e9e voltaria a subir a Sierra acompanhando o jornalista estadunidense Bob Taber, que desejava entrevistar Fidel.<\/p>\n<p>Dali partiria para o ex\u00edlio, designada por Fidel como delegada do Movimento 26 de Julho para aglutinar for\u00e7as no exterior e obter armas.<\/p>\n<p><strong>A Revolu\u00e7\u00e3o no poder<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o triunfo da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, voltou a Cuba ainda como l\u00edder do Movimento 26 de Julho (Dire\u00e7\u00e3o Nacional) e trabalhou durante um curto tempo no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Fidel lhe confiou ent\u00e3o a miss\u00e3o de fundar em 1959 uma institui\u00e7\u00e3o cultural que seria emblem\u00e1tica entre os intelectuais e cr\u00edticos de todo o planeta: a Casa de las Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Ali receberia os intelectuais mais importantes do mundo que visitavam Cuba. Hayd\u00e9e foi criadora e patrocinadora do Movimento da Nova Trova, com o qual logrou difundir a obra art\u00edstica de jovens talentos musicais como Silvio Rodriguez, Pablo Milan\u00e9s e Noel Nicola, entre outros, que difundiam uma nova sonoridade diferente das formas habituais em Cuba.<\/p>\n<p>Fez parte da Dire\u00e7\u00e3o Nacional das ORI (Organiza\u00e7\u00f5es Revolucion\u00e1rias Integradas) e em 1965 esteve entre os fundadores do novo Partido Comunista de Cuba, no qual seria eleita membro de seu Comit\u00ea Central.<\/p>\n<p>Integrou a presid\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o Latino-americana de Solidariedade (OLAS), que se reuniu en Havana em 1967, com a inten\u00e7\u00e3o de coordenar a luta insurrecional em todo o continente.<\/p>\n<p><strong>Morte<\/strong><br \/>\nCometeu suic\u00eddio em Havana no dia 28 de julho de 1980.<\/p>\n<p>Quase trinta anos depois de sua morte, numa tarde de domingo, em 7 de setembro de 2008, seus filhos, Celia (45) e Abel (48) faleceram em um acidente de tr\u00e2nsito em Miramar (Havana).<\/p>\n<p>Fonte da biografia: EcuRed<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/29756\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[14,48,13,50],"tags":[233],"class_list":["post-29756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s16-caribe","category-c58-cuba","category-s14-cultura","category-c61-cultura-revolucionaria","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-7JW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}