{"id":2983,"date":"2012-06-07T21:41:43","date_gmt":"2012-06-07T21:41:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2983"},"modified":"2012-06-07T21:41:43","modified_gmt":"2012-06-07T21:41:43","slug":"o-massacre-houla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2983","title":{"rendered":"O massacre Houla:"},"content":{"rendered":"\n<p>\u2013 Investiga\u00e7\u00e3o pormenorizada<\/p>\n<p><strong>por Marat Musin<\/strong><\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Nota do Editor do Global Research<\/strong> <\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Esta not\u00edcia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunica\u00e7\u00e3o ocidentais. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A not\u00edcia baseia-se numa cronologia de acontecimentos e em relatos oculares. Foram massacradas em Houla fam\u00edlias inteiras leais ao governo. Os terroristas n\u00e3o foram mil\u00edcias shabbiha pr\u00f3-governamentais conforme veiculado em coro pelos principais meios de comunica\u00e7\u00e3o, foram sobretudo mercen\u00e1rios e assassinos profissionais que agiram sob os ausp\u00edcios do auto-proclamado Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o S\u00edrio: <\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da pol\u00edcia local, come\u00e7aram a eliminar todas as fam\u00edlias leais \u00e0s autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crian\u00e7as. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Foram mortas diversas fam\u00edlias de Al-Sayed, incluindo 20 crian\u00e7as e a fam\u00edlia de Abdul Razak. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas \u00e0 queima-roupa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois os cad\u00e1veres foram apresentados \u00e0s NU e \u00e0 comunidade internacional como sendo v\u00edtimas de bombardeamentos do ex\u00e9rcito s\u00edrio, uma coisa que n\u00e3o foi verificada por quaisquer marcas nos corpos&#8221;. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Pedimos aos nossos leitores que divulguem esta not\u00edcia o mais que puderem, que a publiquem no Facebook. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O massacre em Houla est\u00e1 a ser atribu\u00eddo ao governo s\u00edrio sem ponta de justifica\u00e7\u00e3o. O objectivo \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 isolar politica e economicamente a S\u00edria como arranjar um pretexto e uma justifica\u00e7\u00e3o para desencadear uma guerra humanit\u00e1ria R2P (responsabilidade pela protec\u00e7\u00e3o) na S\u00edria. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Susan Rice, embaixadora americana nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, deu a entender que, se o Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o actuar, os EU e os seus aliados podem considerar &#8220;tomar medidas fora do plano Annan e da autoridade do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU&#8221;. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta not\u00edcia de Marat Musin confirma que os crimes contra a humanidade est\u00e3o a ser praticados por mil\u00edcias terroristas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 essencial inverter a mar\u00e9 da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas n\u00e3o pelas for\u00e7as governamentais mas por terroristas profissionais que actuam ao abrigo do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o S\u00edrio, patrocinado pelos EUA-NATO. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Michel Chossudovsky, Global Research, Montreal, 01\/Junho\/2012<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>No fim-de-semana de 25 de Maio de 2012, por volta das 2 horas da tarde, grandes grupos de combatentes atacaram e capturaram a cidade de Al-Hula da prov\u00edncia Homs. Al-Houla \u00e9 formada por tr\u00eas regi\u00f5es: as cidades de Taldou, Kafr Laha e Taldahab, cada uma das quais j\u00e1 albergou 25 a 30 mil pessoas.<\/p>\n<p>A cidade foi atacada a nordeste por grupos de bandidos e de mercen\u00e1rios, em n\u00famero de mais de 700 pessoas. Os militantes vieram de Ar-Rastan (a Brigada de al-Farouk do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o S\u00edrio, chefiada pelo terrorista Abdul Razak Tlass, em n\u00famero de 250), da cidade de Akraba (chefiada pelo terrorista Yahya Al-Yousef), da cidade Farlaha, a que se juntaram gangsters locais e de Al Houla.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito que a cidade de Ar-Rastan foi abandonada pela maior parte dos civis. Neste momento dominam o local wahhabis e libaneses, alimentados com dinheiro e armas por um dos maiores orquestradores do terrorismo internacional, Saad Hariri, que lidera o movimento pol\u00edtico anti-s\u00edrio &#8220;Tayyar Al-Mustaqbal&#8221; (Movimento do Futuro&#8221;). A estrada de Ar-Rastan para Al-Houla atravessa \u00e1reas bedu\u00ednas que se mant\u00eam quase todas fora do controlo das tropas governamentais, o que fez com que os ataques militantes a Al Hula fossem uma total surpresa para as autoridades s\u00edrias.<\/p>\n<p>Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da pol\u00edcia local, come\u00e7aram a eliminar todas as fam\u00edlias leais \u00e0s autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crian\u00e7as. Foram mortas diversas fam\u00edlias de Al-Sayed, incluindo 20 crian\u00e7as e a fam\u00edlia de Abdul Razak. Muitos dos que foram mortos eram &#8216;culpados&#8217; de terem ousado mudar de sunitas para xiitas. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas \u00e0 queima-roupa. Depois os cad\u00e1veres foram apresentados \u00e0s NU e \u00e0 comunidade internacional como sendo v\u00edtimas de bombardeamentos do ex\u00e9rcito s\u00edrio, uma coisa que n\u00e3o foi verificada por quaisquer marcas nos corpos&#8221;.<\/p>\n<p>A ideia de que observadores das NU tinham ouvido fogo de artilharia contra Al-Houla no Hotel Safir em Homs durante a noite\u2026 como piada n\u00e3o est\u00e1 nada mal. S\u00e3o 50 km de dist\u00e2ncia entre Homs e Al-Houla. Que tipo de tanques ou de metralhadoras tem esse alcance? Sim, houve intenso tiroteio em Homs at\u00e9 \u00e0s 3 da manh\u00e3, incluindo de armas pesadas. Mas, para dar um exemplo, na noite de segunda para ter\u00e7a-feira, o tiroteio deveu-se a uma tentativa de aplica\u00e7\u00e3o da lei para reconquistar o controlo sobre um corredor de seguran\u00e7a ao longo da estrada para Damasco, Tarik Al-Sham.<\/p>\n<p>Numa inspec\u00e7\u00e3o visual a Al Hula \u00e9 imposs\u00edvel encontrar vest\u00edgios de qualquer destrui\u00e7\u00e3o recente por bombardeamentos. Durante o dia, foram feitos v\u00e1rios ataques por atiradores sobre os \u00faltimos soldados restantes no posto de controlo Taldou. Os militantes usaram armas pesadas e houve franco-atiradores mercen\u00e1rios profissionais em actividade.<\/p>\n<p>De notar que j\u00e1 anteriormente falhara uma mesma provoca\u00e7\u00e3o em Shumar (Homs) onde foram mortos 49 militantes e mulheres e crian\u00e7as, organizada pouco antes de uma visita de Kofi Annan. Essa provoca\u00e7\u00e3o foi imediatamente desmascarada logo que se tornou conhecido que os corpos dos previamente raptados pertenciam aos alawitas. Essa provoca\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m continha v\u00e1rias incongru\u00eancias \u2013 os nomes dos que foram mortos eram de pessoas leais \u00e0s autoridades, n\u00e3o havia vest\u00edgios de bombardeamentos, etc.<\/p>\n<p>Mas a m\u00e1quina da provoca\u00e7\u00e3o continuou a funcionar na mesma. Hoje, os pa\u00edses da NATO amea\u00e7am bombardear directamente a S\u00edria e em simult\u00e2neo come\u00e7ou a expuls\u00e3o de diplomatas s\u00edrios\u2026 Actualmente n\u00e3o h\u00e1 tropas dentro da cidade de Al Hula, mas apesar disso ouvem-se regularmente explos\u00f5es de armas autom\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se percebe se os militantes andam a lutar uns contra os outros ou se os apoiantes de Bashar al-Assad est\u00e3o a ser eliminados.<\/p>\n<p>Os militantes abrem fogo sobre praticamente todos aqueles que tentam aproximar-se da cidade fronteiri\u00e7a. Antes de n\u00f3s foi alvejado um comboio das NU tendo ficado danificados dois jipes blindados de observadores das NU, quando tentavam chegar a um posto de controlo do ex\u00e9rcito em Tal Dow.<\/p>\n<p>No ataque ao comboio foi detectado um terrorista de vinte anos de idade. O fogo foi dirigido contra os\u00a0<em>slopes <\/em>do primeiro jipe e a porta traseira do segundo carro blindado foi atingido por um fragmento. H\u00e1 feridos entre os acompanhantes.<\/p>\n<p>Segundo um soldado ferido:<\/p>\n<p>&#8220;No dia seguinte, vieram observadores das NU ter connosco ao posto de controlo e, mal chegaram, atiradores abriram fogo contra eles. E tr\u00eas de n\u00f3s foram feridos. Um ficou ferido na perna, o segundo nas costas e eu fui atingido na anca.<\/p>\n<p>Quando os observadores chegaram, ouviram uma mulher ali ao p\u00e9 deles a gritar, a mulher levantou-se e suplicou aos observadores que a ajudassem \u2013 que a protegessem dos bandidos. Quando eu fui ferido, os observadores perguntaram como \u00e9 que eu me sentia, mas nenhum deles tentou ajudar. O nosso posto de controlo j\u00e1 n\u00e3o existe. J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 civis em Taldou, s\u00f3 restam os militantes. A nossa rela\u00e7\u00e3o com os locais era excelente. S\u00e3o muito bons para n\u00f3s: pediram ao ex\u00e9rcito para entrar em Taldou. Fomos atacados por franco-atiradores&#8221;.<\/p>\n<p>Infelizmente, muitos dos militantes s\u00e3o franco-atiradores profissionais. A uns 100 a 200 metros da nossa equipa da TV, militantes atacaram um BMP que ia fazer substitui\u00e7\u00e3o de soldados no posto de controlo. Nessa ocasi\u00e3o, um soldado recruta sofreu uma concuss\u00e3o e um leve ferimento de rasp\u00e3o na cabe\u00e7a por uma bala de um franco-atirador. Olhando para o capacete Kevlar, parece que ele nem se apercebeu que tinha sobrevivido por milagre.<\/p>\n<p>Os franco-atiradores matam diariamente cerca de 10 soldados e pol\u00edcias nos postos de controlo. \u00c9 verdade, as baixas di\u00e1rias nas organiza\u00e7\u00f5es de imposi\u00e7\u00e3o da lei em Homs s\u00e3o de dezenas de v\u00edtimas. Mas, infelizmente, \u00e0s 10 da manh\u00e3, foram levados para a morgue seis soldados mortos. A maior parte deles tinha sido morto com uma bala na cabe\u00e7a. E o dia mal tinha come\u00e7ado\u2026<\/p>\n<p>S\u00e3o estes os nomes dos que foram mortos pelos franco-atiradores nas primeiras horas da manh\u00e3 de 29 de Maio:<\/p>\n<p>1. Sargento Ibrahim Halyuf<\/p>\n<p>2. Sargento Salman Ibrahim<\/p>\n<p>3. Pol\u00edcia Mahmoud Danaver<\/p>\n<p>4. Soldado Ali Daher<\/p>\n<p>5. Sargento Wisam Haidar<\/p>\n<p>6. n\u00e3o se conseguiu apurar o nome de fam\u00edlia do soldado morto<\/p>\n<p>Os bandidos at\u00e9 dispararam uma descarga autom\u00e1tica sobre o nosso grupo de jornalistas, embora fosse \u00f3bvio que era um grupo de filmagem normal, formado por civis desarmados.<\/p>\n<p><strong>COMO COME\u00c7OU O ATAQUE <\/strong><\/p>\n<p>Depois das ora\u00e7\u00f5es de sexta-feira, pelas 2 horas da tarde a 25 de Maio, um grupo do cl\u00e3 Al Aksh come\u00e7ou a disparar sobre um posto de controlo de for\u00e7as da ordem com morteiros e lan\u00e7a-granadas. O fogo de resposta de um BRDM atingiu a mesquita, e foi quanto bastou para desencadear uma provoca\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p>Depois, dois grupos de militantes chefiados pelo terrorista Nidal Bakkour e Al-Hassan do cl\u00e3 Al Hallak, apoiados por uma unidade de mercen\u00e1rios, atacaram o posto de controlo na zona oriental da cidade. \u00c0s 15:30 foi tomado esse posto de controlo e todos os prisioneiros foram executados: um soldado sunita ficou com a garganta cortada, enquanto que Abdullah Shaui (Bedouin) of Deir-Zor foi queimado vivo.<\/p>\n<p>Durante o ataque ao posto de controlo oriental, os homens armados perderam 25 pessoas que depois foram apresentadas aos observadores da ONU, juntamente com os 108 civis mortos \u2013 &#8216;v\u00edtimas do regime&#8217;, alegadamente mortos por bombardeamentos do ex\u00e9rcito s\u00edrio. Quanto aos restantes 83 corpos, incluindo os de 38 crian\u00e7as, eram das fam\u00edlias que foram executadas pelos militantes. Essas fam\u00edlias eram todas leais ao governo da S\u00edria.<\/p>\n<p>Entrevista com um funcion\u00e1rio das for\u00e7as da ordem:<\/p>\n<p>&#8220;Chamo-me Al Khosam, sou um agente das for\u00e7as da ordem. Prestava servi\u00e7o na cidade de Taldou, distrito de Al-Houla, uma prov\u00edncia de Homs. Na sexta-feira, o nosso posto de controlo foi atacado por um grande grupo de militantes. Eram milhares.<\/p>\n<p>P: Como \u00e9 que se defendeu?<\/p>\n<p>R: Com uma simples arma. T\u00ednhamos 20 pessoas, pedimos refor\u00e7os e quando vinham a caminho, fui ferido e s\u00f3 retomei consci\u00eancia no hospital. Os atacantes eram de Ar-Rastan e Al-Hula. Os rebeldes controlam Taldou. Queimaram casas e mataram pessoas e fam\u00edlias, porque eram leais ao governo. Violaram mulheres e mataram as crian\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p>Entrevista com um soldado ferido:<\/p>\n<p>&#8220;Chamo-me Ahmed Mahmoud al Khali. Sou da cidade Manbej. Fui ferido em Taldou. Perten\u00e7o a um grupo de apoio que foi em ajuda dos nossos camaradas que estavam de servi\u00e7o no posto de controlo.<\/p>\n<p>Os militantes destru\u00edram dois ve\u00edculos de combate de infantaria e um BRDM que estava no nosso posto de controlo. Fomos para Taldou num BMP, buscar os nossos camaradas feridos no posto de controlo do centro da cidade. Trouxemo-los no BMP, e eu ocupei o lugar deles.<\/p>\n<p>Pouco depois chegaram os observadores da ONU. Vieram ter connosco, n\u00f3s lev\u00e1mo-los a casa das fam\u00edlias que foram mortas pelos bandidos.<\/p>\n<p>Vi uma fam\u00edlia de tr\u00eas irm\u00e3os e o pai no mesmo quarto. Noutro quarto encontr\u00e1mos crian\u00e7as mortas e a m\u00e3e delas. E noutro ainda \u2013 um velho, morto na mesma casa. Ao todo, cinco homens, mulheres e crian\u00e7as. A mulher violada e com um tiro na cabe\u00e7a, tapei-a com um cobertor. E a comiss\u00e3o viu-os a todos. Puseram-nos no carro e foram-se embora. N\u00e3o sei para onde os levaram, provavelmente para serem sepultados&#8221;.<\/p>\n<p>Um residente de Taldou no telhado da delegacia da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>&#8220;Na sexta-feira \u00e0 tarde eu estava em casa. Ao ouvir os tiros, sa\u00ed para ver o que \u00e9 que estava a acontecer e vi que o fogo vinha do lado norte, na direc\u00e7\u00e3o do posto de controlo do ex\u00e9rcito. Como o ex\u00e9rcito n\u00e3o ripostou, eles come\u00e7aram a aproximar-se da casa onde depois a fam\u00edlia foi morta. Quando o ex\u00e9rcito come\u00e7ou a ripostar, eles usaram as mulheres e as crian\u00e7as como escudos humanos e continuaram a disparar sobre o posto de controlo. Quando o ex\u00e9rcito come\u00e7ou a responder, fugiram. Depois disso, o ex\u00e9rcito agarrou nas mulheres e crian\u00e7as sobreviventes e puseram-nas em seguran\u00e7a. Nessa altura, a Al Jazeera p\u00f4s imagens no ar e disse que fora o ex\u00e9rcito que fizera o massacre em Al Hula.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que eles mataram os civis e crian\u00e7as em Al-Hula. Os bandidos n\u00e3o permitiram que ningu\u00e9m fizesse o trabalho deles. Roubaram tudo aquilo a que puderam deitar a m\u00e3o: trigo, farinha, petr\u00f3leo e gasolina. A maior parte dos combatentes era da cidade de Ar Rastan&#8221;.<\/p>\n<p>Depois de conquistarem a cidade, levaram os corpos dos seus camaradas mortos, assim como os corpos das pessoas e das crian\u00e7as que mataram na mesquita. Transportaram os corpos em carrinhas KIA. A 25 de Maio, por volta das 8 da noite, os cad\u00e1veres j\u00e1 estavam na mesquita. No dia seguinte \u00e0s 11 da manh\u00e3 chegaram os observadores da ONU \u00e0 mesquita.<\/p>\n<p><strong>Desinforma\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Para exercer press\u00e3o sobre a opini\u00e3o p\u00fablica e alterar as posi\u00e7\u00f5es da R\u00fassia e da China, foram preparados com anteced\u00eancia textos e subt\u00edtulos em russo e em chin\u00eas, a dizer: &#8220;S\u00edria \u2013 Homs \u2013 a cidade de Hula. Um terr\u00edvel massacre perpetrado pelas for\u00e7as armadas do regime s\u00edrio contra civis na cidade de Houla. Dezenas de v\u00edtimas &#8211; e o seu n\u00famero aumenta &#8211; principalmente mulheres e crian\u00e7as, brutalmente mortas por bombardeamento indiscriminado da cidade&#8221;.<\/p>\n<p>Dois dias depois, a 27 de Maio, depois de os relatos dos moradores e dos registos de v\u00eddeo mostrarem que os factos n\u00e3o corroboravam a acusa\u00e7\u00e3o de bombas, os v\u00eddeos dos bandidos sofreram altera\u00e7\u00f5es significativas. No final do texto aparecia este p\u00f3s-escrito: &#8220;E alguns foram mortos com facas&#8221;.<\/p>\n<p>Marat Musin, Olga Kulygina, Al-Houla, Syria<\/p>\n<p><strong>Ver tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/www.infosyrie.fr\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.infosyrie.fr\/<\/a>\n<p>O original (em russo) encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/maramus.livejournal.com\/86539.html\" target=\"_blank\">http:\/\/maramus.livejournal.com\/86539.html<\/a> , a vers\u00e3o em ingl\u00eas em<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=31184\" target=\"_blank\">http:\/\/www.globalresearch.ca\/index.php?context=va&amp;aid=31184<\/a> e em<\/p>\n<p> <\/strong> <\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.syrianews.cc\/syria-journalist-houla-massacre-703.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.syrianews.cc\/syria-journalist-houla-massacre-703.html<\/a> . Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n<\/li>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nTerroristas da oposi\u00e7\u00e3o mataram fam\u00edlias leais ao governo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2983\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-2983","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c84-solidariedade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-M7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2983\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}