{"id":298,"date":"2010-03-01T19:45:59","date_gmt":"2010-03-01T19:45:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=298"},"modified":"2010-03-01T19:45:59","modified_gmt":"2010-03-01T19:45:59","slug":"os-desafios-do-socialismo-no-seculo-21-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/298","title":{"rendered":"Os desafios do socialismo no s\u00e9culo 21 na Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00e1 vimos esta estrat\u00e9gia em outros pa\u00edses, tais como na Nicar\u00e1gua na d\u00e9cada de 1980, ou mesmo no Chile sob Allende. \u00c9 o que no l\u00e9xico da CIA \u00e9 conhecido como desestabiliza\u00e7\u00e3o, e na linguagem do Pent\u00e1gono \u00e9 chamado guerra pol\u00edtica \u2013 o que n\u00e3o significa que n\u00e3o haja componente militar. \u00c9 uma estrat\u00e9gia que combina amea\u00e7as militares e hostilidades com opera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas, campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o, propaganda, sabotagem econ\u00f4mica, press\u00f5es diplom\u00e1ticas, mobiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dentro do pa\u00eds, manipula\u00e7\u00e3o de setores insatisfeitos e a explora\u00e7\u00e3o de queixas leg\u00edtimas entre a popula\u00e7\u00e3o. A estrat\u00e9gia \u00e9 h\u00e1bil em aproveitar dos pr\u00f3prios erros e limita\u00e7\u00f5es da revolu\u00e7\u00e3o, tais como corrup\u00e7\u00e3o, clientelismo e oportunismo, os quais devemos reconhecer que s\u00e3o problemas s\u00e9rios na Venezuela. \u00c9 h\u00e1bil tamb\u00e9m em agravar e manipular problemas materiais, tais como escassez, infla\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os e assim por diante.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 destruir a revolu\u00e7\u00e3o tornando-a n\u00e3o funcional, pela exaust\u00e3o da vontade da popula\u00e7\u00e3o em continuar a lutar para forjar uma nova sociedade e, deste modo, minar a base social de massa da revolu\u00e7\u00e3o. De acordo com a estrat\u00e9gia dos EUA a revolu\u00e7\u00e3o deve ser destru\u00edda fazendo com que entre em colapso por si mesma, minando a not\u00e1vel hegemonia que o chavismo e o bolivarianismo foram capazes de alcan\u00e7ar dentro da sociedade civil venezuelana ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. Os EUA esperam provocar Ch\u00e1vez de modo a que tome a posi\u00e7\u00e3o de transformar o processo socialista democr\u00e1tico num processo autorit\u00e1rio. Na vis\u00e3o deles, Ch\u00e1vez finalmente ser\u00e1 removido do poder atrav\u00e9s de um cen\u00e1rio produzido pela guerra de atrito constante \u2013 seja atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es, de um putsch militar interno, um levantamento, deser\u00e7\u00f5es em massa do campo revolucion\u00e1rio, ou uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que n\u00e3o podem ser antecipados.<\/p>\n<p>Neste contexto, as bases militares na Col\u00f4mbia proporcionam uma plataforma crucial para opera\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia e reconhecimento contra a Venezuela e tamb\u00e9m para a infiltra\u00e7\u00e3o militar contra-revolucion\u00e1ria, a sabotagem econ\u00f4mica e grupos terroristas. Estes grupos de infiltra\u00e7\u00e3o destinam-se a provocar rea\u00e7\u00f5es do governo e sincronizar a provoca\u00e7\u00e3o armada com toda a gama de agress\u00f5es pol\u00edticas, diplom\u00e1ticas, psicol\u00f3gicas, econ\u00f4micas e ideol\u00f3gicas que fazem parte da guerra de atrito.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a simples amea\u00e7a de agress\u00e3o militar dos EUA que as bases representam constitui uma poderosa opera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica estadunidense destinada a elevar as tens\u00f5es dentro da Venezuela, for\u00e7ar o governo a posi\u00e7\u00f5es extremistas ou a fortalecer as for\u00e7as internas anti-chavistas e contra- revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante verificar que as bases militares fazem parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla dos EUA em rela\u00e7\u00e3o a toda a Am\u00e9rica Latina. Os EUA e a direita na Am\u00e9rica Latina lan\u00e7aram uma contra-ofensiva para reverter a guinada para a esquerda ou a chamada &#8220;Mar\u00e9 Rosa&#8221;. A Venezuela \u00e9 o epicentro de um emergente bloco contra-hegem\u00f4nico na Am\u00e9rica Latina. Mas a Bol\u00edvia, Equador e os movimentos sociais e for\u00e7as pol\u00edticas de esquerda da regi\u00e3o s\u00e3o igualmente alvos desta contra-ofensiva tal como a Venezuela. O golpe em Honduras deu \u00edmpeto a esta contra-ofensiva e fortaleceu a direita e as for\u00e7as contra- revolucion\u00e1rias. A Col\u00f4mbia tornou-se o epicentro regional da contra-revolu\u00e7\u00e3o \u2013 realmente um basti\u00e3o do fascismo s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p><strong>A &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana&#8221; de Ch\u00e1vez tem sido muito popular entre os pobres. Poderia explicar como a sociedade venezuelana tem mudado desde que Ch\u00e1vez chegou ao poder? <\/strong>Em primeiro lugar, vamos reconhecer que a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana colocou o socialismo democr\u00e1tico na agenda mundial depois de atravessarmos um per\u00edodo na d\u00e9cada de 1990 em que muitos ficavam mesmo alarmados em falar de socialismo, quando parecia que o capitalismo global havia atingido o pico da sua hegemonia e quando alguns na esquerda compravam a tese do &#8220;fim da hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana deu \u00e0s massas pobres e em grande medida afro- caribenhas a sua voz pela primeira vez desde a guerra da independ\u00eancia do colonialismo espanhol. O governo Ch\u00e1vez reorientou prioridades para a maioria pobre. Ele foi capaz de utilizar os rendimentos do petr\u00f3leo, em particular, para desenvolver sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e outros programas sociais que tiveram resultados dram\u00e1ticos na redu\u00e7\u00e3o da pobreza, eliminando virtualmente o analfabetismo e melhorando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Organiza\u00e7\u00f5es internacionais e ag\u00eancias t\u00eam reconhecido estas not\u00e1veis realiza\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Contudo, como algu\u00e9m que visita a Venezuela regularmente, eu diria que a mudan\u00e7a mais fundamental desde que Ch\u00e1vez chegou ao poder n\u00e3o \u00e9 a destes indicadores sociais mas sim o despertar pol\u00edtico e s\u00f3cio-psicol\u00f3gico da maioria pobre \u2013 um vasto processo popular de mobiliza\u00e7\u00e3o das bases, express\u00e3o cultural, participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e participa\u00e7\u00e3o no poder. A velha elite e a burguesia foram parcialmente substitu\u00eddas no Estado e do poder pol\u00edtico formal \u2013 embora n\u00e3o inteiramente. Mas o medo real e o ressentimento dos velhos grupos dominantes, o p\u00e2nico e o seu \u00f3dio contra Ch\u00e1vez \u00e9 porque eles sentiram deslizar do seu dom\u00ednio a capacidade confort\u00e1vel de exercer domina\u00e7\u00e3o cultura e s\u00f3cio- psicol\u00f3gica sobre as classes populares como o fizeram durante d\u00e9cadas, mesmo s\u00e9culos. Naturalmente, ali ainda h\u00e1 outros muitos mecanismos atrav\u00e9s dos quais a burguesia e os agentes pol\u00edticos do antigo regime s\u00e3o capazes de exercer sua influ\u00eancia, particularmente atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que em grande medida ainda est\u00e3o nas suas m\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00e3o avan\u00e7ados s\u00e3o os planos de nacionaliza\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1vez? H\u00e1 alguma evid\u00eancia de que eles levam aos resultados desejados? <\/strong>A grande mudan\u00e7a econ\u00f4mica \u00f3bvia foi a recupera\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo do pa\u00eds para um projeto popular \u2013 e mesmo que haja ainda uma burocr\u00e1tica oligarquia PDVSA.<\/p>\n<p>Outras empresas chave, tais como a siderurgia, foram nacionalizadas. E o setor cooperativo \u2013 com todos os seus problemas \u2013 tem se ampliado. No entanto, o poder econ\u00f4mico ainda est\u00e1 em grande medida nas m\u00e3os da burguesia.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia da revolu\u00e7\u00e3o tem sido erguer novas institui\u00e7\u00f5es paralelas e tamb\u00e9m tentar &#8220;colonizar&#8221; o velho Estado. Mas o Estado venezuelano ainda \u00e9 em grande medida um Estado capitalista. A quest\u00e3o chave \u00e9: como pode um projeto de transforma\u00e7\u00e3o avan\u00e7ar enquanto opera atrav\u00e9s de um Estado corrupto, clientelista, burocr\u00e1tico e muitas vezes inerte legado pelo antigo regime? Se for\u00e7as revolucion\u00e1rias e socialistas chegam ao poder dentro de um processo pol\u00edtico capitalista como voc\u00ea confronta o Estado capitalista e os entreves que ele coloca nos processos de transforma\u00e7\u00e3o? De fato, na Venezuela, e tamb\u00e9m na Bol\u00edvia, as institui\u00e7\u00f5es do Estado muitas vezes atuam para constranger, diluir e cooptar lutas de massas vindas de baixo.<\/p>\n<p>Do meu ponto de vista, na Venezuela a maior amea\u00e7a \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de direita, mas sim da chamada direita &#8220;end\u00f3gena&#8221; ou &#8220;chavista&#8221; e pertencente ao bloco revolucion\u00e1rio, incluindo elites do Estado e respons\u00e1veis partid\u00e1rios, desenvolver\u00e3o um interesse mais profundo em defender o capitalismo global do que na transforma\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o tem mais de uma d\u00e9cada. Est\u00e1 amadurecendo ou est\u00e1 chegando a uma etapa de decl\u00ednio e deforma\u00e7\u00e3o? <\/strong>Eu n\u00e3o diria que a revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em &#8220;decl\u00ednio&#8221; ou &#8220;deforma\u00e7\u00e3o&#8221;. A guinada \u00e0 esquerda na Am\u00e9rica Latina come\u00e7ou como uma rebeli\u00e3o contra o neoliberalismo.<\/p>\n<p>Os regimes p\u00f3s neoliberais empreenderam suaves reformas redistributivas e nacionaliza\u00e7\u00f5es limitadas, particularmente de recursos energ\u00e9ticos e servi\u00e7os p\u00fablicos que anteriormente haviam sido privatizados. Eles foram capazes de reativar a acumula\u00e7\u00e3o. Mas o p\u00f3s-neo-liberalismo que atualmente n\u00e3o caminha em dire\u00e7\u00e3o a uma profunda transforma\u00e7\u00e3o socialista, est\u00e1 rapidamente a atingir os seus limites.<\/p>\n<p>O processo bolivariano enfrenta contradi\u00e7\u00f5es, problemas e limita\u00e7\u00f5es, tal como todos os projetos hist\u00f3ricos. Eu diria que tanto a revolu\u00e7\u00e3o venezuelana como os processos boliviano e equatoriano podem estar a rebelar-se contra os limites da reforma redistributiva dentro da l\u00f3gica do capitalismo global, especialmente considerando a atual crise do capitalismo global. O anti-neoliberalismo que n\u00e3o desafia mais fundamentalmente a pr\u00f3pria l\u00f3gica do capitalismo choca-se contra limita\u00e7\u00f5es que podem agora ter sido atingidas.<\/p>\n<p>Pode ser que a melhor ou a \u00fanica defesa da revolu\u00e7\u00e3o seja radicalizar e aprofundar o processo, pressionar pelo avan\u00e7o de transforma\u00e7\u00f5es estruturais que v\u00e3o al\u00e9m da redistribui\u00e7\u00e3o. O fato \u00e9 que a burguesia venezuelana pode ter sido deslocada em parte do poder pol\u00edtico, mas ainda det\u00e9m grande parte do controle economico. Romper tal controle implica uma mudan\u00e7a mais significativa na propriedade e nas rela\u00e7\u00f5es de classe. Isto por sua vez significa romper a domina\u00e7\u00e3o do capital, do capital global e dos seus agentes locais.<\/p>\n<p>Recordemos as li\u00e7\u00f5es da Nicar\u00e1gua e de outras revolu\u00e7\u00f5es. Alian\u00e7as multi-classe geram contradi\u00e7\u00f5es desde que a etapa da lua-de-mel da reforma redistributiva e dos programas sociais f\u00e1ceis alcancem o seu limite. Ent\u00e3o as alian\u00e7as multi-classe come\u00e7am a entrar em colapso porque h\u00e1 contradi\u00e7\u00f5es fundamentais entre distintos projetos e interesses de classe. Nesse ponto, uma revolu\u00e7\u00e3o deve definir mais claramente o seu projeto de classe; n\u00e3o apenas no discurso ou na pol\u00edtica mas na transforma\u00e7\u00e3o estrutural real.<\/p>\n<p>A um n\u00edvel mais t\u00e9cnico, poder\u00edamos dizer que as contradi\u00e7\u00f5es geradas pela tentativa de romper a domina\u00e7\u00e3o do capital global n\u00e3o s\u00e3o uma falha da revolu\u00e7\u00e3o. A Venezuela ainda \u00e9 um pa\u00eds capitalista no qual a lei do valor, da acumula\u00e7\u00e3o de capital, est\u00e1 operativa. Esfor\u00e7os para estabelecer uma l\u00f3gica contr\u00e1ria \u2013 uma l\u00f3gica da necessidade social e da distribui\u00e7\u00e3o social \u2013 chocam-se contra a lei do valor. Mas numa sociedade capitalista violar a lei do valor lan\u00e7a tudo na loucura, gerando muitos problemas e novos desequil\u00edbrios que a contra- revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de aproveitar. Isto \u00e9 o desafio para qualquer revolu\u00e7\u00e3o orientada para o socialismo dentro do capitalismo global.<\/p>\n<p><strong>William I. Robinson<\/strong> \u00e9 professor de Sociologia, Universidade da Calif\u00f3rnia \u2013 Santa B\u00e1rbara<\/p>\n<p>(Publicado originalmente em http:\/\/www.zmag.org\/znet\/ viewArticle\/23797)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: resistir.info\n\n\n\n\nEntrevista com Chronis Polychroniou, editor do di\u00e1rio grego Eleftherotypia\nPor William I. Robinson\nH\u00e1 hist\u00f3rias preocupantes vindo da Venezuela. A situa\u00e7\u00e3o na fronteira est\u00e1 tensa, h\u00e1 uma nova base militar colombiana pr\u00f3xima \u00e0 fronteira, o acesso dos EUA a v\u00e1rias novas bases na Col\u00f4mbia&#8230; Ser\u00e1 que o regime se preocupa com uma poss\u00edvel invas\u00e3o? Se sim, quem est\u00e1 para intervir? Chronis Polychroniou &#8211; O governo venezuelano est\u00e1 preocupado acerca de uma poss\u00edvel invas\u00e3o estadunidense. Contudo, penso que os EUA est\u00e3o seguindo uma estrat\u00e9gia de interven\u00e7\u00e3o mais refinada que pod\u00edamos denominar guerra de atrito.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/298\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-298","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4O","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=298"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}